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Will Federman achava que seu primeiro trabalho depois da faculdade de jornalismo seria em uma startup de mídia digital. Em vez disso, ele conseguiu um emprego em uma revista tradicional que no ano passado lançou um site independente.

Mas nada sobre as responsabilidades do trabalho de Federman na revista Fortune são tradicionais. Ele trabalha em estreita colaboração com os colegas nas áreas editoriais, relações públicas e marketing. Ele examina analytics para dados sobre os melhores horários para postar histórias e o que está conectando com os leitores. Ele identifica tendências de histórias e ocasionalmente escreve sobre elas. Ele ajuda a conceber estratégias de SEO e mídia social. Ele ajuda a administrar contas de mídia social da redação, responde a tuites e modera comentários sociais. Ele ajuda a gerar burburinho em torno de conferências e franquias da revista Fortune como a Fortune 500.

Federman aprendeu muitas dessas habilidades como estudante na Escola Annenberg de Comunicação e Jornalismo da Universidade do Sul da Califórnia e como editor-chefe da Neon Tommy, a publicação online da faculdade. Assim que se graduou, ele encontrou um emprego na Fortune com um título intrigante: editor de engajamento público. Federman viu uma oportunidade de trabalhar em um meio de notícias bem estabelecido com uma "atmosfera de startup", em um trabalho que lhe permitiria ajudar a moldar a estratégia digital do site.

"As pessoas que trabalham como editores de engajamento eu acho que querem estar no controle de seu destino", disse Federman. "Eu gostaria de ser o capitão e saber onde o navio está indo em vez de remar diretamente para a praia."

Para ajudar a navegar sua relação com o público digital, canais de notícias em todo o país estão contratando editores de engajamento -- empregos que são críticos à medida que o número de plataformas de publicação se expande, a capacidade dos usuários para interagir com jornalistas e mídia aumenta, e as métricas usadas para medir a popularidade do conteúdo se tornam mais sofisticadas.

A ascensão do editor de engajamento


A grande variação em cargos e descrições torna difícil quantificar quantas redações empregam um editor de engajamento. Mas olhando anúncios de emprego, vê-se que o engajamento público se tornou uma prioridade nas contratações de redações.

Steve Buttry, diretor de mídia estudantil da Escola Manship de Comunicação em Massa da Univesidade Estadual de Louisianaescreve extensivamente sobre a importância do engajamento da comunidade e o papel dos engajamentos de editores. Ele disse que começou a notar uma massa crítica de editores de engajamento nos últimos cinco anos.

"É definitivamente uma nova posição", disse Buttry, que já trabalhou como diretor de engajamento em vários locais, incluindo o Digital First Media. "Eu trabalhei em redações na maior parte da minha carreira e nunca tivemos qualquer tipo de função para envolver a comunidade. É uma coisa evolutiva."

Engajamento público já significou lidar com queixas de leitores, publicar cartas ao editor e criar enquetes de leitores -- responsabilidades divididas frequentemente entre vários editores. Buttry disse que os veículos de notícias agora reconhecem que não estavam fazendo o suficiente para envolver seu público e poderiam fazê-lo com mais facilidade por causa das novas plataformas digitais.

Editores de engajamento têm a tarefa de determinar como e onde alcançar os leitores.

"É basicamente uma forma de envolver a comunidade na cobertura das notícias e em uma conversa sobre a notícia", disse Buttry.

Cinco editores de engajamento que representam um conjunto diversificado de redações falaram longamente sobre suas experiências de jornalismo e funções  atuais.

Caminhos variados para se tornar editor de engajamento

Apesar de terem posições não convencionais, muitos editores de engajamento começaram em papéis mais tradicionais. Shannan Bowen, diretora de engajamento público no The Hill, lançou sua carreira jornalística como repórter de jornal na Carolina do Norte. John Colucci, editor de engajamento no Engadget, foi correspondente adolescente da CBS News. Ryan Kellett, editor de engajamento do Washington Post, foi blogueiro na faculdade. John Ketchum, editor de engajamento do Center for Public Integrity, foi produtor do noticiário da manhã da NPR.

Todos esses editores de engajamento são jovens e no início de suas carreiras. Mas eles concordam que a juventude não é um pré-requisito para o trabalho e que alguma experiência em redação é necessária.

"Os editores [sêniors] queriam alguém que pensasse de maneira diferente sobre maneiras de empacotar e apresentar notícias investigativas", disse Ketchum. "Você não pode determinar o que quer fazer diferente se é a primeira coisa que você já fez."

