Aplicativo propõe entretenimento e causas do bem - São Paulo São

Atento às oportunidades de gerar conteúdo com relevância e sentido para a vida das pessoas nas redes sociais, três jovens da região Sul do país lançaram uma nova mídia social com esse foco, a Joinday ( aproveite o dia, numa tradução livre). Ela se diferencia por priorizar entretenimento, sugerir um tema diário para postagem e defender causas sociais.

Os empreendedores são Giovanni Richetti (E), 23 anos, Lucas Menegotto (C ), 22 anos e Yan Hinckel da Silva (D), 22 anos, que foram estimulados por um diretor do Facebook no Brasil e conseguiram um sócio catarinense. A sede da empresa ficou em Rio do Sul. Os planos são conquistar o mercado brasileiro e o exterior com o aplicativo gratuito.

Os empreendedores Richetti (E), Menegotto (C ) e Hinckel da Silva (D). Foto: Joinday / DivulgaçãoOs empreendedores Richetti (E), Menegotto (C ) e Hinckel da Silva (D). Foto: Joinday / DivulgaçãoSaiba mais na entrevista de Richetti. 

Como surgiu a proposta da mídia social que vocês lançaram?

O Joinday veio com a proposta, primeiramente, de fazer o bem. A idéia surgiu de uma discussão sobre porque uma mídia social não incentiva a fazer o bem. Foi um concurso em que o Lucas, um dos nossos sócios, participou. Só que daí, nas nossas conversas, chegamos a conclusão de que somente essa questão do bem, da sustentabilidade, podia atrair menos pessoas. Aí decidimos focar entretenimento, diversão para as pessoas, e dentro desses temas, com bom engajamento, a gente propõe causas do bem como um dia para reciclagem, outro para economizar água e por aí vai.

Em quanto tempo desenvolveram o projeto e quando foi lançado?

O projeto todo demorou três anos para ser executado desde a idéia até o investimento e o lançamento, que ocorreu há duas semanas. 

Como está a procura nos primeiros dias?

Estamos recebendo o credenciamento, a adesão diária de dezenas de usuários. Assim, conseguimos aumentar os usuários ativos. Estamos com uma proposta de maior visibilidade. A sede da empresa fica em Rio do Sul, Santa Catarina, em função do nosso novo sócio (o jovem empresário Victor Odebrechet) que abraçou o projeto. O Yan trabalha em Rio do Sul. E temos um escritório em São Paulo, onde eu e o Lucas ficamos, para buscar a atuação nacional. 

Como funciona o aplicativo?

Ele é totalmente gratuito, voltado para entretenimento. Tem uma timeline para postagem de fotos e todos dias a gente sugere um assunto para as pessoas postarem. Elas podem postar diretamente para o feed, que é um espaço de postagem global e também é conectado com amigos do Facebook. O Joinday tem um espaço para amigos. Ele é compartilhado com qualquer mídia social. Dá para enviar foto pelo Whatsapp. 

Imagem: Joinday / Reprodução.Imagem: Joinday / Reprodução.Por que sugerir temas para postagens?

Tivemos essa idéia porque muitas pessoas não sabiam o que postar, mas gostariam de postar algo. Então a gente sugere um assunto que pode ser postado no Joinday e compartilhado para outras mídias. Estamos aprimorando para facilitar o compartilhamento com outras mídias e curtir no aplicativo.

Que causas sociais o Joinday pode defender?

Estamos dispostos a fazer parcerias a favor de diversas causas sociais. Só para citar um exemplo, logo após a nossa estreia e no dia seguinte da divulgação da delação da JBS lançamos o Dia do Basta. Foi bacana a repercussão. Tivemos o Dia do PET, que gerou muito compartilhamento de imagem de animais e apelos de solidariedade para ajudar animais abandonados ou com problemas. 

Quais são os planos para o exterior?

Primeiro queremos consolidar presença no Brasil. Depois, pretendemos ir para os Estados Unidos, América Latina e Europa. Vai depender da nossa evolução. 

Como é a rentabilização do projeto?

É uma rede social gratuita. Nossa receita virá de anúncios de empresas que vão associar suas marcas aos temas que vamos sugerir. 

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Por Estela Benetti no Diário Catarinense.