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“O menino“ (1917) de Arthur Timótheo da Costa. Acervo / MASP.“O menino“ (1917) de Arthur Timótheo da Costa. Acervo / MASP.O MASP anuncia sua programação de exposições para 2018. Narrativas afro-atlânticas irão permear todas as mostras do ano, que contemplam nomes como Aleijadinho, Sônia Gomes, Melwin Edwards, Maria Auxiliadora da Silva, Rubem Valentim e Pedro Figari.

Nove mostras já estão confirmadas, entre coletivas e individuais, todas idealizadas e produzidas pela equipe curatorial e demais núcleos do Museu.

No ano que marca os 130 anos da assinatura da Lei Áurea, uma das últimas estabelecidas pelo Império Brasileiro, que aboliu oficialmente a escravidão, o foco temático a permear toda a programação do MASP trata das histórias e narrativas afro-atlânticas. Essas se referem não só ao processo de escravização das populações africanas em territórios americanos, caribenhos e europeus, mas também às trocas bilaterais – culturais, simbólicas, artísticas, etc. – entre esses povos atlânticos, desde o século 16.

O Brasil é um território chave nessas histórias, pois recebeu cerca de 40% dos africanos que deixaram Rubem Valentim, óleo sobre tela na “Composição 12“. Ano de 1962. Acervo / MASP.Rubem Valentim, óleo sobre tela na “Composição 12“. Ano de 1962. Acervo / MASP.seu continente ao longo de mais de 300 anos para serem escravizados desse lado do Atlântico (número correspondente ao dobro dos portugueses que se estabeleceram no país para colonizá-lo). De maneira bastante perversa, o Brasil foi também o último país a abolir oficialmente a escravidão, em 1888.

Assim, uma grande mostra coletiva denominada Histórias afro-atlânticas, co-organizada com o Instituto Tomie Ohtake, está prevista para junho. Ao longo do ano, o programa inclui também exposições monográficas de artistas negros ou que trabalham com representações de temas afro-atlânticos de diferentes origens e gerações.

No primeiro semestre, em março, estão programadas as mostras de Aleijadinho e Maria Auxiliadora da Silva; e em abril, de Emanoel Araújo. No segundo semestre, em agosto, acontecem as individuais de Melvin Edwards e Rubem Valentim; em novembro, Sonia Gomes e Pedro Figari; e em dezembro, Lucia Laguna.

Basquiat cancelado

A respeito da exposição Basquiat afro-atlântico, prevista para ocorrer de março a julho de 2018, o MASP lamenta em divulgar que optou por seu cancelamento, devido ao anúncio de uma monográfica do mesmo artista, com abertura em janeiro, por outra instituição cultural de São Paulo. Apesar de Basquiat afro-atlântico ter sido concebida em 2016 e já contar com a confirmação de importantes empréstimos de grandes instituições internacionais, acreditamos que a realização de duas exposições do mesmo artista, que demandam alto investimento de recursos, no mesmo ano, seria um desserviço à população de São Paulo e um mal-uso de recursos incentivados.

O ciclo em torno das Histórias afro-atlânticas está inserido em um projeto mais amplo de exposições, palestras, oficinas, seminários e atividades do MASP, que atenta para histórias plurais, que vão além das narrativas tradicionais, tais como Histórias da loucura e Histórias feministas (iniciadas em 2015), Histórias da infância (em 2016) e Histórias da sexualidade (em 2017).

Serviço 

Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - MASP.“O Velório da Noiva“ (1974). Pintura de Maria Auxiliadora da Silva. Acervo / MASP.“O Velório da Noiva“ (1974). Pintura de Maria Auxiliadora da Silva. Acervo / MASP.
Endereço: Avenida Paulista, 1578, São Paulo.
Telefone: (11) 3149-5959.
Horários: terça a domingo: das 10h às 18h (bilheteria aberta até as 17h30); quinta-feira: das 10h às 20h (bilheteria até 19h30).
Ingressos: R$30,00 (entrada); R$15,00 (meia-entrada).
O MASP tem entrada gratuita às terças-feiras, durante o dia todo.
O ingresso dá direito a visitar todas as exposições em cartaz no dia da visita.
Estudantes, professores e maiores de 60 anos pagam R$15,00 (meia-entrada).
Menores de 10 anos de idade não pagam ingresso.

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Com informações do MASP.

O fotógrafo carioca Claudio Edinger chama a atenção por suas fotos aéreas e um uso inteligente de foco, criando ambientes que mais parecem saídos de um sonho. Seu trabalho será reunido em um novo livro que tem lançamento marcado para a próxima quarta (29).

Parque Lage, Rio de Janeiro. Foto: Claudio Edinger.Parque Lage, Rio de Janeiro. Foto: Claudio Edinger.

O Cristo redendor em meio a nuvens. Foto: Claudio Edinger.O Cristo redendor em meio a nuvens. Foto: Claudio Edinger.

