Exemplos - São Paulo São

São Paulo São Exemplos


Já chegou na mídia internacional o video do ciclista brasileiro que, irritado com o Fiat Uno estacionado na ciclovia, levantou o carro com as próprias mãos e tirou o veículo do caminho.

O site RT.com chama o ciclista de ‘Hulk’. O vídeo, que foi divulgado ontem no YouTube e já contabiliza quase 1 milhão de visualizações, não especifica em qual cidade brasileira isso aconteceu.

Assista: https://youtu.be/luNGjffDjCs

A reação deste homem diante da falta de educação de um motorista que estacionou o carro em cima de uma ciclovia chama a atenção de milhares de internautas, desde a última segunda-feira. A cena, registrada em vídeo, mostra que, apenas com a força dos braços, o rapaz, que teve o passeio interrompido por um Fiat Uno no meio do caminho, tira o carro da pista destinada a ciclistas e, como quem não fez nada de mais, volta a pedalar tranquilamente.

O vídeo, gravado em alguma cidade brasileira, tem feito tanto sucesso quanto o ciclista, que foi prontamente aplaudido por pedestres que passavam pelo local no momento da intervenção. Em menos de um dia, as imagens foram vistas por mais de 700 mil pessoas no YouTube - e o número está subindo rápido. 

A repercussão também invadiu a rede social Reddit, onde internautas - a maioria de americanos - comentam o feito do brasileiro fortão. Muitos pararam para descobrir o peso do carro, para saber se o feito havia sido tão grande assim.

OK, o Uno não é dos carros mais pesados que existem por aí no mercado. Mesmo assim, é um peso e tanto. Na média, um carro desses - dos modelos mais antigos da série da Fiat - pesa cerca de 800 kg. Não é qualquer um que levanta esse peso todo, não é? E não é qualquer um, mesmo, que levanta um carro desses como quem levanta uma caixa de madeira, e depois sai pedalando.

Entre aplausos e curtidas, por parte do ciclista ficou a lição ao motorista mal educado, que, quando voltou, provavelmente encontrou o carro dele de um jeito diferente do que havia deixado. Talvez tenha sido melhor que ele não estivesse no veículo na hora em que o ciclista fortão passou...

Ps: O detalhe - e a menção honrosa - do vídeo vai para o rapaz de branco que chega para ajudar o fortão. Ele teve a sensibilidade de perceber, depois de esboçar abaixar para pegar o carro, que o ciclista herói não precisava de mãozinha nenhuma pra cumprir aquela tarefa.

Fontes: Bluebus e EXTRA


 

Projetistas da Universidade de Cardiff, no País de Gales, Grã-Bretanha, afirmam ter construído uma casa cuja emissão de gases causadores do efeito estufa é zero.

Segundo os pesquisadores, a casa até exporta mais energia para a rede do que consome. Mais importante, o gasto para construir uma casa do tipo é semelhante ao da construção de casas convencionais de programas habitacionais do governo britânico.

Foram necessárias apenas 16 semanas para construir a casa a um custo de mil libras por metro quadrado (quase R$ 5 mil).

Os criadores da casa afirmam que, no futuro, os donos do imóvel poderão até ganhar dinheiro vendendo o excesso de energia.

No inverno britânico a casa terá que importar energia, mas este gasto será compensado pelas exportações do excesso de energia durante os meses de verão.

Luz natural

A construção tem painéis fotovoltaicos de vidro na face sul do telhado, o que permite que o espaço logo abaixo seja iluminado por luz natural. Isto reduziu o custo da instalação de painéis de energia solar em um teto comum.

A casa usa energia solar e armazenamento de energia em baterias para o aquecimento, ventilação, fornecimento de água quente, energia elétrica para os eletrodomésticos e luzes de LED.

"Usando as tecnologias mais recentes, inovação e design, é possível sim construir uma casa com emissão zero de carbono a um custo baixo, criando benefícios no longo prazo para a economia e também para o meio ambiente", afirmou Phil Jones, o professor que liderou o projeto.

Apesar das boas notícias, a casa criada pela Universidade de Cardiff ainda precisa ser testada por moradores, pois nem sempre as construções têm um desempenho tão bom quando são colocadas à prova em uma situação real, abrigando uma família real.

O projeto pode significar uma reviravolta na política de habitação britânica.

O ministro das Finanças inglês, George Osborne, chegou a dizer que uma casa com tanta eficiência energética era impossível e até acabou com uma exigência de que todas as novas casas construídas na Grã-Bretanha a partir 2016 teriam que ter emissão zero de carbono. Para Osborne, casas com este nível de eficiência sairiam caras demais.

