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Chef elogia pontualidade e dedicação dos novos contratados. Grande sonho dos imigrantes é trazer a família para o Brasil.

Macaron, mil folhas, quiches, éclair, creme de confeiteiro e tortas de chocolate passaram a fazer parte do cotidiano de três haitianos que chegaram no mês de maio em São Paulo. Depois da longa e sofrida viagem até o Brasil, eles conseguiram um trabalho em uma padaria nos Jardins, bairro nobre de São Paulo. Falar francês foi um diferencial na hora da seleção.

O chef Fabrice Le Nud, que é francês e se naturalizou brasileiro, estava com dificuldades para encontrar auxiliares de confeiteiro para a unidade da Pâtisserie Douce France, na Alameda Jaú.

“A confeitaria é muito rigorosa exige muita disciplina. Tanto que muitos sabem cozinhar mas poucos são confeiteiros. A mão de obra brasileira não quer se atrelar ao trabalho e ao aprendizado a longo prazo. Eu comparo a confeitaria a tocar piano ou à ginastica artística. Tem que ter amor ao processo de treinamento. E eu não estava encontrando um jovem motivado a quem pudesse ensinar meus conhecimentos”, relata. 

Ele decidiu, então, enviar sua mulher, que é brasileira e fala muito bem francês, à Igreja Nossa Senhora da Paz, no Glicério, paróquia no Centro de São Paulo que virou referência para os haitianos recém-chegados que estão em busca de emprego. Com o intermédio da Missão Paz, que orienta os empregadores e os candidatos a um posto de trabalho, só nos primeiros seis meses desse ano 850 imigrantes foram contratados.

Lesli Gabriel, de 37 anos, que chegou doente à capital paulista, recebeu o chamado do padre Paolo Parise para participar do processo seletivo. “Dias depois da minha chegada a São Paulo, o padre falou que tinha vagas na pâtisserie e pediu para eu convidar outros colegas. Eu chamei o Josué, que veio comigo do Haiti, e o François, que a gente encontrou no Acre. E deu certo. Agora eu tenho dois pais em São Paulo: o padre Paolo e o meu patrão”, disse. Os três chegaram a ingressar em universidades.

O empresário elogia a dedicação e o comprometimento de novos empregados. “Até agora não atrasaram e nem trouxeram atestado médico”, afirmou. O patrão diz que a contratação não foi motivada por comoção provocada pelo terremoto de 2010, que deixou 316 mil mortos e comprometeu seriamente a infraestrutura do Haiti.

“Eu não os vejo como vítimas [do terremoto] mas como imigrantes motivados pela situação econômica do Haiti. Meu trabalho social eu faço fora daqui. Aqui eles gozam do mesmo respeito e das mesmas condições de trabalho de um brasileiro. Eu não enxergo neles mão de obra barata e dócil. Aqui a integração é a palavra-chave. Trabalhamos lado a lado. Por ser imigrante, eu não faço diferença”, contou.

Falar francês foi no caso deles um diferencial para conseguir uma vaga de trabalho rapidamente na opinião do chef. “Conversamos em francês, mas digo para eles aprenderem o português lá no curso que acontece na paróquia. Eu já estou aprendendo algumas expressões em criolo [língua falada no Haiti].”

Fabrice diz estimular que os haitianos não trabalhem sempre juntos. “Eu quero que eles se integrem e aprendam o trabalho. O Josué se especializou em rechear as bombinhas e fazer doces. Mais forte, François se especializou em fazer o creme de confeiteiro [que exige vigor para ser batido] e ainda é encarregado dos salgados, quiches, folhados, vol au vent. O Gabriel faz os macarons e descasca as frutas para fazer os sorvetes.”

O chef motiva os jovens aprendizes a se dedicarem a nova profissão. “Eles são otimistas. Eu digo para eles que ter uma profissão fixa e estável vai ajudá-los a melhorar de vida. Eu mesmo viajei para África, Ásia e para as Américas, além da Europa”, observou.

Eles ainda não receberam o primeiro salário e continuam dormindo na Casa do Migrante, mantida pela Missão Paz. Eles pretendem alugar uma casa para morar juntos enquanto guardam dinheiro para enviar para a família. "O padre nos orientou a dar comida para eles e não o dinheiro. Se não, eles guardam o dinheiro e ficam sem comer", contou o chef.  

