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Pequenas agências também produzem grandes trabalhos e o Small Agency Awards, criado pela revista norte-americana Ad Age, vem justamente reconhecer este nicho, com ênfase na cultura e no negócio.

A agência brasiileira Senõres –  que trabalha na intersecção do storytelling e da tecnologia, criando ricas experiências de comunicação que combinam utilidade e entretenimento a única brasileira a concorrer e levar a medalha de prata na categoria Melhor Campanha Pro Bono, na edição 2015 do Small Agency Awards da revista americana Ad Age – criado para revelar as melhores pequenas agências e seus grandes trabalhos.

O case da Cerveja Sem Dono, criado pela agência, foi o responsável por emplacar a agência no Small Agency Awards. Criada em conjunto com a Cervejaria Bamberg e a instituição 'Adote um Focinho', é uma maneira diferente de incentivar a adoção de cães e vender mais cerveja. O resultado superou as expectativas da cervejaria que planeja uma nova produção da cerveja Sem Dono com novos cães em seus rótulos, já que as estrelas dos rótulos da primeira fornada já tem um lar. Foram geradas, sem qualquer investimento, mais de 21 milhões de impressões de mídia.

O Bike da Firma é um outro case interessante. Concebido inicialmente como um benefício para os funcionários da Señores, a ideia evoluiu e cresceu devido ao interesse de empresas que quiseram comprar o produto. Então, ele logo passou de um protótipo divertido a um negócio independente e para dar lucro. A sócia-fundadora do Señores Fabia Barbieri, assumiu também a função de CEO da start-up Bike da Firma no início de 2015. Hoje ela lidera um time de desenvolvedores e designers com planos para o lançamento do produto no segundo semestre de 2015.

O Prêmio

Small Agency Award foi criado pela AdAge, revista norte-americana do mercado de propaganda e marketing, com a missão de coroar e descobrir agências ousadas e inovadoras e reconhecer as brilhantes ideias que muitas vezes ficam esquecidas em premiações dominadas por grandes agências.

CAMPAIGN OF THE YEAR - PRO BONO

GOLD: "The Drop a Brick Project," BarrettSF, San Francisco
SILVER: "Sem Dono Beer" for Adote um Focinho and Bamberg Brewing Señores, Sao Paulo, Brazil

Assista o video: https://youtu.be/IE6Qvf_zJRA

Fonte: Biba Fonseca, assessoria Vicente Negrão.

Uma equipe de alunos brasileiros dos cursos de Moda e Computação da Universidade de São Paulo (USP) foi vencedora da Imagine Cup 2015, competição internacional de inovação em tecnologias da informação promovida pela Microsoft. A final da 13ª edição foi realizada na última sexta-feira (31), após uma disputa envolvendo mais de 200 estudantes de 80 países.

Além do troféu de campeões, os estudantes também ganharam 50 mil dólares e uma vaga na Microsoft Ventures, programa de incentivo a startups e coaching de jovens empreendedores. A equipe brasileira "eFit Fashion" superou projetos da Rússia (campeã na categoria de jogos) e da Austrália (vencedores na categoria de cidadania). O troféu foi entregue ao grupo pelas mãos do próprio Satya Nadella, CEO da Microsoft.

O projeto dos brasileiros consistia em uma plataforma online chamada Clothes for Me, baseada em um software chamado ePMG. Através dele, o usuário pode fazer a encomenda de roupas personalizadas sob medida, indicando as especificações de cada peça em detalhes, que então são encaminhadas para as costureiras e modelistas. O programa não só faz a ponte entre consumidor e mercado como também oferece toda a estrutura para a produção das roupas por parte das alfaiatarias.

A ideia inicial surgiu há três anos, por parte dos professores da equipe. "Eles perceberam uma demanda do mercado nessa área e perceberam que era possível desenvolver algo para solucionar essa demanda", comenta Bianca Letti, uma das estudantes vencedoras, em entrevista à INFO. "Nós sabíamos que teríamos muitos desafios pela frente com o algoritmo, definir representações matemáticas, resolver equações diferenciais, etc... Transpor o que existe no mundo real para o virtual. Por isso demorou tanto tempo para ser desenvolvido".

