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EstereoEnsaios São Paulo é um filme-ensaio que revive o espírito dos filmes Sinfonia de Cidades da era silenciosa, no contexto estereográfico digital do século XXI. O filme foi composto como sinfonia musical com o intuito de dialogar com o filme São Paulo, Sinfonia da Metrópole, realizado em 1929.

Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.Em EstereoEnsaios, a cidade de São Paulo é revisitada dos pontos de vista macro e micro em um ensaio poético experimental em 3D, que é intercalado com cenas em preto e branco do filme antigo. Atravessando a imensidão de São Paulo, onde as disparidades socioeconômicas e a falta de planejamento urbano geraram uma grande diversidade de edifícios, o filme retrata a cidade do ponto mais alto, o Terraço Itália e também se conecta com o micro espaço de pedestres e vendedores de rua, misturados com a multidão de carros e motocicletas da cidade.

Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.

Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.O filme traça a arquitetura modernista de Niemeyer, com suas curvas e movimentos, mostrando a convivência das pessoas em um ambiente futurista e utópico do passado recente. O filme, antes de tudo, reorganiza e ressignifica a espacialidade visual. Com um design de som autônomo, EstereoEnsaios São Paulo pretende ser um registro poético de uma cidade de nossa época.

Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.

Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.EstereoEnsaios São Paulo foi filmado com tecnologia de câmeras 4K 3D (super-alta- definição e estereoscópica). O filme explora a linguagem do gigantismo da cidade por coerência com a tecnologia 4k que reflete mais de oito milhões de pixels por frame. O filme foi captado com apenas um par de câmeras suportadas e posicionadas em um rig para produzir a estereoscopia.

Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.

Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.

O filme explora o "espaço", usando estereografia não como um efeito, mas como uma linguagem. O filme é inspirado em Walter Benjamin e seus escritos sobre a cidade moderna do início do século XX, em que ele descreve edifícios e objetos que se destacam no olho do observador, estereoscopicamente, como se fossem “gavetas abrindo".

Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.

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Créditos

Direção: Jane de Almeida.
Roteiro: Alfredo Suppia e Jane de Almeida.
Fotografia: Patricia Gimenez.
Trilha sonora: LivioTragtenberg.
Estereógrafo: José da Silva Neto (Chiquinho).
Montagem: Luca Alverdi.
Website do filme – com todos os créditos e patrocínios: www.estereoensaios.com.br
Projeto realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura – Programa de Ação Cultural – 2015.
Patrocinador: Eletropaulo.

Serviço

Evento:EstereoEnsaios São PauloSão Paulo 3D + Excerto De São Paulo: Sinfonia da Metrópole Com Orquestra ao Vivo

Cine Sesc da Rua Augusta, em São Paulo, exibirá o curta-metragem EstereoEnsaiosSão Paulo 3D com execução da trilha por orquestra de Músicos de Rua ao vivo sob direção do criador da trilha original Lívio Tragtenberg, seguido de excerto de São Paulo, Sinfonia da Metrópole (Dir: Rodolfo Lustig e Adalberto Kemeny, Brasil, 1929, 40 min).

Dia 18/01, quinta-feira, às 19h. Livre. Grátis. Ingressos 1h30 para credenciados plenos do Sesc e 1h antes para outros públicos 

Exibições: EstereoEnsaios São Paulo 3D + São Paulo: Sinfonia Da Metrópole.

De 19/01 a 24/01, às 19h. Segunda, terça e quinta: R$17. R$8,5 (SSS). R$5 (TTT); Quartas: R$12. R$6 (SSS). R$3,5 (TTT); Sábado e domingo: R$20 R$10 (SSS). R$6 (TTT). Classificação: Livre.

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Com informações EstereoEnsaios

Reunindo duas dezenas de nomes que chamam atenção internacional, mas que são pouco conhecidos no Brasil, além de dois artistas afro-brasileiros, a Ex Africa traz uma mostra dos dilemas e desafios do continente hoje e que se assemelham ao de países latinos.

Até 26 de março, a mostra estará aberta ao público no CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil, no centro da cidade. Do Rio, a Ex Africa segue para São Paulo, onde chega em abril e para Brasília, em agosto. Em Belo Horizonte, em 2017, recebeu 150 mil pessoas.

A exibição é composta por mais de 80 obras, entre pinturas, esculturas, instalações, vídeos e performances, com espaço privilegiado para a fotografia. “A fotografia talvez seja, ao lado da escultura, o grande destaque da arte africana atual, sobretudo, na África do Sul, cujos fotógrafos, ao meu ver, estão entre os mais originais do mundo”, afirmou o curador alemão Alfons Hug. Ele trabalhou no Brasil por mais de 15 anos e em países africanos, por quatro anos. Na Nigéria, foi diretor do Instituto Goethe.

