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Se você unir um filé recheado com carne seca e queijo de Caicó, acompanhado por arroz vermelho, salada de maxixe, endívias e alface gourmet roxa; com crocante de farinha de tapioca “pipocada”; purê de cará e maionese de pequi, pensando fazer uma homenagem à pujante culinária brasileira de vários biomas, certamente tem uma idéia bem própria do que seja “harmonia”, mas estará apresentando uma imensa cacofonia.

Painel de azulejos criados por Cândido Portinari para a fachada da Igreja São Francisco de Assis (Lagoa da Pampulha, Belo Horizonte) :: projeto de arquitetura de Oscar Niemeyer, 1943. Foto © Tuca Vieira. Painel de azulejos criados por Cândido Portinari para a fachada da Igreja São Francisco de Assis (Lagoa da Pampulha, Belo Horizonte) :: projeto de arquitetura de Oscar Niemeyer, 1943. Foto © Tuca Vieira.

Segundo alguns historiadores, o primeiro registro da azulejaria no Brasil data de cerca de 1620, quando peças de cerâmica vidrada vieram de Portugal para ornamentar o Convento de Santo Amaro de Água-Fria, em Olinda. A partir de então – seja pela força com que representava a cultura da metrópole, seja por sua beleza plástica ou por suas características de conforto térmico (bastante adequadas ao nosso clima) –, o azulejo foi sendo cada vez mais incorporado às construções brasileiras.

São Paulo é sisuda. Coisa de cidade grande, meio absurda, onde o anonimato dá chance a tudo e, ao mesmo tempo, tolhe as emoções que queiram transbordar.

A situação política do Brasil está escancarada, e não é de hoje. Diante das tramoias que envolvem as principais instâncias de poder público; parte dos empresários, a grande mídia, alguns partidos e os seus representantes; a população tudo acompanha em clima de final de jogo de futebol.