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Como parte da parceria TIM e Universal Music, o festival TIM Music Urbanamente  – com o apoio da GTS, braço de shows e gestão de carreiras da Universal – levará para os palcos um time de artistas de várias partes do Brasil – e que representa algumas das principais vertentes da nova Urban Music.


O primeiro evento vai acontecer na Fundição Progresso, um dos principais redutos da cultura urbana do Rio de Janeiro, na Lapa, no dia 20 de outubro. O espaço vai reunir uma variedade de expressões artísticas que nasceram nas ruas e conquistaram o mainstream. No dia 3 de dezembro, o evento aporta em São Paulo, dessa vez ocupando o palco da Audio.

O rapper, cantor, compositor e produtor musical paulista Projota, alçado à notoriedade nas batalhas de MC, será o headliner do evento no Rio de Janeiro, que traz também para os palcos cariocas outro paulista de sucesso no gênero: o rapper Rael (ex-Rael da Rima), um dos shows mais elogiados do Rock In Rio neste ano. Os mineiros da banda de reggae Onze:20 são outra das atrações confirmadas do festival, que também contará com o rapper carioca Luccas Carlos e a cantora de hip hop e R&B gaúcha Clau.

São Paulo

O evento de São Paulo trará de volta ao line up Rael e a banda Onze:20. O quarteto de rappers paulista Haikaiss também estará presente no evento, que, em breve, terá outras atrações confirmadas. Além dos shows, o TIM Music Urbanamente trará para o público  manifestações de arte urbana realizadas com a curadoria do coletivo Art Rua, que, há mais de 6 anos promove ocupações e ações ligadas à valorização da cultura urbana. Entre essas manifestações haverá uma batalha de grafite, com artistas vindos de várias partes da cidade. Também estão programadas para o evento apresentações pocket de street dance.

Touts, referência de marca colaborativa, com estampas e ilustrações criadas por artistas e designers do mundo todo, marcará presença no evento, com uma linha de camisetas selecionadas exclusivamente para o Festival, além da linha de produtos oficiais Urbanamente. O evento também contará com o Estúdio Curva, responsável pelo design do palco, que ganhará um video mapping exclusivo.

Art Rua. Foto: João Bosco de Almeida.Os ingressos para a edição carioca do TIM Music Urbanamente já estão à venda pelos sites www.eventim.com.br e  www.fundicaoprogresso.com.br

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Da Redação com informações Urbanamente.

Foto: A-nima-L.O duo criativo A-nima-L, formado por Laurent Van Der Voo e Alexandra Diss inaugura no próximo dia 19 de outubro, a sua nova exposição fotográfica “Ships & Rust” no Studio Alê Jordão.

Serão exibidas 6 séries com 30 fotografias do porto de Santos, exibidas em painéis, todas elas feitas com a mesma câmera, ao longo de passeios de barco pela região portuária e principal escoadouro da economia brasileira. Essa exposição, à exemplo da anterior, quando o duo exibiu fotos do antigo Hospital Matarazzo em São Paulo, tem como força motriz a curiosidade em explorar espaços pouco acessíveis e algo imponentes. 

Para Laurent, que trabalha no universo marítimo, o cenário do porto é um velho conhecido, enquanto para Alexandra, francesa residente no Brasil há 5 anos, a região revelou-se ainda mais profícua que imaginava, assume. A originalidade das fotografias dos cargueiros, seus ancoradouros e gruas, algumas delas feitas a poucos metros de distância, advêm dessa mistura de olhares e, sobretudo, de distintos pontos de vista para com o mesmo objeto. Assim, surgem imagens vívidas, carregadas de uma miríade de tons de ferrugem, fruto da ação corrosiva da água salgada os colossos e suas âncoras. Outras evidenciam os nomes, improváveis e oníricos, de alguns desses navios.

“É uma viagem insólita por entre belas pinturas abstratas, onde os cascos de aço resistente dos gigantescos navios funcionam como telas, cujos pincéis são substituídos pelas carícias incessantes das ondas do mar, do vento e pelo sal da natureza”, escrevem.

A autoria indistinta dos trabalhos, entretanto, é uma negociação poética entre os dois artistas do duo A-nima-L, que segue extraindo poesia de cenários deFoto: A-nima-L. aparente esterilidade. A alcunha A-nima-L é uma união das iniciais dos nomes dos fotógrafos à palavra “anima”, que pode significar “alma” em latim. Para ambos, mais que isso, o uso do termo latino “anima” é aquele da teoria do psicanalista Carl Jung (1987-1961), quando este se refere ao componente feminino da personalidade de todos os seres vivos, e cuja arte, é seu melhor espelho.

