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Estamos inaugurando hoje uma nova fase, o youPIX FWD.

Enquanto a fase 1 era totalmente dedicada a trazer awareness pra cultura de internet e o universo de creators, a 2 fase vai estar totalmente focada em pensar o que essa revolução cultural-comportamental significa e discutir conteúdo digital e o mercado de creators.

Esse mercado já é extremamente profissional, um negócio gigante que movimenta bilhões de dólares anualmente, e no Brasil não existe ninguém analisando isso além do youPIX.

youPIX fase 1 era pageview, eventões pra milhares de pessoas, celebração, quantidade, eyeballs e viralidade.

youPIX fase 2 é relevância, pensamento, qualidade, engajamento, comunidade, discussão e impacto.

O que isso significa na prática?

1) Não teremos youPIX Festival esse ano
O youPIX Festival virou uma espécie de fanfest (onde fãs iam apenas pra tirar foto com seus ídolos) misturada com uma conferência (discussões, debates, workshops sobre conteúdo digital e creators).

Mas a parte fanfest foi sempre a que reuniu mais pessoas. Das 18 mil que estavam lá, quase 80% estava interessada mais na parte da zueira e menos na parte de discussão. Porém, no youPIX FWD, a nossa nova fase, vamos valorizar a parte do pensamento, que discute o mercado. Assim, nesse momento, não faz sentido fazer um eventão gigantesco pros fãs.

Sim, a gente também ama de paixão reunir toda a galera em um espaço pra 2 dias de muita festa e também sabemos que o youPIX Festival representava uma grande oportunidade pros fãs encontrarem seus ídolos pra tirar aquela selfie marota. Mas não fiquem tristes, estamos pensando em outros formatos que promovam esses encontros e em breve teremos novidades.

2) Teremos o youPIX FWD
Esse ano faremos um outro tipo de evento, fechado apenas para poucos convidados aqui em São Paulo, com objetivo de discutir e fazer uma imersão no mercado de creators e conteúdo digital.

Esse evento, que vai rolar no 2o semestre, vai reunir os mais relevantes creators, representantes das novas mídias digitais e marcas pra discutir temas essenciais para a evolução do mercado de conteúdo digital. Estão programados keynotes, debates, case studies e grupos de trabalho com foco em promover diagnótisco e apontar caminhos e tendências do universo do conteúdo digital brasileiro.

Ao final do evento, o youPIX vai produzir um paper e um mini-documentário sobre o que foi o encontro e as discussões. Esse material fará um retrato do mercado atual e deixará propostas para o seu desenvolvimento, de acordo com o que foi discutido nessa "reunião de cúpula da internet".

Pois é, vai ser bem foda e bem propositivo!

Como dissemos, o evento será fechado apenas para convidados, mas se você quiser saber mais sobre o que vai rolar, cadastre seu nome aqui: https://goo.gl/J615Oz

3) Mudamos pro Medium
Da mesma forma que as discussões mais sérias acabavam ficando diluidas dentro da festa que era o youPIX Festival, as nossas matérias e colunas mais reflexivas se perdiam no nosso site em meio às listas de memes, tumblrs do dia e outras coisas mais fun.

Vocês conhecem o Medium? O Medium foi lançado pela mesma galera do Twitter como uma opção de publicador que poderia salvar a internet do flood de informações e textos sem novidades que proliferam na rede. O slogan dos caras é “um lugar melhor pra ler e pra escrever coisas que importam” e, em geral, eles entregam o que prometem. Com essa premissa em mente, as pessoas que escrevem por aqui (como por exemplo, o ator Leonardo Di Caprio (https://medium.com/@LeoDiCaprio) costumam se engajar mais na qualidade dos textos e reflexões, o que transforma o Medium em um canal excelente pra novos pensamentos.

Como o youPIX fase 2 é justamente focado em pensamentos, resolvemos usar a própria plataforma do Medium pra fazer isso. A partir de hoje, você lerá as melhores análises e reflexões de gente foda do mercado digital sobre conteúdo e mercado de creators na nossa publicação.

Fizemos alguns testes nas últimas semanas publicando coisas antigas no Medium e o resultado foi muuuuuito interessante. Inclusive percebi o quanto somos tastemakers desse universo digital, já que recebi alguns emails, inbox e replies tentando entender o que significava nossa recente adesão ao Medium e o que estavamos achando. É isso que queremos fazer! Queremos fazer as pessoas pensarem sobre modelos há muito estabelecidos, queremos provocar o mercado e faze-lo evoluir.

