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São Paulo está repleta de atrações culturais durante o feriado de Finados, de 2 a 5 de novembro. Muitas atividades serão realizadas em museus, bibliotecas, Oficinas Culturais e na Sala São Paulo.

A Pinacoteca do Estado, por exemplo, terá entrada gratuita para todos os visitantes durante o período e receberá o festival “Mercado Manual”. O público poderá participar também de contação de histórias nas Bibliotecas de São Paulo e no Parque Villa-Lobos, além de assistir à Orquestra Sinfônica FMU/FIAM-FAAM na Sala São Paulo, em concerto gratuito.

Confira abaixo algumas dicas para aproveitar o feriado prolongado na capital:

Museus

Exposição ‘Hiatus“ no Memorial da Resistência que preserva parte do edifício que foi sede do Deops-SP. Foto: Divulgação.Exposição ‘Hiatus“ no Memorial da Resistência que preserva parte do edifício que foi sede do Deops-SP. Foto: Divulgação.

Recém-inaugurada no Memorial da Resistência, a exposição “Hiatus: a memória da violência ditatorial na América Latina” traz obras realizadas a partir do diálogo com o tema, resultados das Comissões da Verdade, e a continuidade de violações semelhantes no mundo contemporâneo. Participam da exposição os artistas Andreas Knitz, Clara Ianni, Fulvia Molina, Horst Hoheisel, Jaime Lauriano, Leila Danziger, Marcelo Brodsky e Rodrigo Yanes. A entrada é gratuita.

“O Mundo do Perfume” no Museu Catavento promove uma viagem pelo universo da perfumaria e do olfato, contando sua origem e proporcionando experiência olfativa dos ingredientes que compõem as fragrâncias. O público poderá aproveitar também a Sala Dinos do Brasil e conhecer mais sobre os dinossauros que habitaram o território por meio de óculos de realidade virtual. Os ingressos do museu custam R$ 6,00 com meia entrada para crianças, estudantes, aposentados, idosos e pessoas com deficiência, e aos sábados a entrada é gratuita.

O Museu do Futebol oferecerá, nos dias 2 e 4, quinta-feira e sábado, às 11h, visitas mediadas que contarão com uma caminhada repleta de história e curiosidades ao redor do campo do Pacaembu. Os visitantes poderão participar também de uma série de brincadeiras durante todo o feriado, como os jogos “Memoriball – Mascotes” no dia 2, às 11h, e “Deuses Olímpicos”, no mesmo dia, às 14h. No sábado, dia 4, às 11h, haverá “Futebocha”, e no domingo, 5, haverá visita mediada ao museu às 11h e o jogo cooperativo “Pupet”, às 14h. Os ingressos do museu custam R$ 10, com meia entrada para estudantes, aposentados e idosos. No sábado, a entrada é gratuita.

O Museu do Futebol fica no Estádio do Pacaembu e oferece um bicicletário para doze ciclistas. Foto: Divulgação.O Museu do Futebol fica no Estádio do Pacaembu e oferece um bicicletário para doze ciclistas. Foto: Divulgação.O Museu da Diversidade Sexual apresenta a mostra “Solidão”, recém-inaugurada no espaço, localizado no Metrô República. Com curadoria de Duilio Ferronato e Eduardo Besen, a coletiva conta com trabalhos de 17 artistas acerca da temática. Na série de Paulo Von Poser, são abordados os relacionamentos através de aplicativos, tratando-os como instrumentos reveladores da solidão, porém também mecanismos para que pessoas se encontrem. Já Ida Feldman faz uso da colagem digital para falar sobre a autossuficiência como método de driblar a solidão, com um toque de humor. A entrada é gratuita.

O Museu de Arte Sacra também oferece exposições para quem quiser conhecer o local no feriado. A mostra “300 Anos de Devoção Popular” faz uma homenagem aos 300 anos de devoção a Nossa Senhora Aparecida, e a mostra “Relíquia: Transcendência do Corpo”, que retrata os 21 séculos da era cristã por meio de relicários, tecas, medalhas, estampas e outros objetos. Os ingressos do museu custam R$ 6,00 com meia entrada para estudantes e idosos. No sábado, a entrada é gratuita.

No Museu da Imagem e do Som – MIS-SP estão em cartaz duas exposições: “Renato Russo”, que apresenta a vida e obra do ícone do rock brasileiro, e “Silêncio”, com registros da fotógrafa Stess Panissi que relembram o desastre ambiental ocorrido em Mariana, Minas Gerais. Os ingressos para a exposição “Renato Russo” custam R$ 12,00 com meia entrada a R$ 6,00. “Silêncio” tem entrada gratuita.

Entre as diferentes atrações, MIS tem exposição inédita sobre Renato Russo. Foto: Divulgação.Entre as diferentes atrações, MIS tem exposição inédita sobre Renato Russo. Foto: Divulgação.

A Pinacoteca terá entrada gratuita de 2 a 5 de novembro. Nos dias 2, 3 e 5, das 11h às 15h, os visitantes vão curtir o “JogaJunto” e conhecer mais sobre o acervo do Museu por meio de jogos que estimulam o olhar atento, curioso e divertido sobre as obras em exposição. Nos dias 2 e 5, haverá visita educativa na exposição “No subúrbio da modernidade – Di Cavalcanti 120 anos”, a partir das 10h30. Já no sábado, dia 4, a visita será na exposição “Arte no Brasil: uma história na Pinacoteca de São Paulo”, às 14h30. Nos dias 4 e 5, sábado e domingo, a Pinacoteca receberá o “Mercado Manual”, festival de cultura feita à mão que contará com mais de 60 expositores, shows, praça gastronômica, atrações infantis e oficinas.

O Museu da Imigração terá, nos dias 4 e 5, sábado e domingo, das 11h às 12h, as visitas educativas que abordarão a identidade negra na cidade de São Paulo em seus aspectos arquitetônicos, sociais, históricos e culturais. Os ingressos do museu custam R$ 10, com meia entrada a R$ 5. Aos sábados a entrada é gratuita.