A-nima-L

Alex Diss (Nancy, França, 1973). Francesa radicada em São Paulo desde 2012, foi criada em um ambiente artístico e estudou história da arte. Dedica-se à fotografia sobretudo durante suas viagens. A estada na Índia em 2006 modificou seu olhar em direção àquilo a que se refere como “fotografia da mente”, espécie de novo horizonte visual e mental em que as referências acadêmicas ocidentais estão revoltas e a imperfeição da realidade torna-se estética. A passagem desse adestramento e educação do olhar, espécie de “declique”, para uma temática mais instintiva, segundo ela, aprofundou-se no Brasil a partir de 2014, quando tomou consciência da expressão de sua sensibilidade e da possibilidade de tornar “visível o Imperceptível” que a fotografia abria.

LVDV (Lyon, França, 1972). Fotógrafo francês com alguns anos de janela e  experiência, está sempre com a câmera à mão desde o início dos anos 2000 em suas viagens a negócios ou lazer. Atento aos assuntos que poderiam render uma boa foto, saca a câmera e clica. “Para mim, não há nenhuma foto ruim. O que conta é o momento que vai ficar impresso e é essa capacidade de ver o momento que pouca gente consegue perceber que faz a singularidade das minhas fotos. A foto é o único retrato do presente de algo, imortalizado entre um passado que não existe mais e um futuro ainda por acontecer “, declara.

As obras, são assinadas de forma conjunta tal qual um fotógrafo de 4 olhos e uma só máquina. Foto: A-nima-L.Serviço

Exposição fotográfica “Ships & Rust”, do duo A-nima-L.
Período expositivo: de 20 a 27 de outubro de 2017, das 11 às 17 horas. 
Sábado, dia 21, o duo A-nima-L receberá o público no Studio.
Studio Alê Jordão - R. Comendador Miguel Calfat, 213 - Itaim Bibi - Tel: 11 4564 3115. 
Horários de funcionamento: segunda a sábado, das 11 às 17 horas.
Entrada livre e franca 

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Com informações da Adelante Comunicação Cultural. 

A cidade de São Paulo receberá, entre os dias 10 e 21 de outubro, a 1ª Italian Film Fest, que levará sessões gratuitas de cinema, workshop e encontros abertos com atores e diretores a diversos pontos da metrópole.   

Serão exibidos cerca de 45 filmes e documentários, sendo 32 obras italianas, e o restante, brasileiras, entre produções independentes e coproduções, por várias salas da cidade, principalmente no Unibes Cultural, no Centro Cultural São Paulo e no circuito SP Cine.   

Também haverá o workshop do Instituto Italiano de Cultura e um debate no Instituto Europeu de Design (IED) entre as cineastas brasileiras Caru Alves de Souza, Rita Batata e Tatiana Lohmann, a fim de traçar para cada uma o próprio jeito de fazer cinema e a importância das mulheres no audiovisual.   

A Italian Film Fest, organizada pela “Prisma”, tem como objetivo promover as produções cinematográficas da Itália e do Brasil, além de incentivar mais obras conjuntas.   

“Nosso objetivo é celebrar o cinema clássico e contemporâneo, os grandes atores, autores, técnicos, grandes produções, produções independentes, novas plataformas, documentários, vídeos industriais, a moda, os costumes, a comida e o vinho”, disse Alessandro Battisti, diretor do festival e ex-presidente da Cinecittà Holding.   

“Guardie e Ladri“ é um filme italiano de 1951, dirigido por Mario Monicelli e Steno e estrelado por Totò e Aldo Fabrizi. Foto: Divulgação.A 1ª Italian Film Fest fará uma homenagem ao ícone do gênero cômico italiano Totò, com a exibição de “Guardie e Ladri”, de Mario Monicelli e Steno, “Miseria e Nobiltà”, de Mario Mattoli, “L’oro di Napoli”, de Vittorio de Sica, e “Tutto Totò”, de Adriano Pintaldi. Outro homenageado do evento será o ator Franco Nero, que tem mais de 230 filmes na carreira. Serão exibidos “Django”, de Sergio Corbucci, e “Franco Nero, un attore per tutte le stagione”, de Adriano Pintaldi.   

Já o drama da cidade de Amatrice, devastada por um terremoto em 2016, estará nas telas do festival com a película “La Voce del Terremoto”, de Alberto di Venezia.   