Críticos afirmam que, a partir de projetos como este, grandes construtoras que trabalham no mercado britânico serão obrigadas a aprender novas técnicas e usar novos materiais.

"Precisamos acabar com a abordagem sem visão que se importa apenas com os custos de construção. Os proprietários das casas querem saber quando custa viver na casa, não construir", disse Jenny Holland, da Associação para Conservação de Energia.

"As pessoas pagam um pouco mais por uma geladeira ou freezer eficientes. Se gastar um pouco mais resulta em uma casa melhor que tem contas de energia perto de zero, os ocupantes ficarão satisfeitos e todos nós vamos colher as recompensas ambientais", acrescentou.

Fonte: BBC Brasil.

Ps: uma ótima ideia também para as construções em nosso país tão ensolarado.


Uma organização de jovens conhecida pela utilização de grafite como um meio de expressão fez uma parceria com o governo do México para reabilitar Palmitas, uma cidade no distrito de Pachuca.

Com o apelido de "Equipe Micróbio", o grupo pintou 209 casas, ou vinte mil metros quadrados de fachada que foi transformada em um grande mural de arco-íris.

crew-germen-graffiti-town-mural-palmitas-8

 

 

De acordo com Streetartnews, o impacto foi extremamente positivo: 452 famílias, ou 1.808 pessoas, foram envolvidas pelo projeto, o que resultou na erradicação da violência entre os jovens da região.

O grupo, cujo nome significa literalmente "tripulação micróbio", fez como prioridade, o envolvimento da comunidade, o que poderia explicar parcialmente os bons resultados.

Assista o video: https://youtu.be/AhyvMs4ZEuI

Fonte: Bored Panda.

 


Um ônibus desativado foi transformado em instalações móveis de banho para comunidade sem-abrigo de São Francisco em uma tentativa de “restaurar a dignidade, um banho de cada vez.”

Doniece Sandoval de 52 anos, uma ex-executiva de marketing que surgiu com o conceito, disse que ela ficou chocada com a sujeira do povo que ela testemunhava nas ruas e queria ajudar. Ela comenta que são mais de 3.500 desabrigados em São Francisco, no entanto, a cidade tem apenas oito chuveiros públicos para acomodá-los.

chuveiro-movel-2 chuveiro-movel-7

 

Depois de ver a ascensão da comida gourmet sobre rodas, ela decidiu aplicar a mesma idéia para lavar. Sua organização sem fins lucrativos, 'Lava Mãe', foi lançada em 2013 e o primeiro ônibus está rodando como parte de um projeto-piloto.

Espera-se que um serviço completo seja lançado na primavera de 2015, com isso se espalhando através do país. Ela atende aos passageiros do sexo masculino, feminino e deficiente.

 “Lava Mãe, não é sobre acabar com os desabrigados. O que somos é sobre fornecer higiene, porque acreditamos que a higiene traz dignidade e dignidade abre oportunidades.”

Acesse o site, saiba mais e assista o video: http://www.lavamae.org/

A agência de transporte municipal de São Francisco doou um ônibus para a causa e está disposta a fornecer mais três, se o projeto Lava Mae for bem sucedido. Além disso a Comissão de Utilidades Públicas da cidade também concordou em deixar os casas de banho móveis conectadas em hidrantes se a água for paga.

 

Vicente Carvalho no Razões Para Acreditar.

 


Uma ex-fábrica de semicondutores da Sony Corporation no Japão foi ​transformada na  maior fazenda ​'indoor' do mundo. Shige Shimamura​, ​​fisiologista de plantas ​e CEO da Mirai Co., parceria da GE Japão, ​realizou seu sonho de água, espaço e energia ​para produzir um sistema ​eficiente de cultivo interior​,​ uma realidade.

Apesar de ter ​começado ​a produção há ​apenas ​um ano, a fazenda já ​produz 10.000 ​pés de alface por dia. Está localizada na província de Miyagi no leste do Japão, área duramente atingida pelo terremoto ​e ​pelo tsunami em 2011.

Em ​seus ​25.000 pés quadrados, quase metade do tamanho de um campo de futebol, a fazenda ​tem 17.500 luzes LED, distribuídos por 18 ​áreas de ​cultivo​,​15 prateleiras elevad​as ​que ​são a chave para o sucesso da iniciativa.

Os LEDs foram desenvolvidos para o projeto pela GE e emitem luz em comprimentos de onda ideais para o crescimento das plantas, ​permitindo​ que​ Shimamura control​e o​s​ ciclos ​da ​noite e dia e​ possa acelerar​ a produção da verdura​.

