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São Paulo São Ações

O prefeito Fernando Haddad cobrou que a agenda social carece da mesma atenção dedicada à agenda ambiental na comunidade internacional. "Sem o enfrentamento dos problemas da fome, da miséria e da escravidão moderna, não há como tratar da preservação do planeta". Ele fez esta afirmação em sua apresentação, hoje de manhã, no seminário internacional que se desenvolve na cidade estado do Vaticano, a convite do Pontifício Sacro Colégio de Ciências, para tratar do envolvimento dos prefeitos no combate à escravidão moderna e na preservação do meio ambiente.

Haddad cobrou a criação de uma agência internacional de desenvolvimento humano, com o mesmo destaque e recursos dos países desenvolvidos. Ressaltou que o Papa Francisco, com a Encíclica Laudato Si, religou duas agendas que estavam afastadas mas são indissociáveis. "Muitas vezes a agenda de meio ambiente contradita com a agenda social. Nem sempre estas duas agendas eram vistas como conciliáveis".

O Brasil viveu nos últimos anos um momento muito auspicioso na agenda ambiental. "Temos liderado discussões importantes, como o bio diesel, o metanol, a energia eólica e solar.  Na agenda social, retiramos 40 milhões de brasileiros da miséria e outros 30 milhões tiveram acesso a cultura, saúde e educação públicas".

Haddad ressaltou que todos os prefeitos estão envolvidos na questão da salvação do planeta, com ações como a questão da mobilidade, da emissão de gases, a questão dos resíduos sólidos ou até mesmo questão da iluminação pública, com a utilização de modernas lâmpadas que economizam energia e aumentam a luminosidade das cidades. Mas antes de tratar dos efeitos do aquecimento global é preciso tratar do aquecimento local. "Nossas cidades viraram ilhas de calor, com todos os efeitos decorrentes, sobretudo de falta de água potável. Além disso, não podemos esquecer que hoje a maioria da população mundial vive nas cidades".

O prefeito de São Paulo disse ainda que a agenda ambiental leva vantagem no debate mundial. "Pois afeta pobres e ricos e todos os moradores do planeta. Todos serão afetados se o planeta se tornar mais aquecido. Mas os pobres serão mais afetados. Daí a relevância da universalidade, porque sabemos que a ação de cada um se revela na ação de todos".

O prefeito Fernando Haddad passa o dia no seminário, deve se encontrar com o Papa Francisco à tarde e retorna para São Paulo à noite.

Fonte: Prefeitura de S.Paulo.

E leia a carta que será entregue ao Papa:

“Declaração dos prefeitos brasileiros.

A dificuldade na construção de um acordo internacional entre os chefes de Estado que contemple diretrizes mais audaciosas e efetivas no enfrentamento às mudanças climáticas já tem reflexos na piora da qualidade de vida das pessoas, em especial dos mais pobres. Essa situação coloca em risco os avanços conquistados no enfrentamento da miséria e das desigualdades nas ultimas décadas, refletindo-se no dia-a-dia das cidades que governamos.

Em sintonia com a Encíclica “Laudato Si”, reconhecemos a urgência de atender as necessidades dos mais pobres. Para enfrentar esse injusto cenário de desigualdades os 5.570 prefeitos brasileiros estão empreendendo esforços para que os excluídos possam superar a situação de vulnerabilidade.  São políticas públicas estratégicas de inclusão social abrangendo educação, saúde, habitação, saneamento, transporte público, geração de renda, emprego, empreendedorismo e cooperativismo.

Reconhecemos também a responsabilidade dos governos locais em contribuir com a reversão da atual crise climática global. Há prefeitos brasileiros adotando metas para desatrelar o desenvolvimento das cidades do aumento de emissões de Gases de Efeito Estufa em seus territórios e nos padrões de produção e consumo. E, sabendo que esses esforços iniciais ainda são insuficientes, trabalharemos para incorporar a visão do desenvolvimento urbano de baixo carbono e resiliente às mudanças climáticas nos planejamentos das cidades brasileiras.

