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São Paulo São Ações


Acontece neste sábado, dia 1º de agosto, na Praça das Artes, a abertura da Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM), realizada pela Prefeitura de São Paulo por meio de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Cultura e o programa São Paulo Carinhosa. Divulgando a importância de garantir a amamentação nos espaços públicos, a edição de 2015 da Campanha tem como principal ação apoiar mulheres que combinam vida profissional com o período de amamentação.

Revisitando o tema  da campanha de 1993, é notável  o crescimento da participação feminina no mercado de trabalho nesses 22 anos, bem como a adoção de medidas para que a amamentação não seja abandonada – através de ações de promoção dos direitos da maternidade – que favorecem  amamentação em lugares públicos, e principalmente em locais de trabalho.

Para celebrar a data e promover esse importante vínculo entre as mães e seus bebês, serão realizadas diversas atividades, entre as 11h e 17h. A programação traz uma vivência com o grupo Palavra Cantada às 15h, e apresentações do grupo Beatles Para Crianças às 16h, além de uma programação dedicada completa de oficinas com vivências como Dança Materna.

Confira a programação:

Shows

- 11h - Trupe Pé de Histórias
- 12h: Kiara Terra
- 14h: Clássicos do Circo
- 15h: Vivência com Palavra Cantada
- 16h: Beatles para Crianças

Para Mamães e Bebês

- 11h - Minha mãe canta para mim desde a barriga e eu gosto
- 12h - Oficina de Aguayo
- 13h - Dança Materna
- 14h - Oficina de Sling

Para Crianças

- 12h às 15h - Oficina de Musicalização para crianças de 0 a 3 anos
- 11h às 15h - Oficina de Fantasia para crianças de 3 a 7 anos
- 11h às 15h - Oficina de Horta para crianças de 7 a 12 anos

Fontes: Catraca Livre e Catraquinha.

 


Cooperativas ligadas ao MST fecharam um acordo com a Prefeitura de São Paulo para a venda de 650 toneladas de feijão e 95 toneladas de farinha de mandioca.

 partir de agora, milhares de crianças da rede municipal de ensino da cidade de São Paulo passarão a comer feijão e farinha de mandioca produzida pelas famílias assentadas da Reforma Agrária.

Isso porque cooperativas ligadas ao MST fecharam um contrato com a prefeitura de São Paulo para a venda de 650 toneladas de feijão e 72 toneladas de farinha de mandioca pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

O alimento será usado no preparo de refeições das mais de 500 mil crianças espalhadas nas 1900 unidades de ensino com gestão direta, mista ou conveniada do serviço de alimentação da cidade de São Paulo.

Desde 2013 as crianças já vêm comendo o arroz orgânico produzido pelos assentados do Rio Grande do Sul.

Para Luiz Henrique Bambini, do Departamento de Alimentação Escolar da Prefeitura, a lei de compras - como é chamada a Lei Federal 11.947/2009 que determina que 30% do valor do repasse do PNAE seja direcionado à compra de produtos da agricultura familiar - foi um dos determinantes para a garantia da segurança alimentar nas escolas paulistanas.

"Hoje podemos garantir a segurança alimentar nutricional nas escolas. Isso faz com que dois pilares importantes sejam mantidos. O primeiro é a introdução de alimentos de qualidade, eventualmente, livre de agrotóxicos nas escolas e, consequentemente, na vida das crianças. E o segundo é contribuir com a disseminação e fomento da agricultura familiar", diz.

Para Bambini, assegurar a produção do pequeno agricultor é fundamental para manter a qualidade dos alimentos servidos nas escolas.

"O pequeno agricultor é quem produz os alimentos que consumimos e justamente o pequeno agricultor que menos subsídios têm. Ao assegurarmos a produção, mantemos o agricultor na terra, no campo. É um modo de lutarmos contra a pressão sofrida pela agricultura familiar, que hoje é comprimido pelas grandes plantações de monoculturas e pelos latifúndios”, ressalta.

Políticas como essa, segundo Bambini, “proporcionam uma melhor distribuição e gestão dos recursos públicos, o que é fundamental para o desenvolvimento de uma sociedade que se pretende mais justa".