Segundo Bianca, o software precisava funcionar bem tanto para o consumidor quanto para as lojas, já que a produção de moda lida com números e medidas rigorosamente precisas. Por conta disso, o programa foi testado entre costureiras e modelistas, muitas das quais sem experiência com sistemas semelhantes, e aprovaram o Clothes for Me. As peças apresentadas no Imagine Cup foram réplicas dos vestidos usados pela Princesa Isabel na época da abolição da escravidão no Brasil, projetados a partir do próprio software.

"A gente está muito feliz de trazer essa vitória para o nosso projeto, para a nossa faculdade e para o nosso país. (O Imagine Cup) é uma competição de tecnologia com países do mundo inteiro, e a gente conseguiu trazer o primeiro lugar para casa! É uma responsabilidade grande e também um sentimento de alívio. A gente trabalhou tanto e deu tudo certo", comemora Bianca.

A equipe já iniciou os processos jurídicos para a criação de uma startup e também já tem seu primeiro parceiro: uma loja de ternos sob medida na Zona Oeste de São Paulo. O programa deve ser aberto a todos os interessados assim que a equipe voltar para o Brasil – o que deve acontecer "o mais breve possível", diz Bianca. Os estudantes agora seguem para o Microsoft Ventures, que inclui um curso de um mês com Satya Nadella, que deve ser realizado até setembro, aguardando apenas a confirmação e a agenda do CEO.

Lucas Carvalho, de INFO Online.

 

 

Ir à padaria pela manhã e pedir um café e um pão na chapa pode ser uma atitude desafiadora. Tomar todos os dias o tradicional café da manhã brasileiro, em um momento em que as coisas estão cada vez mais caras, é um ato capaz de deixar muita balança – e não é aquela balança que a gente tem no banheiro de casa - em déficit no final do mês.

O ato de questionar o preço do cafezinho em São Paulo fez com que Carol Gutierrez, Francele Cocco, Lucas Pretti e Maurício Alcântara se associassem para pensar em um novo formato de negócio: Um lugar onde você paga o quanto achar que deve pagar pelo que consome. Assim funciona o Preto Café, uma associação sem fins lucrativos para que “as pessoas reflitam sobre o quanto custa o que elas consomem”, segundo Maurício Alcântara.

O Preto Café foi inspirado no Curto Café, a versão carioca do negócio. Instalado em um coworking no bairro de Pinheiros, o Preto Café tem quase tudo o que um café convencional tem: mesas, cadeiras, decoração descolada. Mas a lousa na parede com a descrição de custos como aluguel, luz, impostos e, claro, o café, e as xícaras sem jogo – todas foram doadas, por isso, não há uma padronização das louças – dão uma pista de que ali funciona algo diferente.

Não há um cardápio. No balcão, algumas quiches, bolos e outros quitutes. Não há garçons. Quem toca o negócio são os próprios sócios. Não existe caixa. Para pagar, é preciso deixar o dinheiro dentro de um pequeno aquário de vidro, ou passar seu cartão na máquina que fica ao lado. E você deixa ali o quanto quiser. “Pagar o quanto quiser é uma provocação sobre o custo de vida em São Paulo”, diz Maurício.

A professora de história Fátima Mazarão partiu do mesmo princípio que o Preto Café para abrir a Ecozinha, em Curitiba. Também instalada em um coworking, ela e o namorado, Luciano Vaini, realizam almoços semanais, onde as pessoas pagam o quanto querem pela refeição. “Os custos são abertos e as pessoas contribuem com margem nesses custos”, conta Fátima. “Não é o preço da comida, é a ideia de valor de refeição, tudo o que fazemos é natural, artesanal e orgânico. E é preciso fazer reserva antecipada, para que não tenha desperdício de comida”.

No cardápio desta semana, lasanha de berinjela com abobrinha e queijo tofupiry (uma derivação do queijo Catupiry, só que feito de tofu, queijo a base de soja), arroz com nozes, mix de folhas, salada de lentilha e mousse de chocolate com base de abacate, já que a comida é vegana. Segundo Fátima, em média, cada pessoa deixa entre 18 e 20 reais. “Esse valor cobre os custos, paga os insumos e já nos permite ter um caixa”, diz.

