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'Pare Azul' da Appmoove.'Pare Azul' da Appmoove.O mercado de mobilidade urbana é uma área muito explorada pelas startups. O empreendedor Nichollas Marshell é um Nichollas Marshell. Foto: Divulgação.Nichollas Marshell. Foto: Divulgação.fornecedor da prefeitura de São Paulo e conta quais são os desafios enfrentados para virar um fornecedor da administração pública. Ele criou um app de zona azul, que é um sistema de estacionamento rotativo em São Paulo.

A cidade de São Paulo tem cerca de 40 mil vagas de Zona Azul, que só podem ser pagas em aplicativos. A empresa do Nichollas é uma das 16 fornecedoras do serviço em SP. O projeto envolve não só o aplicativo, mas também a customização, de acordo com o que a prefeitura quer disponibilizar, como preço e informação, já que é um serviço público feito por uma empresa privada. E tem que ser feito de uma forma bem criteriosa.

Os cuidados começam já no processo que escolhe a empresa que vai ser contratada: por meio de licitação. Com a prestação de serviço para a prefeitura de São Paulo, Nichollas Marshell fatura R$ 80 mil por mês e agora vai começar a atuar em mais duas cidades.

O professor de estratégia do Insper, Sandro Cabral, explica que caso a empresa não cumpra aquilo que foi prometido, pode sofrer sanções e essas sanções variam de multas até a impossibilidade de realizar transações com o governo no futuro.

O aplicativo criado pelo Nicholas funciona assim: o motorista seleciona o veículo que quer estacionar e o período de tempo que quer estacionar. E a compra de créditos para pagar as vagas também é feita pelo próprio aplicativo, que mostra no mapa quais ruas têm o estacionamento rotativo. O empresário explica que há dois anos não se falava de Zona Azul de app digital.

Em São Paulo, o serviço acabou de completar um ano de uso. A capital paulista foi a cidade pioneira a ser 100% digital nessa questão. A cidade tem mais de 8,5 milhões de veículos.Ou seja, há muito espaço para vender para o governo no Brasil, onde 13% do PIB são compostos por compras públicas.

AppMoove - Pare Azul

Contato: [email protected]
Site: www.pareazul.com.brwww.appmoove.com.br

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Fonte: Pequenas Empresas e Grandes Negócios.

Entre os dias 5 e 12 de novembro, a capital paulista recebe a terceira edição da São Paulo Tech Week (SPTW). O evento busca reforçar o posicionamento da cidade como hub global de inovação e estimula as organizações a utilizarem a semana como plataforma para negócios, para exposição de produtos e serviços inovadores e para formar novos talentos.

A expectativa é que sejam realizados mais de 200 eventos focados no futuro da tecnologia, envolvendo cerca de 75 mil pessoas e incentivando a geração de negócios e as iniciativas sociais para inclusão digital, desenvolvimento e formação de novos talentos.

Evento terá também a apresentação dos conceitos da Inteligência Artificial de uma maneira prática e acessível. Imagem: iStock.Evento terá também a apresentação dos conceitos da Inteligência Artificial de uma maneira prática e acessível. Imagem: iStock.O presidente da São Paulo Negócios, agência responsável pela organização da SPTW, Juan Quirós, enfatiza que o objetivo do festival é espalhar pela cidade diversas atrações explorando o que promete ser o futuro, fazendo do município palco para experimentação de tecnologias inovadoras. “O importante é mostrar ao Brasil e ao mundo que São Paulo é o lugar certo para investir e fazer negócios em tecnologia”, destaca Quirós.

Um dos eventos-âncora do festival, o IT Forum Expo acontece nos dias 7 e 8 de novembro, espera 8 mil profissionais da área e trará palestrantes como Lucas Vargas, CEO do Viva Real; Marco Antonio Carvalho, Head de Growth Management Latam do Facebook; Fernando Nogueira Cesar, Gerente de OEM e Soluções IoT da Dell; Marcelo Porto, presidente da IBM Brasil; e Fiamma Zarife, diretora-geral do Twitter no Brasil, entre muitos outros.