Escapou do terremoto

Gabriel trabalhava em um escritório contábil em Porto Príncipe até 12 de janeiro de 2010 quando o terremoto de magnitude 7 destruiu a cidade. “Eu saí do escritório uns 30 minutos antes do tremor. O prédio ficou complemente destruído. O meu patrão ainda estava lá, foi soterrado e morreu”, contou.

Além de 316 mil mortos, cerca de 1,5 milhão de pessoas ficaram desabrigadas no país e as ruas ficaram repletas de destroços de edificações desmoronadas. Depois do abalo, Gabriel se lançou em busca de uma nova fonte de renda. “Eu fiquei como um nômade. Passamos necessidades. Está impossível de viver lá”, conta.

“Minha ideia é ficar no Brasil. Se eu tiver dinheiro, eu quero trazer minha mulher e meu filho. Também queria trazer minha mãe. Não consigo viver longe da minha mãe”, conta. 

Trazer a família

Josué Valère, também de 37 anos, deixou dois filhos, de 6 e de 1 ano, no Haiti. Ele trabalhava em um banco. A cidade de onde ele veio Cap. Haïtien não foi atingida pelo tremor, mas o impacto econômico tornou a situação insustentável. “Eu perdi o trabalho no banco. Como não achava outro, eu peguei dinheiro emprestado com uma prima que mora em Miami para pagar a viagem”, lembra.

Apesar dos contratempos e do medo de ser roubado durante a viagem, ele se diz contente. “O Brasil abriu as portas para que eu viva mais à vontade. Eu não quero escolher emprego. Eu quero trabalhar duro para trazer minha família para cá”, afirma. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Gabriel que trazer a familia.                        Josué se especiliza em doces.                   François tem caderno para as receitas.    

Caderninho

Cheime François, de 28 anos, vem de Ville des Gogaïves. Sem condições de financiar os estudos ele deixou a universidade onde fazia o curso de ciências contábeis. A mãe e um tio financiaram as passagens. “Eu não recorri aos coiotes, vim sozinho”, contou. Apesar das dificuldades, ele considera ter sido bem acolhido ao chegar ao Brasil. “Quando a gente chega as pessoas nos dão boas vindas e oferecem café, leite”, afirma.

Pouco falante, François tem se especializado no creme de confeiteiro e aos salgados, como quiche, vol au vent ou croque monsieur. “Eu comprei um caderninho e estou anotando as receitas. Quero aprender tudo direitinho”, conta o segredo para o seu bom desempenho. “Ele tem talento para a confeitaria”, observa Fabrice.

Retomada

Em maio, o Ministério da Justiça fez um acordo com o governo do Acre e a Prefeitura de São Paulo para que o transporte dos haitianos fosse suspenso. A medida foi tomada para que a administração municipal paulista pudesse organizar a acolhida dos haitianos, que entram no país pela cidade da Basileia, no Acre. Em junho, a vinda de ônibus pagos pelo governo federal foi retomada e a previsão é que a capital paulista receba cerca de 900 haitianos.

Desde 2013, sem recursos ou amigos que pudessem acolher os recém-chegados, centenas dormiram de maneira improvisada no salão da igreja no Glicério. O abrigo improvisado foi desativado recentemente após a abertura de centros de acolhimento da Prefeitura. Um deles fica na região da estação Armênia, na Zona Norte, e tem capacidade para 40 pessoas. O outro, na Penha, tem capacidade para acolher 80 pessoas e é dedicado exclusivamente a mulheres e crianças.

Em junho, o outro avanço foi o início da emissão de carteiras de trabalho pela Prefeitura de São Paulo. Antes dessa mudança, apenas a Superintendência do Ministério do Trabalho emitia o documento, o que obrigava os estrangeiros a esperar até 50 dias para conseguir a carteira de trabalho. A administração municipal não divulgou a estatística de documentos emitidos.

Letícia Macedo do G1 São Paulo.

 

Entre 15 de junho e 15 de julho, estarão abertas as inscrições para candidatos e candidatas ao Conselho Municipal dos Direitos da Juventude.

As 21 vagas são destinadas à jovens que tenham entre 18 e 29 anos e a inscrição deve ser feita presencialmente na Coordenação de Juventude da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, localizada à Rua Libero Badaró, 119, Centro, em São Paulo (SP).

