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A consultoria de inovação Fábrica de Criatividade vai inaugurar o "auditório mais criativo do mundo" no Capão Redondo, considerado um dos bairros mais violentos de São Paulo.

O auditório abrigará uma série de atividades culturais voltadas aos jovens do bairro, como TEDx Capão, saraus e palestras sobre empregabilidade e inovação. A ideia é que empresas também possam usar o espaço para interagir com a comunidade.

Denilson Shikako, diretor da Fábrica de Criatividade e idealizador do auditório, explica que cada evento nesse auditório vai ser uma imersão no universo da criatividade. “O auditório por si só é uma experiência, mas os eventos que vão acontecer ali prometem fazer história e proporcionar aos convidados a oportunidade de transformar o papel de espectador em ‘vivenciador’ e cocriador das experiências artísticas e culturais”, diz.

Shikako desenvolve um projeto social no Capão Redondo desde 2000. Ele nasceu e cresceu no bairro e incentiva ações que ampliem o acesso à educação para os moradores da região. Entre as iniciativas estão aulas de inglês, dança e música. Na sede da Fábrica de Criatividade, também funcionam oficinas sobre empoderamento feminino, robótica, fotografia, cinema, entre outros temas.

O "auditório mais criativo do mundo" tem soluções que nunca foram usadas em um ambiente desse tipo. A porta de entrada é toda feita com bolinhas de gude. Nos banheiros, há lousas de giz, para que os espectadores possam registrar ali inscrições e desenhos. Há massageador de pés em cada lugar, cadeiras numeradas para jogar Batalha Naval, plástico-bolha para relaxar enquanto os espetáculos não começam e compartimentos secretos.

A data também marcará a inauguração do “Clube da Criatividade”. Foto: iStock.

O show “Invenções que fizeram a História - uma viagem pela essência da criatividade” marcará a inauguração do espaço. Os espectadores poderão percorrer escadas levadiças e terão acesso a passagem secreta do “The happy experience”, no labirinto no sub-solo com experiencias sensoriais que aumentarão o nivel de endorfina e felicidade. O personagem Dr. Emmet Brown, do filme “De volta para o futuro”, vai estar presente, em forma de holograma, como apresentador do evento.

A data também marcará a inauguração do “Clube da Criatividade”, um clube de vantagens criado por Denilson para quem quer – e precisa – aprender a inovar para aumentar as chances de conseguir um emprego.

“A proposta do clube é oferecer um curso completo de criatividade à distância, em que os integrantes também terão insights exclusivos sobre points criativos em São Paulo, dicas para transformar uma ideia em inovação, técnicas de gamification para acelerar o pensamento criativo, além de um market place de produtos criativos e uma agenda de eventos de inovação”, conclui Denilson.

O "auditório mais criativo do mundo" tem soluções que nunca foram usadas em um ambiente desse tipo. Imagem: Reprodução / Fábrica de Criatividade.Serviço

Abertura do “Auditório mais criativo do mundo“
Fábrica de Criatividade.
Dia 14 de dezembro, às 20h.
Endereço: Rua Dr. Luís da Fonseca Galvão, 248, Capão Redondo, São Paulo.

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Com informações de Renata Binotto da FSB Comunicação. 

Em 2013, Mateus, Maria e Pedro, apoiados pela mãe Susana Foz Caltabiano, decidiram fazer uma ação de Natal. Os jovens resolveram aproveitar o período das férias de verão para fazer algo que fosse ao mesmo tempo divertido e inspirador, ao invés de mais uma viagem puramente turística. Eles queriam percorrer o interior do Brasil para levar livros à escolas e comunidades vulneráveis.

Os filhos - na época estavam com 16, 14 e 12 anos - conseguiram arrecadar, junto a parentes e amigos, quase 5000 em 40 dias de campanha. O material foi organizado em caixas-bibliotecas, com cerca de 170 volumes cada, que foram acomodadas em quatro veículos, sendo um deles com uma barraca no teto. Enquanto se organizavam para a viagem, decidiram inventar um nome para a expedição e daí surgiu o LêComigo.

Saíram no dia 20 de dezembro 2013 pelo interior de São Paulo, com o desejo de chegar até o Maranhão, estado com um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país. Passaram por Minas Gerais, Bahia e Tocantins e uma tonelada de livros foi distribuída ao longo do trajeto.

As bibliotecas escolares são a maior fonte de acesso a livros para crianças e adolescentes, contudo, apenas 53% das escolas do país têm um espaço reservado para a leitura, de acordo com dados do Censo Escolar 2014. Pelo interior, o retrato é ainda mais triste, com pouco ou quase nenhum contato de crianças e jovens com os livros.

