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O simples discurso não produz marcas reconhecidas pelo público. Ações eficazes e um comportamento proativo têm maior efetividade.   

Os profissionais do marketing podem até ter torcido o nariz ou arregalado os olhos com os resultados do estudo da Avaaz realizado fora do Brasil, o qual apontou que 74% das pessoas não se importam se a maior parte das marcas desaparecer. Elizabeth Laville, fundadora e diretora da Utopies, consultoria francesa especializada em desenvolvimento sustentável, trouxe essa informação em sua apresentação no Marco Zero, espaço central da Conferência Ethos 360° 2015.

Ela mesma amenizou o impacto da situação. “O pessoal do marketing tem o maior trabalho em estruturar a marca e depois fica sabendo que a maioria das pessoas não liga tanto para isso. E então, o que fazer para tornar a marca positiva e que as pessoas passem a se importar mais com ela?”, questionou a uma plateia intrigada.

Bastava atenção ao nome da apresentação de Elizabeth para ter a resposta: “Marcas Positivas: a Sustentabilidade Como Fator de Sucesso”.

A executiva contou que a Utopies tem procurado contribuir com as empresas na construção e fortalecimento de suas marcas, o que ajuda também a fortalecer o impacto positivo sobre as pessoas e o planeta. Por conta disso, a consultoria estabeleceu critérios para direcionar esse processo. Ao todo, foram pensados nove pontos, que são propostos para as empresas.

O primeiro deles é sobre posicionamento e propósito: “Como meu negócio pode gerar lucro e trazer algo bom para as pessoas?”.

Em seguida, a Utopies convida as organizações a pensar a respeito de seu produto e sobre a pertinência dele, ou seja, o desejo de oferecer algo sustentável e, por meio dele, atuar em nome de uma causa relevante.

Ela citou o case da Kia, fabricante de veículos. A empresa fez uma campanha na qual oferecia uma bicicleta na compra do carro, propondo ao consumidor que a usasse para trajetos mais curtos. “Naquele momento, a Kia estava sugerindo que a pessoa refletisse sobre o uso do carro”, explicou Elizabeth.

Outro destaque dos critérios é a proatividade, resumida como “a capacidade de atacar tabus do mercado ou assuntos sobre os quais a maioria não quer falar”.

Novamente ela apresentou um case bem-sucedido, desta vez de uma empresa que desenvolveu aplicativos para celular. Esse aplicativo informa à rede de contatos da pessoa o momento em que ela está dirigindo e, portanto, impossibilitada de enviar mensagens.

A nova ordem está em ressaltar que a sustentabilidade precisa se consolidar na estratégia de gestão, além de ser o norte para toda a empresa. Inclusive para as equipes de marketing que trabalharam no fortalecimento das marcas.

A criadora da Utopies concluiu que é preciso ter firmeza de posicionamento para “abraçar” uma causa. É preciso um alinhamento de valores entre a empresa, o produto, a marca e a causa a ser apoiada.

Por Ludmila do Prado (Envolverde), para o Instituto Ethos.

 


Pensamento binário é para computadores. Seres humanos são capazes de mais sutileza. Não vemos o mundo em preto e branco, mas em infinitas cores, com precisão e perspectiva. Dividir cada debate entre "a favor" e "contra" e sair xingando a oposição é pobre e ineficiente. Na vida real e na virtual; na pessoal e na pública.

É bestificante ver a indignação de gente inteligente e civilizada com a proibição do Uber. Xingam os políticos, a máfia dos taxistas, o Brasil etc. Para equilibrar, andei perguntando para taxistas como vêem o Uber. Só faltam cuspir fogo. É transporte clandestino, tem que ser proibido e por aí vai.

É evidente que o Uber, como existe, é um serviço que só faz sentido no quarto mundo, onde não há regulamentação nem direitos trabalhistas. Por isso vem enfrentando tantas resistências nas grandes cidades do planeta, onde há lei. É igualmente evidente que esse enfrentamento faz parte da estratégia de expansão da empresa. Eles não esperam operar em um vácuo de regras e se adaptarão conforme forçados a isso. Primeiro a gente invade, depois a gente negocia. É assim o capitalismo. Business is War.

Quem tem a maior simpatia pelo Uber por ser uma jovem empresa inovadora está fora de si. O Uber é um gigante extremamente eficiente em captar investimentos. Não tem seu valor estimado em mais de 50 bilhões de dólares à toa. A área financeira do Uber trouxe tantos executivos de Wall Street que o apelido do Uber no setor é "Goldman West", referência ao banco Goldman-Sachs...

E daí, pergunta o amigo? O que importa é que eles prestam um excelente serviço! Bem, não, não é isso que importa. Não isso só. Nem tudo que é bom para o consumidor é bom para o conjunto da sociedade. Por isso criamos o salário mínimo, por exemplo, mesmo sabendo que pagar mais para os operários implicaria em aumento no preço dos produtos. Pagar o preço mais baixo é ótimo quando você compra, e terrível quando você está vendendo sua força de trabalho...

