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Pensamento binário é para computadores. Seres humanos são capazes de mais sutileza. Não vemos o mundo em preto e branco, mas em infinitas cores, com precisão e perspectiva. Dividir cada debate entre "a favor" e "contra" e sair xingando a oposição é pobre e ineficiente. Na vida real e na virtual; na pessoal e na pública.

É bestificante ver a indignação de gente inteligente e civilizada com a proibição do Uber. Xingam os políticos, a máfia dos taxistas, o Brasil etc. Para equilibrar, andei perguntando para taxistas como vêem o Uber. Só faltam cuspir fogo. É transporte clandestino, tem que ser proibido e por aí vai.

É evidente que o Uber, como existe, é um serviço que só faz sentido no quarto mundo, onde não há regulamentação nem direitos trabalhistas. Por isso vem enfrentando tantas resistências nas grandes cidades do planeta, onde há lei. É igualmente evidente que esse enfrentamento faz parte da estratégia de expansão da empresa. Eles não esperam operar em um vácuo de regras e se adaptarão conforme forçados a isso. Primeiro a gente invade, depois a gente negocia. É assim o capitalismo. Business is War.

Quem tem a maior simpatia pelo Uber por ser uma jovem empresa inovadora está fora de si. O Uber é um gigante extremamente eficiente em captar investimentos. Não tem seu valor estimado em mais de 50 bilhões de dólares à toa. A área financeira do Uber trouxe tantos executivos de Wall Street que o apelido do Uber no setor é "Goldman West", referência ao banco Goldman-Sachs...

E daí, pergunta o amigo? O que importa é que eles prestam um excelente serviço! Bem, não, não é isso que importa. Não isso só. Nem tudo que é bom para o consumidor é bom para o conjunto da sociedade. Por isso criamos o salário mínimo, por exemplo, mesmo sabendo que pagar mais para os operários implicaria em aumento no preço dos produtos. Pagar o preço mais baixo é ótimo quando você compra, e terrível quando você está vendendo sua força de trabalho...

O serviço prestado pelo Uber é uma parte importante do que importa. O Uber hoje tem 5 mil motoristas cadastrados no país, segundo a própria empresa, e pretende chegar a 30 mil no ano que vem. Muita gente usa e aprova. Os motoristas precisam ter seguro para os passageiros, os carros são grandes e novos e tal. Aliás, boa parte dos clientes do Uber curtem mesmo é esse lado de ser tratado a pão-de-ló. E não há nada de errado nisso. Mas o ganha-pão de 35 mil taxistas paulistanos, outros 33 mil no Rio e sei lá quantos no restante do Brasil, também é uma parte importante do que importa.

Há corporativismo entre os taxistas? Sem dúvida. Esse negócio das prefeituras não liberarem alvará é imoral e provavelmente picaretagem? Idem. Tem taxista sovaquento que ouve Djavan no último volume? Claro. Isso é razão para irem todos para a rua? Calma lá.

Escolher um lado e xingar o outro é andar para trás. Liberdade de empreender e inovar não é um valor intocável nem um demônio a ser combatido. Regulamentação não é sinônimo de atraso; regulamentação estúpida é que é.  O Uber e empresas similares podem ser uma parte importante do nosso transporte urbano de cada dia. Cada país vai criar regras para isso, e o Uber vai obedecê-las ou dançar. E com toda sua grana, sempre corre risco de ser destruído por um concorrente. Li esses dias sobre uma start-up israelense que criou um aplicativo que faz o que o Uber faz, só que com caronas...

Em Berlim, por exemplo, o Uber fez um acordo e hoje só usa mão de obra licenciada e cobra a mesma coisa que os taxistas. Em Belo Horizonte, há um projeto de lei em estudo que daria licença para o Uber operar 500 veículos de luxo, mas força a empresa a pagar os impostos na própria cidade. O que é o melhor? Não sei. Vamos botar a cabeça para funcionar, que encontramos uma solução razoável. Não é física quântica.

Dá trabalho criar regras e garantir seu cumprimento, mas é uma das melhores ferramentas que o ser humano criou. Regras claras, cobrança clara, e convivência transparente. Tão simples - e complicado - assim.

 


Startup Weekend Women é uma edição especial do já tradicional evento da TechStars, que tem como público-alvo essencialmente mulheres, sejam elas estudantes, empreendedoras, empresárias, desenvolvedoras ou designers. A intenção é se reunir para compartilhar ideias, formar equipes, construir produtos e propor soluções inovadoras. Esta edição ( de 2 a 4 de outubro) contará com mentoras renomadas nas áreas de marketing, negócios e tecnologia, com a proposta de oferecer as participantes uma experiência única, aprendizado e networking. 

