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São Paulo São Exemplos


A Carteirada do Bem transforma o dia a dia do cidadão fluminense. Com ela, é mais fácil conhecer seus direitos. E o melhor: é mais fácil fazer seus direitos serem reconhecidos. Não importa quem esteja falando, a lei é igual para todos. E agora você usa seu celular para provar e comprovar isso. Nele você encontra 61 leis estaduais, que foram divididas em cinco categorias: lazer, compras, serviços, transportes e saúde. A ideia, é aproximar a Alerj do cidadão e ajudar no cumprimento das leis.

Foto: Divulgação / ALERJ.
 

Um copo d’água não se nega a ninguém, não é? É! E, no Rio, é lei. Restaurantes são obrigados a fornecer água filtrada para os clientes, sob pena de pagarem multa de até 500 reais. Você sabia? E também são proibidos de cobrar por aquele couvert deixado displicentemente na mesa sem que você tenha pedido por ele.

Se você não sabia de nada disso, ou sabia, mas não tinha como provar, agora isso vai mudar. É que a Assembleia Legislativa do Rio lançou o aplicativo 'Carteirada do Bem'. A ideia é exatamente essa: dar carteirada, mas de uma forma positiva, cobrando direitos que são seus. Para isso, basta um smartphone na mão.

O caso do copo da água e do couvert são só exemplos de leis que muitos nem conhecem. A Alerj selecionou algumas dessas leis que fazem parte do dia a dia do cidadão e as dividiu em cinco categorias: lazer, compras, serviços, transportes e saúde. O aplicativo traz um resumo da lei, as penalidades previstas e oferece a possibilidade de denunciar seu descumprimento ao Procon e ao Alô Alerj. E você ainda pode compartilhar a sua experiência nas redes sociais.

O aplicativo Carteirada do Bem é gratuito e está acessível via Google Play, Apple Store, Windows Store e no site www.carteiradadobem.com.br.

Com informações ALERJCatraca Livre e Carteirada do Bem.

 


Hoje, a capital de Antioquia dá um novo passo em sua liderança nacional nos sistemas de transporte urbano ao inaugurar o bonde 'Ayacucho', que custou 300 milhões de dólares, foi fabricado na França e terá 60 vagões para percorrer 4 quilômetros na cidade.
 
A obra, que se soma ao metrô, ao 'metrocables' e ao sistema de ônibus articulados, começou em setembro de 2013, com alguma incerteza, já que muitos não acreditavam que, em apenas dois anos, seus 1.000 trabalhadores conseguiriam terminá-la.
 
A verdade é que os prazos foram cumpridos e o moderno bonde, que circulará a 30 quilômetros por hora (em média) poderá ser visto a partir de hoje das varandas e terraços da Rua 49 de Ayacucho, onde circulou o último bonde há 64 anos.
 
Como uma homenagem a esta área de ruas íngremes no leste da cidade, a partir das 8 da manhã até as 2 horas da tarde, os seus moradores serão os primeiros a entrar no veículo, impulsionado por energia elétrica através um trilho central.
 
Estudantes de instituições próximas, líderes e vizinhos terão este privilégio no domingo, 18 de outubro, dia em que o sistema de transporte faz uma pausa. Vão ter seu primeiro contato com o novo bonde de Medellín que seguirá com suas atividades dia 20 de outubro, quando o sistema abrirá suas portas gratuitamente para toda a cidade durante um mês.
 
Por razões operacionais, até 30 de novembro, o caminho destes trens ligeiros começa a partir da estação de metrô de San Antonio, no centro e segue até Miraflores, no centro de Ayacucho. O percurso será estendido depois para a estação Oriente, onde nasceu, em março 2016, a Linha H, cujo destino final no bairro de La Sierra carrega ainda a fama de seu passado "violento".
 
Para além do impacto social, da redução dos custos de transporte e da maior velocidade nos deslocamentos, nas palavras de Claudia Restrepo, gerente do Metrô de Medellin, a alternativa torna-se importante porque é um exemplo de mobilidade sustentável.
 
"A mobilidade sustentável é um conceito que temos de interiorizar nas cidades, pois ele coloca o ser humano no centro de todas as obras voltadas para o transporte e para o espaço público além de trazer de volta, ar limpo para respirar", disse Restrepo. O novo bonde Ayacucho Medellin transformou um corredor que vai mobilizar todos os dias 80.000 pessoas que não tinham acesso ao transporte de massa. A área envolvido terá cerca de 113.174 metros quadrados de novos espaços públicos e áreas verdes. Enquanto isso os pedestres e as bicicletas vão ser avaliados em sua cultura cívica ao interagir com esses novos veículos.

