Colunistas - São Paulo São

São Paulo São Colunistas

Um dos acontecimentos mais tradicionais de Portugal e que reúne, há mais de 150 anos, alguns milhares de estudantes, tem pela primeira vez uma “pegada” mais sustentável e politicamente correta. 

A Queima das Fitas, festa que pode seguir por vários dias, com atividades culturais, sociais e esportivas, é organizada pelas maiores universidades do país e segue um ritual que se repete ano a ano, praticamente sem alterações, desde o século XIX. O ato de queimar as fitas – usadas pelos estudantes para prender seus livros – nasceu quase como um “rito de passagem” para marcar o fim dos anos de universidade e o começo de uma nova vida longe dos bancos acadêmicos.

Os alunos se reuniam na porta da faculdade, saiam em cortejo pelas ruas e queimavam as fitas numa pequena cova no chão. O ato simbólico também indica, para os que entraram no ano anterior, o momento em que eles deixam de ser “caloiros” (alunos do primeiro ano) e começam a gozar de algum status na hierarquia estudantil.

Tinha raiz enorme, que revelava a idade da jabuticabeira. Estava aguardando o farol da Rua Alemanha com Avenida Europa abrir quando a vi no caminhão estacionado na esquina. Pensei rápido: “De onde vem? Quem pode comprar? Por quanto vendem?” Parei em frente do carregamento atípico para uma cidade de cimento, como São Paulo. Logo perguntei:

Man Ray, masque 'Optic Topic', 1974  Or. Édition 79/100 par Gem Montebello. Collection Diane Venet  Photo: Didier Ltd, London © MAN RAY TRUST • Adagp, Paris 2018Man Ray, masque 'Optic Topic', 1974 Or. Édition 79/100 par Gem Montebello. Collection Diane Venet Photo: Didier Ltd, London © MAN RAY TRUST • Adagp, Paris 2018

A ourivesaria esteve intimamente ligada a outras formas de expressão visual desde a pré-História. Diversas culturas, ao longo de séculos, representaram seus deuses, valores, hábitos e modos de vida por meio de pinturas, esculturas, vestimentas ou adornos – linguagens igualmente legítimas, reconhecidas e valorizadas. A partir do Renascimento, no entanto, essas atividades começaram a se diferenciar, com pintores e escultores passando a ser considerados artistas, e ourives, simplesmente artesãos.