Pra onde vamos? Ainda não sei! Mas clique aqui pra acessar a nossa publicação e aperte o botão de "follow" pra ficar sabendo quando lançarmos um conteúdo novo.


Você vai poder continuar acessando todo o arquivo do antigo site por aqui e nós continuamos fazendo parte da família Virgula.
Ainda não sabemos o que vamos fazer com a Memepedia, que é importante pra registrar a cultura viral e memética do nosso tempo. Em breve a gente conta o que vai rolar.

4) Outras coisas

Além do youPIX FWD e do Medium do youPIX, também estamos trabalhando com parceiros pra trazer pra vocês outras discussões, como por exemplo a websérie que fizemos com a galera da BitFilmes durante o SXSW e que tem 4 episódios focados em conteúdo. Dá o play aí que ficou foda: https://goo.gl/Xxkuyo

Também continuaremos usando toda a nossa inteligência e expertise sobre conteúdo digital, creators e millenials em outras frentes, como consultoria, palestras, atividades in company, aulas, rodadas de negócios, estratégia de conteúdo, projetos customizados e outros babados. Com tudo isso, sentimos que o youPIX FWD está olhando novamente pra frente e puxando a discussão sobre esse universo. Estamos deixando de lado conceitos que já vão ficando ultrapassados, como pageviews, pra ingressar de vez naquilo que acreditamos ser essencial nessa nova era: conversas e comunidades.

Alguns amigos próximos que ficaram sabendo da novidade antes consideraram nossa atitude ousada, mas nenhum deles achou que estavamos ficando loucos ou indo pro caminho errado.

Estamos indo pra frente!
Vamos juntos?

Por Bia Granja, co-fundadora do youPIX. E aqui, toda a história contada por ela, agora no Medium: https://goo.gl/y2nPnJ

 

Muita gente ouviu falar da Laboriosa 89, casa localizada na rua de mesmo nome, na Vila Madalena, em São Paulo. Isso porque a casa não era só uma casa. Desde fevereiro de 2014, abrigava um experimento bastante inovador, ligado a novas formas de organização e trabalho em rede. O espaço, porém, está fechando as portas. No último dia 30, em um comunicado no grupo do Facebook, o proprietário do imóvel anunciou que as atividades da rede naquele espaço serão encerradas no próximo dia 15 e as fechaduras da casa, trocadas. É o fim do ciclo. Será o fim de tudo? Longe disso.

Essa história começou em 2012, na Madalena 80, casa antecessora da Laboriosa 89, no mesmo bairro. Lá, Oswaldo Oliveira - economista, que depois de alguns anos no mercado financeiro se focou no estudo e prática da ciência de redes - fez com que brotassem os princípios base de uma organização mais distribuída e menos centralizada, como a autogestão, colaboração e horizontalidade. Em 2013, o movimento já era bem grande e a casa ficou pequena. Só então, com alguma experiência recolhida da Madalena 80 e após várias rodadas de cocriação envolvendo muita gente conectada a projetos que compartilhavam dos princípios de rede (incluindo pessoas de outras casas colaborativas ao redor do Brasil), que a Laboriosa 89, ou Lab89, nasceu.

De propriedade do coach Fabio Novo (que escreveu o comunicado citado no início desse texto), e antes sede de uma agência de publicidade, o espaço físico abriu as portas para o experimento de uma casa aberta. Na entrada, chaves da porta disponíveis para quem quisesse fazer uma cópia e usar. Lá dentro, apesar de bastante movimento e muita coisa acontecendo nos vários ambientes, não havia nenhum dono, gestor ou responsável pré-definido por qualquer das tarefas relacionadas à casa. Na web, a rede se materializava em um grupo de Facebook com inúmeros administradores e mais de 10 mil pessoas conectadas, além de um site com uma agenda aberta para que qualquer um pudesse checar espaços e horários livres, agendar e fazer seu evento, oficina, reunião ou workshop, sem nenhum pagamento compulsório.

“A sugestão era a de que quem usasse a casa contribuísse com o valor que quisesse, pelas caixinhas espalhadas pelo espaço ou com cartão de crédito, pela internet”, conta Juliano Souza, co-fundador da Melhor Escola, uma das iniciativas germinadas ali. A Laboriosa89 era o experimento vivo de um modelo organizacional onde os responsáveis não eram pré-definidos e qualquer um podia se responsabilizar, a qualquer tempo e pelo tempo que quisesse, para atender às necessidades da comunidade.

