Tudo pode mudar, ou não - São Paulo São

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A nossa sociedade é marcada pela correria do dia-a-dia e pela constante mudança de cenários.

Essas mudanças ocorrem em ritmo acelerado e a gente precisa estar atento para nos adaptarmos a elas a todo o momento. 

Somos cada vez mais pressionados pelo relógio. Os prazos são muito curtos e o número atividades crescentes. O ritmo social e o fluxo de informações são muito intensos.

Das 48 horas de duração do final de semana, passei 44 delas em casa, por conta de compromissos de trabalho.

Quando se está imerso, parece que o tempo tem outro ritmo. Dependendo da demanda e da responsabilidade, os segundos se movimentam rápido ou devagar.

Bobagem. O instante é o mesmo e o que determina essa passagem é a nossa relação com ele.

Se o que temos para fazer flui, certamente o relógio será mais acelerado. Contudo, caso a tarefa empaque, a evolução dos segundos pode se transformar numa eternidade.

A minha imersão foi proveitosa. Fiz o cálculo certo e o intervalo reservado se mostrou adequado, e me permitiu escapar por 4 horas para celebrar o aniversário de um amigo.

O weekend virou história e o que produzi se configurou em missão cumprida. Nesse aspecto, as horas de dedicação foram muito valiosas.

E como o tempo não para nem volta, é sábio decidir e fazer uso dele com cuidado, qualidade e atenção, lembrando que o futuro é o segundo depois. E tudo pode mudar, ou não. Por aqui, fico. Até a próxima.

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Leno F. Silva é diretor da LENOorb - Negócios para um mundo em transformação e conselheiro do Museu Afro Brasil. Escreve às terças-feiras no São Paulo São.