A LêComigo, desde 2013, já distribuiu três toneladas de livros e realizou diversos encontros entre jovens de vivências, regiões e cotidianos muito distintos. Foto: Reprodução / LêComigo.

O grupo ficou 36 dias na estrada, visitando escolas públicas, estaduais e municipais. A expedição passou por quilombolas, aldeias indígenas e comunidades ribeirinhas, encontrando pessoas inspiradoras e paisagens deslumbrantes. Na volta para casa, a família teve a certeza de ter vivido algo inédito e marcante e isso se revelou de maneira mais evidente no filho mais velho, Mateus, que havia encontrado um Brasil novo em diversidade, jeitos, riquezas e necessidades. Teve a certeza que gostaria de compartilhar destas descobertas com seus amigos e com o maior número possível de pessoas: “Nenhuma história merece ficar parada em uma estante. Muitos brasileiros ainda não têm acesso a livros. Ler é uma viagem”, diz o estudante.

A expedição passou por quilombolas, aldeias indígenas e comunidades ribeirinhas, encontrando pessoas inspiradoras e paisagens deslumbrantes. Foto: Reprodução.Os irmãos Mateus e Maria resolveram fazer disso uma missão. Os jovens, que eram menores de idade, foram apoiados pela mãe e criaram uma Organização da Sociedade Civil sem fins lucrativos (OSC), a LêComigo, além de desenvolver uma metodologia própria para criar parcerias customizadas entre escolas públicas e particulares a fim de promover muito mais do que campanhas e doações, mas um intercâmbio entre jovens de realidades diferentes. “Nosso desafio é conectar os jovens por meio dos livros” destaca Susana.

"Sentimos na pele como a vida corrida nas cidades grandes isola de novas possibilidades e encontros e o quanto o Brasil precisa dos livros e de mais leitores. Estamos convocando todas as escolas e jovens de São Paulo para experimentar dessas mesmas emoções. Participar ajuda não apenas a quem recebe os livros, mas a quem os doa", explica Maria.

Comprometidos com o sonho de contribuir para que o Brasil tenha uma educação de excelência para todos, a LêComigo, desde 2013, já distribuiu três toneladas de livros e realizou diversos encontros entre jovens de vivências, regiões e cotidianos muito distintos: “A educação é o que vai levar o Brasil para frente. A LêComigo nos mobiliza a fazer nossa parte. Podemos agir, sermos cidadãos com compromisso e sempre de maneira divertida”, comenta Susana.    

Parceria entre escolas públicas e entre escolas públicas e particulares

Alunos dos Colégios Estaduais Padre Antão e Major Cosme de Farias Ermelino (Jardim Guaianases) em São Paulo. Foto: Lêcomigo / Divulgação.A LêComigo tornou-se OSC em 2015 e desenvolveu uma metodologia que usa os livros para gerar encontros e transformações, apostando no protagonismo dos jovens. O projeto une alunos de escolas públicas e também de escolas particulares para que, juntos, promovam uma ação transformadora. 

Recentemente (no último 1 de dezembro),  a Escola Estadual Padre Antão da Penha, em São Paulo - já beneficiada pela metodologia da LêComigo -  replicou o aprendizado e fez uma vivência em outros dois locais: na Instituição Casa de Apoio à criança com câncer Vida Divina ( http://www.cavd.org.br/ ) e na escola estadual Major Cosme de Farias Ermelino (Jardim Guaianases). Juntas, as duas escolas levaram os livros e o afeto a uma terceira escola pública. Foram doados 700 livros e a ação contou com a participação de 62 jovens, de 2 a 18 anos.

O primeiro case foi implementado em Trancoso, no Sul da Bahia, em 2015. A LêComigo ajudou a organizar encontros entre os jovens do Instituto Trancoso e os alunos da Escola Graded de São Paulo, promovendo uma ação transformadora na Escola Municipal da Sapirara, na área rural da cidade. Os encontros já beneficiaram centenas de estudantes. 

Para a LêComigo, “A  juventude é fonte de criatividade e vitalidade. E o jovem é capaz de agir na sociedade já.“ Foto: LêComigo / Reprodução.Atualmente, apoiados pela OSC, os jovens do Instituto Trancoso estão ampliando o encontro entre estudantes ao fomentarem a leitura em outras escolas da região, como a Escola Municipal Maria dos Anjos. Na grande São Paulo, alunos de escolas públicas estão vivenciando a metodologia LêComigo e também temos as que se conectam com o projeto através da arrecadação e doação de livros infanto-juvenis. “Essa é a ideia: uma rede de jovens se conectando para incentivar a leitura e ajudando a fazer chegar livros aonde não tem”, reforça Susana.

