Causas - São Paulo São

São Paulo São Causas


Você deixaria uma moeda para facilitar o troco de um desconhecido? Para agilizar o pagamento nas catracas dos ônibus e também para evitar que mais moedas voltem aos passageiros, nasceu o projeto ‘Troco Coletivo’, desenvolvido em Pelotas, no Rio Grande do Sul pela agência Mark+ para a Unicred Integração.

O método é extremamente simples: adesivos, que são colados em paradas de ônibus e dentro dos coletivos, servem como um depósito para as pessoas guardarem ali pequenos trocos que podem ser úteis a quem precisa. Ramon Ballverdú faz parte do projeto e explicou: "A ideia veio ao notar que muitas vezes acumulamos moedas em casa ou no carro que ficam apenas pegando poeira. Moedas que poderiam ter utilidade para outras pessoas. O propósito é incentivar a integração entre as pessoas na cidade. Mesmo sendo uma forma bem simples, por que não tentar gerar uma mudança de hábito mostrando que com cooperação a vida pode ser melhor."

De fato, as moedas estão a cada ano que passa mais desvalorizadas, tanto que é muito raro que o consumidor receba de troco menos do que cinco centavos. Moedas ocupam espaço, pesam mais do que cédulas e valem muito pouco na atuação situação econômica do país. O próprio comércio sofre com a falta de moedas e acaba, às vezes, prejudicando o cliente com um tradicional “vou ficar te devendo ‘x’ centavos” ou “pode ser um chiclete para completar?”, o que é errado, segundo a orientação do Procon, mas que não deixa de ser amplamente praticado.

Mas como confiar que as pessoas realmente usarão as moedas para o fim determinado? Bem, o projeto mesmo descreve a ação como um experimento social que tem o intuito de integrar a cidade através da cooperação. Se funcionará de acordo com o planejado ou não só o tempo irá dizer. Que o ‘Troco Coletivo’ é um projeto inteligente não há duvida, basta saber se as pessoas também o usufruirão com inteligência. É um projeto de pessoas que acreditam em pessoas.

Assista o video e entenda a iniciativa: https://goo.gl/ls3twj

Por  no La Parola. 

 


Uma blusinha está sobre o livro “50 Tons de Cinza”. Em cima de um “Diário de um Banana“, algumas saias. Logo abaixo da saga “Harry Potter”, sapatos de diferentes modelos e tamanhos.

Em Paraisópolis, uma das maiores favelas de São Paulo, na zona sul, os 12 mil livros disponíveis na biblioteca Becei passaram a dividir espaço com roupas e acessórios.

Depois de perder o convênio com uma empresa belga, que garantia grande parte da sustentabilidade financeira do local, Alexandre Cabral, 34, fundador do espaço, passou a realizar brechós e, inclusive, uma “vaquinha” virtual, para não fechar as portas.

Prestes a completar duas décadas de existência, em setembro, a primeira biblioteca comunitária montada em uma favela no Brasil, segundo Cabral, anda mal das pernas. A internet e o telefone foram cortados. Um dos computadores, que garantia conexão à rede para os visitantes, foi colocado à venda.

No último sábado (11), foi realizado o primeiro brechó. Bem sucedido, a segunda edição, ainda sem data marcada, já está garantida. Do total arrecadado, 10% será destinado à vaquinha virtual, que busca angariar R$ 17 mil, até o dia 8 de agosto.

“Não podemos deixar que a biblioteca seja fechada. Primeiro, por ser um espaço dedicado à reflexão no centro de uma das favelas mais populosas do país. Segundo, porque ela é importante para abrandar os estigmas cultivados pelas classes mais abastadas de que os bairros mais vulneráveis são exclusivamente reduto da marginalidade”, conta Cabral, que é graduado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero.

Aos 15 anos de idade, e com apenas 15 livros nas mãos, o pernambucano radicado em São Paulo deu vida ao local, que funciona de domingo a domingo.

“Esse sufoco acontece de tempos em tempos. Os patrocinadores e apoiadores vão se tornando mais escassos. As contas vão sendo postergadas, assim como o conserto das infiltrações nas paredes. Como a ajuda passa a ser esporádica, o futuro da biblioteca acaba sendo incerto”, lamenta.

Se de um lado o presente parece tempestuoso e o futuro uma incógnita, a história de Cabral e da biblioteca Becei vem sendo marcada pela conquista de prêmios. Em 2005 e 2008, venceu o prêmio Empreendedor Social, concedido por uma entidade localizada no Morumbi; e em 2006, recebeu Medalha de Honra ao Mérito do Livro, do Ministério da Cultura.