75% do público é formado por mulheres, mas homens também são bem-vindos.

Sobre o Startup Weekend

É uma rede global de líderes e empreendedores de alto impacto em uma missão para inspirar, educar e capacitar indivíduos, equipes e comunidades. Mais de 8.000 startups foram criadas nos eventos realizados em cerca de 100 países. 

O Startup Weekend é um evento de imersão, uma experiência única onde empreendedores e aspirantes a empreendedores podem descobrir se suas ideias de startups são viáveis. Venha compartilhar ideias, formar equipes e lançar startups.

Todos os eventos do Startup Weekend seguem o mesmo modelo básico: qualquer pessoa é bem vinda para expor a sua ideia de startup e receber feedback de outros participantes. São formadas equipes em torno das melhores ideias (determinadas por votação) e a partir daí são 54 horas de criação de modelos de negócios, programação, design e validação de mercado. O fim de semana termina com a apresentação dos projetos a empreendedores de sucesso em uma nova oportunidade para receber feedback.

Termos do Contrato de Participação

É nosso dever fornecer uma rede incrível e uma ótima oportunidade de aprendizagem. Nossa intenção é que você conheça pessoas fantásticas com quem você possa realmente começar uma empresa, construir relacionamentos com os mentores, e aprender com seus colegas. O evento pretende ser um fórum de colaboração para compartilhar, aprender, construir e se divertir.

Para mais informações acesse o site.

Fonte: Techstars Brasil.

 


O aplicativo brasileiro Colab irá receber nesta terça, 29, o prêmio de inovação tecnológica com maior impacto em 2015. O título será concedido pelo BID, o Banco Interamericano de Desenvolvimento, com sede em Washington.

O funcionamento do aplicativo é muito simples. Ao entrar no sistema, a pessoa pode apontar problemas corriqueiros em sua cidade, propor novos projetos e avaliar serviços e instituições ligadas ao poder público. Após o processo, tudo é repassado para as prefeituras com o objetivo de gerar debate com o poder público.

 

Prefeituras que adotaram o Colab aprovam a ideia. “O app faz termos uma relação mais proveitosa com os cidadãos”, conta Luiz Caminha, secretário de comunicação da Prefeitura de Pelotas. “Alguns processos usados antes, como o de ouvidoria, são muito ultrapassados. Temos que mostrar que as prefeituras não são empilhadeiras de burocracia.”

Jonas Donizette, prefeito de Campinas, ressalta a necessidade de modernização. “Antes, as pessoas apenas reclamavam no Facebook. Agora elas conseguem interagir”, conta. “Aposto no futuro do Colab.”

Para Gustavo Maia, cofundador do Colab, o prêmio do BID era o que faltava para que a plataforma desse um passo maior. “Depois de chegarmos em 80 cidades brasileiras, este é o momento de expandirmos o Colab para outros países”, conta. “Com isso, iremos buscar soluções lá fora para problemas no Brasil.”

Matheus Mans no Link do Estadão.


Promover São Paulo como um hub global de tecnologia, atração de negócios, inovação, criatividade, troca de experiência, networking e talentos. Esses são os objetivos da São Paulo Tech Week, iniciativa da SP Negócios, empresa da Prefeitura de São Paulo que promove negócios e investimentos na cidade, e da Investe São Paulo, agência de promoção de investimentos do Governo do Estado. 

A ideia da Tech Week é reunir na cidade, de 3 a 9 de novembro, iniciativas e eventos relacionados à tecnologia e inovação em diversos pontos. “O setor de TI é vital para São Paulo. Para se ter uma ideia, um terço da mão de obra do Brasil está em São Paulo e 65% dos Headquarters das maiores empresas do mundo estão aqui”, enumerou Beatriz Gusmão, diretora de Novos Negócios da Investe São Paulo no evento de lançamento da iniciativa. Ela lembrou, no entanto, que São Paulo ainda não é reconhecido como um polo de startups, embora esse quadro esteja mudando. “A parceria da Prefeitura e do Governo faz com que o setor seja posicionado da maneira que merece para agregar valor aos negócios da cidade”, destacou. 

Até o momento, de acordo com Michel Porcino, assessoria de diretoria da SP Negócios, 25 eventos estão na agenda do São Paulo Tech Week, como o Hackathon Extreme, promovido pela Berrini Ventures, aceleradora da Live Healthcare Media e IT Mídia, a Conferência Anual de Startups (Case), o Wearable Festival e o Samsung Ocean Dev Week. “Nossa expectativa é levar mais de 20 mil pessoas para todos os eventos”, afirmou.

