Sair de São Paulo para ver o mar - São Paulo São

A cidade de São Paulo não tem praias. Para quem vive aqui, ver as ondas do mar e pisar na areia, os caminhos mais próximos são viajar para os litorais Norte e Sul.

No verão, nos feriados e nas férias, os paulistanos costumam enfrentar horas de congestionamento para usufruir dos prazeres marítimos.

No dia a dia, um pouco da descontração e da atmosfera das praias são recriadas em alguns bares que ocupam as calçadas com mesas e cadeiras que lembram as mesmas disposições das barracas e dos quiosques de Santos, Ubatuba, Peruíbe e das demais cidades litorâneas.

Como ver o mar faz bem aos olhos, à mente, ao corpo e ao coração, nos períodos de março a junho, e de agosto a novembro é possível viajar sem muita dificuldade para qualquer praia em condições segura, econômica e sem enfrentar trânsito intenso.

Além disso, ir para a praia é tão bom que não precisa de um motivo específico ou grandioso para descer a serra. O melhor de tudo é que se você mora em São Paulo, há muitas opções de praias próximas que são perfeitas para fazer um bate e volta e quebrar a rotina.

Para quem tem mais recursos e dispõe de tempo é viável considerar os destinos praianos do Nordeste, do Sul e do Sudeste. As belezas marítimas do Brasil são imensas, e existem alternativas para todos os gostos e bolsos.

Guarda do Embaú no litoral de Santa Catarina. Foto: Andrea D‘Amato / Wikimedia Commons)Guarda do Embaú no litoral de Santa Catarina. Foto: Andrea D‘Amato / Wikimedia Commons)Além da conexão espiritual disponível com Iemanjá, a rainha do mar, frequentar a praia, por ser um espaço democrático, público, ao ar livre e gratuito, nesses tempos bicudos de intolerância, possa se configurar num exercício de convivência pacífica e respeitosa consigo mesmo e entre todos.

E sentados na areia, apreciando a imensidão, temos a chance de nos perceber, como sugere o Flávio Venturini na canção “Todo Azul do Mar”. Deixo aqui a última estrofe da música para você se inspirar: “Foi assim, como ver o mar / Foi a primeira vez que eu vi o mar / Daria pra beber todo azul do mar / Onda que vem azul, todo azul do mar / Foi a primeira vez no azul do mar / Daria pra beber todo azul do mar / Foi quando mergulhei no azul do mar”. Por aqui, fico. Até a próxima.

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Leno F. Silva é diretor da LENOorb - Negócios para um mundo em transformação e conselheiro do Museu Afro Brasil. Escreve às terças-feiras no São Paulo São.



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