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"A mulher da periferia aparece na televisão, no jornal, quando acontece alguma fatalidade referente a ela. Só nas páginas policiais”.

A frase acima não vem de uma pesquisa de opinião, tampouco de um estudo acadêmico. Ela faz parte do olhar sensível de Rosana Alves de Castro , mulher negra e moradora do Jardim Romano, zona leste de São Paulo, e uma das mais de 100 mulheres envolvidas no projeto “Desconstruindo Estereótipos: eu, mulher da periferia na mídia”, desenvolvido pelo coletivo Nós, mulheres da periferia, de junho a outubro de 2015.

Como resultado desses meses de trabalho, neste sábado (21/11) acontece a abertura da exposição QUEM SOMOS [POR NÓS], no Centro Cultural da Juventude, na Vila Nova Cachoeirinha.

A exposição será um convite para adentrar ao mundo das mulheres dos bairros periféricos a partir de suas próprias perspectivas. Com fotografias, autorretratos e registro audiovisual daquelas que fizeram parte do processo. O objetivo é fortalecer a representatividade e o protagonismo feminino, contemplando a intersecção entre classe, raça e gênero, já que as mulheres negras foram maioria nas oficinas.

De Perus (zona norte) ao Campo Limpo (zona sul); do Capão Redondo (zona sul) ao Jardim Romano (zona leste); de Guaianazes (zona leste) à Jova Rural (zona norte), foram muitas as narrativas, mostrando como a diversidade da mulher que mora nas bordas da cidade extrapola as paredes cristalizadas pela chamada “grande mídia”.

A mulher da periferia na mídia

Quando falamos de periferia na mídia, é importante compreender que este termo traz, em si, relações de conflito entre os grupos sociais. Historicamente, São Paulo se constituiu destinando aos mais pobres os espaços mais distantes do centro da cidade. Essa distância, no entanto, não é apenas geográfica, ela é também simbólica, o que reforça a relação entre dominantes e dominados no espaço social e, assim, no midiático.

Se a mulher, geralmente, é tratada pela mídia de forma limitada, seja nas novelas, comerciais ou imprensa, este problema se multiplica quando se trata da mulher que vive nas bordas da cidade. Uma pesquisa realizada pela É nois | Inteligência Jovem, em parceria com os institutos Vladimir Herzog e Patrícia Galvão, com mais de 2.300 mulheres de 14 a 24 anos, das classes C, D e E, divulgada em junho deste ano, mostra que 86% das mulheres entrevistadas afirmaram não se sentirem representadas na mídia.

“Quando acontece alguma coisa com algumas mulheres importantes fica aquela mídia toda. Se é uma pobre coitada, ali mesmo acabou, ficou por ali mesmo. Devia ser vista com igualdade. A rica, a pobre, a preta, a branca, é tudo mulher”, aponta Rosana Alves Castro, participante das oficinas na zona leste.

A mídia, sendo criada, estruturada e administrada pelos grupos dominantes, colabora, intencionalmente ou não, para a construção de imagens e estereótipos relacionados à periferia. Na tentativa de comunicar para as “massas” uma mensagem padronizada, a mídia cria representações, tipos, perfis do que é considerado como comum e recorrente no que se refere aos bairros periféricos.

Exemplo disso é o que narra uma das participantes das oficinas, Adriana Cristina de Araujo Fernandes Costa, da zona sul, quando uma TV procurou a ONG que faz parte para uma entrevista. “Uma emissora esteve aqui, mas queriam sensacionalismo. Eles não queriam mostrar o trabalho que a gente faz paro o bem. Eles não mostraram nossa oficina, não mostraram fazendo nossas coisinhas, nossas aulas, não mostrou nosso trabalho. Só mostrou a violência doméstica. Acho que teria que mostrar os dois lados”.

Além da mídia estar nas mãos dos grupos dominantes, ela também é produzida majoritariamente por homens e poucas são as fontes femininas que são ouvidas. Os comerciais de TV (principal e mais disponível veículo entre o público feminino residente na periferia) trazem um padrão de beleza que não condiz com a realidade brasileira, formada a partir da multiplicidade de origens e uma forte descendência africana e indígena.

Em relação à mulher negra, especificamente, a mídia, com base nas condições que são ainda resquícios do período escravocrata no Brasil, reproduz situações, tipos, personagens que a colocam em uma das últimas posições do estrato social, como descreve Manoela Gonçalves, fundadora da Casa das Crioulas, em Perus, um dos espaços onde as oficinas aconteceram.

“Ser mulher da periferia, uma mulher negra, é sempre estar armada, com uma voz extremamente firme, se impondo para ser respeitada. Eu quero ter uma voz mais doce calma, mas o homem não escuta. A sociedade não nos escuta com uma voz calma. A sociedade escuta nosso grito e depois nos chama de louca, barraqueira. Então, ser mulher negra pra mim é isso, a gente tem que estar sempre lá no afrontamento”.