Déborah Oliveira / ITFórum.



O fotógrafo Pedro Cury, de 35 anos, é responsável pelo site Pedal - um grande portal para ciclistas que existe desde 1997. O carioca contou para a Trip que sempre recebeu diversos relatos de bicicletas roubadas pelo site e, por isso, resolveu criar um espaço independente na internet para atender a essas denúncias. É o Cadastro Nacional de Bicicletas Roubadas, que, desde 2009, já acumula cerca de 2700 anúncios de bikers procurando suas magrelas.

"Era um problema que eu mesmo passava. Tinha medo estacionar em qualquer lugar quando ia para a faculdade, por exemplo. Achei boa a ideia de criar o cadastro", diz. O fotógrafo responsável pelo projeto nunca teve uma bike roubada, mas alerta que a função do site não é apenas encontrar as bicicletas. Todo cadastro serve para mapear os lugares mais frequentes onde os roubos acontecem, levantar estatísticas e ouvir o relato do ciclista para saber como o ladrão está agindo. Além disso, fica mais fácil de saber se ao comprar uma bike usada, ela é roubada ou não.

Pedro chama a atenção para o fato de que os ciclistas, mas não só eles, não têm o costume de fazer B.O. "A gente recomenda fortemente que o façam, mas existe uma resistência por parte do brasileiro por achar o processo burocrático. Realmente era, mas hoje existe como fazer isso pela internet. O B.O. é importante porque dá números oficiais e assim é possível cobrar as autoridades. Fora que, se a sua bike for apreendida, você pode provar que realmente é sua", diz.

No site existe o campo estatísticas. Lá, é interessante observar o ranking de roubos por cidade e por estado. Hoje quem lidera o topo são as duas principais cidades da região sudesde do Brasil; São Paulo e Rio de Janeiro. Pela primeira vez São Paulo passou de segundo lugar para o primeiro. Pedro acredita que a popularização das ciclovias faz com que aumente o número de ocorrências: "as ciclovias são os lugares em que mais roubos acontecem. Para mim, a bicicleta é o novo celular. Por estar cada vez mais popular, mais é alvo de roubos".

Não é necessário ter fotos e nem o número de série do modelo roubado para poder cadastrá-lo no site. Porém, o fotógrafo alerta para o fato de que nem ciclistas e nem policiais sabem que bicicletas têm número de série. "Nós não temos o costume de guardar nota fiscal e lá vem escrito esse número. Saber que existe facilitaria todos nós". Para ele, conseguir acompanhar esses números já tem ajudado na prevenção e recuperação dos roubos.

Camila Eiroa na Revista Trip.

 


Will Federman achava que seu primeiro trabalho depois da faculdade de jornalismo seria em uma startup de mídia digital. Em vez disso, ele conseguiu um emprego em uma revista tradicional que no ano passado lançou um site independente.

Mas nada sobre as responsabilidades do trabalho de Federman na revista Fortune são tradicionais. Ele trabalha em estreita colaboração com os colegas nas áreas editoriais, relações públicas e marketing. Ele examina analytics para dados sobre os melhores horários para postar histórias e o que está conectando com os leitores. Ele identifica tendências de histórias e ocasionalmente escreve sobre elas. Ele ajuda a conceber estratégias de SEO e mídia social. Ele ajuda a administrar contas de mídia social da redação, responde a tuites e modera comentários sociais. Ele ajuda a gerar burburinho em torno de conferências e franquias da revista Fortune como a Fortune 500.

Federman aprendeu muitas dessas habilidades como estudante na Escola Annenberg de Comunicação e Jornalismo da Universidade do Sul da Califórnia e como editor-chefe da Neon Tommy, a publicação online da faculdade. Assim que se graduou, ele encontrou um emprego na Fortune com um título intrigante: editor de engajamento público. Federman viu uma oportunidade de trabalhar em um meio de notícias bem estabelecido com uma "atmosfera de startup", em um trabalho que lhe permitiria ajudar a moldar a estratégia digital do site.

"As pessoas que trabalham como editores de engajamento eu acho que querem estar no controle de seu destino", disse Federman. "Eu gostaria de ser o capitão e saber onde o navio está indo em vez de remar diretamente para a praia."

Para ajudar a navegar sua relação com o público digital, canais de notícias em todo o país estão contratando editores de engajamento -- empregos que são críticos à medida que o número de plataformas de publicação se expande, a capacidade dos usuários para interagir com jornalistas e mídia aumenta, e as métricas usadas para medir a popularidade do conteúdo se tornam mais sofisticadas.

A ascensão do editor de engajamento


A grande variação em cargos e descrições torna difícil quantificar quantas redações empregam um editor de engajamento. Mas olhando anúncios de emprego, vê-se que o engajamento público se tornou uma prioridade nas contratações de redações.

Steve Buttry, diretor de mídia estudantil da Escola Manship de Comunicação em Massa da Univesidade Estadual de Louisianaescreve extensivamente sobre a importância do engajamento da comunidade e o papel dos engajamentos de editores. Ele disse que começou a notar uma massa crítica de editores de engajamento nos últimos cinco anos.

"É definitivamente uma nova posição", disse Buttry, que já trabalhou como diretor de engajamento em vários locais, incluindo o Digital First Media. "Eu trabalhei em redações na maior parte da minha carreira e nunca tivemos qualquer tipo de função para envolver a comunidade. É uma coisa evolutiva."

Engajamento público já significou lidar com queixas de leitores, publicar cartas ao editor e criar enquetes de leitores -- responsabilidades divididas frequentemente entre vários editores. Buttry disse que os veículos de notícias agora reconhecem que não estavam fazendo o suficiente para envolver seu público e poderiam fazê-lo com mais facilidade por causa das novas plataformas digitais.

Editores de engajamento têm a tarefa de determinar como e onde alcançar os leitores.

"É basicamente uma forma de envolver a comunidade na cobertura das notícias e em uma conversa sobre a notícia", disse Buttry.

Cinco editores de engajamento que representam um conjunto diversificado de redações falaram longamente sobre suas experiências de jornalismo e funções  atuais.

Caminhos variados para se tornar editor de engajamento

Apesar de terem posições não convencionais, muitos editores de engajamento começaram em papéis mais tradicionais. Shannan Bowen, diretora de engajamento público no The Hill, lançou sua carreira jornalística como repórter de jornal na Carolina do Norte. John Colucci, editor de engajamento no Engadget, foi correspondente adolescente da CBS News. Ryan Kellett, editor de engajamento do Washington Post, foi blogueiro na faculdade. John Ketchum, editor de engajamento do Center for Public Integrity, foi produtor do noticiário da manhã da NPR.

Todos esses editores de engajamento são jovens e no início de suas carreiras. Mas eles concordam que a juventude não é um pré-requisito para o trabalho e que alguma experiência em redação é necessária.

"Os editores [sêniors] queriam alguém que pensasse de maneira diferente sobre maneiras de empacotar e apresentar notícias investigativas", disse Ketchum. "Você não pode determinar o que quer fazer diferente se é a primeira coisa que você já fez."

Entre as outras exigências de trabalho mencionados pelos editores: compreender como as redações funcionam e são financiadas, ter curiosidade e conhecimento sobre as novas plataformas de publicação e a capacidade de pensar analiticamente.

Vestindo muitos chapéus


Ketchum descreve seu papel como sendo "um veículo entre o público e os funcionários". Ele pensa sobre "as melhores maneiras de explicar o jornalismo investigativo de uma forma que as pessoas possam entender", incluindo visualizações de dados e vídeo explicativos.

Editores de engajamento geralmente têm uma cadeira nas reuniões orçamentais de notícias para que saibam com antecedência que matérias maiores devem promover. Mas grande parte do seu tempo é gasto decidindo quando e onde recircular o conteúdo que já foi publicado, a fim de aumentar o número de leitores.

Trabalhar com repórteres e editores é apenas parte do trabalho. Editores de engajamento, geralmente considerados funcionários editoriais, coordenam seu trabalho regularmente com os colegas no lado do negócio.

Colucci, que começou na área de marketing da Engadget, antes de mudar para a editorial, ainda trabalha em estreita colaboração com a equipe de marketing para promover eventos ao vivo e com a equipe de produto do site em projetos como a criação de botões de compartilhamento social do site. Bowen disse que seu objetivo é "alinhar nossas estratégias de conteúdo, plataformas digitais, mídias sociais e receitas". Isso significa discutir planos com o publisher do Hill, diretor de marketing, diretor de eventos e equipe editorial.

"A participação da comunidade tem um valor promocional, mas não se trata de promoção", disse Buttry. "Significa fazer um jornalismo melhor."

