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Marcando o começo de 2018, o Caixa Cultural São Paulo, na Praça da Sé, inaugura três mostras simultâneas amanhã a partir de hoje, 10 de janeiro. Em cartaz até 4 de março, as exposições tem entrada franca e promovem alguns eventos paralelos.

Conhecido por registros que ilustram questões sociais e políticas de Cuba, José Alberto Figueroa um dos precursores da fotografia conceitual, tanto em Cuba como em toda a América Latina ganha exposição inédita. Outra Mostra tem o modernista Flávio de Carvalho como um artista-etnográfico em cinco viagens pelo Brasil e ao exterior. E A Construção do Patrimônio, comemora os 80 anos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Confira:

Um Autorretrato Cubano – José Alberto Figueroa

Pela primeira vez no Brasil, a obra do fotógrafo cubano José Alberto Figueroa ganha retrospectiva histórica em uma exposição. A mostra Um Autorretrato Cubano, que reúne 69 fotografias do autor.

Foto: José Alberto Figueroa.Foto: José Alberto Figueroa.

Conhecido por registros que ilustram questões sociais e políticas de Cuba, Figueroa é considerado um dos precursores da fotografia conceitual, tanto em Cuba como em toda a América Latina. Em sua obra, o fotógrafo mostra seu olhar sobre fases históricas do país, desde os primórdios da Revolução Cubana, quando pôde acompanhar mudanças sociais significativas e controversas, até os tempos atuais.

Foto: José Alberto Figueroa.Foto: José Alberto Figueroa.

Nascido em 1946, Figueroa se formou em fotografia na década de 60, quando já trabalhava como assistente no estúdio de Alberto Korda, especializando-se em publicidade e moda. Com o tempo, passou a desenvolver uma carreira versátil, atuando, inclusive, como correspondente de guerra em Angola. Discípulo e amigo de Korda, Figueroa passou a fotografar elementos que representavam as reivindicações de sua geração. O ensaio Exílio, realizado em 1967, é bastante representativo deste período, por retratar o processo exaustivo de migração de cubanos para os Estados Unidos.

No dia 12 de janeiro, o local receberá o fotógrafo para um bate-papo e para o lançamento do catálogo da exposição.

Flávio de Carvalho – Expedicionário

A exposição Flávio de Carvalho – Expedicionário reúne o material produzido pelo artista modernista em cinco viagens pelo Brasil e ao exterior. São documentos, textos, fotografias e objetos que recontam parte dessas jornadas de pesquisa realizadas entre 1934 e 1956. “Algumas das ações que ele fez no passado têm sido resgatadas como pioneiras na mistura entre arte e ciência. Nossa abordagem é sobre as expedições que ele fez pensando-as como intervenções artísticas. O conceito de artista-etnógrafo é posterior ao Flávio, ganha relevância nos anos 1970”, explica Renato Rezende, um dos curadores da mostra.

Parte do material, como as fotos tiradas por Flávio no Peru, na expedição aos Andes, nunca foi exposta, de acordo com o curador. Essa coleção, em especial, foi organizada por um método semelhante ao proposto pelo filósofo alemão Aby Warburg, em que as imagens são agrupadas por semelhanças, em detrimento de critérios espaciais ou históricos. “A maneira como ele dispõe as fotografias no álbum, nas pranchas, lembra muito os procedimentos do Warburg. Fazendo relações entre imagens que se repetem”, enfatiza o curador. Porém, apesar da semelhança no método, Rezende destaca que Flávio não conhecia o trabalho do alemão.

Flávio de Carvalho atravessa o centro de São Paulo com saiote em 1956.Flávio de Carvalho atravessa o centro de São Paulo com saiote em 1956.

Além da abordagem não usual de pensar Flávio de Carvalho como um artista-etnográfico, Rezende explica que a mostra também leva a compreender a arte brasileira que surge depois do neoconcretismo, que tem como nomes-chave Hélio Oiticica e Lygia Clark.

Uma das ações mais conhecidas de Flávio é a Experiência nº 2, quando, em 1931 quase foi linchado por uma multidão ao caminhar contra uma procissão usando boné, em sinal de evidente desrespeito. Em 1956, desfilou com uma espécie de vestido pelas ruas da cidade de São Paulo, novamente provocando espanto.

Dividida por expedições, a exposição também contará com a exibição do filme A Deusa Branca, filmado na Amazônia. O longa marcou a estreia de Flávio na cinematografia.

A Construção do Patrimônio

A mostra faz parte da programação das comemorações dos 80 anos do Iphan. Foto: Juliana Chalita.A mostra faz parte da programação das comemorações dos 80 anos do Iphan. Foto: Juliana Chalita.

Realizada pelo Instituto Pedra, a mostra reúne mais de 150 documentos, quadros, esculturas, mobiliário e outras peças. O objetivo é traçar um panorama da história das políticas públicas de preservação do Brasil, assim como definir os desafios para a expansão do conceito de patrimônio.

