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5,9 mil locações solicitadas, 1,8 mil obras audiovisuais atendidas, 5,2 mil diárias de gravações. Estas são algumas das estatísticas que a São Paulo Film Commission, departamento da Spcine que administra as filmagens em espaços públicos da cidade – como ruas, parques e equipamentos públicos -, comemora depois de dois anos de vida. O início das operações foi em 16 de maio de 2016.

Parque Linear Cantinho do Céu, locação listada no aplicativo móvel da São Paulo Film Commission para filmagens. Foto: Divulgação.Parque Linear Cantinho do Céu, locação listada no aplicativo móvel da São Paulo Film Commission para filmagens. Foto: Divulgação.

O vencedor do edital exibirá a obra ao lado dos demais participantes. Imagem: ‘A Batata Preca de Você‘.O vencedor do edital exibirá a obra ao lado dos demais participantes. Imagem: ‘A Batata Preca de Você‘.

A 8º Mostra 3M de Arte anunciou a abertura das inscrições para a participação de artistas com projetos de instalação pública em sua exposição, que será realizada entre os meses de setembro e outubro, no Largo da Batata, em São Paulo. As inscrições podem ser feitas até 25 de maio, no site da mostra. Como requisitos, os artistas deverão ser residentes no Brasil, maiores de 18 anos e terem até 15 anos de produção artística, contados a partir da primeira exposição em espaços institucionais.

Transitar pelas ruas e avenidas para ir de um lugar ao outro faz parte da rotina de qualquer pessoa que vive em uma grande cidade. Na maioria das vezes, é algo que fazemos quase no modo automático, sem nos darmos conta que por trás de cada rua, de cada praça e de canto da cidade, há uma história.

Recife, capital de Pernambuco, é um desses lugares, repleto de construções históricas e locais que foram homenageados por grandes poetas e escritores.

Pintura das casas na comunidade A Favorita, em Araucária (PR). Foto: Comunicação TETO PR / Flickr.Pintura das casas na comunidade A Favorita, em Araucária (PR). Foto: Comunicação TETO PR / Flickr.

Condições precárias de moradia são realidade para 36 milhões das pessoas que vivem em áreas urbanas no país. Isso quer dizer que 38% dos habitantes de cidades grandes têm qualidade de vida com nível baixo, baixíssimo ou precário. Os números são resultados do estudo de tipologias intraurbanas publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em fevereiro de 2018, e contempla os espaços de diferenciação socioeconômica nas concentrações urbanas do Brasil.

E é na tentativa de mudar essa realidade que diferentes empresas têm surgido para impactar a situação de habitações de baixa renda, começando pelas próprias comunidades. Enquanto algumas delas apresentam como solução pacotes de reforma de casas que influenciam na economia local e cabem no orçamento dos moradores, outras buscam tornar as comunidades autônomas proporcionando ferramentas que levam a isso — incluindo, nessa conta, a construção de uma infraestrutura básica de qualidade.

Moradigna

Os sócios do Moradigna: Vivian Sória, Rafael Veiga (ao meio) e Matheus (à direita). Foto: Moradigna / Reprodução - Facebook.Os sócios do Moradigna: Vivian Sória, Rafael Veiga (ao meio) e Matheus (à direita). Foto: Moradigna / Reprodução - Facebook.Durante 20 anos, Matheus Cardoso morou no Jardim Pantanal, comunidade da Zona Leste de São Paulo vizinha ao Rio Tietê. A localização geográfica fez com que enchentes, agora já não tão frequentes, fossem uma realidade comum para os moradores. Quando tinha sete anos, um desses eventos marcou Matheus.

“Lembro da água entrando em casa e minha mãe pedindo desculpas para mim e para meu irmão. Isso me marcou em dois sentidos. Primeiro, achar que aquilo era uma normalidade, que se passa anualmente, e depois descobrir que não, que é uma situação errada e desumana“, ele conta.

Antes e depois de reforma de sala. Foto: Divulgação.Antes e depois de reforma de sala. Foto: Divulgação.

Esse foi o início do Moradigna, empresa que promove reformas de residências em comunidades de baixa renda. Atualmente formado em engenharia civil e com mestrado em políticas públicas de habitação, Matheus fundou a empresa com mais dois sócios em 2014, quando tinha 19 anos.

A empresa possibilita as obras através de um pacote chamado Reforma Express, que inclui material, mão de obra, projeto e execução. Além disso, as obras duram cerca de cinco dias, têm garantia de um ano e têm diversas formas de pagamento. Tudo isso garante a viabilidade do pacote. “Uma reforma não planejada é 40% mais cara do que planejada”, explica Cardoso. O impacto social também faz parte da fórmula: toda a mão de obra utilizada vem das próprias comunidades e formam uma rede de colaboradores.

Antes e depois de reforma de banheiro realizada pela Moradigna. Foto: Divulgação.Antes e depois de reforma de banheiro realizada pela Moradigna. Foto: Divulgação.

Nesses quase quatro anos, foram mais de 350 reformas realizadas, impactando mais de 1.500 pessoas. A primeira, conta o engenheiro, foi justamente na casa de sua mãe. “Eu nunca tive condições de largar tudo, tinha que trabalhar enquanto começava o Moradigna”, explica. “E para fazer a primeira reforma eu peguei o cartão de crédito da minha mãe emprestado sem ela saber. O primeiro pedreiro foi meu padrinho. A vizinha viu que o problema tinha sido resolvido e a partir daí foi 100% no boca a boca“.

Espaço de café com uma horta automatizada, sala de meditação, local para a prática de yoga, minigolfe e arena para eventos com 40 pessoas. Esses são alguns dos ambientes do Vivo Digital Labs, um espaço digital de 1500m2 para colaboradores da empresa, inaugurado na última segunda-feira em São Paulo. O Vivo Digital Labs é mais um passo na transformação digital da empresa e reforça o posicionamento da marca, que convida as pessoas a viver menos do mesmo e a experimentar novas possibilidades.