Gerenciando a mídia social


Usar a mídia social para promover o conteúdo de notícias e eventos é geralmente responsabilidade dos editores de engajamento. Todos, exceto um dos cinco entrevistados, gerenciam (muitas vezes com uma pequena equipe) as contas de mídia social de sua redação.

Ketchum disse que quase metade de seu trabalho envolve o evangelismo das redes sociais -- uma mistura de empurrar o conteúdo aos usuários e envolvê-los na conversa. A última tarefa pode envolver levantar questões, crowdsourcing e curadoria de conteúdo gerado pelo usuário.

"Um dos meus grandes problemas com a mídia social é que as pessoas estão usando-a apenas como uma ferramenta promocional", disse Ketchum. "Também é uma ótima ferramenta para conversar com membros do público e ver o que estão pensando."

Editores de engajamento têm muitas vezes a luz verde para publicar na mídia social sem supervisão -- embora possam consultar um repórter ou editor sobre o tom do post. E podem compartilhar administração de contas de mídia social com outros funcionários da redação em fins de semana ou durante as últimas notícias.

Outro dever comum é treinar repórteres e editores sobre como usar a mídia social como uma ferramenta de reportagem e networking. Alguns editores de engajamento são responsáveis ​​pela criação de manuais de redação de mídia social.

"Eu falo com repórteres e editores constantemente sobre como usar a mídia social para a reportagem, distribuição e engajamento", disse Kellett em um e-mail. "Eu adoro sentar para planejar uma estratégia social personalizada com um repórter."

Examinando analytics


Determinar como fazer o melhor uso das novas plataformas de mídia social, que conteúdo está bombando na web e quando e onde postar conteúdo original são responsabilidades de trabalho comuns para os editores de engajamento.

Colucci disse que a maioria de seu trabalho envolve olhar para o sistema de gerenciamento de conteúdo do site, examinando analytics e determinando como recircular o conteúdo no site do Engadget. Ele treina editores a ir além das "curtidas" no Facebook e "retuites" Twitter para analisar métricas de audiência mais sutis.

Bowen utiliza analytics para fazer recomendações sobre estratégias de engajamento do público e oportunidades de geração de receita. Ela ajuda repórteres a pensarem em maneiras de aumentar o tráfego online e referências sociais, bem como a forma de encontrar fontes, histórias e interagir com os leitores através da mídia social. Ela produz relatórios de tendências de audiência e rastreia menções ao veículo de notícias através de redes sociais e outros canais.

Ketchum disse que dedica dois dias da semana de trabalho à análise. Ele trabalha com um analista de dados para avaliar o desempenho de artigos e posts de mídia social. Kellett disse que olha atentamente para análise, mas conta principalmente com os colegas no departamento de pesquisa para rastrear e interpretar os dados.

Ficar em dia com as mudanças na tecnologia é outra grande parte de seu trabalho.

"Neste trabalho, você não pode sentir como se soubesse tudo", disse Federman. "Um dia o Google ou o Facebook alteram seu algoritmo. Você tem que ser totalmente aberto a mudanças. Se não tem uma personalidade adaptável é um trabalho difícil."

Estrategizando em privado e envolvendo o público


O trabalho de editor de engajamento é uma mistura de planejamento interno e alcance do público. Estrategizar a mídia social e análise de dados são exemplos de planejamento. Engajamento público é mais do que apenas atingir o público através da mídia social ou eventos ao vivo. Buttry escreve sobre iniciativas como salões de notícias e cafés, que trazem as redações para os leitores ou os leitores para a redação.

Kellett trabalhou na criação do projeto Coral, uma iniciativa de colaboração para construir uma comunidade em sites de notícias. Ele e sua equipe muitas vezes interagem com os leitores na seção de comentários e através do chats Washington Post Live com jornalistas e protagonistas de notícias.

Ketchum chega via e-mail a indivíduos e grupos de interesse que possam estar interessados ​​em um artigo de investigação específico. Colucci produz um e-mail diariamente e nos finais de semana para os leitores do Engadget. Bowen faz curadoria de conteúdo durante eventos ao vivo.

Editores de engajamento estão em constante conversa com os colegas sobre como conectar com o público.

"Um bom editor de engajamento pode eventualmente fazer seu trabalho desaparecer, porque toda a redação está pensando sobre engajamento", disse Buttry.

Mas esse tempo ainda não chegou.

Elia Powers, Ph.D., é professor assistente de jornalismo e nova mídia na Universidade Towson

Este texto foi resumido de um post publicado originalmenteno MediaShift e traduzido. Conheça mais sobre o MediaShift na Internet, siga no Twitter ou Facebook.