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A Livraria Saraiva promove ação especial em comemoração ao Dia dos Namorados. Como parte da campanha de Dia dos Namorados, a rede vai espalhar pelos Ninhos de Livros – pequenas bibliotecas colaborativas –, nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, diversas obras que abordam o universo romântico e autores do gênero. Com a ação, os leitores poderão retirar gratuitamente títulos para leitura e deixar também um livro para outra pessoa e, assim, continuar esse ciclo de trocas.

Explorando a diversidade em todos os âmbitos de seu novo projeto, o multiartista Fabrício Zava acaba de lançar um disco autoral traduzido integralmenteFoto: Divulgação.Foto: Divulgação. para Libras (Língua Brasileira de Sinais). Com o intuito de atingir, de fato, todos os públicos, Intersecções é o primeiro disco traduzido em Libras do Brasil, disponível gratuitamente nas plataformas virtuais. Com uma linguagem poética e musical, Fabrício canta #oamor em um ato político revolucionário, seja para expurgar ou aprender com esse (en)canto.

Atento às oportunidades de gerar conteúdo com relevância e sentido para a vida das pessoas nas redes sociais, três jovens da região Sul do país lançaram uma nova mídia social com esse foco, a Joinday ( aproveite o dia, numa tradução livre). Ela se diferencia por priorizar entretenimento, sugerir um tema diário para postagem e defender causas sociais.

Os empreendedores são Giovanni Richetti (E), 23 anos, Lucas Menegotto (C ), 22 anos e Yan Hinckel da Silva (D), 22 anos, que foram estimulados por um diretor do Facebook no Brasil e conseguiram um sócio catarinense. A sede da empresa ficou em Rio do Sul. Os planos são conquistar o mercado brasileiro e o exterior com o aplicativo gratuito.

Linha de montagem dos carros em Pinhais. Foto: Hitech Electric.Linha de montagem dos carros em Pinhais. Foto: Hitech Electric.

A tecnologia elétrica automotiva ainda engatinha no Brasil. No mercado, apenas BMW i3 é movido com 100% de energia limpa. Os demais modelos disponíveis combinam eletricidade e motor a combustão, chamados assim de híbridos. É caso do BMW i8, Toyota Prius, Lexus CT200h, Ford Fusion Hybride Mitsubishi Outlander PHEV. 

Mas agora o i3 terá a companhia de outros dois representantes conectados na tomada: o e.coTech2 e o e.coTech4. Os nomes soam estranhos mesmo para quem acompanha os movimentos da indústria automotiva. Trata-se de veículos feitos na China e que têm como porta de entrada no Brasil uma empresa paranaense, de Pinhais, na Grande Curitiba.

A Hitech Electric (www.hitech-e.com.br) começa a vender os veículos por valores bastantes chamativos para um automóvel elétrico: R$ 44.890 (e.coTech2) e R$ 49.890 (e.coTech4). A dupla não chega só. Há ainda dois modelos de caminhão leve elétrico, o e.coCargo (R$ 56.990) e o e.coTruck (R$ 59.990). 

Os modelos são desenvolvidos pelo grupo Aoxin New Energy, uma estatal que é a principal fornecedora de caminhões da China.

O caminhão leve elétrico e.coCargo. Foto: Hitech Electric.O caminhão leve elétrico e.coCargo. Foto: Hitech Electric.

 

Foto: Hitech Electric.Foto: Hitech Electric.As novidades estarão no showroom de revendedores em algumas cidades do Brasil, como Curitiba, Cascavel e São Paulo, a partir da primeira semana de julho de 2017. Por enquanto, as vendas ocorrem apenas para B2B (empresas). “Ainda estamos credenciando revendedores, com a ideia de ampliar os braços para outros estados”, diz Rodrigo Contin, 34 anos, fundador do negócio em 2016.

Pelas fotos fica claro que a intenção do empresa não é competir com i3 ou os híbridos citados acima. O visual não é um convite ao consumidor para entrar neste universo sem emissão de gases poluentes. 

Por isso, o empresário aposta que a demanda virá de quem já entende os benefícios e a economia de um veículo elétrico no uso urbano e, principalmente, em locais fechados, como condomínios, instalações industriais,  clubes, hotéis, prefeituras e parques.