O projeto atua em escolas da grande São Paulo, tais como: E. E. Padre Antão na Penha, E. E. Fernando Gasparian no Capão Redondo, E. E. Alfredo Paulino, entre outras.  Passou também por muitas regiões do Brasil entregando as “bibliotecas LêComigo” em lugares como Jalapão (TO), Fernando de Noronha (PE), Chapada da Diamantina (BA), Vale do Jequitinhonha (MG), Vale do Ribeira (SP), Serra Catarinense (SC), Jericoacoara, Fleixeiras, Guagiru, Gijoca (CE), Lençóis Maranhenses (MA), Comunidade do Anã (PA), Avaraes (AM), entre tantas outras. São 68 escolas visitadas e contempladas com as “ Bibliotecas LêComigo”. Atualmente, cinco escolas vivenciam o processo completo de nossa metodologia.

Tem livros para doar? A gente pode doar para você ou levarmos juntos! Venha viver uma experiência LêComigo. Foto: Reprodução / LêComigoOs jovens engajados na LêComigo arrecadam livros infanto-juvenis usados, mas em ótimo estado de conservação e formam as “Bibliotecas LêComigo”, para crianças de 2 a 16 anos. Também se organizam para potencializar a leitura na sua comunidade ou em alguma região do Brasil.

Com foco em despertar consciência e ação cidadã, a organização tem desenvolvido sua metodologia por meio de conceitos e práticas ligadas ao empreendedorismo social, protagonismo juvenil e desenvolvimento de competências socioemocionais. A LêComigo consolida-se em torno do modelo de comunidades criativas da organização internacional “Parceiros para o empoderamento de jovens”.

Conheça a LêComigo www.lecomigo.org.br e saiba como ajudar!

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Com informações de Flávia Meirelles / Forma RP.

Oficina, eleito o melhor teatro do mundo na categoria ‘projeto arquitetônico‘ pelOficina, eleito o melhor teatro do mundo na categoria ‘projeto arquitetônico‘ pelo The Guardian.

Teatro Oficina lançou esta semana um movimento envolvendo artistas e demais cidadãos para a preservação do emblemático edifício projetado por Lina Bo Bardi e seu entorno tombado. O grupo de teatro convida todos os interessados a enviarem pedidos de veto ao Governo do Estado de São Paulo conta a construção de altas torres residenciais no bairro do Bixiga - proposta liberada nesta segunda-feira pelo CONDEPHAAT.

Através de uma publicação no site oficial do Teatro Oficina, o grupo chama "a força da multidão para que direcione, através de textos e vídeos" ao governador do estado e autoridades do patrimônio, "pedidos de veto ao empreendimento do Grupo SS e um clamor pela destinação pública desse terreno."

Localizada em um dos últimos terrenos vazios do bairro do Bixiga, a companhia de teatro já travou outras batalhas para permanecer neste local. A reivindicação dessa e de outras lutas é a mesma - nas palavras do grupo: "Não queremos construir edificações, desejamos a poética do vazio como uma construção, num exercício de imaginação, criando bolsões de respiro no tecido urbano de São Paulo, permitindo ao terreno que se mantenha verdejado, permeável à luz, à chuva, ao tempo."

Leia o manifesto completo da companhia de teatro, aqui.

Para lembrar: o Oficina, foi eleito o melhor teatro do mundo na categoria "projeto arquitetônico" pelo The Guardian.

Imagem: The Guardian / Reprodução.

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Fonte: Arch Daily.

Depois de ganhar as redes sociais do Brasil com a hashtag #MeuPrimeiroAssedio e #MeuAmigoSecreto, as denúncias de abuso sexual sofrido por mulheres ganharam o  mundo a partir da hashtag #MeToo ("eu também").

Essas duas palavras vêm sendo compartilhadas nas redes sociais por mulheres e homens que sofreram algum tipo de agressão sexual. A iniciativa teve início depois das alegações de estupro contra o poderoso produtor cinematográfico americano Harvey Weinstein.

Weinstein, um dos mais poderosos nomes de Hollywood, foi acusado de estupro e agressão sexual por mais de duas dezenas de mulheres - incluindo as atrizes Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow e Rose McGowan. O produtor alega que todas as relações sexuais que teve foram consensuais.

Desde que as acusações vieram a público, várias personalidades usaram as redes sociais para falar sobre o assunto, algumas detalhando o assédio que sofreram.

Atriz Alyssa Milano pediu a vítimas de assédio que se pronunciassem, em demonstração de solidariedade. Foto: Getty Images.