Novelas: a vida que não é nossa

A maioria das novelas trazem como núcleo central a vida da classe média e classe média alta, divulgando um modelo de vida que em nada tem a ver com aquele vivenciado nas periferias do país, e, de forma específica, nas da cidade de São Paulo.

Para Manoela, essas narrativas romantizam as relações das mulheres da periferia. “O choro, o drama, as relações. Na novela não se ensina como ser natural. É muito romance para pouca vida real”, aponta.

E mesmo quando a dramaturgia televisiva traz a favela ou as bordas da cidade para o centro do debate, isso aparece sempre de forma caricatural. A figura do traficante, do sequestrador e da prostituta vendem um retrato infiel e exclusivo da periferia e, principalmente, da gama de mulheres que a compõe.

Para Renata Ribeiro, também de Perus, muito do que ela assiste nas novelas “são mentiras”. “Se eu fosse construir uma mulher da periferia para a novela, seria minha mãe, ela veio para cá, comprou a própria casa. Virou professora, passou na faculdade. Vai comprar suas coisas, seu carro, viaja quando quer. Uma mulher batalhadora. Isso, para mim, seria uma mulher da periferia”, exemplifica.

No noticiário, a periferia aparece, na maioria das vezes, como o espaço da violência e medo. Os casos de abuso sexual e violência doméstica, porém, aparecem com maior frequência, mas apenas nos programas sensacionalistas.

Nos de entretenimento, principalmente aqueles veiculados no período da tarde, o espaço destinado à mulher é sempre supérfluo ou, mais uma vez, sensacionalista. A mãe que procura o filho perdido; a moça que quer emagrecer, a culinária ou as fofocas sobre a novela.

Na mídia impressa, o corpo magro e o cabelo liso tomam as capas das revistas. A moda serve apenas a um padrão de mulher. As receitas de emagrecimento ou de vida saudável dão o tom às narrativas desses periódicos. As mais populares, trazem informações sobre o signo e simpatias ao amor.

Nós queremos aumentar as nossas vozes

Os direitos de nossas mulheres são todos os dias violados, suas dores não são respeitadas, seja quando são parte do ciclo da violência doméstica, seja quando morrem seus filhos, os maridos. Esses programas abusam da fragilidade social e econômica de nossas mulheres para escancarar sua dor como se escancara uma mercadoria.

Assim, a exposição QUEM SOMOS [POR NÓS] vem em um caminho contrário. Nas fotos e quadros, criados por elas próprias por meio dos debates realizados durante as oficinas, é possível notar uma variedade de elementos, que vão desde a rua onde vivem até as plantas de seu quintal. Nas fotos, uma fotografou a outra, evidenciando aquilo que gostariam que houvesse nas revistas, desconstruindo a sexualização sempre presente de seus corpos. São detalhes, são as mãos que simbolizam o trabalho diário, os cabelos que as deixam vaidosas, o batom que não esquecem de passar, os olhos como signo de coragem, o sorriso que, mesmo em meio a tantas dificuldades, ainda floreia em seus rostos.

É dizer que não queremos mais as lentes sempre embaçadas do outro, que, lá de cima, imagina tudo que vê, mas tem medo de molhar os pés no chão da periferia. A grande mídia não sabe um terço sobre nós. E a exposição vai a fundo nas vivências dessas mulheres, humanizando o discurso e mostrando como somos diversas.

Esperamos por todas e todos no próximo dia 21 de novembro, às 15h, no Centro Cultural da Juventude (zona norte de São Paulo).

 

 

Serviço 
Exposição 'QUEM SOMOS [POR NÓS]' 
Abertura: 21/11, sábado, 15h. 
Visitação: de 21/11 a 17/12, de terça a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 18h. 
Local: CCJ - Centro Cultural da Juventude. 
Endereço: Avenida Deputado Emílio Carlos, 3641 — Vila Nova Cachoeirinha, São Paulo — SP

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Por Nós, mulheres da periferia, para os Jornalistas Livres.


A exposição AquiÁfrica reúne 13 artistas contemporâneos vindos da Costa do Marfim, Mauritânia, Camarões, Congo, Angola, Senegal, Burkina Faso, Nigéria, Zimbabwe, Benin, Republica Democrática do Congo e Gana. Eles abordam em suas obras, questões-chaves para o povo africano, como os problemas de imigração, a xenofobia, o consumo desenfreado, as tradições culturais e os sistemas de poder vigentes em seu continente.

“A arte contemporânea africana suscita uma questão de identidade. Se a arte tradicional continua fortemente ancorada no mundo e no ser africano, a nova arte se desenvolve favorecendo uma identidade social compartilhada. Os artistas africanos buscam inspiração tanto nas tradições do continente quanto na realidade urbana de uma África em mutação. Definir a arte africana hoje é definir a própria África”, diz a curadora Adelina von Fürstenberg, - que recebeu em Maio de 2015, Leão de Ouro pela curadoria do Pavilhão Nacional da Armênia na 56ª Bienal de Veneza.

