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De onde vêm os alimentos que você come? Normalmente, eles percorrem centenas de quilômetros, recebem uma grande quantidade de agrotóxicos e podem até se perder no caminho. E se os alimentos que você consome todos os dias fossem cultivados na sua vizinhança, sem agrotóxicos?

Urban Farmers é uma empresa que se compromete a oferecer produtos orgânicos em larga escala nas grandes cidades, através da produção de fazendas urbanas no topo dos prédios. Nesse modelo, ervas, verduras, legumes e peixes são cultivados através da aquaponia (com a água), sem agrotóxicos ou desperdícios.  Isso possibilita a redução do processo e da logística de produção, para que o alimento tenha qualidade e validade maior e preço menor.

 

Urban Farmers: estufa em cobertura na Suíça. Imagem: divulgação.

A iniciativa suíça deve chegar em breve a São Paulo, depois do sucesso em seu país de origem. O objetivo do projeto é produzir alimentos no ambiente urbano sem nenhum tipo de agrotóxico e evitando desperdícios. A vinda da Urban Farmers ao Brasil aconteceu graças aos brasileiros Daniel Pacheco, Talita Marinho e Alexa Gaspar, que foram até a Suíça conhecer a ação e decidiram tentar trazê-la a um dos ambientes mais urbanizados da América Latina: São Paulo.

O grupo está acertando os últimos detalhes desse intercâmbio com o fundador e presidente da empresa, Roman Gaus, e busca terraços e coberturas de edifícios que comportem as instalações do projeto, e cujos proprietários tenham interesse em colaborar.

Para que as hortas urbanas sejam instaladas é preciso pelo menos mil metros quadrados de área para a construção da estufa para o cultivo de vegetais diversos como legumes, frutas e ervas. No mesmo espaço, peixes são cultivados em tanques e a água com os resíduos dos animais é levada, por meio de tubos, até a plantação para adubá-la.

Completando o ciclo, as plantas filtram essa água, que volta para o tanque dos peixes. O resultado disso tudo são alimentos fresquinhos vendidos posteriormente para supermercados, restaurantes e consumidores diretos, que podem fazer encomendas e recebê-las em casa.

O projeto tem previsão de ser implementado em São Paulo em 2016.

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Fontes: Hypeness e Impact Hub. 


Figurinista de teatro cria um banco para troca de restos de tecido. A Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo, viu um novo modelo de banco abrir as portas em janeiro deste ano. Só que a moeda de troca ali não é o dinheiro. O capital, no caso, é um bem maleável, cotado por quilo e cheio de cores e texturas diversas.

É na base do troca-troca que funciona o Banco de Tecidos, projeto que recoloca no mercado e recicla peças que antes estavam esquecidas no fundo das gavetas ou restos sem uso nas prateleiras ou estoques de alguma confecção.

Inscreva-se para o Prêmio Empreendedor Social e para o Prêmio Empreendedor Social de Futuro 2015. Na gerência desse banco diferenciado está a figurinista e cenógrafa Lu Bueno, 45, que tem em seu currículo companhias teatrais como Parlapatões, Circo Mínimo, La Mínima, entre outras.

Ao longo de 25 anos de profissão em que trabalhou com diretores como Gerald Thomas e Antunes Filho, a nova "banqueira" via centenas de pilhas de tecido se amontoarem em sua casa diariamente. A situação piorou em 2013, quando Lu precisou se mudar para uma residência menor. Só então se deu conta que já havia acumulado quase uma tonelada de tecidos.

Depois da surpresa, a figurinista buscou uma forma de destinar o material corretamente. Caso descartado no lixo, um tecido de malha, por exemplo, pode levar até um ano para se decompor. No caso do couro, esse tempo sobe para 50 anos.

Lu apelou então para uma brincadeira entre seis amigos, que também trabalham com artes cênicas, para evitar que o material precioso virasse lixo. Cada um trazia seus restos de tecidos e faziam trocas entre si, de acordo com as necessidades profissionais daquele momento.

Passado um ano da experiência, a idealizadora do escambo informal notou que não se tratava apenas de um troca-troca entre amigos.

