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São Paulo São Negócios


Faz um tempo, um dia, o Felipe me perguntou: "não tem algum jeito de a gente juntar em algum lugar isso que você lê e o que a Belinha lê? Não é necessariamente notícia, mas é interessante e seria legal mais gente poder ver, não?”
 
Começou assim. Um ménage a “um montão”. Junta o teu Feedly com o meu Flipbpard com esses malucos que você segue no Twitter e outros que eu sigo no Instagram e temos… Um lugar para papos sérios e nem tanto. Um lugar para falar do que quisermos sem esperar likes, sem querer que ninguém concorde com a gente. Nossa única expectativa: começar uma conversa. 
 
Juntamos um time bacana, provocamos uns aos outros, fizemos aula de wordpress, pedimos ajuda aos amigos e colaboração até pra família e hoje, oficialmente, colocamos no mundo nossa voz. Ao invés de apenas juntar os Feedlys aos Flipboards, pusemos todo mundo pra escrever - até a Roberta escreveu! - e iniciamos um monte de conversas gostosas. 
 
Welove.com.br é a expressão "tipo-site” (falado: tipo-saite) do Coletivo WeLove: um espaço livre para a exposição de ideias e troca de inspiração entre pessoas interessantes e interessadas. Se para você, assim como para nós, falta conversa boa, ouvir além de falar e assinar embaixo quando escrevemos – ou dizemos – algo; acho que você vai gostar. 

Logo, teremos eventos, linhas exclusivas de produto e, se tudo der certo e ainda mais gente ajudar: publicações. Sim. De papel. 
 
Por agora, entre lá, leia os textos e me diga se tem vontade de colaborar. Mande pros amigos, poste no Face, no Twitter, no Snapchat e até escreva um post-it na mesa, se quiser. Toda ajuda é bem vinda e toda opinião também. 
 
Fica aqui meu agradecimento aos nossos editores e amigos do coração Luciana Minami, Adler Berbert e Roberta Romano. Sem vocês não teríamos um lançamento hoje.  
 
Aos nossos primeiros colaboradores: Julie Orberg Piovezanni, Marco Piza, Mauricio Costa, Lita Forbes e Maluh Bastos. Obrigada pela confiança, generosidade e carinho. Estamos super felizes de papear com vocês.  
 
Ao meu amigo e compadre Guy Costa e nossa tripla Ricardo Sarno. Nossa identidade visual é o que vocês enxergaram e traduziram e a gente promete fazer essa marca bem forte, pra vocês terem muito orgulho de ser parte dessa história.  
 
E aos meus co-fundadores Renata Porto, Felipe Veiga Barros e Isabela Abrantes. Vamos fazer nossa parte por um mundo mais interessante. 
 
Você aí, que eu spameei (via email). Obrigada pela paciência de ler até aqui. Agora, leia lá. E entre na conversa! E lembre-se: ainda estamos em beta. E assim estaremos por um tempinho… ;-) 

Beijo, Fefa  

Fernanda Romano uma das mais criativas publicitárias brasileiras das últimas décadas, com carreira nas principais Agências do Brasil e exterior, é sócia-fundadora e diretora criativa da Malagueta Content. 
 


Estabelecimentos receptivos com ciclistas, mapeamento de rotas, manutenção, redes sociais. Conheça apps que auxiliam ciclistas a ter uma viagem mais segura e interativa.
 

Três vezes por semana, o empresário Giovani da Silva Almeida, do Instituto CicloBR, guia amigos e conhecidos para pedalar. Antes de sair, Giovani traça a rota utilizando serviços voltados para ciclistas, facilitando o trabalho e impossibilitando problemas no percurso.

“A tecnologia voltada para o ciclista está bem avançada e acessível a todos”, conta Giovani. “Há cinco anos, para mapear um trajeto tinha que ser na raça, visitando o local antes de colocar os amigos em uma enrascada. Hoje, diversos amigos utilizam aplicativos para pedalar.”

Giovani não está sozinho na união entre tecnologia e bicicleta. O professor de geografia Marcelo Duílio do Nascimento vai pedalando diariamente para o trabalho, cobrindo os 9 Km de ida e volta sem precisar de transporte público ou automóvel. Entusiasta de bike e tecnologias, ele utilizava apps para traçar percursos e acompanhar a distância percorrida.

“Usava muito o Sports-Tracker (Android, iOS e Windows Phone), mas também já usei o Endomondo (Android, iOS e Windows Phone) e o Strava (iOS e Android).

