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São Paulo São Exemplos

 

Engajada na luta pela redução das emissões de gases poluentes do trânsito, a Noruega anunciou recentemente o investimento equivalente a mais de R$ 1 bilhão em estradas exclusivas para bicicletas. Os novos caminhos da malha cicloviária vão priorizar as ligações pendulares entre as grandes cidades, cidades do interior e subúrbios. Com a extensão da rede cicloviária, os ciclistas poderão pedalar sem interrupções e com segurança em uma via segregada e de pista dupla.

O investimento é parte de uma série de medidas do novo Plano Nacional de Trânsito da Noruega, que objetiva a mitigação da poluição proveniente do trânsito. O Plano pretende que, até 2030, 75% dos carros do país e 50% dos caminhões sejam de baixa emissão de gases do efeito estufa, assim como 40% dos navios de curta-distância e ferry-boats (um meio importante para a locomoção na Noruega), que também devem seguir essa tendência.

O país vai investir a quantia de 8 bilhões de coroas norueguesas ($ 923,000,000) em estradas para bicicletas que ligarão cerca de nove das maiores cidades da Noruega, permitindo que os ciclistas possam viajar com velocidade e segurança. Além disso, o sistema ferroviário e de infraestrutura rodoviária será reparado em todo o país. Apesar de parecer contraproducente arrumar estradas enquanto se quer reduzir as emissões, o governo explicou que as melhorias em algumas rodovias e a construção de pontes pode diminuir o número de viagens de ferry-boats.

A Noruega é o país que mais vende carros de emissão zero no mundo. Isso se deve, em parte, aos impostos muito mais baixos para os veículos verdes. Mas o governo destaca que mesmo esses carros verdes criam ruídos, trânsito e alguma poluição, mesmo que seja de pastilhas de freio ou agitando a poeira. Por isso, o governo estuda criar impostos para veículos verdes – que serão menores que os pagos por carros convencionais. A meta é que, até 2030, o país registre crescimento ínfimo ou próximo de zero no uso de automóveis individuais.

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Fonte: CityLab.

 

O projeto Câmbio Verde foi criado em Curitiba em 1989 para estimular a destinação correta de resíduos. Na época, o lixo reciclável era trocado por vales transporte. Atualmente, a troca é por alimentos saudáveis em 100 pontos diferentes da capital paranaense. Uma iniciativa que já inspirou Porto Alegre, com resultados bastante rápidos.

 

Vila Torres ganha o 97° endereço do Câmbio Verde de Curitiba. Foto: Vila Torres Digital.

Participação popular na coleta seletiva

A razão foi uma supersafra de repolho em julho de 1991. Havia dois anos, a prefeitura de Curitiba criara o Câmbio Verde para estimular a destinação correta de lixo reciclável, sobretudo na população de baixa renda. Pelo projeto, as pessoas trocavam o material descartado por vales transporte. Mas o excesso de repolho ajudou a dar ao programa a cara de hoje, com um quilo de alimentos saudáveis – frutas, verduras e legumes – em troca de quatro quilos de lixo ou dois litros de óleo.

O Câmbio Verde é resultado de uma parceria entre as secretarias municipais de abastecimento e meio ambiente. Os alimentos excedentes de safra são negociados pela prefeitura com a Federação Paranaense das Associações dos Produtores Rurais (Fepar). Em 2015, foram trocados 1.015 toneladas de alimentos nos pontos atendidos pelo programa. Os pequenos produtores rurais também são beneficiados pela contribuição da administração municipal para o escoamento da produção. Cada ponto de troca recebe os caminhões que recolhem lixo e entregam alimentos quinzenalmente e a agenda do programa pode ser consultada aqui.

O Câmbio Verde é parte do sistema do gerenciamento de resíduos da cidade, que também conta com coleta domiciliar e as Estações Sustentabilidade, contêineres para depósito de entregas voluntárias gerenciados pelas associações de catadores que, assim como em outros municípios, participam ativamente do recolhimento de material reciclável. No total foram recolhidas 3 mil toneladas de resíduo reciclável em Curitiba em 2015.


