Causas - São Paulo São

São Paulo São Causas

Quem são vocês? Somos um coletivo que escuta e conta histórias que a maioria das pessoas nem sabe que existem.

Mas vocês só tiram foto e escutam histórias? Vocês não ajudam essas pessoas? Uma pessoa invisível não pode ser ajudada se ninguém a enxerga como um ser humano. Se você já enxergou, ajude. Estamos aqui para fazer você enxergar.

E o que vocês querem? Sonhamos e lutamos por um dia em que não exista mais o “outro”, apenas o “próximo”. O “outro” vive distante e a vida dele não tem nada a ver com a minha. O “próximo” está bem perto e sou responsável, sim, pela vida dele.
Minha relação com o “outro” é de caridade e vertical, minha relação com o “próximo” é de justiça e horizontal. Em outras palavras, sonhamos com o dia em que o SP Invisível não precise mais existir.

Conheça o site: http://www.spinvisivel.com/

Fonte: SP Invisível.

Apoie a instalação de uma horta urbana no Capão Redondo e contribua para uma cidade com + espaços verdes, + consciência alimentar e + saúde!

O projeto

O Capão Redondo é um distrito que pertence à subprefeitura do Campo Limpo, nas imediações da Represa Guarapiranga, região sudoeste da cidade de São Paulo. 

Desde 2006, o Capão conta com um espaço chamado Fábrica de Criatividade, um prédio de 3 andares que abriga um centro de inovação e oferece, a preços acessíveis, aulas de danças urbanas, teatro, inglês, música, entre outras, com uma circulação de 800 pessoas todos os meses. 

 

O prédio da Fábrica de Criatividade tem uma laje de 80m², um espaço com enorme potencial, mas pouco utilizado. O objetivo deste crowdfunding é arrecadar recursos para instalar uma horta no telhado do prédio – um projeto pioneiro para ocupar esse espaço e levar consciência alimentar, saúde e bem estar para os envolvidos.

A equipe do Pé de Feijão, junto com parceiros, terá o papel de:

1. Desenhar e implantar a horta e espaço de convivência na laje;

2. Elaborar, organizar e facilitar dinâmicas de grupo na horta para o público da Fábrica de Criatividade;

3. Medir e compartilhar o impacto social e ambiental das atividades durante todo nosso ciclo de trabalho.

A horta será utilizada como plataforma educativa e funcionará como centro de lazer e aprendizado, sendo palco para uma sequência de workshops que tratarão de temas relacionados à educação alimentar. Os frequentadores poderão colocar a mão na terra e trazer suas famílias para cuidarem (e colherem!) juntos.

Uma etapa fundamental do processo é medir, desde o início, qual o impacto da horta na vida de quem frequenta os workshops. Plantar seus próprios legumes, frutas e verduras e entender mais sobre eles é um grande estímulo para as pessoas aumentarem o seu consumo. Os hábitos alimentares melhoram, evitando diferentes doenças decorrentes de uma alimentação inadequada, como desnutrição, anemia, obesidade e doenças crônicas.

As metas

O projeto tem 2 metas:

1. A primeira, de R$ 20.000,00, garante a implantação da horta, a realização dos workshops e a medição de impacto.

2. A segunda, de R$ 30.000,00, garante as atividades da meta 1 e também a mobília da laje, possibilitando que os workshops aconteçam em volta da horta e que ela vire um espaço de convivência para os frequentadores da Fábrica.

Se atingirmos as duas metas, implantaremos a horta, faremos os workshops, mediremos os impactos e mobiliaremos a laje. Porém, se atingirmos apenas a primeira, teremos que abrir mão do espaço de convivência e móveis.

Precisamos da sua ajuda para conseguir fazer o projeto completo!

Para a arrecadação é tudo ou nada. Ou a gente alcança pelo menos a primeira meta de R$ 20.000,00 ou devolvemos todo o valor arrecadado para vocês!

Se você acredita nesta ideia assim como a gente, colabore e nos ajude compartilhando esta página nas suas redes sociais! Junte-se a nós e vamos mostrar que nós podemos ajudar a colorir o Capão!