O Instituto Chão, em São Paulo, trabalha um pouco com a mesma lógica do deixe o quanto quiser. Criado com a ideia inicial de ser um espaço de convivência, o local foi inaugurado em maio, mas logo mudou de direção. “Quando abrimos, as pessoas vinham até aqui procurar alimentos orgânicos”, conta um dos seis sócios, Fábio Mendes. “Detectando essa demanda reprimida e passamos a vender esses tipos de alimentos. Mas não era essa a ideia inicial”. O grande quadro negro com a descrição dos custos parece ser o selo de transparência desses lugares, já que todos têm um.

No Instituto Chão os alimentos são vendidos pelo custo do produtor – um feito e tanto para os que buscam comprar alimentos sem agrotóxicos e não querem gastar uma fortuna por isso. Chegando no caixa, o cliente deixa, além do valor da conta, o quanto quiser de contribuição. "Partimos um pouco do princípio da economia solidária. Não lucramos aqui", diz Fábio.

Em pouco tempo, a notícia se espalhou e o local passou a ser super procurado. E na lógica do Chão, quanto mais gente compra, mais baixos os preços ficam. “O café, quando abrimos, custava 1,50. Hoje já custa 1,30”, conta Fabio. O mesmo vale para a cenoura, a alface, a laranja e a maçã. Fábio afirma que apenas 3% das terras brasileiras são destinadas a plantações de alimentos orgânicos. A procura é grande, e a oferta é pequena. Por isso, os preços são altos. “Imagina se fosse o contrário?”, diz. “Muita gente vem aqui achando que a gente quer promover a alimentação saudável. Na verdade, a gente quer mesmo é promover a reforma agrária”.

O Instituto é aberto às novas ideias. Quinzenalmente, alguns assentamentos de trabalhadores sem terra realizam uma feira com seus produtos ali. Mensalmente, há uma reunião em que todos que deixam seu e-mail na ficha cadastral são convidados. “Buscamos a forma mais disforme possível”, diz Fábio.

Para Alexandre Teixeira, jornalista e autor dos livros Felicidade S.A e De dentro pra fora – Como uma geração de ativistas está injetando propósito nos negócios e reinventando o capitalismo (Ambos da editora Arquipélago), essas novas formas de economia surgem, basicamente, de dois questionamentos. “Por um lado, as pessoas acham que o modelo de economia tradicional está errado”, diz, “e, por outro, há um questionamento do próprio trabalho”.

A busca por um propósito no trabalho é, na maioria dos casos, a maior responsável pelo surgimento de novas iniciativas. “Todo mundo estava nesse momento de insatisfação com o trabalho", diz Maurício Alcântara, do Preto Café. "Por isso, abrimos o Preto também com a ideia de termos tempo livre para podermos nos dedicarmos a outras atividades também”. O Instituo Chão, como outro exemplo, nasceu em um hospital psiquiátrico. Lá, parte dos hoje sócios do Chão trabalhava, e surgiu a ideia de transformar o local em uma associação sem fins lucrativos. "Fizemos o estatuto, mas acabou não dando certo", diz Fábio Mendes. "Quatro anos depois, abrimos o Chão".

Buscar um propósito, porém, não significa, necessariamente, não ganhar dinheiro. “O desafio dos negócios do nosso tempo não é trocar lucro por propósito, mas é conciliar lucro com propósito”, diz Alexandre Teixeira.

A novíssima economia

Um dos pioneiros nesse desvio dos caminhos da tradicional economia é o Uber. Alvo de críticas e apelos em várias cidades do mundo, a empresa presta serviço de táxi sem que o motorista seja, necessariamente, um taxista - e tenha que pagar pelas licenças que a categoria exige. Basta ter um carro. E a ideia já está semeada, ainda que a empresa não consiga êxito. “Se o Uber fechar, a ideia de compartilhar o carro não vai acabar”, diz Alexandre Teixeira.

