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São Paulo São Ensaios

 

Galpão, Av. Ricardo Jafet.Galpão, Av. Ricardo Jafet.

De Michelangelo a Arno Breker,

De Van Gogh a Alex Vallauri,

De Sebastião Salgado a Nan Goldin.

Os olhos de voyeur do fotógrafo e artista gráfico Sidney Haddad captam tudo.

Moça na parede.Moça na parede.

Pregos, porcas e parafusos.Pregos, porcas e parafusos.

Com habilidades semelhantes a de um camaleão de Madagascar, Sidney parece enxergar em 360º.

Como um grande felino, espreitando os pobres gnús que ignoram a presença do predador, Sidney está sempre a caça de cenas, tal qual um espião de imagens.

Seu mais recente e deslumbrante trabalho “Estampas Improváveis”, é a expressão desse talento tão particular.

Prédio no  centro.Prédio no centro.

Escovas.Escovas.

Educado na França, Sidney é uma espécie de Lavoisier que, ao invés de perder um acontecimento visual, transforma-o em algo que só uma vista privilegiada, como a dele, é capaz de antecipar.

Seria pouco dizer que “Estampas Improváveis” é uma obra única, pois são várias.

É mais justo dizer que é uma obra inigualável.

Escreve Zoca Moraes, redator publicitário e conselheiro do São Paulo São sobre o trabalho de Sidney.

Lixo grafitti.Lixo grafitti.

“Este meu material que chamo de “Estampas Improváveis“ é um projeto que desenvolvi nos últimos 4 anos. São fotografias, em sua maior parte nas ruas de São Paulo, que se transformam em estampas sem nenhuma intervenção na imagem, a não ser recorte, colagem e espelhamento.

Prédio no Bom Retiro.Prédio no Bom Retiro.Tenho testes feitos com impressão em papel, em azulejo ou em tecido. Cada imagem mede 50cm x 50cm em alta resolução. São mais de 5 mil imagens já transformadas e posso atender qualquer pedido para novas criações.

Porta amarela, casa azul.Porta amarela, casa azul.

Prédio abandonado.Prédio abandonado.

Se alguém quiser olhar alguns exemplos, tenho algumas amostras no meu tumblr http://estampasimprovaveis.tumblr.com“ diz o autor.

Leia também: 

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Da Redação. Todas as imagens de Sidney Haddad / Tumblr.

Alô, alô, W/Brasil… Alô, alô, W/Brasil… / Jacarezinho! Avião! Jacarezinho! Avião! / Cuidado com o disco voador / Tira essa escada daí / Essa escada é pra ficar aqui fora / Eu vou chamar o síndico / Tim Maia! Tim Maia! Tim Maia! Tim Maia!

Neste vídeo, a Wendover Productions apresenta questões bastante simples (ainda que raramente debatidas) sobre às cidades: por que existem? Por que crescem exponencialmente ao longo do tempo? As respostas a estas perguntas sugerem que, de forma paradoxal, o surgimento e o desenvolvimento das cidades são fenômenos naturais previsíveis que poderiam transformar a maneira como desenvolvemos o nosso processo de planejamento urbano no futuro.

No jornal O Estado De São Paulo de 05/12/17, Gabriel Rostey sugere uma boa discussão sobre o imbróglio acerca dos terrenos pertencentes hoje ao Grupo Silvio Santos (SS) no histórico Bairro do Bexiga, propondo o impasse como oportunidade de discussão sobre o desenvolvimento da cidade e não uma simples “briga de comadres”, entre Silvio Santos e o diretor Zé Celso Correia, do Teatro Oficina. (goo.gl/nknHVu)

A gente não ama e nem odeia o carnaval. Eu falo a gente, porque conheço um monte de gente que provavelmente compartilha do sentimento. Começa em janeiro, quando quem é da folia escolhe as fantasias, quem é do retiro planeja as orações e quem é da paz e tranquilidade paga um pacote de viagem. A gente não faz nenhuma dessas coisas. A gente até esquece que tem Carnaval, não fosse o metrô enfeitado e a surra de tiaras de unicórnios à venda em cada esquina. Não esperamos ansiosos pelos blocos de rua; no máximo, contamos os dias para ficarmos descansando no feriado. Mas também não ficamos bravos com quem espera. Para falar bem a verdade, a gente até gosta de bloco, não fosse o metrô lotado, o som alto, a multidão, o sol quente…