O fato do bonde Ayacucho ter o seu próprio caminho e ser compartilhado com aqueles que utilizam o transporte alternativo e limpo sugere para Allen Morrison, um americano que estudou a história de 17 ferrovias da América Latina, que é ele "único e inovador".
 
De acordo com Morrison, "nenhuma das linhas deste tipo no mundo foram concebidas dessa forma. A exclusividade na rota será outro primeiro ponto para Medellin. Por isso, e porque será o primeiro do tipo Translohr (com pneus de borracha e uma faixa) a se tornar operacional na América Latina ele intui que "o modelo poderá ser estendido por toda a Colômbia e vai atrair especialistas e aficcionados da América do Norte, Europa e Oriente".
 
Assim também avalia Joseph Stalin Rojas, diretor do Centro de Logística, Mobilidade e Território da Universidade Nacional. Para ele, Medellín sai na dianteira neste modelo de sistemas integrados de transporte.
 
Rojas acredita que mais cedo ou mais tarde, Cali, Barranquilla e Bogotá terão que pensar nesta modalidade de bonde para seus sistemas de transporte. A chave, segundo ele, é que os novos projectos de mobilidade devem ter coerência com as políticas públicas e promover a união dos setores políticos e empresariais.
 
Para Restrepo, após a inauguração deste novo sistema de transporte virão novos desafios. Um deles é como ligá-lo à estação ferroviária em San Antonio, com dois cabos e as estações do Metroplus (ônibus articulados) o que vai envolver um planejamento muito detalhado para evitar atrasos na linha central. E a outra é como ele se manterá rentável e como será assimilado na vida diária da cidade. Para ambos os desafios, o metrô tem o plano de mobilidade urbana e cultura cívica.
 
Mas para Martin Arroyabe, um instrutor que treinou os motoristas de bondes elétricos nos anos 60, a chave para o sucesso será o amor que Medellin terá para com o novo sistema, como fez há 20 anos com o seu metrô.
 
 
Com informações do jornal El Tiempo. Tradução: redação São PauloSão.
 
 

 
Lego e seus emblemáticos blocos de montar são conhecidos pelos arquitetos como uma inspiração no mundo da construção; contudo, a influência da empresa de brinquedos dinamarquesa na indústria da construção está prestes a se tornar muito mais direta. Recentemente a empresa anunciou a criação de seu próprio centro de pesquisas em materiais sustentáveis, com um investimento de aproximadamente US$ 150 milhões destinado a encontrar e desenvolver alternativas ao plástico usado em seus produtos e embalagens.
 

Lego Sustainable Materials Center, que tem construção prevista para o próximo ano, se localizará na sede da Lego em Billung, Dinamarca, e reunirá centenas de especialistas em ciências e engenharia dos materiais. A Lego também pretende manter e expandir suas colaborações com organizações como a World Wildlife Fund (WWF) na busca por alternativas sustentáveis. 

 

Será o fim dos tijolinhos Lego de plástico? Foto: cortesia / The Lego Group.

"Nossa missão é inspirar e ensinar os construtores de amanhã", disse o proprietário do Grupo Lego, Kjeld Kirk Kristiansen. "Acreditamos que nossa maior contribuição a isso seja através das experiências lúdicas e criativas que proporcionamos às crianças. O investimento anunciado é uma prova de nossa persistente ambição de causar um impacto positivo no planeta que as futuras gerações herdarão."

Embora o foco inicial do centro de pesquisa seja desenvolver materiais sustentáveis para as 60 bilhões de peças produzidas anualmente pela empresa, suas descobertas terão impactos inevitáveis em outros setores que trabalham com plásticos - inclusive a arquitetura. O Grupo Lego também comunicou que divulgará continuamente o progresso de suas pesquisas, que têm como objetivo substituir todos os materiais usados atualmente por alternativa sustentáveis até 2030.

Com informações ArchDaily Brasil e The Lego Group.
 


É inútil procurar avisos ou placas: não há retorno da liberdade. Pelo menos não na Suécia, onde quem se atreve a provar os benefícios das bicicletas se pega em uma via de mão única, que leva não de A a B, mas do papel limitante de espectador para o meio do cenário, no qual é possível ser protagonista da paisagem.

