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Descobri a pintura de Deborah Paiva quando vi, pela primeira vez, a imagem que abre este texto. Eram meados de 2015 e a imagem me saltou aos olhos em uma rede social, na página de uma amiga em comum. No mesmo instante vieram à minha mente, todos misturados, os azuis de Kieslowski, o cotidiano de Hopper, as cenas capturadas por Sophie Calle para sua série ‘Voir la mer’ e os bordados de Louise Bourgeois que compõem a ‘Ode a la Bièvre’. Uma bela imagem que me tocava (e ainda toca) por entrelaçar, com elegância e delicadeza, silêncio e solidão, melancolia e contemplação, intimidade e imensidão.

Ela se comunicava em qualquer idioma, até nos sonhos. É isto mesmo, uma ventríloqua dessa babel que é São Paulo. Quando menos pensava, tranchant – estava imitando o japonês da quitanda. Viajava para o Rio de Janeiro e voltava cheia de essix, errix e xiix na língua trançada; e quando foi para o sul, no Paraná, ficou a própria “leiteequeentee”.

Um estilista renomado, Reynolds Woodcock, vivido por Daniel Day-Lewis, leva uma vida confortável, milimetricamente calculada como o rigor por ele aplicado na confecção de cada uma de suas criações sob medida para as mulheres da elite britânica nos anos de 1950.

O que dizer de novo a respeito de uma peça teatral em cartaz há mais de 30 anos; qual a fórmula do seu sucesso e a razão da longevidade alcançada e muito bem sucedida?

Neste Carnaval nada de folia, e não foi por falta de opções. Além do Sambódromo, com os seus desfiles previsíveis, os blocos se consolidaram como alternativas diversas para quem quis participar da festa de Momo, em São Paulo, de forma mais livre e democrática.