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Em sua 36ª edição, o programa Ocupação Itaú Cultural homenageia a cantora, instrumentista, pesquisadora e apresentadora Inezita Barroso (1925-2015). Com curadoria do violeiro Paulo Freire e da equipe do instituto, a exposição fica em cartaz entre os dias 27 de setembro e 5 de novembro de 2017.

Inezita Barroso em sua casa em 1953. Foto: Folhapress.Inezita Barroso em sua casa em 1953. Foto: Folhapress.

Antes de comandar por quase 35 anos o Viola, Minha Viola – o mais longevo programa musical da televisão brasileira –, Inezita já era considerada uma das mais importantes intérpretes e divulgadoras do cancioneiro caipira e de outras manifestações da música nacional de raiz. Além de gravar mais de 80 discos, atuou no cinema e esteve à frente de programas de rádio.

Inezita Barroso em foto de 1958. Foto: acervo pessoal.Inezita Barroso em foto de 1958. Foto: acervo pessoal.

Com manuscritos e registros sonoros e audiovisuais, nos quais Inezita narra seus próprios passos, a exposição ainda traz uma série de materiais que a homenageada coletou ao longo de toda a vida – como fotos pessoais, bilhetes de fãs e recortes de jornais e revistas. Graduada em biblioteconomia, ela soube preservar muito bem seu acervo.

Inezita Barroso na Rádio Nacional em 1952. Foto: Acervo Última Hora.Inezita Barroso na Rádio Nacional em 1952. Foto: Acervo Última Hora.A mostra sobre Inezita integra um ciclo que o Ocupação dedica a mulheres fundamentais da arte e da cultura brasileiras. Em 2017, o programa já celebrou a trajetória da atriz Laura Cardoso, da escritora Conceição Evaristo e da crítica de arte Aracy Amaral.

A partir do dia de abertura da exposição, o site do Ocupação traz parte do que é apresentado na exposição e outros conteúdos, como entrevistas em vídeo com parentes e colegas de Inezita. Até lá, acesse a página e conheça a história dos outros 35 artistas e grupos homenageados pelo programa.

Paralelamente, por meio do programa Rumos, a instituição disponibilizará um site (http://www.inezita.com.br/ ) com gravações de 43 fitas de rolo recuperadas, digitalizadas e catalogadas. Os áudios, datados dos anos 1950 e 1960, registram ensaios, recitais, momentos em família e músicas da discoteca da artista.

A cantora e apresentadora Inezita Barroso em 2013, quando completou 60 anos de carreira. Foto: Robson Ventura / Folhapress.A cantora e apresentadora Inezita Barroso em 2013, quando completou 60 anos de carreira. Foto: Robson Ventura / Folhapress.Serviço

Ocupação Inezita Barroso

O Nubank, fintech brasileira que é líder em tecnologia de serviços financeiros na América Latina, promove sua primeira grande iniciativa cultural: o Nu Festival, evento que vai mobilizar o bairro de Pinheiros, em São Paulo, de 25 de setembro a 8 de outubro.

Com curadoria e realização do Instagrafite, maior plataforma de arte pública do mundo, o Nu Festival tem como objetivo reimaginar a cidade por meio de uma série de intervenções urbanas criadas por alguns dos principais nomes da nova geração da arte pública nacional. Como resultado, o evento quer tornar a cidade mais humana, melhorando e energizando o bairro por meio da arte e da cor.

O foco é incentivar e dar espaço para artistas que ainda não receberam grande apoio, mas já vêm impressionando com seu talento e potencial. Entre eles está a paulista Anne Galante, que é conhecida pelos seus gigantescos trabalhos em tricô. Ao todo serão dez atrações, entre murais, instalações e performances, todas em grande escala, em espaços públicos do bairro.

"Em um momento em que as pessoas estão voltando a usufruir de espaços públicos, queremos provocar o público a reimaginar a cidade, assim como nós quebramos barreiras e reimaginamos a experiência do cartão de crédito", explica Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank.

O festival terá ainda a presença de uma artista internacional, a colombiana Gleo - que é conterrânea do fundador e CEO do Nubank, David Vélez. Gleo é um dos nomes mais promissores da cena latino americana, e ficará responsável por pintar um dos murais gigantes, em laterais de prédios, que serão espalhados pelo bairro.

Acaba de chegar às telas dos computadores e das plataformas mobile a trajetória e obra de um dos mais controversos empresários do ramo imobiliário paulista nas décadas de 40 e 50. “Arquitetura Proibida” é o nome do documentário que resgata a história do empresário João Artacho Jurado (São Paulo, 1907 - 1983) e pode ser assistido gratuitamente a partir do youtube e vimeo (links abaixo). São 8 episódios que trazem fotos e imagens das construções icônicas, entrevistas e depoimentos de especialistas sobre a rica trajetória do visionário arquiteto e construtor.

O Sesc SP apresenta a exposição Quem sou Eu? em comemoração aos 25 anos do Museu da Pessoa.

Com abertura neste dia 22 de setembro, às 19h, a atração contará com olhares sobre o acervo do Museu da Pessoa, feitos por três curadores convidados: Cristiano Burlan, Diógenes Moura e Viviane Ferreira, e conta com a curadoria da historiadora Karen Worcman, criadora do Museu da Pessoa e cenografia de Marcelo Larrea.

Realizando uma antiga aspiração e consolidando sua presença em São Paulo, o mais importante cenário cultural do Brasil, o Instituto Moreira Salles inaugurau ontem(19), para convidados, um novo endereço na cidade: avenida Paulista, 2424. O novo centro cultural, com projeto do escritório Andrade Morettin Arquitetos, abrigará toda a programação organizada pelo instituto na cidade.

Localizada em uma área nobre da Avenida Paulista, entre as ruas da Consolação e Bela Cintra, a nova sede do Instituto Moreira Salles (IMS) em São Paulo abre suas portas nesta quarta-feira (20) para o público, com cinco grandes exposições, incluindo a premiada instalação “The Clock”, do artista Christian Marclay, que dura um dia inteiro, e fotos da série “Os americanos”, de Robert Frank, um dos nomes mais influentes da história da fotografia. Além das mostras, a obra “Viúva negra”, uma das maiores esculturas cinéticas de Alexander Calder (1898-1976), que em 1954 havia sido doada pelo artista ao Instituto dos Arquitetos do Brasil, passará a ser exposta em caráter permanente no interior do edifício.

‘Frauenpower‘ aborda questões de gênero, misoginia e a idealização do corpo feminino na publicidade. Obra de Alex Katz. Imagem: Divulgacão.‘Frauenpower‘ aborda questões de gênero, misoginia e a idealização do corpo feminino na publicidade. Obra de Alex Katz. Imagem: Divulgacão.

A Galeria Houssein Jarouche exibe "Frauenpower", com curadoria de Paulo Azeco e 32 obras de diversos artistas que estão relacionados ao universo da Pop Art, como Andy Warhol, Anna Maria Maiolino, Barbara Wagner, Claudio Tozzi, Ivan Serpa, Marina Abramović, Nelson Leirner, entre outros. A mostra busca resgatar um percurso histórico das representações visuais da mulher, a partir das vanguardas da década de 1960, e discutir a idealização do corpo feminino, a criação de padrões estéticos, considerando os aspectos sociais e antropológicos dessas imagens.

O pop de Kiki Kogelnik na exposição. Imagem: Divulgação.O pop de Kiki Kogelnik na exposição. Imagem: Divulgação.