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Oficina, eleito o melhor teatro do mundo na categoria ‘projeto arquitetônico‘ pelOficina, eleito o melhor teatro do mundo na categoria ‘projeto arquitetônico‘ pelo The Guardian. Oficina, eleito o melhor teatro do mundo na categoria ‘projeto arquitetônico‘ pelOficina, eleito o melhor teatro do mundo na categoria ‘projeto arquitetônico‘ pelo The Guardian.

Teatro Oficina lançou esta semana um movimento envolvendo artistas e demais cidadãos para a preservação do emblemático edifício projetado por Lina Bo Bardi e seu entorno tombado. O grupo de teatro convida todos os interessados a enviarem pedidos de veto ao Governo do Estado de São Paulo conta a construção de altas torres residenciais no bairro do Bixiga - proposta liberada nesta segunda-feira pelo CONDEPHAAT.

Através de uma publicação no site oficial do Teatro Oficina, o grupo chama "a força da multidão para que direcione, através de textos e vídeos" ao governador do estado e autoridades do patrimônio, "pedidos de veto ao empreendimento do Grupo SS e um clamor pela destinação pública desse terreno."

Localizada em um dos últimos terrenos vazios do bairro do Bixiga, a companhia de teatro já travou outras batalhas para permanecer neste local. A reivindicação dessa e de outras lutas é a mesma - nas palavras do grupo: "Não queremos construir edificações, desejamos a poética do vazio como uma construção, num exercício de imaginação, criando bolsões de respiro no tecido urbano de São Paulo, permitindo ao terreno que se mantenha verdejado, permeável à luz, à chuva, ao tempo."

Leia o manifesto completo da companhia de teatro, aqui.

Para lembrar: o Oficina, foi eleito o melhor teatro do mundo na categoria "projeto arquitetônico" pelo The Guardian.

Imagem: The Guardian / Reprodução.Imagem: The Guardian / Reprodução.

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Fonte: Arch Daily.

Depois de ganhar as redes sociais do Brasil com a hashtag #MeuPrimeiroAssedio e #MeuAmigoSecreto, as denúncias de abuso sexual sofrido por mulheres ganharam o  mundo a partir da hashtag #MeToo ("eu também").

Essas duas palavras vêm sendo compartilhadas nas redes sociais por mulheres e homens que sofreram algum tipo de agressão sexual. A iniciativa teve início depois das alegações de estupro contra o poderoso produtor cinematográfico americano Harvey Weinstein.

Weinstein, um dos mais poderosos nomes de Hollywood, foi acusado de estupro e agressão sexual por mais de duas dezenas de mulheres - incluindo as atrizes Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow e Rose McGowan. O produtor alega que todas as relações sexuais que teve foram consensuais.

Desde que as acusações vieram a público, várias personalidades usaram as redes sociais para falar sobre o assunto, algumas detalhando o assédio que sofreram.

Atriz Alyssa Milano pediu a vítimas de assédio que se pronunciassem, em demonstração de solidariedade. Foto: Getty Images.Atriz Alyssa Milano pediu a vítimas de assédio que se pronunciassem, em demonstração de solidariedade. Foto: Getty Images.

A hashtag, porém, surgiu quando o jornal The New York Times publicou um artigo de opinião assinado por Mayim Bialik, da série The Big Bang Theory, afirmando que as mulheres são assediadas com base em um “nível hierárquico” de beleza, além da forma como se vestem.

O termo ganhou força depois de a atriz Alyssa Milano pedir as vítimas de assédio sexual que se pronunciassem, em demonstração de solidariedade. O caso teve ainda maior repercussão com a participação da senadora democrata Elizabeth Warren, que publicou em sua conta no Facebook um pedido semelhante para que vítimas de assédio utilizassem a hashtag em seus perfis. A hashtag já foi mencionada mais de 1.7 milhões de vezes nas redes.

Celebridades responderam, incluindo Debra Messing, Anna Paquin, Lady Gaga e Monica Lewinsky.

Milhares de outros usuários nas redes sociais, inclusive no Brasil, compartilharam histórias de quando foram vítimas de assédio.

No Twitter, uma usuária, que decidiu permanecer anônima, escreveu: "Tinha 19 anos. Ele me encheu de álcool, forçou um beijo de língua e tocou meus seios. Me culpei por estar bêbada. #MeToo."

Homens e transexuais também expressaram apoio à campanha, incluindo o ator e cantor Javier Munoz.

