Mostra retrospectiva ‘Arquivo Bijari‘ nos 20 anos do Grupo, tem intervenções, design e tecnologia - São Paulo São

Até o próximo dia 3 de fevereiro o público poderá conferir mais de 40 obras na mostra retrospectiva “Arquivo Bijari 1997-2017” na nova galeria Anti-Pop em Pinheiros. A exposição com entrada gratuita marca os 20 anos do coletivo artístico Bijari, com curadoria dos próprios artistas.

Entre as obras disponíveis estão o Praças (Im)possíveis - bicicletas adaptadas que se transformam em praças articuláveis e o vídeo “Galinha”, de 2002, em que uma galinha é solta em lugares com distintos perfis socioculturais, como o Largo da Batata em São Paulo e o calçadão em frente a um shopping center da capital. As reações das pessoas e da galinha são registradas pelo grupo.

O Bijari conta com trabalhos expostos em locais como a Kollective Kreativitat em Kassel-Alemanha, no Palais de Glace, Buenos Aires, em Medellin na Colômbia e na Creative Time em Nova York. Até dezembro o grupo esteve com a obra “Contando con Nosotros” na LA/LA Pacific Standard Time em Los Angeles.

Imagem: Divulgacão.Imagem: Divulgacão.Fazem parte da exposição desde peças gráficas para lambe-lambe, projeções em larga escala, videomapping, intervenções urbanas, videodança, além dos projetos para arquiteturas táticas e trabalhos desenvolvidos ao longo dos últimos anos com outros coletivos artísticos e comunidades urbanas. É o caso dos projetos “Zona de Ação”, cujas intervenções refletem sobre o processo de renovação urbana do Largo da Batata e revisita as primeiras ações do projeto “Realidade Transversa”, que retratava o cotidiano dos trabalhadores urbanos informais e os convidavam para protagonizarem performances em exposições de arte.

Os 20 anos do Bijari

O Bijari vem explorando diferentes linguagens visuais e práticas artísticas que se instalam nas frestas entre os espaços institucionalizados da arte e o espaço comum das cidades. Foto: Divulgação.O Bijari vem explorando diferentes linguagens visuais e práticas artísticas que se instalam nas frestas entre os espaços institucionalizados da arte e o espaço comum das cidades. Foto: Divulgação.

Formado por estudantes da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP nos anos 90, o grupo iniciou os trabalhos com foco em design gráfico e cenografia em um espaço na rua Bijari, no Butantã, zona Oeste da capital. De lá para cá foi expandindo sua atuação e hoje desenvolve projetos em motion graphics, cenografia, realidade virtual e produção de vídeos em formatos e escalas não convencionais. O grupo é formado por especialistas em diferentes áreas, entre artistas, arquitetos, designers, planejadores e videomakers e possui uma plataforma comercial consolidada em paralelo ao trabalho autoral, sendo ela, em grande medida, que permite uma independência no modo de pensar e produzir os trabalhos de arte.

O Bijari vem explorando diferentes linguagens visuais e práticas artísticas que se instalam nas frestas entre os espaços institucionalizados da arte e o espaço comum das cidades. Essa opção sublinha a intenção do grupo por (re)afirmar a responsabilidade da atuação do artista num campo expandindo, onde as subjetividades estéticas se mesclam necessariamente ao engajamento social e (micro)político.

Mais informações em www.bijari.com.br.

A Anti-Pop

O nome da galeria é uma referência à primeira série de intervenções gráficas criadas pelo Bijari, que se expandiu para sets de live-images exibidos em grandes festivais de música eletrônica no começo dos anos 2000. A Anti-Pop também será aberta para veiculação de projetos, conversas e exposições de artes.

Na entrada do espaço o público pode conhecer um dos veículos da série de intervenções “Natureza Urbana” em que carros abandonados nas ruas de São Paulo são transformados em jardins, trincheiras verdes que brotam da lataria recortada de carros, caçambas e ônibus inutilizados.

Serviço

Exposição “Arquivo Bijari 1997- 2017” 
Local: Galeria Anti-Pop – Rua Padre João Gonçalves, 81, Pinheiros – (11) 3815-7729.
Período expositivo: até 3 de fevereiro de 2018.
Horário: de segunda a sexta-feira, das 11 às 18 horas, e aos sábados das 12 às 19 horas (é necessário tocar o interfone para atendimento).
Entrada gratuita.

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Com informações da Agência Lema.






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