Ex-Africa reúne fotografias, pinturas, esculturas e intervenções que representam a realidade atual do continente.Ex-Africa reúne fotografias, pinturas, esculturas e intervenções que representam a realidade atual do continente.Os trabalhos da Ex Africa se relacionam por meio de quatro eixos e mostram um continente em contínuo e efervescente processo de renovação criativa e artística. As obras têm referência no passado de colonização europeia, dialogam com a escravização, mas buscam discutir os reflexos da história no presente, principalmente nos anos que sucederam a independência desses países, a partir da década de 1950. O passeio pela mostra conduz o visitante por questões como migração, passado pós-colonial, racismo e gentrificação, temas comuns também nas grandes cidades brasileiras.

Montagem da obra ‘Non-orientable‘, do ganês Ibrahim Mahala, que utiliza aproximadamente 2 mil caixotes para transporte de frutas. Foto: Divulgação.  Montagem da obra ‘Non-orientable‘, do ganês Ibrahim Mahala, que utiliza aproximadamente 2 mil caixotes para transporte de frutas. Foto: Divulgação.

Em Ponte City, por exemplo, o artista sul-africano Mikhael Subotzky em colaboração com o inglês Patrick Waterhouse apresentam uma instalação que simula histórias dentro do prédio de mesmo nome e seus personagens, no estilo Eduardo Coutinho. Ponte City é um arranha-céu no centro de Joanesburgo, que foi construído para a população branca na época do apartheid (regime de segregação racial). Tornou-se, no entanto, símbolo de decadência na década de 1980, após ser invadido por gangues.

Ainda no eixo sobre cidades, Karo Akpokiere faz uma sátira ao bombardeio publicitário que invade as metrópoles e as vidas das pessoas. De Lagos, uma das cidades mais populosas do mundo, o designer gráfico apresenta ilustrações que mesclam o caos urbano de uma megalópole com elementos da cultura pop.

‘Mil homens não conseguem construir uma cidade‘ do nigeriano Abdulrazaq Awofeso. Foto Divulgação. ‘Mil homens não conseguem construir uma cidade‘ do nigeriano Abdulrazaq Awofeso. Foto Divulgação. Em outro eixo, o corpo como espaço de manifestação estética, uma marca ancestral, é tema das icônicas imagens do nigeriano J. D. Okhai Ojeikere. Ele traz parte de sua mais conhecida obra, Hair Styles, com penteados fotografados ao longo de 40 anos. Cada um deles se assemelha a verdadeiras esculturas. Em muitas culturas africanas, penteados são marcas da religião, posição social e até sinalizam jovens em época de se casar. Eles voltaram com força após a independência dos países. A exibição é uma oportunidade para ver uma boa mostra deles, reunidos em uma parede só.

Do senegalês Omar Victor Diop serão exibidas fotografias que desafiam a visão estereotipada e racista de parte da população em relação a pessoas de pele negra. O Projeto Diáspora explora retratos de africanos ilustres, alguns ainda na condição de escravos, que se tornaram personalidades nos séculos passados.

Sob a influência da pintura barroca europeia, Omar Diop retrata a si no lugar desses personagens, fazendo uma crítica à sociedade, ao incluir elementos como equipamentos esportivos, a exemplo de uma bola de futebol. O artista remete o público a celebridades e atletas de tons de pele negra, do mais claro ao mais escuro, que ainda são alvo de preconceito racial, revelando uma discriminação que transcende fama e dinheiro.

Colonizadores e colonizados

De uma outra perspectiva, Kudzanai Chiurai, do Zimbábue, traz algumas das imagens mais emblemáticas da mostra. Ele brinca com a ideia de voltar ao passado para reescrever o presente. Em suas imagens, o que se vê são fotos que questionam o papel que, automaticamente, uma parte dos espectadores atribui a pessoas negras, o de subalterno, em especial quando negros estão vestidos de maneira tribal. Na série Gênesis, Chiurai mistura figuras do colonizador e do colonizado de maneira que uma reposta imediata sobre quem é quem não seja imediata.

Série ‘Gênesis‘ de Kudzanai Chiurai, do Zimbábue. Imagem: Divulgação. Série ‘Gênesis‘ de Kudzanai Chiurai, do Zimbábue. Imagem: Divulgação. Ainda neste tema, da diáspora e do tráfico de africanos como escravos, prática responsável pelo sequestro de mais de 12 milhões de pessoas, Leonce Raphael Agbodjélou, fotógrafo do Benin, evoca o decreto com o qual a França regulou a escravidão. O Código Negro, de 1685, determinou que pessoas negras escravizadas não tivessem direitos legais e nem políticos por 163 anos. Na obra de mesmo nome, o artista retrata descendentes e seus antepassados nos lugares da escravidão. As peças são montadas em formato de tríptico, que tem origem na Idade Média.

Retratos do fotógrafo Leonce Raphael Agbodjélou, do Benin, na obra Código Negro. Imagem: Divulgação.Retratos do fotógrafo Leonce Raphael Agbodjélou, do Benin, na obra Código Negro. Imagem: Divulgação.Por fim, em 2018,  130 anos após a abolição no Brasil, o artista carioca Arjan Martins fecha a exposição mostrando, em suas pinturas, os navios que cruzaram o Atlântico com africanos enfiados em porões e que aportaram com os sobreviventes nas Américas. A inspiração dele partiu de uma de experiência em Lagos, onde fez uma residência no bairro onde muitos brasileiros libertos se mudaram após a abolição.