Composto de forma paritária entre governo e sociedade civil, o Conselho foi criado pela Lei Municipal nº 14.687 de 2008 e atualizado pela Lei Municipal nº 16.120, deste ano. Ele é uma importante ferramenta de participação política para a juventude e tem como função fiscalizar políticas públicas para a juventude, ampliar e assegurar direitos, além de discutir temas relevantes aos jovens de São Paulo.

Das 21 vagas, 14 serão dedicadas a jovens que trabalham em movimentos sociais, associações ou organizações que tratem de 14 eixos específicos: educação, trabalho, emprego e geração de renda, esporte e lazer, saúde e meio ambiente, diversidade religiosa, deficiência e mobilidade reduzida, juventude negra, mulheres, diversidade sexual, cultura e arte, moradia, inclusão digital, mobilidade, direito à cidade e movimento estudantil. Também haverão duas vagas para representas de organizações da sociedade civil que trabalhem com a juventude e uma vaga para jovens de cada uma das cinco regiões da cidade (norte, leste, oeste, centro e sul).

Para se inscrever, é preciso levar a cópia de um documento oficial com foto, comprovante de residência e um portfólio com projetos ou uma carta de um movimento ou entidade da qual o candidato é representante. Também é necessário levar a ficha de inscrição, preenchida em duas vias.

A votação acontecerá no dia 2 de agosto e está aberta também para eleitores à partir dos 15 anos de idade, em 11 lugares da cidade a serem divulgados. Para saber mais e fazer sua inscrição, acesse o site da Prefeitura de São Paulo, ou mande entre em contato pelo telefones (11) 3113-9730 ou pelo e-mail: [email protected]

Redação do Projeto Aprendiz.

O posto médico está cheio e muitas pessoas aguardam atendimento. No bairro de Cidade Tiradentes, a 40 quilômetros do centro da capital paulista, o cenário pode ser praticamente o mesmo em qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS) da periferia de grandes cidades ou dos municípios do interior do país, mas a situação agora é diferente das encontradas em anos anteriores. Desta vez, tem médico.

Com o lançamento do Programa Mais Médicos, em 2013, o número de profissionais na região aumentou e essa medida já apresenta resultados importantes. A mortalidade infantil no bairro em 2014 foi a menor dos últimos 10 anos, com índice de 14,4 para cada mil nascidos vivos, de acordo com dados da Supervisão Técnica de Saúde de Cidade Tiradentes.

O bairro, que abriga o maior complexo de conjuntos habitacionais da América Latina, tem 220 mil habitantes, dos quais cerca de 80% dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS). Até pouco tempo, Cidade Tiradentes tinha dificuldades para atrair ou manter médicos nos postos de saúde. Algumas unidades ficavam até quatro meses sem receber um profissional, o que prejudicava o atendimento à população e colocava o bairro entre os piores distritos nos rankings de pesquisa sobre saúde no município.

Diante desta situação, Cidade Tiradentes entrou para a lista de prioridades do Mais Médicos, do Ministério da Saúde, que enviou profissionais à região já no lançamento do projeto, em 2013. Hoje, atuam no bairro 15 médicos cubanos, que vieram trabalhar no Brasil após acordo do governo federal com a Organização Pan-Americana da Saúde, da Organização Mundial de Saúde (OPAS/OMS), que trouxe ao país mais de 11 mil profissionais da ilha caribenha.

A agente comunitária Simone Pestana acompanhou de perto as transformações no território. Ela é moradora do bairro desde 1984, no início da construção dos primeiros conjuntos habitacionais. Simone lembra que, na década de 1980, não havia infraestrutura para atender os novos moradores, que tinham que percorrer longos trajetos para chegar a algum hospital. Ela aponta que a construção das UBSs não supriu por completo as necessidades dos moradores, pois não havia médicos para atendê-los.

Mas, hoje, ela vê mudanças significativas nessa condição. Grávida de oito meses, apesar de ter plano de saúde particular, Simone optou por fazer todo o pré-natal no SUS depois que seu primeiro filho foi atendido por um médico cubano. “Eu tenho segurança neste médico. Ele tratou meu filho que tem umas questões alérgicas e hoje está 99% bem. Eu gostei da segurança que ele me transmitiu no atendimento e por isso optei por fazer meu pré-natal aqui. No convênio, eu só vou mesmo pra fazer meus exames por uma questão pontual. Minhas consultas são todas na UBS”, disse.