Ao controlar a temperatura, umidade e irrigação, a fazenda cortou o uso da água para apenas um por cento do necessário utilizado em agricultura convencional ao ar livre. 

"O que precisamos não é apenas a criação de mais dias e noites. Queremos alcançar a melhor combinação de fotossíntese durante o dia e de respiração durante a noite através do controle da iluminação e do meio ambiente", diz Shimamura. 

Os sistemas fazem com que o alface produzido cresça rico em nutrientes e duas vezes e meia mais rápido do que numa fazenda ao ar livre. 

A produção desperdiçada é reduzida em cerca de 50 por cento caindo para apenas 10 por cento da colheita. Isto significa um aumento de 100 vezes na produtividade dos pés por metro quadrado. Os LEDs também duram mais do que as luzes fluorescentes e consomem 40 por cento menos energia.

Sobre a parceria bem sucedida, Shimamura acrescenta: "Eu sabia como cultivar bons legumes biologicamente e queria integrar com o conhecimento de que tem tecnologia para fazer as coisas acontecerem." 

A equipe da GE do Japão foi convencida de que fazendas interiores como esta da província de Miyagi, poderiam ser a chave para resolver o problema de escassez de alimentos do mundo. 

Os parceiros do projeto estão já trabalham na implantação de fazendas interiores semelhantes em Hong Kong e no extremo oriente da Rússia.

Assista o video: https://goo.gl/BTNZ50

***
Beverley Mitchell para o Inhabitat.

 

Um novo modal de transporte urbano de massa sobre trilhos, de média capacidade, desenvolvido com tecnologia nacional por uma empresa brasileira, está em implantação no município gaúcho de Canoas, de 350 mil habitantes. O pacote tecnológico do aeromóvel, fabricado pela indústria gaúcha Coester, de características revolucionárias quanto ao custo e à facilidade de inserção nas cidades, foi contratado e a prefeitura fez o primeiro pagamento, de 1,5 milhão de reais, para a parte inicial dos projetos executivos.

As primeiras obras incluem a construção das estações e da via elevada e o remanejamento das redes de eletricidade, telefonia e TV a cabo no trajeto da ferrovia. A etapa seguinte será o desenvolvimento dos veículos e dos sistemas de controle. “Seremos a primeira cidade do Brasil a usar o aeromóvel como transporte de massa”, anuncia o prefeito Jairo Jorge. “É uma solução à altura das exigências de mobilidade e ambientalmente adequada aos novos tempos, com motor elétrico de alta eficiência.”

Três linhas abrangerão os bairros Guajuvira e Mathias Velho, onde mora 70% da população de baixa renda da cidade. A capacidade de transporte diário de 120 mil passageiros, 288 por vagão, iguala-se àquela do sistema de ônibus. Esses funcionarão como alimentadores do modal. A conclusão do projeto, orçado em 800 milhões de reais, está prevista para 2018.

O aeromóvel está longe de ser um salto no escuro. Criado pelo empresário Oskar Coester nos anos 1960, tem uma linha em operação em Porto Alegre desde 1983, outra em Jacarta, na Indonésia, iniciada em 1989, e um ramal de transporte de passageiros do Aeroporto Internacional de Porto Alegre para a rede de transporte coletivo da cidade, instalado em 2013, com 1,5 milhão de passageiros transportados.

O consumo de energia medido em watts-hora por passageiro-quilômetro é metade daquele do VLT, um terço do metrô e um quarto do ônibus. O segredo é a leveza dos trens, possibilitada pela remoção dos motores dos vagões e sua instalação nas estações. O baixo peso permite definir traçados de alta sinuosidade, com curvas em ângulo reto. A pressão necessária para movimentar os vagões com propulsão a ar é surpreendentemente baixa, de 0,07 atmosfera, menos da metade da pressão arterial, de 0,16. O “vento” gerado pelos motores instalados nas estações incide sobre grandes placas na parte inferior dos carros. A pequena pressão aplicada sobre áreas extensas provoca a impulsão. “As composições funcionam como barcos a vela invertidos”, compara o empresário Marcus Coester, diretor da empresa fabricante dos trens. A leveza facilita a tração, flexibiliza o traçado e possibilitará a construção de 14,7 quilômetros, com 22 estações, sem nenhuma desapropriação, feito inédito.

O município assumiu o projeto, mas não pretende se assenhorear dele. “A ideia é contratar um operador por meio de Parceria Público-Privada, com qualidade e baixo custo”, diz o secretário da Fazenda, Marcos Bosio. “Não temos como subsidiar e o aeromóvel terá de cobrir 100% dos custos.”