“Pagar as contas é fundamental, afinal, nos permite pensar em como fazer mais e melhor. Mas investir no sonho de uma vida diferente para os moradores é o que faz a biblioteca existir. Temos o orgulho de ter recebido mais de um milhão de visitas ao longo desses anos”, sentencia Cabral.

Confira a página da biblioteca Becei. Interessados em contribuir: http://goo.gl/eAg3wN

Vagner de Alencar, de Paraisópolis no Mural.

 

O objetivo do projeto #arvorescaidas, criado pela AlmapBBDO para a Panamericana Escola de Arte e Design, é alertar e conscientizar a população sobre o problema da queda de árvores em São Paulo.

Quem vive na maior cidade da América Latina sabe os problemas causados pelas árvores caídas. As ruas ficam interditadas, casas destruídas, hospitais sem energia elétrica e o trânsito ainda mais infernal.

No verão de 2014, caíram 1700 árvores, cerca de 700 em apenas 4 dias.

Pensando nisso, a agência AlmapBBDO e a Escola Panamericana de Arte e Design convidaram o artista plástico Eduardo Srur para criar uma instalação no Parque Ibirapuera.

O objetivo é mostrar como o poder transformador da arte pode ajudar a chamar a atenção e conscientizar a população sobre o problema, assim como informar como a sociedade pode ajudar a cidade a evitá-lo.

O “replantar” é figurativo, pois trata-se de uma instalação de arte, fixada no chão, que tem um manequim hiper-realista de cabeça para baixo agarrado ao tronco. Com ele, Srur faz uma metáfora sobre a relação invertida do homem com a natureza. O projeto também pretende pedir ao público para ajudá-lo a mapear árvores em perigo, fotografando-as e postando com a hashtag #arvorescaidas nas redes sociais.

Paula Macedo no UpdateOrDie.

 

Uma ONG informal, que trata viciados em crack com café e limão, corre o risco de ser despejada e ter de devolver às ruas 60 pessoas em recuperação.

O Projeto Crack Zero tem dois endereços na zona sul de São Paulo: uma casa emprestada, no Ipiranga, com 20 internos, e outra invadida, no Sacomã.

Nesse último local vivem 60 pessoas, entre crianças, homens, mulheres –duas delas grávidas– e idosos que resolveram buscar ajuda para largar o crack.

O imóvel estava desocupado havia cerca de três anos e foi inicialmente invadido por um morador de rua. No último um ano e meio, a ONG abriu ali uma "filial". A proprietária da casa, porém, obteve na Justiça uma ordem de reintegração de posse, que pode ser cumprida nesta semana.

As condições no local são precárias. Mesmo assim, os moradores afirmam que não querem abandonar o projeto que lhes deu teto, roupa, comida e perspectiva. À frente da ONG está Luciano Celestino da Silva, 39, antigo líder comunitário de Heliópolis, uma favela da região. Ele começou o projeto há três anos e meio, no endereço do Ipiranga, após ver uma conhecida definhar pelo crack.

Silva diz que o método veio da experiência. Todos acordam às 7h, não podem dormir de dia, passam por consultas no SUS e só podem sair da casa com um supervisor – algum outro interno que esteja em um nível mais avançado do tratamento. 

Quando considerados "recuperados" –segundo Silva, 20 estão nessa condição–, recebem ajuda para achar trabalho e voltar para a família. 

Foi assim com José Allan Rosa de Melo, 33, que passou nove meses na casa. Ele diz ter recebido alta no SUS e hoje trabalha como motorista em uma pequena distribuidora. 

"O projeto te deixa livre, mas sempre com outro [interno]. Se você fraqueja, o outro dá a mão", diz Melo, que voltou recentemente a viver com a mulher e as três filhas. A coordenação do projeto admite, porém, que nem todos completam o tratamento. 

Café e limão

A comida é obtida por doações –toda semana os moradores vão buscá-las na Zona Cerealista, no centro. Café e limão não podem faltar. 

"O limão tira a abstinência, e o café descontamina [o organismo]", afirma Silva. Os moradores assentem. Relatam que, durante as crises, tomam o caldo do limão puro, o que os acalma. 

Recentemente, a entidade procurou a prefeitura, a fim de conseguir financiamento. Uma equipe da Secretaria Municipal da Saúde fez uma visita informal em maio. 

"Viram que o trabalho é legítimo. Claro que eles falaram que, se viesse a Vigilância [Sanitária], ia fechar, mas a condição que eu tenho é essa", diz Silva. 

A secretaria informou, em nota, que está "aberta ao diálogo", mas não detalhou o que poderá ser feito pela entidade. O grupo não tem CNPJ, necessário para se inscrever em editais públicos. 

De acordo com Ivan Mario Braun, psiquiatra do Hospital das Clínicas, da USP, não há na literatura médica nenhum registro de que limão e café possam ajudar dependentes de crack. 

Porém Braun afirma que acolher os usuários e motivá-los a viver sem drogas pode, sim, dar resultado para algumas pessoas. Além disso, segundo o especialista, limão e café, em quantidade moderada, não fazem mal à saúde. 

O Projeto Crack Zero aceita doações de alimentos, roupas e produtos de higiene.

Reynaldo Turollo para a Folha de S.Paulo.

Inspirado em ação realizada na África do Sul, The Street Store se multiplicou por SP e todo Brasil.

Segundo o último censo realizado em fevereiro desse ano, São Paulo abriga 15.905 pessoas em situação de rua. O debate sobre habitação é um problema vivido em todo o mundo e surgiu na Cidade do Cabo, África Do Sul, uma iniciativa simples e inovadora para lidar com essa questão.

Alguns cabides de papelão foram suficientes para estimular a doação de roupas e sapatos, beneficiando 3500 moradores em apenas um dia. Ali surgia o projeto "The Street Store", que neste sábado ganhará uma versão brasileira na calçada da Praça Ramos de Azevedo, das 10h às 16h, em São Paulo.

Cada vez mais popular em todo Brasil – e no mundo – a "Street Store" paulistana foi realizada pela primeira vez maio de 2014, no Largo da Batata, no bairro de Pinheiros. Idealizada por um grupo de voluntários que já desenvolve ações sociais nas ruas da capital paulista há pelo menos dez anos, a segunda edição da loja de rua contará também com atividades artísticas e culturais, além da arrecadação de roupas.

Além do conceito de loja gratuita, o projeto contribui também para o debate sobre consumo consciente em tempos o verbo comprar se torna cada vez mais presente na busca pelo visual mais moderno ou mais atual. "É muito importante promover um diálogo sobre a forma que encaramos o consumismo nos dias de hoje. Qual o tempo real de um produto e sua importância para pessoas que não tem nem o que se vestir?”, ressalta a jornalista Briza Menezes, envolvida na produção do evento.

Assista ao filmete do projeto: https://youtu.be/ynOeTEyME7w


Um gesto de amor multiplicado nas ruas de SP


Desde que a ação ganhou repercussão no Brasil, inúmeras “Street Stores” foram criadas por todo país. Apenas em julho, a ação será realizada em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Itaperuna (RJ), Bauru (SP), Arapiraca (AL), Pelotas (RS), Porto Alegre (RS), Fortaleza (CE) e Caruaru (PE).

Surpresa com o número de doações, a jornalista explica que o projeto está pensando em melhorar a organização para receber as milhares de peças. "Não esperávamos que tanta gente fosse colaborar. Depois das doações que recebemos, surgiu a ideia de dividir os pontos de coleta por diversas regiões da cidade".

Para o próximo sábado, são esperadas mais de 1500 pessoas no evento. Outras edições do projeto "Street Store" também já ocorreram há algumas semanas. "O importante é ressaltar que todos podem tomar a mesma iniciativa, a exemplo da ação na África do Sul. Esperamos que a ideia se multiplique cada vez mais e ajude a propor a ocupação das ruas de forma construtiva e solidária", reforça Briza.

Serviço:
Street Store São Paulo.
Sábado 18/07 das 10h às 16h.
Praça Ramos de Azevedo
Praça da República

André Nicolau no Catraca Livre.

A Agência WMcCann criou para o Exército da Salvação, campanha que pode ser conferida nos relógios digitais de rua da Clear Channel, em São Paulo.

Os termômetros das peças vão determinar a mensagem que será exibida no display. Conforme a temperatura diminui, a personagem que aparece na peça se encolhe de frio, até que o texto apareça por completo..

A iniciativa quer incentivar doações de agasalhos, moletons e cobertores, durante o inverno.

Para doar, é necessário ligar para (11) 4003-2299 e fornecer o endereço de retirada.

Fonte: CCSP.