Ou, como Oswaldo Oliveira colocou nas redes sociais: “O que puxa é a necessidade do presente. Não há planejamento para eventuais necessidades que podem ou não acontecer no futuro. Qualquer um pode se empoderar. Não precisa de aprovação. Não há decisão coletiva para ser tomada em um campo de abundância. Só há decisões individuais que interagem com o todo”. 

Liberdade e autonomia não vêm com regras. Na casa havia apenas algumas instruções simples de como lidar com algumas coisas objetivas, como a limpeza. “A única regra, se é que podemos chamar assim, era a de que você poderia fazer qualquer coisa, desde que não comprometesse a existência do todo. Ou seja, o limite para a liberdade individual era a liberdade do outro, e a existência e preservação do espaço”, conta Camila Haddad, especialista em economia colaborativa e frequentadora da casa.

Um desafio encantador, mas nada fácil

Giovana Camargo, co-fundadora do Cinese, plataforma de aprendizagem colaborativa, fala sobre o choque que a proposta da Laboriosa provocava. “Estamos acostumados a estruturas hierárquicas. Vivemos padrões centralizados e estamos sempre buscando alguém para nos dar ordens e diretrizes. Quando qualquer estrutura diferente dessa se apresenta, ficamos confusos. A intenção da Lab89 era justamente essa: mostrar outras possibilidades de nos organizarmos como indivíduos”, diz ela. Esta é também a visão de muitas das pessoas conectadas à história do lugar, a de que a grande vocação da Laboriosa 89 é provocar relações horizontais e não hierárquicas, trazendo, inclusive, esse modo distribuído de se organizar para o trabalho, para um novo jeito de empreender. Um texto de Oswaldo fala disso, e das dificuldades que traz: 

“É difícil empreender em rede. Primeiro porque não estamos acostumados a olhar para dentro de nós mesmos. Estamos acostumados a nos apoiar nas próteses da hierarquia. Somos um cargo, uma empresa, um título, um projeto. E nestes lugares não somos, só estamos”.

Não à toa, foi na Lab89 que centenas de projetos inovadores, colaborativos e em rede, surgiram e se desenvolveram. Além do já citado Cinese (plataforma de aprendizagem colaborativa), o Estaleiro Liberdade (autoconhecimento e empreendedorismo), o Educando por projetos (plataforma de aprendizagem por interesse), o PegCar (compartilhamento de automóveis), o Unlock (plataforma de financiamento coletivo recorrente), o Roupa Livre (projeto de consumo colaborativo que propõe a ressignificação de peças de vestuário), e inúmeras outras iniciativas que compartilharam bases de colaboração, liberdade, autonomia e não-hierarquia. 

“Na Lab89, encontrei um campo aberto de possibilidades. Muito da minha história profissional do último ano tem a ver com o que vivi na casa”, diz Safiri Félix, fundador do Coinverse, de compra e venda de bitcoins. 

Com o rompimento de vários paradigmas antigos, o que de longe parecia ser só um ótimo espaço para se trabalhar, de perto, passou a ser bem mais que isso. A experiência de empreender na casa e o processo de troca e conexão constantes parecem ter transformado não só o rumo de vários negócios, mas também se tornado um veículo de desenvolvimento humano e pessoal. 

“A Lab89 foi, para mim, um espaço de livre interação social, onde aprendi a enxergar que possibilidades são potencialidades. Lá, percebi a importância de existir zonas temporárias de autonomia para conhecer pessoas através da minha própria experimentação, abraçando o erro e permitindo o acerto”, diz Lella Sá, coaching e co-fundadora do Estaleiro Liberdade. 

Coerentemente com a proposta de rede, a sustentação da casa também era distribuída: quem quisesse, usuários do espaço físico ou não, poderia contribuir para que a casa existisse através do Unlock, plataforma de financiamento coletivo recorrente similar a um crowdfunding, mas para o apoio de projetos a longo prazo. Com este modelo, a casa chegou a ter centenas de apoiadores e a arrecadar mais de 15 000 reais mensais em um ano de existência.

Se era tão legal, por que acabou?

Apesar de o financiamento pelas pessoas ter sido colocado em prática desde o início, junto com a transparência financeira, foi Oswaldo quem garantiu os aluguéis de antemão para o proprietário no primeiro ano da casa — o que, para muitos, teria sido uma estratégia um bocado paradoxal. Assim, com seu desligamento do projeto, no começo de 2015, houve uma dificuldade da rede em seguir ocupando a casa e renovando propósitos e ideais coletivos.

