Museu da Energia de São Paulo é reaberto com exposição e novas salas - São Paulo São

Depois de um ano fechado, o Museu da Energia de São Paulo reabriu suas instalações durante o aniversário da capital paulista, no dia 25 de janeiro de 2018.

Foto: Fundação Energia e Saneamento / Divulgação.Foto: Fundação Energia e Saneamento / Divulgação.

A reabertura do museu traz a inauguração de novas salas e de recursos audiovisuais que abordam temas como a história da iluminação pública na cidade e o uso sustentável da energia.

Por meio de vídeos, fotos e objetos museológicos é contada a história dos serviços de iluminação pública na capital paulista, desde os tempos dos lampiões abastecidos a óleo de peixe, no século 19, até a chegada da energia elétrica.

O “Espaço das Águas” é um ambiente que aborda tanto a história da relação da cidade de São Paulo com suas águas como o caminho que esta percorre, dos reservatórios até a torneira, além de questões atuais sobre a necessidade do uso consciente dos recursos hídricos.

“Pororoca“. Foto: Guto Lacaz.“Pororoca“. Foto: Guto Lacaz.O Museu da Energia também inaugurou a exposição temporária “Encontros improváveis de um lugar em comum”, que apresenta obras de Cadu, Guto Lacaz, Paulo Nenflídio e Regina Silveira. Espalhadas pelos dois andares do museu, as obras dialogam com os temas “Água” e “Energia”. A exposição temporária estará aberta ao público até 24 de junho.

Na área externa do museu, haverá um local permanente para exposições de grafites e pinturas murais com temática relacionada aos temas energia e água. Anualmente, novos artistas serão convidados para a reformulação estética do espaço.

O edifício-sede do museu é um outra atração

O edifício-sede foi construído entre 1890 e 1894 e foi residência de Henrique Santos Dumont, irmão do aviador Alberto Santos Dumont e um dos homens mais ricos do Brasil na época. Foto: Acervo do Museu.O edifício-sede foi construído entre 1890 e 1894 e foi residência de Henrique Santos Dumont, irmão do aviador Alberto Santos Dumont e um dos homens mais ricos do Brasil na época. Foto: Acervo do Museu.

No final do século XIX, a elite de São Paulo morava no bairro dos Campos Elíseos, em mansões cercadas por jardins. Em um desses palacetes, provável projeto do escritório de Ramos de Azevedo, de 1894, morava Henrique Santos Dumont, irmão mais velho do aviador Alberto Santos Dumont e um dos homens mais ricos do Brasil na época.

Quando a elite paulistana deixou de morar nos Campos Elíseos, o palacete da família Dumont passou por várias mãos. Abrigou o Colégio Stafford, um internato feminino (1926 a 1951), e foi sede da Sociedade Pestalozzi (1952 a 1983).

Entre 1983 e 2001, o imóvel foi ocupado, até que em 2001 passou às mãos da Secretaria de Estado da Cultura, que o cedeu à Fundação Energia e Saneamento. Desde 7 de junho de 2005 o casarão abriga o Museu da Energia de São Paulo e a sede da Fundação Energia e Saneamento.

Serviço

Museu da Energia de São Paulo.
Al. Cleveland, 601, Campos Elíseos, São Paulo.
O museu está aberto de terça a sábado, das 10 às 17 horas.
Informações: 11 3224 1489 ou [email protected]
A entrada é gratuita.
O espaço é mantido pela Fundação Energia e Saneamento.
Site: www.museudaenergia.org.br

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Da Redação com informações da Agência FAPESP.