Bradesco abre em São Paulo o ‘inovaBra habitat‘, novo centro de inovação colaborativa - São Paulo São

De olho no futuro de seus negócios, o Bradesco apresentou nesta quarta-feira (07/02) o inovaBra habitat, espaço de inovação, localizado em São Paulo, dedicado à geração de negócios de alto impacto baseados em tecnologias digitais disruptivas.

Serão desenvolvidos no local projetos de big data, algoritmos, blockchain, inteligência artificial, internet das coisas,  e plataformas digitais.

"O banco enxerga hoje um mundo complexo, diverso e acelerado pelo digital. Por esta razão, não enxergamos um negócio sustentável sem inovação por trás", afirma Mauricio Minas, vice-presidente do Bradesco.

O inovaBra habitat foi criado em parceria com o WeWork. A empresa de escritórios compartilhados será responsável pela gestão e relacionamento com os frequentadores do espaço. "Esse projeto mudou o apetite do WeWork no Brasil. Quando mostramos o tamanho do projeto, o tamanho do banco que estava por trás, isso chamou a atenção de nossa equipe em Nova Iorque", afirmou Lucas Mendes, diretor da WeWork no Brasil. "Isso foi fundamental para investirmos mais no país". A parceria permite que os integrantes do habitat utilizem os mais de 200 prédios da WeWork espalhados pelo mundo, sendo necessário apenas uma reserva por aplicativo.

Inovação e novas habilidades

Foto: Marcelo Brandt.Foto: Marcelo Brandt.

Situado na região da Avenida Paulista, entre as ruas Angélica e Consolação, o prédio possui 22 mil m². São 10 andares, um auditório para 150 pessoas, terraço, sala para criação de protótipos e prática de design thinking e um espaço para criação de conteúdos. O inovaBra habitat também conta como uma área de convivência com supermercado, farmácia, café premium e uma agência bancária. 

Dentro do inovaBra habitat, poderão trabalhar até 1,5 mil pessoas ou 180 startups. Atualmente, 600 pessoas já trabalham no local - que poderá ser totalmente ocupado ao final das obras, previstas para o fim de abril.

Foto: Egberto Nogueira.Foto: Egberto Nogueira.

As startups do coworking selecionadas para residirem no espaço precisam estar em um estágio de negócio mais maduro, sendo capazes de entregar produtos ou serviços. Cada posição no espaço custa R$ 700 para startups e R$ 2,6 mil para corporações. Empresas como Alelo, Amazon Web Services, IBM, Microsft e Oracle também estarão instaladas no local. 

O objetivo é que os produtos, serviços e tecnologias desenvolvidos no coworking sejam utilizados para inovações no Bradesco. "O banco quer aplicar o que está sendo gerado aqui em nossos negócios. Em algumas situações, vamos identificar startups que também queremos investir", disse Minas.

De acordo com o executivo, funcionários do própria instituição serão levados ao local para se "transformarem" e "adquirirem novas competências". "As competências necessárias para esse novo mundo não são as que temos hoje. Por isso, precisamos preparar as pessoas para os desafios do futuro". a empresa de escritórios compartilhadas.

***
Por Filipe Oliveira na Época Negócios.

 



-->