São Paulo vai ganhar serviço da compartilhamento de bicicletas sem estações pré-definidas - São Paulo São

A cidade de São Paulo vai receber, entre julho e dezembro deste ano, bicicletas para compartilhamento que poderão ser deixadas e tomadas emprestadas fora de estações pré-definidas. As bikes serão liberadas por um aplicativo de celular mediante modelo de pagamento a ser definido.

Implantado pela empresa Yellow, o novo sistema utiliza o modelo “dockless”, que não conta com essas estações. Com isso, qualquer pessoa pode pegar uma bicicleta da empresa na rua e depois devolvê-la em outro ponto da cidade. Nesse formato, as bicicletas ficam bloqueadas no intervalo das viagens e podem ser liberadas por meio de um aplicativo. 

“Esse sistema representa mais liberdade, otimização e economia para o usuário, tanto de tempo quanto de recursos financeiros", afirma Eduardo Musa, um dos sócios e responsáveis pela implementação do serviço.

Para usar as bicicletas disponíveis, o usuário precisará ter o aplicativo instalado em seu celular. Através dele, ele poderá localizar as bicicletas disponíveis. Diante da bicicleta, o aplicativo lerá o código de cada uma e o cadeado será aberto automaticamente. A partir deste momento, o crônometro começa a calcular o tempo de viagem.

As bicicletas poderão ser liberadas por meio de um aplicativo. Foto: CTNY.As bicicletas poderão ser liberadas por meio de um aplicativo. Foto: CTNY.Segundo Ariel Lambrecht, fundador responsável pela área de produto da empresa, a Yellow está trazendo para o Brasil uma solução de mobilidade inovadora e eficiente, com um modelo que já obteve sucesso em outros países, em destaque a China, onde o serviço é extremamente popularizado. “O surgimento das startups de bike sharing foi responsável por um crescimento de mais de 50% no uso desse modal de transporte na China. Existem estimativas de que o trânsito em Pequim caiu 5% após o lançamento das bicicletas compartilhadas”, comenta Ariel. “Tivemos a oportunidade de observar a implementação desse sistema em outros países e, a partir dessas análises, traçamos estratégias para valorizar os acertos do modelo e evoluir em relação às fragilidades. Com isso, estamos preparados para oferecer uma experiência ainda melhor para o usuário brasileiro, buscando o mesmo sucesso obtido na China”, complementa Ariel.

A inserção de 20 mil bicicletas, segundo a empresa, deve ser realizada de forma gradativa ao longo de 2018. “Somos a empresa de compartilhamento de bicicletas que, mundialmente, inicia sua operação com a maior escala em número de bikes”, aponta Musa. “Em São Paulo, testes mostraram que viagens integradas de bicicletas e ônibus foram 22% mais rápidas quecarro. Além disso, o transporte público raramente conecta as pessoas da porta de suas casas até o seu destino. Nossas pesquisas mostram que em média, um usuário de transporte público precisa caminhar 800 metros para completar seu trajeto diário. Existe uma demanda latente por soluções de mobilidade na cidade e a nossa chegada no mercado traz justamente isso”, acrescenta o CEO.

O objetivo é que as bicicletas ajudem a complementar o transporte público com viagens curtas, como o caminho de casa até o ponto de ônibus ou a estação de metrô. As bicicletas terão características para resistir ao uso constante, como quadros de aço, que são mais resistentes, e pneus maciços, que não furam. A empresa informou que ainda não definiu o valor que será cobrado por cada viagem, mas que pretende aceitar o maior número possível de formas de pagamento, incluindo o Bilhete Único.

Bicicletas de várias operadoras amontoadas em calçada de Shangai (China). Foto: CTNY.Bicicletas de várias operadoras amontoadas em calçada de Shangai (China). Foto: CTNY.As bicicletas têm GPS integrado, de modo que a localização de cada uma sempre esteja monitorada e possa ser vista através do aplicativo. Para evitar furtos, elas são equipadas com acessórios feitos especificamente para o modelo da empresa e que não podem ser usados em outras marcas do mercado.

A Yellow deve começar a operar na cidade em julho deste ano. Inicialmente, as bicicletas serão distribuídas pelo centro expandido, mas a empresa pretende ampliar a frota de bicicletas para 100 mil unidades para atender toda a capital. Segundo a Yellow, a Prefeitura de São Paulo já autorizou o serviço. A empresa aguarda a conclusão do credenciamento para começar a implantação. De acordo com decreto assinado pelo executivo, é de obrigação das operadoras fornecer os dados das viagens à Prefeitura, além de garantir a liberação da bicicleta com Bilhete Único. 

"A Yellow compartilhará com a Prefeitura dados relativos aos trajetos realizados pelos usuários, por exemplo de origem e destino. O objetivo é ajudar a Prefeitura fornecendo informações que contribuam para a análise e desenvolvimento de soluções para melhorar o trânsito na cidade. Os dados são anônimos, preservando a identidade dos usuários", esclareceu a empresa.

O serviço deverá oferecer bicicletas em locais espalhados por toda a cidade. Foto: Divulgação/Yellow)O serviço deverá oferecer bicicletas em locais espalhados por toda a cidade. Foto: Divulgação/Yellow)

Para garantir a manutenção das bicicletas, a empresa afirma que terá uma "patrulha periódica" que será feita todos os dias. A ideia é que equipes façam varreduras para mapear as bicicletas pela cidade e redistribuí-las "estrategicamente", mas que os usuários aos poucos redistribuam a rede.

"Para incentivarmos o consumo responsável por parte do usuário, contaremos com uma série de iniciativas como a instalação de bolsões para estacionamento das bicicletas, informativos e sinalizadores que estimulem as boas práticas, bem como programas de pontuação para recompensar o uso consciente", diz comunicado da Yellow.

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Da Redação, com informações da Yellow.



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