Cientes de que as mudanças climáticas são um desafio global, pleiteamos que os governos nacionais, e em especial o governo brasileiro, envide esforços na construção de acordos nacúpula do clima em Paris no final deste ano (COP21) que mantenham o aquecimento global induzido pelo homem abaixo de 2ºC, e tenham como objetivo avançar para níveis mais seguros.

Globalmente, como estratégia para enfrentar esse cenário desastroso, propomos a transferência de recursos e tecnologias dos países desenvolvidos aos países em desenvolvimento, em especial aos mais pobres, e diretamente às cidades, visto que os primeiros são os que historicamente mais consomem recursos naturais e contribuem para o agravamento das mudanças climáticas.

Diante disso, reivindicamos ainda o reconhecimento, pela Organização das Nações Unidas (ONU), dos governos locais como atores fundamentais na promoção da sustentabilidade global e do desenvolvimento humano.

Roma, 20 de Julho de 2015.

Marcio Lacerda – Prefeito de Belo Horizonte (MG) e Presidente da FNP
Fernando Haddad – Prefeito de São Paulo (SP)
Eduardo Paes – Prefeito do Rio de Janeiro (RJ)
ACM Neto – Prefeito de Salvador (BA)
Gustavo Fruet – Prefeito de Curitiba (PR)
José Fortunati - Porto Alegre (RS)
Paulo Garcia – Prefeito de Goiânia (GO).

 

Poderá um morador das imediações da avenida Europa, nos Jardins (zona oeste de SP), sair de casa a pé, andar alguns metros e encontrar um lugar para tomar café? 

Ou, em nome da tranquilidade de uma das áreas residenciais mais valorizadas da cidade, os cafés devem continuar restritos a poucas ruas e acessíveis quase sempre apenas por carro? 

O dilema, que envolve muitos interesses e poderá mudar a cara de regiões tradicionais da cidade, está latente nos Jardins. 

A proposta de revisão da lei de zoneamento em curso na Câmara prevê que vias como a avenida Europa e a rua Colômbia recebam estabelecimentos como restaurantes de até cem lugares e supermercados de médio porte. 

Atualmente, só há permissão para estabelecimentos como lojas e farmácias. 

A medida deixou contrariados moradores que temem perder a tranquilidade com a mudança. Em uma audiências organizada pelos vereadores, no dia 22 de junho, esse grupo subiu o tom. 

Houve bate-boca com o secretário Fernando de Mello Franco (Desenvolvimento Urbano). A posição da prefeitura é que não haverá mudança nas ruas internas dos Jardins. Mas a administração municipal não quer abri mão de liberar algumas modalidades de comércio em corredores como o da avenida Europa e da rua Colômbia. 

Contra os moradores que não querem comércio perto de casa, surge agora outro grupo, com posição contrária. 

O grupo tem como um dos líderes o empresário Abdul Fares, comerciante da avenida Europa e morador dos Jardins. "Nós queremos que a avenida Europa, a rua Colômbia e a Gabriel Monteiro da Silva possam ter cafés e restaurantes", diz Fares. 

Em maio, ele foi expulso da Associação Ame Jardins, que é contra a ampliação do comércio nas região por temer que ele se transforme em uma "nova Vila Madalena".

Procurada pela reportagem, a entidade não explicou a expulsão de Fares. 

O grupo do empresário coletou no início do ano 30 mil assinaturas de moradores, frequentadores, trabalhadores e proprietários de imóveis dos Jardins. 

O documento defende mais comércio em algumas vias na região, preservando o miolo residencial. 

"O que não queremos é viver em um gueto e de forma segregada. Tenho direito de ir a pé a uma padaria, um café ou a um restaurante. Que mal isso faz?", diz Fares. 

"As pessoas que trabalham no comércio legal da Europa e da Gabriel também precisam ter onde fazer um lanche ou mesmo almoçar", diz. 

A crítica de que a ampliação do comércio vai trazer insegurança para as áreas residenciais ou vai destruir o meio ambiente não procede, dizem os moradores. 

