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São Paulo São Exemplos


Depois de Berlim, na Alemanha, foi a vez da capital francesa ganhar seu primeiro supermercado totalmente sem embalagens. A loja vende cerca de 250 tipos de produtos – entre eles pães, frutas, legumes, massas, arroz, iogurte, manteiga e queijo. Tudo orgânico e, em sua maioria, fabricado por produtores locais.

Batizado de Biocoop 21, uma homenagem à COP 21 (21ª Conferência de Clima da ONU que acontece neste ano), o supermercado não possui sequer uma bandejinha de isopor ou insulfilm plástico para embalar os produtos. Tudo lá é vendido a granel.

Para fazer compras, é preciso trazer de casa suas próprias embalagens – o que também barateia os produtos. Para os mais esquecidos (ou, então, para aqueles que não planejavam parar no mercado), o Biocoop 21 oferece frascos de vidro e sacolas reutilizáveis feitas de algodão orgânico, entre outras embalagens para carregar as compras.

Aberta desde o início de novembro, a loja já tem data certa para fechar: 30 de dezembro. É que, por enquanto, o Biocoop 21 é uma experiência. Mas, se fizer sucesso, a marca de produtos orgânicos Biocoop promete reabrir a loja e até ampliá-la. Nós vamos torcer por isso e você?

Assista, ao vídeo da iniciativa, em francês!
 
Já parou para pensar na quantidade de lixo que deixaríamos de produzir (e também no montante de dinheiro que economizaríamos) se toda vez que fossemos ao mercado, comprar um shampoo, detergente ou biscoito, levássemos nossas próprias embalagens?

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Débora Spitzcovsky no The Greenest Post.
 


É quase um condomínio, no qual cada família tem seu espaço privativo. A diferença está na possibilidade de reduzir o tamanho das casas ou dos apartamentos em troca de ambientes usados por todos. Um exemplo é alavanderia comunitária, em que três ou quatro máquinas de lavar resolvem a demanda de dez ou mais grupos.

Nas cohousings - que surgiram na Dinamarca nos anos 70 e hoje são comuns principalmente na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá -, é assim também com a biblioteca, a horta, a oficina, a brinquedoteca, o refeitório, a sala de TV e, em alguns casos, até os carros. "Compartilhar diminui o consumo e o impacto ambiental, além de facilitar o dia a dia dos moradores, que ganham qualidade de vida, com menos necessidade de trabalho e dinheiro", afirma o arquiteto Rodrigo Munhoz, do escritório Guaxo Projetos Sustentáveis, de Piracicaba, SP.

"Desse modo, as pessoas se sentem mais seguras, num clima de vida no interior, embora tenham acesso a tudo o que a cidade grande oferece", completa Munhoz, que está formando um grupo para criar em sua cidade a primeira cohousing brasileira, com habitações sustentáveis, princípios de boa vizinhança e cotidiano menos dispendioso.

Selo Verde
Abandonado, o projeto Eastern Village Cohousing, da Eco Housing Corporation, em Silver Spring, nos Estados Unidos, renasceu em 2004 com 54 apartamentos. Recebeu o selo do Conselho de Green Building pela boa performance ambiental, que incluitelhado verde, pátio interno com jardins no lugar do antigo estacionamento e soluções de reúso da água da chuva. Ah, as unidades são aquecidas com energia geotérmica. 

Centro de Educação
Na zona rural de Gillingham, na Inglaterra, o The Threshold Centre organiza cursos para disseminar seu modo de vida partilhado, com alternativas que suavizam os danos ao meio ambiente das 14 residências e dos espaços comuns. Há placas fotovoltaicas, sistema de reaproveitamento de água da chuva para abastecer a lavanderia comunitária e hortas orgânicas. Na vila, inclusive bicicletas e carros são divididos.

Versão Compacta
Dezenove apartamentos, um salão de encontros e uma área comercial se distribuem em apenas mil m². É assim que os moradores da Quayside Village, em Vancouver, no Canadá, desfrutam das trocas e facilidades de morar numa comunidade sem perder o que a metrópole tem de melhor. E de uma forma sustentável: reutilizando os materiais das construções originais do terreno e reciclando a água da chuva.

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Giuliana Capello no Planeta Sustentável.
 


Interessados em fazer uma viagem pela Mata Atlântica a bordo de um trem de luxo têm mais uma opção a partir deste fim de semana. O trajeto que leva os passageiros de Curitiba à cidade histórica de Morretes, no litoral do Paraná, agora conta com três vagões – considerados os únicos de luxo do país.