A obra, intitulada “Machina Mundi - As Engrenagens do Mundo“, é organizada pela Editora Bazar do Tempo e engloba três anos de trabalho do profissional. São fotos das metrópoles de São Paulo e Rio de Janeiro vistos de cima, compostos de maneira a parecerem um enorme maquinário. O truque de Edinger, que fotografa com a ajuda de helicópteros, gira em torno de iluminação precisa e uso radical do foco seletivo, função que permite criar imagens com áreas bem definidas rodeadas por um efeito desfocado. As imagens parecem ter sido captadas pelo próprio olho: o objeto principal se mostra nítido, enquanto o entorno aparece desfocado.

Obelisco do Ibirapuera, São Paulo. Foto: Claudio Edinger.Obelisco do Ibirapuera, São Paulo. Foto: Claudio Edinger.

Entardecer em São Paulo. Foto: Claudio Edinger.Entardecer em São Paulo. Foto: Claudio Edinger.

Vista geral do centro de São Paulo. Foto: Claudio Edinger.Vista geral do centro de São Paulo. Foto: Claudio Edinger.

O fotógrafo

Filho de pai alemão e mãe russa, carioca radicado em São Paulo, judeu que também é hindu. O fotógrafo nasceu em 3 de maio de 1952, na cidade do Rio de Janeiro, e já fez muita coisa de lá para cá. Cursou economia no Mackenzie, mas a fotografia o levou para outro caminho. 

No decorrer dos 20 anos de permanência nos Estados Unidos, publica 11 livros, entre eles o Chelsea Hotel (1983), e Venice Beach (1985), editados pela Abbeville Press, ambos vencedores do prêmio Leica Medal of Excellence, nos Estados Unidos. Pelo projeto Loucura, sobre o asilo de doentes mentais do Hospital Psiquiátrico do Juqueri, em Franco da Rocha, São Paulo, recebe o Prêmio Ernst Haas, em 1990. Em 1993, é contemplado, em São Paulo, com a Bolsa Vitae de Fotografia para registrar o carnaval brasileiro, e desse trabalho resulta o livro Carnaval, publicado, pela editora DBA Artes Gráficas, em 1996. Nesse ano, volta a morar em São Paulo e continua a expor no Brasil e no exterior durante os anos 2000, como na mostra Madness, em Paris, em 2014. Em 2015, realiza a exposição O Paradoxo do Olhar, que se desdobra, no mesmo ano, em uma publicação.

Uma carreira tão impecável não poderia deixar de ser acompanhada de importantes prêmios como o Prêmio Hasselblad, Prêmio Abril de Fotografia, One of The Year's Best Books (revista American Photo por Old Havana) e Prêmio Ernst Haas. Dentre alguns de seus clientes estão Forbes, AT&T, Life, Nike, The Washington Post e The Rockefeller Foundation.

Edinger é um fotografo em plena atividade, e agora edita mais um livro, com o título “Machina Mundi - As Engrenagens do Mundo“.

Imagem: Reprodução.Imagem: Reprodução.Serviço

Lançamento do livro: “Machina Mundi - As Engrenagens do Mundo“
Autor: Claudio Edinger.
Quando: Dia 29.
Horário: entre 19h e 22h30.
Local: ARTE 57 - Av. 9 de Julho 5144, Jardim Europa, SP. 

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Da Redação.

Ocupando bibliotecas, praças, espaços culturais e escolas, o 8º Festival do Livro e da Literatura de São Miguel traz atividades par mais de 50 pontos da zona leste de São Paulo. A partir do tema "Letras Pretas: poéticas de corpo e liberdade", a mostra vai discutir o racismo e a equidade racial na produção literária com debates, apresentações musicais, histórias e teatro. 

O eixo condutor das atividades segue uma construção elaborada nas últimas duas edições do festival, como explica o coordenador da programação cultural da Fundação Tide Setubal, Inácio Pereira.

Segundo ele, com a crise política de 2015, foi feita a opção de se discutir democracia e história na perspectiva de diferentes vozes. No ano passado, a programação passou pelas discussões de gênero, e, agora, pelas de raça. “É a questão do povo negro, da identidade da produção literária, refletindo sobre a essência da literatura negra e periférica”, disse.

A fundação organiza o evento, que começou como uma feira do livro e se expandiu, em boa parte, por conta da aproximação com as escolas da região. “É um festival do livro construído de forma colaborativa a partir de uma rede de vários atores locais”, afirmou Pereira.

“As escolas entraram no festival como público em um primeiro momento, começaram a dialogar, depois quiseram participar com os seus projetos”, acrescentou sobre como alunos e professores foram se apropriando do evento.

Assim, os dias de festival se tornam, segundo o coordenador, um momento para que docentes e estudantes conheçam propostas geradas dentro da própria comunidade. “Existe uma troca de experiências das práticas de literatura e mediação dos projetos, somando essas temáticas que são transversais, questão de gênero, equidade racial, democracia, ocupação dos espaços públicos, direito à cidade”, observou.