Todos servem para você registrar o treino ou o passeio, permitem compartilhar em redes sociais e analisar desempenho por diversos dados colhidos durante o percurso”, conta Marcelo.

Confira dicas de apps e serviços:

Pedalando em rede

Muitos aplicativos apostam na criação de um ambiente virtual para que haja interação entre eles. Este é o caso do Strava, Endomondo e Sport-Tracker.

Atualmente, o Strava é o mais popular. Ao invés de simplesmente registrar o percurso e mostrar algumas informações, ele cria um ambiente virtual para que ciclistas interajam e compartilhem dados, rotas e estatísticas. Esta interação, aliás, acabou gerando uma competição mundial, onde ciclistas batalham para elevar a posição no ranking de quilômetros percorridos.

Uma ferramenta dentro da plataforma, porém, faz ainda mais sucesso: a Segmentos. Ela permite que usuários escolham rotas determinadas, como uma subida ou um terreno acidentado, para criar uma competição de quem a completa mais rapidamente. Isso cria um ranking específico, fomentando a competição entre amigos e conhecidos.

O ciclista britânico David Taylor percorreu 301 km para virar um artista-herói no Strava.

O app dinamarquês Endomondo possui a mesma função: identificar informações da rota e, depois, compartilhar com outros usuários da rede. Um diferencial que vale nota é o de permitir que, durante o percurso, os usuários mandem mensagem para amigos pela plataforma e criem competições em determinados trechos da rota.

Já o Sport-Tracker se popularizou muito no Brasil. Criado por ex-funcionários da Nokia, ele possibilita, além da divulgação de informações e estatísticas, que o usuário poste fotos ou compartilhe quais músicas foram ouvidas no percurso.

Para o empresário Giovani da Silva Almeida, o grande diferencial desta modalidade de apps para bicicletas é a interação criada. “O grande barato de usar estes apps é poder compartilhar e provar com todos que você estava pedalando em lugares sensacionais. Isso atrai mais pessoas para o pedal, seja em um parque percorrendo 3 km ou fora dele aventurando-se em 100 km.”

Quebrou? Conserta

Phill Gradwell / Flickr.

Alguns aplicativos visam criar uma maior segurança para ciclistas. Bike Repair (iOS e Android) e Bike Doctor (iOS), por exemplo, apresentam soluções para problemas mecânicos. Assim, caso aconteça algo quando o ciclista está longe de uma oficina, o app pode ajudar na resolução do problema.

O Bike Doctor possui a facilidade de ter um banco de dados com soluções mecânicas, que pode ser acessados mesmo se o ciclista estiver sem acesso à rede de dados. Além disso, traz dicas de limpeza e conservação da bike, ensina os consertos mais comuns e também ajuda a identificar problemas mais complexos.

Já o Bike Repair é mais parecido com um guia prático. Com 58 tutoriais de reparo, o guia possui fotos detalhadas que auxiliam a resolver problemas graves de mecânica.

O professor Marcelo Duílio, no entanto pondera que tecnologias a favor dos ciclistas ainda precisam de aprimoramento e maior diversidade. “Acredito que a tecnologia precisa ajudar mais no campo da segurança”, comenta. “Existem bons produtos no mercado, mas isso tudo chega muito caro no Brasil, o que atrapalha a popularizar a bike no País.”

Onde ir

BikeIT é um serviço ideal para saber quais os melhores lugares para você e sua bike. O site indica estabelecimentos que possuem boa estrutura e são gentis com ciclistas através de um sistema de votação e comentários de usuários. Locais mal avaliados ficam marcados sinal amarelo, os mais queridos ficam verdes.

Reprodução.

O BikeIT foi criada pelos integrantes do coletivo CRU, grupo brasileiro voltado para ações urbano-artísticas que idealizou e desenvolveu a plataforma em 2011. “Estávamos numa mesa de bar, pensando nas dificuldades da vida do ciclista, falando dos lugares que são difíceis de nos receber”, conta Luiza Peixe, uma das ativistas à frente do projeto. “Pensamos num mapa colaborativo que as próprias pessoas da comunidade cicloativista pudessem indicar lugares que recebem bem as bikes.”

Para Luiza, a plataforma não quer só ajudar a comunidade de ciclistas, mas também promover estabelecimentos “bike friendly”. “Acho interessante que muitos donos de estabelecimentos não veem benefícios em colocar paraciclos no lugar de uma vaga de carro”, comenta. “Um paraciclo no lugar de uma vaga, porém, pode fazer o dono ganhar 30 clientes ali. E nós queremos, exatamente, promover esses lugares.”
 