Sobre o Pé de Feijão
 

São Paulo possui apenas 2,88m² de parques e praças por habitante1 - em Nova York, por exemplo, são 13m² por pessoa - e só 25%2 da população consome a quantidade de frutas e hortaliças recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Esta realidade foi o que motivou o surgimento do Pé de Feijão como negócio social: queremos levar mais saúde e bem estar para a população de grandes cidades. Para isso, implantamos hortas urbanas, realizamos atividades educacionais com foco em alimentação e medimos o impacto das ações.

Site: http://pedefeijaosp.com/

Parceiros para a realização do projeto:

Vivian Sória, da Fábrica de Criatividade, arquiteta que nos ajudará com o projeto da horta e do espaço da laje: http://fabricadecriatividade.com.br
Ricardo Cardim, da Skygarden, que será responsável pela adequação da laje para a horta e a sua nova utilidade: http://www.skygarden.com.br/br/
Priscila Terrazan, do Instituto BioSistêmico, que nos apoia com o conhecimento técnico sobre as espécies que plantaremos: https://www.biosistemico.com.br
Marina Nogueira, nutricionista que nos ensinará muito sobre cada um dos alimentos presentes nas nossas hortas: http://www.naocontocalorias.com.br/

Exemplos de temas que serão discutidos nos nossos workshops na Fábrica de Criatividade

- Composição das frutas, legumes e hortaliças, para entender mais sobre as vitaminas, minerais e outros componentes presentes em cada um e como isso pode ser bom para a saúde. Você sabia que o tomate possui licopeno, que é um antioxidante que nos protege de diversas doenças? E que o licopeno é melhor absorvido pelo nosso organismo se consumido cozido e temperado com azeite, do que quando é consumido cru e temperado somente com sal? 

- Economia doméstica, que propõe otimizar a utilização dos alimentos, aprendendo a escolher os melhores legumes e frutas no mercado; e como evitar o desperdício de alimentos, seja através da maneira que eles são pré-preparados ou por receitas que permitem o máximo de aproveitamento de cada fruta, legume ou hortaliça! 

Afinal, você sabia que o limão se escolhe pela textura da casca? E que a maneira que você descasca e corta a cebola proporciona uma utilização total desse legume, sem gerar desperdício?

- Receitas nutritivas e sazonais, que ensinam quais os alimentos que devem ser consumidos em qual época do ano, como prepará-los e como conservá-los. 

Você sabia que quando um alimento está na época, ele precisa de menos agrotóxico para crescer e contém mais vitaminas?

- Biologia e cuidado com a horta, aprendendo como acontece o crescimento das plantas, da semente até a flor e o fruto e o que precisam para crescer saudáveis. 

Via Benfeitoria. Acesse e contribua: https://goo.gl/mhtWCz

 


Ativistas pintam faixas e fazem festas simbólicas para promover a cultura e a vida em Bogotá. Para as faixas eles usam o branco e o azul para tornar visível a passagem de pedestres.

O que começou como um local para reuniões sociais e conferências acadêmicas para compreender como a cidade funciona em mobilidade, segurança e meio ambiente, hoje virou ativismo de cidadãos, que promove a segurança para pedestres e ciclistas nas ruas.

A iniciativa é do chamado 'Combo 2600' que milita para que as pessoas de Bogotá adquiram um sentimento de pertencimento além de proporcionar espaço para se reunirem e promover o projeto.

O grupo é composto de estudantes e outros profissionais que incluem urbanistas, arquitetos, cientistas políticos, jornalistas e até mesmo um médico. O que os une é o desejo de "querer, pensar e fazer a cidade", este, o seu lema.

A primeira coisa que eles fizeram foi pintar uma faixa em um cruzamento onde eles sentiram que a segurança das pessoas não estava sendo garantida. Isso aconteceu depois de se darem conta de que além de reuniões para discutir problemas da cidade e ter uma visão ampla sobre diferentes assuntos, que era preciso parar de reclamar dentro das quatro paredes e sair promovendo ações para melhorar a cultura da cidade.