“Se criou, de certa forma, uma dinâmica um pouco dependente do iniciador. Ele garantiu por muito tempo financeiramente o espaço e também sustentou o campo de interações. Com a saída abrupta dele, esses dois pilares ficaram faltando”, diz Sergio Andrade, do Educando por Projetos.

Além da dificuldade em encontrar um equilíbrio financeiro, alguns também reforçam a importância que se criou em torno da presença do iniciador, beirando uma dependência. “O Oswaldo nos ensinou a trabalhar em rede, de modo mais horizontal, aberto e fluído, e aprendemos muito. Mas vejo que as pessoas tiveram dificuldade em seguir passando o aprendizado para frente, protagonizando essa história. Ele era o único apto e disposto a conduzir, ensinar”, diz Paula Belleza, chef de cozinha e fundadora de um blog de culinária e canal no YouTube, que usava a casa como espaço para suas gravações e aulas.

O comunicado de Fabio Novo é extenso e revela algumas partes chatas da rotina, do cotidiano, de cuidar da uma casa que se tornam pequenos pesadelos dentro de um sonho de colaboração permanente e harmoniosa. Displicência no trato com o lixo, falta de iniciativa em repor um galão de água, abandono dos espaços e o arrombamento e saque da caixinha que ficava na cozinha são eventos citados. Ele escreveu: 

“Tem hora que é para a gente começar, tem hora que é para persistir e continuar e tem hora que é para terminar. Acho que é este o caso aqui."

Ele prossegue e diz que, embora não seja uma decisão fácil, tem certeza de que é a decisão correta. “Estou com a consciência tranquila e acredito que, de uma forma ou de outra, este movimento ajudará no processo de amadurecimento de todos nós e abrirá espaço para muitos outros movimentos inovadores e criativos. Afinal, em 18 meses de ocupação este projeto proporcionou infinitas interações, conexões, descobertas e aprendizados”, escreveu. Quanto a isso parece não haver dúvidas. Bem maior que questões individuais, fica uma visão mais ampla de um aprendizado coletivo que ainda está em curso. “Temos um grande caminho para trilhar quando o assunto é a combinação de compromisso e liberdade. Estamos aprendendo. E a Laboriosa 89 foi um passo extremamente importante nesse sentido”, diz Camila Haddad. Sua sócia na Cinese, Giovanna Camargo, complementa: “Precisamos compreender que o fim não significa necessariamente fracasso. No caso da Lab89, o fim da casa é parte de um ciclo. Muita gente passou por ali, se transformou e transformou seus negócios, e vai semear uma nova cultura daqui em diante”. 

Um encerramento que não é o fim 

O próprio Oswaldo Oliveira concorda que a casa fechar as portas não representa o fim de algo que se semeou por lá e que é muito maior que aquele espaço. Ele falou ao Draft: “A rede transcende o espaço físico, não tem nome nem lugar. Lugares servem de espaços para acolher a manifestação física do que é de natureza virtual”. Oswaldo lembra a trajetória dessa experiência, que começou antes da Madalena 80, passou estes últimos 18 meses na Laboriosa 89 e, agora, seguirá em frente: 

"A casa será entregue e a rede continuará a sua manifestação em outros lugares. Alguns já existem e, no tempo deles, morrerão também. Outros não existem ainda mas nascerão, no seu tempo. E assim a vida segue tendo como única constante a transformação.” 

Muitos dos empreendedores e parceiros da rede, de fato, aguardam o surgimento de outros espaços com os mesmos princípios. “A casa não é a rede mas, sem um espaço físico agregador, a rede perde força. As conexões presenciais são muito importantes, e, até por isso, tenho certeza que elas vão encontrar outros espaços para acontecer”, diz Juliano Souza. 

Outros já protagonizam histórias parecidas com a da Lab 89, aplicando os aprendizados em vários empreendimentos e cidades diferentes, reproduzindo acertos e testando outros caminhos possíveis. 

É o que aconteceu com Felipe Kuster, fundador da Solimões 541, casa colaborativa em Curitiba que nasceu inspirada na Laboriosa 89. “Acordei um dia e percebi que estava sustentando um discurso, reproduzindo algo. Foi quando resolvi me desconectar um pouco do Oswaldo e da Laboriosa 89 para criar algo realmente genuíno e fazer o que eu achava que tinha que ser feito, naquele contexto particular”, diz ele, hoje à frente de um projeto autônomo, laborioso, como várias outras casas e movimentos em rede pelo Brasil. Segue o jogo.   

*Anna Haddad, autora desse texto, é empreendedora, fundadora da Cinese, e participou da rede Lab 89 no último ano.

