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São Paulo São Exemplos


Com uma dieta vegetariana, cerca de 90% do que a família come vem do próprio quintal, que funciona como uma espécie de fazenda urbana.

Atualmente, com o consumismo exagerado e a produção desenfreada de alimentos cheios de agrotóxicos e outros itens nocivos à saúde, muitas pessoas tem investido nos alimentos orgânicos.

Esse é o caso de uma família norte-americana que produz mais de 3 toneladas de alimentos orgânicos no próprio quintal, em uma região urbana. A ideia começou em meados de 1980, quando os Dervaes se propuseram a fazer uma revolução sustentável e decidiram iniciar o projeto de uma fazenda urbana.

Morando em uma casa com estilo rústico, localizada a 15 minutos do centro de Los Angeles, na cidade de Pasadena, eles investiram no sistema e ganharam uma agricultura autossuficiente, com uma horta orgânica espalhada nos mais de 1.300 m².

A família mantém uma dieta vegetariana e 90% de tudo o que comem vêm de seu próprio quintal. Além do plantio, o local também conta com um espaço para a criação de galinhas e cabras, de onde eles tiram ovos e leite, e um apiário, usado para a produção de mel.

Apesar de seguirem a metodologia Homestead Urban, onde tudo é orgânico e o excedente é comercializado para a comunidade local, a família não tem um objetivo comercial com a iniciativa e afirma que é apenas uma forma de evitar o desperdício e proporcionar alimentos de qualidade a outras pessoas.

Para incentivar outras pessoas a replicarem em suas casas o projeto, eles têm compartilhado as experiências e oferecido apoio. Além disso, os detalhes do funcionamento da fazenda estão presentes no site da Homestead Urban.

Projeto vai além dos alimentos

Além da segurança alimentar, os Dervaes tomaram outras medidas para garantir que o desperdício seja evitado e os recursos melhor aproveitados. Dessa forma, investem na potencialização da casa com energias alternativas e no uso do biodiesel para abastecer o carro.

Para os próximos anos, a ideia é considerar ainda mais o uso de fontes renováveis para o consumo diário.

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Redação Pensamento Verde.

Famílias ou grupos de amigos levam seu assado para locais públicos em busca de confraternização e espaço.

A brisa persistente e as nuvens espessas que preenchiam o céu de Porto Alegre naquele domingo não dissuadiram Valdecir Monteiro, 53 anos, de armar uma churrasqueira em frente ao prédio onde mora, no Centro. Protegendo-se sob a marquise, espetou com cuidado salsichão, costela e frango, acomodou a carne sobre a brasa, recostou-se na cadeira de praia e observou os sobrinhos correrem atrás de uma pelota surrada enquanto o almoço não ficava pronto.

– Esta é a primeira vez que faço churrasco de improviso na rua. A ideia era fazer na praça, mas achei melhor ficar por perto de casa pra escapar da chuva – diz Monteiro.

Curiosa com a movimentação – e com a fumaça –, Ana Maria de Brito, que mora nas redondezas, foi ver o que acontecia. Ficou para o almoço, com o filho pequeno:

– É bacana esse tipo de confraternização. Hoje, muita gente não tem espaço em casa, ou sequer conhece os vizinhos. E um almoço na rua possibilita esse contato.

No vídeo, saiba como funciona o Piquete da Goetchê: http://goo.gl/RtQSZn


Movimento jovem e democrático


O churrasquinho de Valdecir acena para um movimento que tem ganhado vida na Capital. Diante de residências, sob marquises, na beira do Guaíba, em canteiros, parques ou praças, muita gente tem armado suas assadeiras portáteis e reunido parentes e amigos para preparar, a céu aberto, churrasco. Em obras, o corredor de ônibus da Protásio Alves, por exemplo, vem servindo de cenário para animados encontros. O canteiro da Avenida Goethe, na Capital, serve de galpão para um grupo que se reúne há cinco anos para assar carne e confraternizar.  

O encolhimento dos apartamentos é apenas a camada mais superficial desta tendência, analisa o professor do curso de Ciências Sociais da PUCRS Adão Clóvis Martins dos Santos. Há um movimento, quase instintivo, de resgate de valores como convivência entre as pessoas e com a própria cidade:

– É a volta da população às ruas, antagônica a uma cultura que se formou de se trancar em casa por medo da violência.