O serviço prestado pelo Uber é uma parte importante do que importa. O Uber hoje tem 5 mil motoristas cadastrados no país, segundo a própria empresa, e pretende chegar a 30 mil no ano que vem. Muita gente usa e aprova. Os motoristas precisam ter seguro para os passageiros, os carros são grandes e novos e tal. Aliás, boa parte dos clientes do Uber curtem mesmo é esse lado de ser tratado a pão-de-ló. E não há nada de errado nisso. Mas o ganha-pão de 35 mil taxistas paulistanos, outros 33 mil no Rio e sei lá quantos no restante do Brasil, também é uma parte importante do que importa.

Há corporativismo entre os taxistas? Sem dúvida. Esse negócio das prefeituras não liberarem alvará é imoral e provavelmente picaretagem? Idem. Tem taxista sovaquento que ouve Djavan no último volume? Claro. Isso é razão para irem todos para a rua? Calma lá.

Escolher um lado e xingar o outro é andar para trás. Liberdade de empreender e inovar não é um valor intocável nem um demônio a ser combatido. Regulamentação não é sinônimo de atraso; regulamentação estúpida é que é.  O Uber e empresas similares podem ser uma parte importante do nosso transporte urbano de cada dia. Cada país vai criar regras para isso, e o Uber vai obedecê-las ou dançar. E com toda sua grana, sempre corre risco de ser destruído por um concorrente. Li esses dias sobre uma start-up israelense que criou um aplicativo que faz o que o Uber faz, só que com caronas...

Em Berlim, por exemplo, o Uber fez um acordo e hoje só usa mão de obra licenciada e cobra a mesma coisa que os taxistas. Em Belo Horizonte, há um projeto de lei em estudo que daria licença para o Uber operar 500 veículos de luxo, mas força a empresa a pagar os impostos na própria cidade. O que é o melhor? Não sei. Vamos botar a cabeça para funcionar, que encontramos uma solução razoável. Não é física quântica.

Dá trabalho criar regras e garantir seu cumprimento, mas é uma das melhores ferramentas que o ser humano criou. Regras claras, cobrança clara, e convivência transparente. Tão simples - e complicado - assim.

 


Startup Weekend Women é uma edição especial do já tradicional evento da TechStars, que tem como público-alvo essencialmente mulheres, sejam elas estudantes, empreendedoras, empresárias, desenvolvedoras ou designers. A intenção é se reunir para compartilhar ideias, formar equipes, construir produtos e propor soluções inovadoras. Esta edição ( de 2 a 4 de outubro) contará com mentoras renomadas nas áreas de marketing, negócios e tecnologia, com a proposta de oferecer as participantes uma experiência única, aprendizado e networking. 

75% do público é formado por mulheres, mas homens também são bem-vindos.

Sobre o Startup Weekend

É uma rede global de líderes e empreendedores de alto impacto em uma missão para inspirar, educar e capacitar indivíduos, equipes e comunidades. Mais de 8.000 startups foram criadas nos eventos realizados em cerca de 100 países. 

O Startup Weekend é um evento de imersão, uma experiência única onde empreendedores e aspirantes a empreendedores podem descobrir se suas ideias de startups são viáveis. Venha compartilhar ideias, formar equipes e lançar startups.

Todos os eventos do Startup Weekend seguem o mesmo modelo básico: qualquer pessoa é bem vinda para expor a sua ideia de startup e receber feedback de outros participantes. São formadas equipes em torno das melhores ideias (determinadas por votação) e a partir daí são 54 horas de criação de modelos de negócios, programação, design e validação de mercado. O fim de semana termina com a apresentação dos projetos a empreendedores de sucesso em uma nova oportunidade para receber feedback.

Termos do Contrato de Participação

É nosso dever fornecer uma rede incrível e uma ótima oportunidade de aprendizagem. Nossa intenção é que você conheça pessoas fantásticas com quem você possa realmente começar uma empresa, construir relacionamentos com os mentores, e aprender com seus colegas. O evento pretende ser um fórum de colaboração para compartilhar, aprender, construir e se divertir.

Para mais informações acesse o site.

Fonte: Techstars Brasil.

 


O aplicativo brasileiro Colab irá receber nesta terça, 29, o prêmio de inovação tecnológica com maior impacto em 2015. O título será concedido pelo BID, o Banco Interamericano de Desenvolvimento, com sede em Washington.

O funcionamento do aplicativo é muito simples. Ao entrar no sistema, a pessoa pode apontar problemas corriqueiros em sua cidade, propor novos projetos e avaliar serviços e instituições ligadas ao poder público. Após o processo, tudo é repassado para as prefeituras com o objetivo de gerar debate com o poder público.

 

Prefeituras que adotaram o Colab aprovam a ideia. “O app faz termos uma relação mais proveitosa com os cidadãos”, conta Luiz Caminha, secretário de comunicação da Prefeitura de Pelotas. “Alguns processos usados antes, como o de ouvidoria, são muito ultrapassados. Temos que mostrar que as prefeituras não são empilhadeiras de burocracia.”