O público do festival poderá ainda encontrar astros italianos como Christian de Sica, Massimo Saglione, Peter Marcias e Alberto De Venezia, que estarão em São Paulo. 

Filme "L'oro di Napoli" é um dos destaques da Italian Film Fest. Foto: Divulgação.

Serviço

Italian Film Fest
De 10 a 21 de outubro. 
Entrada grátis. ­ 
A mostra será exibida nos seguintes locais: Unibes Cultural (Sumaré), Centro Cultural São Paulo (Paraíso), Circuito Spcine Roberto Santos (Ipiranga), FAAP (Higienópolis), Instituto Europeu di Design (Higienópolis) e Instituto Italiano de Cultura (Higienópolis).
A programação completa está no site: http://italianfilmfest.com.br

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Fonte: ANSA.

O Sesc São Paulo, que desenvolve uma ação permanente com foco em cultura, educação, saúde, bem-estar e alimentação, elege o mês de outubro, em que se comemora o Dia Mundial da Alimentação, para reafirmar sua atuação como agente transformador de hábitos alimentares na primeira edição do ‘Experimenta! Comida, Saúde e Cultura‘. Com realização simultânea em todas as suas 38 unidades, o projeto traz à luz diversas pautas e vertentes do universo da comida de verdade.

São cerca de 250 atividades que convidam o público a pensar, refletir e experimentar o alimento e suas interfaces com a saúde e a cultura, em e com todos os sentidos. Voltado para todos os públicos, o evento contempla também ações específicas para crianças e reúne filósofos, sociólogos, nutricionistas, artistas, pesquisadores e chefs de destaque no cenário nacional e internacional em torno do tema.

Nomes e temas

As chefs de cozinha Bel Coelho, Bela Gil, Mara Salles e Ana Luiza Trajano; as padeiras Papoula Ribeiro (Padoca do Maní) e Flávia Macula (Tøast); Luiz Américo Camargo, especialista em panificação e consultor gastronômico; a nutricionista Neide Rigo; o artista Jorge Menna Barreto; o economista Walter Belik; o sociólogo Carlos Alberto Doria; o agricultor Décio Pupin, entre outros nomes.

Entre os temas, destacam-se assuntos como as origens da cozinha caipira; as versatilidades do arroz; as análises sobre a forma como nos alimentamos; o impacto da mídia e como a “gourmetização” influencia na maneira que nos alimentamos; a influencia da mídia sobre o hábito alimentar; alimentação saudável; o marketing de suplementos alimentares; PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais); 15 feiras orgânicas e agroflorestais; o pão como sinônimo de comida e todas as usas simbologias; o resgate da importância dos alimentos frescos e nativos; os sabores de Piracicaba; um seminário sobre o desperdício de alimentos e os desafios nutricionais, entre outros.

A primeira edição do projeto define seis principais eixos temáticos que norteiam oficinas, palestras, cursos e vivências. Foto: Marcos Carnero.Para Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc São Paulo, “O evento busca expandir as ações voltadas à prevenção e ao controle dos problemas alimentares e nutricionais, à ampliação da autonomia em torno das escolhas presentes no ato de comer e ao estímulo das práticas culinárias regionais, na perspectiva da promoção integral da saúde”. Miranda complementa: “O Experimenta! também amplia e aprofunda a reflexão sobre esta temática fundamental, acessando tanto necessidades naturais e fisiológicas quanto significados que convocam ao terreno do sensível.”

Eixos

A primeira edição do projeto define seis principais eixos temáticos que norteiam oficinas, palestras, cursos e vivências. Cada um deles terá nomes de peso e atividades para toda a família, reforçando o empenho da instituição em promover qualidade de vida, acesso à informação, desmistificar temas e tratar o alimento enquanto ação educativa.

São cerca de 250 atividades que convidam o público a pensar, refletir e experimentar o alimento e suas interfaces com a saúde e a cultura. Foto: Carol Vidal.Comer é cultura: aborda a centralidade do alimento e as “substâncias imponderáveis” que estão intimamente ligadas à cultura, história e tradição de cada pessoa. 

A saúde está na mesa: são tantos os mitos e teses em torno da comida, que muitas vezes desconsideramos o conhecimento intuitivo sobre o que é alimentação saudável. 

Aqui se planta, aqui se come diversidade: o cultivo de plantas comestíveis em áreas urbanas aponta para a realidade de muitas pessoas sem acesso adequado a alimentos frescos. As hortas urbanas contribuem para mudar esse cenário, ao sensibilizar a população para questões ligadas a alimentação, possibilitar a reconexão com a natureza e ampliar o acesso a hortaliças frescas e o cultivo de uma variedade maior de espécies, para além do que geralmente se encontra em supermercados. 