Outros destaques da agenda:

- Remada na Quebrada [5 de novembro]: ação gratuita mantida por moradores do Grajaú (zona sul da capital paulista) para estimular a prática do remo e o contato com a represa Billings. Na SPTW, o projeto irá realizar um workshop  – livre para todas as idades – que promove a vivência náutica com barcos feitos com garrafas Pets. A atividade custa R$25,00 por participante e acontece das 10h às 13h.

- B2Mamy Start Social [7 de novembro]: em parceria com a Adesampa, o B2Mamy Start Social vai conectar e preparar mães para o ecossistema empreendedor. Será um dia inteiro de inovação para as mães empreendedoras que movimentam a economia em comunidades da cidade de São Paulo. O evento é gratuito e acontece das 9h às 18h.

- Oficina de pilotagem de drones [7 de novembro]: esta oficina tem como objetivo introduzir os conhecimentos e práticas de pilotagem de três diferentes tipos de drones. A oficina acontece das 13h às 17h e é destinada a maiores de 16 anos. Valor R$150,00.

- Oficina de montagem de drones [9 de novembro]: oficina que tem como objetivo a iniciação as técnicas e informações necessárias para a construção de pequenos drones. O evento acontece das 13h às 17h e é destinada a maiores de 16 anos. Valor R$150,00.

- Hypnocreative [10, 11 e 12 de novembro]: treinamento vivencial que aborda os desafios e dilemas enfrentados nos novos contextos, capacitando os participantes para a compreensão dos fluxos criativos por meio de técnicas de hipnose. O workshop acontece a partir das 19h30 no dia 10 e nos dias 11 e 12 o dia inteiro. O valor é R$1.800,00.

- Impressão 3D – aprenda a materializar seus objetos digitais [11 de novembro]: curso que aborda os conceitos básicos de operação, configuração e manutenção de impressoras 3D, desde a obtenção do arquivo 3D até o acabamento da peça impressa e solução dos problemas mais comuns. O workshop acontece das 9h às 17h e custa R$400,00.

- Mini Robôs Artistas [6 e 7 de novembro]: os adolescentes do Projeto Arrastão montarão “bichos robôs” com peças cortadas a laser, mini motores elétricos e sucatas. Cada robô fará desenhos com canetas acopladas em suas pernas. No dia 6, a oficina acontece das 8h30 às 11h e no dia 7, das 13h30 às 16h.

- Game Design [7 de novembro]: Heloísa Yoshioka ensina a projetar a estrutura de jogos online e offiline. Este workshop acontece das 19h30 às 22h30 e tem valor de R$112,50 e é destinado a designers, gamers e curiosos pela área.

- Oficina Agro – Sensorizando sua horta [8 de novembro]: nesta oficina será conectado uma série de sensores a uma planta. A ideia é mostrar que fazer um protótipo eletrônico nos dias de hoje utilizando o IBM Bluemix é mais fácil do que se imagina. O evento é gratuito e acontece às 19h.

- Introdução à Inteligência Artificial [11 de novembro]: apresentação dos conceitos da Inteligência Artificial de uma maneira prática e acessível. O evento é gratuito e acontece das 9h às 17h.

- Minas Programam na Arena Black Rocks [11 de novembro]: a atividade na Arena Black Rocks é composta por dois momentos. Primeiro, uma conversa sobre a presença das mulheres na tecnologia, divisão sexual do trabalho e racismo no setor da tecnologia. Em seguida, uma atividade prática de introdução à programação, com dicas de como se tornar uma programadora e se identificar com uma linguagem de programação. A atividade é gratuita.

As inscrições para as empresas interessadas em promover eventos durante a SPTW podem ser realizadas no site www.saopaulotechweek.com, onde também é possível conferir a agenda completa do festival.

Serviço

São Paulo Tech Week
Quando: de 5 a 12 de novembro de 2017.
Onde: Transamerica Expo Center e outros locais de São Paulo.
Agenda: www.saopaulotechweek.com/techlovers
Informações: www.saopaulotechweek.com

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Com informações Pineapple Hub.