Outro que está entre os primeiros e entre os maiores exemplos é o Airbnb, serviço em que você pode colocar a sua casa, ou um quarto ou sofá, para alugar pelo tempo que quiser. “Hoje existem 80.000 quartos disponíveis no Airbnb do Rio de Janeiro. É a mesma capacidade hoteleira”, diz Teixeira. Segundo ele, a novíssima economia passa pela diversidade das atividades lucrativas: “A nova maneira de ganhar dinheiro será um mix de atividades rentáveis”, diz. “Você pode alugar um quarto na sua casa, pode aproveitar o trajeto que faz de carro até o trabalho para lucrar com uma carona e fazer alguns trabalhos como freelancer”.

E se para desenvolver esse trabalho você precisar de uma caixa de som ou uma lente de máquina fotográfica ou de um cabo específico, pode entrar no Tem Açúcar. A plataforma, que tem mais de 25.000 curtidas no Facebook, cruza dados com as pessoas que estão próximas a você e lança o que cada um precisa emprestado ou pode emprestar. É possível conseguir as coisas mais inusitadas, como panela de pressão, chapéu de rodeio ou cobertor. “De certa maneira, estamos retomando o espírito hippie, mas de uma maneira que não é caricata, e usando a tecnologia de uma forma libertária”, diz Teixeira.

Marina Rossi no El País.

Em busca de mais liberdade na vida pessoal e na profissional, uma nova geração de autônomos e de empreendedores escolhe viajar pelo mundo e morar temporariamente em outros países enquanto trabalha remotamente por meio da internet.

O casal de publicitários Débora Corrano e Felipe Pacheco, ambos com 25 anos, deixou o emprego em uma agência para trabalhar como autônomos e buscar mais qualidade de vida, mas acabaram presos a uma rotina de longas horas no trânsito ao se deslocar entre um cliente e outro. A solução foi trabalhar de casa e realizar reuniões por ferramentas de teleconferência como o Skype. “Tudo começou a ser feito na esfera digital e percebemos que não faria diferença trabalhar da nossa casa em Santana (na zona norte da capital) ou de Berlim”, diz Pacheco, que decidiu levar a ideia ao pé da letra.

Junto com a namorada, Pacheco guardou dinheiro por um ano e no começo de 2014 mudou-se com mala, cuia e dois cachorros para Berlim, aderindo ao movimento conhecido como Nômades Digitais, formado por empreendedores e profissionais autônomos que uniram a vontade de viajar o mundo com um trabalho que pode ser executado remotamente por meio da internet. “É uma questão de liberdade. Você percebe que faz sentido ser nômade no momento em que enxerga que gasta 4 horas do seu dia em deslocamentos para trabalhar em algo que talvez você não goste tanto”, diz Débora, da casa onde atualmente vive com Pacheco e os dois cachorros em Córdoba, na Espanha.

Depois de nove meses em Berlim, o casal passou uma temporada em Barcelona e migrou para Córdoba antes de seguir até o próximo destino: Lisboa. Os nômades vivem assim: passam uma temporada de algumas semanas ou meses em um país até migrarem para o próximo destino que oferecer uma boa conexão Wi-Fi.
 

 
Débora e o namorado alugam carro nos países por onde passam para viajar com os dois cachorros.Débora e o namorado alugam carro nos países por onde passam para viajar com os dois cachorros.
 

Ainda não há estatísticas sobre o nomadismo digital do mundo. Um dos principais marcos do movimento é o livro Trabalhe 4 horas por semana, de Tim Ferris, publicado em 2007 e que se debruça sobre as técnicas de como trabalhar online e por menos horas.

Há também centenas de ferramentas e blogs que abordam o dia a dia da vida de nômade e dão dicas para quem deseja se unir ao movimento. Débora mantém com Pacheco o blogPequenos Monstros, que mostra a rotina de quem carrega a vida em uma mala e o emprego no laptop.

O nômade holandês Pieter Levels criou a Nomad List, que indica os melhores lugares para os nômades viverem; o site “Remote | OK”, que lista trabalhos que podem ser realizados à distância; e o canal #nomads, na ferramenta de bate-papo Slack. “A primeira coisa a fazer é descobrir como ganhar dinheiro trabalhando online”, diz Débora, que faz questão de frisar que a vida de um nômade digital não é tão fácil quanto parece. “Existe um movimento hoje que diz: ‘Largue tudo agora e vá viajar’, e nós sempre dizemos: ‘Não, não largue seu emprego agora’, faça um planejamento antes senão você ficará perdido”, diz ela.

