Startup ‘A Vida no Centro‘ surge para apoiar o movimento de retomada do centro de São Paulo - São Paulo São

User Rating: 0 / 5

O centro de São Paulo vive uma fase de efervescência ligada à economia criativa, com novos bares, restaurantes, espaços culturais, festas e a presença cada vez maior de um público adulto jovem. Além disso, uma série de projetos, empresas e outros tipos de iniciativas estão surgindo na região. Entre os exemplos estão o Sesc 24 de Maio, que abre neste mês, e o centro cultural do Santander no antigo Banespão, previsto para novembro. 

A região central de São Paulo ganhará a mais nova unidade do Sesc. Foto: Matheus José Maria / Portal SESC / Flickr.A região central de São Paulo ganhará a mais nova unidade do Sesc. Foto: Matheus José Maria / Portal SESC / Flickr.

Além disso, diferentes espaços abriram as portas nos últimos anos e levaram um público novo à região, como o Cine Joia, Mirante 9 de Julho e vários outros bares e restaurantes badalados, como a Casa do Porco e o Esther Rooftop. Isso sem falar em pontos tradicionais, como Teatro Municipal, CCBB e Sala São Paulo. 

A varanda da cobertura do edifício Edifício Esther, com vista para a praça da República. Foto: Leo Feltran / DivulgaçãoA varanda da cobertura do edifício Edifício Esther, com vista para a praça da República. Foto: Leo Feltran / DivulgaçãoÉ nesse contexto que surge o projeto A Vida no Centro, uma startup focada na retomada do centro de São Paulo, um lugar não só para trabalhar, mas também morar, se divertir, fazer turismo e aproveitar programas culturais. 

O projeto A Vida no Centro é um hub de inovação, cultura e experiências sobre o centro de São Paulo criado pelos jornalistas e empreendedores Denize Bacoccina e Clayton Melo. “O objetivo da startup é ser um instrumento que, por meio de diferentes ações, ajude a melhorar a vida nessa região e, assim, contribua para tornar São Paulo uma cidade mais aberta, sustentável e inovadora”, diz Clayton. “Nossa intenção é dar visibilidade e estimular o movimento de retomada do centro, algo fundamental e benéfico para a cidade de São Paulo”, diz Denize. 

A startup quer ajudar a melhorar a vida no centro da capital, usando para isso diferentes instrumentos, como plataforma digital, microeventos, experiências e projetos de marketing e turismo para marcas. Uma das funções da iniciativa é mostrar o centro para quem mora em outros bairros da capital e não conhece, de verdade, essa região, que vive uma fase de efervescência ligada à economia criativa.

Experiência pessoal motivou a criação do projeto 

Vista noturna a partir do Edifício Itália, no centro de São Paulo, um dos mais famosos símbolos da cidade. Foto: Reprodução / Pinterest.Vista noturna a partir do Edifício Itália, no centro de São Paulo, um dos mais famosos símbolos da cidade. Foto: Reprodução / Pinterest.Denize e Clayton tiveram a ideia do A Vida no Centro no final de 2016, motivados por uma experiência pessoal. Quando decidiram morar no centro de São Paulo, começaram a pesquisar para ver melhor como estava essa região. 

Então perceberam duas coisas: havia uma grande movimentação, com novos bares, restaurantes, lojas de moda e escritórios de economia criativa que começaram a atrair um público mais jovem e conectado para a região. Ao mesmo tempo, a maioria das pessoas com quem conversavam não tinha ideia disso. A reação inicial geralmente era de surpresa: “É mesmo? Vocês vão morar no centro?”

O Pivô, no Edifício Copan, centro de SP, recebe exposições, worshops, arte, arquitetura, palestras e experimentações artísticas. Foto: Salvador Cordaro.  O Pivô, no Edifício Copan, centro de SP, recebe exposições, worshops, arte, arquitetura, palestras e experimentações artísticas. Foto: Salvador Cordaro.

Foram, gostaram e viram que podiam ajudar a mudar essa visão, mostrando tudo o que acontece na região e colaborando com marcas em projetos de marketing e comunicação que aproveitem todo o potencial do centro. “Os problemas nessa área da cidade são muito conhecidos e serão discutidos em nossa plataforma ou em cursos e ciclos de debate que pretendemos organizar. Mas a região também tem uma face moderna e vibrante ainda pouco conhecida, até mesmo por quem mora há muitos anos em São Paulo”, diz Denize. 

“O centro tem todo o potencial para se efetivar como um polo cultural e de inovação na cidade. No fundo, isso vem acontecendo aos poucos, e por iniciativa das próprias pessoas. Mas é preciso dar visibilidade e conectar todos os atores envolvidos e, assim, amplificar os efeitos desse movimento na região, o que beneficiará a toda a cidade”, afirma Clayton. 

Os líderes da iniciativa

Denize e Clayton tiveram a ideia do A Vida no Centro no final de 2016, motivados por uma experiência pessoal. Foto: Divulgação.Denize e Clayton tiveram a ideia do A Vida no Centro no final de 2016, motivados por uma experiência pessoal. Foto: Divulgação.A jornalista Denize Bacoccina é formada pela PUC de Campinas com especialização em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília, tem quase 30 anos de carreira. Trabalhou em importantes veículos de imprensa nacionais e tem vasta experiência internacional. 

Clayton Melo, jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, tem MBA em Marketing pela FGV e é especialista no desenvolvimento de projetos digitais. Com 20 anos de carreira, foi editor de importantes publicações, como Istoé Dinheiro, Gazeta Mercantil, IDG e Meio & Mensagem. Atualmente, é colunista de tendências digitais do portal da Isto é Dinheiro e, como empreendedor, é líder da plataforma StartAgro, especializada em tecnologia para a agricultura.

***

Com informações: avidanocentro.com.br

*O São Paulo São apoia e é parceiro da iniciativa.