“Um paraciclo no lugar de uma vaga de carro, pode fazer o dono ganhar 30 clientes. Nós queremos promover esses lugares.” Luiza Peixe cofundadora do Coletivo Cru.
 

Atualmente em 14 cidades brasileiras, o BikeIT já está quase entrando em sua próxima versão, a qual transformará os locais apontados no mapa em perfis. “Atualmente, os estabelecimentos possuem apenas uma avaliação. O restante entra como comentário. Na nova versão, a plataforma ficará mais interativa e colaborativa. Os perfis de lugares aceitarão todas as avaliações, que resultarão em uma média, avaliando estrutura e gentileza”, explica Luiza.

Já o Warm Showers é uma rede que interliga hóspedes e anfitriões que andam de bicicleta em todo o mundo. Está viajando de bike e não tem onde parar? É só buscar um “anfitrião” mais próximo e solicitar a estadia. Segundo o site, a estadia pode ser “um sofá, um quarto ou um lugar para acampar.”

Por onde ir
 
Reprodução.Uma das mais de 50 mil rotas em São Paulo compartilhadas no Map My Ride.
 

Traçar rotas antecipadamente é algo de extrema importância para quem fará longos trajetos. Aplicativos e sites como o Map My Ride, por exemplo, usa o GPS para antecipar novas rotas e prever qual será o consumo calórico do percurso.

Um mais interessante ainda é o BikeMap. Com uma banco gigantesco de rotas oficiais e de usuários, o site e aplicativo (Android, iOS e Windows Phone) oferecem ampla gama de opções para o ciclista ter em mente qual o melhor percurso a ser realizado. E a variedade é imensa. Só na cidade São Paulo, por exemplo, são mais de 1000 rotas cadastradas.

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Mateus Mans no Link do Estadão.

 


Um conteiner instalado numa praça pouco conhecida na região da Avenida Paulista tem chamado a atenção de quem está acostumado a passar às pressas por lá.
 
A Praça dos Arcos é mais um espaço gastronômico da cidade, mas com uma proposta um pouco diferente. Quem está à frente da cozinha industrial montada na caixa metálica são jovens da periferia de São Paulo que sonhavam em ter o próprio negócio no ramo da gastronomia e não cozinheiros profissionais. A comida vendida é produzida com alimentos orgânicos provenientes de pequenos produtores também da periferia da capital e com preços não superiores a R$ 15.
 
O projeto Cozinha São Paulo é uma iniciativa do Instituto Mobilidade Verde, que trabalha eventos de ativação de espaços públicos. A proposta levou um ano para ser viabilizada e tem apoio da iniciativa privada e da prefeitura. Por um ano, o conteiner terá a cada mês um cozinheiro diferente. Jovens da periferia com vocação e interesse na área gastronômica estão sendo recrutados. Eles estão passando por treinamento e recebendo orientações que vão desde a execução dos pratos idealizados por eles à gestão do próprio negócio. Todo o dinheiro arrecadado ficará com o cozinheiro, segundo o presidente do Instituto Mobilidade Verde, Lincoln Paiva.
 
- "A gente quis juntar duas ideias que eram como transformar aquele espaço público subutilizado em algo para a população e como ajudar aquelas pessoas que têm vontade de empreender no ramo da gastronomia, mas não têm condições financeiras" - explicou Paiva.

 
 
Ele contou que o conteiner de gastronomia colaborativa é um contraponto à onda dos food trucks. Os donos de food trucks são, em sua maioria, pessoas que amam cozinhar, que estavam exercendo outra profissão e decidiram abrir o próprio negócio. Na periferia está cheio de pessoas com esse mesmo perfil, mas com a diferença de que não têm o dinheiro necessário para levar isso adiante. Eu tenho dito que esse projeto, além de um novo espaço gastronômico na cidade, é uma fábrica para ajudar a realizar os sonhos desses cozinheiros amadores. A proposta é seja comida boa a barata.

A instalação da cozinha na Praça dos Arcos começou há cerca de uma semana. O valor investido até o momento foi de R$ 350 mil vindos de apoiadores da iniciativa privada. O custo total do projeto está estimado em R$ 600 mil. Ao final de um ano de atividade, o conteiner todo equipado será doado à prefeitura.

