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O Santander Brasil inaugura, no próximo dia 25, o Farol Santander, um centro de empreendedorismo, cultura e lazer. A mais nova atração da cidade de São Paulo, localizada em um emblemático ponto turístico da região central, o antigo edifício Altino Arantes, promoverá discussões de ideias, será um sinalizador de caminhos, um polo para atrair as pessoas ao centro da cidade.

“Há 70 anos o edifício é um ponto de referência de São Paulo. O Farol Santander já nasce, portanto, como um símbolo de uma cidade contemporânea, que aponta para o futuro e preserva as referências do passado”, afirma Marcos Madureira, vice-presidente executivo de Comunicação, Marketing, Relações Institucionais e Sustentabilidade do Santander Brasil. “De um farol, podemos enxergar longas distâncias e trazer para perto o que há de novo no mundo”.

A Vista 360o de Vik Muniz fica em uma sala especial, no 4o andar do Farol Santander. Foto: Renato Suzuki / Divulgação.A Vista 360o de Vik Muniz fica em uma sala especial, no 4o andar do Farol Santander. Foto: Renato Suzuki / Divulgação.Vick Muniz resolveu montar painéis com a imagem da vista de todo o entorno do prédio, utilizando material reciclado da reforma. Foto: Renato Suzuki / Divulgação.Vick Muniz resolveu montar painéis com a imagem da vista de todo o entorno do prédio, utilizando material reciclado da reforma. Foto: Renato Suzuki / Divulgação.As atrações do Farol Santander ocupam 18 andares dos 35 do edifício de 162 metros, que por um longo período foi a maior estrutura de concreto armado da América do Sul. As visitas começarão pelo hall do andar térreo, um dos tombados pelo Condephaat (assim como o 2o, 3o, 5o, 6o e mirante), e seguirão até o mirante do 26o andar, onde foi instalado um café com inspiração art déco.

Após eleger os temas que seriam distribuídos pelos andares, o Santander buscou a expertise de um seleto grupo de curadores para criar a programação. 

Entre eles estão Facundo Guerra e Tatiana Wlasek (Storymakers), a cargo das exposições de Arte Imersiva. Guga Ketzer (Suno United Creators), responsável pelo Loft do 25o por Triptyque, pista de Skate por Bob Burnquist, Oficina de Sucata por Marcelo Stefanovicz e uma Vista 360 por Vik Muniz. Ana Carla Fonseca e Alejandro Castañé (Garimpo de Soluções), idealizadores da Arena de Economia Criativa, Baixo Ribeiro (Choque Cultural) desenvolveu intervenção artística na Arena e na pista de skate.
‘Diurna‘, de Laura Vinci, projeto inédito especialmente concebido para o Farol Santander, traz uma experiência íntima de paisagem e natureza. Foto: Renato Suzuki / Divulgação.‘Diurna‘, de Laura Vinci, projeto inédito especialmente concebido para o Farol Santander, traz uma experiência íntima de paisagem e natureza. Foto: Renato Suzuki / Divulgação.O coletivo russo TUNDRA, pela primeira vez no Brasil, apresenta em sua obra inédita ‘O Dia que Saímos do Campo‘ (The Day We Left Field). Foto: Renato Suzuki / Divulgação.O coletivo russo TUNDRA, pela primeira vez no Brasil, apresenta em sua obra inédita ‘O Dia que Saímos do Campo‘ (The Day We Left Field). Foto: Renato Suzuki / Divulgação.Nos andares de memória o Farol contou com a consultoria do professor Paulo César Garcez e projeto expográfico do Bruno Ogura (Case Lúdico). Por último, foi montado um café e mirante inspirados na arquitetura art déco do prédio que será operado pelo Suplicy Cafés.

A partir de vídeo, e linhas do tempo, o público poderá entender o processo de construção do edifício, sua relação com a história da cidade e como se tornou um ícone para os paulistanos. Foto: Renato Suzuki / Divulgação.A partir de vídeo, e linhas do tempo, o público poderá entender o processo de construção do edifício, sua relação com a história da cidade e como se tornou um ícone para os paulistanos. Foto: Renato Suzuki / Divulgação.Estarão expostos objetos como calculadoras, cadernetas, fichas de atendimento e documentos gerais, e sonorização ambiente. Foto: Renato Suzuki / Divulgação.Estarão expostos objetos como calculadoras, cadernetas, fichas de atendimento e documentos gerais, e sonorização ambiente. Foto: Renato Suzuki / Divulgação.A missão foi trazer propostas inovadoras, que lancem um novo olhar para São Paulo. O propósito é manter esta inquietação ativa na programação que sempre terá novidades.

