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São Paulo São Exemplos


O conceito de jardim vertical está em alta na arquitetura há algum tempo. Mas uma "floresta nas alturas" é a marca registrada dos novos projetos do arquiteto italiano Stefano Boeri que, após introduzir o conceito em torres de Milão, agora se prepara para subir torres na Suíça que são verdadeiras selvas.
 
Localizada em Lausanne, cidade da parte francesa do país, a torre terá 117 metros de altura e será predominantemente residencial, com plantas de 2 a 5 dormitórios. Mas há previsão para alguns escritórios, além de espaços de convivência, como academia e um restaurante no rooftop.
 
Floresta vertical na Suíça (Foto: divulgação)Floresta vertical na Suíça (Foto: divulgação)

Projeto de prédio 'floresta tropical' em Lausanne. Imagem: Divulgação.
 
O mais interessante é que, além de ajudar na absorção de dióxido de carbono e melhorar a qualidade do ar da cidade, a vegetação também serve para dar um pouco mais de privacidade aos moradores, cobrindo parte da sacada. No total, serão plantados 10 cedros, 6 mil arbustos e 18 mil plantas variadas, o equivalente a 3 mil metros quadrados de área verde.

A fachada da torre será composta por blocos retangulares de concreto dispostos de maneira desuniforme, sendo que cada bloco abriga uma varanda com guarda-corpo de vidro. Entre os módulos, o projeto prevê a destinação de mais de três mil m² de área para o plantio de vegetação, dando ao arranha-céu aspecto de um enorme jardim.

O microclima criado pelo projeto pretende ajudar na produção de umidade, dando frescor aos apartamentos, na absorção de gás carbônico e na produção de oxigênio para melhorar a qualidade do ar na região.

A previsão é de que as obras sejam iniciadas em 2017.

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Com informações GQ Brasil e AU.

 


Os alunos de uma escola pública italiana têm ganhado pontos extras por irem de bicicleta à escola. O projeto, apelidado de Bike Control, foi idealizado por um ex-aluno e busca incentivar o uso do meio de transporte alternativo como forma de reduzir as emissões de poluentes.

O programa é aplicado há mais de um ano na escola de ensino médio Liceu Antonio Meucci, em Aprilia, cidade próxima a Roma. Conforme informado pela reportagem da BBC Brasil, é necessário que os alunos usem a bicicleta para ir de casa à escola, pelo menos, três vezes na semana, para que ganhem a bonificação.

O responsável pela iniciativa é o estudante de engenharia Lorenzo Catalli, ex-aluna da escola. Segundo ele, a ideia surgiu quando ele ainda estava no ensino médio e ia diariamente ao colégio de carro, com seu pai. No trajeto, enquanto estavam parados no trânsito, surgiu a indagação sobre a quantidade de poluentes que seriam evitados se os jovens trocassem os automóveis pelas bicicletas.

Para que o projeto funcione e haja o controle sobre o uso da bicicleta, as bikes são equipadas com um sensor, criado pela Universidade La Sapienza, em Roma. O equipamento controla a distância percorrida e a quantidade de gás carbônico que deixa de ser emitida na atmosfera, comparando a um carro.

As informações são trocadas por pequenos bônus, que ajudam a complementar a nota dos alunos, como se fossem atividades extra-curriculares. Em entrevista à BBC Brasil, o diretor da escola, Antonio Perrone, explicou que os jovens já possuem uma série de práticas que entram como créditos de formação, entre elas estão trabalho voluntário e estudo de línguas, mas, esta é a primeira vez que a bicicleta é inclusa na lista. O programa tem ajudado os alunos a conquistarem a pontuação necessária para ingressarem na universidade, ao mesmo tempo em que promove a conscientização ambiental.

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Com informações da BBC Brasil e Redação CicloVivo.

 


O artista e designer Damien Chivialle, da Cootainer, transformou uma série de containers de cargas em unidades agrícolas urbanas (UFU). São pequenas granjas onde os moradores locais podem colher vegetais orgânicos, frutas e peixes. As UFUs incluem hidroponia e estufas servindo como centros de pesquisa para desenvolver novas formas de cultivar alimentos no meio urbano.
 