É o que defende também a publicitária Fernanda Nêute, de 34 anos, criadora do blog Fêliz com a Vida, que tornou-se nômade digital há 3 anos e meio por influência do namorado, o norte-americano Mark Manson.

“De 40 reuniões que eu fiz quando virei nômade, uma resultou em um cliente. Demorei quatro meses para conseguir um trabalho e ralei muito, mesmo sendo uma profissional com boa reputação e contatos no Brasil”, diz ela, que teve como primeiro destino a Tailândia e hoje está em Nova York.

O principal desafio está em convencer as empresas nacionais de que dá para confiar em alguém que está trabalhando do outro lado do mundo. Ao mesmo tempo, a rotina de nômade exige organização. “As pessoas pensam que eu fico fazendo reunião por Skype da praia. Se você quer ter uma carreira melhor, não tem essa de trabalhar 4 horas por dia e ficar na praia”, diz.

Para os nômades digitais o principal valor não está em ter uma vida fácil ou com menos trabalho, mas um novo estilo de vida. “A tecnologia proporciona às pessoas a possibilidade de serem livres”, diz Fernanda.

Estratégia

Marcus Lucas, de 31 anos, toca cinco negócios no mundo digital em meio a outros projetos individuais. A maioria é baseada na venda de livros e treinamentos sobre empreendedorismo, que garantiram recursos para ele viajar por oito países desde que se tornou nômade, em 2011. “Muitas pessoas simplesmente guardam um montante para a viagem. Sugiro criar múltiplas fontes de renda no Brasil para obter rendimentos mensais consistentes antes de viajar”, diz.

Ele recomenda ter um fundo de emergência de R$ 20 mil e uma renda mensal entre R$ 2 mil a R$ 3 mil para se manter como nômade digital, valor que também faz parte da média recomendada por outros adeptos do estilo de vida. “Em Chiang Mai (Tailândia) pagava R$ 500 de aluguel em um condomínio com piscina”, diz.

O baixo custo de vida e a facilidade de visto são os fatores que tornam a Ásia um dos destinos favoritos dos nômades digitais. “Muitas pessoas acreditam que ser nômade é não parar em nenhum lugar, o que pode ser um tanto quanto equivocado”, diz Lucas. “A grande maioria dos nômades fica no mínimo de um a dois meses em um país para ter maior imersão na cultura e firmar laços de amizade com os locais”, diz ele, que planeja ficar por mais um ano na Tailândia, onde mora atualmente, para aprender o idioma local e muay thai.

Há também quem depois de um tempo planeje estabelecer-se em um local. Fernanda quer voltar ao Brasil. “Toda vez que volto a São Paulo o meu telefone começa a tocar (com propostas de trabalho). A melhor parte de ser nômade é ter flexibilidade para estar onde é importante”, diz. “Pretendo empreender e o lugar onde preciso estar agora é São Paulo.”

Já o casal Débora e Pacheco decidiu manter um apartamento alugado em Berlim para criar uma base na Europa entre uma viagem e outra. Eles apostam que as experiências de vida farão a diferença no currículo se voltarem ao Brasil. “Temos medo de fazer tudo errado, mas quem não tem?”, questiona Pacheco.

Como vivem os nômades digitais?

Moradia
Os nômades vivem em apartamentos alugados por temporada (como no Airbnb) ou em albergues. Viajam com visto de turismo e a maioria vai para países da Ásia, onde o custo de vida é baixo e o trânsito entre os países é mais fácil – na Europa, por exemplo, a permanência máxima para um turista sem cidadania europeia é de três meses.

Dinheiro
Como não param em um só país, os nômades costumam manter uma conta no Brasil e pagar as despesas com cartão de crédito internacional. Cartões pré-pagos são a alternativa para saques em dinheiro e muitos recebem pagamentos de clientes via PayPal.

Telefone
Skype e WhatsApp são os meios de comunicação favoritos para evitar o alto custo com roaming.