‘Et Cetera‘ do artista carioca Arjan Martins. Imagem: Divulgação.‘Et Cetera‘ do artista carioca Arjan Martins. Imagem: Divulgação.“A exposição acontece num momento em que a herança africana volta a estar em evidência, principalmente no Rio”, destaca o curador. Parte da sociedade cobra a criação de um museu para discutir a diáspora e a herança africana, além de salvaguardas para o Cais do Valongo, o maior porto de desembarque de africanos como escravos na América Latina. O local foi declarado patrimônio da humanidade pelas Nações Unidas no ano passado.

Dentro da temática sobre a diáspora, é esperada este ano uma retrospectiva do grafiteiro nova-iorquino Jean-Michel Basquiat, que é negro, de origem caribenha, autor de algumas das obras mais caras da atualidade. Em 2017, um de seus quadros bateu recorde, ao ser vendido por US$ 110,5 milhões.

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Fonte: Portugal Digital com Agência Brasil.

Marcando o começo de 2018, o Caixa Cultural São Paulo, na Praça da Sé, inaugura três mostras simultâneas amanhã a partir de hoje, 10 de janeiro. Em cartaz até 4 de março, as exposições tem entrada franca e promovem alguns eventos paralelos.

Conhecido por registros que ilustram questões sociais e políticas de Cuba, José Alberto Figueroa um dos precursores da fotografia conceitual, tanto em Cuba como em toda a América Latina ganha exposição inédita. Outra Mostra tem o modernista Flávio de Carvalho como um artista-etnográfico em cinco viagens pelo Brasil e ao exterior. E A Construção do Patrimônio, comemora os 80 anos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Confira:

Um Autorretrato Cubano – José Alberto Figueroa

Pela primeira vez no Brasil, a obra do fotógrafo cubano José Alberto Figueroa ganha retrospectiva histórica em uma exposição. A mostra Um Autorretrato Cubano, que reúne 69 fotografias do autor.

Foto: José Alberto Figueroa.Foto: José Alberto Figueroa.

Conhecido por registros que ilustram questões sociais e políticas de Cuba, Figueroa é considerado um dos precursores da fotografia conceitual, tanto em Cuba como em toda a América Latina. Em sua obra, o fotógrafo mostra seu olhar sobre fases históricas do país, desde os primórdios da Revolução Cubana, quando pôde acompanhar mudanças sociais significativas e controversas, até os tempos atuais.

Foto: José Alberto Figueroa.Foto: José Alberto Figueroa.

Nascido em 1946, Figueroa se formou em fotografia na década de 60, quando já trabalhava como assistente no estúdio de Alberto Korda, especializando-se em publicidade e moda. Com o tempo, passou a desenvolver uma carreira versátil, atuando, inclusive, como correspondente de guerra em Angola. Discípulo e amigo de Korda, Figueroa passou a fotografar elementos que representavam as reivindicações de sua geração. O ensaio Exílio, realizado em 1967, é bastante representativo deste período, por retratar o processo exaustivo de migração de cubanos para os Estados Unidos.

No dia 12 de janeiro, o local receberá o fotógrafo para um bate-papo e para o lançamento do catálogo da exposição.

Flávio de Carvalho – Expedicionário

A exposição Flávio de Carvalho – Expedicionário reúne o material produzido pelo artista modernista em cinco viagens pelo Brasil e ao exterior. São documentos, textos, fotografias e objetos que recontam parte dessas jornadas de pesquisa realizadas entre 1934 e 1956. “Algumas das ações que ele fez no passado têm sido resgatadas como pioneiras na mistura entre arte e ciência. Nossa abordagem é sobre as expedições que ele fez pensando-as como intervenções artísticas. O conceito de artista-etnógrafo é posterior ao Flávio, ganha relevância nos anos 1970”, explica Renato Rezende, um dos curadores da mostra.

Parte do material, como as fotos tiradas por Flávio no Peru, na expedição aos Andes, nunca foi exposta, de acordo com o curador. Essa coleção, em especial, foi organizada por um método semelhante ao proposto pelo filósofo alemão Aby Warburg, em que as imagens são agrupadas por semelhanças, em detrimento de critérios espaciais ou históricos. “A maneira como ele dispõe as fotografias no álbum, nas pranchas, lembra muito os procedimentos do Warburg. Fazendo relações entre imagens que se repetem”, enfatiza o curador. Porém, apesar da semelhança no método, Rezende destaca que Flávio não conhecia o trabalho do alemão.

Flávio de Carvalho atravessa o centro de São Paulo com saiote em 1956.Flávio de Carvalho atravessa o centro de São Paulo com saiote em 1956.

Além da abordagem não usual de pensar Flávio de Carvalho como um artista-etnográfico, Rezende explica que a mostra também leva a compreender a arte brasileira que surge depois do neoconcretismo, que tem como nomes-chave Hélio Oiticica e Lygia Clark.