Mão de obra

Hoje a agricultura camponesa responde por 74% da mão de obra no campo e contribui com 33% do valor bruto da produção agropecuária, de acordo com dados do último censo agropecuário.

De acordo com Sebastião Aranha, militante do MST e assentado em Itapeva, acordos como esse beneficiam tanto a produção da agricultura familiar como a população da cidade de São Paulo.

"Com a nossa produção, temos condições de proporcionar alimentos com qualidade para toda rede de alimentação escolar da cidade. O nosso objetivo é levar à população uma alternativa com alimentos saudáveis. Para isso, colocar o produtor frente a frente com o consumidor, ocupar um espaço das grandes marcas é fundamental", acredita.

O feijão e a farinha começam a ser distribuídos nas escolas em agosto. Outros alimentos como arroz, suco natural, iogurte e frutas cítricas também fazem parte do convênio de distribuição firmado entre cooperativas do MST e a prefeitura de São Paulo.

O acordo para produção do feijão foi fechado pela Coop. dos Assentados e Pequenos Produtores (Coapri) e Cooperativa de Produção Agropecuária Vó Aparecida (Copava), ambas da região de Itapeva (SP), e pela Cooperativa Dos Pequenos Produtores da Comunidade Pioneiros do Sul (Copapis), do Mato Grosso do Sul. Já a farinha será produzida pela Copermorro localizada na região do Pontal do Paranapanema. 

Maura Silva do MST.

 


Iniciativa da Fundação Theatro Municipal de São Paulo funcionará como incubadora de talentos e dará origem a um espetáculo ao fim de cada ciclo.

Até recentemente, um jovem aspirante a artista de teatro lírico tinha diante de si uma grade curricular limitada a disciplinas teóricas e aulas de canto. A precariedade resultava de contexto pedagógico enviesado, apoiado numa lógica míope de mercado, segundo a qual uma baixa produção operística não exige mais do que ensino básico. O cenário mudou e novos ventos chegam para soprar para longe o bolor desse pensamento limitante.

A partir de agosto começa a funcionar o Opera Studio, iniciativa da Fundação Theatro Municipal de São Paulo criada para o aperfeiçoamento de jovens cantores líricos. O curso, que tem como referência as grandes academias de teatro internacionais, funcionará como incubadora de talentos.

“O Opera Studio proporcionará um nível de aperfeiçoamento que ainda não se tem no Brasil. Os grandes cantores que temos foram aprendendo por empirismo”, afirma o maestro Gabriel Rhein-Schirato, convidado para coordenar o projeto.

As inscrições para as 12 vagas atraíram 85 interessados de todo o País. “Requeremos um nível alto”, diz Schirato, ao deixar claro que mesmo os alunos da Escola Municipal de Música terão de passar por rigorosa análise de currículo e prova prática.

Grande diferencial em relação a iniciativas semelhantes, ao fim de cada ciclo pedagógico, projetado para dois anos de duração, o Opera Studio montará um espetáculo.

Para Matheus Pompeu, cantor que trocou Belo Horizonte por São Paulo para frequentar a Oficina de Ópera, que precedeu o atual projeto, trata-se de oportunidade única. “O Opera Studio vai superar a Oficina de Ópera”, avalia o tenor de 27 anos, que se prepara com afinco para o teste.

A experiência anterior, diz, foi fundamental para alicerçar a segurança no palco. “O curso foi um divisor de águas na minha compreensão do que é o canto lírico. O fato de poder cantar toda semana para um maestro dá grande responsabilidade, você é tratado como profissional e isso incentiva a avançar.”

Ter contato direto com grandes nomes do cenário operístico internacional é outro forte atrativo. “Tivemos aulas com Gregory Kunde e foi fantástico”, diz, ao se referir ao prestigiado tenor americano que abriu a temporada lírica deste ano do Theatro Municipal com a óperaOtello.

Nos encontros com Kunde, os alunos puderam acompanhar os ensaios e o processo de criação. “Isso tem forte apelo”, frisa Leonardo Martinelli, compositor e diretor de Formação da Fundação Theatro Municipal. “Temos a peculiaridade de ser uma casa de ópera com temporada lírica regular e uma escola de música de 45 anos de história e 700 alunos.” 