Os containers são baseados em um complexo sistema de hidroponia para permitir fazer funcionar os processos agrícolas. Cada um deles contém dois metros cúbicos de água onde as bactérias transformadas em minerais dos resíduos de peixes funcionam como um adubo natural para as plantas.
 
© Demien Chivialle © Demien Chivialle

Vista interna do container. Foto: Demien Chivialle.
 
Atualmente, há UFUs construídos em Zurique, Bruxelas e Berlim e um blog online ajuda os agricultores a compartilhar suas experiências, aprendendo uns com os outros.
 
Além disso, estas instalações arquitetônicas permitem que se reduzam as distâncias que nossa comida percorre antes de chegar aos nossos pratos. Mas muito mais que isso, os containers proporcionam um espaço para a experimentação agrícola comum, fomentando o cultivo em comunidade. 
 
DiagramaDiagrama
 
 

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Fonte: Inhabitat.
 
 


Todas as semanas, a produção orgânica mantida pela geógrafa Andrea Zimmermann tem 25 destinos certos. São famílias que bancam os custos do que ela cultiva e recebem uma cesta variada, com itens livres de agrotóxicos. A diferença é que ela conhece os futuros consumidores. Todos sabem quais foram os valores envolvidos no trabalho. E todos já foram até a sua lavoura, chegando ao ponto de participarem da colheita. E, na certeza de que ela tem de que esse esforço não será desperdiçado, a agricultura ganha um outro foco, no qual a importância das relações entre as pessoas fica acima das transações monetárias.
 
Andrea é produtora do projeto Comunidade que Sustenta a Agricultura (CSA), um modelo de organização de consumo que chegou a Brasília há menos de um ano e que tem alterado a forma com que muitas pessoas se relacionam com os alimentos. “É mudar da cultura do preço para a cultura do apreço. As pessoas têm questionado mais o que estão consumindo e isso não é mais papo de ecochato. É uma opção para viver bem”, garante. Em uma CSA, um grupo de pessoas — chamadas de coprodutores — paga um valor fixo mensal ao agricultor para garantia da sua produção.

Com a certeza do investimento, o chacareiro entrega os itens da lavoura diretamente aos co-produtores, eliminando atravessadores. Mas esse relacionamento não termina aí. “A CSA quer criar uma união entre pessoas que desejam se alimentar bem, se aproximar da terra e viver uma economia que é solidária. Você não lida mais com sua alimentação como item de consumo”, explica Andrea. Dessa forma, o processo não termina no momento em que há o pagamento. A comunidade formada participa ativamente de todos os processos da cadeia produtiva, desde a apresentação das planilhas de custos ao recebimento dos produtos nos pontos de convivência — como são chamados os locais onde as famílias pegam suas cotas.

“Elas deixam de resolver, simplesmente, o problema de abastecimento da sua despensa e começam a pensar de onde vem o alimento, fazendo uma contribuição efetiva: financiar uma produção orgânica socialmente responsável”, explica a consultura sócioambiental Renata Navega, 28 anos. Ela é uma das precursoras do movimento em Brasília, que começou em março. Atualmente, existem três comunidades em funcionamento no Distrito Federal.

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Rafael Campos no Correio Braziliense.


A Avenida Paulista acaba de ganhar uma mini floresta que resgata a vegetação original da cidade de São Paulo. No topo do prédio do Citibank, 526 árvores de 80 espécies nativas foram plantadas em uma área de 400 metros quadrados e, assim que crescerem, ficarão visíveis aos pedestres e motoristas que circulam pela famosa via.

"A Mata de Caaguaçu era a vegetação que revestia toda a Avenida Paulista antes de ela se transformar em uma metrópole. A ideia é resgatar a paisagem original do local e fazer ela coexistir com o espaço urbano", afirma o botânico Ricardo Cardim, responsável pela pesquisa e seleção das mudas. O Parque Trianon, por exemplo, ainda preserva espécies dessa mata nativa. O resgate dessas plantas é "um verdadeiro garimpo" pela cidade e em viveiros, diz o botânico.