Parte das comemorações dos 80 anos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a exposição tem curadoria de Luiz Fernando de Almeida, ex-presidente do Instituto.

A mostra reúne mais de 150 obras entre documentos raros, quadros e esculturas. Foto: Juliana Chalita.A mostra reúne mais de 150 obras entre documentos raros, quadros e esculturas. Foto: Juliana Chalita.“Uma reflexão sobre a ideia de patrimônio pode ser uma das mais potentes metáforas dos brutais desafios que vivemos no nosso tempo, diante da dificuldade e necessidade de projetar o nosso futuro”, diz Luiz Fernando Almeida.

“Uma exposição que fala de patrimônio é uma reflexão sobre nós e o lugar em que vivemos“. Foto: Juliana Chalita. “Uma exposição que fala de patrimônio é uma reflexão sobre nós e o lugar em que vivemos“. Foto: Juliana Chalita. No acervo, registros e obras de Tarsila do Amaral, Mário de Andrade e Oscar Niemeyer. Também há uma réplica de Aleijadinho. No dia 1 de fevereiro, o curador levará os visitantes por uma visita guiada e um debate será realizado com Anna Beatriz Galvão.

Serviço

Local: CAIXA Cultural São Paulo.
Visitação: de 10 de janeiro a 26 de março de 2018 Horário: de terça-feira a domingo, das 9h às 19h.
Entrada franca.

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Da Redação com informações CAIXA Cultural São Paulo.

Até o próximo dia 3 de fevereiro o público poderá conferir mais de 40 obras na mostra retrospectiva “Arquivo Bijari 1997-2017” na nova galeria Anti-Pop em Pinheiros. A exposição com entrada gratuita marca os 20 anos do coletivo artístico Bijari, com curadoria dos próprios artistas.

Entre as obras disponíveis estão o Praças (Im)possíveis - bicicletas adaptadas que se transformam em praças articuláveis e o vídeo “Galinha”, de 2002, em que uma galinha é solta em lugares com distintos perfis socioculturais, como o Largo da Batata em São Paulo e o calçadão em frente a um shopping center da capital. As reações das pessoas e da galinha são registradas pelo grupo.

O Bijari conta com trabalhos expostos em locais como a Kollective Kreativitat em Kassel-Alemanha, no Palais de Glace, Buenos Aires, em Medellin na Colômbia e na Creative Time em Nova York. Até dezembro o grupo esteve com a obra “Contando con Nosotros” na LA/LA Pacific Standard Time em Los Angeles.

Imagem: Divulgacão.Imagem: Divulgacão.Fazem parte da exposição desde peças gráficas para lambe-lambe, projeções em larga escala, videomapping, intervenções urbanas, videodança, além dos projetos para arquiteturas táticas e trabalhos desenvolvidos ao longo dos últimos anos com outros coletivos artísticos e comunidades urbanas. É o caso dos projetos “Zona de Ação”, cujas intervenções refletem sobre o processo de renovação urbana do Largo da Batata e revisita as primeiras ações do projeto “Realidade Transversa”, que retratava o cotidiano dos trabalhadores urbanos informais e os convidavam para protagonizarem performances em exposições de arte.

Os 20 anos do Bijari

O Bijari vem explorando diferentes linguagens visuais e práticas artísticas que se instalam nas frestas entre os espaços institucionalizados da arte e o espaço comum das cidades. Foto: Divulgação.O Bijari vem explorando diferentes linguagens visuais e práticas artísticas que se instalam nas frestas entre os espaços institucionalizados da arte e o espaço comum das cidades. Foto: Divulgação.

Formado por estudantes da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP nos anos 90, o grupo iniciou os trabalhos com foco em design gráfico e cenografia em um espaço na rua Bijari, no Butantã, zona Oeste da capital. De lá para cá foi expandindo sua atuação e hoje desenvolve projetos em motion graphics, cenografia, realidade virtual e produção de vídeos em formatos e escalas não convencionais. O grupo é formado por especialistas em diferentes áreas, entre artistas, arquitetos, designers, planejadores e videomakers e possui uma plataforma comercial consolidada em paralelo ao trabalho autoral, sendo ela, em grande medida, que permite uma independência no modo de pensar e produzir os trabalhos de arte.

O Bijari vem explorando diferentes linguagens visuais e práticas artísticas que se instalam nas frestas entre os espaços institucionalizados da arte e o espaço comum das cidades. Essa opção sublinha a intenção do grupo por (re)afirmar a responsabilidade da atuação do artista num campo expandindo, onde as subjetividades estéticas se mesclam necessariamente ao engajamento social e (micro)político.

Mais informações em www.bijari.com.br.

A Anti-Pop

O nome da galeria é uma referência à primeira série de intervenções gráficas criadas pelo Bijari, que se expandiu para sets de live-images exibidos em grandes festivais de música eletrônica no começo dos anos 2000. A Anti-Pop também será aberta para veiculação de projetos, conversas e exposições de artes.

Na entrada do espaço o público pode conhecer um dos veículos da série de intervenções “Natureza Urbana” em que carros abandonados nas ruas de São Paulo são transformados em jardins, trincheiras verdes que brotam da lataria recortada de carros, caçambas e ônibus inutilizados.

Serviço

Exposição “Arquivo Bijari 1997- 2017” 
Local: Galeria Anti-Pop – Rua Padre João Gonçalves, 81, Pinheiros – (11) 3815-7729.
Período expositivo: até 3 de fevereiro de 2018.
Horário: de segunda a sexta-feira, das 11 às 18 horas, e aos sábados das 12 às 19 horas (é necessário tocar o interfone para atendimento).
Entrada gratuita.

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Com informações da Agência Lema.

Pela primeira vez uma exposição de obras de Jean-Michel Basquiat (1960-1988) chega ao Brasil. A retrospectiva com 80 obras do artista que se tornou referência do grafite, da arte de rua e do Neo-Expressionismo terá início em 25 de janeiro no CCBB de São Paulo e depois segue para Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

O artista americano morreu de overdose em 1988, aos 27 anos, no meio de uma carreira meteórica iniciada com grafites nos muros e vagões do metrô de Nova York. Basquiat despontou para a fama em 1982, quando começou a namorar Louise Veronica Ciccone, que trabalhava como dançarina e garçonete e que pouco depois se tornaria a estrela conhecida como Madonna.

Serão expostos 80 trabalhos de Basquiat, entre telas, desenhos e gravuras selecionados pelo curador Peter Tjabbes, pertencem à família do industrial Mugrabi, de origem síria, radicado nos EUA, um dos maiores colecionadores de Andy Warhol. 

A retrospectiva de Basquiat será a maior exposição do artista no Brasil, realizada no mesmo ano em que Alemanha e França recebem mostras do disputado artista (uma tela sua alcançou US$ 110 milhões num leilão, tornando-se a mais cara obra de arte americana já vendida). 

O artista

A obra de Jean-Michel Basquiat (Nova Yorque, 1960-1988) personifica o caráter de Nova Iorque nos anos 1970 e 1980, uma mistura de empolgação e decadência que criou um paraíso de criatividade. A repetição de letras e de palavras reflete ritmos, sons e a vida na cidade. As figuras poderosas que dominam a cena na obra do artista levam os críticos a classificá-lo como um Neoexpressionista, ao mesmo tempo em que está imerso na cultura pop. Suas pinturas subvertem hierarquias artísticas convencionais ao misturar imagens da cultura erudita e da popular.

Basquiat era um dos poucos afro-americanos num mundo artístico predominantemente branco. Sua obra rapidamente evoluiu de uma evocação das ruas a uma profunda narrativa sobre a experiência de ser negro e as conquistas culturais dos negros.

Basquiat tinha ascendência porto-riquenha por parte de mãe e haitiana por parte de pai. Desde cedo mostrou uma aptidão incomum para a arte e foi influenciado pela mãe, Matilde, a desenhar, pintar e a participar de atividades relacionadas ao mundo artístico. Em 1977, aos 17 anos, Basquiat e um amigo, Al Diaz, começaram a fazer grafite em prédios abandonados em Manhattan. A assinatura era sempre a mesma: "SAMO" ou "SAMO shit" ("same old shit", ou, traduzindo, "sempre a mesma merda").

Em 1978, Basquiat abandonou a escola e saiu de casa, apenas um ano antes de se formar. Mudou-se para a cidade e passou a viver com amigos, sobrevivendo através da venda de camisetas e postais na rua. Um ano depois, em 1979, contudo, Basquiat ganhou um status de celebridade dentro da cena de arte de East Village em Manhattan por suas aparições regulares em um programa televisivo. 

Basquiat em ação no centro de Nova York em 1981. Foto: Edo Bertoglio.Basquiat em ação no centro de Nova York em 1981. Foto: Edo Bertoglio.Basquiat começou a ser mais amplamente reconhecido em junho de 1980 quando participou do The Times Square Show, uma exposição de vários artistas patrocinada por uma instituição de nome "Colab". Em 1981, o poeta, crítico de arte e "provocador cultural" Rene Ricard publicou um artigo em que comentava sobre o artista. Isso ajudou a catapultar de vez a carreira de Basquiat internacionalmente. 

Já em 1982, Basquiat era visto frequentemente na companhia de Julian Schnabel, David Salle e outros curadores, colecionadores e especialistas em arte que seriam conhecidos depois como os "neoexpressionistas". Ele começou a namorar, também, uma cantora desconhecida na época, Madonna. Neste mesmo ano, conheceu Andy Warhol, com quem colaborou ostensivamente e cultivou amizade.

Jean-Michel Basquiat em seu estúdio em Nova York, 1987. Foto: Tseng Kwong Chi.Jean-Michel Basquiat em seu estúdio em Nova York, 1987. Foto: Tseng Kwong Chi.