Médicos cubanos no Brasil

Simone é paciente do médico Reynaldo Villaron Nuevo, que trabalha na UBS Carlos Gentile de Melo. Nascido e formado em Havana, capital de Cuba, ele já trabalhou em outros países, como Bolívia e Venezuela e lembra com precisão a data de desembarque no Brasil: “Seis de outubro de 2013”. Ele destaca que o princípio da sua atuação como médico é ajudar quem precisa no lugar que for necessário.

A lógica de uma medicina humanizada, voltada à atenção primária de saúde e prevenção de doenças, tem sido disseminada por ele e pelos colegas cubanos. Segundo o médico, o retorno dos brasileiros tem sido positivo. “O posto funciona como uma grande família e me sinto muito bem acolhido”, declarou.

O médico brasileiro Rodrigo Cesar Pournour Veríssimo trabalha no mesmo posto que Reynaldo desde 2012. Na contramão da maioria dos profissionais de São Paulo – que preferem trabalhar no centro –, a opção pelo trabalho na periferia foi considerada um desafio por ele e um modo de ter contato direto com a realidade. “Trabalhar na periferia faz o médico enxergar o outro lado da medicina”, avaliou.

Veríssimo observa mudanças importantes no cotidiano do atendimento. “O médico cubano tem uma formação acadêmica diferente do médico brasileiro. Por exemplo, falar, orientar o paciente para evitar o desenvolvimento de uma doença. Há também diferenças na indicação de um ou outro medicamento para tratamento e acompanhamento ao paciente. Aprendemos bastante no convívio com os médicos cubanos. É uma visão mais precisa do que imediatista”, avaliou.

Tais transformações também tem sido percebidas nas periferias de outros municípios brasileiros, como as de Jaboatão dos Guararapes, na região metropolitana de Recife, capital pernambucana. A cidade, com aproximadamente 650 mil habitantes, possui um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) considerado alto (0,717), mas, assim como São Paulo, sofre com a desigualdade no atendimento entre as periferias e as regiões mais centrais.

O relato da dona de casa Ivonete Fernandes Pimenta da Cruz, 53 anos, e moradora do bairro do Socorro, expõe bem esta situação. Sintomas de fraqueza e mal estar a fazem procurar rotineiramente o atendimento médico público há pelo menos quatro anos. Antes, as consultas eram feitas no Hospital das Clínicas, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A distância e as dezenas de exames sem descobrir a doença a fizeram com que ela desistisse de ir ao hospital. “Tinha que acordar cedinho. Metrô muito cheio, ônibus muito cheio. Passava a manhã todinha lá e nada resolvido”, conta.

Ela aponta que o problema de baixo número de leucócitos e plaquetas no sangue, que atuam na defesa do organismo, somente foi descoberto por uma médica cubana, que atende no posto mais próximo da sua residência, a UBS Lote 19/31 Maria da Luz.

“Da última vez agora, eu estava muito doente, eu não podia nem ir ao posto. Depois que a doutora terminou os pacientes dela, ela veio aqui na minha casa. [Depois dos exames,] ela ficou me acompanhando. Deu umas dicas, remédios para eu tomar vitamina C, complexo B. Graças a Deus estou bem. As plaquetas aumentaram e eu estou bem depois que me consultei com a doutora Nures”, comemorou.

Estratégia da família

A visita à casa de dona Ivonete e a de milhares de brasileiros dos 3.785 municípios atendidos pelo Mais Médicos está previsto no plano de trabalho das equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF). Entre 2010 e 2014, houve um crescimento de 19,8% dessas equipes, passando de 31.660 para 37.944 no período, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada em junho pelo Ministério da Saúde.

Geralmente formadas por um médico, enfermeiro, auxiliar de enfermagem e até seis agentes de saúde, muitas dessas equipes estavam desfalcadas pela ausência do médico. Em Cidade Tiradentes, por exemplo, há 32 equipes de Saúde da Família que, agora com os médicos cubanos, têm conseguido aperfeiçoar a estrutura e fazer um acompanhamento mais permanente no bairro.

“Tem os enfermeiros que são importantes, que fazem o acompanhamento, mas a saúde se faz em uma equipe intersetorial e o médico é fundamental”, enfatizou a supervisora do Mais Médicos no bairro, Marta Pozzani.