A partir de hoje, a cidade de São Paulo recebe um novo app de mobilidade urbana: o 4 Move. O serviço chega à capital paulistana com o objetivo de ser mais vantajoso, seguro e divertido que a concorrência. Além de reunir as funcionalidades básicas encontradas nos apps como Uber, 99 e Cabify, que já agradam os paulistanos, o 4Move faz uma aposta que segue as tendências globais ao investir na gamificação do app.

Para começar a usar, o usuário primeiro deve escolher seu avatar, boneco que será o seu ícone no app, procedimento similar ao de um videogame. Quando a corrida começa, cada quilômetro rodado é transformado em pontos, que fazem o avatar subir de fase. Cada novo patamar alcançado rende prêmios ao passageiro, que vão de ingressos para o cinema, vouchers para restaurantes, smartphones, até viagens para a Disney ou Cancún com acompanhante e tudo pago, por exemplo.

Os pontos também podem ser transformados em desconto em viagens futuras ou trocados por dinheiro vivo, que pode ser transferido para a conta corrente do usuário.

Existem quatro formas diferentes de viajar com o aplicativo: Blue, a versão mais barata, mas com carros vistoriados pela 4Move para garantir o padrão de conforto; Black, a versão premium, com carros executivos; Táxi Comum e Táxi Executivo. “Nossa ideia é estimular os passageiros a inserir de vez essa opção de transporte na rotina, mas para isso temos que ser vantajosos financeiramente, além de entreter o usuário”, diz o CEO e cofundador da 4Move, Julio Cesar, reforçando que o aplicativo não vai praticar tarifa dinâmica.

Ao Startupi, Julio fala sobre a estratégia da empresa de premiar os usuários. “Nossa ideia é ser a opção mais vantajosa e divertida para o usuário e para os motoristas. Por isso, ao invés de investir parte do nosso faturamento em propagandas para atrair mais pessoas, preferimos investir em recompensar as que já estão com a gente e estimular elas a trazerem seus amigos, criando uma rede mais segura e confortável.”

“Nascemos demonstrando e criando um efeito maravilhoso que fazia tempo que não acontecia nas redes sociais. Os primeiros usuários testaram o serviço e automaticamente criou-se uma rede de compartilhamento e recomendações que fez com que o app fosse baixado mais de 100 mil vezes nas três primeiras horas”, explica o CEO.

“Vamos brigar com as grandes, mesmo sem ser grande, mas com uma estratégia criativa e com foco nos clientes”, avisa Julio Cesar. Foto: Divulgação.“Vamos brigar com as grandes, mesmo sem ser grande, mas com uma estratégia criativa e com foco nos clientes”, avisa Julio Cesar. Foto: Divulgação.Para usar o app, é preciso ser convidado. Cada novo usuário poderá personalizar um código para ser compartilhado entre os seus amigos. Quando cada um desses amigos utilizar o código para fazer o primeiro acesso, os pontos de quilômetros rodados deles também serão contabilizados na conta do usuário que fez o convite, acelerando o processo de recolher prêmios, converter os descontos ou receber o dinheiro de volta. “Queremos que o 4Move seja o melhor aplicativo tanto para o usuário, quanto para o motorista”, explica George Gomes, CIO e cofundador da startup.

Treinamento e apoio aos motoristas parceiros

“A popularização dos aplicativos de transporte no Brasil se deve muito ao serviço diferenciado que era prestado quando os produtos ainda eram novidade, e abandonar isso irrita muito os usuários”, relembra Cesar. Com isso em mente, a 4Move construiu em sua sede em Alto de Pinheiros, na Zona Oeste da capital paulista, um Centro de Excelência em Atendimento para dar treinamento e suporte aos motoristas parceiros.

Além de dicas de atendimento, comportamento com os passageiros e segurança, o espaço tem infraestrutura para que os veículos passem por vistoria antes de entrarem em ação e os motoristas só são aceitos por meio de indicação de veteranos bem avaliados.

Durante esse período, os parceiros são informados que o sistema de avaliação, em que os passageiros atribuem notas de 0 a 5, afeta diretamente no valor recebido pela corrida – notas mais altas valem mais dinheiro. 

