Você sabia? O nosso país produz mais 'magrelas' do que carros - São Paulo São

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Pelo menos neste começo de ano, a crise econômica que o país enfrenta não surtiu maiores efeitos sobre a venda de bicicletas em Curitiba.

Segundo André Hain Taborda, da Agência da Bicicleta, e Lee Américo Nascimento Vieira, da Bike Tour Club, o mercado vive um bom momento, com as vendas mantendo-se no mesmo nível registrado no ano passado. E isso é um reflexo do País. Um exemplo: nos últimos anos a produção de bicicletas está na casa de 4 milhões de unidades por ano. No ano passado, foram produzidos pouco mais de 3,1 milhões de automóveis no País.

“As vendas neste primeiro semestre estão a mesma coisa do ano passado, o mercado está bom. Nós não tivemos ainda queda em valor ou em quantidade de vendas”, afirma Taborda, que é sócio-gerente da empresa fundada em 1944 na Capital, enquanto Veira diz que para começo de ano o movimento foi bom. “Sempre tem venda, sempre tem manutenção para fazer, então a gente não fica parado. A crise (econômica) não afetou tanto.”

Apesar do momento positivo, nos próximos meses algumas mudanças importantes devem acontecer. Para começar, o movimento de ciclistas nas ruas deve cair, por conta da chegada do frio. “Com o inverno, o pessoal diminui o uso (da bicicleta), principalmente quem usa mais para lazer. Daí só ficam aqueles que usam (a bike) como meio de transporte mesmo”, opina Taborda.

Com menos ciclistas nas ruas, menos bicicletas irão precisar passar por algum tipo de reparo. Dessa forma, o movimento nas bicicletarias também deve dar uma “esfriada”. “Agora começa a fase do inverno, então dá uma segurada nas vendas e também tem uma queda na parte de manutenção. Mas terminando o inve rno a pessoa já começa a se programar para voltar a usar a bicicleta e o movimento volta a crescer”, relata Vieira.

Mas se o uso deve entrar em baixa por conta do frio, para quem está pensando em comprar uma bicicleta esse pode ser considerado um bom momento. É que nos próximos meses a tendência é que os preços comecem a subir, até por conta da inflação.

“Nós não tivemos queda nas vendas, mas os custos aumentaram e ainda não pudemos repassar os novos preços para o consumidor. A partir do próximo mês já vamos começar a fazer alguns reajustes”, explica Taborda. “Nós ainda estamos trabalhando no preço antigo, mas porque segurou o estoque. Quando estamos fechando pedidos novos, também notamos que o preço deu uma subida”, complementa Vieira.

Principais cidades com ciclovias implantadas no mundo

1 – Berlim: 750 km
2 – Nova York – 675 km
3 – Brasília – 420 km
4 – Amsterdã – 400 km
5 – Paris – 394 km
6 – Rio de Janeiro – 380 km
7 – Bogotá – 359 km
8 – Copenhague – 350 km
9 – São Paulo – 250 km
10 – Barcelona- 200 km

Fonte: Redação Bem Paraná