Assim que crescerem, plantas típicas da região ficarão visíveis aos pedestres e motoristas que circulam pela Avenida Paulista

Segundo ele, a importância do projeto está na recolocação de plantas tipicamente paulistas em seu "habitat natural". "É uma ação com grande potencial educativo e cultural", explica Cardim, que tem ainda mais dois projetos pela cidade de recuperação da mata atlântica pela cidade. "As pessoas não sabem que 90% da vegetação da cidade hoje é de plantas que vieram do estrangeiro", diz.

A iniciativa na sede do Citibank também promove outros benefícios à região, como a diminuição da temperatura da cobertura do prédio em até 18°C, a retenção da poluição sonora e o aumento da umidade do ar. O sistema de rega, automatizado, permite que a água seja liberada apenas no período do dia em que há menor evaporação, o que reduz ainda mais o desperdício.

Para Junia Gontijo, superintendente de Realty Services do Citi Brasil, a ideia é que a floresta em miniatura seja um marco para a Avenida Paulista. "O principal objetivo da ação é mostrar a cidade sustentável que queremos e que podemos ter", afirma. "O grande diferencial é trazer espécies da mata nativa. Estamos reconstituindo algo que existia há um século e que hoje as pessoas não têm ideia que já existiu. Vai acabar se transformando em um legado para São Paulo", diz.

Outro projeto. 
Uma praça na Pompeia, zona oeste da capital paulista, também está resgatando a vegetação original com a ajuda de voluntários. O idealizador do projeto, Daniel Caballero, diz que o Estado de São Paulo tem hoje menos de 1% da vegetação de Cerrado original.

Com a ajuda do grupo Ocupe e Abrace, Caballero está instalando um bioma do Cerrado em miniatura na Praça Homero Silva, rebatizada informalmente de Praça da Nascente. Voluntários, que se reúnem aos sábados pela manhã, também estão construindo uma trilha ao redor da vegetação que está sendo plantada ali, para que as espécies possam ser apreciadas pelos visitantes.

Mônica Reolom - O Estado de S. Paulo.

 


Detroit é uma metrópole norte-americana que sofre com vários problemas recorrentes também às cidades brasileiras. A alta densidade populacional, violência e uma economia baseada na indústria automobilística são algumas dessas semelhanças. Mas, a cidade tem investido em uma solução simples: bicicletas.

De acordo com uma pesquisa feita pela Liga Americana de Ciclistas, nos últimos nove anos, Detroit criou 272 novos quilômetros de ciclovias e se tornou a cidade com o maior crescimento em estrutura cicloviária em todo o território norte-americano neste período.

O intuito de tanto investimento é incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte. Em uma região em que mais de 20% da população vive abaixo da linha da pobreza, poder usar um meio de transporte econômico e que melhora a saúde é uma opção bastante interessante.

Um dos grandes desafios, no entanto, é mudar a cultura local. Detroit tem uma economia baseada na indústria automobilística. Fábricas de duas das principais montadoras do país, Ford e General Motors, estão situadas lá, o que influencia todo o modo de vida da população local. No entanto, as novas estruturas para ciclistas e os trabalhos de conscientização têm atraído novas pessoas às ruas.

 

Um movimento chamado Slow Roll já consegue agregar semanalmente um grupo de quatro mil ciclistas. Apesar de ser um passeio ciclístico, os pesquisadores acreditam que este seja o primeiro passo para que as pessoas se familiarize com as ruas e decidam testar a bicicleta como meio de transporte diário. “Para muitas pessoas, essa pode ter sido a primeira vez em uma bike em Detroit, mas eu não ficaria surpresa se existisse uma correlação entre as pessoas que participam do passeio regularmente e, então, na próxima segunda-feira talvez pensem: Ok, eu posso fazer isso. Eu vou tentar pedalar no meu caminho para o trabalho”, opinou Amelia Neptune, diretora da Liga Americana de Ciclistas, em declaração ao site Fast.Co.

Atualmente o percentual de pessoas que usam a bicicleta como meio de transporte na cidade norte-americana ainda é baixo, apenas 1% da população. Mas, o intuito é criar uma atmosfera que eleve esse número nos próximos anos.

Clique aqui e veja como é pedalar em Detroit.

Fonte: Redação CicloVivo.