A supervisora explica que as equipes precisam se inserir e ter domínio sobre o território em que atuam. Ela explica que é necessário fazer um diagnóstico do perfil epidemiológico, saber como os moradores vivem, qual tipo de moradia habitam, qual a situação do saneamento básico, ou seja, tudo que abrange as condições de vida das pessoas atendidas.

Fonte: Saúde Popular.

 


No caso das faixas exclusivas de ônibus, o compromisso original de Haddad, de 150 km, foi superado com folga - cidade já tem 386 km.

Se em áreas como saúde e educação os planos do prefeito Fernando Haddad (PT) ainda estão engatinhando, em temas como mobilidade e desenvolvimento social o petista fez em dois anos e meio de gestão mais do que o prometido para todo o mandato. Das 123 metas previstas no programa, 9 foram cumpridas e superadas.

Na área de transporte e mobilidade, dos 11 compromissos previstos, oito já foram integralmente cumpridos ou têm índice de execução superior a 50%. Uma das principais promessas na área é implementar 150 quilômetros de corredores de ônibus até o fim de 2016. No momento, de acordo com a Prefeitura, 51,9% da meta está cumprida, com 37,9 km das obras em andamento, 62 km com obras contratadas e 26 km em licitação. Já no caso das faixas exclusivas de ônibus, a meta original, de 150 km, foi superada com folga - a capital paulista já tem 386 km de vias segregadas para os coletivos municipais.

As ciclovias também continuam sendo instaladas. De acordo com o site da Prefeitura, 51,3% da meta de uma rede de 400 km de vias para bicicletas está cumprida. Desde junho de 2014, foram concluídos 238,3 km - já incluído o trecho da Avenida Paulista, inaugurado no domingo.

Haddad também conseguiu cumprir integralmente uma das principais bandeiras de campanha, a criação do bilhete único nas modalidades diário, semanal e mensal. Implementou ainda 151 linhas de ônibus com funcionamento durante toda a madrugada.

Mais temas

Na área de desenvolvimento social, o plano de inserir no programa Bolsa Família 228 mil novas famílias também foi além do esperado - a meta foi atingida e atualmente são 269.650 beneficiários.

A área de cultura também tem bom índice de execução. Das oito metas previstas, quatro já foram cumpridas e três têm taxa de cumprimento superior a 50%, de acordo com os critérios da administração municipal. Haddad se comprometeu, por exemplo, a fomentar 500 projetos pelo programa VAI (Valorização de Iniciativas Culturais) e já apoiou em sua gestão 644.

O prefeito também alcançou bons números no tema de espaços públicos, com três das cinco metas integralmente cumpridas. O plano previa a instalação de 42 áreas de conexão Wi-Fi aberta em locais públicos - até o momento, 120 pontos foram implementados, ou seja, 250% da meta. A iluminação pública teria 18 mil novos pontos e a cidade ganhou 53.489. A administração diz ainda ter criado em cada uma das 32 subprefeituras um programa de requalificação do espaço público e melhoria do bairro, com 296 obras concluídas em todos os distritos.

No tema de participação e transparência, a gestão cumpriu quatro das sete metas previstas, entre elas a criação dos conselhos participativos em todas as subprefeituras e dos conselhos da cidade, de transportes e de esporte, lazer e recreação. Outras três instâncias temáticas estão prometidas pela Prefeitura, incluindo o conselho de transparência e controle social.

Comparação

Considerando o balanço anterior do programa de metas, divulgado no site da Prefeitura em dezembro de 2014, o número de compromissos integralmente cumpridos por Haddad dobrou: passou de 16 para 32.

Na outra ponta, caiu de 40 para 15 o número de metas que apresentam taxa de execução inferior a 25%.

Edison Veiga e Fabiana Cambricoli no Estado de S.Paulo. 

Quando Nabil Bonduki assumiu a Secretaria de Cultura da cidade de São Paulo, anunciou que olharia com atenção para o cinema. A concretização da primeira leva de 30 filmes com o selo SP Cine, muitos deles prontos para chegar às salas de exibição ainda em 2015 e 2016, é uma mostra de que o projeto não ficou só no papel.

