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No que consiste bem manipular uma yanagiba (faca japonesa, comprida e com ponta fina, de Kansai, região de Osaka) ou uma takohiki (faca retangular, de Kantô, região de Tóquio), própria para descascar e cortar legumes? Segundo  Shin Koike, “uma faca japonesa exige uma formação muito específica para o seu manuseio”. E podemos imaginar que essa formação signifique empenhar certos músculos, dosar a força, sequenciar gestos, de modo a obter um resultado conhecido, descrito nos detalhes como “perfeito”, talvez consagrado pela tradição e repetindo ao infinito um mesmo resultado. 

Foi na semana passada, caminhando próximo ao Mercado de Pinheiros, que encontrei Seu Aranda. Alegre e sorridente, veio perguntando por onde eu andava, já que não me via mais. Expliquei-lhe que havia me mudado já há algum tempo.

Na minha infância e adolescência participei de vários rachas na rua ou no campo de futebol do Vera, o time do nosso coração.

O homem precisa ser estudado, especialmente os rapazes das gerações Baby Boomer e da X, nascidos entre 1945 e 1984. O primeiro grupo é assim denominado porque está diretamente ligado ao retorno dos soldados que estiveram nas trincheiras aos seus respectivos países e promoveram um ciclo histórico de nascimentos. Há diversas teses a respeito desse fenômeno pós-embate campal, mas não vamos nos ater a isso aqui.

Foi numa noite musical – de voz e violão de Reinaldo –, na casa de minha amiga Paola, que após ouvir clássicos de Vanzolini como Praça Clovis, Samba Erudito, Cravo Branco e o eterno Mulambo, fui surpreendida com uma declamação animada de “Pobrema de Habitação”: