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Para celebrar seus 13 anos, o Museu Afro Brasil vai presentear os visitantes com entrada gratuita. Desde 24 de outubro até 20 de novembro,a instituição, localizada no Parque Ibirapuera, tem entrada gratuita (o ingresso normalmente custa R$ 6,00). Em todos esses anos de história, mais de 2 milhões de pessoas passaram pelo local.

Obras do acervo permanente do Museu Afro Brasil Foto: Nelson Kon.Obras do acervo permanente do Museu Afro Brasil Foto: Nelson Kon.

Localizado no Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, dentro do Parque Ibirapuera, o Museu conserva, em 11 mil m2 um acervo com mais de 6 mil obras, entre pinturas, esculturas, gravuras, fotografias, documentos e peças etnológicas, de autores brasileiros e estrangeiros, produzidos entre o século XVIII e os dias de hoje.

Duas exposições estão em cartaz no Museu. A primeira, com itens do acervo, é de longa duração e está dividida em núcleos como África: Diversidade e Permanência, História e Memória e Artes Plásticas: a Mão Afro Brasileira.

Obra da artista portuguesa Manuela Pimentel na Exposição "Barroco Ardente e Sincrético - Luso-Afro-Brasileiro". Imagem: Divulgação.Obra da artista portuguesa Manuela Pimentel na Exposição "Barroco Ardente e Sincrético - Luso-Afro-Brasileiro". Imagem: Divulgação.A segunda mostra é temporária. Intitulada “Barroco Ardente e Sincrético – Luso-Afro-Brasileiro“, faz uma homenagem ao Jubileu de 300 anos de Nossa Senhora Aparecida. Dentre os 400 itens exibidos estão trabalhos de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1730-1814), e Mestre Valentim da Fonseca e Silva (1745-1813).

O Museu Afro Brasil foi fundado em 2004, a partir da coleção do diretor da instituição, o artista e curador baiano Emanoel Araújo. Suas exposições contribuem para valorização da produção de artistas negros brasileiros e estrangeiros. 

Serviço

Entrada gratuita no aniversário do Museu Afro Brasil
De 24 de outubro a 20 de novembro.
De terça a domingo, das 10h às 17h.
Museu Afro Brasil - Avenida Pedro Álvares Cabral, Portão 10, s/n – Parque Ibirapuera, São Paulo.
www.museuafrobrasil.org.br

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Da Redação.

O título da 11ª Bienal de Arquitetura de São Paulo - Em Projeto - propõe discutir o lugar da arquitetura e o lugar da Bienal de Arquitetura. Sugere um evento colaborativo, em construção, em processo. Esta edição é pesquisa, arquivo e ação: materializa-se como observatório, exposição e programação contínua.

Coloca-se à arquitetura o desafio de se aproximar de outros saberes e formas de coprodução da cidade que transformam o entendimento acerca do que pode ser o desenho e o planejamento urbano. A proposta da Bienal visa à ampliação das formas de atuação do arquiteto em coletividade.

Esta edição quer falar sobre seu território. Para isso a Bienal vai ao território, do centro às bordas e das bordas ao centro, propondo trocas complementares e igualmente relevantes na produção social do espaço. Propõe reconhecer os lugares de fala de diferentes agentes a partir de suas próprias produções e destacar atitudes de arquitetos que experimentam novas formas de ação, reflexão e práticas de projeto.

Por meio do Observatório, um grande arquivo em processo - que se originou no estúdio da 11ª Bienal e foi complementado com as chamadas abertas -, constrói-se um inventário de modos de representar, mapear, qualificar, edificar, editar, usar, colaborar e ocupar a cidade. O Observatório é a base conceitual e material da exposição da Bienal. Esta se materializa como um grande arquivo que ganha formatos distintos nos locais expositivos, incluindo registros videográficos, ampliações fotográficas, mapotecas e uma série de coleções, e uma biblioteca.

A exposição acontece em uma rede de espaços oficiais, onde há uma programação fixa; em espaços parceiros, que recebem programações pontuais; e em Módulos Satélites, que articulam e dão visibilidade às ações da Bienal, atomizadas pela cidade, garantindo suporte para interação, convívio e diálogo.

A 11ª Bienal, para além de uma exposição, é um processo de pesquisa e troca fomentadas por uma programação contínua de ações por toda a cidade que permite a experiência efetiva de processos de produção do espaço.

Pensamos o resultado deste processo como um legado em dois formatos: um arquivo - inventário de formas contemporâneas de atuação da arquitetura -, e uma rede articulada de ações que, a partir da Bienal, promove resultados materiais e imateriais.

A 11ª Bienal se constitui, portanto, como uma constelação de situações que privilegia a vivência, promovida por  suas atividades, e fomenta um processo de troca de conhecimento e experiências entre pessoas na cidade. Vivemos tempos de transformação. Nesse contexto, a arquitetura busca por outras formas de colaborar e coexistir, aproximando-se de outras formas de fazer e estar, ampliando seu campo de ação.

Imagem: Divulgação.Imagem: Divulgação.

Agenda 

11ª Bienal de Arquitetura de São Paulo, Em Projeto, apresenta uma agenda contínua de atividades na cidade, até o fim do evento. Confira um resumo da programação aqui. Detalhes sobre cada atividade no site do evento.

Calendário de Exposições

28/10/2017 
Abertura da exposição da 11ª Bienal de Arquitetura de São Paulo
Sesc Parque Dom Pedro II.
* Esta mostra fica aberta até o fim de Janeiro de 2018.

29/10/2017 
Abertura do Módulo Satélite da 11ª Bienal de Arquitetura de São Paulo no Sesc Campo Limpo. De lá ele itinerará entre outras unidades Sesc até o fim de 2017. 

29/10 à 12/11/2018 - SESC Campo Limpo 
Módulo Satélite: Abre 29/ Outubro (domingo) - Funciona até 12 / Novembro (domingo). 

14/11 à 03/12 - SESC Osasco 
Módulo Satélite: Abre 14/Novembro (terça-feira) - Funciona até 3 / Dezembro (domingo). 

05/12 à 21/12 - SESC Itaquera 
Módulo Satélite: Abre 06/Dezembro (quarta-feira) - Funciona até 23 / Dezembro (sábado). 

04/11 
Abertura das Mostras da 11ª Bienal de Arquitetura nos espaços: 
Vila Itororó.
Praça das Artes.
Biblioteca Mário de Andrade.

04/11 - fim de Dezembro 2017 
Abertura de mostras e atividades nos espaços parceiros da 11ª Bienal de Arquitetura (atividades específicas serão anunciadas em breve). 
Casa do Povo.
Ocupação 9 de Julho.
Instituto Bardi / Pipa.
Apartamento FICA - Fundo Imobiliário Comunitário para Aluguel.
Goethe na Vila (atividades na Casa 8, na Vila Itororó).
Lanchonete.

Para mais informações sobre a 11ª Bienal de Arquitetura de São Paulo e suas atividades, acesse a página do evento. |

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Fonte: Arch Daily.

Em seu primeiro livro de quadrinhos, Luli Penna usa a São Paulo dos anos 1920 para criar uma bela e trágica história de amor. Ilustração: Luli Penna.Em seu primeiro livro de quadrinhos, Luli Penna usa a São Paulo dos anos 1920 para criar uma bela e trágica história de amor. Ilustração: Luli Penna.

A São Paulo dos anos 1920 é uma cidade em transformação. A cada esquina, sentem-se os efeitos da modernização, seja na arquitetura, na cultura ou nos próprios hábitos de seus moradores. Lola é uma moradora típica da cidade, o que significa dizer que também já teve parte de seu futuro definido pelos pais. Todavia, nem sempre as coisas ocorrem como devem ser.

“Sem Dó”, a primeira HQ da ilustradora Luli Penna, é a história de um casal que se apaixona nessa São Paulo, mas também um passeio por seus bairros, uma  Ilustração: Luli Penna. Ilustração: Luli Penna.olhadela nos jornais, cinemas e zootrópicos da época, e talvez uma resposta sobre o sentido dessa famigerada modernização.

É uma história de amor dedicada a todas as mulheres. “Dediquei a várias mulheres da minha família, porque acho que essa história fala muito da gente. Da liberdade sexual, da diferença de tratamento que ainda enfrentamos. De uma mulher que trabalha fora, outra que quer, mas não pode, ou pode mas não quer... Mulheres que querem ter filhos. Mulheres que não querem ter filhos - porque todas as escolhas marcam demais, definem, e não nos deixam esquecê-las”, diz a autora de 52 anos. 

“Eu pensava em contar feitos do meu avô e do meu tio-avô, que eram arquitetos e fizeram várias coisas pela cidade (São Paulo), mas me deparei com a história das irmãs deles e mudei tudo”, conta Luli. Nesse momento, ela tinha a outra história quase terminada. "Decidi deixar para lá. Quis contar a história delas", complementa. A isso se justifica o longo tempo de produção, pois foram sete anos desde que a artista traçou o primeiro rabisco até a publicação do livro neste mês.

Na narrativa, entre as paisagens de quase um século atrás, há também notícias de jornais, revistas, e todo um misto de entretexto que ajuda a situar o leitor. A HQ não foi colorida, “Criei a narrativa sendo contada pela Pilar, que lembra os acontecimentos à medida em que pega em cartas e fotos guardadas numa caixinha de biscoitos”, diz Luli, para dar algumas pistas e auxiliar quem a lê. 

Luli Penna / Ilustração.Luli Penna / Ilustração.Serviço

"Sem Dó", de Luli Penna
Editora Todavia.
Capa Luciana Facchini.
Formato 21 x 30 x 1,2 cm.
192 páginas.
Preço: R$ 64,90 e 39,50 (e-book).

Luli Penna nasceu em São Paulo em 1965. É ilustradora e cartunista. Publicou seus desenhos em zines, revistas femininas, Ilustrada, Ilustríssima e Piauí. 


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Da Redação.

O movimento Trip Transformadores (apoiado pelo São Paulo São) levará ao anfiteatro do Parque Villa-Lobos o Pause Festival – evento aberto e gratuito, com atrações variadas e um único objetivo: desacelerar.

Anote na agenda: 28 de outubro a partir das 14h.

Programação:

- Aula aberta de ioga com Aline Fernandes,
- Cinema ao ar livre,
- Conversa inspiradora com o mestre budista Lama Michel,
- Show em homenagem a Bob Marley. Guizado convida Tássia Reis, Rico Dalasam, Tulipa Ruiz, Dada Yute, Jorge Du Peixe e Pitty.

O dia ainda contará com a participação do mestre budista tibetano Lama Michel Rinpoche, que vai conduzir uma meditação e proporcionar uma conversa inspiradora com o público.

No cinema ao ar livre, será exibida a animação Sob o véu da vida oceânica, do diretor Quico Meirelles, que discute nossa relação com o tempo. Produzidos pela O2 Filmes em parceria com o Google Earth, os curtas-metragens do projeto Eu Sou Amazônia também serão exibidos para incentivar a reflexão sobre nossa conexão com o planeta. 

Além disso, acontecerá uma doação de mantas tricotadas uma a uma por mulheres de São Paulo para as crianças do projeto IADA África, que acolhe mulheres refugiadas da África no Brasil. A iniciativa foi criada por Nádia Ferreira, do no sul de Guiné-Bissau, que já foi refugiada em seu próprio país. Nádia, junto à coordenadoria de imigrantes, conseguiu bolsas de economia solidária para as integrantes da organização e elas frequentam cursos de capacitação em São Paulo.

O propósito do movimento Trip Transformadores 2017 é refletir sobre o Brasil que queremos ser e passar uma mensagem de calma em um momento tão exaustivo, estressante e desesperançoso; e esse é o primeiro passo para qualquer transformação social. 

O trompetista Guizado é responsável pelo time de músicos que vão subir ao palco no Pause Festival para cantar Bob Marley. Foto: Divulgação.O trompetista Guizado é responsável pelo time de músicos que vão subir ao palco no Pause Festival para cantar Bob Marley. Foto: Divulgação.Serviço

Pause Festival
Onde: Anfiteatro do parque Villa-Lobos.
Quando: 28 de outubro, a partir das 14h.
Quanto: Gratuito. 

Vai lá: bit.ly/pause-festival

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Com informações da TRIP

Desde 2015, o MASP planeja um programa dedicado às questões de sexualidade e gênero, cujas exposições e atividades têm acontecido ao longo de todo o ano de 2017.

O ciclo teve início em abril, com a exposição Quem tem medo de Teresinha Soares?; seguida por Wanda Pimentel: envolvimentos, aberta em maio; Toulouse-Lautrec em vermelho, Miguel Rio Branco: nada levarei quando morrer e Tracey Moffatt: montagens, em junho; Pedro Correia de Araújo: erótica, em agosto, e Guerrilla Girls: gráfica, 1985-2017, em setembro. Juntamente com Tunga: o corpo em obras, prevista para dezembro, essas exposições monográficas de artistas brasileiros e internacionais reúnem trabalhos que suscitam questionamentos sobre corporalidade, desejo, erotismo, feminismo, questões de gênero, entre outros temas que se congregam, a partir de 20 de outubro, na mostra coletiva Histórias da sexualidade.

Nicolas Poussin. Masp / Divulgação.Nicolas Poussin. Masp / Divulgação.Histórias da sexualidade pretende discutir as temáticas acima a partir de uma noção ampla do termo “histórias”, cujos sentidos, múltiplos e diversos, abrangem relatos coletivos e pessoais, ficcionais e não-ficcionais. A mostra, assim, compreende representações de diferentes períodos, territórios e suportes, colocando-as em fricção e diálogo, e desenvolvendo uma abordagem que desafia as fronteiras e hierarquias entre os objetos, suas origens, categorias e tipologias. Devido a algumas obras apresentarem conteúdo contendo violência, sexo explícito e linguagem imprópria, a exposição terá classificação indicativa de 18 anos, seguindo a orientação do manual do Ministério da Justiça.

Victor Meirelles. Masp / Divulgação.Victor Meirelles. Masp / Divulgação.Histórias da sexualidade apresenta mais de 300 obras e cerca de 130 artistas, tanto do acervo do MASP, quanto de coleções brasileiras e internacionais, incluindo desenhos, pinturas, esculturas, filmes, vídeos e fotografias, além de documentos e publicações, de arte pré-colombiana, asiática, africana, europeia, latino-americana, entre outras. A mostra divide-se em nove núcleos temáticos e ocupa três espaços expositivos do Museu: o primeiro andar, onde se concentra o maior número de obras, distribuídas pela sala em oito desses núcleos: Corpos nus, Totemismos, Religiosidades, Performatividades de gênero, Jogos sexuais, Mercados sexuais, Linguagens e Voyeurismos; a galeria do primeiro subsolo, com o núcleo Políticas do corpo e ativismos; e a sala de vídeo, que compõe também o núcleo Voyeurismos.

Entre eles, destacam-se Adriana Varejão, Alice Neel, Ana Mendieta, Anita Malfatti, Anna Bella Geiger, Cláudia Andujar, Cícero Dias, Edgard Degas, Édouard Manet, Erika Verzutti, Flávio de Carvalho, Francis Bacon, Jac Leirner, Jean Renoir, José Antônio da Silva, José Leonilson, León Ferrari, Louise Bourgeois, Maria Auxiliadora da Silva, Nicolas Poussin, Pablo Picasso, Paul Gauguin, Pietro Perugino, Rivane Neuenschwander, Robert Mapplethorpe, Suzanne Valadon, Valie Export, Victor Meirelles

Egon Schiele. Masp / Divulgação.Egon Schiele. Masp / Divulgação.



Núcleos 1º andar

Corpos nus --  esse é o núcleo que abre a exposição no primeiro andar. Aqui, as obras evidenciam um dos objetos de estudo e representação mais comuns na história da arte: o corpo humano. Estão expostos representações de corpos femininos, feminilizados, corpos masculinos e masculinizados, corpos trans, corpos não-binários, de múltiplas formas.  

Edgar Degas. Masp / Divulgação.Edgar Degas. Masp / Divulgação.

Jogos sexuais -- faz parte das muitas histórias da sexualidade a existência de práticas coletivas ou intimistas, que cruzam tempos, materialidades e espaços. A referência nesse quinto núcleo são as brincadeiras, os toques, os objetos e os jogos que integram a arqueologia do prazer e do desejo e se apresentam de muitas formas, sob vários desenhos.

Maria Auxiliadora. Masp / Divulgação.Maria Auxiliadora. Masp / Divulgação.Mercados sexuais – nesse núcleo, a noção de mercado de sexo não é a que aprisiona as práticas sociais, sobretudo femininas, à condenação moral, à passividade e à ausência de desejo. É, sim, uma ideia ampliada, de mercados voltados à sexualidade, que incluem da prostituição aos espetáculos noturnos, bem como a repressão e violência a essas práticas. 

Eisen. Masp / Divulgação.Eisen. Masp / Divulgação.Religiosidades – nesse núcleo, parte-se da ideia de que imagens religiosas são também socialmente negociadas como objetos de cortejo sexual: diversas incitam o desejo e, ao mesmo tempo, procuram conter e silenciar qualquer excitação. O exemplo mais conhecido talvez seja o corpo nu de São Sebastião, que aparece como mártir, e que foi apropriado pela iconografia homoerótica.

Jean Auguste Dominique Ingres. Masp / Divulgação.Jean Auguste Dominique Ingres. Masp / Divulgação.Voyeurismos – por fim, no último núcleo do 1º andar, artistas, curadores e público tornam-se voyeurs: observam, com seus olhares particulares, atos de outros corpos, localizados tanto em locais privados quanto públicos. 

Núcleo 1º subsolo

Políticas do corpo e ativismos – esse núcleo apresenta um conjunto de obras sobre manifestações sociais e artísticas pela luta de direitos humanos e pela não discriminação das minorias sexuais e de gênero. Além das obras, fazem parte textos, documentação de performances, camisetas e publicações.  

Flavio de Carvalho. Masp / Divulgação.Flavio de Carvalho. Masp / Divulgação.Histórias da sexualidade se insere no projeto do MASP de colocar em diálogos diferentes acervos – de arte europeia, brasileira, latino-americana, popular, etc –,  desafiando hierarquias e territórios entre eles, para além das narrativas tradicionais. Há um entendimento de que as histórias que podemos contar não são apenas aquelas das classes dominantes, ou da cultura europeia e suas convenções visuais, mas são também histórias descolonizadoras, com um sentido político, que incluem grupos, vozes e imagens historicamente reprimidas ou marginalizadas. Iniciado em 2015, com Histórias da loucura e Histórias feministas, o programa, alinhado à missão do MASP de ser um museu inclusivo, diverso e plural, inclui as Histórias da infância, exibida em 2016 e as Histórias afro-atlânticas, prevista para 2018. 

Histórias da sexualidade tem curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico do MASP; Camila Bechelany, curadora assistente do MASP; Lilia Schwarcz, curadora-adjunta de histórias do MASP; e Pablo León de la Barra, curador-adjunto de arte latino-americana do MASP. A expografia é do Metro Arquitetos Associados. 

Serviço

Histórias da Sexualidade

Data: 20 de outubro de 2017 a 14 de fevereiro de 2018.
Local: 1º andar, 1º subsolo e sala de vídeo.
Endereço: Avenida Paulista, 1578, São Paulo, SP.
Telefone: (11) 3149-5959.
Horários: terça a domingo: das 10h às 18h (bilheteria aberta até as 17h30); quinta-feira: das 10h às 20h (bilheteria até 19h30)
Acessível a deficientes físicos, ar condicionado, classificação livre.
A exposição terá classificação etária de 18 anos.

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Da Redação com informações do MASP.

No próximo dia 21 de outubro acontece nas ruas do bairro da Vila Madalena, a abertura da 8ª Mostra SP de Fotografia que, como sempre acontece, terá duração de um mês. Com o tema Fronteiras, o evento vai expor o trabalho de trinta e oito fotógrafos. Para esta edição, os organizadores Mônica Maia e Fernando Costa Netto, da DOC Galeria, convidaram um grupo de catorze profissionais entre curadores, editores, jornalistas e fotógrafos que indicaram os artistas que ocupam com imagens os muros do bairro, as paredes de galerias, espaços culturais, lojas, bares e restaurantes.

Da guerra ao gênero
 ‘Farida, um Conto Sírio‘. Foto: Mauricio Lima / Divulgação DOC Galeria. ‘Farida, um Conto Sírio‘. Foto: Mauricio Lima / Divulgação DOC Galeria.

A 8ª edição da Mostra SP de Fotografia pretende mostrar os mais diversos aspectos acerca de uma fronteira. Sejam os conflitos sociais e as guerras diárias que se travam nas periferias do país ou no Oriente Médio, dentro de casa, quando uma criança se enxerga em outro corpo ao se encarar diante do espelho. Ou, ainda, a não fronteira, quando nada mais parece existir além do muro do seu próprio quintal.