Ocupando a rua e o simbólico

Tia Nastácia: reprodução do livro ‘As Reinações de Narizinho‘, de Monteiro Lobato. Tia Nastácia: reprodução do livro ‘As Reinações de Narizinho‘, de Monteiro Lobato. Para elaborar a programação, que também envolve artistas e grupos culturais que trabalham na perspectiva periférica, foi formado um grupo curatorial com artistas, educadores e ativistas. É pensado, desse modo, um festival que não só traga atrações de outros espaços, mas que a produção da comunidade e de fora ocupe a região de diversas formas. “A ideia não é só ocupar a praça, mas também ocupar o simbólico”, disse Pereira.

Como exemplo desse tipo de experimentação, o coordenador citou a releitura feita por um grupo de alunos da personagem Tia Nastácia, de Monteiro Lobato, presente nas histórias do Sítio do Pica-Pau Amarelo. “A Tia Nastácia dentro da lógica do Monteiro Lobato você não conhece a história da família dela, não sabe se foi casada, se teve netos. Ela uma figura acessória para contar a história de uma família branca”, explicou. Porém, os estudantes, em um esquete montado para o festival, criam um momento em que a cozinheira negra conta a própria história para a boneca Emília.

Mulheres negras

letras pretasletras pretas“A criança que assistir essa história, quando ela for ver de novo o Monteiro Lobato, com certeza aquela história que ela viu na praça verá com que ela veja Tia Nastácia de uma maneira diferente, humanizada, com família, com filhos, netos”, destaca sobre a importância das reflexões feitas pelos jovens.

A necessidade de recontar a história das mulheres negras, não só de uma perspectiva social e racial diferente, mas desconstruindo estereótipos de gênero tem fomentado diversos grupos culturais na periferia, segundo Débora Garcia, fundadora do Sarau das Pretas. “O nosso corpo sempre foi colocado à disposição do outro: essa coisa da maternidade, da ama de leite, da mulher hipersexualizada. Então, hoje, nós mulheres negras temos uma demanda muito forte de olharmos para nós mesmas”, ressaltou a ativista que também participou da curadoria do festival.

“Nós acreditamos que a literatura é um lugar de fala muito importante, porque historicamente nós não tivemos acesso à escrita formal, a nossa história, as nossas questões sempre foram trazidas pela oralidade”, disse ao lembrar que as mulheres negras ainda sofrem com a falta de escolaridade. “As mulheres negras ainda estão na base da pirâmide social, são as que têm a menor escolaridade, as que acessam aos piores salários e cargos de emprego”, completa.

Por isso, Débora defende a necessidade de narrativas construídas por outros autores e autoras, não somente os homens brancos de boa condição financeira, o que, de acordo com ela, tem sido a regra na literatura ocidental. “Quando nós vamos escrever um texto, nós colocamos mulheres que são complexas, que têm sonhos, que têm compreensão do seu lugar no mundo, não a ver navios. E isso muda tudo, porque nós criamos referências positivas”.

Serviço

8º Festival do Livro e da Literatura de São Miguel
Quando: 8, 9 e 10 de novembro, das 9h às 21h.
Locais: 50 pontos de São Miguel Paulista e arredores.
Programação completa: http://bit.ly/2zfWEjf
Entrada: gratuita e aberta para todos os públicos.

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Por Daniel Mello da Agência Brasil.

O CCMI – Centro Cultural da Música Instrumental, agrega duas salas de espetáculo e um arejado e charmoso terraço. Foto: Divulgação.O CCMI – Centro Cultural da Música Instrumental, agrega duas salas de espetáculo e um arejado e charmoso terraço. Foto: Divulgação.

O espaço que um dia abrigou uma fábrica de sapatos hoje comporta o CCMI – Centro Cultural da Música Instrumental, que agrega duas salas de espetáculo e um arejado e charmoso terraço. É o que os antigos frequentadores e amantes do lugar chamam de “novo JazzNosFundos”.

Idealizada pelo artista plástico Maximo Levy, a nova casa guarda ainda algumas características de sua arquitetura original, e a decoração é feita com materiais e peças de demolição, além de objetos deixados pelo antigo dono, como fôrmas e prensas de sapatos que formam móbiles e balcões nas áreas de bar.

Como o nome já diz, a Sala JazzNosFundos preserva o DNA da antiga casa, com uma programação que privilegia a música instrumental e o jazz. Instalada no andar inferior do CCMI, a sala manteve sua tradicional miniplateia e, atendendo a pedidos, ganhou ainda pequenas mesas. Há ainda o espaço cativo para quem quer assistir ao show em pé, além do bar, de onde saem cervejas, drinks e petiscos.