Uma das ações mais conhecidas de Flávio é a Experiência nº 2, quando, em 1931 quase foi linchado por uma multidão ao caminhar contra uma procissão usando boné, em sinal de evidente desrespeito. Em 1956, desfilou com uma espécie de vestido pelas ruas da cidade de São Paulo, novamente provocando espanto.

Dividida por expedições, a exposição também contará com a exibição do filme A Deusa Branca, filmado na Amazônia. O longa marcou a estreia de Flávio na cinematografia.

A Construção do Patrimônio

A mostra faz parte da programação das comemorações dos 80 anos do Iphan. Foto: Juliana Chalita.A mostra faz parte da programação das comemorações dos 80 anos do Iphan. Foto: Juliana Chalita.

Realizada pelo Instituto Pedra, a mostra reúne mais de 150 documentos, quadros, esculturas, mobiliário e outras peças. O objetivo é traçar um panorama da história das políticas públicas de preservação do Brasil, assim como definir os desafios para a expansão do conceito de patrimônio.

Parte das comemorações dos 80 anos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a exposição tem curadoria de Luiz Fernando de Almeida, ex-presidente do Instituto.

A mostra reúne mais de 150 obras entre documentos raros, quadros e esculturas. Foto: Juliana Chalita.A mostra reúne mais de 150 obras entre documentos raros, quadros e esculturas. Foto: Juliana Chalita.“Uma reflexão sobre a ideia de patrimônio pode ser uma das mais potentes metáforas dos brutais desafios que vivemos no nosso tempo, diante da dificuldade e necessidade de projetar o nosso futuro”, diz Luiz Fernando Almeida.

“Uma exposição que fala de patrimônio é uma reflexão sobre nós e o lugar em que vivemos“. Foto: Juliana Chalita. “Uma exposição que fala de patrimônio é uma reflexão sobre nós e o lugar em que vivemos“. Foto: Juliana Chalita. No acervo, registros e obras de Tarsila do Amaral, Mário de Andrade e Oscar Niemeyer. Também há uma réplica de Aleijadinho. No dia 1 de fevereiro, o curador levará os visitantes por uma visita guiada e um debate será realizado com Anna Beatriz Galvão.

Serviço

Local: CAIXA Cultural São Paulo.
Visitação: de 10 de janeiro a 26 de março de 2018 Horário: de terça-feira a domingo, das 9h às 19h.
Entrada franca.

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Da Redação com informações CAIXA Cultural São Paulo.

Até o próximo dia 3 de fevereiro o público poderá conferir mais de 40 obras na mostra retrospectiva “Arquivo Bijari 1997-2017” na nova galeria Anti-Pop em Pinheiros. A exposição com entrada gratuita marca os 20 anos do coletivo artístico Bijari, com curadoria dos próprios artistas.

Entre as obras disponíveis estão o Praças (Im)possíveis - bicicletas adaptadas que se transformam em praças articuláveis e o vídeo “Galinha”, de 2002, em que uma galinha é solta em lugares com distintos perfis socioculturais, como o Largo da Batata em São Paulo e o calçadão em frente a um shopping center da capital. As reações das pessoas e da galinha são registradas pelo grupo.

O Bijari conta com trabalhos expostos em locais como a Kollective Kreativitat em Kassel-Alemanha, no Palais de Glace, Buenos Aires, em Medellin na Colômbia e na Creative Time em Nova York. Até dezembro o grupo esteve com a obra “Contando con Nosotros” na LA/LA Pacific Standard Time em Los Angeles.

Imagem: Divulgacão.Imagem: Divulgacão.Fazem parte da exposição desde peças gráficas para lambe-lambe, projeções em larga escala, videomapping, intervenções urbanas, videodança, além dos projetos para arquiteturas táticas e trabalhos desenvolvidos ao longo dos últimos anos com outros coletivos artísticos e comunidades urbanas. É o caso dos projetos “Zona de Ação”, cujas intervenções refletem sobre o processo de renovação urbana do Largo da Batata e revisita as primeiras ações do projeto “Realidade Transversa”, que retratava o cotidiano dos trabalhadores urbanos informais e os convidavam para protagonizarem performances em exposições de arte.

Os 20 anos do Bijari

O Bijari vem explorando diferentes linguagens visuais e práticas artísticas que se instalam nas frestas entre os espaços institucionalizados da arte e o espaço comum das cidades. Foto: Divulgação.O Bijari vem explorando diferentes linguagens visuais e práticas artísticas que se instalam nas frestas entre os espaços institucionalizados da arte e o espaço comum das cidades. Foto: Divulgação.

Formado por estudantes da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP nos anos 90, o grupo iniciou os trabalhos com foco em design gráfico e cenografia em um espaço na rua Bijari, no Butantã, zona Oeste da capital. De lá para cá foi expandindo sua atuação e hoje desenvolve projetos em motion graphics, cenografia, realidade virtual e produção de vídeos em formatos e escalas não convencionais. O grupo é formado por especialistas em diferentes áreas, entre artistas, arquitetos, designers, planejadores e videomakers e possui uma plataforma comercial consolidada em paralelo ao trabalho autoral, sendo ela, em grande medida, que permite uma independência no modo de pensar e produzir os trabalhos de arte.