Esse movimento, ilustrado por eventos como Serenata Iluminada e Comida de Rua, que ocorrem em parques da Capital, aflorou nos últimos quatro anos em razão da efervescente troca de ideias em redes sociais e de uma certa saturação pela falta de opções de lazer e cultura aos jovens – que geralmente são os protagonistas das churrascadas a céu aberto. Os protestos de junho de 2013 também contribuíram para devolver a sensação de pertencimento à cidade à população, observa Adão.

– Todos são movimentos democráticos: quem está nas redondezas é bem-vindo – sublinha.

Sem impedimento legal

Conforme a Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov) de Porto Alegre, não há legislação que proíba churrascos nas calçadas e nos parques, desde que não obstruam a circulação de pedestres. E, como as churrascadas são esporádicas, a fiscalização costuma ser tolerante.

O supervisor de Parques, Praças e Jardins da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam), Léo Antônio Bulling, recomenda que os assados ocupem churrasqueiras públicas em parques como Knijnik e Harmonia ou nos bairros Lami e Ipanema. Essas estruturas estão afastadas de locais de maior circulação de pedestres ou canteiros que requeiram cuidados.

– A cidade tem locais adequados para o churrasco na rua. Quando é na calçada ou no canteiro, há risco de danificar gramado ou gerar detritos em uma área preservada – diz Bulling.

Não há reclamações em quantidade relevante na secretaria, diz o supervisor, ao avaliar que, em geral, quem faz churrasco a céu aberto costuma demonstrar respeito pela cidade. Não significa que inexistam descontentes.

Thereza de Freitas, 52 anos, mora no terceiro andar de um prédio no bairro Menino Deus, a poucos metros de um bar onde diariamente, às 17h30min, um grupo de amigos se reúne para fazer seu assado. Já se acostumou com a fumaça – sabe que, quando começa a novela das seis, é hora de fechar as janelas –, mas se incomoda com o barulho:

– Com o churrasco, vem a cerveja, as pessoas se animam e, lá pelas tantas, estão berrando.

Bons modos: Como se portar em um churrasco na rua

- Leve sacos de lixo para descartar latinhas, ossos e resto de carvão, por exemplo.
- Não submeta os vizinhos a sua música. Se tiver de ligar o som, que seja baixo.
- Se assar em parque ou praça, certifique-se de que não será perto de uma área de preservação, que possa ser prejudicada pela poluição.
- Se for armar a churrasqueira em frente ao seu prédio, converse antes com o síndico.
- Evite ruas com ampla circulação de pessoas, e escolha horários de pouco movimento.
- Ocupe apenas parte da calçada. Não obstrua o tráfego.

Erik Farina no Zero Hora. Colaboração de Jaqueline Sordi.

 

No início do mês de junho, o Milc publicou um post sobre a responsabilidade das escolas na educação alimentar das crianças e conversamos muito sobre a lancheira da filha de Bela Gil. E desde então chega para nós experiências bem sucedidas de pessoas que resolveram transformar em ganha pão a promoção da saúde via boa alimentação também no ambiente escolar, juntando a necessidade de sobreviver e o desejo de fazer diferença no mundo. A partir desta semana, vamos contar a história de mães (e pais!) que, movidos pela insatisfação com a alimentação consumida pelas crianças na escola, tiram o seu sustento de pequenos (ou médios, tomara que grandes, um dia!) negócios voltados a celebrar a boa alimentação e a saúde desde a infância.

 

Lara Folster, idealizadora da Lanche&CoLara Folster, idealizadora da Lanche&Co                                                                      Lara Folster, idealizadora da Lanche&Co.

Para começar, vamos conhecer Lara Folster: uma micro-empresária que faz mais do que fornecer lanches para cantinas de escolas particulares, ela transformou a cantina num espaço de aprendizado. Além disso é embaixadora em São Paulo do projeto Food Revolution, de Jamie Oliver, e por isso também trabalha voluntariamente numa escola pública: o contrato com as escolas privadas viabiliza o trabalho na escola pública. Isso não é encantador?

Vejamos o que Lara nos diz: “A Lanche&Co é uma iniciativa que tem como meta levar comida de verdade para dentro de escolas particulares de São Paulo. E como embaixadora em SP do projeto Food Revolution, do Jamie Oliver, faço um trabalho voluntário em escolas públicas e outras instituições, contando com financiamento da própria Lanche&Co”. 

A cantinha virou centro de educação alimentar 

A escola é um espaço de educação por si só. As crianças aprendem muitas coisas sobre muitas disciplinas todos os dias, mas nada fazemos mais do que comer. Por isso, Lara acha que a educação alimentar deve estar dentro da matriz curricular, com a mesma importância das aulas de português. Nos alimentamos pelo menos três vezes ao dia (ou quatro, seis), mas o tempo ocupado com a educação alimentar na escola está muito aquém ao que dedicamos à matemática, por exemplo. Afinal somos o que comemos!