Jonas Donizette, prefeito de Campinas, ressalta a necessidade de modernização. “Antes, as pessoas apenas reclamavam no Facebook. Agora elas conseguem interagir”, conta. “Aposto no futuro do Colab.”

Para Gustavo Maia, cofundador do Colab, o prêmio do BID era o que faltava para que a plataforma desse um passo maior. “Depois de chegarmos em 80 cidades brasileiras, este é o momento de expandirmos o Colab para outros países”, conta. “Com isso, iremos buscar soluções lá fora para problemas no Brasil.”

Matheus Mans no Link do Estadão.


Promover São Paulo como um hub global de tecnologia, atração de negócios, inovação, criatividade, troca de experiência, networking e talentos. Esses são os objetivos da São Paulo Tech Week, iniciativa da SP Negócios, empresa da Prefeitura de São Paulo que promove negócios e investimentos na cidade, e da Investe São Paulo, agência de promoção de investimentos do Governo do Estado. 

A ideia da Tech Week é reunir na cidade, de 3 a 9 de novembro, iniciativas e eventos relacionados à tecnologia e inovação em diversos pontos. “O setor de TI é vital para São Paulo. Para se ter uma ideia, um terço da mão de obra do Brasil está em São Paulo e 65% dos Headquarters das maiores empresas do mundo estão aqui”, enumerou Beatriz Gusmão, diretora de Novos Negócios da Investe São Paulo no evento de lançamento da iniciativa. Ela lembrou, no entanto, que São Paulo ainda não é reconhecido como um polo de startups, embora esse quadro esteja mudando. “A parceria da Prefeitura e do Governo faz com que o setor seja posicionado da maneira que merece para agregar valor aos negócios da cidade”, destacou. 

Até o momento, de acordo com Michel Porcino, assessoria de diretoria da SP Negócios, 25 eventos estão na agenda do São Paulo Tech Week, como o Hackathon Extreme, promovido pela Berrini Ventures, aceleradora da Live Healthcare Media e IT Mídia, a Conferência Anual de Startups (Case), o Wearable Festival e o Samsung Ocean Dev Week. “Nossa expectativa é levar mais de 20 mil pessoas para todos os eventos”, afirmou.

Déborah Oliveira / ITFórum.



O fotógrafo Pedro Cury, de 35 anos, é responsável pelo site Pedal - um grande portal para ciclistas que existe desde 1997. O carioca contou para a Trip que sempre recebeu diversos relatos de bicicletas roubadas pelo site e, por isso, resolveu criar um espaço independente na internet para atender a essas denúncias. É o Cadastro Nacional de Bicicletas Roubadas, que, desde 2009, já acumula cerca de 2700 anúncios de bikers procurando suas magrelas.

"Era um problema que eu mesmo passava. Tinha medo estacionar em qualquer lugar quando ia para a faculdade, por exemplo. Achei boa a ideia de criar o cadastro", diz. O fotógrafo responsável pelo projeto nunca teve uma bike roubada, mas alerta que a função do site não é apenas encontrar as bicicletas. Todo cadastro serve para mapear os lugares mais frequentes onde os roubos acontecem, levantar estatísticas e ouvir o relato do ciclista para saber como o ladrão está agindo. Além disso, fica mais fácil de saber se ao comprar uma bike usada, ela é roubada ou não.

Pedro chama a atenção para o fato de que os ciclistas, mas não só eles, não têm o costume de fazer B.O. "A gente recomenda fortemente que o façam, mas existe uma resistência por parte do brasileiro por achar o processo burocrático. Realmente era, mas hoje existe como fazer isso pela internet. O B.O. é importante porque dá números oficiais e assim é possível cobrar as autoridades. Fora que, se a sua bike for apreendida, você pode provar que realmente é sua", diz.

No site existe o campo estatísticas. Lá, é interessante observar o ranking de roubos por cidade e por estado. Hoje quem lidera o topo são as duas principais cidades da região sudesde do Brasil; São Paulo e Rio de Janeiro. Pela primeira vez São Paulo passou de segundo lugar para o primeiro. Pedro acredita que a popularização das ciclovias faz com que aumente o número de ocorrências: "as ciclovias são os lugares em que mais roubos acontecem. Para mim, a bicicleta é o novo celular. Por estar cada vez mais popular, mais é alvo de roubos".

Não é necessário ter fotos e nem o número de série do modelo roubado para poder cadastrá-lo no site. Porém, o fotógrafo alerta para o fato de que nem ciclistas e nem policiais sabem que bicicletas têm número de série. "Nós não temos o costume de guardar nota fiscal e lá vem escrito esse número. Saber que existe facilitaria todos nós". Para ele, conseguir acompanhar esses números já tem ajudado na prevenção e recuperação dos roubos.

Camila Eiroa na Revista Trip.