Só na capital Estocolmo, os usuários dispõem de 762 quilômetros de ciclovias/ciclofaixas – nada mau para uma cidade de pouco mais de 800 mil habitantes. Pontos de aluguel de bikes e bombas fixas para pneus estão em locais estratégicos do município, tudo disponível 24 horas por dia.

bicicleta-estocolmo-1Foto: Simon Paulin/imagebank.sweden.se

A fama de país das bicicletas cresce à medida que novos modelos e invenções vão ganhando as ruas – a Volvo, aliás, também criou moda lançando o Life Paint, uma tinta em spray que brilha no escuro – e novas ações são colocadas em prática, como fez a empresa ferroviária SJ, que disponibilizou lugares especiais para o embarque de bicis em seus trens. 

volvo-life-paint-int-6Volvo Car Life Paint / Foto: reprodução do site do projeto.

Quem não tem uma magrela para chamar de sua pode, muitas vezes, pegar uma emprestada da empresa onde trabalha, uma prática bastante comum e disseminada entre as companhias locais. Este ano, até a polícia de Estocolmo aumentou o número de policiais sob bikes.

Os visitantes desavisados não precisam lamentar: alugar uma bicicleta é simples na cidade. A melhor dica, nesse caso, é o City Bikes e seus mais de 140 pontos espalhados por Estocolmo.

Para melhor cutir (e planejar) o rolê, indicamos o site Trafiken, que, por enquanto, está apenas disponível em sueco. Na página, os ciclistas podem calcular o tempo de determinado trajeto e descobrir rotas alternativas.

bicicleta-estocolmo-4Foto: Simon Paulin/imagebank.sweden.se

Muito criticado por parte da população, o processo de humanização de São Paulo, por meio da presença de ciclofaixas na malha urbana, seria vista por um sueco como uma iniciativa importantíssima. Eles, aliás, talvez pensem que uma metrópole como a nossa já deveria ter apostado no planejamento de ciclofaixas há tempos.

A propósito, vale lembrar que quase todo sueco anda de bicicleta, em qualquer idade. Mas se por algum motivo alguém chegou à vida adulta sem dominar a técnica, não tem crise: a página do Conselho Administrativo de Transportes sueco disponibiliza um manual que rege as leis e as obrigações dos ciclistas, e os inexperientes podem contar com cursos específicos para aprender a pedalar sem medo. Porque a gente até estuda a se equilibrar nas bikes e as regras do jogo, mas ninguém nos ensina a gostar do esporte – isso acontece sem querer.

Passo a passo para alugar uma bike em Estocolmo

1. Instruções e preços: http://www.citybikes.se/p/site/user-information
2. Compre o cartão para o aluguel:http://www.citybikes.se/p/undefined/kp-cykelkort
3. Ache um ponto em Estocolmo para alugar a bike:http://www.citybikes.se/p/site/here-are-our-cycle-stands
4. Lidingö, Nackareservatet e Nationalstadsparken são trilhas pra você sentir natureza, emoção e morrer de saudades do verão sueco.

Claudia Nascimento Ekström no The Summer Hunter.

 


Conhecida por ser o cenário escolhido por William Shakespeare para a tragédia Romeu e Julieta – e por lucrar bastante com isso –, Verona, no norte da Itália, atrai milhares de turistas anualmente também por sua arquitetura, que inclui uma arena do século 1. Mas, pelo menos por quatro dias, a cidade vive ares, digamos, menos dramáticos.

Durante o Festival Internacional de Jogos de Rua, o Tocatì, o romantismo abre espaço para estilingues, carrinhos de rolimã, bolinhas de gude e corridas de chapinha (aquelas com tampas de garrafa).

Praças, ruas, calçadas, museus e até mesmo as margens do rio Ádige e os pátios internos de palácios e igrejas tombados são palco do evento, reconhecido pela Unesco como patrimônio imaterial da humanidade.

A edição deste ano começou na última quinta, vai até o domingo e espera atrair aproximadamente 300 mil pessoas. São 220 mil metros quadrados – o equivalente a cerca de 20 campos de futebol – tomados por brincadeiras de rua, parte delas populares em todo o mundo e outras já tidas como mortas.

 

Corrida de chapinha (Foto: Divulgação)

Na corrida de chapinhas, "carrinhos" (na verdade, tampinhas de garrafa) movidos a batidas com os dedos correm em pista 
de papelão ou areia; trajeto pode ter viadutos, túneis e outros obstáculos. Foto: Divulgação.

Algumas delas têm laços com a história. Um exemplo são as pernas de pau, chamadas ali de "trampol". No passado, eram usadas por agricultores na travessia de uma zona de pântano em Schieti, na Toscana, centro da Itália. Hoje, são celebradas anualmente na mesma localidade, entre o fim de abril e o começo de maio, com desfiles e brincadeiras.