Entre as outras exigências de trabalho mencionados pelos editores: compreender como as redações funcionam e são financiadas, ter curiosidade e conhecimento sobre as novas plataformas de publicação e a capacidade de pensar analiticamente.

Vestindo muitos chapéus


Ketchum descreve seu papel como sendo "um veículo entre o público e os funcionários". Ele pensa sobre "as melhores maneiras de explicar o jornalismo investigativo de uma forma que as pessoas possam entender", incluindo visualizações de dados e vídeo explicativos.

Editores de engajamento geralmente têm uma cadeira nas reuniões orçamentais de notícias para que saibam com antecedência que matérias maiores devem promover. Mas grande parte do seu tempo é gasto decidindo quando e onde recircular o conteúdo que já foi publicado, a fim de aumentar o número de leitores.

Trabalhar com repórteres e editores é apenas parte do trabalho. Editores de engajamento, geralmente considerados funcionários editoriais, coordenam seu trabalho regularmente com os colegas no lado do negócio.

Colucci, que começou na área de marketing da Engadget, antes de mudar para a editorial, ainda trabalha em estreita colaboração com a equipe de marketing para promover eventos ao vivo e com a equipe de produto do site em projetos como a criação de botões de compartilhamento social do site. Bowen disse que seu objetivo é "alinhar nossas estratégias de conteúdo, plataformas digitais, mídias sociais e receitas". Isso significa discutir planos com o publisher do Hill, diretor de marketing, diretor de eventos e equipe editorial.

"A participação da comunidade tem um valor promocional, mas não se trata de promoção", disse Buttry. "Significa fazer um jornalismo melhor."

Gerenciando a mídia social


Usar a mídia social para promover o conteúdo de notícias e eventos é geralmente responsabilidade dos editores de engajamento. Todos, exceto um dos cinco entrevistados, gerenciam (muitas vezes com uma pequena equipe) as contas de mídia social de sua redação.

Ketchum disse que quase metade de seu trabalho envolve o evangelismo das redes sociais -- uma mistura de empurrar o conteúdo aos usuários e envolvê-los na conversa. A última tarefa pode envolver levantar questões, crowdsourcing e curadoria de conteúdo gerado pelo usuário.

"Um dos meus grandes problemas com a mídia social é que as pessoas estão usando-a apenas como uma ferramenta promocional", disse Ketchum. "Também é uma ótima ferramenta para conversar com membros do público e ver o que estão pensando."

Editores de engajamento têm muitas vezes a luz verde para publicar na mídia social sem supervisão -- embora possam consultar um repórter ou editor sobre o tom do post. E podem compartilhar administração de contas de mídia social com outros funcionários da redação em fins de semana ou durante as últimas notícias.

Outro dever comum é treinar repórteres e editores sobre como usar a mídia social como uma ferramenta de reportagem e networking. Alguns editores de engajamento são responsáveis ​​pela criação de manuais de redação de mídia social.

"Eu falo com repórteres e editores constantemente sobre como usar a mídia social para a reportagem, distribuição e engajamento", disse Kellett em um e-mail. "Eu adoro sentar para planejar uma estratégia social personalizada com um repórter."

Examinando analytics


Determinar como fazer o melhor uso das novas plataformas de mídia social, que conteúdo está bombando na web e quando e onde postar conteúdo original são responsabilidades de trabalho comuns para os editores de engajamento.

Colucci disse que a maioria de seu trabalho envolve olhar para o sistema de gerenciamento de conteúdo do site, examinando analytics e determinando como recircular o conteúdo no site do Engadget. Ele treina editores a ir além das "curtidas" no Facebook e "retuites" Twitter para analisar métricas de audiência mais sutis.

Bowen utiliza analytics para fazer recomendações sobre estratégias de engajamento do público e oportunidades de geração de receita. Ela ajuda repórteres a pensarem em maneiras de aumentar o tráfego online e referências sociais, bem como a forma de encontrar fontes, histórias e interagir com os leitores através da mídia social. Ela produz relatórios de tendências de audiência e rastreia menções ao veículo de notícias através de redes sociais e outros canais.

Ketchum disse que dedica dois dias da semana de trabalho à análise. Ele trabalha com um analista de dados para avaliar o desempenho de artigos e posts de mídia social. Kellett disse que olha atentamente para análise, mas conta principalmente com os colegas no departamento de pesquisa para rastrear e interpretar os dados.

Ficar em dia com as mudanças na tecnologia é outra grande parte de seu trabalho.

"Neste trabalho, você não pode sentir como se soubesse tudo", disse Federman. "Um dia o Google ou o Facebook alteram seu algoritmo. Você tem que ser totalmente aberto a mudanças. Se não tem uma personalidade adaptável é um trabalho difícil."

Estrategizando em privado e envolvendo o público


O trabalho de editor de engajamento é uma mistura de planejamento interno e alcance do público. Estrategizar a mídia social e análise de dados são exemplos de planejamento. Engajamento público é mais do que apenas atingir o público através da mídia social ou eventos ao vivo. Buttry escreve sobre iniciativas como salões de notícias e cafés, que trazem as redações para os leitores ou os leitores para a redação.

Kellett trabalhou na criação do projeto Coral, uma iniciativa de colaboração para construir uma comunidade em sites de notícias. Ele e sua equipe muitas vezes interagem com os leitores na seção de comentários e através do chats Washington Post Live com jornalistas e protagonistas de notícias.

Ketchum chega via e-mail a indivíduos e grupos de interesse que possam estar interessados ​​em um artigo de investigação específico. Colucci produz um e-mail diariamente e nos finais de semana para os leitores do Engadget. Bowen faz curadoria de conteúdo durante eventos ao vivo.

Editores de engajamento estão em constante conversa com os colegas sobre como conectar com o público.

"Um bom editor de engajamento pode eventualmente fazer seu trabalho desaparecer, porque toda a redação está pensando sobre engajamento", disse Buttry.

Mas esse tempo ainda não chegou.

Elia Powers, Ph.D., é professor assistente de jornalismo e nova mídia na Universidade Towson

Este texto foi resumido de um post publicado originalmenteno MediaShift e traduzido. Conheça mais sobre o MediaShift na Internet, siga no Twitter ou Facebook.

 


Uma iniciativa que aproxima os criativos do mercado de comunicação e marketing, do dia a dia da população. O inovar e o "fazer" para aproximar as pessoas e proporcionar a elas, soluções para novas formas de convivência na cidade. Acreditando nestes preceitos, que também estão no dna do projeto, o São Paulo São participou do 'Make-A-Thon', durante o Festival do Clube de Criação deste último fim de semana na Cinemateca.
 
"O São Paulo São apoia a iniciativa e se integrou a ela pois acredita que a soma dos esforços criativos e de inovação traz ganhos para a população, proporciona humanização, estimula a convivência e melhora a qualidade de vida na cidade," ressalta Mauricio Machado, CEO do São Paulo São.
 
"Quando montamos o 'Make-A-Thon', nos preocupamos em formar uma rede de colaboração poderosa, capaz de gerar inovação em um curto espaço de tempo. Conexões e metodologia própria que podem atuar em parceria tanto com o setor privado quanto o público", comentam Mauro Cavalletti (Facebook), Pedro Gravena (FCB) e André Piva (Lov.) seus idealizadores.
 
E, a convite do São Paulo São, a primeira-dama de São Paulo, Ana Estela Haddad, coordenadora do São Paulo Carinhosa, participou, na manhã deste domingo, das atividades da oficina prática de inovação criativa como palestrante e estimuladora do processo.

 

Piva, Ana Estela, Mauricio Machado (São Paulo São), Gravena e Cavaletti. Foto: Eduardo Ogata / Secom.

A jornada durou dois dias, em módulos de 4 horas, com o tema "Será que a tecnologia é capaz de tornar as ruas de São Paulo mais lúdicas e interativas para nossas crianças?"

Criativos desenvolvem seus projetos. Foto: Eduardo Ogata / Secom.

Ana Estela Haddad esteve com os criativos e na companhia de Luciana Haguiara (AlmapBBDO), Janaina Borges (Contagious), Joanna Monteiro (FCB), Flávia Spinelli (Lov.), Juliana Constantino (Instagram) entre outros.

Ana Estela e as criativas. Foto: Eduardo Ogata / Secom.

Os grupos apresentaram os seus projetos para a primeira-dama que, além de avaliá-los, falou de seu trabalho à frente do São Paulo Carinhosa, programa que articula as políticas da primeira infância na cidade, junto de 14 Secretarias do Município. 

Ana Estela Haddad assiste e Fábio Simões (JWT) apresenta o projeto de seu grupo. Foto: Eduardo Ogata / Secom.