"Percebi que estava entrando em um empreendimento social. Recolocando no mercado tecidos que estavam parados. Eu retiro o material, libero espaço e gero dividendos sem praticamente nenhum gasto ambiental", diz.

Lu foi buscar informações no Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). Matriculou-se em cursos sobre economia criativa, de nomes sugestivos como "Aprendendo a Empreender". Foi assim que acabou participando de uma oficina intitulada Transforme sua Ideia em um Modelo de Negócio.

Nascia assim o negócio propriamente dito. No Banco de Tecidos, o modelo de troca funciona como um "sistema correntista". O cliente se cadastra, leva seus quilos de tecidos e o projeto cobra 20% de taxas. Ou seja, de cada 10 quilos apresentados no balcão, dois são retidos pelo banco. Os oito restantes podem ser trocado por qualquer outra peça. Estão disponíveis tecidos mais e menos nobres, de seda pura a malha.

"Isso proporciona um giro de tecido até mesmo de peças artísticas originais que estão fora de linha há anos", exemplifica a criadora do banco. "Tecido bom não estraga."

A clientela do banco é variada. Lu tem percebido que suas peças exclusivas tem despertado interesse de pessoas ligadas à moda e até mesmo noivas que buscam uma decoração original para o casamento, por exemplo. A maioria dos tecidos do banco não é mais encontrada no Brás ou Bom Retiro -regiões tradicionais de venda do produto em São Paulo.

Pelo cunho social da iniciativa, a dona do banco diz não descartar nenhum tipo de tecido. A avaliação do material é feita na hora. Os que estiverem em pior estado são destinados a aterros. Aqueles que necessitem de limpeza, são encaminhados para lavagem. 

Quando a sobra não é aproveitada no banco por ser muito pequena, a figurista a destina para a oficina de costura do Projeto Arrastão, que dá acolhimento e suporte a famílias carentes no Campo Limpo, zona sul da cidade. 

O espaço também é aberto para o "comércio tradicional" e vende o quilo de qualquer tecido por R$ 35. "A ideia é que as pessoas usem esse banco de forma contínua e criem relações com outras que gostam de tecido", diz a idealizadora. 

Expandindo o negócio.

O negócio que começou para economizar espaço e energia acaba de virar também um selo de moda sustentável: a Tecidos de Reuso Para Uso. Lu se juntou a estilista Gabriela Mazepa para a criação de peças como blusas, vestidos e camisas, produzidos com tecidos reaproveitados. O projeto também começa a ampliar sua atuação, fechando parceiras com confecções de moda para doação de tecido. Interessados em doar ou trocar tecidos. Em caso de grandes doações, é possível solicitar a retirada.

Se você ficou curioso pra conhecer o Banco de Tecido fica na Rua Campo Grande, 504  – Vila Leopoldina  – São Paulo Capital. O telefone de lá é (11) 4371-3283. Funciona de 2ª a 6ª das 9h30 às 18h.


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Fonte: Empreendedor Social na Folha de S.Paulo. 

 


Depois de muitos bares visitados nos últimos 12 meses, eis a shortlist das melhores novidades para beber e petiscar que surgiram em São Paulo em 2015. Endereços recém-inaugurados ficaram de fora da seleção. Confira quem fez sucesso ao longo deste ano e mereceu figurar na 1ª edição do prêmio “Taste and Fly”. Todos os vencedores receberão um certificado.
 
Divulgada com estardalhaço nas mídias sociais, a casa inaugurada em outubro, no centro de SP, virou ponto de peregrinação gastronômica, com filas homéricas na porta. O motivo do frenesi é o cardápio focado em carne suína do chef Jefferson Rueda, nascido em São José do Rio Pardo (SP) e apaixonado por embutidos. Ao lado da mulher, Janaína Rueda (do Bar da Dona Onça), a dupla se vira nos trinta para receber a multidão. Entre as receitas que fazem a clientela se esbaldar estão o sensacional sushi de papada de porco (29 reais; foto) e o porco a san zé (42 reais por pessoa), assado inteiro e lentamente por pelo menos 8 horas. Vem com tutu de feijão, tartar de banana e couve cortada bem fininha. Para beber, vá na deliciosa cerveja session IPA Horny Pig.
 