No dia 10 de fevereiro de 1985, Basquiat foi capa da revista do The New York Times, em uma reportagem dedicada inteiramente a ele. Com o sucesso, foram realizadas diversas exposições internacionais em todas as maiores capitais europeias. Basquiat morreu de um coquetel de drogas (uma combinação de cocaína e heroína conhecida popularmente como "speedball") em seu estúdio, em 1988. Após sua morte, um filme que levava seu nome foi lançado contando sua biografia, dirigido por Julian Schnabel e com o ator Jeffrey Wright no papel de Basquiat.

Serviço

Jean-Michel Basquiat da Coleção Mugrabi
Curadoria: Pieter Tjabbes.
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo - Rua Álvares Penteado, 112 - Centro, São Paulo. Telefone (11) 3113-3651.
Quando: De 25/01 a 07/04 de 2018.
Funcionamento: de quarta a segunda, das 9h às 21h.

Visitação com hora agendada
Para evitar filas e agendar a visita à exposição, acesse o site www.eventim.com.br ou app Eventim (Android ou IOS). Também é possível emitir seu ingresso na bilheteria física no CCBB São Paulo.

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Da Redação.

Em assembleia que reuniu os críticos no Sindicato dos Jornalistas do Estado de S. Paulo na noite da última segunda-feira, 11 de dezembro, a APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) escolheu os melhores de 2017 nas seguintes categorias: Arquitetura, Artes Visuais, Cinema, Dança, Literatura, Música Erudita, Música Popular, Rádio, Teatro, Teatro Infantil e Televisão.  

“Em momentos tão difíceis como este que as artes vêm enfrentando, é altamente inspirador encontrar uma produção artística potente e que atenda aos anseios do público e dos críticos”, afirma Celso Curi, presidente da APCA. 

A cerimônia de entrega a todos os artistas contemplados neste Prêmio APCA acontecerá em data a ser marcada no primeiro quadrimestre de 2018, ano em que a entidade celebra sua 61ª. premiação.

Arquitetura

Instituro Moreira Salles, Unidade Avenida Paulista. Foto: Divulgação.Instituro Moreira Salles, Unidade Avenida Paulista. Foto: Divulgação.1. Obra de arquitetura em São Paulo: Instituto Moreira Salles (nova sede na Avenida Paulista) - Andrade Morettin.  
2. Urbanidade:  Sesc 24 de maio - Paulo Mendes da Rocha; MMBB (Marta Moreira, Milton Braga e Fernando de Mello Franco), Danilo Santos de Miranda. 
3. Obra de arquitetura no Brasil: Moradias de estudantes na Fazenda Canuanã - Rosenbaum (Marcelo Rosenbaum e Adriana Benguela), Aleph Zero (Gustavo Utrabo e Pedro Duschenes), Ita Construtora (Helio Olga).
4 - Obras referenciais: Alberto Xavier. 
5 - Fronteiras da Arquitetura: Guto Lacaz. 
6 - Resistência Urbana: Bixiga. Vai-Vai; Festa de Nossa Senhora Achiropita; Teatro Oficina; União de Mulheres de São Paulo; Casa de Dona Yayá / Centro de Preservação Cultural da Universidade de São Paulo (CPC USP).
7 - Difusão Cultural: Vicente Wissenbach. 

Votaram: Abilio Guerra, Fernando Serapião, Francesco Perrotta-Bosch, Gabriel Kogan, Guilherme Wisnik, Hugo Segawa, Luiz Recaman, Maria Isabel Villac, Nadia Somekh, Renato Anelli.

Artes Visuais

Obra de Julio Le Parc no Instituto Tomie Ohtake. Foto: Divulgação.Obra de Julio Le Parc no Instituto Tomie Ohtake. Foto: Divulgação.Grande Prêmio da Crítica: Vlavianos (Estação Pinacoteca).
Exposição Internacional: Julio Le Parc - Da Forma à Ação (Instituto Tomie Ohtake).
Exposição Nacional: Anita Malfatti -100 Anos de Arte Moderna (MAM). 
Fotografia: Mauro Restiffe – Álbum (Pinacoteca).
Retrospectiva: Di Cavalcanti – Do Subúrbio dA Modernidade – 120 anos (Pinacoteca).
Arte e Reflexão: Amélia Toledo – Lembrei que Esqueci (CCBB).
Iniciativa Cultural: Sesc 24 de Maio.

Votaram: Dalva de Abrantes, João J. Spinelli, José Henrique Fabre Rolim, Ricardo Nicola, Rubens Fernandes Junior, Silvia Balady.

Cinema

Cena de “No Intenso Agora”, documentário de João Moreira Salles. Foto: Divulgação.Cena de “No Intenso Agora”, documentário de João Moreira Salles. Foto: Divulgação.Filme: Corpo Elétrico, de Marcelo Caetano.
Diretor: João Moreira Salles, por No Intenso Agora. 
Roteiro: Fellipe Barbosa, Lucas Paraizo e Kirill Mikhanovsky, por Gabriel e a Montanha.
Ator: Vladimir Brichta, por Bingo. 
Atriz: Clarice Abujamra, por Como Nossos Pais. 
Documentário: Martírio, de Vicente Carelli, Ernesto de Carvalho e Tatiana Almeida. 
Premio Especial do Júri:  Era o Hotel Cambridge, de Eliane Caffé (pelo processo de criação).