O 'Make-A-Thon' tem como escopo, ser uma oficina prática de inovação em trabalhos de comunicação que foca no exercício do “fazer”. Ao final, crianças também opinaram sobre a produção dos protótipos 'amigáveis' desenvolvidos na 'oficina'.

 
Protótipo sendo testado por crianças. Foto: Mauricio Machado.
 
 


O Festival do Clube de Criação 2015, que irá marcar os 40 anos da entidade, acontecerá nos dias 19, 20 e 21 de setembro, sábado, domingo e segunda, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

Já passaram pelos palcos do evento, nos últimos três anos, nomes internacionais como: Tham Khai Meng, Ogilvy’s Worldwide Chief Creative Director; Rosie Arnold, Deputy Executive Creative Director da Bartle Bogle Hegarty; Craig Davis, na época CCO da JWT; Peter Souter, CCO da TBWA Worldwide; Rodolfo Echeverria, Vice President of Marketing da Coca-Cola Latin America; Marc Baptiste, Fotógrafo; Joe Crump, Senior Vice President, Strategy & Planning da Razorfish; Jon Rose, Pro-Surfer e Fundador da ONG Waves for Water; Michael "Puck" Quinn, Creative Director do Blue Man Group; Chuck Porter, Cofundador e Chairman da Crispin Porter+Bogusky e Chief Strategist do MDC Partners; Ajaz Ahmed, Fundador e CEO da AKQA; Jonah Peretti, Cofundador do BuzzFeed e do The Huffington Post; Jonathan Briggs, Cofundador da Hyper Island; Laura Jordan Bambach, Creative Partner da Mr President e Cofundadora da SheSays; Matt Eastwood, Worldwide Chief Creative Officer da JWT, Sungwon Kim,Producer e Account Director da Dentsu Tokyo; Thorsten Harstall, Director do Adidas Creative Centre; Hugh Forrest, Cofundador e Director do South by Southwest Festival (SxSW).

Sem falar na incrível lista de talentos brasileiros, que não há como relacionar aqui porque são mais de 350 incríveis profissionais, não apenas do mercado publicitário, mas de todas as áreas que a economia criativa abrange.

Clique aqui e confira a programação.

Vale destacar que sócios do Clube de Criação não pagam para participar do Festival. Assim sendo, não perca tempo e providencie sua associação. Esse é apenas um dos benefícios garantidos aos sócios da entidade. Para saber mais detalhes, ligue para 11 30303-9322 ou envie email para [email protected].
 
A Mullen Lowe Brasil criou uma campanha para divulgar o Festival do Clube de Criação deste ano. O evento traz as novidades do mercado publicitário, como quem procura, persegue, mira e captura o conteúdo como um verdadeiro caçador. Com essa linha de direcionamento e ilustrações de caçadores hipsters, a campanha incentiva todos a se tornarem caçadores de tendências e de ideias.
 
Criativos na Cinemateca, edição 2014 do Festival do CCSP. Foto: Paula Barreto.
 
Serviço
Quando: 19, 20 e 21 de setembro
Local: Cinemateca Brasileira - São Paulo – Brasil
Largo Senador Raul Cardoso, 207, Vila Clementino
http://www.cinemateca.gov.br/

Hosted by Clube de Criação
www.clubedecriacao.com.br
https://twitter.com/CCSPoficial
 


Acontece no dia 23 de setembro a primeira edição do youPIX CON, evento que consolida a nova fase da plataforma/comunidade focada em discutir a cultura da internet. O encontro será em São Paulo fechado para convidados e com transmissão online. 

O objetivo é reunir creators, veículos, plataformas e líderes de cultura digital para discutir a indústria partindo de quatro temas: Conteúdo, Negócios, Tendências e Plataformas. Anteriormente, o youPIX reunia as celebridades da internet em um festival que chegou a 18 mil pessoas em 2014. Agora a intenção é focar em discutir os rumos dessa nova área com nomes relevantes do mercado.

Estão confirmados entre os keynotes nomes como John Green (fundador da Vidcon), Raphael Vasconcellos (diretor de soluções criativas do Facebook), Eco Moliterno (executive creative director da Africa), Thiago Hackradt (sócio e head of accounts da VICE), Alexandre Inagaki (social media consultant), Adriano Silva (fundador do Projeto DRAFT), Silvia Ruiz (diretora do Portal Vírgula), Julia Petit (criadora da plataforma Petiscos), Leandro Demori (editor do Medium Brasil), etc.