Nessa cidade em constante mudança, o Farol Santander foi concebido para ser um elemento de conexão entre os cidadãos, sua capacidade, identidade cultural e relação social afetiva, e com isso contribuir para a revitalização do Centro histórico da cidade.

A Arena de encontros, no 8o andar, vai receber aos sábados, especialistas em desenvolvimento de negócios e cidades. Foto: Renato Suzuki / Divulgação.A Arena de encontros, no 8o andar, vai receber aos sábados, especialistas em desenvolvimento de negócios e cidades. Foto: Renato Suzuki / Divulgação.A venda de ingressos terá início em 20 de janeiro, pelo site https://farolsantander.com.br, e o prédio estará aberto para a visitação do público em geral a partir do dia 26. Os valores podem variar de acordo com o combo desejado pelo público para visitação. Serão diversas opções de formatos para o visitante decidir quais atrações quer acompanhar e quais andares quer conhecer. O horário de funcionamento é de terça a domingo, das 9h às 20h. 

Um loft exclusivo de 335 metros quadrados, no 25o andar, poderá ser alugado para hospedar pessoas ou realizar eventos. Foto: Renato Suzuki / Divulgação.Um loft exclusivo de 335 metros quadrados, no 25o andar, poderá ser alugado para hospedar pessoas ou realizar eventos. Foto: Renato Suzuki / Divulgação.

Os visitantes poderão acessar o mirante para apreciar toda a cidade e ainda desfrutar um café. Foto: Renato Suzuki / Divulgação.Os visitantes poderão acessar o mirante para apreciar toda a cidade e ainda desfrutar um café. Foto: Renato Suzuki / Divulgação.História do Farol

O emblemático Edifício, inaugurado há 70 anos, é um ícone da cidade de São Paulo e um símbolo da destacada posição econômica e política do estado no contexto nacional da época. Na ocasião da sua inauguração, a então sede do Banco do Estado de São Paulo era a mais alta construção do mundo em concreto armado e o maior edifício da América do Sul, ocupando este posto até 1965.

Foto: Renato Suzuki / Divulgação.Foto: Renato Suzuki / Divulgação. As vistas de seu mirante tomadas ao longo dos anos revelam, inclusive, as transformações urbanísticas da cidade.

Desde sua inauguração, tornou-se o ponto culminante do centro da capital, o que lhe garantiu ampla visibilidade e a constante permanência de sua silhueta na memória de várias gerações de paulistanos. O Edifício Altino Arantes é um marco no processo de verticalização da paisagem urbana, processo do qual o Brasil participou pioneiramente.

Em 2014, sua importância como patrimônio foi reconhecida através do tombamento pelo Condephaat – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo-, que se aplica a determinadas áreas do edifício, como o saguão, o caixa-forte, o mirante, e alguns dos seus andares, onde originalmente situavam-se o salão nobre e as dependências da presidência e diretorias. 

Parte de seus interiores e seu rico acervo de objetos históricos foram preservados pelo Condephaat no ato de tombamento. A partir de 2000, o Banco Santander Brasil assumiu a preservação desse acervo. Além disso, o edifício é um ícone da cidade e sua memória construtiva e o ponto mais alto da pirâmide de prédios visíveis das zonas Leste, Oeste e Norte.

Com o Farol Santander, o prédio terá, agora, sua importância renovada. Acompanhar sua história e seu acervo permite que nos aproximemos da trajetória de um dos ícones fundamentais da paisagem paulistana.

Público “mergulha no tempo” ao visitar o Farol Santander

A partir da consultoria curatorial do prof. Paulo Garcez, especialista em mobiliário histórico e patrimônio integrado, o 5o andar permite um mergulho literal à época. Foto: Renato Suzuki / Divulgação.A partir da consultoria curatorial do prof. Paulo Garcez, especialista em mobiliário histórico e patrimônio integrado, o 5o andar permite um mergulho literal à época. Foto: Renato Suzuki / Divulgação.

