Antiga sede do Banco de São Paulo, no centro da cidade, é aberta para visitação - São Paulo São

A Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude do Estado de São Paulo (SELJ) iniciou na última quinta-feira (3), um programa de visitas e exposições monitoradas em sua sede, um prédio histórico na Praça Antônio Prado, centro da capital paulista, onde funcionou durante décadas o extinto Banco de São Paulo.

Projetado pelo arquiteto Álvaro de Arruda Botelho e inaugurado em 1938, o edifício tombado pelo Condephaat é um importante símbolo do estilo art déco na capital e mantem detalhes da época, como os cofres particulares preservados, pisos, revestimentos e elevadores.

As visitas aos cofres (com portas produzidas pela empresa alemã Panzer, fabricante de tanques durante a Segunda Guerra Mundial), à antiga agência, aos elevadores, à sala de reuniões do presidente e ao terraço do sexto andar serão realizadas às quintas-feiras, das 8 às 10 horas. A exposição de móveis, quadros e itens históricos do edifício estará aberta ao público de segunda a quarta-feira, das 8 às 11 horas.

O secretário estadual de Esporte, Lazer e Juventude, Paulo Gustavo Maiurino, comentou sobre o novo projeto de visitação e exposição. “Os elementos históricos são muito presentes até hoje no edifício que sedia a SELJ e queremos levar à população o acesso a esse local desconhecido por grande parte dos moradores da cidade”, disse Maiurino.

História

Foto: Vinicyus Vieira / Awebic.Foto: Vinicyus Vieira / Awebic.

Foto: Vinicyus Vieira / Awebic.Foto: Vinicyus Vieira / Awebic.

Foto: Vinicyus Vieira / Awebic.Foto: Vinicyus Vieira / Awebic.

As origens do Banco de São Paulo datam o dia 5 de outubro 1889, data em que o imperador D. Pedro II e Visconde de Ouro Preto assinaram a autorização de funcionamento do primeiro banco de São Paulo. O banco teve capital inicial de dez mil contos de réis e funcionou como um banco emissor até 1892, quando uma nova política monetária foi implantada. Junto do Banco Comercial e do Banco Comind, o banco consolidou-se como uma das principais instituições financeiras do Brasil do início do século XX.

A partir de 1927, quanto Vicente de Paula de Almeida Prado assumiu a superintendência do Banco, a instituição apresentou crescimento exponencial: seu o capital saltou de 15 mil contos de réis em 1920 para 30 mil contos de réis em 1926, chegando a 50 mil em 1930. Vicente de Almeida Prado continuou na superintendência do banco até falecer, em 1954. Além de superintendente do Banco de São Paulo, ele também foi presidente do Banco do Brasil em 1931, durante o governo de Getúlio Vargas.

No mesmo ano da morte de Vicente, seu filho José Adhemar de Prado assumiu o cargo de superintendente. Em 1960, Nelson de Almeida Prado, irmão de José e também filho de Vicente, passou a ser parte da diretoria do Banco. Ambos não tiveram filhos, o que fez com que fossem os últimos da linha sucessória familiar.

José e Nelson continuaram na diretoria do Banco até atingirem uma idade avançada, assumindo uma postura conservadora e impedindo que o Banco se adaptasse às modernizações do sistema bancário brasileiro. Isso fez com que o Banco de São Paulo fosse vendido para o Banespa (Banco do Estado de São Paulo) em 1973, por 200 milhões de cruzados.

Foto: Vinicyus Vieira / Awebic.Foto: Vinicyus Vieira / Awebic.

Foto Vinicyus Vieira / Awebic.Foto Vinicyus Vieira / Awebic.

Serviço

Visitação e exposição monitoradas do edifício-sede da SELJ (antigo Banco de São Paulo).
Datas fixas para visitação: quintas-feiras, das 8 às 10 horas.
Datas fixas para exposição no cofre: segunda a quarta-feira, das 8 às 11 horas.
Data de início das visitas: 3 de agosto de 2017 (quinta-feira).
Endereço: Praça Antônio Prado, nº 9, Centro, São Paulo-SP.
E-mail para agendamento e informações: [email protected]
Mais informações: (11) 3104-8992 / 3241-5822.

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Com informações do Portal do Governo do Estado de S.Paulo.