A proveitosa experiência de dois semestres com a Oficina de Ópera forneceu as bases para formatar o curso que se inicia no próximo mês. “Hoje sabemos o perfil do candidato que queremos”, diz Schirato.

O aluno que participar do Opera Studio contará com aulas de interpretação, expressão corporal, idiomas (italiano num primeiro momento, depois francês e alemão), dicção, dança, maquiagem cênica, técnicas de leitura, percepção musical e solfejo, regência, aprimoramento pianístico, história e repertório operístico.

Na contramão de um cenário cultural que ceifa oportunidades, o projeto investe para colocar os alunos em pé de igualdade com os de outros países. “Aqui não se formarão cantores, mas artistas de teatro lírico”, frisa Schirato.

Ele comanda a equipe integrada por Márcio Gomes (assistente de coordenação), Keila Bueno (assistente de dramaturgia e direção cênica), Andrea Kaiser (professora de idioma, fonética e prosódia musical em língua alemã), Laura de Souza (preparação corporal), Martinelli (professor de História da Ópera) e Daniel Gonçalves (pianista).

“Não queremos quase nada, queremos tudo com muita qualidade”, sublinha o regente de 37 anos e sólida carreira no Brasil e exterior. O número pequeno de vagas garante o caráter personalizado do aperfeiçoamento.

“O Opera Studio vai oferecer o que poucas escolas no mundo têm, educação de alto nível e vivência com o dia a dia de um centro de excelência na performance lírica”, diz John Neschling, diretor artístico do Theatro Municipal.

O orçamento anual de 310 mil reais garantiu a contratação da equipe e a montagem de A Flauta Mágica, ao fim do primeiro ciclo, em dezembro. A ópera de Wolfgang Amadeus Mozart foi escolhida por ter personagens de cores vocais variadas e diversidade de protagonistas.

“Montar uma ópera é um grande diferencial, a experiência de palco é única”, comenta o baixo Pedro Ometto, de 30 anos, que disputa uma vaga no curso. Os seis meses de participação na Oficina de Ópera, diz, foram essenciais para o amadurecimento profissional.

“Aprendi não só ao cantar, mas ao observar os outros.” Ele enfatiza a importância de a grade curricular do Opera Studio incluir preparação corporal. “A demanda do público por cantor que sabe atuar é cada vez maior.”

“O intérprete lírico do século XXI precisa ter formação completa, ser bom ator, saber dançar, cantar até deitado. Não existe mais a cultura do cantor provolone, aquele sujeito gordo parado no palco”, provoca Martinelli.

“O público quer algo que o convença em todos os sentidos, não só vocal.” O espectador que converge para o teatro não é o mesmo de música clássica. “A turma do laquê desapareceu. O Municipal recebe várias tribos, o que é maravilhoso.”

Schirato, frequentador do ambiente lírico desde a infância, confirma a heterogeneidade das plateias de hoje e a relação emocional diante do espetáculo. “Ainda há quem vá a uma ópera como quem vai ver futebol, para se emocionar, torcer, sofrer. É visceral.” 

Ana Ferraz em Carta Capital.

 


Instituição sem fins lucrativos terá seis meses a partir da assinatura do convênio para auxiliar a Secretaria a elaborar o Plano Municipal de Cultura de São Paulo. As inscrições vão até dia 20 de agosto

A Secretaria Municipal de Cultura recebe, a partir do último dia 21, inscrições de instituições sem fins lucrativos interessadas em auxiliar o poder público municipal na elaboração do instrumento norteador das políticas culturais na cidade de São Paulo, o Plano Municipal de Cultura. A elaboração deste documento é parte dos compromissos resultantes da adesão da cidade ao Sistema Nacional de Cultura (SNC).

Estruturado para o período de 10 anos e formalizado por meio de Lei Municipal, o Plano Municipal de Cultura possibilitará ao setor cultural e demais áreas implantar políticas integradas que contribuam para o desenvolvimento do campo cultural. O projeto de elaboração do Plano Municipal de Cultura será realizado através de seminário de lançamento e oficinas presenciais de mobilização e capacitação técnica com ampla participação de gestores públicos de cultura; instituições, movimentos e coletivos culturais e artísticos; produtores, artistas, agentes culturais e cidadãos em geral, garantindo a efetiva contribuição de todos os interessados.