Quem for visitar o Farol Santander, no antigo Edifício Altino Arantes, vai vivenciar um “mergulho no tempo”. O conceito criativo “do centro para o tempo” foi desenvolvido pela FutureBrand São Paulo. Junto a outros parceiros, a agência de branding desenhou a jornada de visitação como uma experiência imersiva na história do prédio em todos os andares: do hall de entrada ao café do mirante, inspirado no estilo arquitetônico da época, o Art Déco. A FutureBrand São Paulo também é responsável pela criação da identidade visual e do wayfinding do Farol Santander. 

Serviço – Farol Santander

Onde: Rua João Brícola, 24 – São Paulo, Centro (estação São Bento – linha 1, azul do metrô). Entrada acessível: Rua João Brícola, 32.
Site: https://farolsantander.com.br
Abertura ao público: 26 de janeiro (sexta-feira) às 9h. 
Funcionamento: terça a domingo Horários: 09h às 20h.
Ingressos: site e bilheteria física no local Horário Bilheteria: 9 às 19h. 
Recepcionistas: 1 por andar (mínimo).
Capacidade Elevadores: 15 pessoas por elevador.
Comunicação visual: Bilíngue - português e inglês.
Capacidade por andar: 60 pessoas.
Brigada de incêndio e Seguranças: Efetivo total de 60 pessoas.
Banheiros: 2 por andar – 1 masculino e 1 feminino.
Acessibilidade: Banheiros e elevadores adaptados, rampas de acesso, áudio guias e comunicação em braile.
Bicicletário.
Saídas de emergência. 

Com informações: Banco Santander e Marra Comunicação.

EstereoEnsaios São Paulo é um filme-ensaio que revive o espírito dos filmes Sinfonia de Cidades da era silenciosa, no contexto estereográfico digital do século XXI. O filme foi composto como sinfonia musical com o intuito de dialogar com o filme São Paulo, Sinfonia da Metrópole, realizado em 1929.

Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.Em EstereoEnsaios, a cidade de São Paulo é revisitada dos pontos de vista macro e micro em um ensaio poético experimental em 3D, que é intercalado com cenas em preto e branco do filme antigo. Atravessando a imensidão de São Paulo, onde as disparidades socioeconômicas e a falta de planejamento urbano geraram uma grande diversidade de edifícios, o filme retrata a cidade do ponto mais alto, o Terraço Itália e também se conecta com o micro espaço de pedestres e vendedores de rua, misturados com a multidão de carros e motocicletas da cidade.

Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.

Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.O filme traça a arquitetura modernista de Niemeyer, com suas curvas e movimentos, mostrando a convivência das pessoas em um ambiente futurista e utópico do passado recente. O filme, antes de tudo, reorganiza e ressignifica a espacialidade visual. Com um design de som autônomo, EstereoEnsaios São Paulo pretende ser um registro poético de uma cidade de nossa época.

Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.

Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.EstereoEnsaios São Paulo foi filmado com tecnologia de câmeras 4K 3D (super-alta- definição e estereoscópica). O filme explora a linguagem do gigantismo da cidade por coerência com a tecnologia 4k que reflete mais de oito milhões de pixels por frame. O filme foi captado com apenas um par de câmeras suportadas e posicionadas em um rig para produzir a estereoscopia.

Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.

Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.

O filme explora o "espaço", usando estereografia não como um efeito, mas como uma linguagem. O filme é inspirado em Walter Benjamin e seus escritos sobre a cidade moderna do início do século XX, em que ele descreve edifícios e objetos que se destacam no olho do observador, estereoscopicamente, como se fossem “gavetas abrindo".

Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.

Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.Foto: EstereoEnsaios / Divulgação.

Créditos

Direção: Jane de Almeida.
Roteiro: Alfredo Suppia e Jane de Almeida.
Fotografia: Patricia Gimenez.
Trilha sonora: LivioTragtenberg.
Estereógrafo: José da Silva Neto (Chiquinho).
Montagem: Luca Alverdi.
Website do filme – com todos os créditos e patrocínios: www.estereoensaios.com.br
Projeto realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura – Programa de Ação Cultural – 2015.
Patrocinador: Eletropaulo.