Entre os artistas participantes, dois vieram no Brasil para produzir as obras que exibirão em “AquiAfrica”: o senegalês Omar Ba, que em suas pinturas revela um mundo colorido, fantástico e às vezes caótico, construindo uma narrativa crítica em torno da política africana, e o camaronense Barthélémy Toguo, que desenvolve instalações por meio de um processo de acumulação, com temas inspirados em suas viagens e na divisão entre ocidente e não-ocidente.Na seleção está Frédéric Bruly Bouabré, da Costa do Marfim, considerado um dos mais originais artistas africanos após ter sido descoberto na exposição “Les Magiciens de la Terre”, no Centre Georges Pompidou, em Paris, em 1989, a mesma que revelou o pintor conguês Chéri Samba, que também integra a mostra. O cineasta Abderrahmane Sissako, da Mauritânia, com dois filmes já exibidos no Festival de Cannes (“Esperando a Felicidade” e “Timbuktu”) é outro destaque de “AquiÁfrica”. 

Conheça os artistas e um pouco das obras da exposição:

Abderrahmane Sissako (filme)
Nasceu em 1961, na Mauritânia. É diretor de cinema e produtor, vive e trabalha na França e é um dos poucos cineastas da África Subsaariana a conquistar influência internacional. Em 2014, seu filme “Timbuktu” foi selecionado para concorrer a Palma de Ouro no Festival de Cannes. Participou mais duas vezes do Festival de Cannes, em 2002, com o filme “Heremakono” (Esperando a Felicidade), e em 2007 com o “Bamako”.
Filme: “N’Dimagou” (Dignité), 2008, Curta-metragem, cor, som 3’15”. Segmento do longa-metragem “Stories on Human Rights” - Produzido por ART for The World, Genebra e SESC, São Paulo

Barthélémy Toguo (instalação)
Nascido em 1967, em Camarões, vive e trabalha em Paris. Trabalha com escultura, pintura, vídeo, fotografia e performance, utilizando como referência em seu trabalho a divisão entre o Ocidente e o Não-Ocidente, e a crise imigratória. Em 2012, participou da Trienal de Paris e da Bienal de Havana. 
Instalação: “Estrada para o exílio”, 2015. Será produzida no Sesc Belenzinho, com madeira, tecido, garrafas pet e sacolas plásticas.

Chéri Samba (pintura)
Um dos artistas africanos contemporâneos mais famosos, Chéri nasceu em 1956, no Congo. Hoje, vive e trabalha na França e no Congo. Sua obra está presente nas coleções do Centre Georges Pompidou, em Paris, e do Museu de Arte Moderna de Nova York. Em 2007, participou da Bienal de Veneza. Suas pinturas quase sempre incluem um texto em francês e lingala (idioma falado no noroeste do Congo), comentando sobre a vida na África e no mundo moderno. 
Pinturas: “O segredo do peixinho que cresceu”, 2002 (acrílico e glitter sobre tela), “O comum dos políticos”, 2003 (acrílico e glitter sobre tela), e “O mundo que vomita”, 2004 (acrílico sobre tela).

Edson Chagas (fotografia)
Nasceu em Angola, em 1977, onde vive e trabalha. O artista usa a fotografia como um processo que investiga a vida cotidiana e também utiliza as imagens para fazer uma crítica ao consumismo. Em 2003, o pavilhão de Angola foi premiado na Bienal de Veneza com o Leão de Ouro de melhor participação nacional e Chagas foi o principal artista com a instalação de fotos “Luanda, Cidade Enciclopédia”. 
Fotos: “Oikonomos”, 2011, série de fotografias, impressão cromogenica sobre papel fotográfico.

Frédéric Bruly Bouabré (desenho)
Frédéric Bruly Bouabré (Costa do Marfim, 1919-2014) foi um dos artistas mais originais e inovadores da África. Descoberto na exposição Les Magiciens de la Terre, no Centre Georges Pompidou de Paris, em 1989, ficou conhecido no mundo todo. Seu trabalho tem sido exibido em diversas instituições internacionais. Participou da Bienal de Veneza de 2013 e da exposição Post-Picasso: Reacciones Contemporaneas, no Museu Picasso em Barcelona. 
Desenho: 30 desenhos da série “Rio-Brésil/Africa”, 2010 (grafite e lápis colorido).

