Causas - São Paulo São

São Paulo São Causas


Ativistas pintam faixas e fazem festas simbólicas para promover a cultura e a vida em Bogotá. Para as faixas eles usam o branco e o azul para tornar visível a passagem de pedestres.

O que começou como um local para reuniões sociais e conferências acadêmicas para compreender como a cidade funciona em mobilidade, segurança e meio ambiente, hoje virou ativismo de cidadãos, que promove a segurança para pedestres e ciclistas nas ruas.

A iniciativa é do chamado 'Combo 2600' que milita para que as pessoas de Bogotá adquiram um sentimento de pertencimento além de proporcionar espaço para se reunirem e promover o projeto.

O grupo é composto de estudantes e outros profissionais que incluem urbanistas, arquitetos, cientistas políticos, jornalistas e até mesmo um médico. O que os une é o desejo de "querer, pensar e fazer a cidade", este, o seu lema.

A primeira coisa que eles fizeram foi pintar uma faixa em um cruzamento onde eles sentiram que a segurança das pessoas não estava sendo garantida. Isso aconteceu depois de se darem conta de que além de reuniões para discutir problemas da cidade e ter uma visão ampla sobre diferentes assuntos, que era preciso parar de reclamar dentro das quatro paredes e sair promovendo ações para melhorar a cultura da cidade.

O método baseia-se na ação social ao confrontar a autoridade formal, que é o quem deve intervir, mas não age o suficiente. "Você como parte da sociedade civil, como cidadão, pode se apropriar da cidade e ao mesmo tempo reclamar junto ao governo que tem obrigações mas não está cumprindo suas tarefas", diz um deles.

O projeto começou em 2012 e foi batizado em referência ao momento em que a campanha "2600 metros mais perto das estrelas" queria mudar a percepção negativa da cidade. O grupo juntou 20 pessoas que tem atuado ao longo dos últimos três anos como voluntários e argumenta que alguém tem que trabalhar de alguma forma para melhorar Bogotá (8 milhões de pessoas) apesar dos políticos.

Controle cidadão 

Além disso, o Combo 2600 também criou um cartão simbólico para colocar em veículos que estacionam em locais não permitidos. Eles usam como uma ferramenta de educação para os infratores, acompanhados de comentários respeitosos.

Em seu site são baixados esses cartões e feitas convocações para quem queira se unir a eles: http://combo2600.com/

Com informações: El Tiempo.

 

Documento, que se posiciona contra alguns artigos do projeto da nova Lei de Zoneamento de São Paulo, está aberto à adesão de outras organizações da sociedade civil.

O Grupo de Trabalho (GT) Meio Ambiente da Rede Nossa São Paulo e o Instituto Saúde e Sustentabilidade divulgaram um manifesto em defesa das áreas verdes da cidade. O documento critica alguns artigos do projeto da nova Lei de Zoneamento da cidade, que abrem a possibilidade do uso de áreas verdes do município para a instalação de equipamentos públicos.

O manifesto está aberto à adesão de outras entidades e organizações da sociedade civil. Para isso, as entidades e organizações que apoiam o manifesto devem preencher o formulário Manifesto em defesa das áreas verdes de São Paulo.

Confira abaixo a íntegra do documento e as organizações que já o assinam:

Manifesto em defesa das áreas verdes de São Paulo

Pela revisão e mudança nos artigos 27 a 34 do projeto de lei de parcelamento, uso e ocupação do solo enviado à Câmara Municipal.

No último dia 2 de Junho, o prefeito Fernando Haddad enviou à Câmara Municipal de São Paulo o PL 272/2015, que complementa o Plano Diretor e trata do uso e ocupação do solo. De acordo com o texto dos artigos 27 a 34, o PL abre a possibilidade do uso das áreas verdes do município para a instalação de equipamentos públicos.