Votaram: Luiz Carlos Merten, Orlando Margarido e Walter Cezar Addeo.

Dança

“Gira“, espetáculo do Grupo Corpo. Foto: Divulgação.“Gira“, espetáculo do Grupo Corpo. Foto: Divulgação.Espetáculo/Estreia: "Gira", Grupo Corpo.
Espetáculo /Não Estreia: "Kuarup ou A Questão do Índio" , Ballet Stagium.
Coreografia/Criação: "Eu Por Detrás de Mim" , concepção coreográfica de Ana Bottosso, Companhia de Danças de Diadema.
Interpretação: Ana Paula Camargo e André Grippi, São Paulo Companhia de Dança, por "14' 20"".
Prêmio Técnico: Hideki Matsuka, pela Direção de Arte dos Trabalhos de 2017 de Key Zetta e Cia. 
Projeto/Programa/Difusão/Memória: VIII Circuito Vozes do Corpo, Cia Sansocroma.
Grande Prêmio da Crítica: Maria Helena Mazzetti e Aracy Evans, pela trajetória de formação em dança em São Paulo.

Votaram: Amanda Queirós, Iara Biderman, Henrique Rochelle, Ana Francisca Ponzio, Yástara Manzini, Renata Xavier, Simone Alcântara e Ana Francisca Ponzio.

Literatura

“Nunca Houve Tanto Fim Como Agora“, de Evandro Affonso Ferreira. Imagem: Editora Record.“Nunca Houve Tanto Fim Como Agora“, de Evandro Affonso Ferreira. Imagem: Editora Record.Grande Prêmio da Crítica: Editora Zahar, pelos 60 anos de publicações pioneiras e relevantes no campo das ciências humanas.
Romance/Novela: Nunca houve tanto fim como agora, Evandro Affonso Ferreira. Editora: Record.
Ensaio/Teoria e/ou Crítica Literária/ Reportagem: Raízes do conservadorismo brasileiro, Juremir Machado da Silva. Editora: Civilização Brasileira.
Infantil/Juvenil: Calu: uma menina cheia de história, Cássia Valle e Luciana Palmeira, com ilustrações de Maria Chantal. Editora: Malê.
Poesia: Dia bonito para chover, Lívia Natália. Editora: Malê.
Contos/Crônicas: Anjo Noturno, Sérgio Sant’Anna. Editora: Companhia das Letras.
Tradução: Guilherme Gontijo Flores, por Fragmentos completos, de Safo. Editora: 34.
Biografia/Autobiografia/Memória: Lima Barreto: Triste visionário, Lilia Moritz Schwarcz. Editora: Companhia das Letras.

Votaram: Amilton Pinheiro, Gabriel Kwak, Felipe Franco Munhoz e Ubiratan Brasil.

Música Erudita

Cena da ópera "Os Pescadores de Pérolas". Foto: Divulgação.Cena da ópera "Os Pescadores de Pérolas". Foto: Divulgação.Espetáculo de ópera: Os Pescadores de Pérolas (out/17 Theatro Municipal).
Prêmio Especial pelo conjunto da obra: João Guilherme Ripper.
Instrumentista: Cristian Budu (piano).
Regente de Orquestra: Jamil Maluf.
Projeto Musical: Instituto Piano Brasileiro.
Cantora Lírica: Denise de Freitas.
Revelação: Camila Titinger.

Votaram: Sergio Casoy, Celso Curi e José Henrique Fabre Rolim.

Música Popular

Um cantinho, um violão e um display de João Gilberto circulando por São Paulo. Crédito: Lucas LimaUm cantinho, um violão e um display de João Gilberto circulando por São Paulo. Crédito: Lucas LimaGrande Prêmio da Crítica: João Gilberto.
Artista do Ano: Rincon Sapiência.
Melhor Álbum: “Boca”, Curumin.
Melhor Show: Mano Brown (“Boogie Naipe” ao vivo).
Revelação: Pabllo Vittar.
Projeto Especial: Selo Discobertas (Acervo).
Música do Ano: “As Caravanas”, Chico Buarque.

Votaram: Alexandre Matias, Fabio Siqueira, José Norberto Flesch, Lucas Brêda, Marcelo Costa, Roberta Martinelli e Tellé Cardim.