A hashtag, porém, surgiu quando o jornal The New York Times publicou um artigo de opinião assinado por Mayim Bialik, da série The Big Bang Theory, afirmando que as mulheres são assediadas com base em um “nível hierárquico” de beleza, além da forma como se vestem.

O termo ganhou força depois de a atriz Alyssa Milano pedir as vítimas de assédio sexual que se pronunciassem, em demonstração de solidariedade. O caso teve ainda maior repercussão com a participação da senadora democrata Elizabeth Warren, que publicou em sua conta no Facebook um pedido semelhante para que vítimas de assédio utilizassem a hashtag em seus perfis. A hashtag já foi mencionada mais de 1.7 milhões de vezes nas redes.

Celebridades responderam, incluindo Debra Messing, Anna Paquin, Lady Gaga e Monica Lewinsky.

Milhares de outros usuários nas redes sociais, inclusive no Brasil, compartilharam histórias de quando foram vítimas de assédio.

No Twitter, uma usuária, que decidiu permanecer anônima, escreveu: "Tinha 19 anos. Ele me encheu de álcool, forçou um beijo de língua e tocou meus seios. Me culpei por estar bêbada. #MeToo."

Homens e transexuais também expressaram apoio à campanha, incluindo o ator e cantor Javier Munoz.

Alguns deles chegaram, inclusive, a falar sobre suas experiências pessoais.

A usuária Cortney Anne Budney postou no Facebook: "O 'eu também' é para os homens também. Não devemos nos esquecer dos homens e dos meninos. O eu também deles é igualmente importante e muitas vezes frequentemente encoberto."

 Já para o escritor Charles Clymer, que foi vítima de estupro, afirmou que, embora ambos os gêneros sofram abuso, "há um componente misógino específico na cultura do estupro".

"Faz sentido gastar tempo para destacar a misoginia especificamente e amplificar a voz das mulheres", postou ele.

Os principais argumentos falam sobre a importância de não responsabilizar a vítima de assédios e abusos sexuais, além de ressaltar que todas as mulheres estão passíveis de sofrer esse tipo de agressão. 

Campeã olímpica em Lodres-2012, a ginasta americana McKayla Maroney também usou a hashtag para contar sua própria história de abuso e mostrar que o assédio e o abuso sexual contra mulheres não se restringem a Hollywood.

"Começou quando eu tinha 13 anos, em um dos primeiros campeonatos nacionais, no Texas, e não parou até que eu me aposentasse", afirmou a jovem de 21 anos, que parou de competir em 2016. O acusado, o médico Larry Nasser, é apontado como o abusador de dezenas de atletas, homens e mulheres, ao longo de duas décadas de carreira.

"Nosso silêncio deu poder às pessoas erradas por muito tempo. É a hora de retomarmos nosso poder. E lembre-se: nunca é tarde para denunciar!"

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Fonte: BBC Internacional.

Meninas ouvem que são lindas, fofas, delicadas. Meninos, que são fortes, espertos, corajosos. Mas de que forma esses adjetivos reforçam estereótipos de gênero? Para debater a forma como a sociedade celebra e caracteriza suas crianças, a Avon e a ONU Mulheres lançaram nesta terça-feira (17) o documentário Repense o Elogio. Obra visa estimular pais, educadores e adultos em geral a ampliar o vocabulário usado na hora de elogiar as pequenas e os pequenos.

O ponto de partida para a realização do filme foi uma pesquisa online conduzida pela Avon em várias regiões do país. O objetivo era checar quais adjetivos eram os mais lembrados na hora de elogiar cada um dos sexos. Quase 80% das palavras utilizadas pelos adultos para elogiar meninas estão relacionadas à aparência, como linda, bonita, princesa. Já para os meninos, 70% se referem a habilidades, como esperto, inteligente, corajoso.

O documentário dá voz a adultos, crianças e adolescentes – entre elas, algumas bem conhecidas e porta-vozes de uma nova geração, como a cantora MC Soffia e as youtubers Carol Santina e Natália Correa. Foram entrevistadas mais de 80 pessoas nas cidades de São Paulo, Curitiba, Piracicaba, Santos e Recife em uma produção que durou 10 meses.

Segundo a ONU Mulheres, o documentário é um instrumento para alertar a população sobre a necessidade de refletir sobre os estereótipos nocivos de gênero.

A diretora Estela Renner. Foto: Tadeu Jungle.“A sociedade reforça e perpetua a cultura de desigualdade de gênero também por meio da linguagem e da educação”, explica a representante da agência das Nações Unidas no Brasil, Nadine Gasman. “Projetos como este, que trazem o debate e propõem uma mudança nesses paradigmas, são fundamentais para que o processo para a igualdade de gênero seja acelerado e mulheres tenham mais oportunidades.”