A cada corrida realizada, os motoristas também somam pontos e podem convidar amigos para usar o app e aumentar seu faturamento. Os bônus por quilômetros rodados, notas altas e elogios dos passageiros viram pontos que também serão trocados por mais dinheiro e prêmios. “A ideia é que o motorista tenha ferramentas e seja motivado a prestar o melhor serviço possível, pois isso interfere diretamente na capacidade de faturamento dele”, explica Adriano Soncini, sócio.

Mercado

Existem quatro formas diferentes de viajar com o aplicativo. Imagem: Reprodução.Existem quatro formas diferentes de viajar com o aplicativo. Imagem: Reprodução.

O plano da 4Move é dominar 10% do mercado de São Paulo já nos primeiros 12 meses de operação. “Vamos brigar com as grandes, mesmo sem ser grande, mas com uma estratégia criativa e com foco nos clientes”, avisa Julio Cesar. A empresa nasce com um aporte na casa dos 10 milhões de reais, proveniente de grandes investidores internacionais. “Por isso vamos apostar em construir uma rede de usuários e parceiros que nos faça crescer com foco em qualidade e em uma convivência mais humana”, diz o CFO e cofundador da empresa, Hector Felippe.

Assista o video e entenda como funciona.

O aplicativo está disponível para download na Apple Store e GooglePlay.

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Fonte: Startupi.

‘Mulheres invisíveis‘. Foto: Catarina Martins Tenório / Divulgação. ‘Mulheres invisíveis‘. Foto: Catarina Martins Tenório / Divulgação. Maria Guimarães não viveu nos anos 1960 de Peggy Olson, a publicitária da série “Mad Men”, mas bem que poderia. Afinal, para ela, pouca coisa mudou: as salas de criação das agências continuam apinhadas de machos alfa, com duas ou três mulheres tentando remar contra a maré.

Cansada desse seriado da vida real, ela e a sócia, Thais Fabris, que vivia a mesma situação, resolveram criar a consultoria de comunicação 6510 (leia “meia cinco dez”) há dois anos e meio. O grande sonho, no entanto, só ganhou forma agora: está no ar, desde setembro, o primeiro banco de imagens totalmente dedicados a fotos de mulheres da vida real, o Mulheres Invisíveis. Ali não há espaço para a loura, alta, magra e deslumbrante que seus colegas adoram pôr nas propagandas de cerveja — ou de qualquer outra coisa que precise de figuras femininas.

— Nossa ideia sempre foi fotografar mulheres que não aparecem na mídia, apesar de serem a cara do nosso país. Escolhemos negras de cabelos crespos, tatuadas, gordas, lésbicas, trans e não binárias. Gente que está aí, vivendo a vida, mas não tem espaço na publicidade — conta Maria, de São Paulo, que escolheu o nome 6510 pelo fato de “65% das brasileiras não se identificarem com a forma como são retratadas nas propagandas” e pelos 10% de mão de obra feminina nas áreas criativas das agências no Brasil.

Imagem do banco ‘Mulheres invisíveis‘ - Foto: Catarina Martins Tenório / Divulgação. Imagem do banco ‘Mulheres invisíveis‘ - Foto: Catarina Martins Tenório / Divulgação.

Para o Mulheres Invisíveis, que, até o momento, tem cerca de cem imagens, a ideia inicial é mostrar duas situações que dificilmente fogem dos esteriótipos: a mulher trabalhando e fazendo exercícios físicos.

— É muito raro achar foto de uma mulher negra ou gorda trabalhando num escritório. E é corriqueiro procurar este tipo de ambiente em bancos de imagens — diz Maria, de 30 anos. — O assunto ginástica também é clichê: há sempre alguém magro fazendo uma atividade muito difícil.

As modelos (três delas em fotos destas páginas) foram selecionadas pelo coletivo Catsuo, formado pela fotógrafa Catarina Martins, pela stylist Suyane Ynaya e pela diretora de arte e beleza Lídia Thays. As três foram responsáveis por toda a concepção visual do projeto e fizeram uma seleção de personagens via Facebook, como costumam fazer nos editoriais de moda do coletivo.