O evento é dividido em quatro espaços: Keynote Stage, How To Stage, #SocialCoffee 3 Corações e Think Groups. A programação acontece das 9h às 21h10. Para conferir a agenda completa, acesse o site.

O pacote "youPIX CON live & on" custa R$ 350,00 e dá acesso ao vivo à 31 palestras, painéis e workshops espalhados em dois palcos - Keynote Stage e How To Stage. Além disso, você também terá acesso aos vídeos on demand, pra assistir depois ou quando quiser.

Fique ligado nos parceiros de mídia - AdNewsTrampos.coBrainstorm9ProXXimaTRIP e Projeto Draft.

Eles vão liberar cupons de 25% de desconto em suas páginas e sites até a data do evento. 

Fonte: Youpix com informações Trampos.co.

 

 
Sites de financiamento coletivo (crowdfunding) estão crescendo em apoio e diminuindo em quantidade no Brasil.
 
Passados cerca de cinco anos desde que se tornaram novidade no País, as plataformas, hoje mais maduras, contabilizam um número crescente de usuários e projetos, quadro que se deve a uma maior confiança sobre esse tipo de negócio e a uma onda de novos empreendedores que buscam nesse modelo uma forma de testar suas ideias sem esvaziar o bolso. 
 
O crowdfunding funciona assim: um idealizador coloca seu projeto em um site de financiamento coletivo e estipula quanto dinheiro precisará para torná-lo realidade. 
 
Ele então oferece recompensas diferentes por faixa de valor aplicado por apoiadores. Se o valor for alcançado até um prazo estipulado, o idealizador recebe o montante. Algumas plataformas, mais flexíveis, admitem o recebimento mesmo sem ter-se alcançado a meta. 
 
Levantamento feito pelo Estado mostra que de 76 plataformas de crowdfunding criadas no País, apenas 31 permanecem ativas com projetos ou campanhas lançadas há pelo menos três meses. 
 
Dentre as sobreviventes, está a Kickante, um dos sites de apoio coletivo a projetos que registram crescimento relevante neste ano. “De outubro de 2013 até o final do ano passado tínhamos 1 mil campanhas e R$ 4 milhões em arrecadação. Somente em 2015, foram 8 mil projetos lançados e mais de R$ 10 milhões arrecadados”, afirma Tahiana D’Egmont, responsável pela Kickante. 
 
Para ela, o atual cenário econômico e o aumento de desemprego colaboraram indiretamente para a popularidade da plataforma. “A crise na economia é algo muito positivo para a gente. Crescemos muito neste momento”, conta Tahiana. 
 
Quem explica essa relação é o analista Claudio Soutto, da Deloitte, que aponta para o empreendedorismo como uma cultura crescente no País. “O modelo de emprego no Brasil e de profissão está mudando muito. Daqui alguns anos, a maioria dos empregos será de pequenas empresas que prestam serviço para outras organizações. O empreendedorismo hoje é muito mais acentuado do que anos atrás.” 
 
Para ele, esses novos pequenos empresários veem nos sites de financiamento coletivo uma forma de provar a demanda por seus produtos ou serviços, partindo de investimento e riscos muito baixos. 
 
“São plataformas democráticas, que permitem que qualquer pessoa, de qualquer classe, com uma boa ideia chame atenção de um público maior. É um prato cheio para o empreendedorismo”, acredita. 
 
Pesquisa realizada pelo Catarse embasa a relação entre crowdfunding e empreendedores. Segundo ela, 32% dos donos de projetos são donos de empresas. Uma das empresas que mais ajudaram na popularização do modelo de financiamento de projetos – sejam eles a gravação de um álbum musical, o desenvolvimento de um jogo ou o apoio a um projeto social – também relata uma explosão semelhante de seus índices. 
 
O Catarse, criado em 2011, contabilizou um crescimento de 23% no primeiro semestre deste ano na comparação ano a ano. “Nosso crescimento foi um ciclo: passamos confiança para quem tinha um projeto, ele passou confiança para quem queria apoiar e por aí vai”, conta Diego Reeberg, fundador do Catarse. ”Hoje, a maioria dos projetos que entram foram por recomendação de outras pessoas que usaram a plataforma.” 
 
As plataformas de nicho, que aceitam apenas projetos ligados a temas específicos, como livros, animais de estimação ou cervejas, também acompanham a alta. “Arrecadamos R$ 1,2 milhão apenas nesses primeiros seis meses. 
 