Já a Sala do Autor, que fica no piso térreo do CCMI, dá ênfase à música autoral. Nesse ambiente, diferentemente da sala JazzNosFundos, a ideia é apreciar a música em um ambiente silencioso, em que todos possam curtir a qualidade do som e da acústica envolvida.

Programação Especial de aniversário

O JazzNosFundos surgiu como um speakeasy, há onze anos. Foto: Divulgação.O JazzNosFundos surgiu como um speakeasy, há onze anos. Foto: Divulgação.

No mês em que comemora 11 anos de atividade na região de Pinheiros, na zona oeste da capital, CCMI/JazzNosFundos tem uma extensa programação com exposição de fotos, canal exclusivo no youtube e shows especiais. De terça a sábado, a casa oferece música de qualidade para um público exigente e fiel.

A programação especial da semana, abre com o show (dia 7) de quatro lendas do jazz - o argentino Hector Costita, os brasileiros Carlos Alberto Alcântara e Luiz Mello e o americano Bob Wyatt. Uma homenagem a eles e toda uma geração que e a sua geração que em mais de quatro décadas de música e sucessos, fizeram da música instrumental um dos pilares da cultura brasileira.

Na quarta (8), os ganhadores de dois Grammy Awards, o Trio Corrente apresenta um show especial. Na mesma noite, em seguida, o show do grande guitarrista Lupa Santiago.

Na quinta (9), noite de muito groove, com o tributo a um dos maiores discos da história do jazz, o Head Hunters de Herbie Hancock assinado pelo pianista Leandro Cabral e, em seguida, show do baterista Cuca Teixeira com seu projeto Groove Reunion que reunirá feras do jazz para uma noite de muito jazz funk.

Sexta (10) é a vez dos shows da cantora Marina de La Riva que mistura a música brasileira e latina e do pianista cubano Pepe Cisneros que apresentará show especial com músicas cubanas da década de 50.    

Sábado (11), dia exato do aniversário da casa, o palco é do bandolinista Hamilton de Holanda com um grande time de músicos: Gabriel Grossi, Daniel Santiago, Thiago Espírito Santo e Edu Ribeiro, a partir das 21h. Às 24h, Arismar do Espírito Santo e Cia encerram a noite. E os ingressos para o show de Hamilton de Holanda garantem a plateia para o show de Arismar.

CCMI/JazzNosFundos

Valores e horários de shows variam de acordo com a atração e o dia da semana. Foto: Divulgação.Valores e horários de shows variam de acordo com a atração e o dia da semana. Foto: Divulgação.Como já acontece desde sempre, de terça-feira a sábado, o CCMI costuma receber dois shows, sempre em horários alternados, de forma que o público possa escolher o som que mais lhe interessar levando em consideração o estilo e o horário das apresentações. Em algumas noites entradas também são cobradas isoladamente. Tudo para que o público tenha total liberdade na escolha.

Como a programação das duas salas acontece em horários alternados, o público tem a possibilidade ainda de curtir os dois shows, e, para isso, ganham desconto na compra da segunda entrada. Afinal, uma das propostas que sempre nortearam a casa é oferecer música de qualidade com preços democráticos. Nada mais justo.

Quando surgiu como um speakeasy, há onze anos, o JazzNosFundos apresentava cerca de 16 shows por mês. Hoje, a casa irmã, JazzB, no Centro de São Paulo, e o CCMI elevaram esse número para 60 apresentações mensais, o que faz com que os dois locais tenham se transformado em um polo da música instrumental, referência em curadoria, acústica e qualidade da programação, dentro e fora do Brasil.

Serviço

Aniversário JazzNosFundos
De 11 a 30 de novembro.
Rua Cardeal Arcoverde, 742, Pinheiros, São Paulo - Tel: 11 3083 5975.
Abertura da casa: 19h.
Confira a programação: http://jazznosfundos.net/home.php
Reservas: [email protected]
Exposição de fotos – JazzNosFundos 11 Anos: série de fotos de Ric Pereira fará parte do cenário do espaço Barceloneta, primeiro andar da casa, onde funciona o terraço.
Estacionamento (não conveniado) na Rua João Moura, 1076.
Canal no Youtube.


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Da redação com informações de Manu Vergamini / JazzNosFundos.

São Paulo está repleta de atrações culturais durante o feriado de Finados, de 2 a 5 de novembro. Muitas atividades serão realizadas em museus, bibliotecas, Oficinas Culturais e na Sala São Paulo.

A Pinacoteca do Estado, por exemplo, terá entrada gratuita para todos os visitantes durante o período e receberá o festival “Mercado Manual”. O público poderá participar também de contação de histórias nas Bibliotecas de São Paulo e no Parque Villa-Lobos, além de assistir à Orquestra Sinfônica FMU/FIAM-FAAM na Sala São Paulo, em concerto gratuito.

Confira abaixo algumas dicas para aproveitar o feriado prolongado na capital:

Museus

Exposição ‘Hiatus“ no Memorial da Resistência que preserva parte do edifício que foi sede do Deops-SP. Foto: Divulgação.Exposição ‘Hiatus“ no Memorial da Resistência que preserva parte do edifício que foi sede do Deops-SP. Foto: Divulgação.

Recém-inaugurada no Memorial da Resistência, a exposição “Hiatus: a memória da violência ditatorial na América Latina” traz obras realizadas a partir do diálogo com o tema, resultados das Comissões da Verdade, e a continuidade de violações semelhantes no mundo contemporâneo. Participam da exposição os artistas Andreas Knitz, Clara Ianni, Fulvia Molina, Horst Hoheisel, Jaime Lauriano, Leila Danziger, Marcelo Brodsky e Rodrigo Yanes. A entrada é gratuita.

“O Mundo do Perfume” no Museu Catavento promove uma viagem pelo universo da perfumaria e do olfato, contando sua origem e proporcionando experiência olfativa dos ingredientes que compõem as fragrâncias. O público poderá aproveitar também a Sala Dinos do Brasil e conhecer mais sobre os dinossauros que habitaram o território por meio de óculos de realidade virtual. Os ingressos do museu custam R$ 6,00 com meia entrada para crianças, estudantes, aposentados, idosos e pessoas com deficiência, e aos sábados a entrada é gratuita.

O Museu do Futebol oferecerá, nos dias 2 e 4, quinta-feira e sábado, às 11h, visitas mediadas que contarão com uma caminhada repleta de história e curiosidades ao redor do campo do Pacaembu. Os visitantes poderão participar também de uma série de brincadeiras durante todo o feriado, como os jogos “Memoriball – Mascotes” no dia 2, às 11h, e “Deuses Olímpicos”, no mesmo dia, às 14h. No sábado, dia 4, às 11h, haverá “Futebocha”, e no domingo, 5, haverá visita mediada ao museu às 11h e o jogo cooperativo “Pupet”, às 14h. Os ingressos do museu custam R$ 10, com meia entrada para estudantes, aposentados e idosos. No sábado, a entrada é gratuita.

O Museu do Futebol fica no Estádio do Pacaembu e oferece um bicicletário para doze ciclistas. Foto: Divulgação.O Museu do Futebol fica no Estádio do Pacaembu e oferece um bicicletário para doze ciclistas. Foto: Divulgação.O Museu da Diversidade Sexual apresenta a mostra “Solidão”, recém-inaugurada no espaço, localizado no Metrô República. Com curadoria de Duilio Ferronato e Eduardo Besen, a coletiva conta com trabalhos de 17 artistas acerca da temática. Na série de Paulo Von Poser, são abordados os relacionamentos através de aplicativos, tratando-os como instrumentos reveladores da solidão, porém também mecanismos para que pessoas se encontrem. Já Ida Feldman faz uso da colagem digital para falar sobre a autossuficiência como método de driblar a solidão, com um toque de humor. A entrada é gratuita.

O Museu de Arte Sacra também oferece exposições para quem quiser conhecer o local no feriado. A mostra “300 Anos de Devoção Popular” faz uma homenagem aos 300 anos de devoção a Nossa Senhora Aparecida, e a mostra “Relíquia: Transcendência do Corpo”, que retrata os 21 séculos da era cristã por meio de relicários, tecas, medalhas, estampas e outros objetos. Os ingressos do museu custam R$ 6,00 com meia entrada para estudantes e idosos. No sábado, a entrada é gratuita.

No Museu da Imagem e do Som – MIS-SP estão em cartaz duas exposições: “Renato Russo”, que apresenta a vida e obra do ícone do rock brasileiro, e “Silêncio”, com registros da fotógrafa Stess Panissi que relembram o desastre ambiental ocorrido em Mariana, Minas Gerais. Os ingressos para a exposição “Renato Russo” custam R$ 12,00 com meia entrada a R$ 6,00. “Silêncio” tem entrada gratuita.

Entre as diferentes atrações, MIS tem exposição inédita sobre Renato Russo. Foto: Divulgação.Entre as diferentes atrações, MIS tem exposição inédita sobre Renato Russo. Foto: Divulgação.

A Pinacoteca terá entrada gratuita de 2 a 5 de novembro. Nos dias 2, 3 e 5, das 11h às 15h, os visitantes vão curtir o “JogaJunto” e conhecer mais sobre o acervo do Museu por meio de jogos que estimulam o olhar atento, curioso e divertido sobre as obras em exposição. Nos dias 2 e 5, haverá visita educativa na exposição “No subúrbio da modernidade – Di Cavalcanti 120 anos”, a partir das 10h30. Já no sábado, dia 4, a visita será na exposição “Arte no Brasil: uma história na Pinacoteca de São Paulo”, às 14h30. Nos dias 4 e 5, sábado e domingo, a Pinacoteca receberá o “Mercado Manual”, festival de cultura feita à mão que contará com mais de 60 expositores, shows, praça gastronômica, atrações infantis e oficinas.

O Museu da Imigração terá, nos dias 4 e 5, sábado e domingo, das 11h às 12h, as visitas educativas que abordarão a identidade negra na cidade de São Paulo em seus aspectos arquitetônicos, sociais, históricos e culturais. Os ingressos do museu custam R$ 10, com meia entrada a R$ 5. Aos sábados a entrada é gratuita.

Bibliotecas

Quem visitar a Biblioteca Parque Villa-Lobos no feriado, poderá conhecer a exposição “Marcas Registradas”, que traz fotografias de Michel Gorski e peças de caráter lúdico e de uso cotidiano que destacam a riqueza do repertório gráfico popular brasileiro. Também será promovida a tradicional “Hora do Conto”, entre 2 e 5 de novembro, com clássicos da literatura interpretados pela Cia. Prosa dos Ventos, pela Cia. Duo Encantado e pelo grupo Damas & Cia. No sábado e domingo, o espaço promove o “Lê no Ninho”, atividade de estímulo à leitura para crianças entre seis meses e quatro anos. As atividades são gratuitas.

Na Biblioteca de São Paulo, a “Hora do Conto” será apresentada pela Cia. Arte Negus, pelo o grupo Tricotando Palavras e pela Cia. Mapinguary, durante todo o feriado. Na sexta-feira, dia 3, crianças e adultos poderão conferir a programação do “Pontos MIS”, que exibirá a animação infantil Cada um na sua casa, sobre uma invasão alienígena na Terra. No sábado, 4, às 15h, crianças entre seis meses e quatro anos poderão participar do “Lê no Ninho”. As atividades são gratuitas.

Sala São Paulo

A Sala São Paulo terá dois concertos no domingo, 5 de novembro. A série “Concertos Matinais” recebe, às 11h, a Orquestra Sinfônica FMU/FIAM-FAAM, sob regência de Rodrigo Vitta, interpretando Bach, Beethoven, Villa-Lobos e Flávio Venturini. Os ingressos são gratuitos e estarão disponíveis para retirada na bilheteria da Sala São Paulo a partir de 30 de outubro. Serão disponibilizados quatro ingressos por pessoa (a partir do quinto, será cobrado R$2,00 cada). No dia do concerto, havendo disponibilidade, a distribuição dos ingressos será às 10h00, limitado a um ingresso por pessoa.

A Sala São Paulo, na Estação Julio Prestes, no centro da cidade. Foto: Divulgação.A Sala São Paulo, na Estação Julio Prestes, no centro da cidade. Foto: Divulgação.Às 16h, o Coro da Osesp se apresenta sob regência de Marcos Thadeu. No programa, estão Seleção de Carlos Alberto Pinto Fonseca, Peça para Coro a Cappella de Paulo Zuben, Seleção de Spirituals de diversos compositores, e Porgy and Bess: Seleção Coral (arranjo de Clay Warnick), de George Gershwin. Os ingressos variam entre R$ 19,00 e R$ 48,00 e podem ser adquiridos no site www.ingressorapido.com.br.

Oficinas Culturais

A Oficina Cultural Oswald de Andrade funcionará das 19h às 22h no dia 2 de novembro. Nos dias 2, 3 (às 20h) e 4 (às 18h), haverá apresentação do espetáculo “O Buda Quebrado – Exercício nº 1”, tragicomédia que conta a história de Hermes e Matilda, um casal de classe média alta que atravessa decisões importantes entre passado e futuro durante um jantar romântico. Nos dias 3 e 4, às 16h, o público poderá assistir a peça “Tio Ivan”, adaptação da obra O Tio Vania, do escritor russo Anton Tchekhov, que consiste em uma encenação sem separação entre atores e espectadores, em que o público será inserido nas cenas privadas de uma família. Também nos dias 3 (às 20h) e 4 (às 18h), haverá apresentação do espetáculo “Orinoco”, em que duas vedetes decadentes refletem sobre a vida em um barco à deriva, com canções compostas pelo maestro Adilson Rodrigues. Todas as apresentações têm entrada gratuita.

Teatro Sérgio Cardoso

“Vamp, o Musical” segue em cartaz no Teatro Sérgio Cardoso, com apresentações no dia 3 (sexta-feira, às 20h30), 4 (sábado, às 17h e às 21h00) e 5 (domingo, às 16h30). Inspirada na novela Vamp, exibida em 1991, a trama conta a história de Natasha, uma cantora que vende a alma para o Conde Vlad em troca de sucesso na carreira. Ele, apaixonado por sua presa, tenta conquistá-la, mas Natasha quer se livrar dele e da maldição de ser vampira para sempre. Também será realizada, em frente ao Teatro, no dia 4, a final do Circuito Paulista de Batalhas de MC’s (CPBMC), das 12h às 19h, com apresentações de 16 MC’s concorrendo pelo título estadual. Os ingressos custam de R$ 20,00 a R$ 75,00 e podem ser adquiridos no site www.ingressorapido.com.br.