Serviço

Evento:EstereoEnsaios São PauloSão Paulo 3D + Excerto De São Paulo: Sinfonia da Metrópole Com Orquestra ao Vivo

Cine Sesc da Rua Augusta, em São Paulo, exibirá o curta-metragem EstereoEnsaiosSão Paulo 3D com execução da trilha por orquestra de Músicos de Rua ao vivo sob direção do criador da trilha original Lívio Tragtenberg, seguido de excerto de São Paulo, Sinfonia da Metrópole (Dir: Rodolfo Lustig e Adalberto Kemeny, Brasil, 1929, 40 min).

Dia 18/01, quinta-feira, às 19h. Livre. Grátis. Ingressos 1h30 para credenciados plenos do Sesc e 1h antes para outros públicos 

Exibições: EstereoEnsaios São Paulo 3D + São Paulo: Sinfonia Da Metrópole.

De 19/01 a 24/01, às 19h. Segunda, terça e quinta: R$17. R$8,5 (SSS). R$5 (TTT); Quartas: R$12. R$6 (SSS). R$3,5 (TTT); Sábado e domingo: R$20 R$10 (SSS). R$6 (TTT). Classificação: Livre.

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Com informações EstereoEnsaios

Marcando o começo de 2018, o Caixa Cultural São Paulo, na Praça da Sé, inaugura três mostras simultâneas amanhã a partir de hoje, 10 de janeiro. Em cartaz até 4 de março, as exposições tem entrada franca e promovem alguns eventos paralelos.

Conhecido por registros que ilustram questões sociais e políticas de Cuba, José Alberto Figueroa um dos precursores da fotografia conceitual, tanto em Cuba como em toda a América Latina ganha exposição inédita. Outra Mostra tem o modernista Flávio de Carvalho como um artista-etnográfico em cinco viagens pelo Brasil e ao exterior. E A Construção do Patrimônio, comemora os 80 anos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Confira:

Um Autorretrato Cubano – José Alberto Figueroa

Pela primeira vez no Brasil, a obra do fotógrafo cubano José Alberto Figueroa ganha retrospectiva histórica em uma exposição. A mostra Um Autorretrato Cubano, que reúne 69 fotografias do autor.

Foto: José Alberto Figueroa.Foto: José Alberto Figueroa.

Conhecido por registros que ilustram questões sociais e políticas de Cuba, Figueroa é considerado um dos precursores da fotografia conceitual, tanto em Cuba como em toda a América Latina. Em sua obra, o fotógrafo mostra seu olhar sobre fases históricas do país, desde os primórdios da Revolução Cubana, quando pôde acompanhar mudanças sociais significativas e controversas, até os tempos atuais.

Foto: José Alberto Figueroa.Foto: José Alberto Figueroa.

Nascido em 1946, Figueroa se formou em fotografia na década de 60, quando já trabalhava como assistente no estúdio de Alberto Korda, especializando-se em publicidade e moda. Com o tempo, passou a desenvolver uma carreira versátil, atuando, inclusive, como correspondente de guerra em Angola. Discípulo e amigo de Korda, Figueroa passou a fotografar elementos que representavam as reivindicações de sua geração. O ensaio Exílio, realizado em 1967, é bastante representativo deste período, por retratar o processo exaustivo de migração de cubanos para os Estados Unidos.

No dia 12 de janeiro, o local receberá o fotógrafo para um bate-papo e para o lançamento do catálogo da exposição.

Flávio de Carvalho – Expedicionário

A exposição Flávio de Carvalho – Expedicionário reúne o material produzido pelo artista modernista em cinco viagens pelo Brasil e ao exterior. São documentos, textos, fotografias e objetos que recontam parte dessas jornadas de pesquisa realizadas entre 1934 e 1956. “Algumas das ações que ele fez no passado têm sido resgatadas como pioneiras na mistura entre arte e ciência. Nossa abordagem é sobre as expedições que ele fez pensando-as como intervenções artísticas. O conceito de artista-etnógrafo é posterior ao Flávio, ganha relevância nos anos 1970”, explica Renato Rezende, um dos curadores da mostra.

