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Se você tivesse que escolher uma capital para viver no Brasil, qual escolheria? Segundo um levantamento feito pela consultoria Macroplan, a melhor resposta seria Curitiba. De acordo com a pesquisa, esta é a melhor capital brasileira para se viver atualmente. O segundo lugar ficou com Florianópolis, seguido por Vitória, Belo Horizonte e, em quinto lugar, São Paulo.

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Localizada no sudeste de São Paulo, Heliópolis é uma das maiores favelas do Brasil e da América Latina. Foto: Getty Images.Localizada no sudeste de São Paulo, Heliópolis é uma das maiores favelas do Brasil e da América Latina. Foto: Getty Images.

Com cerca de 220 mil habitantes em uma área de apenas um quilômetro quadrado na periferia sul de São Paulo, a "cidade" de Heliópolis é uma selva de barracos que podem ter até quatro ou cinco andares.

Em uma tarde típica, as ruas de Heliópolis são tomadas por homens instalando sistemas de som automotivo, mulheres vendendo coxinhas recém fritas, irmãos dando um trato no visual na barbearia da rua. À noite, gente de toda a favela vêm para beber, comer e dançar ao som de funk e rap que sai das caixas de som que tomam os porta-malas dos carros.

A economia da favela não parou, graças a milhares de migrantes que deixaram regiões pobres do País em busca de trabalho na capital paulista.

Eles recomeçam a vida como cozinheiras, porteiros, domésticas ou operários. Não raramente, recebem menos que o salário mínimo (R$ 29,33 por dia), uma vez que a maioria recebe em dinheiro vivo, sem vínculo formal.

Empreendendo por necessidade

Os dois anos de severa recessão, somados a um aumento no custo de vida, levaram membros das classes mais baixas da população a virar empreendedores. Foi a forma que eles encontraram para, como eles dizem, "colocar leite na geladeira".

Jamille Campos, 29, é uma dessas empreendedoras. Após trabalhar três anos como faxineira em uma pequena fábrica de silício para um patrão abusivo, ela decidiu ser a própria chefe.

Por anos, Jamille vendeu lanches e doces para complementar a renda, e queria expandir o menu para sanduíches de grelhados. Ela e o marido, Andeilson Araújo, compraram então uma nova geladeira e uma pequena fritadeira. Pagaram um vizinho para transformar a frente da casa em uma fachada de comércio.

No meio do ano passado, ela abriu o trailer de lanches, lucrando, em média R$ 1.200 por mês. Quatro horas de trabalho durante a hora do rush rendem mais que a jornada completa como faxineira.

"Não temos ambição de riqueza", ela diz. "Ganhamos o bastante para pagar as despesas e comprar para a nossa filha o que ela quer."

Grande parte dos chefes de família de Heliópolis são mães ou avós que mantêm três – por vezes, quatro – empreendimentos. Após voltar do trabalho, essas mulheres revendem produtos de beleza para amigos ou salões de beleza, vendem bolos na porta de casa, costuram e até criam produtos de limpeza orgânicos.

Enquanto a recessão força fábricas a demitirem e classes mais ricas a reduzirem o consumo, muitas, como Jamille Campos, focam em criar oportunidades econômicas dentro da comunidade.

A fachada da casa da pequena Carol, em Heliópolis, virou trailer de lanches administrado pelos pais, Adeilson e Jamille. Foto Katherine Jinyi Li / Plus55.A fachada da casa da pequena Carol, em Heliópolis, virou trailer de lanches administrado pelos pais, Adeilson e Jamille. Foto Katherine Jinyi Li / Plus55.

Sem medo dos riscos

E não é apenas Heliópolis que foi picada pela mosca do empreendedorismo.

De acordo com um estudo conduzido em todo o País, 40% dos moradores de favelas querem abrir o próprio negócio. A média nacional é de 23%. Entre os empreendedores, 51% são mulheres, e 73% se identificam como negros ou pardos.

"Classes mais pobres sempre correram riscos", afirma o responsável pelo estudo, Dorival Mata Machado, presidente do Instituto Data Popular. "Elas não têm medo da recessão ou da dívida inerente ao empreendedorismo, uma vez que já estão acostumados a viver com pouco ou quase nada. A classe média, contudo, está acostumada com o conforto de ter uma poupança", compara.

Da favela à novela

Investidores têm começado a notar o potencial econômico das favelas. Dino Oliveira, 48, que se considera como membro da elite, é um dos quatro investidores na construção do primeiro shopping de Heliópolis. O que era uma fábrica de papel abandonada vai virar um espaço para cem lojas (tocadas por residentes locais), brinquedoteca e uma praça de alimentação.

"A periferia urbana tem um imenso potencial de consumo, mas os investidores só notaram isso agora", afirma Oliveira, dono de conjuntos comerciais no centro da cidade. "Enquanto bairros nobres e de classe média estão saturados de prédios comerciais, eles ainda estão em falta nas favelas."

Apesar de ainda haver muito preconceito em relação a favelas, Oliveira acredita que a imagem dessas comunidades mudou após as novelas I love Paraisópolis e Babilônia, centradas nas favelas.

"De repente, as favelas entraram em nossas salas", afirma Oliveira. "Gente que temia favelas agora diz que pode haver algo a ser descoberto ali."

Oliveira afirma que o valor do metro quadrado em Heliópolis subiu de R$ 2 mil reais para R$ 5 mil no ano passado. Enquanto isso, o mercado imobiliário estagnou em partes mais ricas da cidade. O aluguel de um espaço comercial não sai por menos de R$ 120 o metro quadrado – mas o preço deve quase dobrar até 2019.