Rádio

 Maestro Walter Lourenção no 14º Episódio da série "40 anos em 40 programas". Foto: Divulgação. Maestro Walter Lourenção no 14º Episódio da série "40 anos em 40 programas". Foto: Divulgação.Grande Prêmio da Crítica: Especial 40 anos de Cultura FM (transmissão ao vivo pela rádio, pela TV aberta e pelas redes sociais).
Prêmio Especial do Júri: “Música do Bem” (Nova Brasil FM), campanha pela doação de sangue.
Produtor (Musical): Oswaldo Luiz “Colibri” Vitta, Hora do Rango, Rádio Brasil Atual.
Produtor (entretenimento): Antonio Viviani e Nicolla Lauletta, Voz Off ("http://www.radiofobia.com.br").
Produtor jornalístico: Heloísa Granito, Via Sampa – USP FM.
Melhor apresentação: Eli Corrêa, “Que Saudade de Você”, Rádio Capital AM. 
Homenagem especial: Joseval Peixoto (Rádio Jovem Pan).

Votaram: Fausto Silva Neto, Marcelo Abud, Marco Antonio Ribeiro e Maria Fernanda Teixeira.

Televisão

Juliana Paes (Bibi) em cena de “A Força do Querer“. Foto: Divulgação / TV Globo.Juliana Paes (Bibi) em cena de “A Força do Querer“. Foto: Divulgação / TV Globo.Novela: A Força do Querer (Glória Perez/TV Globo)
Atriz: Juliana Paes (Dois Irmãos e A Força do Querer/TV Globo)
Ator: Julio Andrade (Um Contra Todos/Fox e Sob Pressão/TV Globo)
Diretor: Luiz Fernando Carvalho (Dois Irmãos/TV Globo)
Série: Sob Pressão (Conspiração/TV Globo)
Programa: Terra Dois (TV Cultura)
Apresentador/a: Tatá Werneck (Lady Night/Multishow)

Votaram: Cristina Padiglione, Edianez Parente, Fabio Maksymczuk, Leão Lobo, Neuber Fischer, Nilson Xavier e Paulo Gustavo Pereira. 

Teatro

Andréa Beltrão em cena do monólogo "Antígona", de Sófocles, com direção de Amir Haddad, vencedora da categoria Atriz de Teatro do Prêmio APCA 2017. Foto: Bárbara Lopes / DivulgaçãoAndréa Beltrão em cena do monólogo "Antígona", de Sófocles, com direção de Amir Haddad, vencedora da categoria Atriz de Teatro do Prêmio APCA 2017. Foto: Bárbara Lopes / DivulgaçãoGrande Prêmio da Crítica: Projeto O Rei da Vela – 50 anos depois.
Espetáculo: Suassuna (O Auto do Reino do Sol).
Diretor: Bia Lessa (Grande Sertão: Veredas).
Autor/Dramaturgia:  Rudifran Pompeu (Siete Grande Hotel: A Sociedade de Portas Fechadas).
Ator: Renato Borghi (O Rei da Vela).
Atriz: Andreia Beltrão (Antígona, direção de Amir Haddad).
Prêmio Especial: Teatro de Contêiner Munguzá (Projeto de ocupação de terreno abandonado no bairro da luz).

Votaram: Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha (votou somente o Prêmio Especial e o Grande Prêmio da Crítica), Carmelinda Guimarães, Celso Curi, Edgar Olimpio de Souza, Evaristo Martins de Azevedo, Gabriela Mellão, José Cetra Filho, Kyra Piscitelli, Marcio Aquiles, Maria Eugênia de Menezes, Miguel Arcanjo Prado e Vinício Angelici

Teatro Infanto-Juvenil 

Atores da Cia. Simples em “Skelling“, adaptação do livro do inglês David Almond. Foto: Camila Picolo.Atores da Cia. Simples em “Skelling“, adaptação do livro do inglês David Almond. Foto: Camila Picolo.Em vez das categorias tradicionais, a comissão decidiu premiar as 7 personalidades que mais se destacaram no ano no setor de teatro para crianças e jovens em SP:

Cristiana Paoli-Quito - Pela direção e dramaturgia nos espetáculos Skellig e Histórias de Alexandre.
Fernanda Maia - Pela dramaturgia, letras e direção musical em Lembro Todo Dia de Você. Pela direção musical e preparação vocal em Senhor das Moscas e Romeu e Julieta - De almas sinceras a união sincera nada há que impeça. Pela direção musical, trilha sonora e arranjos em Nerina, A Ovelha Negra. Pela dramaturgia, co-direção artística e direção musical em Carrossel – O Musical. Pela adaptação, direção musical e direção artística de Sonhos Não Envelhecem. Pela direção musical de ‘Mil Mulheres e Uma Noite’, primeiro espetáculo adulto de As Meninas do Conto.
Fernando Escrich - Pela concepção, cenografia, direção musical, arranjos, atuação e co-direção artística em Canções para Pequenos Ouvidos, da Orquestra Modesta; pela trilha sonora original e direção musical em Henriques; pela direção artística e trilha sonora original em As Travessuras de Mané Gostoso; pela assistência de direção e preparação de atores em Alice no País do Iê-Iê-Iê; pela direção geral e musical do espetáculo-cortejo Rio do Samba ao Funk, com o grupo Bando de Palhaços (RJ). 
Gustavo Kurlat - Pela idealização, direção, músicas, co-roteiro e direção musical do espetáculo Numvaiduê, dos Doutores de Alegria, e pela dramaturgia, música e direção de Vou-Eu.
Marcelo Roamgnoli - Pela direção e dramaturgia nos espetáculos Gagá e Buda.
Marco Lima - Pelos figurinos e direção de arte em Pescadora de Ilusão, pela cenografia, figurino e colaboração dramatúrgica em Alice no País do Iê Iê Iê e pela cenografia e figurino dos espetáculos de dança para crianças Vila Tarsila, Lúdico, Girassóis e Poetas da Cor, da Cia. Druw.
Marisa Bentivegna - Pela iluminação e cenografia em Skellig, Gagá e Buda, e pelo desenho de luz de Nerina – A Ovelha Negra.  
Menção Honrosa - Para o coletivo Galpão dos Lobos, formado pelos grupos Cia.