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Fonte: Portal do Governo do Estado de São Paulo.

A surpresa é que a hora na tela equivale à hora real. Imagem / Reprodução.A surpresa é que a hora na tela equivale à hora real. Imagem / Reprodução.

Você sai da avenida Paulista lotada, olha para o relógio, sobe as escadas rolantes do IMS e entra na sala escura.

Na tela, fragmentos de filmes. Milhares deles.

Glenn Close pergunta as horas e se apressa a voltar para o escritório depois de fazer sexo com o amante. Um menino provavelmente francês olha o relógio pela janela da sala de aula e espera ansioso que o fim da aula o salve das perguntas da professora. Numa trincheira da primeira guerra mundial, um militar olha atento para o relógio antes de dar a ordem do ataque.

São 24 horas seguidas em que cenas marcantes ou banais de filmes que você já viu – ou não viu – vão aparecendo sem parar.

A colar esses fragmentos, a onipresença da marcação do tempo. São despertadores, relógios de pulso, celulares, cucos e toda espécie de marcadores que mostram o tempo passando a cada minuto.

Tempo real

A surpresa é que a hora na tela equivale à hora real.

Se na tela, Sidney Poitier bebe copos e copos de whisky às 21:55, na sala escura, seu relógio também vai estar marcando 21:55.

É uma experiência hipnótica e poderosa. Eu entrei e saí várias vezes em diferentes dias. Fui em dias de semana, em finais de semana, de dia e de noite. Forcei-me a sair quando algum relógio marcasse 16:15 ou 22:22. E voltava ansioso.

A intimidade da platéia com a obra de arte

Na sala de projeção, sofás em vez de cadeiras. Foto: Divulgação.Na sala de projeção, sofás em vez de cadeiras. Foto: Divulgação.As pessoas entram e saem durante a projeção, com ares de quem já está em casa.

Vejo gente sozinha, vejo grupos que saíram do trabalho, com seus crachás. Às vezes, irrompe uma risada, um susto, mas na maior parte do tempo, as pessoas estão estáticas, ou extáticas, fascinadas com o que vêem na tela.

Num sábado à noite, quando o IMS - Instituto Moreira Salles transmite as 24 horas sem parar, a chegada da meia-noite gera uma expectativa palpável. Os sofás da sala estão lotados, há gente até no chão. Ao meu lado, uma menina vê a chegada do namorado e o beija intensamente, no clima das dezenas de relógios que badalam a hora mais celebrada do cinema.

Não há, porém, obviedades e nem concessões. Esperávamos as cenas clássicas da passagem do Ano-Novo, mas vemos pessoas em situações cotidianas, sofrendo com a passagem do tempo.

A passagem do tempo como experiência física

Essa talvez seja a maior dimensão do filme: ele não é para ser apreciado. É para ser vivido, o que talvez seja de fato o efeito que as grandes obras de artes exercem sobre nós. Como diz a crítica Zadie Smith – “você percebe que The Clock não é nem ruim, nem bom, mas sublime, provavelmente o maior filme que já viu”.

A compressão de enredos

Outra das dimensões da obra é ser uma compressão violenta de tantos enredos. Vemos artistas e filmes que conhecemos. Vemos outros que não conseguimos identificar. Vemos filmes em P&B, antigos, novos, de vários países, todos sem legenda. Vemos heróis, pessoas comuns, crianças, velhos, moribundos, bem-humorados. Vemos figuras magnéticas, mulheres e homens lindos, vemos figuras repulsivas.

Cada fragmento evoca a recordação de um filme inteiro, com seu enredo. Mas também evoca o dia em que o vimos num cinema, num VHS, num DVD, num Netflix. Lembramo-nos de quando assistirmos Taxi Driver pela primeira vez, mas não podemos pensar demais nisso. O filme avança. Os filmes avançam.

A frustração das expectativas

Dentre as cenas está um trecho de “O Homem Mosca“ (1923) com Harold Lloyd. Imagem / Reprodução.Dentre as cenas está um trecho de “O Homem Mosca“ (1923) com Harold Lloyd. Imagem / Reprodução.Assim, caímos em outra dimensão, a dimensão da frustração das expectativas. Como lidar com a sucessão de cenas que abrem perguntas mas não oferecem respostas? Os fragmentos de tantas cenas e tantas vidas atordoam. É como zapear por milhares de canais durante 24 horas sem parar.

Afinal, a cada minuto, aparecem duas, três ou dez ou vinte cenas curtas. Em cada uma delas a esperança de ver o desfecho de uma cena. E a frustração quando elas não se completam. Ao mesmo tempo, fica sempre pairando a curiosidade de ver o próximo: afinal, a porta que se abre num filme, vai fatalmente trazer uma surpresa no próximo filme.