Idrissa Ouedraogo (filme)
Nasceu em 1954, em Burkina Faso, onde vive e trabalha. Graduou-se no Instituto de Estudos Cinematográficos Avançados (IDEHEC) de Paris, em 1985. Seu primeiro longa, “The Choice”, foi lançado em 1986. Ganhou o prêmio da crítica no Festival de Cannes de 1989, com o filme “Yaaba”. Em 1990, “Tilai” foi o vencedor do prêmio do grande júri de Cannes. 
Filme: “A longa caminhada do camaleão, 2010, Curta-metragem, cor, som 6'30' 
Segmento do longa-metragem THEN AND NOW Beyond Borders and differences Produzido por ART for The World,Genebra e SESC, São Paulo.J.D.’

Okhai Ojeikere (fotografia)
Nascido em 1930, na Nigéria, onde morreu em 2014. Suas fotos são dedicadas à cultura nigeriana. A série mais notável é a dos penteados esculturais e cotidianos das nigerianas, composta por cerca de 100 fotos. Seu trabalho está presente em várias instituições, como a Tate de Londres, a Fondation Cartier de Paris e o Guggenheim de Bilbao.
Fotos: 6 fotos da série “Penteados”, de 1974 a 2008.

Kudzanai Chiurai (fotografia)
Nascido em 1981, no Zimbabwe, vive e trabalha na África do Sul. Sua obra circula pela street art, cultura jovem e grafite. Explora temas como exílio, xenofobia, refugiados e as máscaras performáticas dos líderes africanos. As fotos da exposição são da série “O Parlamento”, retratando personagens fictícios de um gabinete de governo imaginário. É uma paródia das representações midiáticas de masculinidade e poder político.
Fotos: 5 fotos da série “O Parlamento”, 2009.

Leonce Raphael Agbodjelou (fotografia)
Nascido em 1965 em Benin, onde vive e trabalha na capital Porto Novo. Suas fotografias mostram a vida das ruas, seus amigos, familiares e clientes e as combinações incríveis dos tecidos, que criam gradações entre o fundo, o primeiro plano, a pessoa e suas roupas.
Fotos: 3 fotos da série “Vodou”, 2011.

Omar Ba (pintura)
Nascido no Senegal, em 1977, vive e trabalha na Suíça. As pinturas do artista representam o mundo de maneira fantástica e até caótica, virando do avesso a percepção da realidade. Com imagens muito pessoais, funde metáforas intimas e símbolos ancestrais, refletindo sua crença que toda forma de vida humana, animal e vegetal, possui alma. O simbolismo do pintor constrói uma narrativa em torno de temas políticos, que criticam os sistemas de poder encontrados na África.
Pintura: 3 obras: “Conquistador”, 2013, tinta a óleo, guache, lápis sobre papel fotográfico e fotografia de Marc Asekhame; “O Muro”, instalação 2015, escultura, foto; e “Afrique Now”, 2015, óleo, acrílico e crayon sobre papel.

Rigobert Nimi (escultura)
Nascido na República Democrática do Congo, em 1965, onde vive e trabalha. Sua obra é feita com materiais reciclados como detritos industriais, plásticos, chapas de metal, alumínio e componentes elétricos que encontra no caos de Kinshasa, onde reside. Desde 2000, ele produz uma série de complexas naves espaciais e robôs, inspirados em desenhos animados e filmes de ficção científica. A concepção, o método e a precisão técnica são a marca da execução dessas obras monumentais que levam mais de 15 meses para serem executadas.
Escultura: “Vênus”, 2001, ferro, aço, alumínio, cobre, plástico e componentes elétricos.

Romuald Hazoumè (escultura)
Nascido em 1962, em Porto Novo, Benin, onde mora e trabalha, criando obras lúdicas e politizadas. Produz esculturas, pinturas e fotografias, mas é mais conhecido por suas máscaras, série feita com galões de plástico descartados e outros materiais. Estes galões são usados com frequência em Benin para transportar arroz até a fronteira com a Nigéria. Seu trabalho tem sido exibido em museus como o Georges Pompidou em Paris, o Victoria & Albert em Londres e o Guggenheim de Bilbao.
Esculturas: 26 esculturas, de 1995 a 2007, técnica mista.

Samuel Kané Kwei (escultura)
Nascido em 1954 em Teshie, Gana, onde vive e trabalha. Aprendeu com o pai a decorar caixões, refletindo a vida do falecido. Seu pai esculpiu um caixão em formato de cebola para um produtor deste vegetal e de uma Mercedes Benz para um proprietário de frota de táxi, por exemplo. Samuel continuou a produzir caixões nestes formatos e também criou esculturas que refletem aspectos atuais da cultura popular e da vida cotidiana. Ele cria ainda esculturas não destinadas ao uso funerário.
Esculturas: “Caixão de cebola”, 1993, esmalte sobre madeira. “Caixão Mercedes”, 1993, esmalte sobre madeira, vidro, metal e tecido. “Tênis de corrida”, 1993, esmalte sobre madeira, vidro, metal e tecido.