É visível a todos a carência da cidade de parques, praças e arborização – das 32 Subprefeituras, 23 delas têm áreas verdes abaixo do mínimo recomendado de 12m2 por habitante e as nove Subprefeituras que superam o recomendado estão nos extremos do município. Ainda assim, o Executivo municipal comete o enorme equívoco de pretender utilizar estas áreas verdes públicas para outros fins, prevendo, inclusive, a possibilidade de desmatamento das mesmas.

No lugar desta perigosa e inaceitável brecha na legislação, a população necessita da defesa incondicional do pouco que resta de áreas verdes no município, considerando-as inalienáveis, assim como propostas e planos para que elas sejam ampliadas e devidamente protegidas!

As áreas verdes são fundamentais nos espaços urbanos, prestam inúmeros serviços ambientais e à saúde humana, tais como: humidificação do ar; diminuição da temperatura; estabelecimento de equilíbrio de microclima; redução de tempestades; redução de enchentes; remoção de material particulado; retenção de substâncias danosas como enxofre, cadmio, manganês e outros; absorção de ruídos; e convívio social, lazer e atividade física.

São Paulo necessita, urgentemente, concluir seu Plano Municipal de Mata Atlântica e de elaborar um Plano Municipal de Arborização e de ampliação de seus parques e praças, assim como incentivar a instalação de tetos verdes, jardins verticais e mini praças. O objetivo principal deve ser o de potencializar os benefícios das áreas verdes à população.

Os poderes públicos de São Paulo têm a obrigação de encontrar soluções para a alegada falta de terrenos para a construção de equipamentos públicos e habitações populares. Devem fazer valer a função social da cidade e da propriedade, entre outros instrumentos legais de que dispõem, e jamais colocar em risco as mínimas porções de áreas verdes que restam na cidade. É preciso ficar claro que é totalmente inadmissível propor compensações ambientais, como versa o PL 272, para o desmatamento de parques, praças e áreas de proteção ambiental!

Portanto, as organizações da sociedade civil abaixo-assinadas convidam o Executivo municipal a modificar substancialmente os artigos 27 a 34, tornando as áreas verdes do município devidamente protegidas de riscos de desmatamento ou de qualquer outro fim que não seja o de sua preservação incondicional. Assim como convidam os vereadores da Câmara Municipal de São Paulo a atuarem no mesmo sentido, rejeitando qualquer risco às áreas verdes do município no PL 272/2015.

São Paulo, 18 de Junho de 2015.

Organizações que apoiam:

Amankay Instituto de Estudos e Pesquisas
Amarribo Brasil
Associação Bem-Te-Vi Diversidade
Associaçao Beneficente Comunitária Bem Querer
Associação de Moradores dos Jardins Petrópolis e dos Estados (SAJAPE)
Associação dos Amigos das Praças da Rua Curitiba e Entorno (APRACE)
Associação dos Amigos do Bairro Alto da Boa Vista (SABABV)
Associação dos Moradores da Granja Julieta e Imediações (AMOGRANJI)
Associação dos Moradores do Bolsão Residencial Jardim Campo Grande-City (AMBRECITY)
Associação Movimento Garça Vermelha
Associação Viva o Centro
Centro Comunitário São Pancrácio
Ciranda
Diana Malzoni Arquitetura
Eccaplan Consultoria em Sustentabilidade
Empresa Brasileira Avaliações Perícia Engenharia (EMBRAPE S.C. LTDA)
Espaço de Formação Assessoria e Documentação
Espaço Cultutal Dona Julieta Sohn-Casarão do Belvedere
Estação História Cultura e Patrimônio Ltda.
Fórum para o Desenvolvimento da Zona Leste
Fundação SOS Mata Atlântica
Grupo de Amigos do Jardim Marajoara (GAMA)
Instituto 5 Elementos
Instituto Artesocial
Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS)
Instituto Saúde e Sustentabilidade
Instituto Socioambiental (ISA)
Núcleo de Direitos Humanos da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (NDH-FESPSP)
Palavra Cantada Produções Musicais Ltda
Portal ZNnaLinha
Programa de Gestão e Educação para a Sustentabilidade
Projeto SEE-MEAR - Participação Social, Interações e Articulações
Rede Nossa São Paulo (Secretaria Executiva e GT Meio Ambiente)
Renovação Cristã do Brasil (RCB)
Sindicato dos Profissionais de Educação do Ensino Municipal de São Paulo (SINPEEM-SP)
Sociedade Amigos do Brooklin Novo (SABRON)
Sociedade de Amigos da Vila Mara Jardim Maia e Vilas Adjacentes
Sociedade dos Amigos do Planalto Paulista
Sociedade dos Amigos dos Jardins America, Europa, Paulista e Paulistano (SAJEP)
SOS Abelha
Thema Consultoria e Assessoria em Marketing Ltda 
Universidade Paulista (UNIP)

Fonte: Rede Nossa São Paulo.

De todas as formas de arrogância que a cidade de São Paulo apresenta, a vocação para uma vanguarda artística talvez seja a mais próxima de algo palpável. Da semana de 1922 até o nascimento do Teatro de Arena, passando pelo TBC, a cidade parece ter mesmo algo de vanguardista no aspecto cultural. E é bem verdade que a mesma arrogância que coloca São Paulo em alta conta cultural {{Mário de Andrade, Pagu, Plínio Marcos, dos mais acadêmicos aos mais populares, sem esquecer nunca de Adoniran, por exemplo}}, produz uma elite financeira alheia a qualquer coisa que contenha em si uma brasilidade ou latinidade. Qual paulistano não ouviu falar dos musicais internacionais do Teatro Abril ?

Mário de Andrade, famoso como escritor, tem um lado menos famoso {{mas não menos importante}}. Foi também gestor público, dos bons.

A educação infantil também foi tema de Mário de Andrade. E o que hoje é pensado como moderno, espaços integrados de educação, cultura e lazer, já havia sido idealizado por ele na década de 30.

Em 1936, Mário de Andrade foi além e pensou em bibliotecas itinerantes. A ideia de que a formação do leitor passa, necessariamente, pela disponibilidade de livros é tão simples quanto genial.


O legado de Mário de Andrade e o PMLLLB

Por acaso a prefeitura petista, ainda na gestão de Marta, criou os CEUs {{Centros Educacionais Unificados}}. Que, à época, foram criticados pelo alto custo. Espaços onde piscina, quadra, teatro e escola se unem, na periferia. Coisa moderna? Necessária, de fato.

Mas São Paulo, pós Mário de Andrade, só concretizou a ideia de bibliotecas ambulantes em 1979 e permaneceu até 2008 com a incrível frota de 1 {{um}} ônibus-biblioteca. Em 2008, a SPTrans resolve reformar a frota e entrega logo 4 {{quatro}} ônibus circulantes {{não acredite em mim – Prefeitura de São Paulo}}.

Já em 2015, nova gestão petista, desta vez com Haddad, a prefeitura triplica esse número para incríveis 12 {{doze}} ônibus-biblioteca.

Mas nem tudo é tristeza no leitmotiv político da cidade; eis que, em 2012, se iniciam discussões acerca do Plano Municipal de Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca {{PMLLLB}}.

Iniciativa da sociedade civil, mais especificamente pela Bel Santos, 48 anos, educadora social da Literasampa:

"Nós vínhamos acompanhando a luta de Porto Alegre pelo plano municipal e nós do Literasampa fomos instigados a fazer a mesma provocação em São Paulo. Nós participávamos de muitos eventos literários e cada vez que havia um debate sobre políticas de livro e da leitura, as pessoas nos perguntavam: ‘como estão as coisas em São Paulo?’. Tinha uma hora em que a gente ficava morrendo de vergonha, São Paulo tem de tudo… e não tem uma discussão sobre livro e a leitura?"

O ponto de partida foi o Plano Nacional de Livro e Leitura, cujo Secretário Executivo é José Castilho Marques Neto.

O Plano Nacional de Livro e Leitura dá, digamos assim, os parâmetros, as diretrizes para a feitura dos planos estaduais e municipais de livro e leitura. Desta maneira, ele é um plano que aponta os caminhos e horizontes e os instrumentos que precisam ser construídos para que isso aconteça.

Basicamente, ele trabalha com dois grandes alicerces: União da Cultura e Educação na elaboração e implantação deste plano; e por outro lado a presença forte do Estado e da Sociedade.

No último dia 13 de junho, aconteceu a apresentação e discussão do plano final do texto que será projeto de lei, de autoria do Vereador Antônio Donato {{PT-SP}}.

Donato já havia apresentado em 2010 um projeto de lei sobre livro e leitura. Ele passou em 1ª votação {{são necessárias duas, mais a aprovação do Executivo, na melhor das hipóteses}}. A ideia agora é que esse texto entre como substitutivo do projeto apresentado em 2010. Isso dará celeridade ao processo, já que ele entraria como aprovado em 1ª votação também.

Sobre o PMLLLB, Ricardo Queiroz {{Assessor do vereador Donato e um dos responsáveis pelo plano}} diz:

Um dos movimentos fortes em São Paulo, ligados à área transversal Educação/Cultura é o movimento dos Saraus.

Normalmente ligados à periferia da cidade, os Saraus conseguem unir populações de diferentes classes sociais em torno de uma dimensão cultural e filosófica {{por que não?}}, coisa importante sob qualquer aspecto, exceto talvez, o econômico.

Ruivo Lopes, artista ligado a este movimento cultural, ressalta a importância do PMLLLB na integração entre periferia e centro. “Há uma imensa e reconhecida manifestação cultural própria das periferias da cidade de São Paulo e que ficaram à margem das políticas públicas ao longo destes anos. Acho que numa gestão que se propõe ao diálogo como é a gestão Haddad, esses anseios tendem a surgir com mais intensidade. Então, acho que a gente está nesse momento, quando a gente discute os Planos de Leitura, Diretor, de Educação, e nada mais justo que a periferia paute essas discussões”.

São Paulo, a cidade, continua sua vocação de vanguarda. Falta{{va}} o entendimento de que esse pensamento inovador saiu há muito dos cafés centrais onde meia dúzia de intelectos super desenvolvidos fomentam a Cultura.

Que bom que há, hoje, uma prefeitura com alguma {{e é pouco, ainda muito pouco}} capacidade para ouvir sua periferia e ser pautada por ela. É ainda mais inovador, ainda mais vanguarda e sem a menor dúvida, muito mais divertido.

 no ImprenÇa.

 

O projeto Wikipraça está em uma nova fase. Começou como projeto independente no Rio de Janeiro no final do ano 2012. Rodou como código urbano participativo da prefeitura de São Paulo, sendo um dos três projetos pilotos da Secretaria de Direitos Humanos.

Mas em fevereiro do 2015 acabou essa fase institucional, que ainda vamos avaliar publicamente em este site. A Wikipraça volta a ser um projeto independente e autônomo, característica que nunca perdeu. A Wikipraça, como método de participação e mediação dos espaços urbanos, foi aprimorando o seu código nessa última fase Wikipraça Arouche, desenvolvida no largo do Arouche de São Paulo. A parceria com a Secretaria de Direitos Humanos foi vital: mostrou a importância da escuta do poder público mas também os limites do institucional. O método participativo da Wikipraça – uma mistura de ferramentas digitais e mecanismos analógicos- é um método aberto, incompleto e imperfeito. Por isso, a Wikipraça continua como projeto e processo coletivo. Seguiremos incentivando a participação cidadã no largo do Arouche de São Paulo, onde a WikiHorta (horta urbana colaborativa) ainda é uma referência. Mas também queremos que o método Wikipraça circule por outros espaços da cidade de São Paulo e do Brasil.

Aqui, algumas das novidades dos últimos meses do projeto Wikipraça.

Cartografia afetiva. 