Alguns deles chegaram, inclusive, a falar sobre suas experiências pessoais.

A usuária Cortney Anne Budney postou no Facebook: "O 'eu também' é para os homens também. Não devemos nos esquecer dos homens e dos meninos. O eu também deles é igualmente importante e muitas vezes frequentemente encoberto."

 Já para o escritor Charles Clymer, que foi vítima de estupro, afirmou que, embora ambos os gêneros sofram abuso, "há um componente misógino específico na cultura do estupro".

"Faz sentido gastar tempo para destacar a misoginia especificamente e amplificar a voz das mulheres", postou ele.

Os principais argumentos falam sobre a importância de não responsabilizar a vítima de assédios e abusos sexuais, além de ressaltar que todas as mulheres estão passíveis de sofrer esse tipo de agressão. 

Campeã olímpica em Lodres-2012, a ginasta americana McKayla Maroney também usou a hashtag para contar sua própria história de abuso e mostrar que o assédio e o abuso sexual contra mulheres não se restringem a Hollywood.

"Começou quando eu tinha 13 anos, em um dos primeiros campeonatos nacionais, no Texas, e não parou até que eu me aposentasse", afirmou a jovem de 21 anos, que parou de competir em 2016. O acusado, o médico Larry Nasser, é apontado como o abusador de dezenas de atletas, homens e mulheres, ao longo de duas décadas de carreira.

"Nosso silêncio deu poder às pessoas erradas por muito tempo. É a hora de retomarmos nosso poder. E lembre-se: nunca é tarde para denunciar!"

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Fonte: BBC Internacional.

Meninas ouvem que são lindas, fofas, delicadas. Meninos, que são fortes, espertos, corajosos. Mas de que forma esses adjetivos reforçam estereótipos de gênero? Para debater a forma como a sociedade celebra e caracteriza suas crianças, a Avon e a ONU Mulheres lançaram nesta terça-feira (17) o documentário Repense o Elogio. Obra visa estimular pais, educadores e adultos em geral a ampliar o vocabulário usado na hora de elogiar as pequenas e os pequenos.

O ponto de partida para a realização do filme foi uma pesquisa online conduzida pela Avon em várias regiões do país. O objetivo era checar quais adjetivos eram os mais lembrados na hora de elogiar cada um dos sexos. Quase 80% das palavras utilizadas pelos adultos para elogiar meninas estão relacionadas à aparência, como linda, bonita, princesa. Já para os meninos, 70% se referem a habilidades, como esperto, inteligente, corajoso.

O documentário dá voz a adultos, crianças e adolescentes – entre elas, algumas bem conhecidas e porta-vozes de uma nova geração, como a cantora MC Soffia e as youtubers Carol Santina e Natália Correa. Foram entrevistadas mais de 80 pessoas nas cidades de São Paulo, Curitiba, Piracicaba, Santos e Recife em uma produção que durou 10 meses.

Segundo a ONU Mulheres, o documentário é um instrumento para alertar a população sobre a necessidade de refletir sobre os estereótipos nocivos de gênero.

A diretora Estela Renner. Foto: Tadeu Jungle.A diretora Estela Renner. Foto: Tadeu Jungle.“A sociedade reforça e perpetua a cultura de desigualdade de gênero também por meio da linguagem e da educação”, explica a representante da agência das Nações Unidas no Brasil, Nadine Gasman. “Projetos como este, que trazem o debate e propõem uma mudança nesses paradigmas, são fundamentais para que o processo para a igualdade de gênero seja acelerado e mulheres tenham mais oportunidades.”

Dirigido por Estela Renner, cineasta premiada e diretor de O Começo da Vida e Muito Além do Peso, o filme de 46 minutos aborda temas que se cruzam, como a construção da autoestima as crianças e as diferenças na criação dos jovens motivadas por distinções entre o que é considerado “de menina” e “de menino”.

“É importante aprofundarmos a discussão sobre a desigualdade de gêneros na infância se queremos que a igualdade venha na maior velocidade possível”, defende o presidente da Avon, David Legher. “Este documentário é a nossa contribuição para que mais pessoas parem para refletir sobre a forma como todos nós, inconscientemente, limitamos as possibilidades da mulher ao elogiarmos nossas meninas, na maior parte das vezes, por seus atributos físicos, desde muito cedo.”

Disponível gratuitamente a partir de hoje no site www.repenseoelogio.com.br, o documentário é parte de um projeto global da Avon que começa pelo Brasil.