Serviço

Visitação: 19 de novembro a 28 de fevereiro.
De terça a sábado das 13h às 21h e domingo das 11h às 19h.
Sesc Belenzinho - Rua Padre Adelino, 1000| 11 2076-9000.


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Fonte: SESC SP.

 

No mesmo dia (12/11) em que milhares de mulheres foram às ruas de São Paulo em protesto contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e seu projeto de lei 5069, o Museu de Arte de São Paulo (MASP) abriu uma exposição sobre a luta pelos direitos femininos de um século atrás. Se hoje a batalha é pelo direito ao aborto legal no Brasil, há mais de cem anos as mulheres empunharam suas armas pelo direito ao voto na Inglaterra. “É uma feliz coincidência apresentar minha obra no momento em que essas discussões feministas estão em pauta por aqui”, disse à Tpm a artista brasileira Carla Zaccagnini, que mora em Malmö, na Suécia.

Pela primeira vez no Brasil, Carla apresenta sua instalação "Elementos de beleza: um jogo de chá nunca é apenas um jogo de chá", exibida na National Portrait Gallery, em Londres. Baseada no livro homônimo de 2012 da artista, a obra fala sobre as "sufragettes", mulheres que quebraram vitrines de lojas, janelas de residências de políticos e atacaram obras de arte na Inglaterra do início do século 20 – tudo em nome da luta pelo direito ao voto feminino. "Essas mulheres tinham maneiras muito afiadas e incisivas de se fazer ouvir. Literalmente, já que usavam facas em suas ações", conta a artista.

O ataque mais célebre ocorreu contra o quadro Vênus ao espelho, do pintor espanhol Diego Velázquez (1599-1660), atingido por sete golpes de cutelo por Mary Richardson, em 1914. A ativista britânica definiu as marcas na "mulher mais bela da história da mitologia" como "hieroglifos" capazes de expressar sua luta "às gerações futuras".

A instalação no MASP traz uma parede com 23 molduras pintadas sobre uma superfície branca nas mesmas dimensões das originais – em alusão aos quadros atacados - e audioguias que falam sobre as condições das mulheres na época e conjecturas sobre o que as teria motivado a escolher tal quadro e não outro.  "Elementos de beleza é apresentada no MASP, cujo vão livre se tornou sinônimo de praça pública para todo tipo de manifestação, expondo contrastes e impasses políticos que, se podem ser considerados típicos das contradições do nosso tempo, também revelam que a luta das suffragettes por uma sociedade mais igualitária, iniciada há mais de cem anos, ainda não se realizou por completo", afirma o curador da exposição, Fernando Oliva. 

Mulheres sufragistas presas por atacarem obras de arte na InglaterraMulheres sufragistas presas por atacarem obras de arte na Inglaterra

Sufragistas detidas por atacarem museus e obras de arte. Departamento de Registro Criminal, 1914. National Portrait Gallery.

Tpm conversou com Carla antes da abertura da mostra. A seguir, trechos da conversa com a artista.

Qual era o perfil das suffragettes? Elas faziam parte de um grupo chamado WSPU (Women Social and Political Union), que era o braço mais radical dentro do movimento sufragista. Eram principalmente membros da classe média alta britânica.

Essas ações tiveram repercussão na época? Sim, saíam nos jornais e provocaram o fechamento de museus em Londres e Manchester, as duas cidades onde ocorreram os ataques. Em determinado momento, as mulheres foram proibidas de entrar nos museus a não ser que alguém – um homem – se responsabilizasse por elas.

Deu certo a ação das sufragistas? Em que ano as mulheres conquistaram o direito ao voto na Inglaterra? 
Em 1918, quando terminou a Primeira Guerra Mundial, elas conquistaram o direito ao voto parcial. Somente mulheres acima de 30 anos, que tinham propriedade em seu nome, podiam votar. Demorou mais dez anos para que todas as adultas inglesas conquistassem o direito ao voto, o que só ocorreu em 1928.

Como eram escolhidos os alvos dos ataques? 
Tem os mais evidentes, que são os retratos de mulheres nuas ou de homens poderosos, um contraponto da forma como mulheres e homens são representados na história da arte. Também foram atacadas obras que mostram mulheres em posições domésticas, de submissão, contra a qual elas lutavam.

Quais eram os outros alvos de ações das sufragistas? 
Os ataques às obras de arte ocorreram entre 1913 e 1914. Mas houve ações anteriores. Em 1908, as mulheres cunharam a frase: “Votes for women” (votos para mulheres) em moedas e as colocaram em circulação. Também jogaram ácido nas caixas de correio e atacaram vitrines de lojas na Oxford Street, a principal rua comercial de Londres. Elas tinham uma consciência muito clara do uso da performance e do espetáculo para chamar atenção à causa.

Elas ficavam muito tempo presas? 
A pena máxima era de seis meses de detenção. Mas muitas faziam greve de fome e eram alimentadas à força dentro das prisões. Quando estavam muito fracas, eram liberadas por questões de saúde e voltavam pras manifestações de rua. Depois eram presas de novo.