Paolo Avigo, presidente da Associação dos Jogos Antigos, organizadora do evento, conta história semelhante sobre os carrinhos de rolimã: "Os filhos de famílias ricas, dos antigos romanos, já faziam brinquedos semelhantes, puxados por animais domésticos na tentativa de imitar as corridas de bigas".

Homens em carrinhos de rolimã (Foto: Divulgação/Tocati)

Carrinhos de rolimã são normalmente feitos com madeira reciclada e rolamentos achados em oficinas mecânicas. Foto: Divulgação.

Bolinhas de gude são usadas em um palco teatral – na peça Um Saco de Bolinhas de Gude, baseada no romance de Joseph Joffo – para ajudar a contar a história de duas crianças que fogem da perseguição nazista na França.

"Temos registros de bolinhas de terracota e de pó de mármore já nos tempos dos egípcios", conta Avigo.

Coisa de gente grande
 

Curiosamente, o evento de Verona é dedicado ao público adulto. A ideia é reatar os laços com a infância e, se possível, apresentar as brincadeiras aos filhos e netos a tiracolo – menores de 12 anos só podem participar caso estejam acompanhados por um responsável.

 

Bolas de gude em Verona | Foto: Guilherme Aquino/BBC BrasilBolinhas de gude podem ser jogadas em praças e areais nas margens do rio; além disso, são figuras centrais de peça sobre crianças
fugindo da perseguição nazista. Foto: Guilherme Aquino / BBC Brasil.

Os jogos são o fio condutor de todo o festival, que inclui apresentações de dança, teatro e cinema e exposições. Há ainda laboratórios didáticos nos quais as crianças aprendem a construir seus próprios brinquedos.

Cada edição do evento, que é anual, homenageia uma realidade local, seja nacional ou internacional. Em 2011, o Brasil esteve presente com um grupo de capoeira. Neste ano, o destaque é a região espanhola da Catalunha.

Uma instalação criada por Victor Ténez Ybern, arquiteto e paisagista da Universidade Politécnica da Catalunha, em conjunto com o Laboratório de Arquitetura Contemporânea de Verona, trouxe seis câmaras de ar de pneus de caminhões à beira do rio Ádige.

 

Torre humana | Foto: Tina Weinreben

Catalães criaram a torre humana “Castells”, feita com centenas de pessoas;  italianos tem versão que roda como peão sem deixar ninguém cair.
Foto: Tina Weiberg.
 

A ideia é remeter às brincadeiras na água. O nome do trabalho, "O Retorno", refere-se à ideia de se voltar a fazer uso recreativo do rio. Porém, como o pedido para usá-las no Ádige foi negada, a brincadeira ocorre mesmo em terra firme.

A primeira edição de Tocatì ocorreu em 2003, e teve seu principal fruto colhido seis anos depois. Moradores de um bairro, o Borgo Venezia, conseguiram transformar uma rua em campo de recreação permanente, na qual carros não circulam.

"(A rua é) onde gente do Sri Lanka joga críquete ao lado de italianos que batem uma pelada", contou à BBC Brasil Giuseppe Giacon, vice-presidente da Associação de Jogos Antigos.

 

Boia à beira do rio Ádige, em Verona | Foto: Guilherme Aquino/BBC Brasil

Instalação com boias à beira do rio Ádige seria usada na água, mas autorização acabou negada. Guilherme Aquino / BBC Brasil.
 
Brincadeira regrada

É um festival de brincadeiras, mas nem por isso faltam regras. Há "conceitos-padrão" que devem ser seguidos para que elas possam fazer parte do evento.

Segundo os organizadores, um jogo tradicional deve refletir as raízes de uma determinada área geográfica, priorizar mais o aspecto lúdico e menos o competitivo, estar bem disseminado em uma comunidade e, entre outros, ser uma atividade cada vez mais rara, ou seja, que precisa ser preservada.

"No jogo tradicional, compartilha-se a presença das pessoas. Há um grande respeito pelo adversário, até porque, sem ele, não existe jogo", explica Giacon.

A tecnologia é usada apenas para divulgar o evento. Mas, décadas após a invenção do videogame, o festival se mantém firme na decisão de não abrir espaço a esse tipo de divertimento.

"Não interessa tanto com qual instrumento se vai brincar, jogar. E sim o que está por trás desse instrumento e, no caso (do videogame), há um grande negócio. Não podemos aceitar uma brincadeira na qual seja preciso investir dinheiro para tê-la", diz o organizador.

Guilherme Aquino de Verona para a BBC Brasil