O Bijari vem explorando diferentes linguagens visuais e práticas artísticas que se instalam nas frestas entre os espaços institucionalizados da arte e o espaço comum das cidades. Essa opção sublinha a intenção do grupo por (re)afirmar a responsabilidade da atuação do artista num campo expandindo, onde as subjetividades estéticas se mesclam necessariamente ao engajamento social e (micro)político.

Mais informações em www.bijari.com.br.

A Anti-Pop

O nome da galeria é uma referência à primeira série de intervenções gráficas criadas pelo Bijari, que se expandiu para sets de live-images exibidos em grandes festivais de música eletrônica no começo dos anos 2000. A Anti-Pop também será aberta para veiculação de projetos, conversas e exposições de artes.

Na entrada do espaço o público pode conhecer um dos veículos da série de intervenções “Natureza Urbana” em que carros abandonados nas ruas de São Paulo são transformados em jardins, trincheiras verdes que brotam da lataria recortada de carros, caçambas e ônibus inutilizados.

Serviço

Exposição “Arquivo Bijari 1997- 2017” 
Local: Galeria Anti-Pop – Rua Padre João Gonçalves, 81, Pinheiros – (11) 3815-7729.
Período expositivo: até 3 de fevereiro de 2018.
Horário: de segunda a sexta-feira, das 11 às 18 horas, e aos sábados das 12 às 19 horas (é necessário tocar o interfone para atendimento).
Entrada gratuita.

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Com informações da Agência Lema.

Pela primeira vez uma exposição de obras de Jean-Michel Basquiat (1960-1988) chega ao Brasil. A retrospectiva com 80 obras do artista que se tornou referência do grafite, da arte de rua e do Neo-Expressionismo terá início em 25 de janeiro no CCBB de São Paulo e depois segue para Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

O artista americano morreu de overdose em 1988, aos 27 anos, no meio de uma carreira meteórica iniciada com grafites nos muros e vagões do metrô de Nova York. Basquiat despontou para a fama em 1982, quando começou a namorar Louise Veronica Ciccone, que trabalhava como dançarina e garçonete e que pouco depois se tornaria a estrela conhecida como Madonna.

Serão expostos 80 trabalhos de Basquiat, entre telas, desenhos e gravuras selecionados pelo curador Peter Tjabbes, pertencem à família do industrial Mugrabi, de origem síria, radicado nos EUA, um dos maiores colecionadores de Andy Warhol. 

A retrospectiva de Basquiat será a maior exposição do artista no Brasil, realizada no mesmo ano em que Alemanha e França recebem mostras do disputado artista (uma tela sua alcançou US$ 110 milhões num leilão, tornando-se a mais cara obra de arte americana já vendida). 

O artista

Basquiat tinha ascendência porto-riquenha por parte de mãe e haitiana por parte de pai. Desde cedo mostrou uma aptidão incomum para a arte e foi influenciado pela mãe, Matilde, a desenhar, pintar e a participar de atividades relacionadas ao mundo artístico. Em 1977, aos 17 anos, Basquiat e um amigo, Al Diaz, começaram a fazer grafite em prédios abandonados em Manhattan. A assinatura era sempre a mesma: "SAMO" ou "SAMO shit" ("same old shit", ou, traduzindo, "sempre a mesma merda"). 

Em 1978, Basquiat abandonou a escola e saiu de casa, apenas um ano antes de se formar. Mudou-se para a cidade e passou a viver com amigos, sobrevivendo através da venda de camisetas e postais na rua. Um ano depois, em 1979, contudo, Basquiat ganhou um status de celebridade dentro da cena de arte de East Village em Manhattan por suas aparições regulares em um programa televisivo. 

Basquiat em ação no centro de Nova York em 1981. Foto: Edo Bertoglio.Basquiat em ação no centro de Nova York em 1981. Foto: Edo Bertoglio.Basquiat começou a ser mais amplamente reconhecido em junho de 1980 quando participou do The Times Square Show, uma exposição de vários artistas patrocinada por uma instituição de nome "Colab". Em 1981, o poeta, crítico de arte e "provocador cultural" Rene Ricard publicou um artigo em que comentava sobre o artista. Isso ajudou a catapultar de vez a carreira de Basquiat internacionalmente. 

Já em 1982, Basquiat era visto frequentemente na companhia de Julian Schnabel, David Salle e outros curadores, colecionadores e especialistas em arte que seriam conhecidos depois como os "neoexpressionistas". Ele começou a namorar, também, uma cantora desconhecida na época, Madonna. Neste mesmo ano, conheceu Andy Warhol, com quem colaborou ostensivamente e cultivou amizade.

Jean-Michel Basquiat em seu estúdio em Nova York, 1987. Foto: Tseng Kwong Chi.Jean-Michel Basquiat em seu estúdio em Nova York, 1987. Foto: Tseng Kwong Chi.