"Muitos dos imóveis, por causa da restrição de uso, estão vagos. Isso só aumenta a insegurança", diz Gisele Rozenboim, que há mais de 50 anos mora na alameda Gabriel Monteiro da Silva. 

Sobre a cobertura vegetal, o grupo diz que mais de 90% das 75 praças da subprefeitura de Pinheiros são mantidas por comerciantes. 

Estudos técnicos feitos em regiões residenciais da cidade mostram que normalmente há mais árvores nas praças e calçadas do que dentro dos lotes residenciais.

Eduardo Geraque na Folha de S.Paulo

Deslocar-se para reuniões e cumprir uma agenda pessoal durante o horário de trabalho são necessidades comuns a diversos trabalhadores e difíceis de encaixar numa cidade de ritmo intenso como São Paulo.

Foi daí que uma empresa de São Paulo teve uma ideia para facilitar a vida de seus colaboradores. Desde o fim do mês de junho, a Netshoes passou a disponibilizar bicicletas para que possam utilizá-las para diferentes tarefas durante seu horário de trabalho.

“O ciclismo oferece um rápido deslocamento e também um estilo de vida saudável. Esse projeto está relacionado à cultura da Netshoes e atende aos mais diferentes propósitos, profissionais e pessoais, de nosso time, como o deslocamento para reuniões em diferentes pontos da cidade ou, por exemplo, para pagar uma conta ou ir à uma consulta médica”, explica Sergio Povoa, diretor de Recursos Humanos da Netshoes.

Inicialmente, serão disponibilizadas 20 bikes - que receberão manutenção semanal -, sendo dez na sede da empresa na Vergueiro e as outras dez na Liberdade. “A Netshoes possui dois prédios com cerca de 600 metros de distância e, agora, todos podem ir para reuniões sem esforço e rapidamente usando as bikes”, destaca Povoa.

Os equipamentos podem ser utilizados por qualquer área ou colaborador da empresa, independentemente do cargo. Serão disponibilizados capacetes e coletes refletivos aos colaboradores para auxiliar na segurança.

Segundo a empresa, encontros entre os funcionários que pretendem adotar a bike como meio de transporte e a organização Bike Anjo, também são promovidos pela Netshoes. Ministradas por voluntários da instituição, a ideia é ensinar conceitos de segurança e comportamento no trânsito e até mesmo acompanhar os iniciantes em suas primeiras pedaladas.

Fonte: Bike é Legal.


E aqui, no site Bicicletapesquisa mostra quem a utiliza para ir ao trabalho: http://goo.gl/5nIZCO

 

Na primeira grande intervenção do Parque do Ibirapuera desde 1970 - exceto a construção do auditório, em 2005 -, dois equipamentos do conjunto vão ganhar uma ligação direta, um estacionamento será reformulado e os deficientes visuais terão uma via com piso tátil.

Além disso, o gradil que contorna o parque na região das Avenidas Pedro Álvares Cabral e 23 de Maio está sendo deslocado, "levando" para dentro a área verde externa ao Ibirapuera. Após as obras, o jardim aumentará 6,5 mil metros quadrados.

Tais melhorias, com custo estimado em pouco mais de R$ 600 mil, foram viabilizadas pela iniciativa privada.

Trata-se de uma contrapartida firmada com a Prefeitura pela exposição de decoração Mostra Black, cuja edição 2015 foi realizada na Oca e encerrada no dia 21 de junho. Toda a obra deve ser entregue em maio do ano que vem.

A primeira etapa das obras do parque, patrocinada e executada pela empresa D2F Engenharia, já foi iniciada. Consiste justamente na transferência dos gradis e na interligação da Oca com o auditório, que terá pisos táteis.

Para tanto, os investimentos serão de R$ 300 mil. "Nossa previsão é entregar essa fase dentro de um mês", afirma o diretor da empresa de engenharia, Daniel Fazenda Freire.

Dentro de quatro meses, a segunda fase deve ser iniciada, sob o patrocínio da organização da Mostra Black e com execução da mesma empresa de engenharia.