O filme Sufragette, com a Meryl Streep como protagonista, estreia nos cinemas no Brasil agora em dezembro e aborda esse mesmo tema. Você assistiu?
Ainda não.

Porque esse tema veio à tona agora? 
Talvez pela efeméride, pois em 2014 fez cem anos que essas ações aconteceram.

Como você vê os avanços nos direitos das mulheres nos últimos cem anos? 
Houve muitos, mas ainda temos muita luta pela frente. O direito ao aborto é fundamental. Mesmo na Suécia, onde eu vivo e essa questão já foi superada há décadas (a atual lei do aborto é de 1975), as mulheres ganham menos do que os homens. Ainda existe muita desigualdade.

Montagem da exposição da artista no Firstsite Lewis Garden em Colchester, na Inglaterra. Foto: divulgação.


Serviço

"Elementos de beleza: Um jogo de chá nunca é apenas um jogo de chá."

Até 14 de fevereiro de 2016
Local: Mezanino do 1º Subsolo
Endereço: Av. Paulista, 1578, São Paulo, SP
Horários: terça a domingo: das 10h às 18h (bilheteria aberta até 17h30); quinta-feira: das 10h às 20h (bilheteria até 19h30)
Ingressos: R$ 25,00 e R$ 12,00 (meia-entrada)
O ingresso dá direito a visitar todas as exposições em cartaz no dia da visita.

O MASP tem entrada gratuita às terças-feiras, durante o dia todo, e às quintas-feiras, a partir das 17h. Classificação livre. Acessível a deficientes, ar-condicionado.

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Texto: Lia Hama na Tpm. Informações e fotos: Masp e Firstsite Lewis Garden.


Patrícia Piccinini é uma artista australiana hiperrealista e chegou em São Paulo com ComCiência, sua exposição individual que alterna o fofo e o estranho.

O tema é simples: criaturas imaginárias que poderiam passar a existir devido as alterações genéticas que a modernidade tanto gosta de espalhar com suas guerras recheadas por armamentos químicos e nucleares, assim como com a indústria e seus alimentos geneticamente alterados. A exposição fica aberta ao público até o dia 4 de janeiro, no Centro Cultural Banco do Brasil.

Já são vinte anos de trabalho, primeiramente impulsionado pelas promessas e decepções das pequisas médicas e da tecnologia, agora também pautado no medo do anormal num mundo em que tudo pode ser curado - uma preocupação quase coincidente com a do filósofo francês Georges Canguilhem, que dedicou parte de sua obra no estudo do normal e do anormal, junto com suas determinações sociais.

As obras da artista plástica apelam para o lado fofo e acolhedor das estranhas criaturas. Assim como os bichos diferentes já vistos na televisão (como Alf, ET ou o Yoda) não há muito o que temer no território dedicado à exposição individual de Piccinini, que usa fibra de vidro e silicone para aumentar a sensação de realidade em suas criações. "Eu amo a combinação de surpresa e encanto. Isso faz com que eu me sinta otimista sobre as pessoas e o mundo", diz Piccinini.

É recorrente dentre as iniciativas do CCBB trazer artistas com potencial de público, como em Picasso e a Modernidade Espanhola, em que organizou obras do mestre cubista, Dalí, Miró entre outros, e ficou aberta até junho deste ano. Desta vez, a intenção é fazer como a Pinacoteca, palco das experimentações de Ron Mueck, outro hiperrealista australiano de reconhecimento mundial.

Segundo Marcello Dantas, curador do ComCiência, "Patrícia aponta para um futuro não muito distante no qual teremos o poder de criar novos seres. Ela não oferece uma resposta ou uma moral, mas questiona até onde vamos".

Patrícia inclusive considera que suas criaturas fazem parte do destino imediato da humanidade, "vai se tornar uma realidade, quer eu goste ou não. Não exatamente o que eu imagino, claro, mas na China você já pode comprar como animal de estimação uma "miniatura" fofa de porco geneticamente modificada. Essas coisas já estão acontecendo, é só uma questão de o quê e quando", diz a artista.

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"Comforter" (2010), de Patricia Piccinini. Divulgação: ComCiência.

***

Confira a entrevista da artista ao Guia da Folha:

Guia - O que te levou a criar este universo? 
Patricia Piccinini - Trabalho com essas ideias há 20 anos. Primeiro me interessei pelas promessas e decepções de pesquisas médicas e da tecnologia. Como artista, temo pelo destino do estranho e do diferente num mundo onde podemos "curar" tudo.

Suas figuras são uma forma de investigar o humano?
Com certeza. Uma coisa que é muito claro na pesquisa genética é que todo organismo da Terra está mais estreitamente relacionado do que imaginamos. Eu não acredito na ideia de que os seres humanos são fundamentalmente diferentes dos outros animais.