Parte do material, como as fotos tiradas por Flávio no Peru, na expedição aos Andes, nunca foi exposta, de acordo com o curador. Essa coleção, em especial, foi organizada por um método semelhante ao proposto pelo filósofo alemão Aby Warburg, em que as imagens são agrupadas por semelhanças, em detrimento de critérios espaciais ou históricos. “A maneira como ele dispõe as fotografias no álbum, nas pranchas, lembra muito os procedimentos do Warburg. Fazendo relações entre imagens que se repetem”, enfatiza o curador. Porém, apesar da semelhança no método, Rezende destaca que Flávio não conhecia o trabalho do alemão.

Flávio de Carvalho atravessa o centro de São Paulo com saiote em 1956.Flávio de Carvalho atravessa o centro de São Paulo com saiote em 1956.

Além da abordagem não usual de pensar Flávio de Carvalho como um artista-etnográfico, Rezende explica que a mostra também leva a compreender a arte brasileira que surge depois do neoconcretismo, que tem como nomes-chave Hélio Oiticica e Lygia Clark.

Uma das ações mais conhecidas de Flávio é a Experiência nº 2, quando, em 1931 quase foi linchado por uma multidão ao caminhar contra uma procissão usando boné, em sinal de evidente desrespeito. Em 1956, desfilou com uma espécie de vestido pelas ruas da cidade de São Paulo, novamente provocando espanto.

Dividida por expedições, a exposição também contará com a exibição do filme A Deusa Branca, filmado na Amazônia. O longa marcou a estreia de Flávio na cinematografia.

A Construção do Patrimônio

A mostra faz parte da programação das comemorações dos 80 anos do Iphan. Foto: Juliana Chalita.A mostra faz parte da programação das comemorações dos 80 anos do Iphan. Foto: Juliana Chalita.

Realizada pelo Instituto Pedra, a mostra reúne mais de 150 documentos, quadros, esculturas, mobiliário e outras peças. O objetivo é traçar um panorama da história das políticas públicas de preservação do Brasil, assim como definir os desafios para a expansão do conceito de patrimônio.

Parte das comemorações dos 80 anos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a exposição tem curadoria de Luiz Fernando de Almeida, ex-presidente do Instituto.

A mostra reúne mais de 150 obras entre documentos raros, quadros e esculturas. Foto: Juliana Chalita.A mostra reúne mais de 150 obras entre documentos raros, quadros e esculturas. Foto: Juliana Chalita.“Uma reflexão sobre a ideia de patrimônio pode ser uma das mais potentes metáforas dos brutais desafios que vivemos no nosso tempo, diante da dificuldade e necessidade de projetar o nosso futuro”, diz Luiz Fernando Almeida.

“Uma exposição que fala de patrimônio é uma reflexão sobre nós e o lugar em que vivemos“. Foto: Juliana Chalita. “Uma exposição que fala de patrimônio é uma reflexão sobre nós e o lugar em que vivemos“. Foto: Juliana Chalita. No acervo, registros e obras de Tarsila do Amaral, Mário de Andrade e Oscar Niemeyer. Também há uma réplica de Aleijadinho. No dia 1 de fevereiro, o curador levará os visitantes por uma visita guiada e um debate será realizado com Anna Beatriz Galvão.

Serviço

Local: CAIXA Cultural São Paulo.
Visitação: de 10 de janeiro a 26 de março de 2018 Horário: de terça-feira a domingo, das 9h às 19h.
Entrada franca.

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Da Redação com informações CAIXA Cultural São Paulo.

Até o próximo dia 3 de fevereiro o público poderá conferir mais de 40 obras na mostra retrospectiva “Arquivo Bijari 1997-2017” na nova galeria Anti-Pop em Pinheiros. A exposição com entrada gratuita marca os 20 anos do coletivo artístico Bijari, com curadoria dos próprios artistas.

Entre as obras disponíveis estão o Praças (Im)possíveis - bicicletas adaptadas que se transformam em praças articuláveis e o vídeo “Galinha”, de 2002, em que uma galinha é solta em lugares com distintos perfis socioculturais, como o Largo da Batata em São Paulo e o calçadão em frente a um shopping center da capital. As reações das pessoas e da galinha são registradas pelo grupo.

O Bijari conta com trabalhos expostos em locais como a Kollective Kreativitat em Kassel-Alemanha, no Palais de Glace, Buenos Aires, em Medellin na Colômbia e na Creative Time em Nova York. Até dezembro o grupo esteve com a obra “Contando con Nosotros” na LA/LA Pacific Standard Time em Los Angeles.

