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O artista parisiense Charles Petillon é famoso por preencher espaços abandonados com formações etéreas de balões. Com 'Heartbeat' (pulsação do coração) sua primeira instalação em um espaço público e sua maior produção até hoje, ele invade a animada e histórica região do Covent Garden de Londres, com 100.000 balões brancos pairando no ar.
 
'Heartbeat' é a mais recente série de invasões em curso de Petillon, que coloca os conjuntos de balões brancos em contextos do dia a dia gerando um efeito ao mesmo tempo delicioso e absurdo de se ver.

Em outra série, balões parecidos como aqueles de desenhos animados formam um banho de espuma que se derrama para fora de uma casa suburbana, ou como recheio macio rompendo as costuras das paredes de tijolo.
 
 
Na instalação intitulada Play Station 2 a formação balão arrasta-se até uma cesta de basquete e se derrama sobre a borda.

"As invasões de balão que eu crio são metáforas. Seu objetivo é mudar a forma como vemos as coisas com as quais vivemos ao lado em nosso dia a dia sem realmente percebê-las ", diz Petillon. 
 
 

E isso vai ser difícil esquecer: 'Heartbeat' mede cerca de 54 metros por 12 de largura, pairando acima das cabeças dos visitantes no interior do edifício histórico do Mercado de Londres.  Luzes leves piscando sob os balões foram colocadas para simbolizar um piscar de olhos. Petillon diz que queria representar o prédio do mercado como o coração desta área.
 
 
'Heartbeat' vai continuar a promover capricho e prazer na mais antiga praça pública de Londres. A instalação é parte do London Design Week e vai até 27 de setembro. Uma galeria na Piazza at Unit 5, Royal Opera House Arcade estará mostrando fotografias das outras instalações da série de invasões de Petillon.

Meg Miller na Co.Design 

 

A cidade de São Paulo terá em dois meses um bairro totalmente iluminado com lâmpadas de LED.

Heliópolis, na zona sul, receberá os novos equipamentos a partir do próximo mês e os trabalhos devem ser concluídos até novembro, segundo a Secretaria Municipal de Serviços.

As lâmpadas de LED consomem menos energia, iluminam mais, o que aumenta a sensação de segurança, e duram cerca de dez anos, o dobro do tempo em relação às de vapor de sódio, instaladas atualmente na cidade.

"Várias ruas, como a Estrada das Lágrimas, vão receber 970 luminárias de LED, em um prazo de 45 a 60 dias, de acordo com o (cronograma do) Ilume (Departamento de Iluminação Pública)", disse o secretário de Serviços, Simão Pedro.

As luminárias serão instaladas tanto voltadas para a rua quanto para a calçada. Os recursos para a troca são provenientes da Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública (Cosipe) - uma taxa recolhida pelo Município em razão do uso da energia elétrica.

"Estamos realizando essa troca com o contrato atual. Nós tínhamos um saldo que permitiu alterar a iluminação na Marginal do Pinheiros, Elevado Costa e Silva e agora em Heliópolis", disse Pedro, que não informou qual será o custo total da troca.

A escolha do bairro foi feita após conversas com a comunidade. "É um bairro bem organizado, por isso escolhemos para começar a experiência", disse Pedro. O restante da cidade terá de esperar.

A licitação da Parceria Público-Privada (PPP) da iluminação está sob análise do Tribunal de Contas do Município (TCM). 

Gustavo Lopes / Estadão Conteúdo.

 
Capital foi a segunda colocada no ranking geral do Connected Smart Cities entre as cidades com mais de 500 mil habitantes do Brasil.

São Paulo foi considerada uma das cidades mais inteligentes do país de acordo com pesquisa apresentada em agosto, do Connected Smart Cities sobre fatores responsáveis pelo crescimento sustentável. A capital liderou na categoria Mobilidade, em que foram julgados temas como proporção de ônibus por automóveis, modais de transporte coletivo e sistema de transporte público.

Durante o evento, o secretário de transportes Jilmar Tatto falou sobre a necessidade de se implementar políticas públicas transparentes e  um sistema de transportes  inteligente e acessível para  todos os habitantes: “Buscamos democratizar e criar livre concorrência. Em São Paulo, por exemplo, não faltam vias, precisamos é  democratizar mais o espaço público, com transporte público de qualidade, ciclovias e mais atenção ao pedestre”.

No ranking geral, a cidade foi a segunda colocada  entre os municípios com mais de 500 mil habitantes, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro por uma distância de aproximadamente meio ponto.