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Com informações da ONU Brasil.

Foto: Carina Guedes e Pedro Thiago.Foto: Carina Guedes e Pedro Thiago.

O déficit de moradia sempre foi um pesadelo para as famílias de baixa renda. No Brasil golpeado a questão se agrava e gera muito sofrimento, principalmente, para mulheres e crianças.

Para fugir da asfixia do aluguel, a busca por um teto finca na terra bruta das periferias a estaca do sonho da casa.

A periferia não é apenas o lado de fora de uma cidade. É a periferia do direito. É a periferia do lazer. É a periferia da cultura. É a periferia do respeito.

Entender a planta de uma casa é como aprender uma nova linguagem: abre caminhos. Oficina de desenho e levantamento com grupo de mulheres da Dandara. Foto: Arquitetura na Periferia. Entender a planta de uma casa é como aprender uma nova linguagem: abre caminhos. Oficina de desenho e levantamento com grupo de mulheres da Dandara. Foto: Arquitetura na Periferia.

Gente nasce do ventre, depois precisa de lar. Lar, ainda que seja na distância do mundo, onde se esfola a sola dos pés, porque o transporte público não chega nunca.

Onde a escuridão torra os nervos, porque a energia elétrica é gambiarra. Onde a dor é constante, porque no posto de saúde não tem médico e nem remédio. Onde não se aprende a ler, porque a escola está abandonada. Onde a fome é maior, porque a comida é mais cara.

São nessas mesmas periferias, nos arredores do que chamam cidadania, que comunidades se constroem. São nesses nacos de chão que mãos calejadas erguem casas sem reboco. Onde a água da goteira é guardada no tambor.

Com o apoio da BrazilFoundation e da sua rede de apoiadores, o projeto “Arquitetura na Periferia“ segue expandindo a sua atuação, abraçando cada vez mais mulheres.Com o apoio da BrazilFoundation e da sua rede de apoiadores, o projeto “Arquitetura na Periferia“ segue expandindo a sua atuação, abraçando cada vez mais mulheres.Onde o homem decide o espaço, faz a massa, bate a laje e instala a torneira, mas cobra da mulher. Cobra e exige pagamento imediato. Qual é o preço do abuso? Quantos cômodos pagam o silêncio de uma mãe?

É nessa realidade que nos deparamos com a envergadura humana do projeto “Arquitetura na periferia”. Um grupo de mulheres, com formação em arquitetura, compartilha conhecimento e atitude com mulheres de bairros isolados.

Sobre o projeto

Você sabia que a mulher brasileira gasta em média mais que o dobro de horas em uma semana com trabalhos domésticos do que o homem? E na hora de construir a casa, a mulher tem o mesmo espaço para tomada de decisões? Queremos mudar esta realidade! Nosso trabalho consiste em oferecer assessoria técnica a grupos de mulheres da periferia para a melhoria da moradia por meio de um processo em que elas são apresentadas às práticas e técnicas de projeto e ao planejamento de obras, e recebem um microfinanciamento para que conduzam sem desperdícios as reformas de suas casas. Buscamos favorecer a autonomia das participantes, ampliando sua capacidade de análise, discussão, planejamento e cooperação que, por fim, leva a um aumento de sua autoestima e confiança. Todo o processo de planejamento das obras funciona como um grande aprendizado! As mulheres aprendem a medir, desenhar, planejar e executar alguns serviços de construção. Adquirindo estes conhecimentos se tornam além de beneficiárias, protagonistas do processo. Todas as atividades são em grupo e todas as decisões são tomadas pelo grupo. Assim, além de poderem se ajudar, as participantes se tornam corresponsáveis pelo andamento dos trabalhos.


Um projeto cujo resultado é maior que a autonomia de saber construir o próprio abrigo. O resultado é a altura da estima de quem abriga e expressa coragem.

Assista o vídeo do projeto!

Para saber mais sobre o "Arquitetura na periferia", clique aqui e apoie!

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Fonte: Arch Daily.

Diariamente, uma imensa parcela da população passa pelo Rio Pinheiros e até esquece que ali existe um rio de verdade. E, assim, em meio à inércia, o rio, que poderia ser usado para fomentar a economia, como fonte de lazer, de transporte, entre outras funções, segue cada vez mais sujeito à finitude, através da decomposição dos dejetos domésticos ali jogados e da proliferação de mosquitos.