O método baseia-se na ação social ao confrontar a autoridade formal, que é o quem deve intervir, mas não age o suficiente. "Você como parte da sociedade civil, como cidadão, pode se apropriar da cidade e ao mesmo tempo reclamar junto ao governo que tem obrigações mas não está cumprindo suas tarefas", diz um deles.

O projeto começou em 2012 e foi batizado em referência ao momento em que a campanha "2600 metros mais perto das estrelas" queria mudar a percepção negativa da cidade. O grupo juntou 20 pessoas que tem atuado ao longo dos últimos três anos como voluntários e argumenta que alguém tem que trabalhar de alguma forma para melhorar Bogotá (8 milhões de pessoas) apesar dos políticos.

Controle cidadão 

Além disso, o Combo 2600 também criou um cartão simbólico para colocar em veículos que estacionam em locais não permitidos. Eles usam como uma ferramenta de educação para os infratores, acompanhados de comentários respeitosos.

Em seu site são baixados esses cartões e feitas convocações para quem queira se unir a eles: http://combo2600.com/

Com informações: El Tiempo.

 

Documento, que se posiciona contra alguns artigos do projeto da nova Lei de Zoneamento de São Paulo, está aberto à adesão de outras organizações da sociedade civil.

O Grupo de Trabalho (GT) Meio Ambiente da Rede Nossa São Paulo e o Instituto Saúde e Sustentabilidade divulgaram um manifesto em defesa das áreas verdes da cidade. O documento critica alguns artigos do projeto da nova Lei de Zoneamento da cidade, que abrem a possibilidade do uso de áreas verdes do município para a instalação de equipamentos públicos.

O manifesto está aberto à adesão de outras entidades e organizações da sociedade civil. Para isso, as entidades e organizações que apoiam o manifesto devem preencher o formulário Manifesto em defesa das áreas verdes de São Paulo.

Confira abaixo a íntegra do documento e as organizações que já o assinam:

Manifesto em defesa das áreas verdes de São Paulo

Pela revisão e mudança nos artigos 27 a 34 do projeto de lei de parcelamento, uso e ocupação do solo enviado à Câmara Municipal.

No último dia 2 de Junho, o prefeito Fernando Haddad enviou à Câmara Municipal de São Paulo o PL 272/2015, que complementa o Plano Diretor e trata do uso e ocupação do solo. De acordo com o texto dos artigos 27 a 34, o PL abre a possibilidade do uso das áreas verdes do município para a instalação de equipamentos públicos.

É visível a todos a carência da cidade de parques, praças e arborização – das 32 Subprefeituras, 23 delas têm áreas verdes abaixo do mínimo recomendado de 12m2 por habitante e as nove Subprefeituras que superam o recomendado estão nos extremos do município. Ainda assim, o Executivo municipal comete o enorme equívoco de pretender utilizar estas áreas verdes públicas para outros fins, prevendo, inclusive, a possibilidade de desmatamento das mesmas.

No lugar desta perigosa e inaceitável brecha na legislação, a população necessita da defesa incondicional do pouco que resta de áreas verdes no município, considerando-as inalienáveis, assim como propostas e planos para que elas sejam ampliadas e devidamente protegidas!

As áreas verdes são fundamentais nos espaços urbanos, prestam inúmeros serviços ambientais e à saúde humana, tais como: humidificação do ar; diminuição da temperatura; estabelecimento de equilíbrio de microclima; redução de tempestades; redução de enchentes; remoção de material particulado; retenção de substâncias danosas como enxofre, cadmio, manganês e outros; absorção de ruídos; e convívio social, lazer e atividade física.

São Paulo necessita, urgentemente, concluir seu Plano Municipal de Mata Atlântica e de elaborar um Plano Municipal de Arborização e de ampliação de seus parques e praças, assim como incentivar a instalação de tetos verdes, jardins verticais e mini praças. O objetivo principal deve ser o de potencializar os benefícios das áreas verdes à população.

