Aplicativos de transporte para passageiras e com motoristas mulheres crescem no País - São Paulo São

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O aplicativo Lady Driver está em funcionamento em São Paulo desde março deste ano e funciona da mesma forma que outros apps de transporte, mas com um diferencial: só há motoristas mulheres.

Além da união entre mulheres, fatores como atendimento diferenciado, preço competitivo e viagens mais seguras contribuíram para a avaliação atual de R$ 18 milhões do aplicativo, que teve a licença concedida em março deste ano pela Prefeitura de São Paulo. 

Visando o potencial da cidade de São Paulo, uma das maiores cidades da América Latina, e com um transporte público e infraestrutura problemáticos, a expectativa é de otimismo para a Lady Driver, que já conseguiu cadastrar 8 mil motoristas.

Vale destacar que todas as profissionais recebem um treinamento que é realizado na sede da empresa, no bairro da Vila Leopoldina, zona Oeste de São Paulo. “Queremos mostrar a elas o quanto estão quebrando barreiras; abrindo um mercado de trabalho para outras mulheres, realizando este trabalho que ainda é dominado por homens, entretanto, que pode ser exercido perfeitamente pelo sexo feminino com muita qualidade”, conta a CEO da startup, Gabi Correa.

A fundadora e hoje CEO da Lady Driver criou o serviço após ter sofrido assédio. "A gente se sente mais segura e tranquila com outra mulher", disse Gabriela Correa, de 35 anos, que comanda a empresa, que tem 15 funcionários.

Gabriela Correa e as sócias Bianca Saad e Raquel Correa. Foto: Divulgação.Gabriela Correa e as sócias Bianca Saad e Raquel Correa. Foto: Divulgação.

Ela destaca que o serviço acabou servindo para proteger as profissionais. "Era uma demanda das mulheres que dirigiam e para quem ninguém olhava. Valorizamos o trabalho delas", disse. Gabriela diz que o aplicativo funciona como forma de chamar atenção para a causa. "As mulheres passam por situações difíceis com frequência, mas não falam, têm vergonha. O nosso trabalho serve para mostrar que temos voz, que o assédio não é uma coisa rara."

A plataforma está disponível tanto para Android e iOS. E atualmente conta com a avaliação de 4,4 estrelas no Google Play. Entre os comentários, estão dois polos. As usuárias que criticam a plataforma apontam problemas técnicos como dificuldades na hora de se cadastrar, e a mesma tela para passageiras e motoristas. Já o principal elogio feito é em relação à ideia da plataforma de oferecer um serviço exclusivo de mulher para mulher.

Novidades

FemiTaxi tem proposta semelhante à Lady Driver. A única diferença entre os serviços é que com o FemiTaxi, a usuária que deseja pedir o serviço para uma criança desacompanhada precisa agendar a corrida, com pelo menos uma hora de antecedência. 

Como qualquer outro aplicativo de taxi ele tem seu diferencial no agendamento de viagens - e no gênero das motoristas, claro. O empresário e fundador da empresa, Charles-Henry Salem, 26 anos, conta que a ideia surgiu após uma conversa com mulheres que relataram abuso de alguns motoristas.

“Sou empresário, então, quando vejo um problema, acho uma solução. Se 56% das mulheres preferem taxistas mulheres, por que não atender a essa demanda?”, conta o fundador e CEO do projeto. Atualmente, o FemiTaxi está disponível em Santos, Campinas, Goiânia, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

“Queremos mostrar a elas o quanto estão quebrando barreiras; abrindo um mercado de trabalho para outras mulheres, realizando este trabalho que ainda é dominado por homens". Foto Shutterstock.“Queremos mostrar a elas o quanto estão quebrando barreiras; abrindo um mercado de trabalho para outras mulheres, realizando este trabalho que ainda é dominado por homens". Foto Shutterstock.

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Da redação com informações do iG e PEGN.