Imagem: Divulgacão.Imagem: Divulgacão.Fazem parte da exposição desde peças gráficas para lambe-lambe, projeções em larga escala, videomapping, intervenções urbanas, videodança, além dos projetos para arquiteturas táticas e trabalhos desenvolvidos ao longo dos últimos anos com outros coletivos artísticos e comunidades urbanas. É o caso dos projetos “Zona de Ação”, cujas intervenções refletem sobre o processo de renovação urbana do Largo da Batata e revisita as primeiras ações do projeto “Realidade Transversa”, que retratava o cotidiano dos trabalhadores urbanos informais e os convidavam para protagonizarem performances em exposições de arte.

Os 20 anos do Bijari

O Bijari vem explorando diferentes linguagens visuais e práticas artísticas que se instalam nas frestas entre os espaços institucionalizados da arte e o espaço comum das cidades. Foto: Divulgação.O Bijari vem explorando diferentes linguagens visuais e práticas artísticas que se instalam nas frestas entre os espaços institucionalizados da arte e o espaço comum das cidades. Foto: Divulgação.

Formado por estudantes da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP nos anos 90, o grupo iniciou os trabalhos com foco em design gráfico e cenografia em um espaço na rua Bijari, no Butantã, zona Oeste da capital. De lá para cá foi expandindo sua atuação e hoje desenvolve projetos em motion graphics, cenografia, realidade virtual e produção de vídeos em formatos e escalas não convencionais. O grupo é formado por especialistas em diferentes áreas, entre artistas, arquitetos, designers, planejadores e videomakers e possui uma plataforma comercial consolidada em paralelo ao trabalho autoral, sendo ela, em grande medida, que permite uma independência no modo de pensar e produzir os trabalhos de arte.

O Bijari vem explorando diferentes linguagens visuais e práticas artísticas que se instalam nas frestas entre os espaços institucionalizados da arte e o espaço comum das cidades. Essa opção sublinha a intenção do grupo por (re)afirmar a responsabilidade da atuação do artista num campo expandindo, onde as subjetividades estéticas se mesclam necessariamente ao engajamento social e (micro)político.

Mais informações em www.bijari.com.br.

A Anti-Pop

O nome da galeria é uma referência à primeira série de intervenções gráficas criadas pelo Bijari, que se expandiu para sets de live-images exibidos em grandes festivais de música eletrônica no começo dos anos 2000. A Anti-Pop também será aberta para veiculação de projetos, conversas e exposições de artes.

Na entrada do espaço o público pode conhecer um dos veículos da série de intervenções “Natureza Urbana” em que carros abandonados nas ruas de São Paulo são transformados em jardins, trincheiras verdes que brotam da lataria recortada de carros, caçambas e ônibus inutilizados.

Serviço

Exposição “Arquivo Bijari 1997- 2017” 
Local: Galeria Anti-Pop – Rua Padre João Gonçalves, 81, Pinheiros – (11) 3815-7729.
Período expositivo: até 3 de fevereiro de 2018.
Horário: de segunda a sexta-feira, das 11 às 18 horas, e aos sábados das 12 às 19 horas (é necessário tocar o interfone para atendimento).
Entrada gratuita.

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Com informações da Agência Lema.

Pela primeira vez uma exposição de obras de Jean-Michel Basquiat (1960-1988) chega ao Brasil. A retrospectiva com 80 obras do artista que se tornou referência do grafite, da arte de rua e do Neo-Expressionismo terá início em 25 de janeiro no CCBB de São Paulo e depois segue para Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

O artista americano morreu de overdose em 1988, aos 27 anos, no meio de uma carreira meteórica iniciada com grafites nos muros e vagões do metrô de Nova York. Basquiat despontou para a fama em 1982, quando começou a namorar Louise Veronica Ciccone, que trabalhava como dançarina e garçonete e que pouco depois se tornaria a estrela conhecida como Madonna.

Serão expostos 80 trabalhos de Basquiat, entre telas, desenhos e gravuras selecionados pelo curador Peter Tjabbes, pertencem à família do industrial Mugrabi, de origem síria, radicado nos EUA, um dos maiores colecionadores de Andy Warhol. 