Os quesitos julgados foram mobilidade, urbanismo, economia, meio ambiente, energia, tecnologia e inovação, saúde, segurança, educação, governança e empreendedorismo.

Saiba mais: http://goo.gl/1awP3e

Fonte: Cidade Aberta.


Até o dia 5 de setembro, um prédio vizinho ao Elevado Costa e Silva, popularmente conhecido como Minhocão, deverá ganhar o primeiro jardim vertical permanente autorizado pela Prefeitura. A estrutura, que começou a ser montada no dia 4 de julho, teve seu projeto aprovado pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente no mesmo mês. O jardim será instalado em uma empena cega [paredes lisas e externas a edifícios, sem abertura à iluminação, à ventilação e à insolação] de 302 metros quadrados do Condomínio Edifício Huds, localizado na Rua Helvétia, 965. A Prefeitura analisa o pedido de instalação em outros sete prédios da região.

A iniciativa agrega benefícios não só paisagísticos, mas principalmente ambientais, já que com as plantas, a poluição do entorno é também reduzida. Os jardins e os telhados verdes, como são conhecidas as coberturas de vegetação, servem ainda como isolantes térmicos. A medida faz parte do conjunto de ações da Prefeitura para revitalizar a região, como a extensão do seu horário de fechamento aos finais de semana e a ciclovia, inaugurada na última semana.

Publicado em março deste ano, o Decreto n° 55.994 permite a conversão da compensação ambiental em obras e serviços, jardins verticais e coberturas verdes. Os recursos para a implantação dos jardins virão da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, por meio dos Termos de Compensação Ambiental (TCA) com as incorporadoras.

De acordo com o preço público fixado pela Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb), o valor do metro quadrado é de R$ 891,03. Nesta primeira intervenção, o valor será de R$ 253.943,55, conforme a metragem do condomínio. A empresa responsável pela implantação do projeto é a W Torre, que fará a manutenção do local por seis meses e depois disso a Prefeitura assumirá o investimento.

O edital de chamamento público foi aberto em maio deste ano e, até o momento, a Prefeitura analisa tecnicamente o pedido de sete condomínios que mostraram interesse em participar. A escolha dos edifícios é feita pela Câmara Técnica de Compensação Ambiental (CTCA) e se dará a partir de alguns critérios, como o fato de a nova área verde proporcionar redução da poluição sonora e do calor no entorno.

Para se candidatar, os condomínios que possuam empenas cegas que estejam localizadas a uma quadra do viário deverão enviar uma carta de intenção na sede da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente (SVMA), localizada na Rua do Paraíso, 387/389 - térreo, das 9h às 16h. 

Benefícios dos Jardins Verticais

O Jardim Vertical é uma estrutura capaz de sustentar e manter vegetações sobre e paralelamente a superfícies verticais. Eles podem ser aplicados em qualquer superfície vertical, como muros, paredes e empenas cegas, pois se adaptam tanto em espaços internos como externos.

Além de melhorar a paisagem urbana, os jardins são capazes de contribuir na filtragem da poluição do ar e no conforto térmico, tanto do edifício onde está instalado, quanto do seu entorno. As plantas auxiliam também no controle da umidade, além de representarem uma significativa barreira acústica.

Não há riscos de infiltração para os locais onde o jardim está instalado. Ele também exige pouca manutenção, pois o sistema de irrigação é automatizado, e pode ser retirado posteriormente, sem que a superfície original seja danificada.

Serviço:

Cartas de intenção para o recebimento de jardins verticais no entorno do Elevado Pres. Costa e Silva
Local: Sede da Secretaria do Verde e Meio Ambiente
Endereço: Rua do Paraíso, 387/389 – térreo
Funcionamento: Segunda à sexta, das 9h às 16h.
Mais informações: 3266-5869

Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação.
 

 

Juntamente com voluntários, a carioca Clarice Rohde levantou uma casa de 24 metros quadrados em duas semanas. Erguida no Laboratório de Modelos 3D da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, esta é primeira WikiHouse da América Latina – modelo construtivo que disponibiliza pela internet plantas arquitetônicas de código aberto (open source) concebidas para imóveis a serem montados por qualquer leigo, em um sistema de encaixe de placas de compensado de madeira.