Escultura da artista Silvia Mecozzi no saguão do Aeroporto Santos Dumont, Rio de Janeiro. Foto: Silvia Mecozzi.Escultura da artista Silvia Mecozzi no saguão do Aeroporto Santos Dumont, Rio de Janeiro. Foto: Silvia Mecozzi.No início deste mês, teve início a edição 2017 da campanha Siga Seu Coração e Tome uma Atitude, criada pelo Instituto Lado a Lado pela Vida. A proposta é sensibilizar a população para a importância dos cuidados com o coração. Nesse ano, a escolha foi incorporar a arte de maneira lúdica para tratar de um tema relevante, que causa o maior número de mortes em todo mundo: as doenças cardiovasculares.

O projeto compreende uma exposição de 10 esculturas de coração (na sua forma orgânica e não na apaixonada), entre os meses de setembro e outubro deste ano e palestras que informam e capacitam o público a prevenir as doenças cardiovasculares.

O objetivo é estimular as mudanças de hábitos e das atitudes para prevenir as doenças cardiovasculares, chamando a atenção do público com mensagens visuais inspiradoras para reflexão. Participam do projeto os artistas Bliss Walss (do ateliêr do Kobra), Claudio Edinger, Cláudio Tozzi, Didu Losso, Guto Lacaz, Lucas Lenci, Marcos Amaro, Neno Ramos, Paulo von Poser e Silvia Mecozzi, que fizeram interferências artísticas nos corações espalhados pela cidade. 

Nove corações estão expostos em São Paulo e um no Rio de Janeiro. Na capital paulista, eles estão no Conjunto Nacional e Shopping Top Center (Av. Paulista); Mais Shopping (Santo Amaro); Estações do Metrô Vila Prudente e Luz; Sesc Campo Limpo e Interlagos; Aeroporto de Congonhas e Hospital Beneficência Portuguesa. No capital carioca, a escultura está exposta no saguão do Aeroporto Santos Dumont (imagem ao lado).

Doenças cardiovasculares têm números alarmantesGuto Lacaz.Guto Lacaz.

Em 2016, a OMS (Organização Mundial da Saúde), divulgou que 17,5 milhões de pessoas morrem todos os anos vítimas de doenças cardiovasculares, como ataques cardíacos e derrames. É a causa número um em óbitos em todo planeta e 75% das mortes ocorrem em países de baixa e média renda. 

No Brasil, as doenças cardiovasculares também são as que mais matam pessoas anualmente. Em 2016, elas foram as causas da morte de cerca de 350 mil brasileiros. As pesquisas, revelam ainda, que cerca de 30 milhões de brasileiros sofrem de hipertensão, um fator de risco para doenças cardiovasculares que causam o dobro de mortes do que todos os tipos de cânceres juntos.

Programação e agenda

Claudio Edinger.Claudio Edinger.A agenda da exposição Siga seu Coração e Tome uma Atitude inclui palestras que informam e capacitam o público a prevenir as doenças cardiovasculares como angina, arritmia cardíaca, aterosclerose, cardiomiopatia, doença arterial periférica, endocardite e fibrilação arterial. 

Além da prevenção, o Instituto Lado a Lado pela Vida leva anualmente o debate para as esferas governamentais, para incentivar que novas políticas públicas possam ser promovidas em prol da saúde dos cidadãos, com o desenvolvimento de projetos e programas direcionados para temas como obesidade, obesidade infantil, colesterol alto, pressão alta, diabetes, Neno Ramos.Neno Ramos.tabagismo, entre outros. 

O papel dos profissionais de saúde, que estão na linha de frente lidando diretamente com o paciente cardiovascular, é outro destaque dos debates anuais, para que novas práticas e treinamento ajudem o profissional no atendimento desses cidadãos.

O Instituto Lado a Lado pela Vida

Há oito anos o Instituto Lado a Lado pela Vida tem se dedicado a levar informação sobre saúde e conscientizar sobre a importância da mudança de hábitos para a adoção de um estilo de vida mais saudável, focado na prevenção. Fazemos isso por meio de nossas Campanhas e Pilares, atuando em todo o Brasil. Conheça um pouco mais sobre a nossa história.

O Instituto Lado a Lado pela Vida defende que a saúde, embora se apresente originalmente como um direito sócio-político, não está assegurada à priori, devido a uma distribuição desigual de oportunidades, sendo necessária a constante criação e manutenção de condições e práticas que visem acolher e atender às mais variadas necessidades dos indivíduos neste campo.

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Com informações de Deize Silva / Nextar Comunicação.