Bibliotecas

Quem visitar a Biblioteca Parque Villa-Lobos no feriado, poderá conhecer a exposição “Marcas Registradas”, que traz fotografias de Michel Gorski e peças de caráter lúdico e de uso cotidiano que destacam a riqueza do repertório gráfico popular brasileiro. Também será promovida a tradicional “Hora do Conto”, entre 2 e 5 de novembro, com clássicos da literatura interpretados pela Cia. Prosa dos Ventos, pela Cia. Duo Encantado e pelo grupo Damas & Cia. No sábado e domingo, o espaço promove o “Lê no Ninho”, atividade de estímulo à leitura para crianças entre seis meses e quatro anos. As atividades são gratuitas.

Na Biblioteca de São Paulo, a “Hora do Conto” será apresentada pela Cia. Arte Negus, pelo o grupo Tricotando Palavras e pela Cia. Mapinguary, durante todo o feriado. Na sexta-feira, dia 3, crianças e adultos poderão conferir a programação do “Pontos MIS”, que exibirá a animação infantil Cada um na sua casa, sobre uma invasão alienígena na Terra. No sábado, 4, às 15h, crianças entre seis meses e quatro anos poderão participar do “Lê no Ninho”. As atividades são gratuitas.

Sala São Paulo

A Sala São Paulo terá dois concertos no domingo, 5 de novembro. A série “Concertos Matinais” recebe, às 11h, a Orquestra Sinfônica FMU/FIAM-FAAM, sob regência de Rodrigo Vitta, interpretando Bach, Beethoven, Villa-Lobos e Flávio Venturini. Os ingressos são gratuitos e estarão disponíveis para retirada na bilheteria da Sala São Paulo a partir de 30 de outubro. Serão disponibilizados quatro ingressos por pessoa (a partir do quinto, será cobrado R$2,00 cada). No dia do concerto, havendo disponibilidade, a distribuição dos ingressos será às 10h00, limitado a um ingresso por pessoa.

A Sala São Paulo, na Estação Julio Prestes, no centro da cidade. Foto: Divulgação.A Sala São Paulo, na Estação Julio Prestes, no centro da cidade. Foto: Divulgação.Às 16h, o Coro da Osesp se apresenta sob regência de Marcos Thadeu. No programa, estão Seleção de Carlos Alberto Pinto Fonseca, Peça para Coro a Cappella de Paulo Zuben, Seleção de Spirituals de diversos compositores, e Porgy and Bess: Seleção Coral (arranjo de Clay Warnick), de George Gershwin. Os ingressos variam entre R$ 19,00 e R$ 48,00 e podem ser adquiridos no site www.ingressorapido.com.br.

Oficinas Culturais

A Oficina Cultural Oswald de Andrade funcionará das 19h às 22h no dia 2 de novembro. Nos dias 2, 3 (às 20h) e 4 (às 18h), haverá apresentação do espetáculo “O Buda Quebrado – Exercício nº 1”, tragicomédia que conta a história de Hermes e Matilda, um casal de classe média alta que atravessa decisões importantes entre passado e futuro durante um jantar romântico. Nos dias 3 e 4, às 16h, o público poderá assistir a peça “Tio Ivan”, adaptação da obra O Tio Vania, do escritor russo Anton Tchekhov, que consiste em uma encenação sem separação entre atores e espectadores, em que o público será inserido nas cenas privadas de uma família. Também nos dias 3 (às 20h) e 4 (às 18h), haverá apresentação do espetáculo “Orinoco”, em que duas vedetes decadentes refletem sobre a vida em um barco à deriva, com canções compostas pelo maestro Adilson Rodrigues. Todas as apresentações têm entrada gratuita.

Teatro Sérgio Cardoso

“Vamp, o Musical” segue em cartaz no Teatro Sérgio Cardoso, com apresentações no dia 3 (sexta-feira, às 20h30), 4 (sábado, às 17h e às 21h00) e 5 (domingo, às 16h30). Inspirada na novela Vamp, exibida em 1991, a trama conta a história de Natasha, uma cantora que vende a alma para o Conde Vlad em troca de sucesso na carreira. Ele, apaixonado por sua presa, tenta conquistá-la, mas Natasha quer se livrar dele e da maldição de ser vampira para sempre. Também será realizada, em frente ao Teatro, no dia 4, a final do Circuito Paulista de Batalhas de MC’s (CPBMC), das 12h às 19h, com apresentações de 16 MC’s concorrendo pelo título estadual. Os ingressos custam de R$ 20,00 a R$ 75,00 e podem ser adquiridos no site www.ingressorapido.com.br.

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Fonte: Portal do Governo do Estado de São Paulo.

A surpresa é que a hora na tela equivale à hora real. Imagem / Reprodução.A surpresa é que a hora na tela equivale à hora real. Imagem / Reprodução.

Você sai da avenida Paulista lotada, olha para o relógio, sobe as escadas rolantes do IMS e entra na sala escura.

Na tela, fragmentos de filmes. Milhares deles.

Glenn Close pergunta as horas e se apressa a voltar para o escritório depois de fazer sexo com o amante. Um menino provavelmente francês olha o relógio pela janela da sala de aula e espera ansioso que o fim da aula o salve das perguntas da professora. Numa trincheira da primeira guerra mundial, um militar olha atento para o relógio antes de dar a ordem do ataque.

São 24 horas seguidas em que cenas marcantes ou banais de filmes que você já viu – ou não viu – vão aparecendo sem parar.

A colar esses fragmentos, a onipresença da marcação do tempo. São despertadores, relógios de pulso, celulares, cucos e toda espécie de marcadores que mostram o tempo passando a cada minuto.

Tempo real

A surpresa é que a hora na tela equivale à hora real.

Se na tela, Sidney Poitier bebe copos e copos de whisky às 21:55, na sala escura, seu relógio também vai estar marcando 21:55.

É uma experiência hipnótica e poderosa. Eu entrei e saí várias vezes em diferentes dias. Fui em dias de semana, em finais de semana, de dia e de noite. Forcei-me a sair quando algum relógio marcasse 16:15 ou 22:22. E voltava ansioso.

A intimidade da platéia com a obra de arte

Na sala de projeção, sofás em vez de cadeiras. Foto: Divulgação.Na sala de projeção, sofás em vez de cadeiras. Foto: Divulgação.As pessoas entram e saem durante a projeção, com ares de quem já está em casa.

Vejo gente sozinha, vejo grupos que saíram do trabalho, com seus crachás. Às vezes, irrompe uma risada, um susto, mas na maior parte do tempo, as pessoas estão estáticas, ou extáticas, fascinadas com o que vêem na tela.