Fonte: Draft. 

 


Como parte de seu programa Facebook na Comunidade, a empresa começará em agosto a dar aulas gratuitas de computação, programação e desenvolvimento de apps em Heliópolis, a maior comunidade de São Paulo. Os cursos abertos acontecerão no Laboratório de Inovação da rede social, localizado dentro do bairro, na zona sul da capital paulista.

De acordo com o comunicado oficial da empresa, o conteúdo das aulas englobará “conceitos básicos do funcionamento de computadores”, algoritmos e linguagens de programação. Além disso, os alunos interessados serão introduzidos ao desenvolvimento de apps e saberão como aplicar esse tipo de conhecimento no dia a dia, recebendo ainda um certificado caso compareçam a todas as aulas.

Os responsáveis por aplicar os cursos serão engenheiros do próprio Facebook, que explicarão todo o conteúdo em cinco aulas, em cinco quintas-feiras, totalizando 15 horas de aprendizado. Segundo Artur Souza, diretor de engenharia da rede social no Brasil, “o aluno conseguirá fazer pequenas aplicações para ajudá-lo no dia a dia” quando completar o cronograma. “O curso também será a base para que aqueles que estiverem interessados possam ir além e criar pequenos jogos, aplicativos móveis e websites”, explicou, no comunicado.

As aulas de programação são parte da iniciativa Facebook na Comunidade, fruto do apoio do SEBRAE e da IAB e de uma parceria da rede social com a Prefeitura de São Paulo e com os Governos do Estado e Federal. O projeto começou em março com o treinamento de uma primeira turma de empreendedores, que se formou ainda em maio deste ano. 

O curso de Introdução ainda formou uma segunda turma no final deste mês de junho, e a partir de 1º de agosto passará a ter a companhia dos futuros programadores. Se você mora na região e tem interesse em computação, dá para fazer a inscrição na sede da associação de moradores (Unas), que fica na Rua da Mina, 38, ou no Laboratório de Inovação do Facebook, localizado na Rua Jovens do Sol, número 128. As aulas devem começarm no mesmo mês, ir das 14h às 17h e ocupar cinco quintas-feiras.

Gustavo Gusmão, de INFO Online.

Projeto Red Bull Basement está com inscrições abertas e vai bancar o desenvolvimento de projetos em prol de uma cidade mais conectada.

Há cerca de dois anos a Red Bull escolheu uma antiga subestação de energia da década de 20 para se tornar o endereço da Red Bull Station, um ambiente com foco em projetos experimentais de artes e música. O endereço – no meio da Praça da Bandeira, no centro de São Paulo, e a poucos metros de diversos marcos da cidade – tornou-se o local ideal para pensar em como trazer mais inovação para a cidade. Nesta segunda-feira, 6, o espaço abre o seu primeiro edital para selecionar projetos que usem a tecnologia para promover melhorias em São Paulo.

Trata-se do Red Bull Basement, um programa de produção, pesquisa e difusão de projetos que explorem formas colaborativas de experimentação com mídias digitais. O programa vai oferecer uma residência para desenvolvedores digitais criarem seus projetos para a cidade dentro de um laboratório no porão do Red Bull Station entre os meses de setembro e novembro. Podem se inscrever programadores, hackers e desenvolvedores de software.

Serão selecionadas cinco pessoas que vão receber uma ajuda de custo semanal entre R$ 375,00 (para quem é da capital) e R$ 500,00 (fora da capital) e vão ter à disposição material como placas Arduíno, sensores, impressoras 3D, giroscópios e acelerômetros para tirar suas ideias do papel e testá-las. “Hoje existem poucos espaços de criação e para o desenvolvimento de projetos de pesquisa. Será bacana se nós conseguirmos bons resultados ao fim da residência, mas para nós o mais importante é a experimentação”, diz Gisela Domschke, criadora do Laboratório de Mídias do Museu da Imagem e do Som de São Paulo (LABMIS) e curadora do projeto. As inscrições podem ser feitas por meio do site do Red Bull Basement. Como conectar a cidade?

Um exemplo do bom uso da tecnologia aplicada às cidades está dentro do próprio grupo de profissionais contratado para organizar a ação da Red Bull. Andrei Speridião, criador do projeto Bueiros Conectados, será um dos mentores do projeto. “A cidade gera dados sobre si mesma o tempo todo. Um bueiro em más condições pode gerar quedas ou inundações. Por que não colocar um sensor na tampa e conectá-los a um app no smartphone pelo qual as pessoas podem acompanhar as condições do bueiro e denunciar problemas na Prefeitura?”, diz Speridião.