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Com informações da APCA.

No próximo 14 de dezembro o MASP inaugura ‘Tunga: o corpo em obras‘, exposição que reúne cerca de oitenta obras do artista pernambucano, incluindo instalações, objetos e desenhos.

‘Lezart‘. Imagem: Divulgação.‘Lezart‘. Imagem: Divulgação.Embora apresente trabalhos de diferentes períodos de sua carreira, desde os anos 1970 até sua morte, em junho de 2016, não se trata de uma mostra retrospectiva, mas sim de uma exposição monográfica cujo recorte curatorial tem como foco a maneira como Tunga trabalhou os temas da sexualidade e do erotismo ao longo de sua produção.

Pode-se dizer que o corpo e questões relacionadas à sexualidade atravessam toda a obra do artista, desde o início de sua carreira. Neste recorte curatorial, a sexualidade é compreendida como forma de estabelecer e desenvolver relações, vínculos, transformações e criações entre corpos, seres, matérias e linguagens. As obras que integram a exposição compreendem os mais distintos materiais usados por Tunga, como bronze, cobre, latão, madeira, papel, borracha e maquiagem; bem como fazem referência a diversas áreas do conhecimento, como literatura, filosofia, psicanálise, química, biologia e alquimia.

‘Les bijoux de Madame de Sade‘. Imagem: Divulgação.‘Les bijoux de Madame de Sade‘. Imagem: Divulgação.Organizada de forma não-cronológica pelo espaço do 2º subsolo, a exposição conta com alguns dos trabalhos mais emblemáticos de Tunga, como Vê-nus (1976), Tacape(décadas de 1980 e 1990), a série Eixos exógenos (1986-2000), um conjunto de Tranças (décadas de 1980 e 1990), a série Morfológicas (2014), além de diversos desenhos, muitos deles nunca expostos.

Por ocasião da mostra, o MASP publica um catálogo disponível em português e inglês com imagens das obras expostas, textos dos curadores e ensaios inéditos de Marta Martins e Catherine Lampert, além da republicação de textos históricos sobre a obra de Tunga, de Ronaldo Brito e Suely Rolnik.

‘A cada doze dias e uma carta‘. Imagem: Divulgação.‘A cada doze dias e uma carta‘. Imagem: Divulgação.‘Tunga: o corpo em obras‘ encerra o programa anual de 2017 do MASP, dedicado à sexualidade, e que contou com exposições individuais das artistas Teresinha Soares, Wanda Pimentel, Tracey Moffatt, Guerrilla Girls e dos artistas Miguel Rio Branco e Toulouse-Lautrec, além da mostra coletiva, Histórias da sexualidade, seminários e oficinas em torno do assunto.

A exposição tem curadoria de Isabella Rjeille e Tomás Toledo. A expografia é da Metro Arquitetos Associados.

Tunga

Tunga por trás de uma de suas obras na galeria Pièce Unique, outubro de 2010. Foto: Arquivo PessoalTunga por trás de uma de suas obras na galeria Pièce Unique, outubro de 2010. Foto: Arquivo PessoalAntônio José de Barros Carvalho e Mello Mourão (1952 / 2016), conhecido como Tunga, foi o primeiro artista contemporâneo e o primeiro brasileiro a ter uma obra exposta no Museu do Louvre,  em  Paris. Obras suas estão em acervos permanentes de museus como o Guggenheim de Veneza, além de o Instituto Inhotim, em Brumadinho, Minas Gerais. Nascido em Palmares, Pernambuco, Tunga mudou-se para o Rio de Janeiro, onde cursou arquitetura e urbanismo. O filho do escritor Gerardo de Mello Mourão iniciou a carreira no começo dos anos 1970.

Serviço

‘Tunga: O Corpo em Obras‘ 
Data: 15 de dezembro de 2017 a 11 de março de 2018.
Local: MASP / 2º subsolo.
Endereço: Avenida Paulista, 1578, São Paulo, SP
Horários: terça a domingo: das 10h às 18h (bilheteria aberta até as 17h30); quinta-feira: das 10h às 20h (bilheteria até 19h30).
Acessível a deficientes físicos, ar condicionado, classificação livre.