A retrospectiva de Basquiat será a maior exposição do artista no Brasil, realizada no mesmo ano em que Alemanha e França recebem mostras do disputado artista (uma tela sua alcançou US$ 110 milhões num leilão, tornando-se a mais cara obra de arte americana já vendida). 

O artista

A obra de Jean-Michel Basquiat (Nova Yorque, 1960-1988) personifica o caráter de Nova Iorque nos anos 1970 e 1980, uma mistura de empolgação e decadência que criou um paraíso de criatividade. A repetição de letras e de palavras reflete ritmos, sons e a vida na cidade. As figuras poderosas que dominam a cena na obra do artista levam os críticos a classificá-lo como um Neoexpressionista, ao mesmo tempo em que está imerso na cultura pop. Suas pinturas subvertem hierarquias artísticas convencionais ao misturar imagens da cultura erudita e da popular.

Basquiat era um dos poucos afro-americanos num mundo artístico predominantemente branco. Sua obra rapidamente evoluiu de uma evocação das ruas a uma profunda narrativa sobre a experiência de ser negro e as conquistas culturais dos negros.

Basquiat tinha ascendência porto-riquenha por parte de mãe e haitiana por parte de pai. Desde cedo mostrou uma aptidão incomum para a arte e foi influenciado pela mãe, Matilde, a desenhar, pintar e a participar de atividades relacionadas ao mundo artístico. Em 1977, aos 17 anos, Basquiat e um amigo, Al Diaz, começaram a fazer grafite em prédios abandonados em Manhattan. A assinatura era sempre a mesma: "SAMO" ou "SAMO shit" ("same old shit", ou, traduzindo, "sempre a mesma merda").

Em 1978, Basquiat abandonou a escola e saiu de casa, apenas um ano antes de se formar. Mudou-se para a cidade e passou a viver com amigos, sobrevivendo através da venda de camisetas e postais na rua. Um ano depois, em 1979, contudo, Basquiat ganhou um status de celebridade dentro da cena de arte de East Village em Manhattan por suas aparições regulares em um programa televisivo. 

Basquiat em ação no centro de Nova York em 1981. Foto: Edo Bertoglio.Basquiat em ação no centro de Nova York em 1981. Foto: Edo Bertoglio.Basquiat começou a ser mais amplamente reconhecido em junho de 1980 quando participou do The Times Square Show, uma exposição de vários artistas patrocinada por uma instituição de nome "Colab". Em 1981, o poeta, crítico de arte e "provocador cultural" Rene Ricard publicou um artigo em que comentava sobre o artista. Isso ajudou a catapultar de vez a carreira de Basquiat internacionalmente. 

Já em 1982, Basquiat era visto frequentemente na companhia de Julian Schnabel, David Salle e outros curadores, colecionadores e especialistas em arte que seriam conhecidos depois como os "neoexpressionistas". Ele começou a namorar, também, uma cantora desconhecida na época, Madonna. Neste mesmo ano, conheceu Andy Warhol, com quem colaborou ostensivamente e cultivou amizade.

Jean-Michel Basquiat em seu estúdio em Nova York, 1987. Foto: Tseng Kwong Chi.Jean-Michel Basquiat em seu estúdio em Nova York, 1987. Foto: Tseng Kwong Chi.

No dia 10 de fevereiro de 1985, Basquiat foi capa da revista do The New York Times, em uma reportagem dedicada inteiramente a ele. Com o sucesso, foram realizadas diversas exposições internacionais em todas as maiores capitais europeias. Basquiat morreu de um coquetel de drogas (uma combinação de cocaína e heroína conhecida popularmente como "speedball") em seu estúdio, em 1988. Após sua morte, um filme que levava seu nome foi lançado contando sua biografia, dirigido por Julian Schnabel e com o ator Jeffrey Wright no papel de Basquiat.

Serviço

Jean-Michel Basquiat da Coleção Mugrabi
Curadoria: Pieter Tjabbes.
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo - Rua Álvares Penteado, 112 - Centro, São Paulo. Telefone (11) 3113-3651.
Quando: De 25/01 a 07/04 de 2018.
Funcionamento: de quarta a segunda, das 9h às 21h.

Visitação com hora agendada
Para evitar filas e agendar a visita à exposição, acesse o site www.eventim.com.br ou app Eventim (Android ou IOS). Também é possível emitir seu ingresso na bilheteria física no CCBB São Paulo.

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Da Redação.