Se está na época, tem na feira: comprar diretamente do agricultor ou em feiras livres contribui para o desenvolvimento socioeconômico de comunidades de agricultura familiar, responsáveis por 70% dos alimentos que consumimos. 

Cozinhar é preciso: cozinhar é uma forma de transmitir tradições, histórias e habilidades para futuras gerações e é também um passo importante para conquistar autonomia e saúde. Dentro desse assunto, palestras, oficinas e intervenções valorizam o diálogo entre o comer, o cozinhar e o resgate da importância dos alimentos frescos, nativos e tradicionais em nossa alimentação. 

Conexão é comida: comer envolve cultura, economia, biologia, psicologia, meio ambiente, geografia, politica, religião. Considerar todas essas dimensões é importante para construirmos uma consciência crítica sobre nossas práticas alimentares. 

Programação completa: sescsp.org.br/experimenta

Portal Sesc SP: https://www.sescsp.org.br/
Facebook: SESC em São Paulo
Instagram: SESCSP

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Com informações da Agência Lema.

O espetáculo Amaluna, do Cirque du Soleil, mostra uma misteriosa ilha governada por Deusas e guiada pelos ciclos da lua.

Como os demais espetáculos da trupe canadense, o público pode esperar muito malabarismo, saltos e pulos impressionantes. Além de um show de equilíbrio e destreza, com cenografia, figurino e luzes de tirar o fôlego.


O ponto alto do espetáculo para as crianças fica por conta de números como o Unicycle, quando duas artistas com uma imensa saia de aros dourados entram em cena montadas sobre monociclos e, como o vento, vão cruzando o caminho uma da outra enquanto fazem surpreendentes piruetas, ou ainda o 1000 Arms and Sticks, uma coreografia inspirada em uma dança ritual da Indonésia, que evoca a imagem de uma mulher com mil braços.

Visto por mais de 4 milhões de pessoas nas mais de 30 cidades que percorreu em 10 países desde 2012, “Amaluna” se passa em uma ilha de mesmo nome, governada por deusas e guiada pelos ciclos da lua. Para marcar a passagem de sua filha Miranda à idade adulta, a rainha Prospera comanda uma cerimônia que homenageia a feminilidade, a renovação, o renascimento e o equilíbrio.

Após uma tempestade causada pela rainha, um grupo de jovens desembarca no local, desencadeando uma emocionante história de amor entre a filha de Prospera e um bravo jovem pretendente. Mas o amor deles será posto à prova e o casal terá de enfrentar inúmeros obstáculos.

Foto: Jean-Francois Gratton / Shoot Stud / Divulgação.

Foto: Jean-Francois Gratton / Shoot Stud / Divulgação.A banda que acompanha o espetáculo, formada apenas por mulheres, é um show a parte. Seus impressionantes figurinos foram inspirados por nomes que vão de John Galliano a Tim Burton.

Essa é a primeira vez que o Cirque du Soleil monta uma apresentação formada majoritariamente por mulheres. “Amaluna” é dirigido por Diane Paulus, ganhadora do prêmio Tony, o Oscar do teatro norte-americano, que buscou referências em William Shakespeare e outros renomados autores teatrais para montar uma obra que focasse no universo feminino.

A banda que acompanha o espetáculo, formada apenas por mulheres, é um show a parte. Seus impressionantes figurinos foram inspirados por nomes que vão de John Galliano a Tim Burton.

Depois de São Paulo, o espetáculo segue para o Rio de Janeiro, quando entra em cartaz em 28 de dezembro no Parque Olímpico.

Serviço

Foto: Jean-Francois Gratton / Shoot Stud / Divulgação.

Amaluna, do Cirque du Soleil

São Paulo

Quando: 5 de outubro ao dia 17 de dezembro. 
Onde: Parque Villa Lobos . 
Quanto: R$ 250 (setor 3), R$ 320 (setor 2), R$ 380 (setor 1) e R$ 450 (setor premium).
Vendas pela Tudus.

A trupe vai ser apresentar de terça a sexta-feira, às 21h, mas estão previstas sessões às 17h30 em algumas datas durante a semana. Aos sábados, às 17h30 e 21h, domingos, às 16h e 19h30.

Rio de Janeiro

Quando: 28 de dezembro ao dia 21 de janeiro de 2018. 
Onde: Parque Olímpico. 
Quanto: em breve. 
Vendas e classificação indicativa: em breve.

