Todos somos insubstituíveis - São Paulo São

É possível afirmar que muitas pessoas já ouviram a expressão “ninguém é insubstituível”, principalmente no mundo corporativo.
Isso faz sentido quando relacionado aos processos de produção, nos quais as atividades são mecânicas ou automatizadas. Contudo, se a nossa convicção for a de que somos únicos nessa existência, nenhum de nós é passível de substituição, e esse é o ponto central dos desafios que precisamos superar para a construção de uma sociedade pacífica, na qual os seres humanos sejam imprescindíveis em qualquer situação.

Um novo nascimento deveria ser celebrado intensamente por toda a humanidade, se considerássemos que cada pessoa está aqui para servir, se desenvolver, descobrir sua missão e como poderá contribuir, dia a dia, para a edificação de um mundo mais digno para todos agora, amanhã e no futuro infinito.

Somos preciosos e não podemos fugir das responsabilidades que temos em tudo o que decidimos e fazemos. Fortalecer essa consciência, é uma dinâmica solitária e permanente; e nos permite agir com significado e visão de interdependência. A partir desse exercício individual podemos dar sentido à arquitetura do bem comum em benefício de toda a coletividade.

Insubstituíveis somos nós todos, com as nossas diversidades, talentos, características e imperfeições. Ao valorizar cada ser humano de forma incondicional poderemos nutrir as pontes para uma convivência pacífica entre todos, em que consigamos lidar com conflitos, dificuldades e divergências, por meio de diálogos francos, equilibrados e não violentos.

Por aqui, fico. Até a próxima.

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Leno F. Silva é diretor da LENOorb - Negócios para um mundo em transformação e conselheiro do Museu Afro Brasil. Escreve às terças-feiras no São Paulo São.