“Não percebemos que não percebemos” - São Paulo São

O ano praticamente acabou. Depois do recebimento da primeira parcela do décimo terceiro salário a correria aos centros de compra será para garantir os presentes de Natal.

Os shoppings investem pesado nessa época porque sabem que o retorno é garantido, e faltando tão pouco tempo para 2018 chegar, para muitas pessoas o que sobra é adquirir umas lembrancinhas, comprar um peru mais substancioso e reservar uma caixa de Sidra Cereser para celebrar o Reveillon.

Ainda não da para fazer um balanço. Em um mês muita coisa pode acontecer e, pessoalmente, me empenharei para concretizar sonhos, concluir metas e planejar o breve futuro.
 
Pelo que vivemos em 2017, os fatores externos prometem mais estragos. Cada um, com princípios, valores, crenças e consciência, deverá agir a fim de que consigamos, a partir da transformação individual, promover as mudanças necessárias para a construção do bem comum.

São Paulo, além de ser a maior cidade do país, é a que reúne uma enorme diversidade. Nessa metrópole temos de tudo um pouco; gente de todos os estados da federação e, cada vez mais, pessoas de todo o mundo vivem aqui.

Não obstante ao peso comercial dessa época, vale refletirmos sobre o valor e a importância das relações humanas. Somos mais de 12 milhões de habitantes no município um dia conhecido como terra da garoa. É importante lembrar que essa quantidade não é apenas numérica.

Em cada um de nós pulsa coração, circula sangue vermelho; brotam necessidades, jorram desejos, crescem expectativas, e explodem as belezas das Heinz von Foerster.Heinz von Foerster.nossas diversidades. Mergulhados nas telas dos smartphones circulamos como se a vida fosse o “curtir” imediato e não aquele cidadão ou aquela cidadã que está ao seu lado. “Não percebemos que não percebemos*”. Por aqui, fico. Até a próxima.

* Heinz von Foerster foi um cientista austríaco-americano que combinou a física com a filosofia.

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Leno F. Silva é diretor da LENOorb - Negócios para um mundo em transformação e conselheiro do Museu Afro Brasil. Escreve às terças-feiras no São Paulo São.