Amor em cartas: afeto e carinho escritos à mão - São Paulo São

O projeto Amor em Cartas teve início em janeiro 2014. Ao perder a mãe, há 13 anos, Patricia Mello, de Campinas (SP), percebeu que deixou de dizer à mãe o quanto a amava. Para amenizar a saudade e a dor, começou a escrever cartas com tudo o que gostaria de ter conseguido dizer enquanto sua mãe era viva.
Com o tempo, seus amigos e familiares começaram a pedir que Patricia escrevesse cartas por eles. Foi quando ela percebeu poderia transformar a vida das pessoas por meio de cartas. Criou uma página no Facebook e um site. Por meio deles, as pessoas podem tanto se inscrever para serem voluntárias (ou seja, escreverem cartas) ou pedirem que cartas sejam escritas para familiares, amigos ou conhecidos. A iniciativa conta com 1.200 voluntários e já enviou mais de 5.000 cartas, todas escritas à mão.
 
Desafio
 
Conseguir recursos financeiros para arcar com os custos fixos do projeto, principalmente papel, caneta, envelopes e as postagens nos Correios. Além disso, o projeto pretende criar uma identidade visual para as cartas e precisa alugar uma sala ou um espaço em um coworking, que possa ser sua sede. Atualmente, o Amor em Cartas funciona na casa da idealizadora e todos os custos são pagos por ela.

Como você pode colaborar
 

O quer fazemos

“Nosso projeto transforma a vida das pessoas através das cartas. Acreditamos que um gesto sutil e genuíno possa provocar mudanças relevantes na vida de milhares de brasileiros”, diz Patricia Mello, responsável pela iniciativa.
 
A dinâmica do Amor em Cartas funciona por intermédio do site (www.amoremcartas.com.br) e da página do Facebook (www.facebook.com.br/amoremcartas). Quem pede a carta deixa seus dados pessoais e um breve relato sobre a pessoa a quem a carta será endereçada. Os cincos responsáveis pelo projeto recebem a história e a encaminham a um dos 1.300 voluntários. A ideia é que ele se inspire no relato e faça um exercício de se colocar no lugar do outro para então escrever uma carta de amor, conforto ou apoio, dependendo do caso.
 
No site, existem dois formulários: um para quem quer ser voluntário e outro para quem quer pedir uma carta. Os voluntários passam por uma seleção, para que os coordenadores possam entender sua motivação, como ele podem contribuir e se falam algum outro idioma, além de português. O projeto recebe também pedidos de fora do Brasil. Hoje, a iniciativa tem 1.200 voluntários, sendo 95% mulheres.A magia do projeto está no anonimato. As pessoas que pedem, recebem e escrevem não se conhecem.
 
Todas as cartas escritas pelos voluntários são lidas pelos coordenadores antes de serem postadas. É indispensável também que sejam escritas à mão. Nos casos em que o voluntário não se sente à vontade com a própria letra, as responsáveis se encarregam de manuscrever o texto que foi digitado.O projeto não tem público-alvo definido, está aberto à participação de quem se interessar, e atinge pessoas de todas as idades e classes sociais. “Temos como objetivo único e principal tocar o mundo do outro com respeito e gratidão”, diz Patricia.
 
Nossos desafios

Firmar parceria com empresas que queiram potencializar a cultura do voluntariado. A Ideia é que os funcionários e colaboradores dessas corporações possam se tornar voluntários do projeto.
 
Conseguir parceiros para ajudar na divulgação e criação da identidade visual do Amor em Cartas. O objetivo é padronizar todo o material enviado em nome do projeto (papel, envelope etc.), fortalecendo assim a marca e a comunicação com voluntários e beneficiados.
 
Tornar o projeto mais conhecido na cidade e no estado, por meio de reportagens em blogs, emissoras de rádio e TV, sites e páginas nas redes sociais dedicados a projetos de cidadania, valorização da autoestima e responsabilidade social.
 
O que já conseguimos

Desde que o Cartas de Amor foi criado, em janeiro de 2014, já atendeu mais de 5.000 pessoas, que receberam cartas em vários lugares do Brasil e também no exterior, e já mobilizou mais de 10 mil pessoas, entre voluntários e pessoas que se envolveram com o projeto de alguma forma, principalmente ajudando a divulgá-lo.Após o envio das cartas, o Amor em Cartas mantém contato com os responsáveis pelos pedidos, para ter retorno sobre a ação executada. “Entendemos que, num mundo onde tantas pessoas estão doentes emocionalmente, depressivas, precisando de ajuda, existem voluntários e seres humanos que se preocupam com o outro e que estão dispostos a tirar alguns minutos do seu dia para o bem do próximo”, diz Patricia Mello, idealizadora da iniciativa.

No momento, o Amor em Cartas está passando por uma reformulação, visando estabelecer um plano para o crescimento sustentável e a ampliação do alcance para o maior número de pessoas possível. Para isso, busca apoio para estabelecer uma sede, investir em divulgação e criação de uma identidade visual. Mensalmente, o projeto recebe cerca de 200 pedidos de novas cartas.