Os poderes públicos de São Paulo têm a obrigação de encontrar soluções para a alegada falta de terrenos para a construção de equipamentos públicos e habitações populares. Devem fazer valer a função social da cidade e da propriedade, entre outros instrumentos legais de que dispõem, e jamais colocar em risco as mínimas porções de áreas verdes que restam na cidade. É preciso ficar claro que é totalmente inadmissível propor compensações ambientais, como versa o PL 272, para o desmatamento de parques, praças e áreas de proteção ambiental!

Portanto, as organizações da sociedade civil abaixo-assinadas convidam o Executivo municipal a modificar substancialmente os artigos 27 a 34, tornando as áreas verdes do município devidamente protegidas de riscos de desmatamento ou de qualquer outro fim que não seja o de sua preservação incondicional. Assim como convidam os vereadores da Câmara Municipal de São Paulo a atuarem no mesmo sentido, rejeitando qualquer risco às áreas verdes do município no PL 272/2015.

São Paulo, 18 de Junho de 2015.

Organizações que apoiam:

Amankay Instituto de Estudos e Pesquisas
Amarribo Brasil
Associação Bem-Te-Vi Diversidade
Associaçao Beneficente Comunitária Bem Querer
Associação de Moradores dos Jardins Petrópolis e dos Estados (SAJAPE)
Associação dos Amigos das Praças da Rua Curitiba e Entorno (APRACE)
Associação dos Amigos do Bairro Alto da Boa Vista (SABABV)
Associação dos Moradores da Granja Julieta e Imediações (AMOGRANJI)
Associação dos Moradores do Bolsão Residencial Jardim Campo Grande-City (AMBRECITY)
Associação Movimento Garça Vermelha
Associação Viva o Centro
Centro Comunitário São Pancrácio
Ciranda
Diana Malzoni Arquitetura
Eccaplan Consultoria em Sustentabilidade
Empresa Brasileira Avaliações Perícia Engenharia (EMBRAPE S.C. LTDA)
Espaço de Formação Assessoria e Documentação
Espaço Cultutal Dona Julieta Sohn-Casarão do Belvedere
Estação História Cultura e Patrimônio Ltda.
Fórum para o Desenvolvimento da Zona Leste
Fundação SOS Mata Atlântica
Grupo de Amigos do Jardim Marajoara (GAMA)
Instituto 5 Elementos
Instituto Artesocial
Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS)
Instituto Saúde e Sustentabilidade
Instituto Socioambiental (ISA)
Núcleo de Direitos Humanos da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (NDH-FESPSP)
Palavra Cantada Produções Musicais Ltda
Portal ZNnaLinha
Programa de Gestão e Educação para a Sustentabilidade
Projeto SEE-MEAR - Participação Social, Interações e Articulações
Rede Nossa São Paulo (Secretaria Executiva e GT Meio Ambiente)
Renovação Cristã do Brasil (RCB)
Sindicato dos Profissionais de Educação do Ensino Municipal de São Paulo (SINPEEM-SP)
Sociedade Amigos do Brooklin Novo (SABRON)
Sociedade de Amigos da Vila Mara Jardim Maia e Vilas Adjacentes
Sociedade dos Amigos do Planalto Paulista
Sociedade dos Amigos dos Jardins America, Europa, Paulista e Paulistano (SAJEP)
SOS Abelha
Thema Consultoria e Assessoria em Marketing Ltda 
Universidade Paulista (UNIP)

Fonte: Rede Nossa São Paulo.

De todas as formas de arrogância que a cidade de São Paulo apresenta, a vocação para uma vanguarda artística talvez seja a mais próxima de algo palpável. Da semana de 1922 até o nascimento do Teatro de Arena, passando pelo TBC, a cidade parece ter mesmo algo de vanguardista no aspecto cultural. E é bem verdade que a mesma arrogância que coloca São Paulo em alta conta cultural {{Mário de Andrade, Pagu, Plínio Marcos, dos mais acadêmicos aos mais populares, sem esquecer nunca de Adoniran, por exemplo}}, produz uma elite financeira alheia a qualquer coisa que contenha em si uma brasilidade ou latinidade. Qual paulistano não ouviu falar dos musicais internacionais do Teatro Abril ?