É uma mudança de paradigma: precisamos deixar de ver o espaço da cantina escolar como o lugar onde vende comida ruim “porque as crianças gostam” e transformá-lo em um centro de educação alimentar. Se ensinamos que devemos ter uma vida saudável (está na cartilha!), como podemos achar natural que nas prateleiras das cantinas escolares estejam inundadas de produtos de calorias vazias? Refrigerantes, por exemplo: como ainda se comercializa refrigerante em escolas?

 

A Chef Selma, na aula de pães caseiros para os paisA Chef Selma, na aula de pães caseiros para os pais

                                                                                              A Chef Selma, na aula de pães caseiros para os pais.

 

Dificuldades

Lara conta que no início enfrentaram inúmeras resistências: a mudança proposta gerou muitos conflitos, normalmente porque era muito difícil para os pais perceberem que erraram (e erram!) na alimentação do filho por falta de informação suficiente e adequada.

A equipe precisa estar sempre preparada como explicar novamente por que levar a alimentação saudável para dentro da escola: explicar a porque a comida tem que ser feita na hora, porque os os sucos são da fruta, enfim, porque colocar na escola diariamente a comida de verdade!

Algumas famílias têm dificuldade, mesmo em casa, de saber que escolha fazer. A indústria é tão profissional no quesito "como ganhar mais consumidores" que um simples pão caseiro feito na hora com manteiga fica sem graça: “é claro, no começo a criança/adolescente reclama) perto de salgadinhos vazios/cheios de sal/conservantes/aromatizantes/corantes/açúcar coloridos do super herói e da princesa que eles vêem na TV todo dia!” diz Lara.

Mas a equipe tem muitos argumentos:

- está tudo estampado e escrito no rótulo, basta querer ver: parar com adultos e crianças para entender cada item da lista de ingredientes de um produto ultraprocessado pode ser revelador;

- ao lado da comida de verdade tem uma legião de soldados do bem para nos dar aquela força: já existe muita informação boa circulando;

- estão se multiplicando as iniciativas com propósitos de melhorar a alimentação das crianças: Lara e sua equipe usa como inspiração e argumento as marmitas de Bela Gil, as receitinhas do blog As Delicias do Dudu, as Dias com Mafalda e os lanches do Jamie. Estes e outros tem muito a ensinar dentro e fora das escolas;

- a parceria com a família dos alunos: cada criança tem o potencial de promover importantes mudanças na alimentação dos adultos da família e eles ganham o poder da mudança e este é um fator muito importante para essa nova cantina saudável.

Lara nos conta que por mais descrentes que alguns pais tenham ficaram um pouco com a proposta de mudança para a alimentação saudável dentro da escola: “no fim, depois de muito empenho, inúmeras conversas, exemplificações e uma bela equipe de cozinheiras, a comida saudável venceu!”

A primeira escola

Para que qualquer iniciativa feita dentro dos muros da escola ser bem sucedida é necessário que existam pessoas no seu corpo diretivo que abracem a causa da alimentação, para que sejam capazes de sustentar a decisão de mudar diante das resistências dos “clientes”, para que não tenham medo e para que possam ir caminhando no processo de mudança. A escola onde a iniciativa funciona fica na zona norte de SP, o Colégio Wellington, que foi destemida em assumir a proposta a nossa empresa integralmente, mesmo com a resistência de alguns pais.

Além de cantina apenas com produtos naturais, existem os cardápios mensais. No intervalo das aulas, o aluno se serve de comida de verdade, cheia de nutrientes, não precisando comprar lanches todos os dias. A empresa bolou um “combo” contendo frutas que os faz consumi-las todos os dias, já que dificilmente compraria.

No que Lara se inspira

“O ato de se alimentar é político,ecológico. Acreditamos que por meio da alimentação podemos mudar o mundo, criando seres capazes de opinar com mais segurança e verdade, por exemplo. Com nossos parceiros, clientes, equipe e claro, nossos alunos, fazemos a diferença!” ela diz.

Com o sucesso diário da desta experiência, temos certeza que é o ambiente escolar é o lugar perfeito para iniciar esta mudança no padrão alimentar e de saúde da população: uma criança atendida numa escola responsável tem reflexos em todos os familiares, com resultados maravilhosos.