O projeto #WikipraçaSP – #Wikipraça Arouche começou há uns meses um novo caminho cartográfico para o largo do Arouche: uma cartografia viva, afetiva, emocional, para achar espaços comuns para todos os públicos do Arouche. Depois de vários encontros (o próximo é sábado 13 as 13 horas), estamos chegando no ponto da cartografia em formato digital. Nas próximas semanas vamos enriquecer ela com os diferentes inputs recebidos.

WikiHorta. 

A horta comunitária que surgiu no final do ano passado no largo do Arouche foi uma experiência coletiva marcante. Depois da assembleia para discuti-la, a parceira Júlia Álvarez desenhou uma planta de como imaginava a construção. Criamos uma planilha aberta na internet, cutucamos digitalmente muitos que poderiam ajudar (Hortelões Urbanos, por exemplo) e desenvolvemos alguns mutirões. A horta se transformou em um dos espaços mais agregadores e transversais do largo do Arouche e do projeto Wikipraça.

LabCidade. 

O projeto Wikipraça foi convidado para participar no Laboratório da Cidade. O objetivo do Lab é compartilhar pesquisas e projetos para a capital paulista. As mais de 40 iniciativas participantes pretendem criar uma rede aberta e multidisciplinar. Por enquanto, alguns colaboradores da Wikipraça participam em alguma reunião e frequentam o espaço do Lab Cidade, na Vila Madalena.

Fonte: #Wikipraçahttp://bit.ly/1BZ78xv

 

Um projeto que tem como essência o espírito de colaboração entre coletivos criativos e o objetivo de derrubar barreiras culturais entre as zonas de São Paulo, espalhando boas ideias, fazendo a criatividade fervilhar e deixando um legado para a cidade.

A transformação é um processo. Não acontece da noite para o dia, mas durante um período decorrente de diversas ações. E só quando se reúne cada pequeno detalhe é possível construir algo maior. Transformar, hoje, é necessário, para que se possa melhorar a cidade em que vivemos. Por isso, Absolut Vodka criou o projeto Transform Your City, convidando toda sorte de artistas e reunindo linguagens para que, juntos, resgatem a identidade cultural da cidade de São Paulo e impactem positivamente na vida das pessoas que habitam a metrópole.

Passamos os últimos meses acompanhando encontros entre coletivos de artistas em cada região da cidade, realizadas com o propósito de estimular a troca de experiências entre os participantes e de resgatar o legado de cada zona de São Paulo. Para cada zona da cidade foi identificada a linguagem artística mais expressiva e chegou-se ao veredito: a zona sul trabalharia a poesia; azona norte, a estética; a zona leste, a performance; e a zona oeste, a música.

Ao final dos encontros, cada grupo de coletivos criou uma forma de impactar a comunidade local destas regiões com ações e intervenções pontuais, além de planejarem ações para uma grande celebração no centro da cidade, onde todas as formas de expressão artística seriam unidas pelo propósito da transformação.

O movimento Venga Venga, junto com Nelson Triunfo, ensaiou uma batalha de dança assimilando passos de diversas etnias, brasileiras e internacionais, ensaiados na quadra da comunidade de Perus, na zona leste. O coletivo Metanol, por sua vez, criou junto com a galera do Quilombaque, um curso de capacitação em produção musical na periferia da zona oeste e realizaram uma intervenção da Orquestra Fantasma de percussão na grande festa.

Na zona sul, o Coletivo Pi promoveu um cortejo com o coletivo Sobrenome Liberdade pelas ruas do Grajaú e, durante o evento, conceberam intervenções performáticas de poesia marginal, além de um espaço de descanso e reflexão repleto de varais poéticos. Por fim, na zona norte, o coletivo Bijari, junto com o coletivo C.I.C.A.S e a escola de samba Acadêmicos de São Jorge, inspirados na estética da escola de samba, criaram uma estrutura móvel capaz de gravar, reproduzir e projetar áudio e vídeo. Na festa, projeções mapeadas coloriram e deram ainda mais vida ao ambiente.