Fotografia ‘Beach Games‘ de David Alan Harvey será exibida na Rua Harmonia. DOC Galeria / Divulgação.Fotografia ‘Beach Games‘ de David Alan Harvey será exibida na Rua Harmonia. DOC Galeria / Divulgação.

Entre os destaques estão os trabalhos da pernambucana Bárbara Cunha, que acompanha uma menina trans desde a primeira infância; a gaúcha Tuane Eggers e sua fotografia analógica que documenta o jardim de sua casa, sempre inserida nesse universo; a curitibana Isabella Lanave com o premiado “Fátima”, onde a fotografia virou a motivação para criar novas maneiras de se relacionar com a mãe bipolar; a visita sistemática de Marcos Freire a casas que vão à leilão para documentar moradias o que está além das fronteiras invisíveis entre a periferia e a cidade; Simone Marinho e suas Senhoras de Biquíni; Christian Braga e a fotografia ativista pela demarcação de terras indígenas; Lalo de Almeida e Avener Prado com o ensaio documento “Mundo de Muros”; Marcel Fernandes, aficionado por astronomia que desenvolveu uma pesquisa sobre novas civilizações, descobertas arqueológicas e mito no ensaio Kepler-186f, primeiro planeta com tamanho semelhante a Terra; a Tubo, Danilo Arenas usa a arma como simbologia da vida de mulheres guerreiras; Irmina Walczak e Sávio Freire com o manifesto visual por uma infância livre; Tiago Coelho apresenta “Balneário Alegria”, Letícia Lampert “Estudos sobre a Paisagem” e Peter Bauza aparece com o ensaio “Copacabana Palace”, premiado no World Press Photo 2017, em que aborda a questão de moradia e falta de infra-estrutura, num empreendimento onde moram cerca de 300 famílias, no Rio de Janeiro.

‘Fátima‘, de Isabella Lanave ocupando as ruas da Vila Madalena. Foto: Mônica Maia / Doc Galeria.‘Fátima‘, de Isabella Lanave ocupando as ruas da Vila Madalena. Foto: Mônica Maia / Doc Galeria.

Ainda participam desta 8ª Mostra, Ivan Padovani, Ana Carolina Fernandes, Luiz Baltar, Tuane Fernandes, Mauricio Lima, Gabriel Chaim, Rafael Jacinto, João Khel e como parte das comemorações dos 70 anos da Magnum, os trabalhos da espanhola Cristina De Middle, em parceria com o carioca Bruno Morais, o americano David Alan Harvey e a iraniana Newsha Tavakolian também podem ser vistos pelo bairro da Vila Madalena.

Trabalho de Roberto Wagner em exposição na Rua Harmonia. Foto: Mônica Maia /DOC Galeria.Trabalho de Roberto Wagner em exposição na Rua Harmonia. Foto: Mônica Maia /DOC Galeria.Os fotógrafos Cássio Vasconcellos, Renato Gaiofato, Ivana Debértolis, Roberto Wagner e Toni Pires foram os convidados para clicarem com o novo aparelho Motorola que será lançado durante a 8ª Mostra SP de Fotografia. Talks, oficinas, visitas guiadas e saídas fotográficas são algumas das atividades que fazem parte da agenda paralela do evento.

Cássio Vasconcelos poderá ser visto na Rua Fidalga. Foto: DOC Galeria / Divulgação.Cássio Vasconcelos poderá ser visto na Rua Fidalga. Foto: DOC Galeria / Divulgação.Alexandre Belém, Carla Romero, Cristina Veit, Didiana Prata, Eder Chiodetto, Eugênio Sávio, Felipe Abreu, Fernando Costa Netto, Juan Esteves, Marcia Mello, Mônica Maia, Roberta Tavares, Rogério Assis e Simonetta Persichetti fazem parte da curadoria.

Serviço
Cristina De Middel / Magnum Photos e Bruno Morais Exuegguá. Imagem: Divulgação / DOC Galeria.Cristina De Middel / Magnum Photos e Bruno Morais Exuegguá. Imagem: Divulgação / DOC Galeria.8ª Mostra SP de Fotografia - Fronteiras
Abertura - 21/10.
14h - DOC Galeria - R. Aspicuelta, 145 - 11 2592-7922.
18h - Bar do Beco, Rua Aspicuelta, 17 - Vila Madalena.
Período expositivo até 18 de novembro pelas ruas da Vila Madalena.

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Da Redação com informações NAMIDIA Comunicação.