Texto especial para o Milc editado por Mariana Sá a partir de conversa com Lara Folster* 

(*) Lara estudou cozinha natural na Natural Gourmet Institute em NY, mas aprendeu a cozinhar mesmo, em casa, com a avó, a mãe e hoje com seu marido, chef de cozinha. Tornou-se embaixadora do Food Revolution em São Paulo em 2012, um ano após fundar a Lanche&Co, empresa especializada (mesmo!) em fornecer comida de verdade para escolas. A empresa surgiu de uma necessidade pessoal: seu filho mais velho levava lanchinho natural, suco integral sem açúcar e uma fruta pra escola, enquanto a amiguinha do lado tinha refrigerante de cola 600 ml e salgadinho vermelho brilhante picante. Revolução e lei já!

Mariana Sá é mãe de dois, publicitária e mestre em políticas públicas. É cofundadora do Milc e membro da Rebrinc.

 

Pessoas desabrigadas são um problema em sociedades do mundo inteiro. Existem diversos cenários, mas não é só no Brasil.

Uma organização no Havaí encontrou uma solução interessante para contornar a situação. Eles pretendem transformar ônibus velhos em abrigos para mendigos.

O projeto é uma iniciativa da empresa de arquitetura Group 70 International. Os veículos serão utilizados para diferentes propósitos, como espaços de convivência e recreação.

May Ry Kim, integrante do grupo, contou para o Hawaii News que o design “é baseado na ideia de que qualquer pessoa pode entrar numa loja, comprar o que é preciso e construir o local sem habilidades especiais”.

Assim uma equipe de voluntários treinados consegue reformar os ônibus. Inclusive a organização de voluntários LIFT irá ajudar na execução do projeto e espera remodelar dois ônibus até setembro deste ano.


Fontes: Hawaii News e Awebic.

 

Renda básica é um pagamento regular feito pelo Estado aos cidadãos com o propósito de cobrir as despesas básicas da vida de uma pessoa - saúde, alimentação, lazer. A partir de janeiro de 2016, a quarta maior cidade da Holanda, Utrecht, irá criar vários regimes diferentes para os seus beneficiários da previdência social e testar a chamada “teoria da renda básica”.

Os cheques mensais variarão de € 900 (R$ 3.100) para um adulto e € 1.300 (R$ 4.500) para um casal ou família. Dos cerca de 300 candidatos que participarão, um grupo de 50 pessoas receberá a renda básica sem qualquer tipo de regulamentação. Ou seja, se eles conseguirem um emprego ou encontrarem outra fonte de renda, ainda terão a renda básica vinda do governo.

O experimento visa contestar a noção de que as pessoas que recebem dinheiro público precisam ser patrulhados. A crítica tradicional de renda básica é que essa renda não incentivaria as pessoas a trabalharem, e, assim, prejudica a economia. Inclusive, esse é o argumento da oposição ao governo brasileiro sobre os programas de previdência social, como o bolsa-família.

"As pessoas dizem que os beneficiários não vão se esforçar para encontrar um emprego", disse Nienke Horst, gerente de projeto do governo da cidade de Utrecht, ao site Quartz. "Nós vamos descobrir".

Outras experiências

A Índia e o Malawi, já testaram a teoria da renda básica no passado, mas o mais famoso experimento foi realizado na cidade canadense de Dauphin, entre 1974 e 1979. O programa Mincomedeu uma bolsa-auxílio para toda a população.

Evelyn L. Forget, uma economista da Universidade de Manitoba, escreveu um relatório chamado "A cidade sem pobreza", publicado em 2011. Sua conclusão? A renda básica reduziu a pobreza de Dauphin e aliviou vários outros problemas.

Se o teste da renda básica vai funcionar, não se sabe ainda. A idéia de Utrecht mostra que os governos estão buscando alternativas para enfrentar eminentes crises econômicas. Fica o questionamento: você sairia do seu emprego se recebesse uma renda básica mensal do governo? Ou continuaria trabalhando para juntar ainda mais dinheiro e viver com mais segurança financeira?

Fonte: Revista Galileu.

Espaços públicos são muito mais que praças, parques e as ruas da cidade. Promover verdadeiras transformações urbanas, revitalizar comunidades e melhorar a qualidade de vida das pessoas são algumas das importantes funções que eles exercem na vida urbana.

O  Urban Open Space Award foi criado para reconhecer esses espaços, elegendo todo ano um espaço público que tenha promovido melhorias nas comunidades em que estão inseridos e sejam de qualidade.

Enquanto o grande vencedor não é revelado, conheça os seis finalistas da premiação: http://goo.gl/IcIhZX

Fonte: TheCityFixBrasil