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Em todo o mundo, aglomerados urbanos apresentam, em maior ou menor grau, diferenças sociais e econômicas. Refletidos no espaço, esses desequilíbrios de renda e acesso à educação, saúde, saneamento e infraestrutura geram rupturas mais ou menos visíveis - embora drasticamente sentidas.

Assentamento Kya Sands em Joanesburgo, África do Sul. Foto: © Johnny Miller / Unequal ScenesAssentamento Kya Sands em Joanesburgo, África do Sul. Foto: © Johnny Miller / Unequal Scenes

Prato vegano em Praga, República Tcheca. Foto: Lucie Gaspari.Prato vegano em Praga, República Tcheca. Foto: Lucie Gaspari.

Segundo o aplicativo Happy Cow, um dos guias de restaurantes mais populares do mundo veg, Londres, na Inglaterra, é o lugar com mais opções para os “herbívoros” no mundo. São quase 300 restaurantes locais cadastrados na plataforma.

A avaliação do app leva em conta não o número total de restaurantes, mas a densidade num raio de oito quilômetros nos pólos gastronômicos das cidades e a impressão dos usuários.

Em segundo na lista vem Berlim, na Alemanha, seguida de Nova York e Portland. Tel Aviv é a representante oriental do ranking.

Pesquisa coordenada pelo Instituto de Física (IF) da USP calculou que veículos movidos a diesel, como caminhões e ônibus, são responsáveis por cerca da metade da concentração de compostos tóxicos na atmosfera, tais como benzeno, tolueno e material particulado. É um valor muito alto, segundo os pesquisadores, considerando-se que ônibus e caminhões representam somente 5% da frota veicular. A região metropolitana de São Paulo tem mais de 7 milhões de veículos.

Esqueçam o exagero narcisista de “a capital mundial da pizza”. Ou o autoelogio acerca da “melhor pizza do mundo”. O que se pode dizer, sem ufanismo, é que nenhuma outra cidade, nem mesmo a pioneira Nápoles, tem com a pizza uma relação tão obcecada quanto São Paulo.

Com 140m², o chamado “Recycled Park” comprova o potencial dos materiais descartados. Foto: Divulgação.Com 140m², o chamado “Recycled Park” comprova o potencial dos materiais descartados. Foto: Divulgação.

Depois de quase cinco anos de projeto, recuperação de plásticos, reciclagem, angariação de fundos e colaboração intensiva, foi inaugurado o primeiro parque flutuante de plástico reciclado. O protótipo foi instalado no porto de Roterdã, o maior porto marítimo da Europa na segunda maior cidade holandesa.

Com 140m², o chamado “Recycled Park” comprova o potencial dos materiais descartados. No caso deste projeto, coube a fundação Recycled Island recolher os plásticos, durante um ano e meio, instalando “armadilhas” nos rios poluídos (que poderiam parar no mar).

O protótipo foi instalado no porto de Roterdã, o maior porto marítimo da Europa. Foto: Recycled Island / Divulgação.O protótipo foi instalado no porto de Roterdã, o maior porto marítimo da Europa. Foto: Recycled Island / Divulgação.

A organização ambiental afirma que a tecnologia consegue capturar o lixos mesmo com tráfego de navios, mudanças de vento ou maré. E melhor ainda, pode ser implementada em qualquer lugar do mundo: portos, rios e fozes dos rios.

“Quando recuperamos os plásticos diretamente em nossas cidades e portos, evitamos ativamente o crescimento adicional da “sopa de plástico” em nossos mares e oceanos. Roterdã pode servir de exemplo para as cidades portuárias em todos os lugares do mundo. A construção dos blocos de construção em plástico reciclado é um passo importante em direção a um rio livre de lixo”, afirma o arquiteto Ramon Knoester, fundador da Fundação Recycled Island.

Antes de chegar ao mar

pode ser implementada em qualquer lugar do mundo: portos, rios e fozes dos rios. Foto: Recycled Island / Divulgação.pode ser implementada em qualquer lugar do mundo: portos, rios e fozes dos rios. Foto: Recycled Island / Divulgação.

Uma pesquisa encomendada pelo Ministério Holandês de Infraestrutura e Meio Ambiente afirmou que mais de mil metros cúbicos de resíduos plásticos são transportados todos os anos pelo Rio Meuse e pelo Mar do Norte. Os plásticos são provenientes de aterros, agricultura, esgoto e navegação interna e chegam ao mar pelo despejo, lixo e escoamento.

Os resíduos usados nesse projeto foram captados no rio Meuse (rio Mosa), que nasce na França, passa pela Bélgica e Países Baixos, e vai em direção ao mar do Norte. A ideia é justamente impedir que tais componentes cheguem ao mar, onde o problema ganha dimensões incontroláveis.

A fundação Recycled Island recolheu os plásticos durante um ano e meio. Foto: Recycled Island / Divulgação.A fundação Recycled Island recolheu os plásticos durante um ano e meio. Foto: Recycled Island / Divulgação.

Para criar as plataformas, o plástico coletado foi para a Universidade de Wageningen (na Holanda), que lidera a pesquisa sobre técnicas eficazes de reciclagem. E outras universidades holandesas, incluindo TU Delft e Universidade de Roterdã, ajudaram a desenvolver os blocos hexagonais interligados, que posteriormente foram ancorados no piso do porto holandês.

Função ecológica

Universidades holandesas ajudaram a desenvolver os blocos hexagonais interligado. Foto: Recycled Island / Divulgação.Universidades holandesas ajudaram a desenvolver os blocos hexagonais interligado. Foto: Recycled Island / Divulgação.

Além de contribuir para a redução do lixo aquático, as estruturas também ajudam as plantas a se desenvolverem. Acima e abaixo das plataformas a vegetação pode tomar conta e criar um ecossistema sadio -, inclusive com espécies marinhas. Isso é favorecido pela forma dos blocos de construção em forma de hexágono, onde pássaros, peixes e microrganismos podem encontrar alimento, terreno fértil e abrigo. O espaço é um abrigo ideal para pequenos bichos que podem se desenvolver ali antes de entrar nas águas mais profundas.

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Fonte: Ciclo Vivo.