Aí o estacionamento será reformulado e o espaço passará a contar com área de embarque e desembarque de táxi. Também será feita a instalação de um bicicletário.

Em nota, a empresa de engenharia detalhou que o projeto, oficialmente batizado de Racionalização do Acesso de Pedestre - Portão 2 - Parque Ibirapuera, foi desenvolvido pelo Museu da Cidade, órgão subordinado à Secretária Municipal de Cultura. "Ele tem por objetivo organizar os diferentes fluxos de circulação (pedestres, ciclistas, motocicletas, veículos privados, táxi, ônibus e veículos carga e descarga) que hoje compartilham a saída pelo portão 2 do Parque do Ibirapuera, tendo como efeito imediato melhorar a acessibilidade de pedestres ao parque, à Oca, à marquise e ao auditório", informa ainda a empresa de engenharia.

História

A ideia de criar um parque no local, originalmente um grande pântano com aldeia indígena fundada pelo padre José de Anchieta, data de 1920, quando a Prefeitura fez os primeiros investimentos na região.

Inaugurado em agosto de 1954 - ano das comemorações do 4º Centenário de São Paulo -, o Parque do Ibirapuera, projetado por Oscar Niemeyer, tornou-se a mais importante e efervescente área verde paulistana.

Aos fins de semana, o número de frequentadores chega a 150 mil, vindos de todas as regiões da cidade para aproveitar os 1,5 milhão de metros quadrados no coração de São Paulo. Pesquisa realizada em 2014 por usuários do site TripAdvisor apontou o Ibirapuera como o oitavo melhor parque do mundo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 


Em muitas cidades ao redor do mundo, faixas de pedestres estão sofrendo intervenções como forma de atrair a atenção dos pedestres e proporcionar mais arte para as cidades. A partir das imagens mais comuns de diferentes lugares, o Plataforma Urbana fez uma seleção de 15 dos melhores. 

1. Baltimore, Estados Unidos.

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Durante o ano de 2013, o Escritório de Promoção e as Artes de Baltimore (BOPA) convidou artistas locais para projetar o que poderia ser feito nas faixas de pedestres para tornar mais especial a experiência de passear pelo centro da cidade. Entre os artistas, o pintor Paul Bertholet, propôs que as linhas brancas típicas fossem transformados em um enorme ziper que foi aplicado no cruzamento das Ruas Fayette e Eutaw.


2. Zurique, Suiça.

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Zurichfest é o maior festival público da Suíça e conta com a participação de empresa públicas e privadas. No cruzamento foi produzida uma imagem, utilizando a faixa, colocada em frente a um McDonald local, para edição de 2010 do festival.


3. Winston-Salem, Estados Unidos.

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Roadsworth é um artista urbano que promove intervenções em lugares públicos para chamar a atenção para as demandas dos cidadãos (como a exigência de ciclovias ) e o faz com desenhos provocantes. Em Winston-Salem, ele decidiu que a faixa em direção ao Centro de Arte Contemporânea, da cidade deveria ser um dominó.


4. Baltimore, Estados Unidos.

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Um segundo cruzamento no centro de Baltimore, cuja intervenção foi feita a convite das autoridades foi localizado perto do Teatro Everyman. Seu design Graham Coreil -Allen, sugere no cruzamento, passos de zebra e que as quatro faixas pareçam um tabuleiro de xadrez para que a cidade seja vista como um local de entretenimento.

5. Bisqueque, Quirguistão.

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O que se sabe deste cruzamento é um pouco vago, embora a fotografia tenha sido amplamente compartilhada nas redes sociais. No entanto, foi possível saber que o autor é Begimai Sataeva, estudante de jornalismo na Universidade Americana da Ásia Central e integrante do Shapers Global, que desenvolve projetos relacionados as questões sociais de urbanização Bisqueque, o que inclui faixas de pedestres em 3D.