Na história da empresa, que criei em 2012, foram R$ 3,4 milhões”, conta Ariel Tomaspolski, cofundador da Juntos.com.vc, focada em projetos sociais. Segundo a dados da Massolution, empresa dos EUA que pesquisa e presta consultoria para o setor, a alta na arrecadação realizada pelo mercado de crowdfunding é observável em todo o mundo. 
 
Entre 2010 e 2014, o valor obtido com campanhas saltou de US$ 880 milhões para US$ 16,2 bilhões. A projeção para este ano mais do que dobra, podendo chegar a US$ 34,4 bilhões.

À brasileira 
 
Apesar da crescente popularização do crowdfunding, o brasileiro ainda tem receio de participar deste tipo de negócio. A falta de conhecimento sobre a ferramenta e o medo de realizar transações na internet são alguns dos motivos da falta de adesão, segundo Monica Penido, pesquisadora da área.
 
 “As pessoas tem medo de divulgar dados de cartão de crédito na internet, impossibilitando o apoio a projetos”, comenta. “O comportamento colaborativo parece ainda estar circunscrito ao círculo íntimo de cada apoiador de projetos.” 
 
Carlos Lima, fundador da Social Beers, site de financiamento coletivo focado em cervejas artesanais, ressalta que muitos ainda estão tentando entender a lógica desse sistema. “Recebo mensagens de gente que não entende a proposta e de outros felizes por terem entendido”, diz. 
 
“O crowdfunding, depois de todos esses anos, ainda é uma novidade.” Por aqui, a área de música é a que mais recebeu projetos até hoje (748), segundo levantamento do Catarse, seguida de cinema (698). 
 
O fato diferencia sites brasileiros dos americanos Kickstarter e IndieGoGo, que popularizaram o crowdfunding no mundo. 
 
Neles, projetos de inovação, anunciados por empreendedores ou grandes empresas são maioria. Mas a realidade no Brasil pode estar mudando. Um indício é o fato de o projeto com mais alto valor de apoio no Catarse ser inovador. 
 
Trata-se do Mola, um sistema de maquetes feito com molas e imãs, que arrecadou mais de R$ 600 mil. Luisa Rodrigues, fundadora do site Benfeitoria, diz que até incentiva o uso de crowdfunding como “ferramenta para prototipar e pré-testar uma ideia” mas “as pessoas e as empresas ainda olham com desconfiança para o modelo”. “Dessa forma, vemos que se tornou muito mais uma ferramenta de apoio a causas.” 
 
Apesar disso, o financiamento coletivo no País deve seguir crescendo, aposta Reeberg, do Catarse. “Os projetos não precisam de milhões de reais e milhares de pessoas. São comunidades, com 100 ou 200 pessoas, dispostas a financiar um projeto para tirar do papel. O crowdfunding preenche um papel que não tem ninguém para ocupar.”

Fonte: Redação Link.
 
 


Se você tem um projeto que tenham como propósito ampliar a participação feminina no setor de tecnologia, está no lugar certo!

O Prêmio Mulheres Tech in Sampa distribuirá 50 mil reais entre cinco projetos – dez mil reais para cada um – que estimulem o empreendedorismo feminino com foco em tecnologia e que sejam coordenados por mulheres. O objetivo é ampliar a participação de mulheres no ecossistema de startups da cidade por meio de iniciativas gratuitas ou de baixo custo.

Se animou? Então corra para inscrever seu projeto!  

Para participar as propostas de projetos devem ser focados na cidade de São Paulo e devem conter as características exigidas abaixo:

Difusão: Ações específicas de inspiração, difusão e valorização do empreendedorismo digital entre as mulheres, que apoiem o fortalecimento, participação e integração do ecossistema empreendedor feminino em atividades como, por exemplo, criação de empresas, investimento anjo, aceleração de negócios conteúdo, assessoria, palestras, vídeos, rodadas de negócios, encontros, interações e premiação.

Formação: Ações específicas de formação, capacitação, aperfeiçoamento e qualificação de mulheres interessadas em criar negócios digitais ou desenvolver atividades de programação e desenvolvimento por meio de cursos, oficinas técnicas, conteúdo online, assessorias, palestras, encontros e interações.

As inscrições começaram dia 1 de setembro e vão até o dia 16 de outubro de 2015. A data do anúncio das vencedores será divulgada em breve.

Acesse o site e saiba mais: http://mulherestechemsampa.com.br/