Mário de Andrade, famoso como escritor, tem um lado menos famoso {{mas não menos importante}}. Foi também gestor público, dos bons.

A educação infantil também foi tema de Mário de Andrade. E o que hoje é pensado como moderno, espaços integrados de educação, cultura e lazer, já havia sido idealizado por ele na década de 30.

Em 1936, Mário de Andrade foi além e pensou em bibliotecas itinerantes. A ideia de que a formação do leitor passa, necessariamente, pela disponibilidade de livros é tão simples quanto genial.


O legado de Mário de Andrade e o PMLLLB

Por acaso a prefeitura petista, ainda na gestão de Marta, criou os CEUs {{Centros Educacionais Unificados}}. Que, à época, foram criticados pelo alto custo. Espaços onde piscina, quadra, teatro e escola se unem, na periferia. Coisa moderna? Necessária, de fato.

Mas São Paulo, pós Mário de Andrade, só concretizou a ideia de bibliotecas ambulantes em 1979 e permaneceu até 2008 com a incrível frota de 1 {{um}} ônibus-biblioteca. Em 2008, a SPTrans resolve reformar a frota e entrega logo 4 {{quatro}} ônibus circulantes {{não acredite em mim – Prefeitura de São Paulo}}.

Já em 2015, nova gestão petista, desta vez com Haddad, a prefeitura triplica esse número para incríveis 12 {{doze}} ônibus-biblioteca.

Mas nem tudo é tristeza no leitmotiv político da cidade; eis que, em 2012, se iniciam discussões acerca do Plano Municipal de Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca {{PMLLLB}}.

Iniciativa da sociedade civil, mais especificamente pela Bel Santos, 48 anos, educadora social da Literasampa:

"Nós vínhamos acompanhando a luta de Porto Alegre pelo plano municipal e nós do Literasampa fomos instigados a fazer a mesma provocação em São Paulo. Nós participávamos de muitos eventos literários e cada vez que havia um debate sobre políticas de livro e da leitura, as pessoas nos perguntavam: ‘como estão as coisas em São Paulo?’. Tinha uma hora em que a gente ficava morrendo de vergonha, São Paulo tem de tudo… e não tem uma discussão sobre livro e a leitura?"

O ponto de partida foi o Plano Nacional de Livro e Leitura, cujo Secretário Executivo é José Castilho Marques Neto.

O Plano Nacional de Livro e Leitura dá, digamos assim, os parâmetros, as diretrizes para a feitura dos planos estaduais e municipais de livro e leitura. Desta maneira, ele é um plano que aponta os caminhos e horizontes e os instrumentos que precisam ser construídos para que isso aconteça.

Basicamente, ele trabalha com dois grandes alicerces: União da Cultura e Educação na elaboração e implantação deste plano; e por outro lado a presença forte do Estado e da Sociedade.

No último dia 13 de junho, aconteceu a apresentação e discussão do plano final do texto que será projeto de lei, de autoria do Vereador Antônio Donato {{PT-SP}}.

Donato já havia apresentado em 2010 um projeto de lei sobre livro e leitura. Ele passou em 1ª votação {{são necessárias duas, mais a aprovação do Executivo, na melhor das hipóteses}}. A ideia agora é que esse texto entre como substitutivo do projeto apresentado em 2010. Isso dará celeridade ao processo, já que ele entraria como aprovado em 1ª votação também.

Sobre o PMLLLB, Ricardo Queiroz {{Assessor do vereador Donato e um dos responsáveis pelo plano}} diz:

Um dos movimentos fortes em São Paulo, ligados à área transversal Educação/Cultura é o movimento dos Saraus.

Normalmente ligados à periferia da cidade, os Saraus conseguem unir populações de diferentes classes sociais em torno de uma dimensão cultural e filosófica {{por que não?}}, coisa importante sob qualquer aspecto, exceto talvez, o econômico.