Os dois primeiros circulam pela Serra do Mar paranaense desde 2008. O mais novo foi reformado neste ano e fez a viagem inaugural na última sexta-feira (13). A experiência garante aos usuários uma viagem mais confortável – com pequenos sofás, poltronas e mesas – regada a espumante ao longo do caminho. O trajeto leva cerca de quatro horas para ser concluído.

Um dos diferenciais do passeio é o serviço: comissários da litorina oferecem café da manhã aos passageiros, com bebidas servidas à vontade durante toda a viagem.

Litorina de luxo 'Curitiba' . Projeto das arquitetas Lucille Amaral e Eliane Canhoto. Foto: divulgação.

O novo vagão de luxo foi batizado de "Curitiba", enquanto os mais antigos se chamam "Foz de Iguaçu" e "Copacabana". A novidade é o espaço mais clean, permitindo uma capacidade para 40 pessoas. Os outros dois levam 22 passageiros, em cada um deles.

Apesar do glamour oferecido nas litorinas, sem dúvida, o principal atrativo da viagem é o visual. Estar no meio de um dos trechos de Mata Atlântica mais preservados do país numa estrada de ferro com 130 anos de idade é um privilégio.
 
Véu da Noiva é um dos atrativos da viagem (Foto: Thais Kaniak / G1)Véu da Noiva é um dos atrativos da viagem (Foto: Thais Kaniak / G1)

Véu da Noiva é um dos atrativos da viagem. Foto: Thais Kaniak / G1.
 
Mesmo em uma manhã nublada, como foi o caso da sexta-feira, o roteiro vale muito a pena. Saindo da Estação Ferroviária de Curitiba, o trem passa por belos pontos até chegar ao destino final. O conjunto montanhoso do Marumbi, a Cascata Véu da Noiva e a Ponte São João, que foi inaugurada em 1885 e tem 110 metros de altura, enchem os olhos dos turistas.

O passeio foi classificado pelo jornal americano The Wall Street Journal como uma das três viagens ferroviárias de luxo mais bonitas do mundo. Já o britânico The Guardian colocou o trajeto entre os dez mais interessantes do planeta.

Casamento na Litorina de Luxo. Foto: Camila Ferraz.

É comum a presença de grupos estrangeiros entre os passageiros. Por isso, as litorinas de luxo oferecem guias bilíngues. Brasileiros também apreciam a viagem. 

O trecho da viagem no trem de luxo custa R$ 296 para adultos e R$ 225 para crianças. Porém, é possível fazer o trajeto em outras classes, com preços mais em conta, que variam de R$ 79 a R$ 144,50 para adultos. Quem mora em Curitiba, pode comprar o ticket com 40% de desconto nas categorias turística e executiva ao apresentar um comprovante de residência. Mas a promoção só e válida para as quartas-feiras. As tarifas estão disponíveis aqui.

Os passeios na litorina de luxo ocorrem apenas nos sábados, domingos e feriados, sempre às 9h15. Já a viagem no trem comum é diária, com saída às 8h15 todos os dias. Para o retorno, não é necessário voltar pela ferrovia. Como a viagem pelos trilhos é mais demorada, há quem prefira fazer o regresso à capital paranaense de carro, ônibus ou van.

Morretes é uma cidade histórica que fica no litoral do Paraná (Foto: Thais Kaniak / G1)Morretes é uma cidade histórica que fica no litoral do Paraná (Foto: Thais Kaniak / G1)
Destino final do passeio na litorina de luxo, que sai de Curitiba, é Morretes. Foto: Thais Kaniak / G1.

Depois do passeio de trem, ainda é possível curtir os encantos e sabores de Morretes. Considerado o prato típico da região, o barreado é uma das graças do município e pode ser encontrado em praticamente todos os restaurantes. Feito à base da carne e de farinha da mandioca, leva de 10 a 12 horas para ser preparado em uma panela de barro. O modo de fazer inclusive é um ritual essencial para garantir o sabor do prato de sucesso da gastronomia local.

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Thais Kaniak / Do G1 PR.


O conceito de jardim vertical está em alta na arquitetura há algum tempo. Mas uma "floresta nas alturas" é a marca registrada dos novos projetos do arquiteto italiano Stefano Boeri que, após introduzir o conceito em torres de Milão, agora se prepara para subir torres na Suíça que são verdadeiras selvas.
 
Localizada em Lausanne, cidade da parte francesa do país, a torre terá 117 metros de altura e será predominantemente residencial, com plantas de 2 a 5 dormitórios. Mas há previsão para alguns escritórios, além de espaços de convivência, como academia e um restaurante no rooftop.
 