Dirigido por Estela Renner, cineasta premiada e diretor de O Começo da Vida e Muito Além do Peso, o filme de 46 minutos aborda temas que se cruzam, como a construção da autoestima as crianças e as diferenças na criação dos jovens motivadas por distinções entre o que é considerado “de menina” e “de menino”.

“É importante aprofundarmos a discussão sobre a desigualdade de gêneros na infância se queremos que a igualdade venha na maior velocidade possível”, defende o presidente da Avon, David Legher. “Este documentário é a nossa contribuição para que mais pessoas parem para refletir sobre a forma como todos nós, inconscientemente, limitamos as possibilidades da mulher ao elogiarmos nossas meninas, na maior parte das vezes, por seus atributos físicos, desde muito cedo.”

Disponível gratuitamente a partir de hoje no site www.repenseoelogio.com.br, o documentário é parte de um projeto global da Avon que começa pelo Brasil.

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Com informações da ONU Brasil.

Foto: Carina Guedes e Pedro Thiago.

O déficit de moradia sempre foi um pesadelo para as famílias de baixa renda. No Brasil golpeado a questão se agrava e gera muito sofrimento, principalmente, para mulheres e crianças.

Para fugir da asfixia do aluguel, a busca por um teto finca na terra bruta das periferias a estaca do sonho da casa.

A periferia não é apenas o lado de fora de uma cidade. É a periferia do direito. É a periferia do lazer. É a periferia da cultura. É a periferia do respeito.

Entender a planta de uma casa é como aprender uma nova linguagem: abre caminhos. Oficina de desenho e levantamento com grupo de mulheres da Dandara. Foto: Arquitetura na Periferia.

Gente nasce do ventre, depois precisa de lar. Lar, ainda que seja na distância do mundo, onde se esfola a sola dos pés, porque o transporte público não chega nunca.

Onde a escuridão torra os nervos, porque a energia elétrica é gambiarra. Onde a dor é constante, porque no posto de saúde não tem médico e nem remédio. Onde não se aprende a ler, porque a escola está abandonada. Onde a fome é maior, porque a comida é mais cara.

São nessas mesmas periferias, nos arredores do que chamam cidadania, que comunidades se constroem. São nesses nacos de chão que mãos calejadas erguem casas sem reboco. Onde a água da goteira é guardada no tambor.

Com o apoio da BrazilFoundation e da sua rede de apoiadores, o projeto “Arquitetura na Periferia“ segue expandindo a sua atuação, abraçando cada vez mais mulheres.Onde o homem decide o espaço, faz a massa, bate a laje e instala a torneira, mas cobra da mulher. Cobra e exige pagamento imediato. Qual é o preço do abuso? Quantos cômodos pagam o silêncio de uma mãe?

É nessa realidade que nos deparamos com a envergadura humana do projeto “Arquitetura na periferia”. Um grupo de mulheres, com formação em arquitetura, compartilha conhecimento e atitude com mulheres de bairros isolados.

Sobre o projeto

Você sabia que a mulher brasileira gasta em média mais que o dobro de horas em uma semana com trabalhos domésticos do que o homem? E na hora de construir a casa, a mulher tem o mesmo espaço para tomada de decisões? Queremos mudar esta realidade! Nosso trabalho consiste em oferecer assessoria técnica a grupos de mulheres da periferia para a melhoria da moradia por meio de um processo em que elas são apresentadas às práticas e técnicas de projeto e ao planejamento de obras, e recebem um microfinanciamento para que conduzam sem desperdícios as reformas de suas casas. Buscamos favorecer a autonomia das participantes, ampliando sua capacidade de análise, discussão, planejamento e cooperação que, por fim, leva a um aumento de sua autoestima e confiança. Todo o processo de planejamento das obras funciona como um grande aprendizado! As mulheres aprendem a medir, desenhar, planejar e executar alguns serviços de construção. Adquirindo estes conhecimentos se tornam além de beneficiárias, protagonistas do processo. Todas as atividades são em grupo e todas as decisões são tomadas pelo grupo. Assim, além de poderem se ajudar, as participantes se tornam corresponsáveis pelo andamento dos trabalhos.


Um projeto cujo resultado é maior que a autonomia de saber construir o próprio abrigo. O resultado é a altura da estima de quem abriga e expressa coragem.

Assista o vídeo do projeto!

Para saber mais sobre o "Arquitetura na periferia", clique aqui e apoie!

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Fonte: Arch Daily.