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Fazia tempo que eu não comparecia a uma apresentação da Comunidade Samba da Vela na Casa de Cultura de Santo Amaro. Há anos o samba começa quando a vela é acesa e só termina quando ela se apaga. Mas o ritual, quase religioso, é apenas um ritual, pois na essência, o samba de raiz, sempre terá seu espaço, se depender dos fundadores da comunidade.

Ela se comunicava em qualquer idioma, até nos sonhos. É isto mesmo, uma ventríloqua dessa babel que é São Paulo. Quando menos pensava, tranchant – estava imitando o japonês da quitanda. Viajava para o Rio de Janeiro e voltava cheia de essix, errix e xiix na língua trançada; e quando foi para o sul, no Paraná, ficou a própria “leiteequeentee”.

Ao ler a matéria de Otávio Janecke, publicitário que se tornou galã plus size e que, a princípio, se incomodou com a indagação se queria ser fotografado, por achar que havia sido chamado de gordo, lembrei de minha estreia – primeira e única – como fofa posando para foto de moda.

Houve um tempo em que era comum ver pessoas utilizando as viagens de ônibus para leitura de livros, revistas, gibis ou até de catálogos de venda direta.