6. Osaka, Japão.

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Um dos mais famosos cruzamentos de pedestres do mundo é da Abbey Road, em Londres, onde os Beatles foram fotografados para a capa de um de seus álbuns. Seguindo esta idéia, a série de personagens do cartunista Charlie Schulz, foi aplicada numa faixa de pedestres de Osaka.

7. Miami, Estados Unidos.

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Carlos Cruz-Diez é um dos principais expoentes da arte cinética no mundo e ele utiliza diversos meios de comunicação, tais como grandes instalações em espaços públicos, exposições em museus e até mesmo na moda. Com 91 anos, o trabalho deste venezuelano continua a alcançar muitas partes do mundo. Em Miami, participou da Bienal da cidade e no Distrito de Wynwood Arts ( WADA) produziu uma intervenção no cruzamento da NW 2nd Avenue com a 25th Street dando a impressão de que as faixas estão se movendo.


8. Montreal, Canadá.

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Como o cruzamento de dominó feitos em Winston-Salem, este sapato/faixa também tem a assinatura de Roadsworth, que começou a pintar as ruas da cidade em 2001. com ele, esta intervenção é a sua favorita porque "à primeira vista, um pedestre pode nem perceber que há algo diferente ao passar pela faixa e eu sempre gostei do aspecto subliminar desse tipo de arte urbana".


9. Vancouver, Canadá.

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Em março de 2013, dias antes da Parada do Orgulho Gay, várias faixas de pedestres de Vancouver foram pintadas com as cores do arco-íris, as mesmas da bandeira LGBT . Este cruzamento foi o primeiro a ser aberto, a como lembrou Spencer Chandra Herbert, integranre da Assembléia Legislativa de British Columbia:" faz sentido para fazer história, um pouco de cor." A importância da celebração deste dia tem a ver com o fato de que foi em Vancouver, que primeiras manifestações em defesa dos direitos das minorias sexuais aconteceu. Além disso, a marcha existe há 35 anos e é uma das cinco maiores do mundo.


10. Varsóvia, Polônia.

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Para comemorar o aniversário de 200 anos do pianista Frederic Chopin, em 2010, o Escritório de Promoção de Varsóvia e o Departamento de Desenho Industrial da Academia de Belas Artes lançaram um concurso para comemorar o músico pela cidade. Uma das idéias vencedoras foi de Helena Jankiewicz  e Klara Czernek que transformaram a faixa em teclado de piano.


11. Santiago, Chile.

Fuente: Hecho en Casa.

Na segunda edição do Festival de Intervenções Urbanas local, em 2013, um dos convidados a participar foi o canadense Roadsworth. Na ocasião, ele pintou em três lugares da cidade: do lado do Mercado Central, em Quinta Normal e na Plaza Italia. Nesta última área, produziu uma faixa de pedestres com as formas da cruz andina Mapuche, que ao longo do tempo, deixou de ser usada.


12. Bristol, Reino Unido. 

Fuente: WebUrbanist.

Nos arredores do Paintworks Event Space há cruzamentos em formato de zebra, mas também podem ser encontrados pinturas de pinguins, tigres e pelicanos.


13. Mataró, Espanha.

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Como parte de uma campanha de segurança rodoviária, a cidade de Mataró e a Agência de Publicidade Contrapunto, produziram faixas de pedestres coloridas, diferentes das linhas brancas tradicionais.


14. Oakland, Estados Unidos.

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No bairro chinês de Oakland, não só faixas de pedestres foram pintadas, mas também semáforos, que agora tem 15 segundos adicionais para pertimir a passagem dos pedestres. Além disso, como a área é bastante usada para as travessias foram pintadas duas faixas diagonais. O desenho foi feito pelo artista Roby Deb.


15. Setsuan, China. 

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Na cidade de Setsuan, também há uma faixa de pedestres em 3D diferente, na medida em que incorpora as cores amarelas e azuis, o que realmente chama a atenção dos motoristas.

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 no ArchDaily.

Chef elogia pontualidade e dedicação dos novos contratados. Grande sonho dos imigrantes é trazer a família para o Brasil.