# BTNK
Instalado num antigo vagão de trem na Mooca, é uma das surpresas desta temporada. O endereço foi criado dentro do conceito de ‘pop-up bar’ — para existir por um período específico —, mas devido a grande procura teve sua temporada estendida até maio de 2016. O BTNK (lê-se Beatnik) funciona apenas nas noites de sábado. Além do vagão, com apenas oito mesas, o público pode curtir uma área coberta com bares, lounge retrô e som de DJ. Uma parceira com a lanchonete Z Deli garante a qualidade da cozinha. São duas sugestões de hambúrguer, como o joint (26 reais), incrementado com cheddar, cebola-roxa, tomate-caqui e maionese.
 
# Izakaya Matsu
Fachada discreta com porta de correr. Ambiente simples e apertado (são 16 lugares no balcão e uma só mesa). E uma cozinha aberta atrás do balcão. Assim é o autêntico izakaya (boteco japonês) Matsu, que chegou em fevereiro à Avenida Pedroso de Morais, em Pinheiros. O endereço tem pedigree: é dos mesmos donos do célebre Izakaya Issa, na Liberdade. Para abrir o apetite, mire o otoshi (20 reais; foto), composto de três entradinhas frias como acelga apimentada (kimchi), raiz de bardana e raiz de lótus, todas deliciosas. Outra escolha certeira é gyukatsu curry (42 reais), carne bovina à milanesa servida com arroz e molho curry de ardor moderado. Para bebericar, a casa oferece cervejas (Original, Serramalte etc) e saquês japoneses, servidos em charmosos copinhos de vidro.
 
# Pitico
Criado pelos menos donos do Pita Kebab Bar, caiu nas graças dos hipsters e descolados. É, sem dúvida, um dos bares mais pitorescos inaugurados em SP em 2015. Seu ambiente, todo ao ar livre, lembra uma praça urbana e tem um quê de Williamsburg, bairro hypado do Brooklyn nova-iorquino. As acomodações, curiosamente, são em cadeiras de praia, posicionadas ao redor de mesas feitas de pallets (peças usadas para armazenar e transportar mercadorias nas fábricas). Kebabs como o de cafta e o de faláfel são preparados dentro de um contêiner. Na hora de bebericar, ataque as cervejas long neck (Heineken e Stella Artois) e drinques como o Aperol Spritz. Ah, não espere sentado pelo garçom. A informalidade é a mesma no atendimento: pague no balcão e retire seu pedido.
 
# Frank
O cinco-estrelas Maksoud Plaza, fundado em 1979, despertou do ostracismo em 2015 com duas inaugurações bacanas: o club PanAm, no topo do prédio, e o bar Frank, inaugurado em abril no lobby do hotel. O burburinho imediato em torno da casa deu-se por uma contratação de peso: o hypado bartender Spencer Jr. (ex-Isola; foto), que fez do Frank, de bate-pronto, um dos mais venerados bares de coquetéis de São Paulo. Na carta com 33 receitas estão tentações como o la mula, com tequila, licor de laranja Grand Marnier, limão-galego, cumaru e ginger ale (31 reais); e o shrub #6 (33 reais), que leva bourbon, redução de vinagre de jerez com framboesa fresca, suco de limão-galego e bitters aromático Jerry Thomas Own Decanter.
 
# ICI Brasserie (Bela Cintra)
Nascido em 2013 no shopping JK Iguatemi, o bar-restaurante inspirado nas brasseries francesas ganhou em abril sua primeira unidade de rua, na Bela Cintra, nos Jardins. Há sempre um chope convidado engatado na chopeira, que serve ainda receitas exclusivas. Entre elas, a ICI 00 (pronuncia-se zéro zéro, em francês), que passa pelo processo de dry hopping, e a ICI Celebris, do estilo saison e com ervas de provence na receita. Entre as tentações do cardápio estão o steak tartare com fritas (37 reais o pequeno); o peito de vitelo (56 reais) com minilegumes acompanhado de spätzle (um tipo de macarrão) e o croque madame no brioche (41 reais, com fritas).
 