No dia 10 de fevereiro de 1985, Basquiat foi capa da revista do The New York Times, em uma reportagem dedicada inteiramente a ele. Com o sucesso, foram realizadas diversas exposições internacionais em todas as maiores capitais europeias. Basquiat morreu de um coquetel de drogas (uma combinação de cocaína e heroína conhecida popularmente como "speedball") em seu estúdio, em 1988. Após sua morte, um filme que levava seu nome foi lançado contando sua biografia, dirigido por Julian Schnabel e com o ator Jeffrey Wright no papel de Basquiat.

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Da Redação.

Em assembleia que reuniu os críticos no Sindicato dos Jornalistas do Estado de S. Paulo na noite da última segunda-feira, 11 de dezembro, a APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) escolheu os melhores de 2017 nas seguintes categorias: Arquitetura, Artes Visuais, Cinema, Dança, Literatura, Música Erudita, Música Popular, Rádio, Teatro, Teatro Infantil e Televisão.  

“Em momentos tão difíceis como este que as artes vêm enfrentando, é altamente inspirador encontrar uma produção artística potente e que atenda aos anseios do público e dos críticos”, afirma Celso Curi, presidente da APCA. 

A cerimônia de entrega a todos os artistas contemplados neste Prêmio APCA acontecerá em data a ser marcada no primeiro quadrimestre de 2018, ano em que a entidade celebra sua 61ª. premiação.

Arquitetura

Instituro Moreira Salles, Unidade Avenida Paulista. Foto: Divulgação.Instituro Moreira Salles, Unidade Avenida Paulista. Foto: Divulgação.1. Obra de arquitetura em São Paulo: Instituto Moreira Salles (nova sede na Avenida Paulista) - Andrade Morettin.  
2. Urbanidade:  Sesc 24 de maio - Paulo Mendes da Rocha; MMBB (Marta Moreira, Milton Braga e Fernando de Mello Franco), Danilo Santos de Miranda. 
3. Obra de arquitetura no Brasil: Moradias de estudantes na Fazenda Canuanã - Rosenbaum (Marcelo Rosenbaum e Adriana Benguela), Aleph Zero (Gustavo Utrabo e Pedro Duschenes), Ita Construtora (Helio Olga).
4 - Obras referenciais: Alberto Xavier. 
5 - Fronteiras da Arquitetura: Guto Lacaz. 
6 - Resistência Urbana: Bixiga. Vai-Vai; Festa de Nossa Senhora Achiropita; Teatro Oficina; União de Mulheres de São Paulo; Casa de Dona Yayá / Centro de Preservação Cultural da Universidade de São Paulo (CPC USP).
7 - Difusão Cultural: Vicente Wissenbach. 

Votaram: Abilio Guerra, Fernando Serapião, Francesco Perrotta-Bosch, Gabriel Kogan, Guilherme Wisnik, Hugo Segawa, Luiz Recaman, Maria Isabel Villac, Nadia Somekh, Renato Anelli.

Artes Visuais

Obra de Julio Le Parc no Instituto Tomie Ohtake. Foto: Divulgação.Obra de Julio Le Parc no Instituto Tomie Ohtake. Foto: Divulgação.Grande Prêmio da Crítica: Vlavianos (Estação Pinacoteca).
Exposição Internacional: Julio Le Parc - Da Forma à Ação (Instituto Tomie Ohtake).
Exposição Nacional: Anita Malfatti -100 Anos de Arte Moderna (MAM). 
Fotografia: Mauro Restiffe – Álbum (Pinacoteca).
Retrospectiva: Di Cavalcanti – Do Subúrbio dA Modernidade – 120 anos (Pinacoteca).
Arte e Reflexão: Amélia Toledo – Lembrei que Esqueci (CCBB).
Iniciativa Cultural: Sesc 24 de Maio.

Votaram: Dalva de Abrantes, João J. Spinelli, José Henrique Fabre Rolim, Ricardo Nicola, Rubens Fernandes Junior, Silvia Balady.

Cinema

Cena de “No Intenso Agora”, documentário de João Moreira Salles. Foto: Divulgação.Cena de “No Intenso Agora”, documentário de João Moreira Salles. Foto: Divulgação.Filme: Corpo Elétrico, de Marcelo Caetano.
Diretor: João Moreira Salles, por No Intenso Agora. 
Roteiro: Fellipe Barbosa, Lucas Paraizo e Kirill Mikhanovsky, por Gabriel e a Montanha.
Ator: Vladimir Brichta, por Bingo. 
Atriz: Clarice Abujamra, por Como Nossos Pais. 
Documentário: Martírio, de Vicente Carelli, Ernesto de Carvalho e Tatiana Almeida. 
Premio Especial do Júri:  Era o Hotel Cambridge, de Eliane Caffé (pelo processo de criação).

Votaram: Luiz Carlos Merten, Orlando Margarido e Walter Cezar Addeo.

