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De 23 de maio a 12 de agosto, o programa Ocupação chega à sua 40ª edição e homenageia um intelectual paulista que é *mineiro nascido no Rio de Janeiro. Um leitor preciso, que admirava escritores como Guimarães Rosa e Marcel Proust. Um pai acadêmico, mas que interrompia a escritura de grandes obras, como Formação da Literatura Brasileira, para brincar com as filhas. Que dançava com elas, que gostava de cantar e caminhar, que era considerado um homem bom por todos os que o conheceram: Antonio Candido.

Contadores de diferentes culturas se unem para celebrar as tradições orais de seus países na oitava edição do Boca do Céu - Encontro Internacional de Contadores de Histórias, que ocorre de 22 a 26 de maio na Oficina Cultural Oswald de Andrade, no Sesc Bom Retiro, no Auditório Ibirapuera, nas Fábricas de Cultura, na Cinemateca Brasileira e no Itaú Cultural.

No ciclo de comemorações de seus 40 anos de existência, o Teatro do Ornitorrinco estreia, em 19 de maio, no Teatro Sergio Cardoso, “Nem Princesas Nem Escravas”. O texto, inédito no Brasil, é de Humberto Robles, hoje o dramaturgo mexicano vivo mais montado em todo o mundo.

Com tradução e direção geral de Cacá Rosset e produção de Christiane Tricerri (foto), a montagem, que foi contemplada pela 6ª Edição do Prêmio Zé Renato de Teatro para a Cidade de São Paulo, aborda a resiliência e os conflitos femininos.

Como dramaturgia, o autor propõe um Teatro Cabaré, que vem de encontro com a pesquisa iniciada pelo Teatro do Ornitorrinco desde o início de sua formação, em 1977. Com três atrizes, performers, cantoras e dançarinas, a peça traz uma espécie de monólogos que se entrecruzam durante o decorrer do espetáculo, com cenografia, figurinos e músicas que dialogam com o cabaré alemão no sentido mais rigoroso e ao mesmo tempo popular da sua essência.

No dia 12 de maio, sábado, o Museu Afro Brasil, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo em parceria com a Associação Museu Afro Brasil – organização social de cultura, inaugura a exposição “Isso É Coisa de Preto – 130 Anos da Abolição da Escravidão”. A mostra, com curadoria de Emanoel Araujo, destaca a definitiva presença negra na arte, história e memória brasileiras.