Jovem de Heliópolis mostra sua conta de $10 Helipas, moeda usada pela comunidade local nos negócios da vizinhança. Foto Katherine Jinyi Li / Plus55.Jovem de Heliópolis mostra sua conta de $10 Helipas, moeda usada pela comunidade local nos negócios da vizinhança. Foto Katherine Jinyi Li / Plus55.

Valorização imobiliária

Viver em Heliópolis não é mais tão barato. A favela foi urbanizada, recebe água e eletricidade e está conectada à cidade por meio de linhas de ônibus e metrô. Quem quer alugar uma moradia de um quarto vai pagar pelo menos 800 reais – o dobro do preço praticado na Paraisópolis, a maior favela de São Paulo. E isso é sem considerar as contas água, luz e internet.

"Por falta de meios para alugar um espaço extra, muita gente está transformando a própria cozinha em restaurante, e salas em lojas", afirma Angela Ferreira, presidente da Coopersol, uma cooperativa de economia solidária local.

O grupo Coopersol promove o empreendedorismo em Heliópolis por meio de feiras de artesanato e comida, além de oferecer aulas semanais de contabilidade e administração. A cooperativa planeja lançar um banco de microcrédito para ajudar empreendedores locais, além de criar uma moeda válida em Heliópolis – a ser usada apenas em negócios da comunidade.

O Brasil começa a olhar para as suas favelas. Com isso, talvez o País possa aprender algumas lições de negócios.

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Por Katherine Jinyi Li, no Plus55.
  

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Na próxima quarta-feira (19/04) será comemorado o Dia Mundial da Bicicleta. Para marcar a data, a Prefeitura da capital do Paraná fará ações educativas em todos os passeios do Pedala Curitiba da semana. Serão distribuídos folders com orientações e dicas para os ciclistas, com informações sobre comportamentos seguros no trânsito.

Na segunda-feira (17/04) serão feitos dois Pedalas Curitiba, um em Santa Felicidade, com saída do Posto Ventania, e outro no Boqueirão, com saída da Rua da Cidadania do Carmo. Terça-feira (18/04) é a vez do Pedala Curitiba Matriz, com saída da Praça Garibaldi, e da Regional Portão, na Rua da Cidadania da Fazendinha.

Os passeios ciclísticos noturnos continuam e no Dia Mundial da Bicicleta, 19 de abril, os materiais de orientação serão distribuídos nas regionais CIC e Bairro Novo. Na quinta-feira (20/04) os passeios serão no Boa Vista e no Cajuru.

Na quarta-feira (19/04), Dia Mundial da Bicicleta, também serão feitas blitze educativas pela Setran, Detran e BPTran. A primeira será das 10h30 às 13h no cruzamento da Avenida João Gualberto com a Rua Luiz Leão, no Centro. O mesmo trabalho educativo se repetirá no cruzamento da Avenida Sete de Setembro com a Rua Mariano Torres, no Centro, das 14h às 17h.

Segurança

Curitiba está entre as cinco cidades do Brasil com maior infraestrutura para usuários de bicicletas, são mais de 190 quilômetros entre ciclovias, ciclofaixas, vias calmas, ciclorrotas e áreas de passeio compartilhado. A diferença entre cada uma pode ser vista na página Mais Bici da Prefeitura de Curitiba: http://www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/mais-bici-estrutura-cicloviaria/2221

A bicicleta é um meio de transporte e os usuários devem seguir as leis de trânsito, como veículos não motorizados. Para circular com segurança, os ciclistas devem obedecer a sinalização, circular pela mão correta de direção da via, utilizar equipamentos de segurança, como capacete, luvas, espelho retrovisor, buzina e refletores.

Os ciclistas têm sempre prioridade sobre os automóveis. Os carros, por sua vez, devem manter distância de pelo menos 1,5 metro das bicicletas.

Programação Pedala Curitiba

  • Segunda-feira - 17/04 – Posto Ventania, Rua Saturnino Miranda, 918, Regional Santa Felicidade. Concentração às 19h30 e saída às 20h.
  • Segunda-feira - 17/04 – Rua da Cidadania do Carmo, Avenida Marechal Floriano Peixoto, 8.430, Regional Boqueirão. Concentração às 19h30 e saída às 20h.
  • Terça-feira – 18/04 – Rua Kellers, Praça Garibaldi, Regional Matriz. Concentração às 19h45 e saída às 20h15.
  • Terça-feira – 18/04 – Rua da Cidadania da Fazendinha, Rua Carlos Klemtz, 1700, Regional Portão. Concentração às 19h30 e saída às 20h.
  • Quarta-feira – 19/04 – Rua da Cidadania do CIC, Rua Manoel Valdomiro de Macedo, 2.460, Regional CIC. Concentração às 19h30 e saída às 20h.
  • Quarta-feira – 19/04 – Rua da Cidadania do Bairro Novo, Rua Tijucas do Sul, 1.700, Regional Bairro Novo. Concentração às 19h30 e saída às 20h.
  • Quinta-feira – 20/04 – Parque Bacacheri, Rua Paulo Nadolny, s/n, Regional Boa Vista. Concentração às 19h30 e saída às 20h.
  • Quinta-feira – 20/04 – Rua da Cidadania do Cajuru, Avenida Prefeito Maurício Fruet, 2.150, Regional Cajuru. Concentração às 19h30 e saída às 20h.

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Fonte: Bem Paraná.