Curitiba troca lixo reciclável e óleo de cozinha por alimentos frescos e saudáveis. Foto: Ambiente Sustentável.

 

O programa de troca de lixo reciclável por comida inspirou outros municípios. Em 2015, Porto Alegre criou o Troca Solidária. Além de recolher lixo e fazer a permuta com hortifruti, o programa também tem uma parceria com a Fundação Gaúcha dos Bancos Sociais para troca de resíduos descartáveis por livros em escolas públicas. Metade dos 2.114 livros doados foram usados para complementar as bibliotecas escolares e a outra foi distribuída em troca de material reciclável. Somados aos resíduos arrecadados em troca de alimentos, foram 13,6 toneladas coletadas pelo projeto em um ano.

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Camila Montagner no Outra Cidade.

 


Em relatório elaborado pela Transport for London, foi concluído que, em Londres, a tendência é que o número de bicicletas ultrapasse o de carros nos próximos anos. A pesquisa ainda afirma que o número de veículos nos horários de pico diminuiu consideravelmente na área central da capital da Inglaterra no decorrer dos últimos 10 anos.

Transport for London

A Transport for London (TfL) é uma organização do governo local de Londres responsável pela maioria dos aspectos do sistema de transporte da cidade. A instituição tem como papel principal programar estratégias e gerir serviços de transportes na maior cidade do país, que conta com mais de oito milhões de habitantes.

O atual panorama do ciclismo em Londres

A pesquisa realizada pela Transport for London concluiu que, em 2000, apenas 12 mil pessoas utilizavam a bicicleta como meio de transporte nos horários de pico do trânsito. Já em 2014 o número triplicou, passando para 36 mil pessoas.

Na análise diária, que conta o número de ciclistas que circulam pelas ruas em qualquer hora do dia, houve um salto de 40 mil pessoas em 1990 para 180 mil pessoas em 2014. Com base nesses dados, os responsáveis pelo relatório acreditam que nos próximos anos a tendência é que o número de pessoas que escolhem a bicicleta como principal meio de transporte ultrapasse o número de carros presentes nas ruas.

Benefícios do aumento do número de bicicletas em Londres

A redução do número de carros nas ruas deve trazer muitos benefícios para os cidadãos londrinos, sobretudo no que diz respeito à qualidade do ar, que atualmente é muito poluído na região metropolitana. Mas esse não é o único ponto positivo da futura realidade da capital inglesa. Ainda de acordo com a Transport for London, o crescimento exponencial do número de ciclistas irá proporcionar uma melhor qualidade de vida para a população, que está deixando de lado antigos hábitos de sedentarismo. Ao mesmo tempo, a redução de carros nas ruas resultará em um trânsito mais calmo, prático e seguro. 

A milenar Londres já está se adequando à nova realidade e tem investido em infraestrutura. Exemplos disso são a recente ciclovia inaugurada na famosa ponte Vauxhall e as várias ruas da cidade que estão sendo remodeladas para que os ciclistas se sintam cada vez mais seguros.

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Lucas Soboleswki Flores no Mobikers.

 


Enquanto metrópoles brasileiras como São Paulo gastam bilhões de dólares para canalizar e enterrar seus córregos, a cidade de Cingapura acaba de inaugurar um parque que recupera as curvas e as várzeas de seu principal rio, o Kallang, que havia sido canalizado na década de 1970.

parque_canal_cingapura (Foto: divulgação)parque_canal_cingapura (Foto: divulgação)


A um custo de US$ 60 milhões, o Bishan Park teve seu ecossistema inteiramente recuperado de acordo com um projeto dos engenheiros do Atelier Dreisetl, em uma obra que durou três anos. Isso inclui, além do desmonte do sistema de canalização do rio (foto de capa acima), a plantação de centenas de plantas nativas. Menos de um mês depois da inauguração, elas já atraíram para o local mais de 60 espécies de pássaros que, há décadas, não eram vistas no local.