Floresta vertical na Suíça (Foto: divulgação)Floresta vertical na Suíça (Foto: divulgação)

Projeto de prédio 'floresta tropical' em Lausanne. Imagem: Divulgação.
 
O mais interessante é que, além de ajudar na absorção de dióxido de carbono e melhorar a qualidade do ar da cidade, a vegetação também serve para dar um pouco mais de privacidade aos moradores, cobrindo parte da sacada. No total, serão plantados 10 cedros, 6 mil arbustos e 18 mil plantas variadas, o equivalente a 3 mil metros quadrados de área verde.

A fachada da torre será composta por blocos retangulares de concreto dispostos de maneira desuniforme, sendo que cada bloco abriga uma varanda com guarda-corpo de vidro. Entre os módulos, o projeto prevê a destinação de mais de três mil m² de área para o plantio de vegetação, dando ao arranha-céu aspecto de um enorme jardim.

O microclima criado pelo projeto pretende ajudar na produção de umidade, dando frescor aos apartamentos, na absorção de gás carbônico e na produção de oxigênio para melhorar a qualidade do ar na região.

A previsão é de que as obras sejam iniciadas em 2017.

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Com informações GQ Brasil e AU.

 


Os alunos de uma escola pública italiana têm ganhado pontos extras por irem de bicicleta à escola. O projeto, apelidado de Bike Control, foi idealizado por um ex-aluno e busca incentivar o uso do meio de transporte alternativo como forma de reduzir as emissões de poluentes.

O programa é aplicado há mais de um ano na escola de ensino médio Liceu Antonio Meucci, em Aprilia, cidade próxima a Roma. Conforme informado pela reportagem da BBC Brasil, é necessário que os alunos usem a bicicleta para ir de casa à escola, pelo menos, três vezes na semana, para que ganhem a bonificação.

O responsável pela iniciativa é o estudante de engenharia Lorenzo Catalli, ex-aluna da escola. Segundo ele, a ideia surgiu quando ele ainda estava no ensino médio e ia diariamente ao colégio de carro, com seu pai. No trajeto, enquanto estavam parados no trânsito, surgiu a indagação sobre a quantidade de poluentes que seriam evitados se os jovens trocassem os automóveis pelas bicicletas.

Para que o projeto funcione e haja o controle sobre o uso da bicicleta, as bikes são equipadas com um sensor, criado pela Universidade La Sapienza, em Roma. O equipamento controla a distância percorrida e a quantidade de gás carbônico que deixa de ser emitida na atmosfera, comparando a um carro.

As informações são trocadas por pequenos bônus, que ajudam a complementar a nota dos alunos, como se fossem atividades extra-curriculares. Em entrevista à BBC Brasil, o diretor da escola, Antonio Perrone, explicou que os jovens já possuem uma série de práticas que entram como créditos de formação, entre elas estão trabalho voluntário e estudo de línguas, mas, esta é a primeira vez que a bicicleta é inclusa na lista. O programa tem ajudado os alunos a conquistarem a pontuação necessária para ingressarem na universidade, ao mesmo tempo em que promove a conscientização ambiental.

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Com informações da BBC Brasil e Redação CicloVivo.

 


O artista e designer Damien Chivialle, da Cootainer, transformou uma série de containers de cargas em unidades agrícolas urbanas (UFU). São pequenas granjas onde os moradores locais podem colher vegetais orgânicos, frutas e peixes. As UFUs incluem hidroponia e estufas servindo como centros de pesquisa para desenvolver novas formas de cultivar alimentos no meio urbano.
 
Os containers são baseados em um complexo sistema de hidroponia para permitir fazer funcionar os processos agrícolas. Cada um deles contém dois metros cúbicos de água onde as bactérias transformadas em minerais dos resíduos de peixes funcionam como um adubo natural para as plantas.
 
© Demien Chivialle © Demien Chivialle

Vista interna do container. Foto: Demien Chivialle.
 
Atualmente, há UFUs construídos em Zurique, Bruxelas e Berlim e um blog online ajuda os agricultores a compartilhar suas experiências, aprendendo uns com os outros.
 
Além disso, estas instalações arquitetônicas permitem que se reduzam as distâncias que nossa comida percorre antes de chegar aos nossos pratos. Mas muito mais que isso, os containers proporcionam um espaço para a experimentação agrícola comum, fomentando o cultivo em comunidade. 
 
DiagramaDiagrama
 
 

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Fonte: Inhabitat.