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A Prefeitura de São Paulo abre consulta pública nesta terça-feira, 17, para adoção de ensino integral nas escolas municipais a partir do próximo ano letivo. Com investimento de R$ 68 milhões, a meta é que 12 escolas funcionem 100% em tempo integral, entre o 1° e o 9° ano. Até 100 unidades de ensino poderão aderir no ciclo de alfabetização. 

"Vai começar a valer a partir do ano que vem. Reservamos uma verba do orçamento do ano que vem para um passo além do Mais Educação", disse o prefeito Fernando Haddad.

Hoje, o programa Mais Educação, que funciona na rede municipal, é voluntário, portanto, depende da adesão dos alunos, e complementar ao currículo. São 365 escolas na modalidade do Mais Educação. Com o projeto de tempo integral, a diferença é que as escolas terão de adotar atividades complementares à grade. 

"O currículo será mesclado, e não um contraturno complementar. Será um currículo integrado. As atividades culturais e esportivas passam a ser, para as escolas que aderirem, obrigatórias aos alunos", destacou Haddad.

De acordo com o prefeito, para que a escola possa aderir, deve estar em uma região onde a demanda está "100% satisfeita". "Não pode ter ninguém fora da escola", afirmou. A estimativa do prefeito é de beneficiar 100 mil alunos.

Segundo Marcos Rogério de Souza, chefe de gabinete do secretário municipal da Educação, Gabriel Chalita, o período de consulta pública se encerra no dia 30 de novembro. O prazo de adesão das escolas será do dia 7 a 20 de dezembro. 

"Hoje, o aluno tem a grade normal até o horário do almoço e faz atividade complementar à tarde. A partir da implementação do currículo integral, ele pode ter aula de matemática às 13 horas e às 14 horas, e aula de artes, hip hop e samba às 7 horas", explicou Souza.

A gestão municipal vai avaliar demanda e estrutura para selecionar as escolas. Souza afirmou que os professores das escolas com ensino integral terão benefícios salariais, mas não detalhou valores. 

"A escola vai trabalhar com os professores existentes na rede, mas haverá mudanças na carreira e no horário de formação para viabilizar essa política. É uma grande vantagem para o professor aderir à escola porque pode ter uma melhora na sua condição salarial", disse o chefe de gabinete de Chalita. 

Com a consolidação do projeto de escola integral, incluindo a melhoria na jornada e remuneração, o próximo passo previsto pela Prefeitura é estimular a dedicação exclusiva dos docentes que acumulam dois cargos.

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Com informações Estadão Conteúdo e Folha de S.Paulo.


O evento “Do Campo ao Prato: descubra quem produz a comida da escola" que aconteceu no dia 21 de outubro, em comemoração ao Mês da Alimentação, contou com a presença de 41 participantes. Professores e merendeiros da Rede Municipal de Ensino de São Paulo tiveram a oportunidade de conhecer de perto os produtores da Agricultura Familiar e entender seu trabalho.

Os participantes foram divididos em quatro grupos. Cada um recebeu a missão de conversar com os agricultores e com os profissionais do Departamento de Alimentação Escolar (DAE) para descobrir os principais aspectos sobre os temas: Campo e Família, Organização, Processo Produtivo e Comercialização.

Cezira Rossato e outros agricultores da Cooperativa dos Agropecuaristas Solidários de Itápolis (COAGROSOL – Itápolis-SP), fornecedores de suco de laranja, destacaram a boa organização da cooperativa, que com 15 anos, possui 350 cooperados. Além de exaltar, no fator Campo e Família, o produtor ter se transformado em empreendedor, a geração de renda e a valorização do funcionário.

A Associação dos Bananicultores de Miracatu, fornecedores da fruta para a alimentação escolar da RME, representados por Sergio D. Ramos e Rafael Grothe, comentaram sobre a manutenção do jovem no campo devido às perspectivas de crescimento da produção da banana e outros produtos, como doce de banana, palmito pupunha e mandioca, na Região do Vale do Ribeira.

Por fim, Sebastião Aranha, da Cooperativa dos Assentados e Pequenos Produtores (COAPRI), de Itapeva, fornecedores de feijão, comentou sobre a união que existe entre as famílias participantes da cooperativa. Ele também destacou a melhora na qualidade social e ambiental e a produção sem agrotóxicos em um assentamento da reforma agrária. O grupo finalizou colocando em questão o desafio de manter o produtor no campo, levar o produto até a cidade e oferecer produtos orgânicos.

Os participantes também tiveram a oportunidade de conhecer melhor os desafios do DAE para efetivar e ampliar a compra dos alimentos provindos da Agricultura Familiar, através de relatos e experiências da Assessora, Danuta Chmielewska e do Engenheiro Agrônomo, Douglas D'Amaro.

Ao final, os participantes foram instigados a contribuir com ideias para ampliar a visibilidade da agricultura familiar no ambiente escolar. Diversas sugestões foram apresentadas e enviadas para o DAE. Entre elas estão: a realização de novos eventos e congressos, criação de materiais educativos que possam ser utilizados por alunos e pais, projetos que aproximem alunos e a comunidade escolar do agricultor por meio de visitas nas áreas rurais, a divulgação em mídias como televisão e rádio e até mesmo um canal de comunicação direta com o agricultor através do site DAE. Para a assessora do DAE, Danuta Chmielewska, “todas essas sugestões visam fortalecer e ampliar essa parceria já existente, e serão essenciais para as próximas tomadas de decisão”.

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Fonte: DAE / Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.
 
 

1. No centro de São Paulo, mais especificamente na Rua Álvares Penteado nº 23, existe um edifício que foi construído com base na bandeira do estado. Trata-se do Ouro para o Bem de São Paulo, em estilo art deco, erguido com recursos provenientes das doações em ouro feitas pelos paulistas na revolução de 32:

2. Sabia que a primeira fábrica de chocolate do Brasil foi instalada em São Paulo? Ela chamava Sönksen e foi fundada em 1888. Na época, o chocolate era um “luxo” para as famílias e a marca sobreviveu durante muitos anos até decretar falência na década de 80.

3. Uma das mulheres mais importantes da nossa história, Veridiana da Silva Prado, além de ser a mãe do nosso primeiro prefeito, Antonio da Silva Prado, foi um símbolo de luta e chocou o conservadorismo da sua época. Com uma inteligência acima da época, ela foi “pioneira” ao se divorciar de seu marido e foi uma grande incentivadora das artes em SP. Há quem diga, inclusive, que a Semana de Arte moderna de 1922 nasceu ali.

4. Uma das primeiras mulheres a desbravar os céus do Brasil foi Ada Rogato, paulistana e símbolo de perseverança para conquistar um sonho. Uma profissional dedicada, Rogato recebeu diversas homenagens em sua vida e foi a primeira piloto de planador do país.

Graças ao seu trabalho na década de 40, piloto de testes para avaliação agrícola, pôde tirar sua licença de piloto internacional pela FAB nas categorias A e B. Em 1951 fez seu famoso vôo pelas três Américas, percorrendo 51.064 quilômetros em 326 horas.

ada rogato okayada rogato okay5. Pouca gente sabe, mas a cidade de São Paulo teve alguns arcos do Triunfo em sua história. O mais importante deles, com certeza, foi o construído em homenagem ao presidente Epitácio Pessoa. Uma linda obra que contou com a participação de Ramos de Azevedo e entrou para a história da nossa cidade. 


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Fonte: SP In Foco.


Profissionais que colaboram indiretamente com o turismo da cidade, seja prestando informações, dando orientações ou até oferecendo dicas de passeios para pessoas que visitam São Paulo, contam a partir da última segunda-feira (9) com entrada gratuita em 25 atrações, entre museus e locais históricos da capital paulista. A medida, que faz parte da segunda etapa do projeto “Pode entrar que a casa é sua”, apresentada em evento no Museu de Arte Moderna (MAM), beneficiará cerca de 330 mil trabalhadores de 14 categorias.

Entre elas estão policiais militares e civis, guardas civis metropolitanos, taxistas, agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), além de frentistas, funcionários da limpeza pública, motoristas e cobradores de ônibus.O objetivo do projeto, além de incentivar a inclusão sociocultural e a valorização das categorias, é fazer com que esses profissionais, com o acesso às atrações, se transformem em agentes de promoção e transmissão de informações sobre a cidade, levando mais pessoas a visitarem esses espaços. Entre os locais em que eles  terão gratuidade estão os museus da Imagem e do Som (MIS), Afro Brasil, do Futebol, da Língua Portuguesa, de Arte Sacra, de Arte Moderna (MAM), da Imigração e o Instituto Butantan. A lista completa dos espaços culturais está disponível na página do “Pode entrar que a casa é sua”.

Cada trabalhador terá sua entrada gratuita e poderá levar até quatro acompanhantes, que também ingressarão de graça nos locais. Para ter o acesso aos espaços, os profissionais devem apresentar na bilheteria um comprovante de trabalho, como crachá ou holerite, acompanhado de documento com foto ou a carteira de trabalho.“Quem nunca pediu informações sobre um local para um agente de limpeza, um policial ou cobrador de ônibus? Queremos valorizar esses profissionais, incentivando-os para que conheçam os atrativos da cidade onde moram e tenham momentos de lazer com a família. Assim eles poderão ser multiplicadores de conhecimento e disseminadores de opinião sobre os atrativos”, afirmou o secretário municipal para Assuntos de Turismo, Salvador Zimbaldi.

A ação, que é uma parceria entre a Secretaria Municipal para Assuntos de Turismo, a São Paulo Turismo (SPTuris) e as secretarias de Cultura do município e do Estado, beneficiou 6.000 pessoas de sete categorias em sua primeira etapa, entre 2012 e 2013. A expectativa é que a segunda fase se estenda até dezembro de 2016. “O nosso objetivo é fazer com que, por exemplo, um frentista do posto de gasolina, que é uma das categorias atendidas, possa nos finais de semana ter uma atividade com a sua família, ou mesmo durante a semana, enquanto os museus da cidade estão abertos. Queremos que ele visite aquele museu, que conheça aquilo que ele está informando e também, é claro, possa levar os seus filhos”, disse Zimbaldi.

As categorias beneficiadas podem ser consultadas aqui: “Pode entrar que a casa é sua.”

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Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação.

 


Desde 29 de junho do ano passado, os habitantes da cidade holandesa de Eindhoven podem desfrutar de um passeio de bicicleta sem interrupção ou risco, graças à construção do 'Hovenring', um cruzamento "suspenso" em forma de carrossel, criado especialmente para ciclistas.
 
A infra-estrutura, de uso gratuito, permite que os ciclistas de quatro rotas diferentes entrem no cruzamento e saiam dele através de rampas, sem ter contato, em momento algum, com os carros da auto-estrada A2, que passa por baixo dele.
 
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O cruzamento 'Hovenring' visto à distância.
 
De longe, o cruzamento na estrada parece ser suspenso com sua estrutura circular de 72 metros de diâmetro, sustentada por 24 cabos, que por sua vez, convergem para um mastro central de 70 metros de altura .
 
Sua construção seu deu porque circulam pela auto-estrada A2, cerca de 25.000 veículos por dia, o que fazia o lugar perigoso para os ciclistas, especialmente para as crianças, que usam a via para frequentar a região dotada de escolas. De acordo com site de BicycleDutch, o cruzamento teve um custo total de 20 milhões de euros.
 

Imagem aérea antes da construção do “Hovenring”.
 
Se antes do 'Hovenring' havia rotas separadas no acostamento da rodovia além de semáforos, era suficiente que um motorista ou ciclista não respeitasse o sinal vermelho para que um acidente acontecesse. Na imagem acima, ainda se identificam as ciclovias, anteriores, de cor marrom.
 
Como a cidade de Eindhoven é sede de várias empresas globais de tecnologia e iluminação, se entendeu como necessária a construção do cruzamento livre - a auto-estrada A2 é a principal entrada para a cidade de Veldhoven e rota para o subúrbio Meerhoven - e infra-estrutura que demonstrasse parte da sua identidade, caracterizada pela inovação tecnológica, além de incentivar a utilização da bicicleta como meio de transporte.
 

Imagem durante a construção do “Hovenring”.
 
Durante a sua construção no início de 2012, o forte vento da região fez com que os fios vibrassem mais do que o esperado e então, decidiu-se trocar todos os cabos por outros, mais resistentes.
 
Em 29 de junho do ano passado, dia da inauguração, o cruzamento foi palco de um festival, com a participação dos habitantes e políticos de Eindhoven e Veldhoven. Além disso, em uma loja de carros localizado junto à auto-estrada, foram instaladas pequenas rampas onde as crianças puderam brincar com suas bicicletas.

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Constanza Martínez Gaete no Plataforma Urbana.

*Tradução São Paulo São.




Em março deste ano o Instituto de Arquitetos do Brasil, Departamento São Paulo foi procurado pela Fundação Calder para tratar de uma grande exposição que ocorreria em novembro de 2015, na Tate Modern de Londres. O edifício-sede da instituição está em obras há um bom tempo e particularmente o andar onde fica o móbile de Alexander Calder estava sendo recuperado – piso, caixilho e instalações. Assim, foi feito um acordo viabilizando a presença da obra de arte na mostra.

Estando o prédio em reforma, buscamos contrapartidas para o empréstimo de obra tão importante, patrimônio valioso do IAB-SP. Ainda no começo deste ano, o Itaú Cultural atendeu a nossa proposta para patrocinar ações da entidade. O Calder ficaria na sede deste instituto na Avenida Paulista durante 4 meses. A sinalização da Tate, de acordo com a Fundação Calder foi a de oferecer para o IAB-SP o restauro completo da peça em Nova York antes de sua ida a Londres. Considerando a importância mundial da Tate, bem como a publicização da obra no mundo – fomos alertados de que para o curriculum vitae da obra seria muito importante –, concordamos em emprestar a escultura.

O restauro seria feito em Nova York, preorçado em US$ 80.000 (oitenta mil dólares), pagos pela Tate. Toda a intervenção do processo de restauro foi comunicada ao IAB/SP, com registro fotográfico do processo. Para a ida a Nova York, um courier do instituto foi no mesmo avião, acompanhando todo o transporte “prego a prego”, como se diz no meio. O seguro exigido e todas as despesas de transporte foram assumidos pela Tate, além de todas as outras condições do IAB/SP terem sido aceitas: para o translado, foi confeccionada uma caixa segundo orientação de especialistas para acondicionar a escultura; para contratação do seguro (feira junto a uma companhia de propriedade do Governo do Reino Unido) se realizou anteriormente uma cotação junto a companhia Sothebys. Toda a documentação está arquivada no IAB-SP.

A exposição será finalmente aberta nesta segunda feira, às 19 horas. O trabalho de curadoria é primoroso, Archim Borchardt-Hume e Rachel Barker fizeram um trabalho que merece todos os elogios. Para o preparo do espaço da exposição, o grupo da Tate Modern contou com uma consultoria do escritório Herzog & De Meroun, responsável pelo restauro do edifício-sede e pelo projeto do anexo, em construção.

O título da exposição é autoexplicativo: Performing Sculptures, “escultura performáticas”. Uma exposição emocionante sobre o pensamento dos artistas do início do século 20, suas inquietações e visões, onde arte e arquitetura estavam próximas em diversos sentidos. A música, o circo, a arquitetura, a cultura de uma forma geral, estão presentes nesta exposição, nos fomentando inevitáveis reflexões sobre o que é feito hoje.

Além da escultura do IAB-SP, que foi instalada em uma sala própria e está no final do trajeto da exposição, merecem destaque duas seções: a de “desenhos no espaço”, com arames, melhor do que muita holografia atual; e a da orquestra formada por objetos diversos, que geram som a partir do toque de um móbile, estudado para isso. A reconstrução da escultura, o posicionamento dos objetos e a montagem da escultura seguiu rigorosamente o concebido por Alexander Carder quando criou a instalação. De fato, a Viúva Negra, nome da escultura do IAB-SP, não poderia faltar neste show.

A exposição acaba em 30 de abril de 2016, quando a obra volta para o IAB-SP cumprindo todas as condições acordadas. Até lá a reforma do prédio já estará mais adiantada e o espaço pronto para receber tão importante patrimônio do Brasil e, particularmente, do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento de São Paulo, que a conserva por décadas e por outras tantas a manterá.

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José Armenio de Brito Cruz no site do IAB-SP.