Como a base do cardápio é de produtos vindos de pequenos produtores, os pratos não serão fixos. Haverá sempre uma opção para vegetarianos e não-vegetarianos. Mas o menu será decidido a cada dia de acordo com a oferta dos alimentos. Outra ideia é informar no cardápio a procedência dos produtos.

- "O fato de ter que trabalhar com o alimento que estiver disponível no dia será um aprendizado e tanto para os cozinheiros. Já pra os clientes, será garantia de estar comendo um alimento sempre fresco. Também estaremos dando visibilidade a esses pequenos produtores dentro da cidade e incentivando as pessoas a conhecerem essa possibilidade de consumo. A ideia é resgatar aquela coisa de saber o que se está comendo, de onde vem os alimentos que estão no prato. Isso é algo que se perdeu principalmente nas grandes cidades" - disse Paiva.

O site: www.cozinhasp.org

Endereço: Praça dos Arcos (cruzamento das Avenidas Paulista e Angélica e Ruas Minas Gerais e Itápolis).

Fonte: O Globo / Silvia Amorim.

 


Criadores do projeto Login Cidadão foram à Estônia entender como o país conseguiu se criar sobre plataforma digital.

Durante o desenvolvimento do Login Cidadão pelo governo do Rio Grande do Sul, foi organizada uma viagem para a Estônia, com o apoio do Banco Mundial, Há duas décadas, o país do leste europeu é tido como um dos maiores exemplos – ao lado de outros como Reino Unido, Israel, Nova Zelândia – quando o assunto é governo eletrônico.

Entre os seletos membros da viagem, estava o analista de sistemas da Procergs, Ricardo Fritsch, que lembra da surpresa de se deparar com um país “montado sobre tecnologia”. A digitalização do governo e a oferta de serviços, segundo ele, só foi possível por existir um sistema integrado, no qual o cidadão tem uma identidade que o autentica no meio online ou fora dele. “É um sistema de vida baseado no digital.”

“Cada um deles tem um cartão com um chip que serve como identificação, passaporte, carteirinha de estudante, histórico médico, ou qualquer outra coisa necessária frente a um serviço público”, diz.

Mais do que um sistema de armazenamento de informações, a solução utilizada autentica processos. Ele dá o exemplo de um sujeito que vai ao médico e recebe um receituário. “Na farmácia, ele apresenta o seu e-ID (cartão de identidade eletrônica), que autoriza a sua compra.”

O complexo sistema, batizado de X-Road, permite ainda que o cidadão use a mesma identidade para serviços no banco ou na compra de um imóvel.

O sistema foi consolidado de tal maneira que possibilita cidadãos participarem de eleições remotamente. Apesar ter estreado em 2005, o modelo chegou a contar com 24% dos votos emitidos online nas eleições parlamentares de 2011 (inclusive de cidadãos fora do País).

A Estônia dá ainda outra lição, esta voltada para a garantia de controle dos dados pessoais pelos cidadãos. O sistema registra os indivíduos que, por alguma razão, acessarem o perfil de um estoniano. Se, por exemplo, um policial checar dados privados de um cidadão sem motivo razoável, ele poderá responder na Justiça caso o dono dos dados se sinta invadido.

“Eles também adotam uma política muito transparente por conta do digital. Por exemplo, todos os softwares que o governo usa são livres. O X-Road roda em Linux (núcleo de sistemas operacionais livres), o sistema de votação roda em Linux e o código do software usado na votação está publicado no GitHub (popular biblioteca online de softwares de código aberto)”, diz o analista.

Na viagem, ficou evidente a distância da realidade brasileira em relação a do país báltico. Fritsch aponta ainda o fato de não existir aqui uma identidade única (hoje, é possível ter um RG em cada Estado brasileiro) e termos só 48% da população com acesso à internet em casa como grandes barreiras. “Se quisermos chegar lá, essa evolução a gente vai ter que fazer.”

Por Murillo Roncolato no LINK.


Comida peruana de qualidade e a preços justos fazem o paulistano se deslocar a uma área de cidade que espanta a maioria.

Quem passa pela rua Aurora fica com uma imagem pouco agradável do centro de São Paulo. Em um dia comum, dá para ver, em poucos quarteirões, uma batida policial, pessoas ébrias num boteco de esquina, lixo espalhado pela calçada e um cartaz que diz “o crack tem solução”. Sem dúvida, o passado dessa via paulistana, entregue por hotéis e edifícios residenciais antigos que ainda existem por lá sob de camadas de poluição, foi mais dourado do que o seu presente, no coração da chamada Cracolândia. Mas nem tudo o que existe ali deixa de reluzir.