Num sábado à noite, quando o IMS - Instituto Moreira Salles transmite as 24 horas sem parar, a chegada da meia-noite gera uma expectativa palpável. Os sofás da sala estão lotados, há gente até no chão. Ao meu lado, uma menina vê a chegada do namorado e o beija intensamente, no clima das dezenas de relógios que badalam a hora mais celebrada do cinema.

Não há, porém, obviedades e nem concessões. Esperávamos as cenas clássicas da passagem do Ano-Novo, mas vemos pessoas em situações cotidianas, sofrendo com a passagem do tempo.

A passagem do tempo como experiência física

Essa talvez seja a maior dimensão do filme: ele não é para ser apreciado. É para ser vivido, o que talvez seja de fato o efeito que as grandes obras de artes exercem sobre nós. Como diz a crítica Zadie Smith – “você percebe que The Clock não é nem ruim, nem bom, mas sublime, provavelmente o maior filme que já viu”.

A compressão de enredos

Outra das dimensões da obra é ser uma compressão violenta de tantos enredos. Vemos artistas e filmes que conhecemos. Vemos outros que não conseguimos identificar. Vemos filmes em P&B, antigos, novos, de vários países, todos sem legenda. Vemos heróis, pessoas comuns, crianças, velhos, moribundos, bem-humorados. Vemos figuras magnéticas, mulheres e homens lindos, vemos figuras repulsivas.

Cada fragmento evoca a recordação de um filme inteiro, com seu enredo. Mas também evoca o dia em que o vimos num cinema, num VHS, num DVD, num Netflix. Lembramo-nos de quando assistirmos Taxi Driver pela primeira vez, mas não podemos pensar demais nisso. O filme avança. Os filmes avançam.

A frustração das expectativas

Dentre as cenas está um trecho de “O Homem Mosca“ (1923) com Harold Lloyd. Imagem / Reprodução.Dentre as cenas está um trecho de “O Homem Mosca“ (1923) com Harold Lloyd. Imagem / Reprodução.Assim, caímos em outra dimensão, a dimensão da frustração das expectativas. Como lidar com a sucessão de cenas que abrem perguntas mas não oferecem respostas? Os fragmentos de tantas cenas e tantas vidas atordoam. É como zapear por milhares de canais durante 24 horas sem parar.

Afinal, a cada minuto, aparecem duas, três ou dez ou vinte cenas curtas. Em cada uma delas a esperança de ver o desfecho de uma cena. E a frustração quando elas não se completam. Ao mesmo tempo, fica sempre pairando a curiosidade de ver o próximo: afinal, a porta que se abre num filme, vai fatalmente trazer uma surpresa no próximo filme.

A trilha sonora como fio condutor

A maravilhosa trilha sonora estabelece as conexões, mas as conexões nunca são causais: como ligar a tensão entre Julia e Winston em “1984” às peripécias de um casal alemão que transa em posição acrobática? Outras conexões são temáticas: alguém acende um cigarro e pronto. Há uma sucessão de cenas em que pessoas acendem seus cigarros, velas, lareiras e aquecedores a gás.

O fio condutor é às vezes conceitual, às vezes, temporal. Porém, nada impede que horas depois esses personagens reapareçam em outros papéis, outros contextos.

A pobre Andie MacDowell, por exemplo, está sempre atendendo um telefone que toca sem que ninguém responda do outro lado. Roger Moore olha para o seu Rolex dezenas de vezes sem proferir uma fala, como um 007 eternamente esperando sua deixa, que nunca chega.

A frustração da falta desfecho é substituída pela noção de que não há sentido, nem no filme, nem na vida. Como se entre o nascimento e a morte, as ações se sucedam sem um fio condutor que não seja a intenção do momento.

O impacto da hora real

O tempo não espera ninguém. Montagem com cenas do filme / Reprodução.O tempo não espera ninguém. Montagem com cenas do filme / Reprodução.Há ainda o impacto de ver a hora real na tela. Você acabou de almoçar. Na tela, alguém acabou de almoçar e está olhando para o relógio enquanto palita os dentes. De madrugada, você está com sono. Alguém vai bocejar às duas da manhã. De manhazinha, uma sucessão de despertadores está a postos para acordar os dorminhocos e chamar para um novo dia.

Alguns horários parecem especialmente ativos. Às nove da noite, por exemplo, vemos na tela pessoas esperando seus convidados para uma festa, uma orquestra que se prepara para tocar, um assassino prestes a cometer o crime. Na mesma hora, Kevin Costner, em “Os intocáveis” resolve colocar a filhinha para dormir antes de sair para enfrentar Al Capone, enquanto Cary Grant aparece dedilhando Night and Day, como Cole Porter.

A angústia invade outras cenas, outros filmes, ate que às 22h04, o raio cai na torre da igreja e Marty McFly, a bordo do seu De Lorean consegue sair do passado e voltar para o presente, em “De volta para o futuro”. É a deixa para outro clima, outros mistérios, outras tensões que vão virar a madrugada e se repetir para sempre.

A arte e a vida

A passagem do tempo se emaranha com a nossa vida. O autor, Christian Marclay, justifica:“Na minha idade, começo a pensar em quanto tempo de vida me resta. Cada um entende o tempo à sua maneira. Quando somos crianças, ele passa devagar, parece infinito, e vai acelerando conforme você envelhece”.

Não conhecia o artista. Leio que Marclay é um colecionador compulsivo desde a infância. Revistas, esculturas, rótulos de vinhos. A ideia da colagem é recorrente nas suas obras, desde a música até os filmes. A ideia de The Clock foi sendo gestada em anos, “ruminando”. Quando sentiu que era hora, fez uma linha do tempo e durante um ano foi juntando cenas para testar a viabilidade de marcar o tempo com os filmes. Depois que constatou que dava para fazer, ficou mais dois anos trabalhando para terminar.

O resultado é arte.

Que faz pensar na vida, que gera sensações às vezes boas, às vezes ruins, mas que incomoda sempre.