A trilha sonora como fio condutor

A maravilhosa trilha sonora estabelece as conexões, mas as conexões nunca são causais: como ligar a tensão entre Julia e Winston em “1984” às peripécias de um casal alemão que transa em posição acrobática? Outras conexões são temáticas: alguém acende um cigarro e pronto. Há uma sucessão de cenas em que pessoas acendem seus cigarros, velas, lareiras e aquecedores a gás.

O fio condutor é às vezes conceitual, às vezes, temporal. Porém, nada impede que horas depois esses personagens reapareçam em outros papéis, outros contextos.

A pobre Andie MacDowell, por exemplo, está sempre atendendo um telefone que toca sem que ninguém responda do outro lado. Roger Moore olha para o seu Rolex dezenas de vezes sem proferir uma fala, como um 007 eternamente esperando sua deixa, que nunca chega.

A frustração da falta desfecho é substituída pela noção de que não há sentido, nem no filme, nem na vida. Como se entre o nascimento e a morte, as ações se sucedam sem um fio condutor que não seja a intenção do momento.

O impacto da hora real

O tempo não espera ninguém. Montagem com cenas do filme / Reprodução.O tempo não espera ninguém. Montagem com cenas do filme / Reprodução.Há ainda o impacto de ver a hora real na tela. Você acabou de almoçar. Na tela, alguém acabou de almoçar e está olhando para o relógio enquanto palita os dentes. De madrugada, você está com sono. Alguém vai bocejar às duas da manhã. De manhazinha, uma sucessão de despertadores está a postos para acordar os dorminhocos e chamar para um novo dia.

Alguns horários parecem especialmente ativos. Às nove da noite, por exemplo, vemos na tela pessoas esperando seus convidados para uma festa, uma orquestra que se prepara para tocar, um assassino prestes a cometer o crime. Na mesma hora, Kevin Costner, em “Os intocáveis” resolve colocar a filhinha para dormir antes de sair para enfrentar Al Capone, enquanto Cary Grant aparece dedilhando Night and Day, como Cole Porter.

A angústia invade outras cenas, outros filmes, ate que às 22h04, o raio cai na torre da igreja e Marty McFly, a bordo do seu De Lorean consegue sair do passado e voltar para o presente, em “De volta para o futuro”. É a deixa para outro clima, outros mistérios, outras tensões que vão virar a madrugada e se repetir para sempre.

A arte e a vida

A passagem do tempo se emaranha com a nossa vida. O autor, Christian Marclay, justifica:“Na minha idade, começo a pensar em quanto tempo de vida me resta. Cada um entende o tempo à sua maneira. Quando somos crianças, ele passa devagar, parece infinito, e vai acelerando conforme você envelhece”.

Não conhecia o artista. Leio que Marclay é um colecionador compulsivo desde a infância. Revistas, esculturas, rótulos de vinhos. A ideia da colagem é recorrente nas suas obras, desde a música até os filmes. A ideia de The Clock foi sendo gestada em anos, “ruminando”. Quando sentiu que era hora, fez uma linha do tempo e durante um ano foi juntando cenas para testar a viabilidade de marcar o tempo com os filmes. Depois que constatou que dava para fazer, ficou mais dois anos trabalhando para terminar.

O resultado é arte.

Que faz pensar na vida, que gera sensações às vezes boas, às vezes ruins, mas que incomoda sempre.

Christian Marclay. Foto: Art in Focus.Christian Marclay. Foto: Art in Focus.Lembro sem querer de uma sensação parecida, logo após ter assistido Koyaanisqatsi, de 1982, numa mostra de Cinema de São Paulo. A torrente das vidas em movimento embaladas pela música alucinante de Philip Glass também gerava vertigem, mas na obra de Marclay, o objeto parece o oposto. Em vez do fluxo incessante, em The Clock, as vidas são enquadradas de pertinho. Vemos Sean Connery chegando num cassino e sentimos o tempo congelado. Audrey Hepburn domina a cena e envolve o cinema, apenas para se desvanescer no segundo seguinte.

É uma obra de arte monumental, instigante, hipnotizante, que nos chama a pensar na vida de outra maneira, talvez com urgência, talvez com intensidade e, paradoxalmente, abandonar o relógio e contar a passagem do tempo pela intensidade de nossos atos.

Na saída do filme, a avenida Paulista nos chama de volta para o mundo real. O tempo não vai passar mais devagar, ao contrário, a cada minuto estamos mais perto da nossa morte, mas estaremos mais atentos ao enredo da nossa vida.

P.S. O filme anda pelo mundo desde 2010. Só vai ficar até 19 de novembro em cartaz em São Paulo, no IMS - Instituto Moreira Salles, Av. Paulista, 2439. A entrada é grátis.

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Mauro Calliari é administrador de empresas, mestre em urbanismo e consultor organizacional. Artigo publicado originalmente no seu blog Caminhadas Urbanas.