Todos estes encontros, trocas de experiências e concepções resultaram em uma identidade genuinamente paulistana, permeada por registros de todas as regiões do país e do mundo, tal qual é esperado de uma metrópole do porte de São Paulo.

Para registrar os legados que foram deixados, o Instagrafite - galeria colaborativa de arte de rua - foi recrutado para escolher seis artistas com diferentes linguagens. A partir de visitas e vivências nos encontros dos coletivos nas periferias, cada um dos 6 artistas se inspirou para registrar os legados em praças, muros, bueiros e ruas, que ganharam uma nova cara em cada um dos pontos escolhidos da cidade. Entre as plataformas, estão diversos tipos de tintas, criação de mobiliário urbano, entre outras manifestações artísticas. O resultado foi uma rede de intervenções urbanas artísticas que, se conectadas, formam uma garrafa de Absolut, como nas velhas brincadeiras de ligar os pontos da infância.

Agora, a cidade de São Paulo já pode perceber o potencial transformador da arte e da cultura inseridos em seu cotidiano. A quebra de barreiras culturais foi iniciada, e os habitantes da metrópole já podem se deliciar com novos pontos de vista, fusões de linguagens e novas formas coloridas de enxergar o cinza paulistano.

Conteúdo patrocinado na Revista Trip: http://bit.ly/1FCvnby

A agricultura urbana ajuda a promover o acesso de todos à alimentação e ainda é uma ferramenta para trabalhar diversos valores transmitidos através do cuidado com a terra. Diante disso, a Organização Cidade Sem Fome lançou o projeto Horta nas Escolas, que pretende levar o acesso ao plantio a dez escolas públicas em bairros carentes da cidade de São Paulo.

O plantio escolar tem como objetivo aproveitar espaços vazios nas instituições, dando a eles novo sentido e função. As hortas servem como instrumento de educação ambiental e alimentar, ajudando também a diversificar a merenda escolar e a promover o convívio social entre a escola e a própria comunidade em que está inserida.

A ONG responsável pelo projeto Hortas na Escola já possui onze anos de experiência em ações que promovem a agricultura urbana em áreas periféricas da capital paulista. Os trabalhos, liderados pelo fundador Hans Dieter Temp, estão centralizados, principalmente, na zona leste da cidade, que concentra os maiores índices de pobreza em todo o município. Através do plantio, é possível promover a integração social, a alimentação saudável e o desenvolvimento da comunidade local.

Nas escolas, a iniciativa ganha ainda mais funções. “O projeto Horta nas Escolas também atuará como instrumento de fortalecimento pedagógico, uma vez que as atividades ali desenvolvidas ajudam o professor a co-relacionar diferentes conteúdos e coloca em prática a interdisciplinaridade com os seus alunos. A matemática pode ser um exemplo, com o estudo das diferentes formas dos alimentos cultivados, além disso, o estudo do crescimento e desenvolvimento dos vegetais pode ser associado com o próprio desenvolvimento”, esclarece a descrição do projeto no site Kickante, de financiamento coletivo.

De acordo com o informativo, o contato das crianças com os alimentos que elas mesmas plantam, colabora para transformar a relação delas com os vegetais, promovendo uma alimentação mais saudável. “Na infância é que o ato alimentar pode ser vastamente explorado, pois é nesta fase que a curiosidade é extremamente aguçada, os preconceitos ainda não foram adquiridos e onde surge a possibilidade de formação de um senso crítico mais amplo”, diz o site.

A Cidades Sem Fome pretende inserir as hortas em dez escolas públicas em bairros carentes de São Paulo. A proposta é aproveitar áreas inutilizadas, oferecendo novas oportunidades a alunos e professores. Para que isso seja possível, a organização busca angariar 15 mil reais, que serão usados no financiamento de toda a estrutura e mão de obra necessária para a aplicação do projeto. O valor mínimo para doações é R$ 10 e a ajuda pode ser feita através deste link.

Fonte: Ciclo Vivo. Mais fotos: http://bit.ly/1L4VGWp