Seguro-saúde
Existem planos específicos para nômades, como o World Nomads, que oferece cobertura global e seguro específico para quem pratica esportes radicais.

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Lígia Aguilhar no LINK do Estadão.

 


O Google toca um projeto chamado Earth Solidário que oferece recursos para organizações sem fins lucrativos. A iniciativa mais recente deles é medir a poluição do ar usando os carros do Street View.

Segundo o TechCrunch, isso vem sendo feito há um ano e meio: alguns veículos receberam sensores da startup Aclima para mensurar a qualidade do ar em áreas urbanas.

O objetivo é oferecer esses dados a cidadãos e governos locais para que eles possam combater a poluição. Por exemplo, se um cruzamento sempre ficar cheio de fumaça, seria possível colocar árvores no local, ou alterar o funcionamento dos semáforos.

Davida Herzl, fundadora da Aclima, diz ao TechCrunch: “nós sabemos que as árvores absorvem a poluição, especificamente o NO2. Se pudermos saber onde estão os pontos de poluição, saberemos onde colocar espaços verdes”.

Inicialmente, três carros do Street View recolheram 150 milhões de pontos de dados sobre qualidade do ar durante um mês na cidade americana de Denver, Colorado. Eles mediram a presença de ozônio, dióxido de nitrogênio, monóxido de carbono, carbono preto, entre outros. A NPR explica:

Os sensores, ou “mini-laboratórios móveis”, como Herzl os chama, ficam na parte de trás dos carros do Google Street View, e as amostras de ar chegam a esses sensores através de um buraco em uma das janelas do carro, passando por uma série de tubos “que se parecem com canudos grandes”. Os carros também têm pequenos anemômetros do lado de fora, que podem acompanhar a temperatura e o fluxo do vento, entre outras medições meteorológicas. “É como se tivéssemos dado um nariz para os carros”, diz Herzl.

Agora, o Google vai comprar mais sensores externos da Aclima para equipar carros do Street View que cruzarão San Francisco e outras cidades dos EUA ainda este ano.

A Aclima projeta e constrói seus próprios sensores, envia os dados coletados para a nuvem em tempo real e os analisa, produzindo análises e visualizações.

Mapa AclimaMapa Aclima

A empresa Aclima existe há anos, mas sua existência só foi revelada em junho. Ela vem estudando a qualidade do ar interno em 21 edifícios do Google ao redor do mundo, o que pode aumentar a produtividade.

Por exemplo, ao monitorar salas de conferências ao longo do dia, o Google pode determinar se os níveis de CO2 subiram a ponto de prejudicar o desempenho dos funcionários – isso pode fazer você se sentir sufocado em uma reunião.

Por:  no GIZMODO com TechCrunchNPR via Engadget

 


Um aplicativo colaborativo que reúne 12, 5 mil recomendações em 22 países. Só no Brasil são 847 lugares.

Mais de dois mil chefs, produtores artesanais e jornalistas se uniram para rechear o app Slow Food Planet (http://planet.slowfood.com/) com as dicas mais bacanudas e comprometidas com o princípio do movimento.

“Os alimentos precisam sem bons, limpos e justos” e você não pode ter pressa, claro. Ele pode ser baixado no Apple Store ou Google Store e é free para um território. Caso você queira expandir suas fronteiras custa mais US$1,99 por região.

A arrecadação vai para o movimento. O mais interessante do sistema é que foi dividido em três áreas de busca. “Tempo para comer” prioriza os lugares que valorizam a origem e a autenticidade.

Um exemplo? O restaurante do Bira, no Rio, “onde é possível almoçar peixe fresco, embaixo de árvores e com vista para a restinga de Marambaia.” Captou a essência?

“Tempo para mim” traz seleções para combinar com seu estado de espírito. E “tempo para comprar” reúne lojas de produtos típicos e ou dicas de onde encontrar ingredientes direto da fonte. Ah, e o conteúdo não é estático. Novas sugestões vão sendo incorporadas à medida que os “olheiros” vão descobrindo as surpresas pelo caminho.

Blue Chip de Angela Klinke no Valor Econômico.