Em Londres, o Museu da Empatia e a arte da transformação - São Paulo São

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O projeto itinerante “A Mile in My Shoes” roda o mundo com o propósito de gerar compaixão. Foto: Empathy Museum.O projeto itinerante “A Mile in My Shoes” roda o mundo com o propósito de gerar compaixão. Foto: Empathy Museum.

A ideia do Museu da Empatia, com sede em Londres, nasceu em 2015. Desde então, uma versão pocket de sua exposição interativa “A Mile in My Shoes” vêm circulando por diversas cidades para impactar pessoas e promover a transformação. Tudo indica que ela chegará a São Paulo no dia 16 de novembro (de acordo com informações da agenda do site). Mas, mesmo enquanto não são divulgadas informações detalhadas sobre essa visita, já vale conhecer a proposta e falar sobre o tema.

Foto: Empathy Museum.Foto: Empathy Museum.Com a ideia de trazer à tona o sentimento de empatia, e com inspiração baseada no provérbio americano “never judge a man until you have walked a mile in his moccasins”, o Museu criou uma “loja de calçados” para que os visitantes possam vestir literalmente os sapatos de outras pessoas, caminhar com eles e ouvir suas histórias, em um fone de ouvido.  

Os relatos abordam variados aspectos da vida, desde situações dolorosas a mensagens de amor e de esperança. Como é ser um refugiado? Como é ter passado anos na prisão? Como é ter redescoberto o amor aos 80 anos? É por meio do contato com essas questões – e outras tantas – que somos convidados a nos conectar com o outro e a enxergá-lo (ouça aqui a reprodução de algumas das histórias).  

O contato com essas realidades nos ajuda não só a transformar nossos relacionamentos pessoais, como nos coloca à disposição para desejar um mundo mais justo. Sabemos que é a falta desse sentimento que gera os maiores conflitos, desentendimentos, as maiores intolerâncias, violências, manipulações e outras atitudes que nos distanciam. É a presença dele que faz com que a nossa capacidade de compreensão (e de sermos compreendidos) aumente.

Com a empatia aflorada, abraçamos causas em busca de soluções para o mais variados problemas do mundo, como o abuso dos direitos humanos, a fome e a destruição da natureza. Também olhamos para o nosso próprio universo para transformar a convivência em nossas casas e trabalhos em experiências melhores e de trocas mais ricas. É desse modo que temos a chance real de nos colocar no lugar do outro com mais frequências e de buscar diálogos que levem ao entendimento, não ao conflito.  

Foto: Empathy Museum.Foto: Empathy Museum.Outro projeto do Museu é o “Thousand and One Books”, uma biblioteca que tem o objetivo de ser preenchida com 1001 livros – todos doados. É possível ver a coleção de títulos neste link. Pelo site, você também pode acompanhar quem está lendo cada livro e onde essas pessoas estão.

Também foi criada uma “Human Library”, espaço que, em vez de pegar um livro emprestado, você recebe a história de vida de uma outra pessoa presente por ali.

Dá o play no vídeo pra conhecer mais sobre as propostas sensoriais do Museu da Empatia.  

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Camila Dourado edita livros e é jornalista. Colabora com as revistas Guitar Player, Bass Player e Modern Drummer Brasil, além de fazer parte da equipe 7CUMES, do montanhista/empreendedor Gustavo Ziller. Artigo publicado originalmente no UpDateOrDie.