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O concurso incentiva as pessoas a compartilharem o conceito da moda inclusiva e também para que comecem a costurar, a fabricar esses tipos de roupa. Foto: Divulgação.O concurso incentiva as pessoas a compartilharem o conceito da moda inclusiva e também para que comecem a costurar, a fabricar esses tipos de roupa. Foto: Divulgação.

Possibilitar a autonomia ao se vestir para pessoas com deficiência, criar soluções que facilitem o dia a dia e oferecer maior variedade de roupas para este segmento, estimulando sua autoestima são alguns dos objetivos do Concurso de Moda Inclusiva, organizado pela Secretaria estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que está em sua nona edição e com inscrições até o dia 15 deste mês - http://modainclusiva.sedpcd.sp.gov.br/

O impacto dos seres humanos no meio ambiente é um tema que está sendo abordado por especialistas de diversas áreas do conhecimento devido à necessidade em mudar nosso modo de vida, sobretudo em relação ao consumo. Esse sentido de urgência é potencializado por estimativas da ONU que apontam que, até o ano de 2050, o planeta deverá suprir as demandas de 9,6 bilhões de pessoas.

São Paulo, a maior cidade da América do Sul, tem 11.253.503 milhões de habitantes, sendo a maioria mulheres, elas são 5.924.871 milhões. No entanto, apenas 16% das ruas que homenageiam pessoas ilustres na cidade, se referem a nomes de mulheres. Os 84% das ruas que homenageiam pessoas ilustres na cidade nomeiam homens, segundo dados da pesquisa da ProScore.

Por mais de 60 anos, um dos endereços mais icônicos da cidade permaneceu com as portas fechadas, carregando a sombra de seu passado: um assassinato que até hoje se mantém sem explicação concreta. E o tempo foi cruel com o chamado Castelinho da Rua Apa, fadado ao esquecimento, às ruínas e ao descaso. "Eu olhava pra ele e via um prédio que fugia de todas as arquiteturas que existiam aqui. Era única, mas estava se decompondo, abandonada. Ia virar uma montanha de entulho e eu não gostaria que esse prédio, com essa linda estrutura na Av. São João, centro da cidade, virasse isso e se perdesse toda a história do prédio", contou Maria Eulina Hilsenbeck, idealizadora da ONG Clube de Mães do Brasil, focada em capacitar ex-moradores de rua, na reinserção social, entre outras tantas funções.

Imagem: Reprodução de cena do filme / Divulgação.Imagem: Reprodução de cena do filme / Divulgação.

Para navegar na internet pessoas com deficiência visual utilizam o leitor de tela. Esse recurso lê cada item das páginas para o usuário. Entretanto nem todo conteúdo é acessível para esse público, como por exemplo, os banners, que são lidos por códigos formados por diversas letras aleatórias. Pensando em estimular o cumprimento da lei nº 13.146/2015, que determina que os recursos de acessibilidade sejam obrigatórios em qualquer canal virtual  e demonstrar a importância da inclusão social, a Lew’LaraTBWA, em parceria com a Fundação Dorina Nowill, criou o projeto: The Hacker Spot.

Com o objetivo de tornar todo o conteúdo acessível e inclusivo, desde março a Agência inseriu na linguagem de programação dos banners de diversos anunciantes, spots informativos que trazem notícias sobre cursos, leis, dicas, eventos e experiências motivacionais.

“O Hacker Spot transformou os banners em spots de rádio. E isso deixou a vida de pessoas com deficiência visual melhor e criou um canal inteiramente novo com esse público. Engraçado o rádio hackear a internet, né?", comenta Felipe Luchi, CCO e sócio da Lew’Lara\TBWA.

Em parceria com a empresa de adserver “Predicta”, os textos das campanhas foram aplicados sobre os códigos dos banners. Assim, o leitor de telas deixou de ler uma série de letras aleatórias e passou a transmitir mensagens, como: “Olá, esse é o espaço da Fundação Dorina Nowill para Cegos. Para contribuir com a inclusão e autonomia de pessoas com deficiência visual proporcionamos programas e cursos de reabilitação, educação especial, empregabilidade e acesso à informação. Pressione enter para acessar nosso site e saber mais.”

Imagem: Reprodução de cena do filme / Divulgação.Imagem: Reprodução de cena do filme / Divulgação.

Ao final do spot escutado no banner, os usuários podem apertar a tecla “enter” e se direcionar para o site da fundação, que também é acessível e contém informações úteis sobre a deficiência visual para pessoas cegas e com baixa visão. Para saber mais acesse: https://www.fundacaodorina.org.br/

Quem quiser participar da campanha e tornar o banner do seu próprio site acessível, utilizando inclusive os spots da Fundação Dorina Nowill, basta acessar http://www.thehackerspot.com.br/ e seguir o tutorial. O portal, que também é inclusivo, ainda traz depoimentos de todas as pessoas que participaram da campanha.