Junto com ele, na equipe de acadêmicos do projeto, estão Lucas Dupin, que já trabalhou na área de desenvolvimento digital de empresas como Coca-Cola, Google, Nike e TED; Thiago Avancini, atual Creative Technologist do Google; e Gabriel Laet e Pedro Fonseca, que dirige o projeto digital Vanilla Unusual Projects.

Festival

O projeto prevê também um festival de tecnologia, o Red Bull Basement Festival, que tem como tema o uso criativo da tecnologia digital para a realização de transformações positivas para o centro de São Paulo. Serão três dias de conversas, hackathon, workshops e sessões abertas para o público geral e com participação gratuita.

Uma programação paralela de conversas, workshops, apresentações de projetos e ideias voltadas aos residentes será desenvolvida ao longo dos três meses.

“A tecnologia permite consultar os cidadãos das vontades deles. Sistemas inteligentes já são usados na cidade para muitos serviços, a questão é como usar isso de forma mais positiva para o cidadão”, diz Gisela.

Ao fim da residência, os cinco selecionados apresentarão os projetos desenvolvidos no chamado Media Day para que os projetos sejam apresentados para o público, formadores de opinião, lideranças da cidade e investidores. A expectativa da Red Bull é repetir o projeto uma vez a cada ano.

Por Ligia Aguilhar no Link.

 

“Jornalismo” e “empreendedorismo”. Até pouco tempo atrás, convenhamos, essas duas palavras não combinavam. Eram quase antíteses. Afinal, em termos de sucesso e profissionalismo, o autêntico jornalista, de corpo e alma, era aquele que trabalhava em um grande veículo de notícias (é só fazer uma autorreflexão e pensar quem são os jornalistas que você admira) e ponto.

Falar em inovação nesse meio era raridade. Um preciosismo que só costumava dar as caras quando a pauta do dia era a história de algum engenheiro, economista, médico, advogado ou garoto prodígio que, fabulosamente, havia criado algo novo. Algo que rendesse, além de uma boa reportagem, comentários entre colegas de redação do tipo: “pô, bem que eu podia ter uma ideia como essa”. Claro, que alguns profissionais já trabalhavam fora de redações, em agências de comunicação, assessorias de imprensa ou em corporações. Mas jornalistas não costumavam ser empreendedores. Sim. Os tempos mudaram. Estão mudando, e vão seguir mudando.

A revolução digital pode não ter eliminado as mídias convencionais (impresso, rádio e televisão) como alguns chegaram a profetizar. Mas, indiscutivelmente, seu fortalecimento modificou muito o mercado de comunicação — e a cabeça de muita gente. Seja pela necessidade ou pelo puro prazer de desbravar novos horizontes, novatos e veteranos estão se aventurando mais e tentando construir um novo jornalismo independente e empreendedor.

As empresas de conteúdo jornalístico ainda são minoria no universo das startups. Também estão longe de ser as mais cobiçadas pelos investidores. Mas, aos poucos, um novo ecossistema tem sido desenhado com base em novos modelos de negócio e até mesmo em valores já esquecidos em algumas redações. Abaixo, listamos quatro projetos inspiradores. Coincidentemente (ou não), os seus fundadores são jornalistas que já trabalharam em diferentes veículos tradicionais e que, agora, possuem um sonho em comum: construir um novo jeito de se contar histórias.  

Brio – plataforma multimídia

Lançado há pouco mais de um mês, o Brio funciona como um “clube” colaborativo de jornalismo. Seguindo os moldes do conceito de crowdsourcing (criação colaborativa), os usuários podem consumir e também veicular reportagens na plataforma – e receber uma grana por isso. “Acreditamos que existem muitas pessoas carentes de um jornalismo de alta qualidade. Queremos que o Brio seja visto como uma produtora referência em jornalismo para qualquer pessoa que queira ler ou produzir um conteúdo de qualidade, aprofundado e relevante”, diz Felipe Seligman, um dos fundadores da plataforma. 

Para ter acesso ao conteúdo do site, o leitor precisa desembolsar alguns trocados. E existem dois formatos de pagamento: via tickets (em média 3,90 dólares por reportagem) ou assinatura (5,90 dólares para ter acesso a todas as reportagens do site). Da receita arrecadada, 55% vai para o autor da matéria e 45% fica para o Brio. “Estamos buscando um modelo financeiramente sustentável e os próximos meses serão importantes para ver se isso vai dar certo ou não”, afirma Felipe. 