Dança

“Gira“, espetáculo do Grupo Corpo. Foto: Divulgação.“Gira“, espetáculo do Grupo Corpo. Foto: Divulgação.Espetáculo/Estreia: "Gira", Grupo Corpo.
Espetáculo /Não Estreia: "Kuarup ou A Questão do Índio" , Ballet Stagium.
Coreografia/Criação: "Eu Por Detrás de Mim" , concepção coreográfica de Ana Bottosso, Companhia de Danças de Diadema.
Interpretação: Ana Paula Camargo e André Grippi, São Paulo Companhia de Dança, por "14' 20"".
Prêmio Técnico: Hideki Matsuka, pela Direção de Arte dos Trabalhos de 2017 de Key Zetta e Cia. 
Projeto/Programa/Difusão/Memória: VIII Circuito Vozes do Corpo, Cia Sansocroma.
Grande Prêmio da Crítica: Maria Helena Mazzetti e Aracy Evans, pela trajetória de formação em dança em São Paulo.

Votaram: Amanda Queirós, Iara Biderman, Henrique Rochelle, Ana Francisca Ponzio, Yástara Manzini, Renata Xavier, Simone Alcântara e Ana Francisca Ponzio.

Literatura

“Nunca Houve Tanto Fim Como Agora“, de Evandro Affonso Ferreira. Imagem: Editora Record.“Nunca Houve Tanto Fim Como Agora“, de Evandro Affonso Ferreira. Imagem: Editora Record.Grande Prêmio da Crítica: Editora Zahar, pelos 60 anos de publicações pioneiras e relevantes no campo das ciências humanas.
Romance/Novela: Nunca houve tanto fim como agora, Evandro Affonso Ferreira. Editora: Record.
Ensaio/Teoria e/ou Crítica Literária/ Reportagem: Raízes do conservadorismo brasileiro, Juremir Machado da Silva. Editora: Civilização Brasileira.
Infantil/Juvenil: Calu: uma menina cheia de história, Cássia Valle e Luciana Palmeira, com ilustrações de Maria Chantal. Editora: Malê.
Poesia: Dia bonito para chover, Lívia Natália. Editora: Malê.
Contos/Crônicas: Anjo Noturno, Sérgio Sant’Anna. Editora: Companhia das Letras.
Tradução: Guilherme Gontijo Flores, por Fragmentos completos, de Safo. Editora: 34.
Biografia/Autobiografia/Memória: Lima Barreto: Triste visionário, Lilia Moritz Schwarcz. Editora: Companhia das Letras.

Votaram: Amilton Pinheiro, Gabriel Kwak, Felipe Franco Munhoz e Ubiratan Brasil.

Música Erudita

Cena da ópera "Os Pescadores de Pérolas". Foto: Divulgação.Cena da ópera "Os Pescadores de Pérolas". Foto: Divulgação.Espetáculo de ópera: Os Pescadores de Pérolas (out/17 Theatro Municipal).
Prêmio Especial pelo conjunto da obra: João Guilherme Ripper.
Instrumentista: Cristian Budu (piano).
Regente de Orquestra: Jamil Maluf.
Projeto Musical: Instituto Piano Brasileiro.
Cantora Lírica: Denise de Freitas.
Revelação: Camila Titinger.

Votaram: Sergio Casoy, Celso Curi e José Henrique Fabre Rolim.

Música Popular

Um cantinho, um violão e um display de João Gilberto circulando por São Paulo. Crédito: Lucas LimaUm cantinho, um violão e um display de João Gilberto circulando por São Paulo. Crédito: Lucas LimaGrande Prêmio da Crítica: João Gilberto.
Artista do Ano: Rincon Sapiência.
Melhor Álbum: “Boca”, Curumin.
Melhor Show: Mano Brown (“Boogie Naipe” ao vivo).
Revelação: Pabllo Vittar.
Projeto Especial: Selo Discobertas (Acervo).
Música do Ano: “As Caravanas”, Chico Buarque.

Votaram: Alexandre Matias, Fabio Siqueira, José Norberto Flesch, Lucas Brêda, Marcelo Costa, Roberta Martinelli e Tellé Cardim.

Rádio

 Maestro Walter Lourenção no 14º Episódio da série "40 anos em 40 programas". Foto: Divulgação. Maestro Walter Lourenção no 14º Episódio da série "40 anos em 40 programas". Foto: Divulgação.Grande Prêmio da Crítica: Especial 40 anos de Cultura FM (transmissão ao vivo pela rádio, pela TV aberta e pelas redes sociais).
Prêmio Especial do Júri: “Música do Bem” (Nova Brasil FM), campanha pela doação de sangue.
Produtor (Musical): Oswaldo Luiz “Colibri” Vitta, Hora do Rango, Rádio Brasil Atual.
Produtor (entretenimento): Antonio Viviani e Nicolla Lauletta, Voz Off ("http://www.radiofobia.com.br").
Produtor jornalístico: Heloísa Granito, Via Sampa – USP FM.
Melhor apresentação: Eli Corrêa, “Que Saudade de Você”, Rádio Capital AM. 
Homenagem especial: Joseval Peixoto (Rádio Jovem Pan).

Votaram: Fausto Silva Neto, Marcelo Abud, Marco Antonio Ribeiro e Maria Fernanda Teixeira.