# Sóshots
Inaugurada em junho, a nova casa da turma dos bares Vaca Veia e La Maison est Tombée estabeleceu-se como um dos pródigos pontos de paquera do Itaim — sobretudo de 5a-feira a sábado. Diferentemente das casas-irmãs, a pegada aqui é de uma taberna europeia. A atmosfera convida mais a beber em pé (no balcão ou nas mesas altas) do que passar a noite sentadinho. Entre os shots que fazem a cabeça da galera está o ogro fashioned (bourbon, vermute tinto, amaro Lucano e bitters de laranja; 12 reais). Um ótimo drinque que não consta do cardápio é o gim tônica saffron (36 reais), que leva gim francês Saffron (com açafrão na fórmula), bittters de laranja, canela em pau, anis estrelado e twist de laranja. A boa cozinha, aberta até altas horas, solta sugestões como a linguiça de cordeiro com coalhada seca (39 reais).
 
# Frigobar
Toca-se a campainha de uma porta sem identificação na Rua Bela Cintra, nos Jardins. Segundo depois, uma voz imperativa pergunta: “nome e senha?”. Ao confirmar a reserva, a porta se abre e surge um porteiro anão trajado à moda antiga. É assim que começa a aventura no mais falado speakeaasy de 2015, o Frigobar, criado pelos mesmos donos do vizinho bar NOH. O Frigobar funciona somente às 3as e 4as-feiras e recebe no máximo 25 clientes por noite. Para entrar, é necessário comprar um ingresso antecipado (150 reais), que dá direito a três coquetéis à escolha, água à vontade, sobremesa e café. Ainda que falte melhorar a oferta de gins, há bons drinques no cardápio fixado nas páginas de um livro antigo. Prove o old fashioned (foto) e o 12 mile limit, que leva rum 8 anos, bourbon, brandy, romã e suco de limão-siciliano e é servido com uma esfera de gelo maciça.
 
# Sala Especial
Dos mesmos donos da sempre concorrida Casa 92, o bar com clima de esquenta para balada surpreende pela lúdica decoração, cheia de detalhes bacanas. Logo na entrada, por exemplo, há uma árvore cenográfica e, no piso superior, paredes recobertas de vegetação artificial e peças que imitam cabeças de animais empalhadas. Para deixar o clima festivo, um DJ cuida da trilha sonora. Os coquetéis destacam-se na oferta etílica. Vale prestar atenção no negroni (que leva um toque de Aperol; 35 reais); no old fashioned (numa releitura com calda de rapadura e Fernet; mesmo preço) e no pomelo fizz (35 reais), com vodca com infusão de laranja-baía mais grapefruit, purê de abacaxi e soda num copo alto com gelo. Fique ligado: a casa cobra 60 reais de consumação mínima na maioria das noites.
 
# Taberna da Esquina
Irmão mais novo da Tasca da Esquina, também do chef português Vítor Sobral, o bar-restaurante do Itaim tem como ponto forte a cozinha. Não perca as receitas que saltam na grelha, entre elas os disquinhos de alheira com quiabo grelhado e picles de cenoura (29,50 reais); o camarão ao creme de limão e manjericão (47 reais a porção; foto) e a macia lula na coentrada ao molho cítrico (37 reais a porção). Para acompanhar, há setenta rótulos de vinhos portugueses. Dica: o agradável tinto da Bairrada FP Baga, da enóloga portuguesa Filipa Pato. A garrafa sai por 109 reais.

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Fabio Wright , jornalista paulistano, foi crítico de bares da revista Veja São Paulo durante dez anos — período em que escreveu e foi jurado das monumentais edições anuais 'Comer e Beber'. Antes, trabalhou como colunista do jornal O Estado de S. Paulo (de 1994 a 2001) e colaborou para os extintos Jornal da Tarde e Época São Paulo. No Taste and Fly.
 