Christian Marclay. Foto: Art in Focus.Christian Marclay. Foto: Art in Focus.Lembro sem querer de uma sensação parecida, logo após ter assistido Koyaanisqatsi, de 1982, numa mostra de Cinema de São Paulo. A torrente das vidas em movimento embaladas pela música alucinante de Philip Glass também gerava vertigem, mas na obra de Marclay, o objeto parece o oposto. Em vez do fluxo incessante, em The Clock, as vidas são enquadradas de pertinho. Vemos Sean Connery chegando num cassino e sentimos o tempo congelado. Audrey Hepburn domina a cena e envolve o cinema, apenas para se desvanescer no segundo seguinte.

É uma obra de arte monumental, instigante, hipnotizante, que nos chama a pensar na vida de outra maneira, talvez com urgência, talvez com intensidade e, paradoxalmente, abandonar o relógio e contar a passagem do tempo pela intensidade de nossos atos.

Na saída do filme, a avenida Paulista nos chama de volta para o mundo real. O tempo não vai passar mais devagar, ao contrário, a cada minuto estamos mais perto da nossa morte, mas estaremos mais atentos ao enredo da nossa vida.

P.S. O filme anda pelo mundo desde 2010. Só vai ficar até 19 de novembro em cartaz em São Paulo, no IMS - Instituto Moreira Salles, Av. Paulista, 2439. A entrada é grátis.

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Mauro Calliari é administrador de empresas, mestre em urbanismo e consultor organizacional. Artigo publicado originalmente no seu blog Caminhadas Urbanas.

São Paulo é uma cidade lírica, polo efervescente de cultura e artes e vivenda da literatura. Nos versos de Adoniran Barbosa, Caetano Veloso, Tom Zé, Engenheiros do Hawai, Rita Lee e tantos outros compositores, a metrópole virou música. Já pelas mãos de outros artistas, foi retratada em fotografia, quadros e objetos de arte.

Não é à toa que muitos literatos e profissionais ligados à área fizeram dela sua morada, a qual serviu de inspiração para poemas, teatros, bibliotecas e lugar de prosa por entre suas livrarias, seus bares e centros culturais. 

Assim, veja a lista de 10 deles que você deveria ler.

Portas de São Paulo

Com fotografias que procuram revelar os detalhes de portas de edifícios históricos do centro paulistano, esta publicação traz textos do arquiteto Nelson Dupré que situam as edificações e suas portas de acesso no contexto histórico da cidade, classificando-as também de acordo com os estilos arquitetônicos. Na introdução, Dario explica a ideia do projeto, um par de décadas atrás, quando diariamente visualizava essas portas ao transitar pelo centro para encontrar sua mulher. A emoção daquela época de paixão foi despertada pela busca de um amigo por alguma publicação sobre portas que pudesse ser referência para um trabalho de marcenaria, quando concluiu que não havia obra do gênero em português. Foram dez meses de trabalho, primeiro os passeios, depois a avaliação, decisões, sessões de fotos e a edição.

Rotas Literárias de São Paulo

A paixão pelas letras unida ao espírito investigativo da autora Goimar Dantas faz deste livro um dossiê completo sobre as rotas literárias de São Paulo, minuciosamente selecionadas para compor esta publicação. Aqui estão reunidas informações sobre a história dos locais, casos curiosos que neles aconteceram, fotografias e entrevistas com escritores, livreiros, editores, críticos literários e gestores culturais que participam do cenário literário da capital paulista. São 21 rotas que o leitor poderá conhecer ou rememorar sob um olhar lírico e poético. Por quantos lugares não passamos e por desaviso não sabemos de sua importância histórico-literária para a cidade? Por meio deste livro-guia, você descobrirá onde a literatura pulsa em São Paulo, como se estivesse tomando um café com os principais expoentes dessa área.

Conte sua história de São Paulo

O livro é uma reunião de 110 textos separados em doze capítulos, que apresenta a criatividade do cidadão e ilustra as várias faces da cidade com suas belezas, seus problemas e sua diversidade. A obra é derivada do quadro de mesmo nome veiculado no programa CBN São Paulo, rádio CBN, e é organizado pelo apresentador e jornalista Milton Jung. 'São Paulo é o cenário que une tantas histórias e povos... Mas, são as pessoas que mais fascinam. Os relatos de lendas e histórias transmitidas de geração a geração, os segredos guardados em documentos de família e acontecimentos inusitados revelam as riquezas dessa cidade', diz o jornalista. Em suas páginas, há textos simples e curiosos vindos dos quatro cantos da cidade, passados, por exemplo, nos bairros de São Miguel Paulista, Casa Verde, Vila Mariana, Bexiga, Jardins e Campo Limpo. Alguns deles retratam reencontros, tristezas, alegrias, recheados de saudosismo e linguagem simples e, muitas vezes, poética.

São Paulo - Cidade e Arquitetura - Um Guia

O Guia apresenta um panorama da arquitetura produzida em São Paulo, desde os significativos remanescentes da vila colonial até os colossais arranha-céus contemporâneos. Para tanto, um grupo formado por arquitetos e pesquisadores fez o levantamento, identificação e catalogação de cerca de 280 obras arquitetônicas da capital paulista. Pioneiro em sua essência, o guia é dividido em cinco capítulos, em função das grandes mudanças ocorridas e as novas condições urbanas de cada período. Textos, imagens e mapas revelam a sobreposição das infraestruturas e estilos, prestam-se a facilitar a chegada e a visitação em percursos e a fruição das obras na paisagem e no uso da cidade.

O Sol se põe em São Paulo

No Japão da Segunda Guerra, um triângulo amoroso envolve Michiyo, Jokichi e Masukichi - uma moça de boa família, um filho de industrial e um ator de kyogen, o teatro cômico japonês. À primeira vista, isso é tudo que Setsuko, a dona do restaurante japonês, tem a contar. Mas logo a trama se complica e se desdobra em outras mais, passadas e presentes, que desnorteiam o narrador involuntário, agora compelido a um verdadeiro trabalho de detetive para completar a história em que se viu enredado. Pois o relato aponta para além do desejo, da humilhação e do ressentimento amorosos, e se vincula aos momentos mais terríveis da História contemporânea - tanto do Japão como do Brasil. Obra sem fronteiras, que une a Osaka de outrora à São Paulo de hoje, e esta à Tóquio do século XXI, o romance de Bernardo Carvalho entrelaça tempos e espaços que o leitor julgaria essencialmente separados - e nos quais a prosa de ficção brasileira não costuma se arriscar. 