Ruivo Lopes, artista ligado a este movimento cultural, ressalta a importância do PMLLLB na integração entre periferia e centro. “Há uma imensa e reconhecida manifestação cultural própria das periferias da cidade de São Paulo e que ficaram à margem das políticas públicas ao longo destes anos. Acho que numa gestão que se propõe ao diálogo como é a gestão Haddad, esses anseios tendem a surgir com mais intensidade. Então, acho que a gente está nesse momento, quando a gente discute os Planos de Leitura, Diretor, de Educação, e nada mais justo que a periferia paute essas discussões”.

São Paulo, a cidade, continua sua vocação de vanguarda. Falta{{va}} o entendimento de que esse pensamento inovador saiu há muito dos cafés centrais onde meia dúzia de intelectos super desenvolvidos fomentam a Cultura.

Que bom que há, hoje, uma prefeitura com alguma {{e é pouco, ainda muito pouco}} capacidade para ouvir sua periferia e ser pautada por ela. É ainda mais inovador, ainda mais vanguarda e sem a menor dúvida, muito mais divertido.

 no ImprenÇa.

 

O projeto Wikipraça está em uma nova fase. Começou como projeto independente no Rio de Janeiro no final do ano 2012. Rodou como código urbano participativo da prefeitura de São Paulo, sendo um dos três projetos pilotos da Secretaria de Direitos Humanos.

Mas em fevereiro do 2015 acabou essa fase institucional, que ainda vamos avaliar publicamente em este site. A Wikipraça volta a ser um projeto independente e autônomo, característica que nunca perdeu. A Wikipraça, como método de participação e mediação dos espaços urbanos, foi aprimorando o seu código nessa última fase Wikipraça Arouche, desenvolvida no largo do Arouche de São Paulo. A parceria com a Secretaria de Direitos Humanos foi vital: mostrou a importância da escuta do poder público mas também os limites do institucional. O método participativo da Wikipraça – uma mistura de ferramentas digitais e mecanismos analógicos- é um método aberto, incompleto e imperfeito. Por isso, a Wikipraça continua como projeto e processo coletivo. Seguiremos incentivando a participação cidadã no largo do Arouche de São Paulo, onde a WikiHorta (horta urbana colaborativa) ainda é uma referência. Mas também queremos que o método Wikipraça circule por outros espaços da cidade de São Paulo e do Brasil.

Aqui, algumas das novidades dos últimos meses do projeto Wikipraça.

Cartografia afetiva. 

O projeto #WikipraçaSP – #Wikipraça Arouche começou há uns meses um novo caminho cartográfico para o largo do Arouche: uma cartografia viva, afetiva, emocional, para achar espaços comuns para todos os públicos do Arouche. Depois de vários encontros (o próximo é sábado 13 as 13 horas), estamos chegando no ponto da cartografia em formato digital. Nas próximas semanas vamos enriquecer ela com os diferentes inputs recebidos.

WikiHorta. 

A horta comunitária que surgiu no final do ano passado no largo do Arouche foi uma experiência coletiva marcante. Depois da assembleia para discuti-la, a parceira Júlia Álvarez desenhou uma planta de como imaginava a construção. Criamos uma planilha aberta na internet, cutucamos digitalmente muitos que poderiam ajudar (Hortelões Urbanos, por exemplo) e desenvolvemos alguns mutirões. A horta se transformou em um dos espaços mais agregadores e transversais do largo do Arouche e do projeto Wikipraça.

LabCidade. 

O projeto Wikipraça foi convidado para participar no Laboratório da Cidade. O objetivo do Lab é compartilhar pesquisas e projetos para a capital paulista. As mais de 40 iniciativas participantes pretendem criar uma rede aberta e multidisciplinar. Por enquanto, alguns colaboradores da Wikipraça participam em alguma reunião e frequentam o espaço do Lab Cidade, na Vila Madalena.

Fonte: #Wikipraçahttp://bit.ly/1BZ78xv