Film Commission é uma organização estatal ou paraestatal que atrai e oferece assistência para a realização de produções audiovisuais. A missão da São Paulo Film Commission é transformar a cidade em um cenário a céu aberto, facilitando às filmagens nacionais e estrangeiras em território paulista.

As diversas paisagens de São Paulo servirão de locações para produções de cinema, TV, games e demais plataformas. Além de movimentar a economia do audiovisual, a atividade é responsável pelo impacto positivo em outros setores, como o turismo e o comércio local.

Para os produtores, a São Paulo Film Commission oferece apoio em diferentes esferas: política, técnica, legal, infraestrutura e logística.

Por meio do escritório, será possível, acessar um banco atualizado com as locações disponíveis, os profissionais do setor e os serviços oferecidos na cidade. A Film Commission também atua na elaboração de políticas especificas para tornar mais dinâmico o processo de autorização de filmagem.

Para o público de cinema, é a chance de ver São Paulo na tela: as histórias, os lugares, as pessoas.

 'Ensaio Sobre a Cegueira' (Fernando Meirelles, 2008): Danny Glover, Alice Braga, Julianne Moore, Mark Ruffalo,
Mitchell Nye, Yusuke Iseya e Yoshino Kimura atravessam o Viaduto do Chá.

 

Conheça algumas das proposta da São Paulo Film Commission para a cidade

Cadastro único

Por meio de uma Ficha Cadastral Única que será disponibilizada no site da Spcine e no APP, toda produção audiovisual deverá informar as necessidades para filmagem, facilitando o trabalho de obtenção da licença. Algumas locações com liberações imediatas, já selecionadas em nosso banco de locações, irão facilitar ainda mais a atuação do produtor.

Aplicativo

Um aplicativo geolocalizado, nas versões móvel e web, que vai oferecer ao produtor audiovisual a facilidade de conhecer os espaços e vias disponíveis para locação. Por meio do app, os usuários poderão solicitar e acompanhar os pedidos de autorização de filmagem. Também será possível acessar o bancos de serviços e mão de obra especializada da cidade, bairro a bairro.

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Fonte: São Paulo  Film Commission.

 


Cinco projetos de estímulo ao empreendedorismo feminino com foco em tecnologia foram premiados hoje com 10 mil reais cada um. As iniciativas vencedoras foram reveladas em um evento no 41º Café com Empreendedoras, no auditório do Google, em São Paulo. 

São elas: Academia Lovelace, MariaLab, PrograMaria, PyLadies São Paulo, WomenUp Games, além de uma menção honrosa para As aventuras de Meg Margadinória no Reino das Formigas.

O Prêmio Mulheres Tech em Sampa é uma parceira da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM), da Rede Mulher Empreendedora, do Google For Entrepreneurs e do SPNegócios e faz parte do Tech Sampa, política da Prefeitura de São Paulo de fomento a novas empresas de tecnologia.

Selecionar as cinco iniciativas entre as 54 inscritas não foi fácil. Confira abaixo os projetos que irão ajudar a ampliar a participação de mulheres no ecossistema de startups da cidade em 2016.

Academia Lovelace, de Letícia Santos e Jean Lima, curso online de programação, com módulos presenciais. Ao final do curso, como experiência prática, as alunas construirão projetos de tecnologia para entidades sem fins lucrativos;

PrograMaria: EuProgrAMO - Introdução à lógica de programação e desenvolvimento web, de Iana Chan, curso presencial de programação para mulheres, com carga horária de 32 horas, e criação de uma rede de mulheres na tecnologia e banco de talentos;

Marialab Hackerspace, de Vanessa Tonini e Carine Ross, oficinas de capacitação em tecnologia para mulheres a partir de 14 anos e rede de apoio das participantes para troca de informações e ajuda;

PyLadies São Paulo, de Alini, Ceci, Erika e Pat, nove cursos para o ensino de programação para mulheres da cidade de São Paulo, utilizando a linguagem Python, incluindo um curso especialmente voltado para meninas de até 13 anos;

Women Up Games, de Ariane Parra e Juliana Batista, Game Days (campeonatos) temáticos para mulheres e palestras com o tema “mulheres nos games”.