O ouro da rua Aurora é hoje um restaurante de comida típica peruana. Inaugurado há 10 anos por Edgar Villar, o badalado Rinconcito Peruano atrai funcionários de empresas instaladas no centro da cidade (sobretudo bancos) para almoçar ali durante a semana. E desloca pessoas dos mais distantes bairros paulistanos para experimentar seu menu tradicional, aos sábados e domingos, em que a casa alcança lotação máxima e ainda cria uma fila de virar quarteirão. Mas o que será que faz a classe média paulistana perder o medo da Cracolândia? A velha e abençoada fórmula da comida boa, bonita e barata, que aplicada à gastronomia peruana – para muitos especialistas, a melhor e mais elaborada da América Latina – é de fato uma bênção.

Os mais atentos já devem ter notado que nos últimos dez anos a cozinha do Peru se tornou uma espécie de moda, inclusive no Brasil, lento para assimilar a cultura da vizinhança. Esse feito se deve não só à sua qualidade intrínseca, mas ao esforço do renomado chef peruano Gastón Acurio, que se inspirou nos franceses (estudou na famosa escola de chef Cordon Bleu) para promover a cultura de seu país através da comida. Funcionou. Há uma profusão no mundo restaurantes peruanos hoje, o Peru está no mapa cultural global e os peruanos se sentem orgulhosos disso. O único problema é que raro encontrar um desses restaurantes mantenha a qualidade e a beleza dos pratos sem cobrar por isso uma pequena exorbitância.
 

Desde o princípio, o projeto era oferecer o que ele sabia fazer bem e sem frescuras: ceviches e outros pratos com peixes e frutos do mar, receitas de todos os dias no Peru como o lomo saltado (filé em tira com tomate e cebola roxa servido com batata frita e arroz), o arroz chaufa (espécie de arroz chinês com legumes e carne, à moda peruana) e as papas a la huancaína (batata servida com um molho à base de queijo e pimenta). Tudo isso e mais faz parte do cardápio da casa, a preços que variam de 10 a 15 reais para as entradas e de 20 a 40 reais, em média, para os pratos principais. O ceviche de pescado, por exemplo, que em muitos peruanos gourmetizados custa em média 50 reais (ou mais, afinal o céu é o limite) em versão individual, no Rinconcito custa 28 reais.

Edgar sabe bem quem é Gastón Acurio. “Admiro muito seu trabalho. Ele colocou muitos grãos de areia no caminhão da comida peruana. Meus respeitos”, diz. Mas, à frente do Rinconcito, que em setembro inaugura dois novos endereços (um ainda no centro e outro no Tatuapé), ele preferiu manter a conta de um tamanho amigável. Ainda por cima, só emprega em seu staff (que de hoje é de mais de 40 pessoas) imigrantes peruanos que, como ele, chegam a São Paulo com o sonho de prosperar.

Serviço:
Rinconcito Peruano - R. Aurora, 451, Tel: 3361-2400.

Camila Moraes no El País.

 

 

De acordo com um levantamento da ABStartups - Associação Brasileira de Startups, São Paulo é o estado que mais concentra startups em todo o país, com aproximadamente 28% dos empreendimentos inovadores presentes no Brasil.

O estado atingiu a marca de 1 mil empreendimentos cadastrados no banco de dados da entidade, o StartupBase. Não é só a grande quantidade que impressiona. SP apresenta um grande crescimento no setor. Nos últimos quatro meses, por exemplo, o número de startups aumentou nada menos que 21%.

Segundo Guilherme Junqueira, gerente executivo da ABStartups, os números são frutos de uma combinação de várias características. “São Paulo agrega os principais fatores para o desenvolvimento de um ecossistema de startups, o que inclui alcance de mercado, concentração de capital e investidores, enorme mercado B2B e B2C, promoção de eventos semanais e excelentes talentos formados em universidades da região”, explica Junqueira.

O Global Startup Ecosystem Ranking 2015, por sua vez, destacou a cidade de São Paulo como um dos espaços mais promissores do mundo. Segundo ele, a capital é a 12ª melhor cidade do planeta para começar uma startup, além de ter o melhor ecossistema para empresas deste tipo da América Latina.

“São Paulo se difere dos outros ecossistemas porque tem fatores culturais e sociais únicos. Assim, a cidade se tornou abrigo de startups com potencial global em áreas como economia criativa, mobilidade urbana, finanças, educação e saúde”, finaliza Junqueira.

Redação: Administradores.com