Para garantir que estes filmes estejam disponíveis ao público, a SP Cine promete entregar nos próximos meses 20 salas em bairros populares, que terão sessões a preço popular. Além disso, está em pauta facilitar as filmagens de produções na cidade, de acordo com o secretário, “para poder fazer com que São Paulo seja um cenário natural do cinema”.

Após a entrevista coletiva na sede da Prefeitura que anunciou os contemplados nas primeiras linhas do programa, Bonduki falou ao TelaTela.

TelaTela – Como o circuito da SP Cine se relaciona com a rede já existente? Será uma concorrente ou uma alternativa?

Nabil Bonduki – De maneira nenhuma é uma concorrência. Na verdade, nós estamos chegando onde as redes privadas não chegam. São locais da cidade onde não existem salas de cinema, e nós acreditamos que não vai haver concorrência. Talvez até o contrário: criar salas de cinema em locais que não têm sala poderá fazer com que mais pessoas fiquem apaixonadas pelo cinema e possam a partir daí frequentar inclusive outras salas do circuito comercial. Eu não vejo como concorrência, eu acho que uma rede é uma rede, quando ela cresce é como uma cadeia. Um setor alimenta o outro e com isso nós vamos ter mais possibilidades de ver cinema, e principalmente o cinema brasileiro em São Paulo.

Lembrando que não é só o cinema paulista, ou o cinema brasileiro, que não tem tela. Muitos cinemas, de muitos lugares do mundo não têm telas em São Paulo. Vamos lembrar que no período da Mostra Internacional de Cinema temos muitos e muitos filmes de muitos lugares que só passam ali na Mostra, e são filmes muito bons, muito interessantes, que não entram no circuito comercial. Então na verdade esse circuito de salas de cinema da Prefeitura será, sem dúvida nenhuma, um impulso importante para toda a produção mais independente do mundo todo poder se apresentar na cidade de São Paulo.

Esse circuito de salas de cinema da Prefeitura será, sem dúvida nenhuma, um impulso importante para toda a produção mais independente do mundo todo poder se apresentar na cidade de São Paulo”

As salas da SP Cine vão estar abertas também para essas produções internacionais?Vão. Elas vão ter uma produção variada, a ideia não é que ela só vai ter filme brasileiro, ou só “filme-cabeça”, filmes autorais, porque nós precisamos também formar público. E às vezes a gente forma público garantindo que ele possa ter acesso a outros tipos de filmes que até são mais fáceis de deglutir.

A ideia é que a gente tenha a SP Cine junto com um bom programador, privado, que poderá se associar à prefeitura, para que a gente possa fazer um programação variada. Que tenha cinema brasileiro, tenha cinema independente, e possa ter até algumas produções de Hollywood, que são aquelas que vão permitir que uma população, que hoje não consegue pagar o preço de um shopping, de repente possa ter acesso num cinema da Prefeitura.

A SP Cine pretende também fazer mais oficinas e workshops em Ceus e Centros Culturais? Como a Prefeitura vê estas iniciativas?

Nós temos várias iniciativas da Prefeitura voltadas à oficinas de criação, com participação da população. Com certeza o audiovisual é uma das linguagens, além das oficinas de teatro, de música, dança, as mais diferentes manifestações culturais. O audiovisual, com a SP Cine, vai ganhar mais espaço dentro dessa possibilidades.

Nós estamos num processo também de implantar um Laboratório de Audiovisual, o LEIA (Laboratório de Experimentação e Inovação Audiovisual), em que nós vamos poder desenvolver pequenas empresas, startups e empresas audiovisuais, gerando uma ampliação da economia criativa na cidade e um conjunto maior de pessoas capacitadas para participar do audiovisual, porque com a abertura do espaço em tela nas TVs pagas nós temos hoje uma grande demanda por audiovisual, e nem sempre existe pessoal capacitado para poder trabalhar.

Iluminadores, maquiadores, cenógrafos, uma enorme quantidade de pessoal que é necessário para as produções de audiovisual poderá se formar nessas oficinais e nesses espaços de formação.

Como esse projeto de facilitar as filmagens em São Paulo irá funcionar na prática e a partir de quando a gente vai poder ver mais filmes serem rodados no espaço público da cidade?

Nós já temos um setor dentro da Secretaria, mas ele precisa ser reestruturado para que ele possa efetivamente cumprir o papel de agilizar e tornar fácil a filmagem na cidade de São Paulo.