Acredita que as esculturas são uma forma do ser humano repensar seus preconceitos? 
Sim. De alguma forma, vejo minhas criaturas como um símbolo das diferenças que encontramos enquanto pessoas na sociedade. Muitas vezes nós construímos outros seres humanos como "alienígenas" para justificar nossa xenofobia ou discriminação. Espero que o público se veja na estranheza de minhas criaturas, ou comece a ter simpatia por elas.

Você se lembra de alguma história de alguém que tenha visto suas exposições? 
O que eu geralmente ouço é das pessoas que inicialmente estavam muito perturbadas ou desconfortáveis com as esculturas, mas aprenderam a amá-las. Eu amo a combinação de surpresa e encanto. Isso faz com que eu me sinta otimista sobre as pessoas e o mundo.

Gostaria que esse mundo criado por você se tornasse real? 
Vai se tornar uma realidade, quer eu goste ou não. Não exatamente o que eu imagino, claro, mas na China você já pode comprar como animal de estimação uma "miniatura" fofa de porco geneticamente modificada. Essas coisas já estão acontecendo, é só uma questão de o quê e quando.

Serviço
CCBB - Rua Álvares Penteado, 112, região central.
Segunda e quarta a domingo: 9h às 21h.
Até 4/1/2016. Livre.
Na Rua Sto. Amaro, 272 c/ serviço de van grátis até o CCBB.
Grátis.

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Com informações Obvious e Guia da Folha de S.Paulo.

 


De 5 a 12 de novembro, a Unibes Cultural, em São Paulo, recebe a primeira edição do DOCSP, encontro internacional de documentário, com seminários, laboratórios e rodadas de negócios. E contará com a presença de palestrantes renomados, como o realizador brasileiro João Moreira Salles, o montador dinamarquês Niels Pagh Andersen e Anna Parker, gerente do maior mercado para documentários na Inglaterra.

DOCSP 2015 é um encontro internacional de documentário com atividades de capacitação, encontros de mercado e exibições. Um espaço para fomentar a reflexão sobre as novas narrativas do cinema documental e criar pontes com o mercado.

O evento teve origem no DOCMONTEVIDEO, Encontro Documental de Televisoras da América Latina, onde se realiza o PitchingForum mais importante do continente para projetos de documentário. O DocMontevideo é realizado desde 2009 na capital uruguaia.

O DOCSP 2015, em sua primeira edição, terá seminários, laboratórios e encontros de negócios. E contará com a presença de palestrantes renomados, como o realizador brasileiro João Moreira Salles, o montador dinamarquês Niels Pagh Andersen e Anna Parker, gerente do maior mercado para documentários na Inglaterra.

                       

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As atividades

Labs

Os Laboratórios do DOCSP 2015 são espaços criativos para trabalhar projetos de documentário em fase de desenvolvimento e pós-produção, junto aos tutores internacionais, com o objetivo de fortalecer as propostas narrativas e o acesso ao mercado (DocLab e RoughCutLab).

DocLab

O DocLab propõe um caminho de treinamento para 8 projetos de documentário em desenvolvimento ou work in progress. O objetivo é potencializar as possibilidades criativas e oferecer oportunidades para seu posicionamento no mercado internacional.

Rough Cut Lab 

É um laboratório voltado para montadores com o objetivo de discutir a construção narrativa no processo de montagem e o papel do editor na criação de um filme.

Rodadas de Negócios

Os projetos participantes dos LABS (DOC LAB e ROUGH CUT LAB) terão encontros de negócios com players do mercado como Canal Brasil, Canal Curta!, TV Brasil, TV Cultura, SESC TV, Cine Brasil, Arte1, Globonews, Vitrine Filmes, Elo Company, Espaço Filmes, WhenEastMeets West (IT), Sheffield Doc/Fest (UK), DOCMONTEVIDEO (UY), AG DOK (DL).

Dois projetos serão selecionados para participar dos mercados: DocCircuit do Festival Internacional de Documentários de Montreal (CA) e WhenEastMeet West mercado do Festival de Cinema de Trieste (IT).

 

A Mostra tem três filmes com entrada gratuita

Dia 9/11, 19h30 - 'O Ato de Matar' aborda o genocídio que exterminou 1 milhão de pessoas, por meio de relatos dos próprios algozes, como parte das memórias do golpe militar na Indonésia.

Dia 10/11, 19h30 - 'Ramin' fala sobre um notável lutador da Geórgia que, já idoso, enfrenta seu último desafio: entrar no trem e vasculhar um vilarejo isolado para tentar encontrar um antigo amor, que ele não vê há 50 anos.

Dia 11/11, 19h30 - 'O Peso do Silêncio' retrata memórias e desdobramentos do golpe militar na Indonésia, explorando o terrível legado em gerações posteriores, a partir da percepção de uma pessoa que nasceu dois anos após o irmão ter sido massacrado.