Com 62 hectares, o Bishan Park faz parte de uma rede linear de áreas verdes que fazem de Cingapura uma das cidades mais arborizadas do planeta. Aos poucos, elas estão sendo recuperadas dentro de um plano ambiental que inclui o uso de parte dos parques pelas empresas que financiam as obras. Entre elas, há cinemas, redes de fast-food e academias de ginástica.

parque_canal_cingapura (Foto: divulgação)parque_canal_cingapura (Foto: divulgação)

 

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Bishan Park na área central de Cingapura. Fotos: divulgação.


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Fonte: Redação Casa Vogue.


Em 2020 Paris poderá ter um quarto de sua superfície coberta por vegetação se conseguir implementar um programa de seis metas que envolve, entre outros pontos, que as novas edificações tenham coberturas jardim e também a criação de 30 hectares de espaços públicos verdes.

O avanço e a execução destes objetivos está sendo complementado pelas autoridades da capital francese através de outras iniciativas que promovem o cuidado do meio ambiente em todos os níveis, sendo um deles a cidadania. Um exemplo disso é a criação do programa "Du vert prês de chez moi"  [Verde perto de mim], que convida os habitantes a se tornarem jardineiros de seus bairros. Para isso, oferece espaços próximos de onde vivem - por exemplo, as portas de suas casas ou as ruas - para que plantem vegetação e, assim, façam parte do processo de tornar mais agradável o entorno urbano. 

Imagem: Prefeitura de Paris / reprodução.

 

Após escolher os pontos de plantio, os moradores devem solicitar uma licença que tem duração de três anos (ela é renovável) e que lhes permite plantar nos espaços públicos de seus bairros.

A iniciativa, além disso, lhes oferece consultorias sobre quais as espécies mais adequadas para cada caso e quais as melhores formas de realizar o plantio.

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Por Constanza Martínez Gaete no Plataforma Urbana. Tradução Romullo Baratto.

 


Minibibliotecas construídas em 'casinhas de madeira' e instaladas em pontos de ônibus em Piracaia (SP) têm tornado a espera pelos coletivos mais agradável e divertida em Piracaia, no interior de São Paulo. Atualmente, seis pontos de ônibus da cidade e a rodoviária, com uma sala de leitura, contam com o projeto 'Piracaia na Leitura'.

O projeto existe desde junho de 2014 e pretende estimular a leitura entre os moradores da cidade. Nos locais, os passageiros do transporte coletivo da cidade escolhem os livros enquanto esperam o ônibus e podem até levar as obras para casa. O empréstimo é gratuito e por tempo ilimitado.

A ideia das minibibliotecas foi do psicólogo Marco Maida e da socióloga Amanda Leal. Quando o casal mudou para a cidade, eles perceberam que os pontos de ônibus eram amplos e poderiam abrigar as minibibliotecas. Ambos são apaixonados pelo universo da leitura e viram na iniciativa uma oportunidade de compartilhar o gosto pelos livros com a população

Para colocar em prática o modelo, eles levaram a ideia à prefeitura da cidade, que apoiou o projeto.

Além disso, para montar o acervo das biliotecas, Marco e Amanda contaram com a ajuda de amigos para arrecadar os livros. Desde o início do projeto,  foram arrecadados mais de 15 mil livros - de crônicas e poesias a livros de receita. Além dos sete espaços em funcionamento, outros dois estão em fase de acabamento.

Expectativa
A previsão dos idealizadores do ‘Piracaia na leitura’ é que esse ano dobre o número das ‘casas de leitura’.

”Elaboramos um projeto e arrecadamos fundos para que esse ano a gente dobre o número de pontos de ônibus contemplados com nosso projeto, já conseguimos 30% do valor desejado”, disse Amanda. A ajuda para financiar o projeto vem de voluntários, que fazem doações.

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Do G1 Vale do Paraíba e Região. Colaborou Leonardo Medeiros