Televisão

Juliana Paes (Bibi) em cena de “A Força do Querer“. Foto: Divulgação / TV Globo.Juliana Paes (Bibi) em cena de “A Força do Querer“. Foto: Divulgação / TV Globo.Novela: A Força do Querer (Glória Perez/TV Globo)
Atriz: Juliana Paes (Dois Irmãos e A Força do Querer/TV Globo)
Ator: Julio Andrade (Um Contra Todos/Fox e Sob Pressão/TV Globo)
Diretor: Luiz Fernando Carvalho (Dois Irmãos/TV Globo)
Série: Sob Pressão (Conspiração/TV Globo)
Programa: Terra Dois (TV Cultura)
Apresentador/a: Tatá Werneck (Lady Night/Multishow)

Votaram: Cristina Padiglione, Edianez Parente, Fabio Maksymczuk, Leão Lobo, Neuber Fischer, Nilson Xavier e Paulo Gustavo Pereira. 

Teatro

Andréa Beltrão em cena do monólogo "Antígona", de Sófocles, com direção de Amir Haddad, vencedora da categoria Atriz de Teatro do Prêmio APCA 2017. Foto: Bárbara Lopes / DivulgaçãoAndréa Beltrão em cena do monólogo "Antígona", de Sófocles, com direção de Amir Haddad, vencedora da categoria Atriz de Teatro do Prêmio APCA 2017. Foto: Bárbara Lopes / DivulgaçãoGrande Prêmio da Crítica: Projeto O Rei da Vela – 50 anos depois.
Espetáculo: Suassuna (O Auto do Reino do Sol).
Diretor: Bia Lessa (Grande Sertão: Veredas).
Autor/Dramaturgia:  Rudifran Pompeu (Siete Grande Hotel: A Sociedade de Portas Fechadas).
Ator: Renato Borghi (O Rei da Vela).
Atriz: Andreia Beltrão (Antígona, direção de Amir Haddad).
Prêmio Especial: Teatro de Contêiner Munguzá (Projeto de ocupação de terreno abandonado no bairro da luz).

Votaram: Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha (votou somente o Prêmio Especial e o Grande Prêmio da Crítica), Carmelinda Guimarães, Celso Curi, Edgar Olimpio de Souza, Evaristo Martins de Azevedo, Gabriela Mellão, José Cetra Filho, Kyra Piscitelli, Marcio Aquiles, Maria Eugênia de Menezes, Miguel Arcanjo Prado e Vinício Angelici

Teatro Infanto-Juvenil 

Atores da Cia. Simples em “Skelling“, adaptação do livro do inglês David Almond. Foto: Camila Picolo.Atores da Cia. Simples em “Skelling“, adaptação do livro do inglês David Almond. Foto: Camila Picolo.Em vez das categorias tradicionais, a comissão decidiu premiar as 7 personalidades que mais se destacaram no ano no setor de teatro para crianças e jovens em SP:

Cristiana Paoli-Quito - Pela direção e dramaturgia nos espetáculos Skellig e Histórias de Alexandre.
Fernanda Maia - Pela dramaturgia, letras e direção musical em Lembro Todo Dia de Você. Pela direção musical e preparação vocal em Senhor das Moscas e Romeu e Julieta - De almas sinceras a união sincera nada há que impeça. Pela direção musical, trilha sonora e arranjos em Nerina, A Ovelha Negra. Pela dramaturgia, co-direção artística e direção musical em Carrossel – O Musical. Pela adaptação, direção musical e direção artística de Sonhos Não Envelhecem. Pela direção musical de ‘Mil Mulheres e Uma Noite’, primeiro espetáculo adulto de As Meninas do Conto.
Fernando Escrich - Pela concepção, cenografia, direção musical, arranjos, atuação e co-direção artística em Canções para Pequenos Ouvidos, da Orquestra Modesta; pela trilha sonora original e direção musical em Henriques; pela direção artística e trilha sonora original em As Travessuras de Mané Gostoso; pela assistência de direção e preparação de atores em Alice no País do Iê-Iê-Iê; pela direção geral e musical do espetáculo-cortejo Rio do Samba ao Funk, com o grupo Bando de Palhaços (RJ). 
Gustavo Kurlat - Pela idealização, direção, músicas, co-roteiro e direção musical do espetáculo Numvaiduê, dos Doutores de Alegria, e pela dramaturgia, música e direção de Vou-Eu.
Marcelo Roamgnoli - Pela direção e dramaturgia nos espetáculos Gagá e Buda.
Marco Lima - Pelos figurinos e direção de arte em Pescadora de Ilusão, pela cenografia, figurino e colaboração dramatúrgica em Alice no País do Iê Iê Iê e pela cenografia e figurino dos espetáculos de dança para crianças Vila Tarsila, Lúdico, Girassóis e Poetas da Cor, da Cia. Druw.
Marisa Bentivegna - Pela iluminação e cenografia em Skellig, Gagá e Buda, e pelo desenho de luz de Nerina – A Ovelha Negra.  
Menção Honrosa - Para o coletivo Galpão dos Lobos, formado pelos grupos Cia.

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Com informações da APCA.