Para ver os trailers, acesse: http://www.docsp.com/exibicoes/

Após as exibições, Andersen e Stonys vão conversar com os espectadores.

DOCSP 2015 faz parte da agenda audiovisual da cidade de São Paulo, a “Novembro Audiovisual”.

Todas as atividades serão realizadas na UnibesCultural, Rua Oscar Freire 2500, em São Paulo.

Mais informações: www.docsp.com

 


Como recuperar os espaços públicos das cidades para o convívio de seus moradores, tornando as áreas urbanas menos hostis e mais saudáveis?  Esta e outras questões estarão no centro das discussões da primeira edição do Congresso Internacional de Paisagem Urbana, que será realizado nos dias 7 e 8 de dezembro de 2015, em São Paulo.

Para debater os vários enfoques desse tema foram convidados especialistas em urbanismo de metrópoles brasileiras, européias e latino-americanas. A ideia é trazer propostas de soluções urbanísticas encontradas por cidades brasileiras e de outros países que possam ser úteis aos gestores de municípios de todos os portes.  

Voltado para profissionais que atuam na área de urbanismo, arquitetura, mobilidade, habitação, ambiente e do setor governamental, entre outros, o Congresso está com as inscrições abertas, que podem ser feitas pelo site www.icoul.org. As vagas são limitadas.

O I Congresso Internacional de Paisagem Urbana foi idealizado pela arquiteta e urbanista Regina Monteiro, mentora da Lei Cidade Limpa em São Paulo e presidente da ONG Instituto das Cidades.

Com essa Lei, a maior metrópole do Brasil tornou-se referência mundial em ordenamento e regulamentação da paisagem urbana. No evento, Regina abordará a gestão da lei, desde a articulação entre os vários setores da sociedade para garantir a aprovação na Câmara Municipal, até sua implantação e fiscalização.

Palestrantes
 

Responsável pela campanha "Barcelona, posa't guapa" (Barcelona, ponha-se bela), que fez profundas transformações na paisagem da capital da Catalunha às vésperas da Olimpíada de 1992, o espanhol Ferran Ferrer Viana é um dos palestrantes do evento.

A campanha transformou Barcelona em ponto turístico e referência arquitetônica internacional. Foram reformuladas mais de 5 mil fachadas de imóveis. Viana foi gerente, de 1985 a 2001, do Instituto Municipal de Paisagem Urbana e Qualidade de Vida, que preparou a cidade para os Jogos Olímpicos de 1992.

A Espanha terá mais dois especialistas em paisagem urbana representados no Congresso. Santiago Uzal Jorro, professor nos programas de mestrado em Gestão das Cidades e de pós-graduação em Gestão e Ordenamento do Território na Universidade Aberta de Catalunha (UOC), e Teresa Sandoval, que integrou o Conselho Municipal de Barcelona (1995-1999), quando criou e presidiu o Instituto da Paisagem Urbana.

Cidades Limpas

ribeirao cidadelimpa okayribeirao cidadelimpa okayRibeirão Preto. Mudança de cenário com a Lei Cidade Limpa. Foto: Ricardo Palinkas.


Outro destaque é a arquiteta e urbanista Claudia Grangeiro, do Rio de Janeiro, que atua como assessora da Empresa Olímpica Municipal na preparação da cidade para a Rio 2016.

Dois defensores da implantação da Lei Cidade Limpa em seus municípios participarão do Congresso. Como vereador, Marcelo Palinkas presidiu comissão na Câmara Municipal, cujos estudos resultaram na formulação da "Lei Cidade Limpa", que está em vigor em Ribeirão Preto.

Fortaleza (CE) não teve a mesma sorte. Na Câmara Municipal, Deodato Ramalho foi autor do Projeto de Lei 15/2013 ("Lei Cidade Limpa" de Fortaleza), que chegou a ser aprovado por unanimidade, mas foi vetado pela administração municipal.

A experiência de Bogotá (Colômbia) será trazida por Diana Wiesner, fundadora e diretora da Fundación Cerros de Bogotá. Ganhadora de vários prêmios internacionais de arquitetura, Diana planejou mais de 245 hectares de espaço público.

Lima será representada pela arquiteta e urbanista Sara Madueño, que trabalha para a prefeitura da capital peruana no setor de Desenvolvimento Urbano.  O Congresso trará ainda o italiano Roberto Zancan, professor do Istituto Universitario di Architettura di Venezia, em Veneza, e da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Ferrara.

 

logotipo

 

Serviço
Evento: I Congresso Internacional de Paisagem Urbana.
Quando: 7 e 8 de dezembro de 2015.
Horário: abertura às 9h.
Local: Auditório Teatro Renaissance - Alameda Santos, 2.233, São Paulo, SP.

Com informações de Rubens Linhares - RJL Comunicação.