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Com informações do MASP.

Desde o início dos anos 1990, o músico, compositor e produtor Cid Campos centra seu trabalho na área da poemúsica. O CD EMILY é o mais recente projeto do músico, que surgiu deste mesmo caminho de experimentação e musicalização de poesia. 

No pocket show, Cid Campos apresenta uma prévia do trabalho que será lançado no início de 2018. Imagem: Divulgação.No pocket show, Cid Campos apresenta uma prévia do trabalho que será lançado no início de 2018. Imagem: Divulgação.

No pocket show de pré lançamento do álbum EMILY, que acontece na Casa das Rosas no próximo sábado, dia 9 de dezembro, às 18h30, Cid Campos apresentará um repertório de músicas compostas para traduções de Augusto de Campos da poeta norte-americana Emily Dickinson, que fazem parte do livro Emily Dickinson Não Sou Ninguém – Poemas (Editora Unicamp). No original I'm Nobody! Who are you? (1891).

Em 2008, quando Augusto de Campos lançou o livro, Cid encantou-se com a delicadeza e a modernidade de seus poemas curtos, repletos de sutilezas e liberdade de expressão, envolvendo-se assim em mais uma série de composições. Inicialmente foram 3 músicas (“Se o meu Riacho é fluente”, “Como se o Mar rompesse” e “Nossa Porção de Noite”), gravadas em seu CD NEM, lançado em 2014, interpretadas por ele em seus shows e por Adriana Calcanhotto em participações especiais e em apresentações que fizeram juntos. Mais adiante, em 2016, Augusto lança o mesmo livro, em nova edição revisada e ampliada. A partir daí, Cid deu continuidade as suas composições, chegando a mais de 20 músicas, criando assim possibilidade para a realização de mais um projeto.

A inspiração

Proveniente de família abastada, Emily Dickinson nasceu em Amherst, Massachusetts, EUA, em 1830 em uma casa construída pelos avós. Morreu na mesma cidade em 1886. Passou sua vida praticamente dentro de casa e no belo jardim que a circundava, onde compensava a sua solidão com extensa correspondência e a criação de seus poemas. Sua obra poética só veio a ser publicada após a sua morte.

Cynthia Nixon como a autora Emily Dickinson no filme "Além das Palavras" e a própria Emily. Imagem: Reprodução.Cynthia Nixon como a autora Emily Dickinson no filme "Além das Palavras" e a própria Emily. Imagem: Reprodução.

Hoje, admirada mundialmente, teve a sua biografia adaptada para o filme longa metragem, “Além das Palavras“, dirigido por Terence Davies, com excelente interpretação da atriz de Cynthia Nixon, tendo como fio condutor a própria poesia da escritora. No longa, a poeta é apresentada como uma personagem que, à medida que se afasta da juventude, se torna cada vez mais solitária, embora não abra mão das ideias que tem, consideradas avançadas para as mulheres do século XIX.  Seus poemas eram publicados de forma anônima, por ser mulher. Sua primeira edição crítica completa organizada foi publicada só em 1955, por Thomas H. Johnson em um volume de 1.775 poemas que até hoje é uma das principais referências em estudos e traduções.

O show

Capa do CD, “Emily“ de Cid Campos. Imagem: Divulgação.Capa do CD, “Emily“ de Cid Campos. Imagem: Divulgação.

O repertório do show reúne músicas, na maior parte bastante intimistas, que vão do blues ao jazz (“Sépala, pétala e e um espinho —” / “Muita loucura faz sentido —” / “Ata-me — eu Canto Assim —” / “Nossa porção de noite” —), passando por várias faces da canção moderna brasileira (”Paz – muita vez — fui encontrar” / “Êxtase — grão por grão —" / ”Ruas sem som serviam”, além da mais experimental “Pouco, mas muito”.

Tudo com vistas à assimilação da elaborada linguagem da poesia pela música, prática rara entre nós, uma especialidade de Cid, exercitada com muito brilho em seus trabalhos anteriores, como Poesia é Risco (com Augusto de Campos), No Lago do Olho, Fala da Palavra, Crianças Crionças, Nem, O Inferno de Wall Street/Profetas em Movimento.

Tendo a produção musical, arranjos, voz, violões nylon e resonator, de Cid Campos, o show conta com a participação dos músicos, Felipe Ávila - guitarra e violão, Moisés Alves - teclado, que também gravaram o CD, além de Fernando Rosa - baixo e Miguel Assis - bateria, trazendo uma sonoridade especial e competente ao trabalho.

As projeções ao vivo, ficam por conta do VJ Fabio Vietnica. O CD EMILY estará disponível para venda no local e também poderá ser encontrado na Tratore - em formato físico ou digital, nas principais plataformas.

Serviço

Emily - Cid Campos.
Quando: 9 de dezembro.
Horário: 18h30.
Local: Casa das Rosas (Avenida Paulista, 37, Paraíso).
Ingressos: Grátis.
Classificação: Livre.
Duração: 50 minutos.

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Da Redação.