“É um design exótico, que foge do perfil tradicional, mas que tem tido uma aceitação muito grande dos clientes. Além disso, é possível personalizar os veículos em diferentes cores e plotagens”, ressalta o empresário.

Imagem: Hitech Electric.Imagem: Hitech Electric.

Foto: Hitech Electric.Foto: Hitech Electric.Segundo Contin, a Hitech Electric tem a vantagem de ser a primeira empresa brasileira a investir em carros elétricos para o grande público - com exceção das próprias montadoras. Para ele, será um enorme desafio abrir este mercado e torná-lo viável. “É um negócio de 15 anos, para a próxima década. Quando o segmento for uma realidade por aqui, já estaremos preparados,  diz o curitibano.

A prefeitura de Curitiba e a Itaipu Binacional fizeram uma parceria com a Renault e utilizam o quadriciclo elétrico Twizy em ações internas. Recentemente a seguradora Porto Seguro adquiriu 16 unidades do modelo para atendimentos a sinistros pelas ruas de São Paulo.

Foto: Hitech Electric.Foto: Hitech Electric.

Gasto de R$ 4,50 por recarga

Os carros da Hitech são de baixa performance, com velocidade máxima entre 50 e 60 km/h. A autonomia alcança 120 km rodando com média de 35 km/h. Há a opção de modelos com duas ou quatro portas, para levar dois ou quatro passageiros.

O  veículo é movido com dois tipos de baterias: a de gel (comuns em carros a combustão), que tem uma vida útil de 74 mil km, e a de íons de lítio, que encarece os modelos em R$ 12 mil, porém seu ciclo de recargas dura 180 mil km.

A recarga da gel demora pelo menos 6 horas, enquanto a da íon-lítio é feita em apenas 30 minutos. 

No Paraná, o custo o reabastecimento elétrico é de R$ 4,50 (referência Curitiba) e pode ser em qualquer tomada comum - os veículos são bivolt.

Até o fim do ano,  a startup de Pinhais pretende trazer o modelo e-go, que será capaz de rodar por 350 km com uma recarga e atingir 140 km/h.

Foto: Hitech Electric.Foto: Hitech Electric.

A economia média anual em combustível pode chegar a R$ 10 mil e o retorno do investimento ocorre em 36 meses, garante Contin, que é engenheiro mecânico e chefe de equipe da Hitech Racing de Fórmula 3 desde 2009.

Como comparativo, para rodar os mesmos 120 km de autonomia do e.coTecho com um Peugeot 208 1.2 Flex (15,1 km/l no uso urbano), seriam gastos R$ 27 em gasolina - hoje o preço médio do litro está R$ 3,29 na capital paranaense. O hatch é considerado o modelo com motor a combustão mais econômico do país atualmente.

Parcerias fortes

Rodrigo Contin, engenheiro mecânico e fundador do Hitech Electric em 2016. Foto: Divulgação.Rodrigo Contin, engenheiro mecânico e fundador do Hitech Electric em 2016. Foto: Divulgação.

O e.coTech2 e e.coTech4 são oferecidos com rodas de liga leve e possuem freios a disco. O pacote de opcionais inclui ar-condicionado, som com entrada USB/SD e airbag duplo. 

A intenção da Hitech é comercializar 1 mil unidades até o fim de 2018.  “O custo de manutenção chega a ser 10% do valor cobrado por um motor a combustão. Não tem troca de óleo e nem de filtros e velas e há uma redução de 50% nos desgastes de suspensão e freio”, pontua Contin.

Além disso, também conta com a parceria de bancos para financiamento, como é o caso da Caixa, que já tem uma linha específica para modelos elétricos, e do Santander, que está  próximo de lançar uma linha também.

Imagem: Hitech Electric / Reprodução.Imagem: Hitech Electric / Reprodução.

O empreendimento de Pinhais pretende não só oferecer carros elétricos como também produtos para atender o segmento. 

Destaque para o aplicativo que monitora o veículo de forma remota, repassando informações sobre problemas e nível de bateria; a instalação de um controlador de velocidade que identifica radares e desacelera o carro automaticamente; e um dispositivo de recarga da bateria que podem ser instalados em prédios e condomínios.

Foto: Hitech Electric.Foto: Hitech Electric.“A intenção da empresa não é só ampliar o nicho de elétricos no país, mas também trazer soluções para o uso diário no setor”, finaliza.

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Por Renyere Trovão na Gazeta do Povo.