Imagem do banco ‘Mulheres invisíveis‘ - Foto: Catarina Martins Tenório / Divulgação. Imagem do banco ‘Mulheres invisíveis‘ - Foto: Catarina Martins Tenório / Divulgação. — A gente optou por não usar agência de modelos, apesar de algumas trabalharem como tal. Aquelas meninas são pessoas do nosso cotidiano. Costumamos falar que é um casting real: nossas amigas e amigas de amigos que conseguem imprimir esse olhar — conta Catarina, de 24 anos, quatro deles dedicados à fotografia de moda, e que hoje colabora também com o coletivo Mooc e com a Conspiração Filmes.

Além de diversidade, a outra ideia da iniciativa é trazer soluções para orçamentos apertados. Segundo Maria, em sites estrangeiros, até há algumas poucas opções de “mulheres invisíveis”, mas que chegam a custar US$ 600. Não mais: nessa leva de fotos é possível baixar uma por US$ 10, dependendo da quantidade de créditos comprados no Fotolia, site que hospeda a galeria de imagens.

Para quem sentiu falta de outros tipos de mulheres no banco, Maria avisa que ele vai crescer em breve. E muito por causa da colaboração de gente que soube, pelas redes sociais, do lançamento do Mulheres Invisíveis.

É a primeira coleção de banco de imagens com fotos que mostram a cara das brasileiras que a gente vê nas ruas. Foto: iStock. É a primeira coleção de banco de imagens com fotos que mostram a cara das brasileiras que a gente vê nas ruas. Foto: iStock. — Fizemos uma “instamission” (missão no Instagram, que convida usuários a postarem de acordo com determinados temas) para as pessoas fotografarem tipos de mulheres que queriam ver. Agora, estamos pegando autorização dessas fotos para colocar no banco — conta Maria, que prevê novidades até o início do ano que vem.

No total, são mais de 100 imagens criadas pela 65|10 em parceria com o coletivo CatsuStreet e à venda nos bancos de imagens da Adobe: o Fotolia e o Adobe Stock.

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Por Talita Duvanel no Jornal O Globo.

Ao decidir comprar um imóvel no bairro de Campos Elísios, no centro de São Paulo, saltaram aos olhos da curadora, empresária e pesquisadora de cultura urbana Caru Albuquerque o baixo valor e o espaço dos apartamentos, além dos detalhes históricos esculpidos nos edifícios. Ela comprou e reformou um apartamento no Edifício Cícero Prado, na Avenida Rio Branco, ícone da arquitetura modernista.

A empresária e pesquisadora de cultura urbana Caru Albuquerque. Foto: Helvio Romero/ EstadãoA empresária e pesquisadora de cultura urbana Caru Albuquerque. Foto: Helvio Romero/ EstadãoQuando olhou com atenção ao redor, porém, Caru começou a sentir falta de serviços básicos: bares, restaurantes e farmácias. Para acessá-los, precisava recorrer a estabelecimentos de bairros vizinhos, como Santa Cecília. Também começou a perceber que amigos e parentes tinham medo de visitá-la, pela proximidade com a região da Cracolândia. Conversando com moradores do bairro, concluiu que as demandas dela eram as mesmas da vizinhança.

Caru aproveitou, então, sua experiência na área da cultura e da pesquisa urbana e criou no início deste ano um projeto para tentar incluir o bairro no roteiro histórico e cultural da cidade, com economia criativa e promoção de eventos culturais. Nasceu o ‘Subcentro‘, um projeto cultural que busca chamar atenção de moradores, turistas e empresários da cultura para o Campos Elísios.

O projeto está mapeando ateliês, galerias, centros culturais, bares e restaurantes para articular a realização de eventos coletivos que estimulem a movimentação de pessoas no bairro. O evento de lançamento do projeto aconteceu neste domingo (22) na Praça Olavo Bilac, perto do Elevado Presidente João Goulart, o Minhocão.