Fluxo – redação colaborativa

O Fluxo é um espaço colaborativo, instalado no centro da cidade de São Paulo, que qualquer jornalista ou comunicador pode utilizar para produzir diferentes formatos de conteúdo – jornais, revistas, programas de rádio e televisão, transmissões ao vivo, fotografias e por aí vai. “Somos um estúdio, uma redação, um canal, um projeto editorial tentando se descobrir”, conta Bruno Torturra, fundador do projeto. A ideia surgiu após o jornalista participar da criação de alguns coletivos de mídia. Entre eles, o PósTV e a Mídia Ninja que, em 2013, ganharam bastante repercussão durante a cobertura dos protestos políticos que ocorreram em todo o país.

Apesar do Fluxo ainda não ser autossustentável, Bruno acredita no potencial financeiro da empresa. “Eu definiria nossas fontes de receita como um modelo misto: apoio direto do público em contribuições mensais, apoio de algumas organizações para projetos específicos e também com eventos aqui no estúdio. Estamos tentando provar que um modelo de negócio para a imprensa emerge junto o com seu público”, diz ele.  

Agência Pública – jornalismo investigativo

Criada em 2011, a Agência Pública se tornou uma das principais – e mais premiadas – produtoras de reportagens especiais do país. Como o nome sugere, ela exerce um papel de agência independente e abastece mais de 60 portais de notícia com as matérias que desenvolve. As pautas são focadas na cobertura dos direitos humanos. “Nascemos para preencher um buraco que havia no jornalismo brasileiro. Nós contamos histórias de alto interesse público, mas que as mídias convencionais não dão mais conta de cobrir”, afirma Natalia Viana, uma das fundadoras da Pública. 

O modelo de negócio baseia-se no conceito de crowdfunding (financiamento coletivo). Instituições e leitores podem dar apoios em troca de benefícios. “Estamos inclusive em uma nova etapa de validação e, a partir de agora, as pessoas que acreditam e investem no nosso jornalismo poderão votar e escolher o que a gente deve apurar. A nossa ideia é criar realmente uma comunidade em que todos possam participar da elaboração das notícias”, conta ela.

Ponte – jornalismo investigativo

Natalia Viana fez parte também do grupo de 16 jornalistas fundadores da Ponte: um veículo independente de jornalismo que nasceu com apoio institucional da Agência Pública. Com foco principalmente em segurança pública, propõe-se a revelar fatos importantes que as mídias em geral tendem a “esquecer” – como, por exemplo, crimes envolvendo policiais. Para manter-se em tal objetivo, a Ponte adota um modelo colaborativo, sem fins lucrativos e sem nenhuma filiação partidária.

De acordo com Bruno Paes Manso, um dos jornalistas à frente da operação da Ponte, esse tipo de cobertura é essencial para a construção de uma sociedade mais justa. “O principal problema do Brasil, mais até do que a desigualdade social, é a desigualdade de direitos. As pessoas mais ricas não deveriam ter mais direitos do que as pessoas mais pobres. Nosso objetivo com a Ponte é revelar as injustiças que são cometidas diariamente no Brasil. Atualmente, esse nosso trabalho acontece de forma voluntária. Mas ser sustentável é uma preocupação que temos para nunca precisarmos abandonar o projeto”, diz ele.

Não tem jeito: o jornalismo está mudado. 

Além da veia empreendedora, os três jornalistas compartilham opiniões semelhantes, principalmente quanto ao futuro da profissão. E antes que haja qualquer dúvida, vale adiantar: o jornalismo não está morrendo. Pelo contrário.

“O jornalismo está mais vivo do que nunca. Vivemos um momento de grande incerteza em relação ao futuro de nossa profissão, mas definitivamente não sobre sua necessidade. O que precisamos fazer é encontrar novas formas de faturamento e empacotamento”, diz Felipe.

Bruno Torturra complementa: “Quando alguém diz que o jornalismo está morrendo, no fundo, essa pessoa está falando que o modelo de negócio, a estrutura industrial e comercial que manteve o jornalismo durante o século 20 está morrendo. E apenas isso é verdade”.

Sobre os motivos de tantas mudanças, Natalia aponta duas questões principais: as demissões em massa nos veículos tradicionais e, consequentemente, a piora na qualidade do conteúdo produzido dentro deles. “A crise nas redações é eminente e com isso muitos repórteres bons estão sendo demitidos. Naturalmente, os jornalistas estão deixando de pensar simplesmente como trabalhadores de uma indústria para atuar como protagonistas de um novo processo.”

Apesar de otimistas com o futuro, os três também fazem algumas ponderações. Bruno dá a letra: “Há um limite claro para esse novo jornalismo. Primeiro, porque empreender não é para todo mundo. Segundo, porque não cabe todo mundo”

O fundador do Fluxo também acredita que esse novo movimento empreendedor só se tornará escalável e efetivamente sustentável se o assunto começar a ser discutido dentro das universidades. “Certamente, os novos jornalistas precisam sair das escolas com alguma formação em empreendedorismo e também em outras áreas ainda pouco discutidas. Como, por exemplo, programação e direitos autorais.”

A dificuldade de atuar em algo para o qual não se estudou (e, na maior parte das vezes, nunca se imaginou fazendo) é latente. Bruno Paes Manso, da Ponte, fala a respeito: “Não é fácil para um jornalista aprender o que é ser empreendedor. Principalmente para a velha guarda que sempre teve chefe e nunca precisou se preocupar com a criação de modelos de receita e outras questões que envolvem o desenvolvimento de um projeto”.

Já a preocupação de Natalia com o futuro consiste na responsabilidade social que o empreendedorismo traz. “Nós, que somos pioneiros nesse processo temos, há anos, trabalhado com muita seriedade para provar que o jornalismo produzido de forma independente pode ser muito melhor e relevante do que o tradicional. É importante que as novas gerações tenham realmente vontade de assumir esse papel protagonista e também tenham consciência do que isso significa”, diz ela.

No entender de Bruno, da Ponte, esses novos veículos só sobreviverão se tiverem realmente uma grande preocupação com a credibilidade. Para ele, o maior desafio é criar um jornalismo que se diferencie dos conteúdos que são compartilhados nas redes sociais e que se tornam virais. “Muitas vezes, o bom jornalismo é o que as pessoas em geram não querem ver e ler”, diz.

A sugestão de Felipe para quem pensa em empreender está na formulação de um produto consistente. “O universo das startups nos mostra que a maioria dos novos empreendimentos não vinga. No fim das contas, um novo veículo jornalístico precisa resolver um problema para um grupo suficiente de pessoas para se tornar relevante.”

Quer saber mais sobre o novo jornalismo empreendedor? Confira mais alguns projetos.

1) Repórter Brasil – ONG jornalística que veicula reportagens especiais sobre situações que ferem os direitos trabalhistas e causam danos socioambientais.

2) Amazônia Real – veículo independente e sem fins lucrativos que busca por meio do jornalismo investigativo revelar questões que envolvem a Amazônia.

3) Think Olga – veiculo digital que promove uma discussão em torno da feminilidade e dos direitos da mulher.

4) Torcedores – portal de notícias esportivas com foco nas pessoas que são apaixonadas por esportes.

Filipe Callil no Draft.


O CAF - Banco de Desenvolvimento da América Latina - promove a quarta edição do concurso para projetos urbanos que melhorem a qualidade de vida nas cidades latino-americanas. O concurso tem sua origem na ideia de que cerca de 80% da sua população está concentrada em cidades e enfrentam desafios de inclusão social nestes cenários, nos quais o desenvolvimento urbano é um elemento fundamental para ajudar na sua resolução.

As inscrições estarão abertas até o dia 15 de setembro de 2015 e podem participar projetos a serem realizados na Argentina, Barbados, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Jamaica, México, Panamá, Paraguai, Peru, República República Dominicana, Trinidad e Tobago, Uruguai e Venezuela.

Na edição anterior, o projeto premiado foi “Mapocho Pedaleable”, do Chile, que, nas palavras do júri, "é uma iniciativa que beneficiou uma população de tamanho significativo através da economia de meios." O site do projeto: http://pedaleable.org/mapocho-pedaleable/

As regras do concurso estão disponíveis no site. Lá também estão disponíveis as informações sobre prazos, prêmios, jurados e requisitos a serem cumpridos tanto pelos projetos como pelos participantes.

CAF em como missão incentivar o desenvolvimento sustentável e a integração regional através do financiamento de projetos dos setores público e privado, do fornecimento de cooperação técnica e de outros serviços especializados. Fundado em 1970 e formado atualmente por 19 países - 17 da América Latina e do Caribe junto com Espanha e Portugal - e 14 bancos privados, é uma das principais fontes de financiamento multilateral e uma fonte importante de conhecimento para a região.

Mais informações aqui: http://www.caf.com/

Fonte: ArchDaily.