As instituições interessadas e os responsáveis pelos projetos deverão realizar cadastro na plataforma SP Cultura como agentes para poder inscrever-se no edital, cujas inscrições se estendem até 20 de agosto. Toda a documentação exigida no edital deverá ser enviada por meio da plataforma, ou seja, não serão aceitas proposta entregues pessoalmente ou enviadas por e-mail.

Entre os critérios que serão considerados na avaliação das propostas por uma comissão formada por cinco representantes da Secretaria Municipal de Cultura estão: histórico e portfólio da instituição; experiência comprovada na elaboração de Planos de Cultura e desenvolvimento de processos participativos; adequação da proposta aos objetivos do edital; ficha técnica e currículo dos profissionais envolvidos no projeto; entre outros. 

Um convênio assinado entre o Ministério da Cultura e a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo destina para este edital o montante de R$ 330.580,00. 

O Edital na íntegra: http://goo.gl/c7uFiU

Fonte: Secretaria Municipal de Cultura. 

Na noite do dia 2 de junho, cerca de 25 km de ciclovias receberam mais de 400 sinalizações nas vias com ícones de carroças, fruto da ação coletiva #reciclovia

A intervenção urbana reivindica a alteração do Decreto 55.790/14, da Prefeitura de São Paulo, que autoriza o uso das ciclovias por triciclos, skates, cadeiras de rodas e outros modais, mas não menciona explicitamente a liberação para as carroças puxadas à mão.

O movimento #reciclovia começou com o Pimp My Carroça, iniciativa que dá visibilidade aos catadores de materiais recicláveis através da arte, e conta com o apoio de ciclistas, catadores, artivistas e outros coletivos.

Foram dezenas de mãos que contribuíram com mais de 16 mil catadores independentes que trabalham em condições vulneráveis, ajudando a coletar parte das 20 mil toneladas de resíduos produzidas diariamente na cidade de São Paulo, segundo o Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos da Prefeitura.

Os catadores são expostos aos riscos do trânsito, sem segurança e ainda dependem da interpretação de cada agente ou cidadão para poder usar as ciclovias sem que sejam recriminados.  Muitos catadores já passaram por situações onde foram hostilizados, como é o caso do Gabriel Santos:

“Nem sempre dá pra usar a calçada. A carroça é um veículo não poluente, sem bateria, não usa água; só arroz e feijão. O motorista de ônibus odeia nóis, eles gostam de tirar uma fina por brincadeira. Os motoristas de carro estão começando a respeitar mais, pelo menos na região central.”

Depois de quatro meses de mobilização e diálogo com a Secretaria Municipal de Transportes, no dia 16 de junho de 2015, o Secretário Adjunto de Transportes comunicou que a alteração do decreto estava em andamento, mais ainda não havia sido publicado. Enquanto isso, o movimento continuará atuando para que o direito de ir e vir seja uma realidade para os carroceiros, e também para que haja um trabalho de formação dos fiscais e agentes de trânsito para que respeitem a utilização das ciclovias pelos catadores de materiais recicláveis.

O movimento também repudia as apreensões das carroças, ação cada vez mais recorrente na cidade de São Paulo.

Para o artivista Mundano, “o catador faz 3 grandes serviços para a sociedade, todos não remunerados: a limpeza pública, a coleta seletiva e a logística reversa. E mesmo contribuindo com a cidade, ainda precisa lidar com a falta de reconhecimento pelo seu trabalho.”

O cicloativista Daniel Guth apoia a iniciativa de dividir as vias com os carroceiros para  que a cidade de São Paulo se torne cada vez mais humana, inclusiva, e que ofereça segurança aos catadores de materiais recicláveis.

“É fundamental promover a inclusão plena dos carroceiros na cidade e, tanto o decreto quanto as estruturas cicloviárias,  podem ser o início deste processo. É natural e inato, para os ciclistas, compartilharem as ciclovias”.