Além da feira, roteiros históricos por casarões e equipamentos culturais do bairro estão sendo preparados. “O Campos Elísios é o subúrbio do centro, por isso o nome Subcentro. O nosso bairro tem mesmo características de interior. A verticalização em massa não atingiu o bairro, que tem muitos imóveis tombados”, explica Caru. “Queremos fazer um site com toda a programação dos eventos do bairro”.

Estigma

Projeto, criado no início do ano por curadora, tenta incluir novamente o tradicional bairro de Campos Elísios no roteiro histórico e cultural. Foto: Folhapress.Projeto, criado no início do ano por curadora, tenta incluir novamente o tradicional bairro de Campos Elísios no roteiro histórico e cultural. Foto: Folhapress.Octavio Pontedura, sócio-proprietário da Refúgios Urbanos – imobiliária com foco na história e na arquitetura – diz ter observado, de alguns meses para cá, um movimento, “ainda tímido”, de gente mais jovem passando a procurar apartamentos no bairro.

Segundo ele, são pessoas com idade entre 35 e 40 anos, solteiras ou casadas, e sem filhos. “Apartamentos nessa região são amplos e confortáveis. Quem escolhe um apartamento desses quer morar bem dentro da sua casa.”

Mas, de acordo com o empresário, imóveis no bairro ainda carregam um estigma de insegurança. “A primeira coisa que a pessoa pensa é na Cracolândia”.

Experiência internacional 

Na opinião do arquiteto e urbanista Valter Caldana, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, é comum o movimento de jovens adultos de morar e desenvolver a economia criativa em áreas degradadas. Bairros de Nova York, Paris, Londres e Amsterdã já passaram por processo semelhante décadas atrás.

“Isso aconteceu em grandes cidades do mundo nas décadas de 1980 e 1990, que é esse retorno ao centro, a um modo de vida que não dependa tanto de deslocamentos, onde você muda o padrão de consumo”, explica o professor.

Ele diz ainda que iniciativas da comunidade, como o projeto Subcentro, são importantes para jogar luz a “uma São Paulo belíssima que não vemos mais, pois está encoberta pela poeira da metrópole”.

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Por Juliana Diógenes em O Estado de S.Paulo. 

Empreendedores que usam as redes sociais para alavancar seus negócios devem ficar atentos a esta iniciativa do Instagram no Brasil. Nos dias 25 e 26 de outubro a plataforma realiza a segunda edição do #InstaMarket, no Pavilhão da Bienal do Parque Ibirapuera, em São Paulo  (SP).

Nos dois dias, o Instagram abre espaço para que empreendedores discutam o futuro dos negócios e de quebra, aprendam a usar a plataforma como estratégia de alavancagem operacional. No local, os participantes vão encontrar cerca de 40 negócios independentes dos seguintes setores: arte, acessórios, moda, decoração, beleza e gastronomia.

Em nota, a plataforma informou que o intuito do evento é a troca de experiências entre empreendedores e apresentar exemplos de economia criativa. Além dos negócios, o #InstaMarket promoverá workshops gratuitos com o tema “Insta para Empresas”. As vagas são limitadas, logo os interessados devem fazer a inscrição por meio deste  link.

“Serão conteúdos voltados para quem quiser aprender mais sobre como utilizar as ferramentas criativas da plataforma e aprimorar a maneira como faz negócios, já que apenas no último mês, mais de 180 milhões de pessoas visitaram um website, ligaram, enviaram um e-mail ou mensagem pelo Direct , procurando mais informações sobre um negócio na plataforma”.

Mercado promissor

Dados da plataforma indicam que atualmente o cala tem mais de 15 milhões de contas comerciais, ou seja, de empresas de qualquer porte e ramo de atividade. “O evento reunirá parte dessas micro, pequenas e médias empresas brasileiras que têm no Insta a sua vitrine de negócios e que, agora, se encontrarão no mundo off-line”.

As vendas online têm grande potencial de crescimento no País e podem ser alavancadas com o uso das redes sociais. Grandes empresas como o Magazine Luiza, por exemplo, já usaram plataformas sociais para a venda de produtos e para os pequenos negócios, ter uma loja no Instagram ou no Facebook ,  pode ser a forma de empreender com custo mais baixo e bom resultado. 

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Fonte: Brasil Econômico.