Saudades de São Paulo

Uma cidade em que o gado convivia com carros e bondes nas ruas; em que construções moderníssimas despontavam no topo de colinas ainda rústicas; em que lençóis caseiros, pendurados nos varais, formavam o primeiro plano para o imponente prédio Martinelli. Essa a paisagem que Claude Lévi-Strauss, então um jovem professor e fotógrafo nas horas vagas, encontrou e registrou fascinado entre 1935 e 1937, quando veio trabalhar na Universidade de São Paulo. Sessenta anos mais tarde, ciente de que uma cidade é 'como um texto que, para compreender, é preciso saber ler e analisar', o antropólogo escreveu um depoimento em que revisita essas imagens.

São Paulo - Cidade Invisível
Os textos deste livro falam sobre São Paulo com grande lirismo. O puro encantamento dessa prosa não é, entretanto, tudo o que o livro de Marcílio Godoi tem a nos propor. Trata-se de montar, em cada cena, em cada personagem, que passa diante de nossos olhos, não pequenas 'jóias' da literatura urbana, mas pequenas e precisas bombas-relógio. É preciso esperar até as últimas linhas de cada texto para perceber que, sob uma corrente extremamente controlada e poética, uma inquietação crítica o organizava sutilmente. O humanismo deste livro se afirma numa espécie de precisão calma do olhar, sempre solidário, mas que não cede nunca a efusões superficiais. É o humanismo de um verdadeiro artista.

São Paulo para apaixonados

Os edifícios, o trânsito caótico e a correria diária fazem São Paulo parecer uma cidade dura e fria. Apague tudo isso de sua cabeça - apesar desse jeitão, o que você encontra aqui é uma metrópole acolhedora, que favorece relacionamentos românticos e até mesmo apimentados. Tem de tudo para quem quer entrar no clima - bares, cafés, centros culturais, chás da tarde, restaurantes exóticos, praças, jardins, serenatas com queima de fogos, passeios de helicópteros. Ah, você está sozinho? No 'São Paulo para Apaixonados' você vai encontrar os lugares ideais para achar sua cara-metade.

São Paulo em Vinte Artistas

lustrações, pinturas, colagens e fotografias. Com a proposta de mostrar o trabalho de jovens criadores, todos na faixa entre 25 e pouco mais de 30 anos, 'São Paulo em Vinte Artistas' reúne obras desses talentos que fazem sua leitura particular da cidade. Convidados pelo organizador da obra e pelo grupo Coletivo Base-V, não houve nenhum tipo de briefing; os artistas e grupos reunidos tiveram como única recomendação retratar São Paulo à sua maneira.

São Paulo - Cidade Azul

Escrita numa linguagem poética, inspirada pelas imagens e sensações evocadas pelos filmes em que se debruça, a análise de Andréa procura dar maior complexidade ao olhar antropológico, uma vez que busca decifrar a representação da cidade feita por cineastas paulistas dos anos 1980. Cinema e mito podem aqui ser vistos como modos semelhantes de lidar com o tempo e suprimi-lo. Nos filmes, realidade e experiência são recriados. Ao percorrer a São Paulo que estes filmes descortinam, a autora visa transformar essa cidade fílmica em um mundo etnográfico, onde são inúmeros os enigmas. A São Paulo que ela descobre nos filmes deve ser uma São Paulo Azul, uma cidade noturna, em que o trabalho parece não ter vez, são muitos os submundos, pequenas joias podem surgir de um amontoado de lama, imagens de ordem e poder parecem virar panos de fundo para becos, ruelas, espaços de contravenção. A cidade tem corpo e pelas lentes da câmera é enquadrada; há um primeiro plano, planos gerais, uma cidade que em alguns de seus fragmentos é espetacularizada, em outros estereotipada, em outros vivida com afeto na vida de cada um. No cinema estes espaços podem adquirir uma dimensão temporal e ecoar no imaginário, onde a cidade vivida se mescla a uma cidade imaginada ou sonhada.

Prédios de São Paulo é um projeto idealizado por Matteo Gavazzi em parceria com os fotógrafos Milena Leonel, Emiliano Hagge e agora Carolina Mossin. Teve seu início como uma página no Facebook, onde as histórias das edificações mais emblemáticas de São Paulo são contadas acompanhadas por fotografias exclusivas do projeto. A profundidade da pesquisa e a beleza artística das imagens chamaram a atenção de muitos pelas redes sociais e foi mediante ao interesse do público que a ideia de produzir um livro foi concebida, aceita e por eles mesmos financiada.

A série ‘Prédios de São Paulo‘ já inspirou outras iniciativas pelo país, como o Prédios de Curitiba, Prédios de Salvador e o livro Casa e Chão, de Belo Horizonte. 

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Da redação com informações de Nathália Tourais no Guia da Semana.

Os visitantes das instituições geridas pela Secretaria da Cultura do Estado podem conferir uma programação variada, que vai além da observação de obras de arte. Atualmente, os museus atuam como centros culturais e reúnem atividades com música, dança, teatro, fotografia, literatura e gastronomia, entre outras, abertas à participação do público.

Além de apreciar as exposições, o público pode aproveitar os eventos gratuitos ou de baixo custo oferecidas pelas organizações. Todas oferecem ingressos grátis aos sábados, exceto o Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS-SP), com entrada gratuita às terças-feiras. Confira, abaixo, as atividades promovidas pelos museus paulistas em novembro e aproveite:

– Participar de palestras e bate-papos sobre temas variados

Casa das Rosas: no dia 12 de novembro, às 14h, será realizada a apresentação “SOS Literatura”, em que será possível aprender com autores e profissionais do mercado sobre poesia, prosa, edição de livros, e-book, marketing para escritores e direitos autorais. Já em 14 de novembro, o espaço promoverá, às 19h, a palestra “Diante da Câmera: a Atuação para o Cinema”, com Ugo Giorgetti, com abordagem da atuação no contexto do cinema e tudo o que exerce influência diante da câmera. Para participar, é necessário retirar senha na recepção do museu.

Museu da Imigração: a instituição terá, nos dias 24 e 25 de novembro, entre 13h30 e 17h30, um bate-papo com o tema “Encrespô! Vamos falar sobre cabelo”. Na conversa, serão apresentados relatos de vida e da produção de campanhas editoriais de moda, no intuito de debater a estética capilar. A partir das discussões, os participantes produzirão um material sobre racismo, identidade e gênero.

Memorial da Resistência: o museu promove, todos os meses, a atividade “Sábado Resistente”, que envolve a apresentação de um filme ou documentário e a realização de um debate sobre momentos, nomes e questões importantes da história. No dia 11 de novembro, o tema da mesa redonda será “Um ano da morte de Fidel” e o filme exibido será “Um homem chamado Fidel”, de Oliver Stone. Em 25 de novembro, será proposto o debate “Negritude e resistência: a questão do genocídio da população negra no Brasil”. Os dois eventos têm início previsto para 14h.

Fidel Castro e o diretor Olivier Stone nas filmagens de "Um homem chamado Fidel". Foto: Divulgação.Fidel Castro e o diretor Olivier Stone nas filmagens de "Um homem chamado Fidel". Foto: Divulgação.– Participar de eventos de gastronomia

Os museus também realizam festas temáticas com música, comidas típicas e manifestações culturais. No dia 19 de novembro, das 14h às 18h, o Museu da Imigração promoverá o evento “Viva! Sabores da África”, que levará ao espaço os sabores da África, em tendas de alimentação de diversos países, como Congo e Moçambique.

– Participar de contações de histórias

As instituições organizam contações de histórias de todos os gêneros, para todas as idades. A Casa das Rosas apresentará, em 26 de novembro, às 15h, a atividade “Chove Chuva Choverando…”, narrativa inspirada no poema “Solidão”, de Oswald de Andrade, no qual as palavras e sonoridades traduzem os sentimentos do poeta em relação à capital paulista.

O Museu Afro Brasil oferece, todos os meses, a contação “Aos pés do Baobá”, que apresenta narrativas africanas ou afro-brasileiras ao público. Para acompanhar a programação, os interessados devem acessar o site do museu.

– Aproveitar apresentações de música

Artistas e grupos de diversos estilos musicais se apresentam nos museus da cidade de São Paulo. No dia 19 de novembro, às 15h, o evento “O sertão na canção e o som dos meninos quietos” homenageia os 50 anos da morte de Guimarães Rosa com apresentação musical inspirada no romance “Grande Sertão: Veredas”.

O Museu da Imagem e do Som também possui música em sua programação. Uma vez por mês, o programa “Estéreo MIS” convida um artista para apresentação. No espaço acontece também, em um domingo por mês, a “Maratona Infantil”, que oferece um dia inteiro de atividades na área externa do museu com shows de música, espetáculos e apresentações.

A banda Francisco, El Hombre é a atração de novembro do programa mensal Estéreo MIS. Foto: Divulgação.A banda Francisco, El Hombre é a atração de novembro do programa mensal Estéreo MIS. Foto: Divulgação.A Pinacoteca conta com programação musical pelo programa “Série Pina+Osesp”, que leva apresentações da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo ao local. A próxima sessão acontecerá no dia 8 de novembro, às 20h, com música barroca. No programa estão obras de Johann Sebastian Bach e Alessandro Marcello.

Os ingressos gratuitos serão distribuídos a partir de 19h. A “Camerata Cantareira”, que leva a orquestra de cordas da Faculdade Cantareira para a Pinacoteca Luz, terá apresentação em 26 de novembro, às 16h. As entradas custam R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia). Crianças de até dez anos e pessoas maiores de 60 anos não pagam. O ingresso da Pinacoteca dá direito a assistir ao concerto gratuitamente.

– Aprender, na prática, em oficinas e cursos

Oficinas educativas e cursos sobre diversos temas são oferecidos com frequência nos museus. Nos dias 21, 22 e 24 de novembro, às 19h, a Casa das Rosas terá o curso “Poesia Brasileira de Invenção: do Modernismo à Poesia Concreta”, que fará uma abordagem da poesia brasileira voltada à pesquisa e à experimentação. O evento buscará compor uma antologia de criações norteadas pelo rigor, realizando análise dos poemas e tratando do universo dos livros e revistas que veicularam esse tipo de produção textual. As inscrições devem ser feitas presencialmente, na recepção do museu.

Na Casa Guilherme de Almeida, acontecem oficinas de desenhos para iniciantes e de pequenos restauros de livros e documentos antigos, além de cursos de tradução e literatura. Nas quintas-feiras de 9 a 30 de novembro, entre 19h e 21h, será promovido o curso gratuito “Fanfictions: narrativas ficcionais de fã para fã”, que mostrará um panorama histórico da fanfiction, ressaltando os impactos do advento da internet, que mudaram o modo como o público se relaciona com a ficção. As aulas serão ministradas por Joyce Pais, com destaque para casos da literatura e do audiovisual, como Sherlock Holmes, Jornada nas Estrelas, Arquivo X, Harry Potter, Crepúsculo e 50 Tons de Cinza.

“Fanfictions: narrativas ficcionais de fã para fã” mostrará um panorama histórico da fanfiction. Imagem: Divulgação.“Fanfictions: narrativas ficcionais de fã para fã” mostrará um panorama histórico da fanfiction. Imagem: Divulgação.O Museu Catavento também tem oficinas na programação. No dia 27 de novembro, das 10h às 16h, o espaço promoverá uma oficina de roteiro e produção de vídeos para iniciantes, com profissionais da produtora Zero Grau Filmes, que ensinarão técnicas de construção de roteiro cinematográfico, formatação, cenas, planos, roteiros originais e adaptados, planejamento executivo, produção de set e lançamento. Os participantes receberão certificado.

O Museu do Café, em Santos, oferece mensalmente o “Dica do Barista”, oficina introdutória gratuita que ensina os participantes a fazerem um bom café em casa, com orientações e dicas dos baristas do Centro de Preparação do Café da instituição. Os profissionais abordam curiosidades, apresentam métodos de extração da bebida e, ao final, oferecem degustação de café gourmet. A oficina acontece no dia 21 de novembro, às 14h. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail [email protected]

– Assistir a filmes

A Casa Guilherme de Almeida possui um espaço para transmissão de filmes ao público: em 11 de novembro, às 14h, o público poderá assistir “Cativas: presas pelo coração”, conteúdo que mostra a vida de mulheres que têm filhos, maridos e irmãos no sistema prisional, para estimular a reflexão sobre a pena que elas também cumprem do lado de fora dos muros dos presídios.

Após o filme, será realizado um debate com Camille Gavioli, psicanalista, psicóloga e mestre em Educação e Psicologia; Manuela Crissiuma, psicanalista, participante das Formações Clínicas do Fórum do Campo Lacaniano de São Paulo; e a jornalista Patrizia Corsetto. No dia 25 de novembro, às 14h20, será a vez do filme “O perfume da senhora de preto”, que aborda a vida de uma mulher assombrada pelo fantasma da mãe suicida. As atividades são gratuitas e limitadas a 45 vagas.

O Museu da Imagem e do Som apresenta mensalmente, pelo programa Cine MIS, de dois a cinco filmes de diretores brasileiros que ainda não tenham sido exibidos em projeções públicas no município de São Paulo.

– Participar de brincadeiras para bebês, crianças e adultos

Os museus promovem atividades, jogos e brincadeiras para todas as idades. O Museu Catavento oferece inúmeras possibilidades de interação, como o espaço para produção de bolhas de sabão gigantes, o projeto “Dinos do Brasil”, um tour virtual de 30 minutos que leva os visitantes a uma aventura pela pré-história até a Era dos Dinossauros utilizando óculos de realidade virtual, e o “Na Pista Certa”, atividade voltada para crianças que proporciona uma experiência lúdica de vivência no trânsito, com os participantes transitando em bicicletas enquanto são apresentadas orientações sobre comportamentos responsáveis no trânsito, respeito ao próximo e segurança.

A Pinacoteca promove, no segundo domingo de cada mês, o consagrado “PinaFamília”, com programação para famílias e amigos participarem de atividades e jogos e assistirem ao espetáculo PinaCanção, de Hélio Ziskind.

A Pinacoteca promove, no segundo domingo de cada mês, o “PinaFamília”. Foto: Divulgação.A Pinacoteca promove, no segundo domingo de cada mês, o “PinaFamília”. Foto: Divulgação.

Serviço

Atividades dos museus de São Paulo

Museu da Imigração
Rua Visconde de Parnaíba, 1316 – São Paulo.
Metrô Bresser-Mooca (900m).
(11) 2692-1866.
Funcionamento: terça a sábado, (fechado às segundas) das 9h às 17h e domingos das 10h às 17h.
R$ 10,00 – Grátis aos sábados.
Acessibilidade no local.
www.museudaimigracao.org.br

Museu Afro Brasil
Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Pavilhão Manoel da Nóbrega – Parque do Ibirapuera, portão 10 – São Paulo.
(11) 3320-8900.
Funcionamento: terça a domingo, (fechado às segundas), das 10h às 17h (permanência até às 18h).
Estacionamento pelo portão 3 (Zona Azul).
R$ 6,00 – Grátis aos sábados.
Acessibilidade no local.
www.museuafrobrasil.org.br

Museu da Imagem e do Som (MIS-SP)
Av. Europa, 158 – Jardim Europa – São Paulo.
(11) 2117-4777.
Funcionamento: terça a sexta, (fechado às segundas) das 12h às 21h | sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h.
Estacionamento pago no local/
Entrada gratuita às terças-feiras. Aos sábados, acesso grátis às exposições do térreo e do acervo – consulte os valores dos ingressos das exposições e eventos.
Acessibilidade no local.
www.mis-sp.org.br

Catavento Cultural e Educacional
Palácio das Indústrias – Praça Cívica Ulisses Guimarães, s/no (Av. Mercúrio), Parque Dom Pedro II, Centro – São Paulo.
(11) 3315-0051.
Funcionamento: terça a domingo, (fechado às segundas), das 9h às 17h (Bilheteria fecha às 16h).
Estacionamento pago no local.
R$ 6,00 – Grátis aos Sábados.
Acessibilidade no local.
www.cataventocultural.org.br

Museu Catavento, localizado no Palácio das Indústrias, prédio tombado como patrimônio histórico estadual e municipal. Foto Divulgação.Museu Catavento, localizado no Palácio das Indústrias, prédio tombado como patrimônio histórico estadual e municipal. Foto Divulgação.
Museu do Café – Santos

Rua XV de novembro, 95 – Centro – Santos – SP.
(13) 3213-1750.
Funcionamento: terça a sábado, (fechado às segundas) das 9h às 17h | domingo das 10h às 17h.
R$ 10,00 – Grátis aos sábados.
Acessibilidade no local.
www.museudocafe.com.br

Casa das Rosas
Av. Paulista, 37, Bela Vista – São Paulo.
Estação Brigadeiro, do Metrô (850m).
(11) 3285-6986 | (11) 3288-9447.
Funcionamento: terça a sábado, (fechado às segundas) das 10h às 22h | domingos e feriados, das 10h às 18h.
Estacionamento pago no local.
Entrada gratuita.
Acessibilidade no local.
www.casadasrosas.org.br

Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 – Luz – Auditório Vitae – 5º andar, São Paulo.
(11) 3335-4990/ [email protected]
Funcionamento: quarta a segunda (fechado às terças), das 10h às 18h.
Estacionamento pago no local.
Entrada Gratuita.
Acessibilidade no local.
www.memorialdaresistenciasp.org.br

Pinacoteca do Estado de São Paulo
Praça da Luz, 02 – Luz, São Paulo.
(11) 3324-1000.
Funcionamento: quarta a segunda (fechado às terças) das 10h às 17h30 (com permanência até às 18h).
Estacionamento gratuito no local.
R$ 6,00 – Grátis aos sábados.
Acessibilidade no local.
www.pinacoteca.org.br

Casa Guilherme de Almeida
Anexo: Rua Cardoso de Almeida, 1943.
Museu: Rua Macapá, 187 – Perdizes – São Paulo.
Telefone: (11) 3673-1883 / 3672-1391.
De terça a domingo, das 10h às 18h.
www.casaguilhermedealmeida.org.br

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Fonte: Portal do Governo do Estado de São Paulo.

Com o intuito de democratizar o acesso à arte, a 7ª Mostra 3M de Arte Digital ocupa o Largo da Batata, no bairro de Pinheiros, na capital paulista, entre os dias 3 de novembro e 3 de dezembro. Com trabalhos inéditos dos renomados artistas Guto Lacaz, Giselle Beiguelman, Maurizio Zelada e Alexis Anastasiou e da dupla Gisela Motta e Leandro Lima, a mostra que tem curadoria da produtora cultural Elo3, propõe a discussão da relevância da tecnologia, da ciência e do mundo virtual na sociedade contemporânea.

A  7ª Mostra 3M de Arte Digital, grande exposição a céu aberto, acontece no Largo da Batata de 3 de novembro a 3 de dezembro. Imagem: ‘A Batata Preca de Você‘.A 7ª Mostra 3M de Arte Digital, grande exposição a céu aberto, acontece no Largo da Batata de 3 de novembro a 3 de dezembro. Imagem: ‘A Batata Preca de Você‘.

Realizada com recursos da Lei Rouanet, a instalação, que é totalmente gratuita, vai ao encontro do propósito dessa política pública de fomento e distribuição de arte e cultura. Já o Largo da Batata, localizado na zona oeste da capital, pertence a uma área revitalizada que integra o esforço da sociedade civil para transformar a cidade em um espaço de convívio e ocupação por parte da população. Com a circulação diária de aproximadamente 150 mil pessoas, o espaço tornou-se um símbolo de resistência pública abrigando ocupações, manifestações políticas, blocos de Carnaval e atividades de lazer e entretenimento cotidiano de paulistanos de todas as idades e classes sociais. 

“Pela primeira vez, a exposição será realizada a céu aberto, fora dos limites físicos dos museus e centros culturais, e atingirá um público muito mais diversificado do que nas outras edições”, conta Fernanda Del Guerra, sócia e diretora da Elo3, empresa idealizadora da Mostra e que a realiza desde sua primeira edição. Luís Eduardo Serafim, head de marketing da 3M, patrocinadora do projeto desde a primeira edição, completa: “Ao apoiar a realização da Mostra, a 3M também promove a cultura e a arte, importantes instrumentos para a transformação social do nosso país, além de incentivar a promoção de uma arte disruptiva e de vanguarda. Depois de 6 edições, com um público visitante de mais de 150 mil pessoas, levar a Mostra para um dos cartões postais da paisagem paulistana é uma forma de democratizá-la ainda mais e aproximá-la do cotidiano das pessoas de forma a inspirar a todos que passarem por lá, promovendo uma reflexão diferente sobre o espaço público, sobre a arte e suas vertentes”.

Total liberdade criativa

 

Os artistas convidados tiveram total liberdade criativa na concepção das obras que aproveitam a área livre local como ambiente de expressão. Algumas terão um tom mais crítico, outras, mais lúdico, mas todas exploram a diversidade de pontos de vista do público e várias experiências sensoriais. 

O catálogo da exposição, com informações completas sobre as obras, artistas, e o programa pedagógico terão recursos interativos e poderão ser vistos no celular, por meio do aplicativo Mostra 3M de Arte Digital, ou no site da mostra. A página no Facebook e o Instagram também vão manter o público conectado.

Outra novidade desta edição para o público será o container.art, espaço dedicado aos novos artistas da videoarte. Dentro de um container montado no meio do Largo, funcionará uma sala de exibição com programação diária das 8 às 20 horas. As obras são de jovens artistas pré-selecionados por uma comissão julgadora.

Serviço 
7a Mostra 3M de Arte Digital
Local: Largo da Batata, bairro de Pinheiros - São Paulo.
Abertura: 3 de novembro, às 20h.
Visitação: 4 de novembro a 3 de dezembro de 2017.
Horários de funcionamento: 24 horas, exceto nas instalações.
Art Supermarket – todos os dias (até 3 de dezembro), das 8h às 20h.
Entrada: Aberta ao público - Grátis.

Encontros com a cidade, humanos e batatas (video mapping) – em novembro, nos dias 3, 4 e 5 (sexta a domingo) e 8 a 12 (quarta a domingo), sempre das 20h às 22h.
container.art – todos os dias (até 3 de dezembro), das 8 às 20h.

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Com informações da  Agência Lema.

Para celebrar seus 13 anos, o Museu Afro Brasil vai presentear os visitantes com entrada gratuita. Desde 24 de outubro até 20 de novembro,a instituição, localizada no Parque Ibirapuera, tem entrada gratuita (o ingresso normalmente custa R$ 6,00). Em todos esses anos de história, mais de 2 milhões de pessoas passaram pelo local.

Obras do acervo permanente do Museu Afro Brasil Foto: Nelson Kon.Obras do acervo permanente do Museu Afro Brasil Foto: Nelson Kon.

Localizado no Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, dentro do Parque Ibirapuera, o Museu conserva, em 11 mil m2 um acervo com mais de 6 mil obras, entre pinturas, esculturas, gravuras, fotografias, documentos e peças etnológicas, de autores brasileiros e estrangeiros, produzidos entre o século XVIII e os dias de hoje.

Duas exposições estão em cartaz no Museu. A primeira, com itens do acervo, é de longa duração e está dividida em núcleos como África: Diversidade e Permanência, História e Memória e Artes Plásticas: a Mão Afro Brasileira.

Obra da artista portuguesa Manuela Pimentel na Exposição "Barroco Ardente e Sincrético - Luso-Afro-Brasileiro". Imagem: Divulgação.Obra da artista portuguesa Manuela Pimentel na Exposição "Barroco Ardente e Sincrético - Luso-Afro-Brasileiro". Imagem: Divulgação.A segunda mostra é temporária. Intitulada “Barroco Ardente e Sincrético – Luso-Afro-Brasileiro“, faz uma homenagem ao Jubileu de 300 anos de Nossa Senhora Aparecida. Dentre os 400 itens exibidos estão trabalhos de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1730-1814), e Mestre Valentim da Fonseca e Silva (1745-1813).

O Museu Afro Brasil foi fundado em 2004, a partir da coleção do diretor da instituição, o artista e curador baiano Emanoel Araújo. Suas exposições contribuem para valorização da produção de artistas negros brasileiros e estrangeiros. 

Serviço

Entrada gratuita no aniversário do Museu Afro Brasil
De 24 de outubro a 20 de novembro.
De terça a domingo, das 10h às 17h.
Museu Afro Brasil - Avenida Pedro Álvares Cabral, Portão 10, s/n – Parque Ibirapuera, São Paulo.
www.museuafrobrasil.org.br

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Da Redação.