Para contribuir com o #reciclovia e pressionar a Prefeitura de São Paulo para que o Decreto 55.790/14 seja alterado, todos podem participar e compartilhar a campanha clicando aqui: http://goo.gl/pPU8Fq

No link, um email será encaminhado ao  Secretário Municipal de Transportes de São Paulo, Jilmar Augustinho Tatto, e o Secretário Adjunto, José Evaldo Gonçalo solicitando a inclusão das carroças no Decreto. 

Por Periferia em Movimento.

O Arquivo Histórico de São Paulo ganhou na manhã da última quarta-feira (15) uma nova sede, a Torre da Memória. Até então, os documentos com valor histórico produzidos ou adquiridos pela administração pública da capital estavam abrigados, em sua maioria, no prédio vizinho, o Edifício Ramos de Azevedo, localizado no Bom Retiro, zona central da cidade.

"Essa é uma conquista que a gente pode classificar como uma conquista de Estado e não uma atividade de governo. Essa é uma obrigação de todo gestor público, de investir parte do orçamento na recuperação da memória da cidade, sobretudo quando temos uma cidade tão apaixonante quanto São Paulo", afirmou o prefeito Fernando Haddad, durante a inauguração no novo prédio.

Atualmente, o acervo sob administração da cidade abrange documentos desde o período colonial até a década de 30. Ele tem sob sua custódia os documentos considerados mais antigos da América Latina, que são as Atas da Câmara de Santo André da Borda do Campo (1555/1558). A instituição tem um acervo de documentos não apenas textuais, mas também iconográficos e sonoros.

"Nesta gestão a gente dobrou o número de documentos preservados na cidade de São Paulo. Esta gestão é a que mais trouxe documentos para a guarda no Arquivo Histórico da Cidade de São Paulo. Tínhamos mil metros lineares e agora temos dois mil metros lineares de documentação. Estamos chegando até 1936. Todo o período da Revolução de 30, o da institucionalização das políticas públicas no Brasil, agora pode ser acessível aos pesquisadores", destacou o diretor do Arquivo Histórico, Afonso Luz.

Para o secretário municipal de Cultura, Nabil Bonduki, a ampliação do Arquivo é fundamental para o debate acerca do presente e do futuro de São Paulo. "A inauguração de hoje ressalta [a] importância desse arquivo para os pesquisadores e para todos os cidadãos de São Paulo. Isso porque este arquivo não é simplesmente um lugar de depósito de documentos antigos, mas ele dialoga com o presente da cidade, seja através da reflexão, seja a partir de estudos sobre a história da cidade. Uma política de acervos é absolutamente importante para que a gente possa registrar a história da cidade, guardar a sua identidade, sua memória. Uma cidade que não tem passado não tem futuro", disse.

"Precisamos arquivar justamente para dar às gerações futuras a oportunidade de conhecer a nossa história e os pontos de inflexões que essa história sofreu ao longo dos anos, além de verificar os acertos e erros cometidos pelas administrações para que possamos nos compreender melhor", completou o prefeito Fernando Haddad.

A Torre da Memória foi instalada na antiga Casa do Politécnico, popularmente conhecida como Cadopô, moradia estudantil construída na década de 1950 para estudantes da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), que na época funcionava no Edifício Ramos de Azevedo. O prédio foi desapropriado e restaurado pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

O novo prédio abriga ainda a nova Biblioteca Flávio de Carvalho, que contém o acervo do Núcleo de Apoio Bibliográfico, antes igualmente armazenado na sede do Arquivo Histórico e que agora totaliza oito mil itens, pois somará o acervo bibliográfico do Museu da Cidade, com itens sobre artes visuais e arquitetura. Com a ampliação, o Edifício Ramos de Azevedo deverá ganhar um espaço expositivo, com visitação aberta ao público em geral.

Restauração


As obras de restauração do prédio de 8 andares receberam investimento de R$ 4,2 milhões da Secretaria Municipal de Cultura, que contemplam: retirada de todo o revestimento externo e substituição de pastilhas; retirada e troca de revestimentos internos como o piso; alteração de layout interno; instalação de equipamentos controlados por computador para controle de umidade nos andares onde ficará armazenado o acervo; instalação de elevadores e adaptação de banheiros para acessibilidade de portadores de necessidades especiais; troca de caixilhos; execução de nova cobertura, entre outras intervenções.

Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação, PMSP.