Isso terá que ser feito também num trabalho articulado com outras secretarias municipais, em especial com a CET (Companhia de Engenharia de Trafégo) e com as subprefeituras e também com a Secretaria de Serviços que são secretarias que têm que atuar para interromper o trânsito, para autorizar as filmagens, para garantir uma infra-estrutura necessária, por exemplo, de energia elétrica, pra poder filmar no espaço público. Mas é um esforço que neste segundo semestre nós vamos agilizar para poder fazer com que São Paulo seja um cenário natural do cinema.

Diego Olivares no Tela Tela.

Lançado nesta quarta (1º), programa prevê criação de projetos pedagógicos voltados à alimentação saudável nas unidades escolares, para que professores e alunos possam fazer refeições juntos e os hábitos alimentares sirvam de exemplo para as crianças.

A Prefeitura de São Paulo lançou na tarde desta quarta-feira (1º) o programa “Na Mesma Mesa”, que promoverá hábitos alimentares saudáveis nas escolas municipais a partir de uma interação mais próxima entre alunos e professores no momento da refeição.

O objetivo da iniciativa, que foi apresentada em evento no Centro Educacional Unificado (CEU) Butantã, é que, ao fazer as refeições ao lado dos professores, os alunos aprendam a importância da alimentação saudável e levem as práticas para dentro de suas casas.

“Na refeição, não tem professor, aluno ou funcionário. Estarão todos em volta de uma mesa, se alimentando e olhando um para o outro, trocando experiências. Ali se educa tanto quanto na sala de aula. É um momento rico do dia e que ficará muito mais enriquecido, colocando professores e alunos sentados frente a frente”, afirmou o prefeito Fernando Haddad.

“Nosso sonho é que isso chegue nas famílias, fazendo com que aos alunos e professores na escola tenham uma alimentação mais saudável e essas crianças possam chegar em casa e ajudar a mãe e o pai a mudarem seus padrões de alimentação. Alimentar é compartilhar”, disse o secretário municipal da Educação, Gabriel Chalita.

As unidades escolares interessadas devem apresentar projetos envolvendo hábitos alimentares saudáveis, com cronogramas de refeições conjuntas envolvendo alunos e professores. Os projetos deverão ser aprovados pelas Diretorias Regionais de Educação (DREs).

A interação pretendida não seria possível sem o lançamento do programa, porque os professores recebem vale-refeição e não é permitida a alimentação na escola. A participação da unidade educacional no “Na Mesma Mesa” não irá interferir no pagamento do benefício aos educadores.

“No programa, reconhecemos e reforçamos mais uma vez o papel do professor. Professor não é dador de aula, é gestor de sonhos, é fundador de mundos e referência no espaço que habita. Portanto, quando ele compõe com seus alunos a mesa de refeição, isso traz uma forma de construção diferenciada”, disse a secretária-adjunta da Educação, Emília Cipriano.

O programa se soma a outras ações tomadas pela Prefeitura na melhoria da alimentação escolar desde o início da gestão, como o aumento, de 1% em 2012 para 23% neste ano, do percentual de recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) investidos em produtos de agricultura familiar.

“Estamos reduzindo produtos alimentícios e trocando-os por alimentos integrais. Por exemplo, está acontecendo a substituição dos bolos, que faziam os lanches das crianças, por frutas, o que nos coloca em um patamar mais elevado que o preconizado pelo Pnae”, afirmou a diretora do Departamento de Alimentação Escolar (DAE), Erika Fischer.

A primeira-dama e coordenadora do programa São Paulo Carinhosa, Ana Estela Haddad, também participou do evento.

Parceria

Além do lançamento do programa “Na Mesma Mesa”, a Secretaria Municipal da Educação assinou ainda um convênio com a Nestlé para aplicação do programa “Nutrir Crianças Saudáveis”. A iniciativa promove hábitos alimentares saudáveis e atividade física para crianças em idade escolar, capacitando educadores desde 1999.

No período, mais de 19 mil profissionais de 7 mil escolas foram capacitados em todo Brasil, impactando na formação de mais de 2 milhões de crianças.

“Vamos compartilhar tecnologia social para incluir o tema no dia a dia das escolas, transformando a hora da educação em um momento para educar”, afirmou o presidente da Nestlé, Juan Carlos Marroquin.

Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação, Prefeitura.