Macaron, mil folhas, quiches, éclair, creme de confeiteiro e tortas de chocolate passaram a fazer parte do cotidiano de três haitianos que chegaram no mês de maio em São Paulo. Depois da longa e sofrida viagem até o Brasil, eles conseguiram um trabalho em uma padaria nos Jardins, bairro nobre de São Paulo. Falar francês foi um diferencial na hora da seleção.

O chef Fabrice Le Nud, que é francês e se naturalizou brasileiro, estava com dificuldades para encontrar auxiliares de confeiteiro para a unidade da Pâtisserie Douce France, na Alameda Jaú.

“A confeitaria é muito rigorosa exige muita disciplina. Tanto que muitos sabem cozinhar mas poucos são confeiteiros. A mão de obra brasileira não quer se atrelar ao trabalho e ao aprendizado a longo prazo. Eu comparo a confeitaria a tocar piano ou à ginastica artística. Tem que ter amor ao processo de treinamento. E eu não estava encontrando um jovem motivado a quem pudesse ensinar meus conhecimentos”, relata. 

Ele decidiu, então, enviar sua mulher, que é brasileira e fala muito bem francês, à Igreja Nossa Senhora da Paz, no Glicério, paróquia no Centro de São Paulo que virou referência para os haitianos recém-chegados que estão em busca de emprego. Com o intermédio da Missão Paz, que orienta os empregadores e os candidatos a um posto de trabalho, só nos primeiros seis meses desse ano 850 imigrantes foram contratados.

Lesli Gabriel, de 37 anos, que chegou doente à capital paulista, recebeu o chamado do padre Paolo Parise para participar do processo seletivo. “Dias depois da minha chegada a São Paulo, o padre falou que tinha vagas na pâtisserie e pediu para eu convidar outros colegas. Eu chamei o Josué, que veio comigo do Haiti, e o François, que a gente encontrou no Acre. E deu certo. Agora eu tenho dois pais em São Paulo: o padre Paolo e o meu patrão”, disse. Os três chegaram a ingressar em universidades.

O empresário elogia a dedicação e o comprometimento de novos empregados. “Até agora não atrasaram e nem trouxeram atestado médico”, afirmou. O patrão diz que a contratação não foi motivada por comoção provocada pelo terremoto de 2010, que deixou 316 mil mortos e comprometeu seriamente a infraestrutura do Haiti.

“Eu não os vejo como vítimas [do terremoto] mas como imigrantes motivados pela situação econômica do Haiti. Meu trabalho social eu faço fora daqui. Aqui eles gozam do mesmo respeito e das mesmas condições de trabalho de um brasileiro. Eu não enxergo neles mão de obra barata e dócil. Aqui a integração é a palavra-chave. Trabalhamos lado a lado. Por ser imigrante, eu não faço diferença”, contou.

Falar francês foi no caso deles um diferencial para conseguir uma vaga de trabalho rapidamente na opinião do chef. “Conversamos em francês, mas digo para eles aprenderem o português lá no curso que acontece na paróquia. Eu já estou aprendendo algumas expressões em criolo [língua falada no Haiti].”

Fabrice diz estimular que os haitianos não trabalhem sempre juntos. “Eu quero que eles se integrem e aprendam o trabalho. O Josué se especializou em rechear as bombinhas e fazer doces. Mais forte, François se especializou em fazer o creme de confeiteiro [que exige vigor para ser batido] e ainda é encarregado dos salgados, quiches, folhados, vol au vent. O Gabriel faz os macarons e descasca as frutas para fazer os sorvetes.”

O chef motiva os jovens aprendizes a se dedicarem a nova profissão. “Eles são otimistas. Eu digo para eles que ter uma profissão fixa e estável vai ajudá-los a melhorar de vida. Eu mesmo viajei para África, Ásia e para as Américas, além da Europa”, observou.

Eles ainda não receberam o primeiro salário e continuam dormindo na Casa do Migrante, mantida pela Missão Paz. Eles pretendem alugar uma casa para morar juntos enquanto guardam dinheiro para enviar para a família. "O padre nos orientou a dar comida para eles e não o dinheiro. Se não, eles guardam o dinheiro e ficam sem comer", contou o chef.  

