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São Paulo São Causas

Por mais de 60 anos, um dos endereços mais icônicos da cidade permaneceu com as portas fechadas, carregando a sombra de seu passado: um assassinato que até hoje se mantém sem explicação concreta. E o tempo foi cruel com o chamado Castelinho da Rua Apa, fadado ao esquecimento, às ruínas e ao descaso. "Eu olhava pra ele e via um prédio que fugia de todas as arquiteturas que existiam aqui. Era única, mas estava se decompondo, abandonada. Ia virar uma montanha de entulho e eu não gostaria que esse prédio, com essa linda estrutura na Av. São João, centro da cidade, virasse isso e se perdesse toda a história do prédio", contou Maria Eulina Hilsenbeck, idealizadora da ONG Clube de Mães do Brasil, focada em capacitar ex-moradores de rua, na reinserção social, entre outras tantas funções.

Imagem: Reprodução de cena do filme / Divulgação.Imagem: Reprodução de cena do filme / Divulgação.

Para navegar na internet pessoas com deficiência visual utilizam o leitor de tela. Esse recurso lê cada item das páginas para o usuário. Entretanto nem todo conteúdo é acessível para esse público, como por exemplo, os banners, que são lidos por códigos formados por diversas letras aleatórias. Pensando em estimular o cumprimento da lei nº 13.146/2015, que determina que os recursos de acessibilidade sejam obrigatórios em qualquer canal virtual  e demonstrar a importância da inclusão social, a Lew’LaraTBWA, em parceria com a Fundação Dorina Nowill, criou o projeto: The Hacker Spot.

Com o objetivo de tornar todo o conteúdo acessível e inclusivo, desde março a Agência inseriu na linguagem de programação dos banners de diversos anunciantes, spots informativos que trazem notícias sobre cursos, leis, dicas, eventos e experiências motivacionais.

“O Hacker Spot transformou os banners em spots de rádio. E isso deixou a vida de pessoas com deficiência visual melhor e criou um canal inteiramente novo com esse público. Engraçado o rádio hackear a internet, né?", comenta Felipe Luchi, CCO e sócio da Lew’Lara\TBWA.

Em parceria com a empresa de adserver “Predicta”, os textos das campanhas foram aplicados sobre os códigos dos banners. Assim, o leitor de telas deixou de ler uma série de letras aleatórias e passou a transmitir mensagens, como: “Olá, esse é o espaço da Fundação Dorina Nowill para Cegos. Para contribuir com a inclusão e autonomia de pessoas com deficiência visual proporcionamos programas e cursos de reabilitação, educação especial, empregabilidade e acesso à informação. Pressione enter para acessar nosso site e saber mais.”

Imagem: Reprodução de cena do filme / Divulgação.Imagem: Reprodução de cena do filme / Divulgação.

Ao final do spot escutado no banner, os usuários podem apertar a tecla “enter” e se direcionar para o site da fundação, que também é acessível e contém informações úteis sobre a deficiência visual para pessoas cegas e com baixa visão. Para saber mais acesse: https://www.fundacaodorina.org.br/

Quem quiser participar da campanha e tornar o banner do seu próprio site acessível, utilizando inclusive os spots da Fundação Dorina Nowill, basta acessar http://www.thehackerspot.com.br/ e seguir o tutorial. O portal, que também é inclusivo, ainda traz depoimentos de todas as pessoas que participaram da campanha.

Os estudantes Fernando Ochman, de 17 anos, Mario Riguzzi, de 16, e Nicholas Masagão, de 16 anos, sempre estudaram nos melhores colégios, com os melhores professores e até fizeram estágio no exterior. A experiência dos amigos fez com que chegassem à conclusão de que deveriam retribuir. Foi assim que criaram, no ano passado, um projeto para ensinar empreendedorismo a outros estudantes da mesma idade, no bairro do Campo Limpo, periferia da zona sul de São Paulo.