Atenção: Não é permitido qualquer tipo de fotografia ou filmagem dentro da Tenda Principal, antes, durante ou depois do espetáculo, mesmo que o show não esteja em curso.

Assista o trailer de “Amaluna“.

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Da Redação.

 

Com um acervo de 55 imagens, a exposição (Re)Conhecendo a Amazônia Negra traz, nas captações das lentes da fotógrafa Marcela Bonfim, um resgate da resistência e cultura negra e quilombola amazônica. O trabalho passou pelos estados de Rondônia e do Pará durante o ano passado e, neste sábado (7), chega à Caixa Cultural, em São Paulo.

Marcela Bonfim é paulistana, mas mora em Rondônia há sete anos. A mudança para a cidade se deu após o término da faculdade, quando a dificuldade na busca por emprego em São Paulo fez com que ela tivesse que encarar sua negritude e, consequentemente, o racismo. 

Formada em economia na PUC-SP, Marcela conta que, desde a infância, se considerou uma "negra embranquecida", na tentativa de ser aceita pelos colegas. Já na cidade de Porto Velho, ela começou a fotografar homens, mulheres e crianças do Vale do Guaporé, em busca da beleza da estética negra:

“Ao mesmo tempo em que é um resgate da minha história pessoal, é uma militância, aquela militância que eu nunca fiz.  A gente precisa reconhecer essa negritude amazônica, que é uma negritude esquecida. Eles [negros e negras] construíram a Amazônia, só que ninguém fala sobre isso. Ao mesmo tempo, o projeto também é essa tábua de salvação comigo mesma. Ele traz um pouco de dignidade não só pra mim, como para outros negros da Amazônia”.

Marcela Bonfim expõe imagens dos costumes e influências da Amazônia Negra.As fotos foram tiradas no ano de 2013, período em que Marcela percorreu locais como quilombos, comunidades indígenas, penitenciárias, festejos religiosos e terreiros de candomblé. Foi aí que conheceu a história dos barbadianos, primeiros negros assalariados que chegaram no Brasil, vindo para a construção da estrada Madeira Mamoré: “Os negros do Maranhão e do Pará foram fluxos extremamente importantes, eles construíram Rondônia: as edificações, a borracha, o garimpo, a lavoura. A gente entra pelas linhas rurais, ela é toda negra, só que a terra não é do negro, a mão de obra é negra”.

Sobre os povos negros na Amazônia

A população negra amazônica foi constituída a partir de 1750 com o povoamento do Vale do Guaporé – que fica entre a Floresta Amazônica e Pantanal – por negros escravizados vindos de Vila Bela da Santíssima Trindade (MT), em decorrência do ouro e da construção do aparato colonial de defesa militar “Forte Príncipe da Beira”. A partir de 1870, outras migrações negras, principalmente do Pará e do Maranhão, chegaram à região para a extração da borracha e de minérios e metais preciosos nos períodos conhecidos como “Ciclo do Ouro” e “Ciclo da Borracha”.

Foto: Marcela Bonfim

Entre 1873 e 1912, trabalhadores barbadianos contribuíram com mão de obra qualificada para a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Esse foi considerado o primeiro fluxo migratório livre negro no Brasil e foi um elemento importante, principalmente, nas áreas da saúde, da educação e da religiosidade. E, a partir de 2011, imigrantes negros haitianos passaram a habitar a região norte e se espalhar pelo Brasil após fluxo migratório que ocorreu por conta dos desastres e demais dificuldades que enfrentavam em seu país naquele momento.

Sobre a fotógrafa Marcela Bonfim

Fotógrafa, Marcela Bonfim, 34, é formada em Ciências Econômicas (2008) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e é especialista em Direitos Humanos e Segurança Pública (2011) pela Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR). A fotografia entrou em sua vida no processo de resgate de sua identidade enquanto mulher negra, quando foi morar em Rondônia e entrou em contato com diferentes culturas, principalmente a dos barbadianos. Foi por meio das lentes que ela se aproximou das religiões de matriz africana e também de populações em situação de vulnerabilidade, fazendo de seu trabalho um espelho para si mesma.


Serviço

(Re) Conhecendo a Amazônia Negra
Local: CAIXA Cultural São Paulo - Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo – SP – (próxima à estação Sé do Metrô)
Abertura: Sábado, 7 de outubro, às 11 horas
Duração: De 7 de outubro a 17 de dezembro (terça-feira a domingo), das 9h às 19h
Entrada gratuita

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Com informações da CAIXA, Geledés e Brasil de Fato.