Escapou do terremoto

Gabriel trabalhava em um escritório contábil em Porto Príncipe até 12 de janeiro de 2010 quando o terremoto de magnitude 7 destruiu a cidade. “Eu saí do escritório uns 30 minutos antes do tremor. O prédio ficou complemente destruído. O meu patrão ainda estava lá, foi soterrado e morreu”, contou.

Além de 316 mil mortos, cerca de 1,5 milhão de pessoas ficaram desabrigadas no país e as ruas ficaram repletas de destroços de edificações desmoronadas. Depois do abalo, Gabriel se lançou em busca de uma nova fonte de renda. “Eu fiquei como um nômade. Passamos necessidades. Está impossível de viver lá”, conta.

“Minha ideia é ficar no Brasil. Se eu tiver dinheiro, eu quero trazer minha mulher e meu filho. Também queria trazer minha mãe. Não consigo viver longe da minha mãe”, conta. 

Trazer a família

Josué Valère, também de 37 anos, deixou dois filhos, de 6 e de 1 ano, no Haiti. Ele trabalhava em um banco. A cidade de onde ele veio Cap. Haïtien não foi atingida pelo tremor, mas o impacto econômico tornou a situação insustentável. “Eu perdi o trabalho no banco. Como não achava outro, eu peguei dinheiro emprestado com uma prima que mora em Miami para pagar a viagem”, lembra.

Apesar dos contratempos e do medo de ser roubado durante a viagem, ele se diz contente. “O Brasil abriu as portas para que eu viva mais à vontade. Eu não quero escolher emprego. Eu quero trabalhar duro para trazer minha família para cá”, afirma. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Gabriel que trazer a familia.                        Josué se especiliza em doces.                   François tem caderno para as receitas.    

Caderninho

Cheime François, de 28 anos, vem de Ville des Gogaïves. Sem condições de financiar os estudos ele deixou a universidade onde fazia o curso de ciências contábeis. A mãe e um tio financiaram as passagens. “Eu não recorri aos coiotes, vim sozinho”, contou. Apesar das dificuldades, ele considera ter sido bem acolhido ao chegar ao Brasil. “Quando a gente chega as pessoas nos dão boas vindas e oferecem café, leite”, afirma.

Pouco falante, François tem se especializado no creme de confeiteiro e aos salgados, como quiche, vol au vent ou croque monsieur. “Eu comprei um caderninho e estou anotando as receitas. Quero aprender tudo direitinho”, conta o segredo para o seu bom desempenho. “Ele tem talento para a confeitaria”, observa Fabrice.

Retomada

Em maio, o Ministério da Justiça fez um acordo com o governo do Acre e a Prefeitura de São Paulo para que o transporte dos haitianos fosse suspenso. A medida foi tomada para que a administração municipal paulista pudesse organizar a acolhida dos haitianos, que entram no país pela cidade da Basileia, no Acre. Em junho, a vinda de ônibus pagos pelo governo federal foi retomada e a previsão é que a capital paulista receba cerca de 900 haitianos.

Desde 2013, sem recursos ou amigos que pudessem acolher os recém-chegados, centenas dormiram de maneira improvisada no salão da igreja no Glicério. O abrigo improvisado foi desativado recentemente após a abertura de centros de acolhimento da Prefeitura. Um deles fica na região da estação Armênia, na Zona Norte, e tem capacidade para 40 pessoas. O outro, na Penha, tem capacidade para acolher 80 pessoas e é dedicado exclusivamente a mulheres e crianças.

Em junho, o outro avanço foi o início da emissão de carteiras de trabalho pela Prefeitura de São Paulo. Antes dessa mudança, apenas a Superintendência do Ministério do Trabalho emitia o documento, o que obrigava os estrangeiros a esperar até 50 dias para conseguir a carteira de trabalho. A administração municipal não divulgou a estatística de documentos emitidos.

Letícia Macedo do G1 São Paulo.