“Vejo isso como uma reverberação do esforço de empoderamento das pessoas, do faça-você-mesmo”, diz o arquiteto Thiago José de Barros, do Estúdio Guanabara, escritório de arquitetura que estuda o barateamento da WikiHouse original (inglesa) para o Brasil. “Aqui, o preço do compensado encarece a proposta”, explica. Uma alternativa seria incorporar outros materiais formando um sistema híbrido. Além dos convencionais, como tijolo, poderiam ser prensados resíduos usados numa parceria com indústrias, tudo de pasta de dentre, por exemplo.

O interessante, ressalta o arquiteto André Daemon, também do Estúdio Guanabara, é que na escolha do material se aproveite o que tem disponível na região. Para baratear os custos e incentivar o uso do sistema pela comunidade, moradores poderiam comprar coletivamente a máquina CNC (que faz o corte das placas) para uso compartilhado.

Clarice, que acaba de se formar, também abrasileirou sua Wiki. Após estudar as plantas disponíveis no site da WikiHouse Foundation, ela desenvolveu a sua versão, acrescentando varanda (pensando em pendurar redes), beiral (proteger da chuva), telhado inclinado, além de aspectos sustentáveis de climatização (janelas estrategicamente posicionadas para refrescar o ambiente). Ou seja, o modelo não limita as possibilidades dos arquitetos.

 

WikiHouse Foundation / Divulgação.

 

Outros caminhos  

Esta e outras propostas indicam um repensar das moradias tradicionais, em termos de materiais, tamanho, modelo de negócio: casas minúsculas, contêineres modulares, edifícios com escritórios compartilhados, materiais ecológicos.  

Além das novas tecnologias, para o bioarquiteto Francisco Lima, esse repensar tem muito a ver com a questão do consumo exacerbado. “As pessoas vão adquirindo mais consciência do todo e se perguntam: eu realmente preciso disso tudo? Qual é minha real necessidade para ser feliz?”

Do ponto de vista ambiental, o questionamento é positivo, considerando o alto impacto da construção civil para o planeta. Moradias menores, menos impactos. Recorrer a materiais naturais também ajuda.

Segundo Lima, a procura por bambu, madeira e pedra aumentou nos últimos anos, bem como a propagação da bioarquitetura (calcada na saúde do morador e na sustentabilidade), mas sua aplicação ainda é ínfima comparada aos métodos convencionais.

Na internet pipocam fotos de estrangeiros que moram em contêineres marítimos reaproveitados. O tamanho mínimo indicado para residências é de 30 metros quadrados, entretanto é possível criar espaços maiores e incluir outros recursos, como o vidro. No Brasil, estados como Paraná e Rio de Janeiro têm hotéis do gênero, mas poucas moradias. Uma das razões é a falta de financiamento imobiliário, na avaliação de Tatiana Bookman, da Delta Conteiners, empresa paranaense que vende a estrutura. É que os bancos não consideram contêiner como habitação, embora ela acredite que isso deva mudar com o aumento dos interessados.

A vantagem maior é a praticidade. Adaptar um espaço de 200 metros quadrados leva quatro meses, com possibilidade mínima de atraso, já que a execução envolve pouquíssimos profissionais e não é paralisada por chuvas. Se a família crescer, dá para acoplar outro módulo na vertical; se mudar de endereço, encaixota-se tudo para transportar num caminhão.

Para Barros, a capacitação de mão-de-obra não acompanha o ritmo de evolução da construção civil, restringindo-se aos métodos tradicionais. “Aí ficamos refém do concreto, de materiais sujos, molhados e de grande desperdício”, lamenta.

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Fonte: Página22 / FGV.

 

 

Uma produção de 1952, da Jean Manzon Films, mostrando a situação do transporte público em São Paulo na época. A cidade estava com 2.5 milhões de habitantes (aproximadamente 6 vezes menos do que hoje) e já mostrava aquilo que seria sua característica a partir de então: correr atrás do atraso. Essas imagens, captadas há 63 anos mostram que faz tempo que esse desafio de equilibrar crescimento urbano com qualidade de vida sempre foi complicado na maior cidade do Brasil.

Assista o curta 'A Luta Pelo Transporte em São Paulo': https://youtu.be/SMlnCezDiDU

Hoje

A frota da capital paulista em 2015 chega a 8 milhões de veículos, segundo projeção feita com base no número de novos emplacamentos diários feitos pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran), que é de 723. O último dado oficial do departamento é o balanço de abril, quando a frota fechou em 7,98 milhões de veículos, brigando por um espacinho nos 17.000 Km de vias na cidade.

Dica do Wagner Brenner do Update or Die.