Um dos instrumentos de custeio será a mudança do plano diretor, com o aumento da área construída condicionado à compra de índice construtivo do município, nas faixas de 500 metros de largura ao longo da ferrovia. A alteração pretende represar a previsível especulação imobiliária e reduzir o risco de expulsão da população de baixa renda a partir da valorização do entorno da nova ferrovia. “Quem pretende fazer um empreendimento imobiliário de até 8 mil metros quadrados em um terreno de 10 mil não pagará nada. Para construir 35 mil, comprará do município o índice construtivo necessário para obter os 27 mil da diferença”, explica Bosio. O dinheiro arrecadado irá para um fundo de mobilidade.

O primeiro efeito do anúncio do projeto foi a decisão do Grupo Multiplan de instalar em Canoas o seu 19º shopping, próximo ao futuro trajeto dos trilhos. A prefeitura negocia com a empresa a execução de várias obras públicas.

Convidado pelo governo dos Estados Unidos para visitar grandes empresas de transportes do país no começo do ano passado, Bosio foi alertado sobre o risco de desenvolver projetos na área, um indicador da preocupação da concorrência internacional com o projeto. Em setembro, o secretário foi ao Japão a convite da Sociedade de Engenharia Mecânica e de duas universidades interessadas no modal e conversou com possíveis fornecedores de sistemas e de componentes, que disputarão com empresas brasileiras.

O aeromóvel é o projeto de maior visibilidade da administração municipal, mas não o único a inovar. Outra iniciativa é a reformulação do sistema de saúde, com a integração e a racionalização da rede. A partir do monitoramento do afluxo a três hospitais e 50 postos do SUS, regula-se o deslocamento de pacientes entre as unidades para evitar superlotações. No pronto-socorro, um painel permite aos acompanhantes saber a etapa de atendimento dos pacientes a cada momento. Aqueles contam com uma sala especial de descanso e o apoio de uma assistente social. 

As possibilidades de visita aos internados foram ampliadas. A taxa de infecção hospitalar caiu de 3,14 ocorrências por pacientes-dia vezes mil, em 2012, para 1,06 neste ano, em consequência do “investimento na capacitação da equipe, melhora dos protocolos de segurança do paciente e assistenciais”, explica o secretário de Saúde, Marcelo Bosio. Com as mudanças na área da saúde, a satisfação dos usuários atingiu 79% entre janeiro e maio, segundo uma pesquisa encomendada pela prefeitura.

A atenção às minorias levou à criação da Rede de Proteção da Comunidade LGBT. “Pensamos em um mecanismo para dar atendimento legal e médico às vítimas de agressões. Vivemos um momento de ódio e retrocesso e os ataques homofóbicos não são violência comum, há crueldade”, afirma Fábulo Rosa, chefe da unidade coordenadora da Diversidade. A ideia é definir políticas públicas específicas para esse público.

Uma ampla consulta possibilitou a criação do ambiente institucional e político favorável à construção, em área da prefeitura, de um presídio estadual diferente, com estrutura para ensino e trabalho. “Os munícipes perceberam que não pretendíamos fazer aqui outro Presídio Central de Porto Alegre, o pior do Brasil”, explica Marcos Bosio.

A estratégia da administração é radicalizar a democracia com base na consulta permanente à população e abertura de informações. O portal da transparência, com 150 mil acessos mensais, apresenta todas as receitas e despesas, contratos, salários dos servidores e diárias de viagens. As informações, atualizadas a cada dois dias, são as mesmas utilizadas pela prefeitura. “O cidadão pode acompanhar a execução das metas e os gastos. É uma proposta de controle direto pelo cidadão, não está restrita às entidades”, explica a controladora-geral Tatiana Antunes Carpter.

O sistema administrativo da prefeitura reúne 13 ferramentas entre orçamento participativo, fóruns virtuais, congressos, conselhos, plenárias, audiências públicas e consultas nas ruas, e abrange indivíduos, entidades sociais e empresas. O público é convocado a opinar e decidir sobre desenvolvimento econômico, saúde, educação, meio ambiente, direitos das minorias e segurança, entre outros assuntos. A participação soma 168 mil indivíduos, nas contas da prefeitura. “Precisamos levar cada vez mais o cidadão para o centro dos governos e dar-lhe poder de decisão sobre os investimentos, as políticas públicas e o projeto estratégico da cidade, do estado e da nação”, diz o prefeito. 

Carlos Drummond, de Canoas para Carta Capital.