Menção Honrosa: As aventuras de Meg Margadinória no Reino das Formigas, de Tatiana Barros, incentivo, por meio de um jogo de tabuleiro, do interesse e da habilidade de meninas do Ensino Fundamental I em competência lógico-matemáticas.

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Fonte: Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres.

 

 


A Prefeitura de São Paulo inaugurou nesta quinta-feira (17/12) a primeira unidade da Rede Pública de Laboratórios de Fabricação Digital (Fab Lab Livre SP), que vai funcionar no Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes. O projeto tem o objetivo de oferecer aos estudantes da rede pública de ensino acesso a máquinas de produção digital, como impressoras 3D, para desenvolver protótipos de novos produtos, como próteses para área de saúde. Até março de 2016, serão 12 laboratórios desses em operação na Capital.

“Estamos instalando em São Paulo a maior rede de laboratórios públicos de produção no país. Vamos inaugurar mais três até o final do ano e mais oito até março de 2016. Queremos mudar a cabeça dos jovens para que possam inovar e perceber a produção de outra maneira. Aqui será possível fazer desde um game até o protótipo de uma cadeira ou abajur. Nenhum município brasileiro tem Fab Labs como os que estamos inaugurando”, afirmou o prefeito Fernando Haddad.
 

Inauguração da primeira unidade da Rede Pública de Laboratórios de Fabricação Digital (Fab Lab Livre SP). 
Até março, serão 12 em operação. Foto: Fabio Arantes / Secom.

Os Fab Labs são espaços de produção colaborativa e aprendizado interdisciplinar, que tem como principal público-alvo os estudantes. No local, os jovens terão acesso a impressoras 3D, cortadora laser, software de modelagem e animação para programação em computadores, fresadoras e equipamentos de eletrônica, entre outros recursos utilizados na cultura maker (ou “faça você mesmo”).

Nesses locais, os estudantes vão ter cursos de técnicas de fabricação digital e aprender processos de produção para que possam, de forma colaborativa, criar protótipos de baixo custo para manufatura em larga escala. “As tecnologias dos Fab Labs vão permitir, por exemplo, desenvolver próteses para melhorar a qualidade de vida dos que têm mobilidade reduzida”, disse o secretário Municipal de Serviços, Simão Pedro. A iniciativa vai atender também startups que queiram utilizar os laboratórios para se desenvolver no mercado e ajudar a impulsionar o empreendedorismo.


Equipamento em Cidade Tiradentes oferece a estudantes acesso a máquinas de produção digital,
como impressoras 3D para desenvolver protótipos de novos produtos. Foto: Fabio Arantes / Secom.
 
“A ideia de um laboratório que oferece entretenimento com cultura e conhecimento é muito poderosa”, declarou o especialista em inclusão digital Sérgio Amadeu da Silveira, professor adjunto da Universidade Federal do ABC (UFABC) que foi presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação do governo federal e ajudou a implementar o primeiro telecentro da Capital na Cidade Tiradentes, em 2001.

O Fab Lab Livre SP será gerenciado pela ITS Brasil, entidade selecionada pela Prefeitura para promover o desenvolvimento e o aproveitamento de tecnologias voltadas para o interesse social. A unidade funcionará conectada também com o Fab Lab da Universidade de São Paulo (USP). “Creio que esse projeto é um marco na história da cidade de São Paulo, porque fará com que a tecnologia saia da universidade e chegue à comunidade”, disse Paulo Fonseca, diretor do Fab Lab da USP.

Além da unidade de Cidade Tiradentes, outros três estão em fase de testes na cidade. Eles estão localizados na Galeria Olido, no Centro Cultural da Penha e na Casa da Memória de Itaquera, e deverão ser inaugurados até o final de dezembro. Os outros oito serão abertos até março de 2016. Os 12 laboratórios deverão atender 1.500 estudantes por mês e alcançar um público de 30 mil pessoas em dois anos.

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Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação.