Exposição ‘Nirvana: Taking Punk to the Masses‘ sobre a icônica banda, desembarca em São Paulo - São Paulo São

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Agora, os fãs de várias gerações poderão relembrar o fenômeno Nirvana. Foto: Divulgação.Agora, os fãs de várias gerações poderão relembrar o fenômeno Nirvana. Foto: Divulgação.

A banda Nirvana acabou oficialmente em 1994, após a morte do vocalista Kurt Cobain. Mas as músicas e sua importância para a história do rock continuam vivas entre os fãs, sejam eles antigos ou os novos que surgem a cada ano.

Primeira fita demo gravada em 1988. O produtor Jack Endino fez uma cópia da gravação e deu para seu colega de banda, o baixista da Skin Yard e dono da C/Z Records, Daniel House. Foto: Divulgação.Primeira fita demo gravada em 1988. O produtor Jack Endino fez uma cópia da gravação e deu para seu colega de banda, o baixista da Skin Yard e dono da C/Z Records, Daniel House. Foto: Divulgação.

Quem nunca assistiu a um show do grupo, seja por falta de oportunidade ou por ter nascido depois do fim da banda, agora poderá chegar mais próximo dos ídolos de uma nova maneira. Após seis anos e três milhões de visitantes em Seattle, nos EUA e depois de uma temporada no Rio de Janeiro, “Nirvana: Taking Punk to the Masses” chega a São Paulo como a mais completa exposição de peças e objetos de uma das mais icônicas bandas da história do rock.

O cantor Kurt Cobain durante as gravações do clipe "Smells like teen spirit", em 18 de agosto de 1991, na Califórnia. Foto: Divulgação.O cantor Kurt Cobain durante as gravações do clipe "Smells like teen spirit", em 18 de agosto de 1991, na Califórnia. Foto: Divulgação.

A exposição chega a capital paulista, onde deve ficar até 12 de dezembro. A ideia é apresentar ao público objetos que contém desde o início da banda até o sucesso mundial e o processo criativo do último disco “In Utero”, lançado um ano antes da dissolução do grupo.

A exibição é distribuída em uma área de aproximadamente 800 metros quadrados, reunindo mais de 200 peças. Foto: Divulgação.A exibição é distribuída em uma área de aproximadamente 800 metros quadrados, reunindo mais de 200 peças. Foto: Divulgação.

A exibição é distribuída em uma área de aproximadamente 800 metros quadrados. O público poderá ver instrumentos, fotos, vídeos, depoimentos, álbuns, itens pessoais dos integrantes da banda e cartazes. Estará disponível também um mural com 21 discos que fazem parte do acervo pessoal do baixista Krist Novoselic.

Há pequenas diferenças em relação ao material exposto em Seattle, onde a mostra ficou por seis anos. O tradicional cardigan amarelo que Cobain usou em diversos registros da banda — incluindo no acústico para a MTV —, por exemplo, não veio. O curador Jacob McMurray explica que ausências como essa se dão pela não autorização dos doadores para a viagem de alguma peça. Por outro lado, há registros (fotos e setlists originais) dos shows da banda no Brasil, o que não estava na mostra original.

“Nirvana: Taking Punk to the Masses” esteve durante seis anos em Seattle, nos Estados Unidos. Foto: Divulgação.“Nirvana: Taking Punk to the Masses” esteve durante seis anos em Seattle, nos Estados Unidos. Foto: Divulgação.“Será maravilhoso ter a oportunidade de compartilhar com os fãs do Brasil, onde o Nirvana tocou para seu maior público na história da banda”, disse Jacob McMurray, curador da exposição, se referindo ao show realizado no Morumbi em 1993.

Um dos grandes destaques do lugar é um mural que reúne 21 discos do acervo pessoal do ex-baixista do Nirvana, Krist Novoselic. Outro objeto que chama a atenção é primeira guitarra destruída por Kurt, em 1988. Uma Univox Hi-Flier.

Kurt Cobain durante o MTV Unplugged em 1994. Foto: Getty Images.Kurt Cobain durante o MTV Unplugged em 1994. Foto: Getty Images.

Não vá esperando uma exibição grandiosa, com diversos corredores e ambientes, como foi, por exemplo, a de David Bowie no Museu da Imagem e do Som de São Paulo. Afinal, a trajetória do Nirvana, por mais intensa e impactante que tenha sido, foi também breve — cinco anos separam o lançamento de "Bleach" (1989), disco de estreia do trio, e o suicídio de Kurt Cobain, em abril de 1994.

Mas, além de itens originais raros, como a primeira guitarra quebrada por Cobain durante um show em 1988 ou a carta assinada por Kirt Hammett, guitarrista do Metallica, dizendo que "Nevermind" era o melhor disco de 1991 (ano em que o Metallica lançou o histórico "Black album") e materiais em vídeo preciosos para fãs e curiosos por música, "Nirvana: Taking punk to the masses" é um passeio intrigante e imperdível também por lados da história de Cobain, Novoselic e Dave Grohl que McMurray fez questão de contar (ou não contar).

Os fãs também poderão curtir áreas interativas. No espaço, eles farão fotos simulando estarem na capa de Nevermind, gravarão seu próprio clipe do Nirvana e acompanharão em telão o MTV Unplugged da banda como se fosse no cenário original.

Show no Brasil

O baixista Krist Novoselic beija Kurt Cobain durante o show do Nirvana no Morumbi, em 1993. Foto: Paulo Giandalia / Folhapress.O baixista Krist Novoselic beija Kurt Cobain durante o show do Nirvana no Morumbi, em 1993. Foto: Paulo Giandalia / Folhapress.“Insano”. Foi com este termo que o baterista do Nirvana, Dave Grohl, hoje líder do grupo Foo Fighters, definiu a famosa apresentação no Brasil, no dia 16 de janeiro de 1993. Segundo depoimentos de quem estava no show, o vocalista Kurt Cobain fez “de tudo” – engatinhou no palco, quebrou instrumentos, imitou guitarras. “Quando entramos no palco, a multidão urrou como eu nunca tinha visto, umas 80 mil pessoas. A primeira música que tocamos foi ‘School’. Só que Kurt começou com uma microfonia absurda, sem parar nunca. E, quando entrou na música, foi assim [Grohl faz o som de guitarra num ritmo muito mais lento do que a música]. Ele estava em outra rotação. Outra hora, mudamos os instrumentos, eu toquei baixo, o Krist tocou guitarra e o Kurt foi para bateria. Foi insano”, declarou o músico em entrevista ao jornalista Lúcio Ribeiro, do site “Popload”. Talvez por conta desse show icônico da banda o Brasil tenha sido escolhido como o primeiro local a receber a exposição fora de Seattle, berço do estilo grunge que teve no Nirvana um dos grandes representantes.

Guitarra Univox Hi-Flyer destruída por Kurt Cobain, durante uma apresentação no Evergreen State Collegge, em Olympia, Washington. Essa foi a primeira a ser quebrada pelo cantor em um palco. Foto: Divulgação.Guitarra Univox Hi-Flyer destruída por Kurt Cobain, durante uma apresentação no Evergreen State Collegge, em Olympia, Washington. Essa foi a primeira a ser quebrada pelo cantor em um palco. Foto: Divulgação.

Serviço

Exposição “Nirvana: Taking Punk to the Masses”.
Onde:  Lounge Bienal – Av. Pedro Álvares Cabral, s/n – Ibirapuera, São Paulo – SP.
Passarela Ciccillo Matarazzo - Parque Ibirapuera.
Quando: de terça a sexta-feira, das 10h às 19h, e aos sábados, domingos e feriados das 10h às 20h, até 12 de dezembro.
Os ingressos custam entre R$ 25 e R$ 35.
Informações: (11) 5576-7640 ou site www.ingressorapido.com.br

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Da Redação.

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